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Agosto Verde Claro lembra a importância da prevenção, tratamento e diagnóstico precoce dos linfomas

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Linfomas fazem parte dos cânceres das células do sistema imunológico. São mais de 60 diferentes tipos de câncer. De forma simples, podemos dizer que se dividem em linfomas de Hodgkin (LH) e linfomas não Hodgkin (LNH).

A Organização Mundial da Saúde instituiu a campanha “Agosto Verde Claro” para alertar a população sobre esses tipos de cânceres.

Segundo a médica hematologista, Daniela Ferreira Dias, coordenadora do Departamento de Transplante de Medula Óssea do Hemomed Instituto de Oncologia e Hematologia, o sinal mais frequente que indica linfoma é o aparecimento de ínguas (gânglios) em região cervical, (pescoço), inguinal (virilha) e axilar.” Além desse aumento ganglionar, geralmente endurecido e indolor, pode haver perda de peso, aumento de transpiração, febre e cansaço sem motivo”, alerta a hematologista.

Linfoma de Hodgkin e linfomas não Hodgkin

A diferença entre o linfoma de Hodgkin e os linfomas não Hodgkin está nas características das células malignas. Quem faz essa diferenciação é o médico patologista olhando ao microscópio.

Segundo o hematologista, Marcelo Bellesso, coordenador do projeto de subespecialidades de Linfomas Não Hodgkin do Hemomed Instituto de Oncologia e Hematologia, o linfoma de Hodgkin (LH) geralmente tem melhor prognóstico. A taxa de resposta ao tratamento é satisfatória e pode alcançar 75% a depender do subtipo de linfoma e seus fatores prognósticos específicos.

“Os linfomas não Hodgkin, embora composto por dezenas de subtipos diferentes, podem ser separados em dois grupos básicos de comportamento clínico: os agressivos, de crescimento rápido, e os indolentes, de crescimento lento. Os primeiros, quando tratados adequadamente, têm taxa de resposta ao tratamento de cerca de 70%. A abordagem dos linfomas não Hodgkin indolentes é diferente e aceita-se a depender da sua apresentação, apenas a observação e acompanhamento.

Entretanto, quando o paciente começa a apresentar sintomas da doença, aí sim entramos com o tratamento. O objetivo é utilizar um regime que seja efetivo, mas, ao mesmo tempo, que cause poucos efeitos colaterais. Dessa forma, o paciente pode ter uma longa sobrevivência com excelente qualidade de vida”, explica o hematologista do Hemomed.

Causas dos linfomas

A causa da expressiva maioria dos linfomas é desconhecida, embora a imunossupressão possa estar relacionada com o surgimento de Linfomas Não Hodgkin como em paciente com AIDS ou naqueles em uso de drogas imunossupressoras, e também o surgimento após infecções com Epstein Barr Vírus, HTLV-1 vírus e presença da bactéria Helicobacter Pylori.

“Importante é o diagnóstico precoce, pois quanto mais precoce a descoberta dos linfomas, maior a chance de uma taxa de resposta positiva ao tratamento”, alerta a médica hematologista Daniela Dias.

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