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News & Trends

Aparece lá em casa

em Monocotidiano/News & Trends por

Quando abriu o WhatsApp viu a mensagem: “E aí? Vão fazer alguma coisa no sábado? Vamos comer alguma coisa em casa?”

Era a quarta ou quinta vez que eles eram convidados para encontrar com os amigos.

E a quarta ou quinta vez que não dava certo.

Pior que agora o amigo já sabia que ele tinha visto a mensagem por causa do maldito tique azul.

Não tinha como fugir.

O mínimo que uma pessoa bem educada faria era responder.

Tomou coragem e decidiu aceitar o convite.

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Quando se deixa de ser criança

em Cássio Zanatta/News & Trends por

A gente deixa de ser criança quando não acha mais espirro engraçado. Nem homem careca (às vezes até vira um). Quando pensa que é a coisa mais normal do mundo a estátua do Cristo estar lá em cima da montanha e que passear no Bondinho é programa de turista. Deixa-se de ser criança por muito pouco.

A criança desaparece – plim – quando os olhos espiam um gramado e não sentem uma vontade incontrolável de procurar tatu bolinha. Quando passa a classificar hamburguer como comida, e não algo divertidíssimo que, se a gente apertar aqui, sai um molho ali, uma alface acolá, até saciar o desejo de sujar todos os dedos das mãos e o redor da boca num tanto que não há guardanapo que dê jeito.

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Congresso voltado a Síndicos e Administradores

em News & Trends/São Paulo por

Encontro reunirá diversos especialistas do segmento no dia 19 de outubro, em São Paulo, para debater os principais erros registrados em condomínios e como evitá-los

O 3° Congresso de Síndicos e Administradores promoverá discussões que visam, entre outros benefícios, a redução de custos, o aumento da segurança e melhorias nas relações entre síndicos, moradores e funcionários. Nos últimos anos, tem-se registrado um aumento significativo no número de empreendimentos que profissionalizaram o trabalho de sindicância e a expectativa é de que aproximadamente 500 profissionais participem do evento.
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João Pessoa recebe 48ª edição do Congresso Brasileiro de Otorrinolaringologia

em Brasil/News & Trends/Saúde & Bem-estar por

Encontro ocorre de 31 de outubro a 3 de novembro no Centro de Convenções da capital paraibana

A Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial (ABORL-CCF) promove, entre os dias 31 de outubro e 3 de novembro, o 48º Congresso Brasileiro da especialidade. O evento será realizado no Centro de Convenções de João Pessoa e a expectativa é de que aproximadamente 3 mil profissionais participem do encontro, que já conta com a presença confirmada de 10 convidados internacionais.

O 48º Congresso trará para os participantes a transmissão de cirurgias ao vivo de diversas áreas da especialidade, para que a experiência de todos possa ser a mais abrangente e completa possível. “O grande destaque desta edição fica por conta da realização e transmissão das cirurgias ao vivo. A confluência da prática com a teoria é o grande objetivo do Congresso, bem como a possibilidade de trocar conhecimentos e experiências com colegas de profissão. Estamos preparando uma grade científica repleta das maiores novidades da especialidade e que dialoga com outros assuntos importantes para nós otorrinos, indo desde aspectos legais do cotidiano médico até a própria gestão da carreira”, declarou o Presidente da ABORL-CCF, Dr. Márcio Abrahão.

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Médico brasileiro assume Federação Internacional para Cirurgia de Obesidade e Distúrbios Metabólicos

em Brasil/News & Trends/Saúde & Bem-estar por

Cirurgião Almino Cardoso Ramos tomou posse em cerimônia realizada nesta sexta-feira em Dubai

O cirurgião bariátrico Almino Cardoso Ramos, de São Paulo, assumiu nesta sexta-feira (29), em Dubai, Emirados Árabes, a presidência da Federação Internacional para a Cirurgia de Obesidade e Transtornos Metabólicos (IFSO). A posse do cirurgião aconteceu durante o 23º Congresso Mundial de Cirurgia Bariátrica e Metabólica, realizado pela IFSO – Federação que atualmente conta com mais de 9.500 membros provenientes de mais de 70 países.
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Debate

em Monocotidiano/News & Trends por

O menino chegou na sala louco pra assistir um desenho antes de dormir. Mas a televisão estava ocupada por senhores de gravata e o sofá ocupado por um senhor de pijamas. Nada feito.

    • Pai, o que você tá assistindo?
    • Chama debate, filho.
    • O que é?
    • São várias pessoas que querem ser presidente.
    • O que é presidente?

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em Cássio Zanatta/News & Trends por

Foi num 12 de outubro. Como era Dia das Crianças, fomos ao cinema ver Pinóquio. Prometemos encher o que um dia seria nossa casa de relógios cuco, nunca deixar o nariz crescer e evitar o estômago de baleias. Dois anos depois estávamos juntos, num dia 2 como hoje. Bodas da cor que vão tomando os cabelos. Muita gente dizendo “nossa, coisa rara, hoje em dia” e o tom não parece muito ser de aprovação. Por isso, todos os buquês e olhares e cuidados parecem pouco. Jantar marcado no restaurante, estamos nos arrumando, dividindo o espelho do banheiro.

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Estudantes de São Paulo criam projeto de apoio a refugiados

em Brasil/News & Trends/ONU/São Paulo/Saúde & Bem-estar por

Alunos do Anglo Vestibulares arrecadam doações e promovem debate sobre imigração

O Projeto SOU – RefugiAmar é formado por cerca de 50 alunos do Anglo Vestibulares e tem desenvolvido uma série de ações em prol dos refugiados. Com o auxílio do Serviço de Atendimento Psicológico (SAP), dos professores do curso e da Missão Paz, instituição filantrópica de apoio e acolhimento a imigrantes e refugiados, desde o começo do ano, esses jovens se reúnem e articulam ações sociais que possam incluir os outros alunos.

O grupo com o qual estão trabalhando é constituído por imigrantes e refugiados, de mais de 20 nacionalidades, recebidos e amparados pela Missão Paz. A instituição disponibiliza instalações (Casa do Migrante), alimentação completa, apoio legal, assistência social e aulas para essa população.

O trabalho dos alunos é dividido em alguns eixos de atuação. Além da arrecadação de dinheiro, que foi revertido para o projeto, eles também se dedicaram à arrecadação de roupas, brinquedos, livros infantis, itens de higiene pessoal e alimentos. A ideia surgiu de uma iniciativa da instituição chamada Jornada Sou, que incentiva os estudantes a se envolverem com projetos de cunho social.

A escolha do público alvo, do tema, das ações que seriam realizadas e da instituição parceira foram determinadas pelos estudantes. Juntos, traçaram toda a estratégia para colocar o projeto em prática. Como uma pequena empresa, dividiram-se em grupos com diversas funções (divulgação, captação de recursos, etc.) e tomaram as decisões necessárias para a iniciativa prosperar. Depois de conhecerem a entidade e entenderem um pouco mais desse universo, buscaram, junto com seus dirigentes, formas de contribuir.

Evento

Na última sexta-feira (21), ocorreu, na unidade Tamandaré, uma palestra com professores e membros da Missão Paz sobre a inclusão do imigrante e do refugiado no Brasil. A ideia do evento foi explorar esse tema com os alunos de uma forma mais aprofundada, indo além do que é mostrado em livros e noticiários.

Durante o evento, os jovens tiveram a oportunidade de aprender mais sobre o assunto e se sensibilizar com a causa, entrando em contato com uma realidade diferente, que tem ganhado notabilidade nos últimos tempos. A temática, inclusive, é bastante explorada nos vestibulares e conhecê-la de uma forma mais próxima e empática pode ser extremamente enriquecedor.

“Jornal da Band” leva ao ar série especial sobre os professores de escolas públicas

em Brasil/Educação e Comportamento/News & Trends por

A partir desta quarta-feira (26), o Jornal da Band exibe a série especial “Professores: Entre os Muros da Escola”. A repórter Adriana Alves vai mostrar casos de profissionais do ensino público que precisaram se afastar do trabalho por causa da violência, mas também exemplos que provam que a união entre alunos, professores e a comunidade faz a história ser contada de outra maneira.

No estado de São Paulo, 130 mil professores ficaram doentes e foram afastados no último ano. A principal causa para os pedidos de afastamento foi transtorno mental. Uma epidemia de violência varre as escolas de diferentes estados do país. No último levantamento da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) sobre violência nas escolas, realizado em 34 países, o Brasil ficou no topo do ranking.

As reportagens também mostrarão exemplos positivos em diferentes partes do Brasil, onde a violência foi controlada e os alunos se apaixonaram pela sala de aula.

A série especial “Professores: entre os muros da escola” será exibida entre os dias 26 e 29 de setembro, a partir das 19h20, no Jornal da Band.

 

Livro de cartunista americana aborda desafios da vida adulta e transtornos psíquicos

em Brasil/Cultura e Entretenimento/News & Trends por

Beth Evans , que tem milhares de seguidores no Instagram,  conta suas próprias histórias e mergulha em temas como depressão e ansiedade com sensibilidade e bom humor no livro “Diário de uma ansiosa ou como parei de me sabotar” chega às livrarias neste mês de setembro pela Galera Record.

 

A transição para a vida adulta é cheia desafios. Ainda mais em tempos de redes sociais. Com uma enxurrada de fotos e posts, não é difícil acabar se comparando com os outros e, eventualmente, achar que está ficando para trás. Com seus 20 e muitos anos, a cartunista Beth Evans já passou por isso algumas vezes.  No perfil do Instagram “Beth draws things”, ela ilustra e escreve suas histórias e experiências, que foram agora reunidas no livro “Diário de uma ansiosa ou como parei de me sabotar”.

 

Mesmo falando de temas sérios, como distúrbios de ansiedade, TOC e depressão,  Beth não perde a leveza.  Alternando textos e desenhos, ela dá uma série de conselhos sobre como cuidar de si mesmo, procurar ajuda e passar por aqueles dias mais difíceis com a compreensão de que não há problema em não estar bem todos os dias.

 

“Às vezes a gente se prende à ideia de que amor próprio é achar que somos incríveis 100% do tempo. Muitas vezes são coisas bem menos impressionantes, como tratar a si mesmo com respeito ou impedir nosso cérebro de se atacar. Em um mundo em que somos ensinados a seguir um outro tipo de perfeição, ver beleza, às vezes na imperfeição, é o melhor a fazer”, escreve.

 

 

Beth Evans é ilustradora e quadrinista. Ela gosta de usar o Instagram, Twitter e Tumblr como meio de compartilhar seu humor um tanto peculiar com o mundo. Beth vive em Chicago e adora usar pijamas grandes demais enquanto desenha quadrinhos que capturam perfeitamente aqueles sentimentos difíceis de explicar.

 

DIÁRIO DE UMA ANSIOSA OU COMO PAREI DE ME SABOTAR

(I really didn’t think this through)

Beth Evans

Tradução de Giu Alonso

192 páginas

R$ 34,90

Galera Record

(Grupo Editorial Record)

 

Sucesso de público, exposição “MÃE PRETA” abre temporada em São Paulo

em Brasil/Cultura e Entretenimento/News & Trends/São Paulo/The São Paulo Times por

Idealizada pelas artistas visuais Isabel Löfgren e Patricia Gouvêa, a mostra reúne vídeos, fotografias, instalações e contará com performance de Glauce Pimenta Rosa e Jessica Castro na abertura, oficina com Jarid Arraes e lançamento de catálogo com textos de Lilia Moritz Schwarcz, Martina Ahlert, Qiana Mestrich, Temi Odumosu, Alex Castro e Júlio César Medeiros da Silva Pereira
As conhecidas imagens das amas-de-leite negras, registradas desde meados do século 19 ao início do século 20, são o ponto de partida da pesquisa das artistas Isabel Löfgren e Patricia Gouvêa para a realização da exposição“Mãe Preta”, que recebeu o Prêmio Funarte Conexão Circulação Artes Visuais de 2016. Após grande sucesso de público e crítica no Rio de Janeiro, em 2016, quando foi exibida na Galeria Pretos Novos de Arte Contemporânea (dentro do Instituto de Pesquisa e Memória Pretos Novos, na capital fluminense), com cerca de 2 mil visitantes, e também em Belo Horizonte,em 2017, no Palácio das Artes, a exposição chega a São Paulo, na Galeria Mario Schenberg, da Funarte. A abertura ocorre em 4 de outubro e seguirá em cartaz até 25 de novembro, reunindo fotografias, vídeos, instalações, performance e literatura.

 
O projeto surgiu de uma pesquisa artística de Isabel e Patricia, iniciada em 2015, que busca, visto que é um trabalho em constante progressão, traçar os elos e as ressonâncias entre a condição social da maternidade durante a escravidão por meio de releituras de imagens e arquivos do período, o desaparecimento da história escravocrata na malha urbana das cidades brasileiras e as vozes de mulheres e mães negras na contemporaneidade. O intuito da mostra é discutir a questão da memória da escravidão e o legado da mulher negra na formação da sociedade brasileira dentro da história visual do país.

 
“A exposição objetiva contrapor a representação romantizada das “mães pretas” e da maternidade em arquivos históricos do período escravocrata ao protagonismo real e crescente exercido pelas mães negras de hoje. Iniciamos este projeto dentro de um contexto histórico com as escavações arqueológicas e a memorialização da escravidão da região portuária do Rio de Janeiro nos últimos anos. À medida que foram se revelando diversos achados, começamos a buscar elementos que se articulassem com o papel da mulher negra – focando na sua função dupla como mãe de seus próprios filhos e como amas-de-leite de crianças brancas – na formação social da cidade. Essas vidas, marcadas pelo terror da separação e mesmo morte de seus filhos em prol da criação dos filhos de outrem, deixaram marcas indeléveis como uma das grandes injustiças da história do Brasil e de toda a sociedade escravocrata. Com a exposição propomos como reflexão as lacunas históricas em relação ao papel fundamental da maternidade tal como exercido pela mulher negra na nossa história urbana, social e visual, buscando pontos de inflexão com as lutas na sociedade contemporânea”, afirma Isabel.

 
Inédita em São Paulo, a exposição – que ainda seguirá para São Luís, no Maranhão, em dezembro – inclui o lançamento de um catálogo com contribuições de nomes nacionais e internacionais, como a antropóloga e curadora-adjunta para histórias e narrativas no Masp, Lilia Moritz Schwarcz (USP); a antropóloga e pesquisadora Martina Ahlert (UFMA); o escritor Alex Castro; o historiador e diretor do Núcleo de Estudos e Pesquisa do Instituto de Pesquisa e Memória Pretos Novos, Júlio César Medeiros da Silva Pereira (UFF); a historiadora da arte, educadora criativa e curadora britânico-nigeriana Temi Odumosu (Universidade. de Malmö – Suécia); e a fotógrafa, escritora e professora do ICP-Bard (EUA), a norte-americana Qiana Mestrich.

 

 

Um dos pontos altos da exposição é a vídeo-instalação “Modos de Fala e Escuta” (com 27 minutos de duração), que reúne o depoimento de sete mães negras sobre maternidade, racismo, memória, ancestralidade, violência e lutas cotidianas. Nesse sentido, outro destaque da mostra é a obra “Mural das Heroínas”, com 20 retratos de líderes negras, desde Luísa Mahin, Tereza de Benguela e Nzinga de Angola às feministas Lélia Gonzalez e Beatriz do Nascimento, além de figuras políticas como Laudelina de Campos e Marielle Franco, entre outras, que simbolizam as conquistas sociais, a luta, a resistência, a voz e o lugar histórico da mulher negra no Brasil.

 
A exposição também conta, ainda, com a minibiblioteca Mãe Preta, que conta com publicações de autoras negras contemporânea se uma seção voltada para a literatura infanto-juvenil com títulos sobre protagonismo negro para consulta do público.

 
Dividida em oito séries, “Mãe Preta” apresenta instalações, colagens e intervenções em gravuras e fotografias, que, reunidas, propõem uma reinvenção poética da iconografia relacionada às mães pretas dentro de uma linguagem contemporânea tendo como ponto de partida imagens fotográficas do acervo do Instituto Moreira Salles, do Rio de Janeiro, e releituras de livros com gravuras de Jean-Baptiste Debret, Johan Moritz Rugendas e outros artistas. Isabel e Patricia criaram intervenções nessas imagens com objetos óticos, como lupas e lentes, que destacam a complexidade das relações das amas-de-leite com as crianças brancas de seus senhores e das mulheres escravizadas e seus próprios filhos dentro de contextos domésticos, urbanos e rurais.
“De tão conhecidas, estas imagens são vistas de forma superficial e contribuem para um olhar normalizado sobre a vida dessas mulheres que desempenharam um papel fundamental na formação da sociedade brasileira, mas que não revelam as histórias de violência sofridas por elas. Os trabalhos propõem uma nova forma de olhar essas imagens, de modo que a figura materna apareça no primeiro plano e não apenas como um detalhe da vida cotidiana e familiar nos tempos da escravidão”, explica Patricia.

 
Nesse sentido, marcas naturais do tempo em reproduções de negativos de Marc Ferrez e outros fotógrafos do século 19 são aproveitadas para simbolizar cicatrizes expostas em composições fotográficas em substituição a cópias perfeitas. A dupla também levantou, em jornais de época, anúncios sobre o aluguel de amas-de-leite, assim como artigos em publicações abolicionistas denunciando escândalos e abusos diretamente relacionados à questão das amas-de-leite no século 19, sobre os quais também intervêm com diversos objetos.

 
Para esta edição, as artistas fizeram uma imersão nos contextos específicos de São Paulo e São Luís, para onde a exposição viajará após a etapa paulistana. Na capital paulista, as artistas seguiram o debate sobre o apagamento da história negra da cidade e, no Maranhão, realizaram entrevistas com lideranças femininas dos Quilombos Santa Rosa dos Pretos e Santa Joana, que resultaram em obras inéditas que serão apreciadas pelo público.

 

 

A abertura da exposição em São Paulo, em 4 de outubro, contará com uma performance da carioca Jessica Castro (professora de Dança Educação, pesquisadora do Jongo, intérprete do movimento da dança afro-brasileira, artista de rua e militante do movimento negro) e da maranhense radicada no Rio de Janeiro, Glauce Pimenta Rosa (cantora, artista, gestora criativa de projetos culturais de arte e educação e ativista negra feminista), que também são protagonistas da vídeo instalação. Em 6 de outubro, às 11h, haverá visita guiada e bate-papo com Isabel e Patricia.

 
O catálogo da exposição será lançado em 10 de novembro, na Galeria Funarte, em São Paulo. Na ocasião, haverá uma oficina gratuita com a escritora, poetisa e cordelista Jarid Arraes, cearense radicada em São Paulo e autora dacoletânea “Heroínas Negras Brasileiras em 15 Cordéis”, lançado pela Pólen Livros em 2017.

“Este projeto foi contemplado pelo Prêmio Funarte Conexão Circulação Artes Visuais – Galerias Funarte de Artes Visuais São Paulo / Maranhão / Chão SLZ”

Crise requer novo perfil de profissional na indústria automobilística

em Brasil/Negócios/News & Trends/Tecnologia e Ciência por

A crise econômica colocou a indústria automobilística em xeque. No mundo todo, as montadoras puseram o pé no freio. Projetos foram adiados, orçamentos cortados e as gigantes norte-americanas fecharam milhares de postos de trabalho. Se antes do aperto financeiro a prática era recrutar e contratar executivos e profissionais especializados aos montes, com ênfase à quantidade, no pós-crise a palavra de ordem terá de ser qualidade.

Setor altamente departamentalizado por tradição, a cadeia produtiva automobilística (montadoras, autopeças, etc) sempre valorizou o profissional superespecializado – como, por exemplo, um engenheiro especialista em suspensão, ou um vendedor “expert” no atendimento a frotas – em detrimento do profissional com perfil mais abrangente em competências e conhecimentos, mais generalista.

A crise, entretanto, vai pegar de frente o profissional superespecializado, que contribui muito quando existem novos projetos, mas torna-se caro para a organização quando estes são adiados. As vendas caem, a economia se retrai e a indústria como um todo está abalada. É esse pessoal que está mais suscetível a perder seu emprego e não ter outra chance no mercado. Manter-se no trabalho ou começar uma carreira vai exigir uma mudança de perfil, porque as empresas passaram a necessitar de profissionais mais ecléticos, de formação mais ampla, que possam servir em várias funções.

Nesse novo panorama que se desenhou por força da crise foi preciso quebrar paradigmas basilares da indústria automobilística, setor que, com exceção do ABS, air-bag, dos veículos crossover e SUV, na verdade não apresentou nenhuma grande novidade tecnológica nos últimos 20 anos em termos de produtos disponíveis no mercado. No Brasil, a empresa que mais se renovou nos últimos dez anos foi uma tradicional montadora de origem norte-americana, que trouxe para sua presidência um executivo de fora da indústria, lançou o primeiro SUV compacto do nosso mercado e implantou uma fábrica em um estado sem nenhuma tradição automobilística.

Para sobreviver nos novos tempos, não bastarão diploma universitário, pós-graduação e MBA. Quem já está no mercado precisa transformar o temor da dispensa em coragem para construir uma formação mais eclética, não necessariamente atrelada às necessidades imediatas de promoção, como forma de se preparar para uma nova década de mudança de perfil que vai exigir dele uma nova postura profissional.

É preciso buscar dentro do que chamamos conhecimentos conexos ou adjacentes quais são as áreas que ele pode desenvolver de maneira mais criativa, preparando-se para as novas demandas do mercado. Talvez fazer um curso de História da Arte, Sociologia, Filosofia, Design Gráfico, Engenharia Ambiental ou outro qualquer que ajude a entender como aquela tecnologia pode ser reinterpretada para servir melhor às necessidades do consumidor ligadas à situação da sociedade naquele momento.

Quem quer entrar neste ou em outro mercado deve fazer um “autoteste vocacional”, a fim de reconhecer e desenvolver outras habilidades e se focar nelas. No mercado pós-crise, o grande diferencial não será seu conhecimento específico, mas o quanto suas outras aptidões e conhecimentos amplos podem acrescentar ao seu trabalho.

Qualquer que seja o caso, esse profissional terá de repensar a relação entre a máquina e o ser humano que a utiliza, seja sob o ponto de vista estético, social, político, econômico e ambiental. É justamente desses questionamentos que poderão surgir novas tecnologias e produtos que estimulem o cliente a mudar seus hábitos de consumo.

 *Flavio Buschinelli é graduado em Economia pela USP, mestre em Marketing Internacional pela FGV-SP, ex-professor de pós-graduação de Marketing Estratégico na ESPM-SP e gerente de negócios corporativos da Thomas Case & Associados, consultoria com mais de 40 anos de atuação na gestão de carreiras e RH.

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