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Marco Antônio Guile

Marco Antônio Guile has 25 articles published.

Dia de Sorte

em Incontrolável por
marco

Depois de encalços incertos. Depois de buscas conscientes. Todas estas jornadas profundas mergulhada na loucura vazia de estar só.

Dentro do peito, a esperança era luz desgastada, precária e amarela. Quase morta. Incrédula.

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Humano em descoberta

em Incontrolável por
marco

Ele era cego apesar de ter uma visão perfeita. Via, mas não enxergava.

Tomou vergonha na cara e resolveu providenciar umas lentes de contato para poder enxergar as folhas e não somente as árvores. Encaixou-as nos olhos e parou à beira da janela para admirar o baile diante da música cantada pelo vento que embalava a jabuticabeira lá fora. Distraiu-se. Chegou atrasado no trabalho. Mas no final do dia, era #gratidao por ter conseguido finalmente, enxergar.

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Construção pela Arte (a continuação)

em Incontrolável/News & Trends por
marco

Aquele meu amigo que estava fazendo o curso de dramaturgia veio me falar essa final de semana que a luz é gigante para aqueles que se permitem “escutar e repetir” para então poderem “sentir” e a partir daí terem a “liberdade” como recompensa. Foram ensinamentos profundamente “compartilháveis” a qualquer ser humano que queira se relacionar melhor. Ele disse que foram lições para a vida.

Logo no meio da sala colado no armário, uma citação do ator norte-americano Sanford Meisner, que desenvolveu o método inovador que foi ensinado durante as aulas: “Não é ser interessante, é ser interessado.”

A lógica que os atores sintetizam como “repetir”, está mais relacionada com “reagir, agir e estar atento”. Isso vai afinando nossa percepção em entender a melhor maneira de lidar com os outros.

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Construção pela Arte

em Incontrolável/News & Trends por
marco

Quando era criança e percebia a porta do banheiro trancada, adorava bater e perguntar: “Tem alguém aí?”. Se a porta estava trancada, evidentemente que sim. Entretanto, queria mesmo era saber quem estava lá. E pelo som da voz que vinha do outro lado da porta, teria minha resposta. Era uma pergunta retórica e ingênua que trazia uma resposta que me confortava.

Vi uma entrevista do escritor e cineasta Arnaldo Jabor esta semana dizendo que nos seus tempos de estudante do ensino fundamental, as crianças competiam sobre quem escrevia melhor. Poderiam ser estórias, poemas, contos ou reflexões em geral. O que importava era que agradasse aqueles que se dispusessem a ler. Para escreverem cada dia melhor, precisariam ler cada vez mais. Acabava virando a atividade da moda: ler e escrever.

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Sabedoria de mãe

em Incontrolável por
marco

Depois de ter o coração estraçalhado após um final de relacionamento que gerou uns dezoito meses de fossa, num belo Domingo ela se sente confiante o suficiente e atualiza as novidades com a mãe, que mora em outra cidade, pelo Skype. Finalmente, aquele buraco no peito da garota estava começando a ser preenchido:

– Não estou mais tão sozinha…

– Sério? E eu conheço ele? – responde de maneira enfática.

– Acho que não, mãe. Sinceramente não me lembro se já falei dele para você. Mas o conheço faz tempo e…

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Gratifica-se

em Incontrolável por
marco

Tenho uma amiga que encontrou sua cadelinha depois de duas semanas que o pet-shop à havia perdido. Pudera! Tamanho o ativismo que empregou no Facebook, talvez  até o Zuckerberg tenha compartilhado algum de seus posts. Um batalha vencida em nome desta relação transcendental que a gente tem com os nossos “melhores amigos”.

Mas nem sempre as redes sociais estiveram aí para ajudar. Sei que São Francisco, o santo protetor dos animais, sempre trabalhou bastante. Então vou contar uma história de resgate incrível que aconteceu antes destes novos tempos de comunicação virtual em massa.

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Quer que eu desenhe?

em Incontrolável por
marco

Como faz para viver bem? Que tal semana a semana? Uma boa dose de coisa boa dia sim, dia não – assim fica bom para digerir os ocorridos. Comece no Domingo. Afinal, é oficialmente o primeiro dia da semana. Eu recomendaria uma tarde em companhia da Jéssica Bronitzki. Quem não conhece alguém assim, não sabe o que está perdendo. Sugiro que procurem alguma garota que faça sua alma entrar no eixo, daí certamente a semana vai ter tudo para ser das melhores.

Lá pela Terça-Feira, recomendaria o show da Miranda Kassin cantando Amy Winehouse. Quem não a conhece, não sabe o que está perdendo. Coloca amor e devoção numa mulher de talento que admira uma musa que você vai entender o resultado. É de arrepiar.

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Quem quer ser enganado?

em Incontrolável por
marco

João estava confuso. Era muita informação desconexa para os primeiros quinze dias do ano. Haviam lhe dito que o ano que acabara a pouco, teria sido o pior da história. Seriam então reminiscências de uma ruptura? Quem sabe… mas tudo leva a crer que não. A pluralidade estaria degringolando suas certezas.

Primeiro ato. João optou por Trancoso para a virada. “É um dos cinco melhores reveillons do planeta!”, afirmara um amigo DJ que toca Groove. O intuito do João era ficar meio louco e conhecer uma garotas – tanto faz para ele a posição no ranking. Mas tudo começou a fazer sentido quando logo no segundo dia de praia passa um transeunte e cochicha para João e seus amigos que se amontoavam em uma das sobras feitas pelas tendas do beach club que estavam: vocês viram que o Léo está ali? João olha para o lado e vê o mais famoso dos Léos a uns quinze metros de distância – óculos escuros, boné e barriguinha saliente – só poderia ser o próprio DiCaprio!

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O Golpe do Acarajé

em Incontrolável por
marco

Turista do sudeste em praia nordestina. Sol, calor, cerveja… mar! Saindo deste, percebe a barraquinha do acarajé numa sombra de cajueiro disfarçadamente bem localizada – com aquela areia quente, certamente ali embaixo seria um oásis.

O turista vestiu o chinelo e fez a breve caminhada:

– Baiana, bom dia!! Esse acarajé como é que está hoje?? – perguntou sorrindo.

– Você está diferente hoje, meu filho. Mudou dos anos passados – sorriu de volta uma senhora toda vestida de branco. Pele negra, corpo magro, feições suaves e cabelos já grisalhos.

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Viva!

em Incontrolável/News & Trends por
marco

Desejo a vocês neste final de ano

que fora tumultuado como poucos

que tenham uma pessoa

única que seja

ao qual possam desejar a mais profunda felicidade.

Não sei se sabem

mas desejos e anseios são mais fáceis de serem realizados nos outros

que em nós mesmos.

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De bolso

em Incontrolável por
marco

“Onde se conheceram?”. Responder a esta pergunta poderia não ser das tarefas mais confortáveis para Letícia e Pedro. Não que existisse uma vida pregressa que não fosse motivo de orgulho para algum deles. A questão era uma pequena circunstancia – afinal boas amizades já tinham sido iniciadas de maneiras menos sinuosas. Ela preferia dizer que tinham uma amiga em comum. Ele, o mesmo.

Era um tipo de “relação de bolso”, como explica a escritora inglesa Catherine Jarvie, “são assim chamadas porque você as guarda no bolso de modo a poder lançar mão delas quando for preciso. É a encarnação da instantaneidade e disponibilidade.”

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Eureka!!!

em Incontrolável por
marco

Começa pela mania de provocar com elegância. De pulsar o êxtase. De, malandramente, andar no limiar do bom senso. Essa cleptomania por todos os corações em movimento. E que movimento… De repente resolve dançar no meio do povo. Que sorte a do povo!

Depois, se ela te olha demorado e sorri de um jeito alongado, o dia fica suave. Some qualquer entrave.

Só sei que de cavalos ela gosta! É cavalos. Essa arte em forma de bicho que Leonardo DaVinci dizia ser animal de beleza sem fim. Mandou-me outro dia assim:

“Ah, que delicia eu no meio e eles correndo em volta de mim…”

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