As Novas Fronteiras da Ciência da Cura

em Coluna por

Paulo

As Novas Fronteiras da Ciência da Cura

Dr. Konstantin Korotkov, cientista russo criador do GDV
Dr. Konstantin Korotkov, cientista russo criador do GDV

Há algumas semanas cobri para o The São Paulo Times o evento Fronteiras da Saúde Quântica, realizado em São Paulo pela Quantum Bio; que apresentou um painel internacional de conferencistas incluindo especialistas da Rússia e Alemanha, alem de diversos médicos e cientistas brasileiros. Esta semana, pesquisando o assunto para escrever este artigo, encontrei um texto de Deepak Chopra, medico e PhD, para o Huffington Post, descrevendo exatamente um evento semelhante (embora restrito ao público profissional) ocorrido na Califórnia em setembro do ano passado, e cujos resultados foram publicados num trabalho especial intitulado “Biocampo Ciência e Cura: Uma Fronteira Emergente na Medicina”, publicado em “Avanços globais em Saúde e Medicina “da Edição Especial em Biofield Ciência e Cura, lançado em novembro de 2015.
É interessante verificar que o Dr. Chopra, mundialmente famoso por muitos livros não necessariamente ligados à “ciência oficial” é não apenas parte desse grupo dedicado a debater a ciência do Biocampo, mas aparentemente seu maior porta-voz nos Estados Unidos. Por trás da figura pública e famosa de Chopra, há um corpo de especialistas de diversas áreas, incluindo pesquisadores médicos, físicos, psicólogos. Sua própria “Fundação Chopra” é um dos organizadores e patrocinadores do trabalho – e se não surpreende que ele mais uma vez esteja à frente de um trabalho que visa integrar medicina com uma visão mais holística do ser humano; é interessante ver que a própria classe medica e os cientistas envolvidos no projeto escolham colaborar com essa visão e serem, de certa forma, representados por ele. Percebemos que vai um longo caminho desde que as afirmações e visões de Deepak Chopra eram apenas “curiosidades estranhas” apresentadas em suas famosas entrevistas no programa da Oprah, até este ponto na história onde oficialmente se reúnem médicos e cientistas em torno desta visão mais ampla, debatendo seriamente, com validade acadêmica, uma nova fronteira e paradigma da ciência e da cura; que é marcada pela ideia do Biocampo (Biofield).
O Biocampo é um velho conhecido; embora tenha ficado de fora da agenda da medicina convencional por muitas décadas. É de certa forma um desenvolvimento mais completo daquilo que começou a ficar conhecidos nos anos 70 como “fotografia Kirlian”: um método de fotografar as energias sutis que compõem o ser humano. Se na época a ideia ficou restrita a uma mera “curiosidade” sem uma aplicação direta efetiva na saúde, hoje o desenvolvimento de novas tecnologias permite trabalhar de modo muito objetivo e direto com essa forma de disgnóstico.
Ainda no ano passado assisti uma apresentação de um dos principais equipamentos de diagnóstico utilizando o biocampo; um invento do Dr. Korotkov, convidado do evento fronteiras da Saúde Quântica de São Paulo. Na ocasião, a terapeuta Patrícia Líbano, então vice-presidente do Instituto Nikola Tesla (fundado por outro dos nomes internacionais do evento da Quantum Bio; Boris Petrovic) utilizou o equipamento para um diagnóstico rápido de uma das pessoas presentes na platéia; e em cerca de 20 minutos, sem fazer uma só pergunta prévia, apontou todos os pontos de atenção que a pessoa deveria ter com sua saúde, inclusive referindo questões hormonais e psico-emocionais que absolutamente não poderiam ser “deduzidas” pela mera observação da pessoa pelos minutos sobre o palco. Um dos momentos mais interessantes do diagnóstico foi aquele em que o equipamento identificou um problema que foi traduzido pela especialista como “há algum problema com um dente seu; especificamente o segundo molar inferior direito”. De fato, a pessoa havia realizado um tratamento de canal naquele dente há alguns meses, mas o procedimento parecia não ter sido plenamente bem-sucedido, porque a paciente ainda sentia incomodo. Vale lembrar que a especialista jamais chegou perto o suficiente da paciente para poder sequer observar algo mais de perto sobre ela, que dirá olhar os seus dentes.
O criador desta tecnologia de análise das imagens do biocampo humano é um medico e pesquisador de grande renome na Rússia e no mundo todo; e foi a estrela do evento sobre saúde quântica em São Paulo, realizando um workshop para médicos e profissionais da Saúde e uma palestra aberta ao público leigo. Naturalmente que a explicação científica do funcionamento da tecnologia demandaria muito mais espaço do que é viável neste artigo; mas o importante é a verificação de que a nova fronteira da medicina e da ciência da cura é, sem dúvida, o conceito de biocampo. Alem do Dr. Korotkov, diversos outros médicos e cientistas apresentaram suas visões integrativas sobre saúde humana, e inclusive uma medica veterinária falou sobre a aplicação destas ferramentas também ao tratamento dos animais.
O essencial a ser compreendido sobre esta forma de entender a saúde é que ela percebe o ser vivo como um composto não apenas de matéria orgânica, mas de energias que podem ser medidas, observadas e utilizadas para o diagnóstico e o entendimento do problema – integrando idéias milenares e em uso na medicina oriental, especialmente chinesa, indiana e tibetana, há séculos. A visão dos campos energéticos em atuação na saúde é a própria base da acupuntura, dos meridianos energéticos utilizados na reflexologia e no shiatzu, por exemplo.

Palestra de Boris Petrovic, do Nikola Tesla Institute
Palestra de Boris Petrovic, do Nikola Tesla Institute

Isso nos leva a considerar, porque, exatamente, a medicina ocidental levou décadas de negação da existência dessas energias, para hoje, finalmente, reconhecer sua existência de forma tão simples e natural. Há um grande incomodo por parte de muitos dos mais tradicionalistas neste reconhecimento – e ficamos com a impressão de que esse incomodo nasce exatamente do erro do passado: como um dia foi negado, admitir hoje que essas energias existem e são ferramentas de diagnóstico extremamente válidas e eficazes é uma admissão de um erro de avaliação. Ou a admissão da ausência de interesse anterior nesses estudos, o que vai frontalmente contra o interesse da saúde dos seres e contra uma atitude verdadeiramente científica, de pesquisar e investigar. Alguns diriam talvez que a falta de incentivo poderia ser explicada pela grande máquina da indústria químico-farmacêutica, muito mais interessada em vender remédios de uso (e lucro) contínuo do que em efetivamente promover a saúde dos seres.
Seja como for, tanto o evento de São Paulo quanto o relatório do evento da Califórnia mostram que as novas fronteiras da ciência da saúde estão abertas e começam a ser pesquisadas por um grande número de profissionais de saúde interessados num novo paradigma de saúde, baseado na prevenção, na qualidade de vida e numa visão integrada dos seres como um todo, composto de energias, psique, emoções; e que neste todo integrado residem respostas melhores e muito mais eficazes e completas do que na análise exclusiva dos aspectos físicos e orgânicos.
Ao longo das próximas semanas, publicarei textos específicos sobre as principais palestras do evento Fronteiras da Saúde Quântica, inclusive indicando os livros e contatos dos profissionais de saúde que se apresentaram no evento.

__________________________________________________________________________________________________________
Paulo Roberto Ramos Ferreira é Coach e Terapeuta Transpessoal; Membro da ONG Terapeutas Sem Fronteiras e Conselheiro do Nikola Tesla Institute e autor do livro O Mensageiro – O Despertar para um Novo Mundo. © 2015.

loading...

Comentários no Facebook