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Stand Up Crônicas: PARABÉNS POR QUÊ?

em Coluna por

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PARABÉNS POR QUÊ?

Ontem foi meu aniversário. Mas não foi um aniversário qualquer, ontem eu completei 40 anos. E existe um ritual que todo ser humano tem que passar quando chega aos 40: ouvir todas as piadinhas sem graça com sua idade. E não adianta tentar escapar, é uma tradição milenar e a você só cabe ficar calado e tentar passar por ela. Para um homem, só existe uma coisa pior que fazer 40, fazer 24.

A primeira coisa que todo mundo fala é que a vida começa aos 40. E esse clichê não vem sozinho, ele vem sempre acompanhado de uma expressão triunfal de quem fala, como se estivesse dizendo aquilo pela primeira vez na história da humanidade.

Mas se a vida realmente começa aos 40, é uma baita de uma crueldade da natureza. Veja só que desperdício, a vida só começar quando você está acima do peso, calvo e sem o apetite sexual dos 18.

É óbvio que isso tudo é só uma mentira para consolar a gente. A única coisa que comprovadamente começa aos 40 é o exame de próstata.

É, amigos: é chegada a hora da dedada. E como se trata de algo inevitável, pelo menos vou procurar um médico especialista, preparado, pós-graduado no exterior e, principalmente, que tenha a mão pequena.

Além do proctologista, agora vou ter que fazer checkups anuais – ou seja: vou ter que ir ao hospital muito mais vezes e ter que aturar o proctologista dando aquela piscadela toda vez que passar por mim na sala de espera.

Mas se a saúde já não é mais a mesma, pelo menos a memória fica uma porcaria. Lembro que, aos 25, eu costumava saber decor todas as minhas senhas, o número do cartão de crédito, CEP, RG e CPF. Hoje eu preciso consultar a identidade toda vez que me perguntam o nome da minha mãe.

Menos cabelos, menos saúde e menos memória. Alguma coisa tinha que aumentar quando você chega aos 40: o mau-humor. É natural, meu amigo: você é mais rabugento aos 30 do que era aos 20. É mais rabugento aos 40, do que era aos 30. E já fico num mau-humor desgraçado só de imaginar o quanto eu vou ser rabugento aos 50.

Como tudo tem seu lado bom, eu tenho pelo menos um motivo para comemorar. Agora, finalmente, eu posso estufar o peito com orgulho e dizer:

– No meu tempo é que era bom.

O que era bom? Sei lá: qualquer coisa. Eu passei a vida inteira ouvindo meu pai e meu avô falando isso e agora é minha vez.

Afinal, ter 40 anos é fazer parte de uma geração muito especial, que provou Dip’n Lick, usou mullets, cantarolou Engenheiros do Havaí e viu a Era Dunga dominar o nosso futebol.

Ter 40 anos é ter tido suas primeiras fantasias sexuais olhando para catálogos de lingerie, porque a porcaria de internet só chegou depois de você ter perdido a virgindade.

Ter 40 anos é não ser digno de receber um “parabéns”. No máximo um “liga não, a vida é assim”.

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José Luiz Martins. Humorista, publicitário e roteirista. Sócio da empresa Pé da Letra, de criação e produção de conteúdo. © 2013.

Inscrições abertas para programas gratuitos de tratamento à obesidade

em Educação e Comportamento por

A Universidade Guarulhos (UnG) está com inscrições abertas para programas de atendimento a pessoas acima do peso: o GAO (Grupo de Atendimento a Obesos), que atende adultos, e o GIO (Grupo Infantil Obesidade), iniciativas do Programa de Ação Docente-Discente de Apoio Comunitário (Paddac).

Os interessados em participar da triagem ou fazer o mesmo pelo filho devem ligar para (11) 2464-1700; ou enviar e-mail com nome completo, idade, telefone de contato, peso e altura para o endereço [email protected]. O único pré-requisito é estar acima do peso. As atividades começam em março.

O GIO é voltado a crianças entre 07 e 10 anos de idade. Os encontros acontecem apenas no Campus Guarulhos-Centro da UnG. Já o GAO tem inscrições abertas para atividades em Guarulhos, Itaquá e Arujá.

Sobre o Programa

Durante os atendimentos gratuitos, que acontecem durante três meses, os pacientes se reúnem uma vez por semana e recebem orientações de profissionais e estudantes de Nutrição, Psicologia, Educação Física, entre outros. Nesses encontros são orientados a escolher melhor os alimentos, aprendem técnicas de exercícios físicos e descobrem se o aumento de peso está atrelado a algum problema de origem psicológica. “Para quem não emagrecer ou se sentir inseguro tem a opção de seguir o tratamento no grupo de manutenção, também gratuito. Nossa meta é proporcionar qualidade de vida e recuperar a autoestima das pessoas”, explica o psicólogo José Cândido Cheque, coordenador do Paddac.

 

Relembre quais foram os principais projetos de Energia Solar de 2013

em Mundo/Negócios por

O ano de 2013 foi emocionante para a tecnologia mundial, pois a energia solar, que tem como fonte a energia renovável, tornou-se popular em alguns países e empresas sendo uma ótima alternativa para substituir os combustíveis fósseis.

Confira a lista dos principais projetos de energia solar de 2013:

Em novembro, o Departamento de Energia dos EUA anunciou que uma das maiores plantas e mais avançadas tecnologicamente do mundo de energia solar fotovoltaica se tornou comercialmente operacional.

Com 250-megawatt, o projeto Califórnia Solar Valley Ranch possui a capacidade de mudar as posições dos painéis sem fio para monitorar e otimizar o tempo de entrada solar para recolher o máximo possível de energia solar.

O projeto criou centenas de empregos e tiveram um número estimado de 315 milhões dólares na economia local. A planta agora faz parte de 42 mil casas.

Em 2011, o DOE emprestou US$ 1,2 bilhão para apoiar a construção da usina Solar Valley Ranch. O apoio financeiro faz parte de um programa mais amplo do DOE que tem como foco os projeto de grande escala.

Esse é o primeiro projeto de energia solar dos EUA a usar o monitoramento sem fio e sistemas de controles para melhorar a produção anual, que atinge os 25% de melhorias comparado aos painéis fixos. O projeto também evita lançar no ar aproximadamente 279 mil toneladas métricas de bióxido de carbono por ano, equivalente às emissões de 60 mil veículos.

Segundo o relatório dos EUA sobre a Geração de Energia Solar, as empresas e organizações governamentais sem fins lucrativos instalaram no ano de 2013 mais de de 1.000 megawatts de novos painéis solares. No mês de outubro, a Associação da Indústria de Energia Solar (SEIA) divulgou que a implantação comercial totalizou 3.380 megawatts e 32.800 instalações em todo os EUA, 40 por cento a mais em relação ao ano anterior.

24 principais empresas que utilizam energia solar para alimentar as suas instalações. 

1. Walmart

2. Costco

3. Kohl’s

4. Apple

5. IKEA

6. Macy’s

7. Johnson & Johnson

8. McGraw Hill

9. Staples

10. Campbell’s

11. U.S. Foods

12. Bed Bath & Beyond

13. Kaiser Permanente

14. Volkswagen

15. Walgreens

16. Target

17. Safeway

18. FedEx

19. Intel

20. L’Oreal

21. General Motors

22. Toys “R” US

23. Toyota

24. Dow Jones & Company, Inc.

Até Cuba está se rendendo a Energia Solar

Na primavera passada, Cuba abriu sua primeira fazenda solar com 14.000 painéis, dobrando a capacidade do país na coleta de energia solar.

O projeto é apenas uma das sete fazendas em obras e os líderes estão sendo obrigados a considerar a importância das energias renováveis por que as tentativas de perfuração de petróleo em suas costa foi fracassada.

O parque está localizado na província central de Cienfuegos, a 190 km do leste de Havana.

Antes do projeto, Cuba já havia cerca de 9 mil painéis instalados isoladamente para serem usados em aldeias rurais, escolas e hospitais.

Até agora, a fazenda solar gera energia suficiente para abastecer 780 casas, e vai atingir uma capacidade de 2,6 megawatts quando os painéis finais entrarem em vigor no mês de setembro.

Em dezembro, o presidente Raul Castro emitiu um decreto que autoriza a criação de sete grupos de trabalho com um plano de 15 anos para desenvolver energias alternativas, incluindo a energia solar, eólica e biomassa.

IKEA comercializa Painéis Solares.

A conceituada rede varejista de móveis IKEA divulgou em setembro que está comercializando painéis solares em suas 17 lojas do Reino Unido.

“Sabemos que os nossos clientes querem viver de forma mais sustentável e esperamos trabalhar com Hanergy [Hanergy Solar Group Ltda. com base na China] para os painéis solares terem preços acessíveis “, disse Joanna Yarrow , chefe de sustentabilidade  IKEA’S no Reino Unido e Irlanda.

O pacote mínimo de 18 painéis, feitos de material fotovoltaico de película fina, custa cerca de US$ 11.000. A IKEA pretende mudar suas lojas para energia renovável até 2020 e investirá bilhões de dólares em geração de energia solar e eólica para cobrir 70 por cento do seu consumo de energia até 2015. Resumindo, em 2020, a IKEA espera produzir mais energia do que consome.

“Nós acreditamos que a sustentabilidade não deve ser um bem de luxo. Deve ser acessível para todos”, disse Steve Howard, diretor de sustentabilidade da IKEA.

“Com mais de 770 milhões de visitantes em nossas lojas, estamos empolgados com a oportunidade de ajudar os clientes a economizarem dinheiro em suas contas domésticas, reduzindo o desperdício de água e energia”.

A IKEA possui 300 lojas em 41 países e a empresa executou um projeto piloto bem sucedido em uma das suas lojas na Inglaterra no começo de 2013, e agora, está expandido o programa em grande escala para as outras 16 lojas localizadas no Reino Unido.

Índia pode se tornar uma potência mundial em Energia Solar

No início de dezembro, o Banco Mundial informou que a Índia estava à beira de se tornar uma potência solar global. Sob o governo de Jawaharlal Nehru, a National Solar Mission Phase-1 (JNNSM), que iniciou em janeiro de 2010 para promover o crescimento sustentável e expandir a energia solar, lida com os efeitos das mudanças climáticas, mesmo assim, a capacidade de energia solar instalada na Índia já saltou de 30 megawatts para mais de 2000 MW.

O Banco Mundial observou que JNNSM também ajudou a reduzir o custo da energia solar para níveis competitivos – cerca de US$ 0,12 por quilowatt-hora para energia solar fotovoltaica, e, US$ 0,21 por kWh para energia solar concentrada, tornando a Índia um dos custos mais baixos do mundo em energia solar.

Mas o Banco Mundial advertiu que a Índia enfrentará alguns desafios em cumprir o seu objetivo declarado de adição de 20.000 MW de energia solar até 2022.

Nova Deli “precisará abordar os principais obstáculos e restrições que poderiam vir na forma de ampliação do programa de energia solar.”

Ainda assim, o governo indiano anunciou que vai construir 60 “cidades solares” em todo país. O ministro de energias novas e renováveis, Farooq Abdullah, disse que a aprovação, em princípio, atingirá 55 cidades, das quais 45 já foram sancionados. “Dessas 45 cidades, 36 já tiveram os planos finalizados”

Energia Solar Lunar do Japão ao Mundo

No final de novembro, a Shimizu Corporation, uma empresa de construção japonesa, propôs acabar com todos os problemas de energia do planeta, criando um cinto gigante de painéis solares em torno do equador da lua.

A empresa com sede em Tóquio disse que seu conceito é: “geração de energia solar lunar”, que abriria caminho para uma “virtualmente inesgotável, não poluente” fonte de energia. A empresa Shimizu Corporation não forneceu detalhes sobre o custo do tal empreendimento, mas acrescenta que o projeto pode ser concluído antes de 2035 se receber financiamento adequado.

O equador lunar recebe uma quantidade constante de energia solar, por isso a Shimizu propõe que a luz solar seria convertida em eletricidade usando células solarem em uma instalação de geração de energia que seria construído no equador lunar.

O projeto consiste em ter a eletricidade transmitida através de cabos virados para a Terra. A corporação afirma que seu cinto de energia solar atinge uma mega-escala, em torno de 400km, o que serviria como uma fonte contínua de energia limpa durante anos.

A Energia Solar do Japão

Em novembro, o Japão abriu sua maior planta de energia solar, produzindo energia suficiente para abastecer 22.000 casas.

A empresa Kyocera Corp construiu a 70 megawatts Kagoshima Nanatsujima, uma meta planta solar que fica na região sudeste do país. Procurando diversificar sua matriz energética através do desenvolvimento do seu setor de energia renovável, o país está incentivando as empresas a utilizarem energia solar.

De acordo com pesquisa recente divulgado pelo NPD Solarbuzz, até o momento, o Japão é um dos cinco países que alcançaram 10 gigawatts de capacidade solar cumulativa. Os outros quatro países são Alemanha, Itália, China e os EUA.

A Associação de Indústrias de Energia Solar informa que a energia solar do Japão vai aumentar para 19 gigawatts até 2016. Sendo que um gigawatt de energia solar é suficiente para abastecer 139 mil casas.

Tailândia de olho no investimento de energia solar 

No início de novembro, foi relatado que as empresas de energia tailandesas chegariam a investir até US$ 2 bilhões no setor de energia solar nos próximos cinco anos. O governo planeja triplicar sua capacidade de energia solar para 3.000 MW até 2021, quando as energias renováveis ​​deverão representar um quarto do mix de energia do país, que agora estão acima dos 8 por cento.

(c) 2013, IBT Media.

Professor do IBMEC, Rodrigo Siqueira, lança o livro “A outra margem”

em Cultura e Entretenimento/Educação e Comportamento por

Quer saber mais sobre os benefícios da prática da meditação? Rodrigo Siqueira, professor na faculdade de Comunicação e Administração do Ibmec/RJ e coaching de carreira e liderança, lança o livro “A outra margem – pensamentos e meditações para o autoconhecimento e equilíbrio”, da Editora Inspira. A publicação desvenda os caminhos para romper com os padrões negativos e desenvolver uma visão mais lúcida sobre a vida, sobre si próprio e os relacionamentos interpessoais.

“A Outra Margem” foi escrito depois que o autor escalou o Monte Aconcágua, no Chile, e viveu situações extremas, que o levaram a refletir sobre o sentido da vida. Na primeira parte do livro, Siqueira leva o leitor a vivenciar e refazer a aventura que experimentou em 2006 e que mudou seus valores.

“A montanha muito me ensinou. Pude refletir sobre a preciosidade e mesmo a fragilidade da vida, sobre as pegadas que havia deixado na montanha e, acima de tudo, as pegadas que queria deixar na vida a partir dali. Perguntas como ‘Que propósito dar a minha vida?’, ‘O que buscar?’ e ‘Como encontrar a paz, bem-estar e felicidade que não sejam tão instáveis?’ passaram a ser mais importantes do que nunca após o Aconcágua”, relata Siqueira.

A partir desta experiência, o autor, que se interessava por temas relacionados à espiritualidade, filosofia e psicologia desde cedo, foi em busca de conhecimentos e vivências nesses temas. No livro, ele divide com o leitor alguns conceitos da psicologia budista e outras correntes de pensamento – como a psicologia positiva e junguiana – que o influenciaram, mostra a transformação que este conhecimento pode promover e destaca a importância de aprofundar o olhar para si e para a vida.

Dessa forma, na segunda parte da publicação, Siqueira traz à tona questões fundamentais relacionadas à existência, como o nascimento, o carma, a natureza dinâmica e mutável, o sofrimento e a busca por felicidade e, na terceira parte, ele aborda o autoconhecimento e os relacionamentos interpessoais.

“Podemos mudar de casa, cidade, emprego, relação amorosa, condição financeira e, mesmo assim, nos vermos em um estado emocional interno similar ao que já vivemos antes. A felicidade e a liberação do sofrimento não ocorre com a simples mudança das condições externas a nós. É preciso mudar a forma de compreender a vida, as relações que tecemos com os outros e com nós mesmos”, ressalta.

Ao final de cada capítulo, encontra-se uma meditação analítica que conduzirá o leitor a um olhar mais profundo sobre cada tópico e possibilitará que cada um encontre um entendimento próprio, que ele chama de insight. Após a meditação analítica, o autor ainda sugere praticar a meditação conhecida como Shamata para acalmar a mente e obter um estado de tranquilidade necessário para que o insight seja incorporado de forma mais efetiva. Segundo Rodrigo Siqueira, conjugar os dois tipos de meditação fortalecerá a resolução em efetuar mudanças. 

“Estudos científicos comprovam os efeitos da prática meditativa no cérebro, influenciando positivamente a aprendizagem e a qualidade de vida”, diz.

Ano: 2013
Tamanho: 14x21cm
139 páginas
Preço: R$ 29,90

Foto: Divulgação/Facebook

04/01 – DIA MUNDIAL DO BRAILLE

em Geral por

O Sistema Braille é baseado na combinação de seis pontos dispostos em duas colunas e três linhas e permite a formação de 63 caracteres diferentes, que representam as letras do alfabeto, os números, a simbologia científica, musicográfica, fonética e informática. Este é o meio natural de leitura da pessoa cega e é comum em materiais diversos para garantir a sua acessibilidade a textos impressos.

Embalagens de medicamentos, cosméticos e alimentos, cartões de visita e cardápios e outros materiais podem ser impressos nesse sistema, que adapta-se perfeitamente à leitura tátil, pois os seis pontos em relevo podem ser percebidos pela parte mais sensível do dedo com apenas um toque.
O francês Louis Braille, nascido em 4 de janeiro de 1809, foi quem garantiu o benefício da escrita e da leitura às pessoas cegas. Assim, quem lê o Braille tem acesso ao conhecimento e aumenta sua inclusão na sociedade e o exercício pleno de sua cidadania.
No Brasil, o Sistema Braille chegou em 1850, pelas mãos do jovem cego José  Álvares de Azevedo, mas foi a partir da década de 1940, com a criação da Fundação para o Livro do Cego No Brasil – a atual Fundação Dorina Nowill  para Cegos – que a produção de livros nesse formato ganhou força.
A Imprensa Braille da Fundação Dorina é uma das maiores do mundo em capacidade produtiva. Em 2012, produziu mais de 211 novos títulos em Braille, o que significa 99.946 mil exemplares distribuídos para cerca de 2 mil organizações e para todas as 5 mil bibliotecas públicas municipais do país, uma iniciativa pioneira na história da instituição.
Há quem diga que nos últimos 60 anos não há no Brasil uma só pessoa cega alfabetizada que não tenha tido em suas mãos pelo menos um livro em braille produzido pela Fundação Dorina. A instituição também oferece para crianças e jovens com deficiência visual o programa de educação especial destinado a enriquecer o  seu processo de desenvolvimento, incentivando sua aprendizagem e inclusão em escolas regulares por meio de aulas de braille, orientação e mobilidade,  atividades da vida diária, entre outros atendimentos terapêuticos.
“Para as crianças e os jovens cegos, o contato com o Sistema Braille permite o conhecimento da ortografia da Língua Portuguesa e de línguas  estrangeiras, além de possibilitar o conhecimento e a correta aplicação de símbolos de Matemática, Química, Física, e outros”, afirma Regina Fátima Caldeira de Oliveira, coordenadora da revisão Braille na Fundação Dorina e Membro do Conselho Iberoamericano e do Conselho Mundial do Braille. “Para os adultos, consultar  cardápios, identificar cosméticos e medicamentos, entrar e sair de elevadores com segurança são sinônimos da independência e da autonomia indispensáveis à elevação da autoestima de todo ser humano”, completa.
Dados do IBGE
Segundo os novos dados do censo 2010, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) neste mês, existem no Brasil 6.585.308 pessoas com deficiência visual. Deste total, 582.624 pessoas são cegas e 6.056.684 têm baixa visão. O número representa 3,5% dos brasileiros, ou seja, a deficiência com maior incidência na população do país. A pesquisa revela ainda que 23,91% da população brasileira tem algum tipo de deficiência.

Claro inclui descontos em farmácias em sua plataforma de saúde

em Saúde & Bem-estar por
Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

A operadora acaba de lançar o Claro Alô Saúde para todos os seus clientes, que permite descontos de até 55% para medicamentos, em ampla rede de farmácias credenciadas em todo o Brasil. Além disso, é possível tirar dúvidas ou receber informações com equipe de enfermagem 24 horas, disponível 7 dias por semana. O usuário ainda tem um registro pessoal no portal claroalosaude.com.br, para documentar e acompanhar dados relacionados a sua saúde.

“Temos uma grande dedicação voltada aos serviços de saúde, pela importância do tema e para atender às necessidades dos nossos clientes. O serviço complementa a plataforma Claro Saúde, com mais de 1 milhão de assinantes, que reúne canais com conteúdos assinados por médicos e especialistas como, Dr. Dráuzio Varella, Dr. Jairo Bouer e Solange Frazão”, diz Alexandre Olivari, diretor de SVA da Claro.

A assinatura pode ser feita com envio de SMS para 402 com a palavra-chave SAUDE ou ALO, com valor de R$ 5,99 por mês. Para ter acesso aos descontos nas farmácias, o cliente deve informar o número de telefone cadastrado na Claro e, para ter acesso às orientações da central de enfermagem, basta ligar para *402 (valores das ligações já inclusos na tarifa mensal).

Estudo revela que 51,7% dos homens e 54,9% das mulheres do Brasil se consideram vaidosos e aponta as suas principais preocupações em relação aos cuidados com a beleza

em Brasil/Educação e Comportamento por

Estudos inéditos, realizados pelo Minha Vida com 1.687 homens e 2.861 mulheres do Brasil, revelam que tanto eles quanto elas são sim vaidosos. Entre o público masculino, 6,6% se consideram muito vaidosos, 51,7% acreditam que estão dentro dos “índices normais de vaidade” e 37,2% acham que são pouco vaidosos. Apenas 4,4% alegam passarem longe da vaidade. Já entre as particip antes do sexo feminino, esses índices ficam, respectivamente, em 11%, 54,9%, 30,9% e 3,2%. Vale ressaltar que 75,8% dos homens e 80,3% das mulheres, que participaram dos estudos realizados pelo Minha Vida, têm entre 25 e 59 anos.

Na hora de investir em produtos para beleza, eles e elas se aproximam nos gastos: 76,9% dos rapazes dedicam entre R$ 20 e R$ 250 mensais e 75,9% das garotas transitam entre as mesmas margens. Dividindo-se esses valores, encontramos os homens gastando de R$ 20 a R$ 50 (30,3%), entre R$ 50 e R$ 100 (32,8%) e de R$ 100 a R$ 250 (13,8%). Já para elas, os índices para esses mesmos valores mensais correspondem a 26%, 32,2% e 17,7%, respectivamente. Os homens mais vaidosos são os solteiros (8,39%), seguidos pelos divorciados (8,02%) e pelos casados (5,80%). Já as mulheres mais vaidosas são as divorciadas (14,20%), seguidas pelas solteiras (12,69%) e pelas casadas (9,69%).

Basicamente, o estudo mostra que eles se preocupam, em sua maioria, com a limpeza seja do corpo, do rosto ou dos dentes. Já elas, segundo a pesquisa, consideram o visual o ponto mais preocupante. Dentro deste cenário, confira algumas curiosidades no comportamento DELES e DELAS em relação aos cuidados com o rosto, o corpo, os dentes:

PREOCUPAÇÕES DELES

Maiores preocupações com a barba:

Manter o rosto sem barba (rosto “limpo”) – 48,37%

Irritação – 37,76%

Pelos encravados (foliculite) – 24,07%

 

Maiores preocupações com a pele:

Mau cheiro nas axilas – 64,20%

Oleosidade – 52,16%

Mau cheiro nos pés – 47,24%

 

Maiores preocupações com o cabelo:

Mantê-los limpos – 49,08%

Caspa (ou descamação do couro cabeludo) – 46%

Oleosidade – 39,18%

 

Maiores preocupações com os dentes:

Mau hálito – 73,21%

Amarelamento ou escurecimento – 68,64%

Cáries – 67,28%

 

PREOCUPAÇÕES DELAS

Preocupações em relação à pele do rosto:

Olheiras – 37,33%

Linhas finas (linhas de expressão) – 36,84%

Manchas (melasmas) – 35,27%

 

Maiores preocupações com o corpo:

Gordura localizada na barriga – 78,19%

Celulite – 58,72%

Excesso de peso – 57,88%

 

Maiores preocupações com as unhas:

Unhas quebram com facilidade – 56,90%

Não tenho nenhuma preocupação – 24,12%

Excesso de cutícula – 23,77%

 

Maiores preocupações com o cabelo:

Cabelos brancos – 46,42%

Queda de cabelo – 41,28%

Frizz (fios arrepiados) – 41,56%

 

Maiores preocupações com os dentes:

Amarelamento ou escurecimento dos dentes – 66,22%

Mau hálito – 60,03%

Cáries – 57,28%

Empresa catarinense cria solução para diminuir impactos ambientais causados por uso em larga escala de asfalto novo

em Brasil/Negócios por

A exploração do petróleo movimenta a economia brasileira. Somente na faixa denominada de pré-sal, que engloba do litoral do Espírito Santo até Santa Catarina, a estimativa é que a exploração dessa região gere dois milhões de empregos na cadeia de petróleo até 2020, representando 20% do PIB do país. Se por um lado isso representa um ganho significativo na economia do país, por outro gera prejuízos e danos imensuráveis no ecossistema, atmosfera e na saúde humana. Os impactos causados pelas perfurações em busca do recurso ou os acidentes como vazamentos de plataformas causam sérios danos e alterações na fauna e na flora brasileira.  Incidentes causados pelo derramamento do petróleo no mar perduram por mais de vinte anos, com uma recuperação bastante árdua e longa, mesmo com intervenções humanas.  O óleo cobre as penas dos animais, sufoca peixes, mata a fauna e flora marítima, inibe a nutrição dos mangues brasileiros, entre outros problemas.  A queima de produtos provenientes do petróleo também destrói a camada de ozônio, graças à emissão do dióxido de carbono (CO2), que é altamente poluente e prejudicial à saúde.

Mesmo com tantos impactos socioambientais negativos, o uso do petróleo é imprescindível para a população. É através deste recurso que são produzidos combustíveis, tintas, pneus, borrachas, chicletes, asfalto e outros tantos itens do cotidiano. Já que não é possível fazer a substituição total deste recurso, é preciso buscar alternativas que sejam ecologicamente corretas e diminuam os passivos ambientais causados pela extração do petróleo. No caso do asfalto, por exemplo, empresas buscam outras formas de criar ou reutilizar a pavimentação para diminuir a produção e, consequentemente, os  impactos.  A catarinense SolPav Pavimentações desenvolveu uma tecnologia que pretende auxiliar nessa busca por soluções sustentáveis: uma máquina que através de emissão de calor por raios infravermelho consegue aquecer o asfalto antigo e recompor essa massa asfáltica que seria descartada (asfalto fresado) sem a necessidade de adquirir um produto novo. Além do reaproveitamento, ainda há um ganho na agilidade, pois todo o processo é feito em até dez minutos.

“Essa tecnologia já funciona há 40 anos nos Estados Unidos e na Alemanha. Resolvemos adaptá-la quanto às necessidades brasileiras. Os métodos convencionais de reparação das rodovias acabam descartando o asfalto antigo e cobrindo com um novo.  As nossas máquinas conseguem utilizar o mesmo asfalto, independente do tempo que ele já está em uso, e deixá-lo como novo.  Chamamos essa tecnologia de Eco Tratamento Asfáltico, o que permite usar menos recursos da natureza”, João Rosa, Diretor de Planejamento da SolPav Pavimentação.

O PROCEDIMENTO

A máquina vai até o local danificado, aquece o asfalto COM TEMPERATURAS ENTRE 180 E 300 graus, mistura junto a pavimentação antiga (asfalto fresado) uma emulsão asfáltica e a reaplica no mesmo lugar, sem poluição atmosférica ou sonora. A ação pode ser feita inclusive com o asfalto molhado, pois graças ao superaquecimento do material, a qualidade é mantida. Além de cobrir defeitos e nivelar a via, a máquina também pode ser utilizada para abrir valas, auxiliando empresas de saneamento, por exemplo, como é o caso da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), que já utiliza essa tecnologia em Itapetininga, São Paulo.

PASSIVO AMBIENTAL

Passivo ambiental é como se nomeia as obrigações das empresas relativas aos danos ambientais causados direta ou indiretamente, já que a empresa é responsável pelas consequências de suas ações à sociedade e ao meio em que vive.  De certa forma, o passivo ambiental representa um risco financeiro para as instituições e órgãos, já que ela deve custear a manutenção e manipulação de áreas contaminadas, resíduos, transporte, multas ou outros custos causados por sua possível intervenção na natureza. Como para muitas organizações é impossível obter matéria-prima sem alterar o meio ambiente, como no caso da extração do petróleo, o investimento para amenizar essa deve ser alto. Ainda assim, muitas vezes os danos causados ao meio ambiente são irreversíveis ou demoram a se recompor.

A solução criada pela SolPav apresenta um resultado positivo para instituições que precisam trabalhar diretamente com pavimentação asfáltica. “Nesse quesito, o uso da nossa tecnologia contribui para a diminuição dos passivos ambientais, já que graças à recomposição asfáltica, não é necessário fazer o descarte do asfalto antigo no meio ambiente”, enfatiza João. Além do ganho ambiental, há também o grande retorno econômico. O procedimento garante uma economia entre 40% e 70% em comparação ao método convencional de restauração asfáltica.  Segundo dados do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), o Brasil precisaria desembolsar mais de R$64 bilhões de reais somente na recuperação de estradas e rodovias. Uma economia de até 70% em cima desse valor é muito significativa, e poderia ser usada para outros projetos socioeconômicos e culturais no país.

Ano novo, velhos livros

em Geral por

Por Fernando Rizzolo.

Nunca se falou tanto em como devemos viver o dia de hoje: desde frases soltas na internet a conselhos espirituais pregando que o ontem “já era” e do amanhã ninguém sabe. Parece que tudo nos indica que hoje, e só hoje, vale a pena viver. E é claro que isso é verdade, lamentarmos o dia de ontem não compensa e projetarmos o amanhã é válido sim, mas lembrando-nos sempre de que tudo pode dar errado. No entanto, nesses tempos de ano-novo não há como resistir: temos de nos lançar com otimismo no futuro.

É interessante observar que a insistência por viver no passado me parece algo natural na alma dos que amam colecionar. No meu caso, meu escritório mais parece um pequeno museu; ali vivo no passado, os objetos possuem uma estrita relação com o antes, e me remetem ao futuro na inocente ideia de que um dia alguém da família continue o tal legado. Se o passado favorece o excesso de tristeza, no futuro, talvez, o gosto pelos objetos antigos será trocado por antidepressivos – que no futuro talvez estejam na água, assim como o cloro subsiste ao pretexto da purificação dos líquidos.

Na política não é diferente, me parece prevalecer sempre o receio do novo. Viver momentos políticos já consagrados no meio popular traz segurança e minimiza o fantasma do desemprego, da inflação e da falta de oportunidade. Talvez isso explique a popularidade da presidenta Dilma: aos olhos do povo, o dia de hoje – sim, aquele que deve ser vivido – está bom, e, portanto, brindemos o hoje! Não vamos mexer em time que está ganhando. Se nada der errado, o inconsciente coletivo popular continuará apoiando a política atual.

Mas o que teria de sentido adentrar o novo ano com reflexões perdidas entre livros antigos, peças de coleção de antiquários, com meu velho telefone (daqueles de discar) que pesa meio quilo, relíquia da casa dos meus avós? Eu diria que quase tudo. O ser humano odeia o novo, assim quando o remediável é saudável, cômodo, fica-se no continuísmo, e, na política, o dia de hoje é o indicativo mais preciso.

Assim, tão logo nos conectamos no Facebook ou ouvimos que o excesso de passado é depressão e o futuro sinaliza ansiedade, vale nos aventurarmos a ler uma antiga enciclopédia, restaurar um antigo livro, e garimpar antiguidades nas feirinhas do Brasil e do exterior. Se o dia está bom e o país segue indo, sentar e planejar uma nova estante de antigos livros não é excesso de passado. Talvez seja, sim, uma anestesia do porvir, curtir objetos que um dia ficarão como uma pista de que jamais tomei antidepressivos… Agora, a grande  pergunta: Na política, o que seria do futuro se todos tomassem remédios e não fossem colecionadores? Bem, a resposta indicaria ansiedade, excesso de futuro. Portanto, vamos torcer… tenhamos todos nós um Feliz Ano-Novo!!!

Fernando Rizzolo é Advogado, Jornalista, Mestre em Direito Constitucional, membro efetivo da Comissão de Direitos Humanos da OAB/SP, ex- articulista colaborador da Agência Estado.

Portrait: “A vida revelada como foto: pode ser pra daqui a pouco, como antes, ou tem que ser pra já?”

em Coluna por

Camila

A vida revelada como foto: pode ser pra daqui a pouco, como antes, ou tem que ser pra já?

A coluna entrou no ar. E, entre os comentários e desejos de boa sorte dos amigos, um pedido bacana e incomum para os dias de hoje. No meu texto de abertura da coluna, onde apresentei sobre o que falaria, comentei sobre as fotos, hoje tão corriqueiras. Se tira foto do amigo, do passarinho e do mico que está na praça. Se posta, se compartilha, e pronto. Você é um ser social – pelo menos em parte.

Fui lembrada por uma amiga sobre o “modo antigo” de se clicar. Quando a gente tinha a máquina, os filmes, de 12, 24 ou 36 poses, que quando tinha festa, aniversário ou viagem, se carregava uma mala com as bobinas de filmes. E a ansiedade? Naquele tempo, não existia internet ainda, nem celular (e parece que eu estou falando de 60 anos atrás, mas não são mais de 20). Se você era criança ou pré-adolescente como eu, e a sua mãe saia para ir ao mercado e você esquecia de pedir alguma coisa, ficava sem, não tinha como pedir aquela bolacha. Tudo o que restava era se lamentar em sua volta.

O mesmo acontecia com as fotos. Depois de todo o processo – limitado – sim, a gente tinha que contar quantas fotos tinham ainda no filme e “guardar” espaço para a hora do parabéns. Para se ter fotos de todos, juntava-se um monte de gente, pra não faltar ninguém, afinal, vai que o filme acaba…

E depois disso, às vezes dias, outras vezes semanas ou até meses, a gente ia numa loja e pedia para revelar as fotos. Não era um serviço muito barato. Foto não era o suprassumo, mas podia ser, de alguma forma, considerado artigo de luxo.

Aí, nos melhores lugares, dentro de uma hora você podia voltar pra pegar e… “o filme não rodou quando estava na máquina, foi impossível revelar”! Isso aconteceu com a minha família quando fomos para a Disney, em 1994. O parque pelo qual mais me encantei foi o da Universal Studios. Adivinha? Sim! Só ficou para mim a lembrança do meu encanto.

E aquela foto com os seus amigos, que você saiu de olho fechado e não sabia? Se fosse nos dias de hoje, tira outra e está resolvido. Também passei por outra situação, em que o avô de um ex-namorado, em uma formatura, ficou uns dois minutos enquadrando a gente para a foto e na hora da revelação, bem, eu sai pela metade!

Em uma das últimas vezes em que usamos a máquina mecânica, em viagens de família, foi em Maceió. Tiramos uma foto ao lado de um repentista. Quando revelamos, eu não estava lá! E pior, eu jurava que estava! Aí, vendo detalhadamente, percebemos que minha irmã tinha três pernas! Não me perguntem como, porque ela é tão pequena quanto eu, mas eu simplesmente sumi atrás dela!

E aí valem algumas reflexões para os dias de hoje: será que você manteria uma foto “mico” para depois de um tempo transformá-la em um risível momento? Ou será que o mais importante é se sentir bem com a imagem que está representando ali? Teria coragem de mostrar para as pessoas, publicá-la ou guardaria para si?

Se os tempos para se ter os resultados – hoje a foto é instantânea – voltasse a ser como o anterior, se a vida te pedisse mais calma e menos ansiedade, você estaria pronto para isso?

Será que se isso acontecesse seria um retrocesso, ou será que agiríamos de forma mais tranquila, mais pensada e menos impulsiva? Será que o relatório que seu chefe pediu realmente precisaria ser para hoje, feito às pressas, ou poderia ser feito com mais calma e cuidado? E os seus sonhos, podem ser construídos aos poucos ou também tem que ser pra já?

A gente não sabe quanto tempo cada um tem de vida, mas, independente do quanto for, como a nossa sociedade está usando este tempo? Quanto para si e quanto para parecer aos outros?

O que vale mais na sua vida, a gargalhada pela foto “mico” compartilhada ou o sorrisinho frio e calculado? A vida pode ter os dois, mas cabe a você saber qual deles tem maior valor nas suas escolhas, o que te faz se sentir bem e feliz. Reflita e vá em frente! Feliz Ano Novo!

© 2013, The São Paulo Times.

2014: mais um ano para andar de lado

em Brasil/Mundo por

Por Telmo Schoeler.

Como estamos no limiar de um novo ano, empresas e gestores estão todos com os periscópios levantados no esforço de enxergar o que vem pela frente, o que fazer e como se posicionar. No meu entender, salvo para algumas empresas e setores pontualmente beneficiados, 2014 será um ano para andar de lado, o que, diante das nossas potencialidades desperdiçadas e de oportunidades pelo mundo, significará mais um ano perdido.

Para entender porque, precisamos olhar para dentro e para fora do país. Internamente, pelo menos quatro fatores continuarão deixando a desejar: a inflação crônica, a assimetria entre as políticas monetária e fiscal, o aumento do déficit público e a deterioração das contas externas, sem perspectivas de mudança por serem atreladas ao modelo político-econômico vigente. No cenário internacional, estamos diante da recuperação e melhoria dos Estados Unidos, dos principais países europeus e da própria China. E, dentro dessa mesma perspectiva, em decorrência do somatório dessas realidades interna e externa, estamos diante da piora na percepção da economia brasileira. Fatos e percepções estarão contra nós, o que não se reverte apenas com discursos ou promessas, razão pela qual são visíveis no horizonte, a) o rebaixamento do rating de risco brasileiro, b) a apreciação do dólar e c) a diminuição do fluxo de investimento direto e não especulativo.

Importações perderão a conveniência e as exportações tenderão a ser favorecidas, o que parece positivo, embora se imponha uma análise mais profunda. A desindustrialização e falta de investimentos dos últimos anos aumentaram em muito a dependência de insumos importados, o que fará com que a subida do dólar tenha um impacto direto nos custos, por decorrência, nos preços e, portanto, na inflação. Esta, sendo crescente, obrigará o governo a elevar a taxa de juro, com reflexos de aumento nos custos financeiros das empresas e de diminuição na capacidade de consumo da população, pois, mesmo que continue a política de concessão de reajustes do salário mínimo acima da inflação, os preços reais subirão mais do que isso. Em síntese, a balança comercial e de pagamentos tenderá a ser pouco favorecida pelo comportamento do dólar em alta, embora, evidentemente, o agronegócio, as commodities e os minérios deverão ser beneficiados.

Pode ser esperada a continuidade da política de fomento ao consumo via subsídios, benefícios, bolsas ou mesmo desonerações tributárias pontuais para produtos ou setores específicos, mas seu uso retroalimentará negativamente os fatores internos e externos que nos afligem. A obrigatória subida dos juros terá como efeitos: 1) retração do consumo pelo encarecimento do crédito; 2) aceleração do esgotamento da capacidade de endividamento das pessoas físicas; 3) aumento das taxas de inadimplência; 4) maior dificuldade de tomada de crédito, por óbvios critérios de maior seletividade por parte dos bancos.

O clássico efeito tesoura fará com que empresas tenham uma tendência a margens e resultados decrescentes. Por decorrência, a Bolsa de Valores deverá, na melhor das hipóteses, andar de lado. Quem depender de investimentos governamentais não poderá esperar reversão da lentidão ou atraso de obras, pois não haverá recursos suficientes para cumprir cronogramas.

Toda essa realidade aponta para uma performance pouco satisfatória do comércio, em decorrência do endividamento das famílias ter atingido seu limite. Se somarmos essas duas constatações, que já são um fato, veremos que consumidores que compraram além da conta estão recorrendo ao crédito pessoal – com tradicionais taxas altas – para liquidar suas dívidas, o que faz antever um aumento da inadimplência. O esgotamento da capacidade popular de tomada de crédito está também já demonstrado no decrescente uso de recursos do próprio programa “Nossa Casa Melhor”.

Para aquela parcela de brasileiros eternamente otimistas que acham que a Copa da FIFA trará uma injeção de ânimo nos negócios, um alerta: ela poderá favorecer, pontual e limitadamente, hotéis, companhias de aviação e restaurantes, além de impulsionar cervejas e televisores. Mas não será boa para o varejo em geral, pelo fechamento de lojas, feriados, dispersão de atenção, gastos com ingressos e correlatos etc. Como disse um empresário do ramo: “ninguém compra um tênis novo para assistir um jogo”. Sem falar que o término das obras que forem terminadas para a Copa jogará no mercado uma substancial força de trabalho que não necessariamente encontrará novas oportunidades.

Toda essa realidade mostra que o ano entrante terá mais um pibinho com evolução pífia rondando os 2%, como tem sido os últimos, muito longe de uma evolução mínima de 4% a 5% que seria necessária para manter esta nave pelo menos estabilizada, ainda que não pujante.

O cenário será difícil para as empresas endividadas e com estruturas de capital desbalanceadas. Episódios como os do desmoronamento do Grupo X (Eike), mesmo que decorrentes de menor pirotecnia, poderão se repetir. Os erros de governança, planejamento, gestão e falta de realismo econômico, mais do que nunca mostrarão sua cara. Por isso, podemos esperar crescente número de recuperações judiciais e falências, com todos os efeitos daí decorrentes.

Diante disso, e em síntese, cabem as seguintes recomendações às empresas:

–  Seja mais conservador do que nunca e preserve sua liquidez;

–  Postergue investimentos e decisões não essenciais;

–  Fique atento para boas oportunidades de aquisições, pois muitas empresas terão problemas, oportunizando ativos a baixos preços;

–  Evite e reduza o endividamento;

–  Se mesmo assim precisar de crédito, os bancos oficiais tenderão a ser melhores alternativas;

–  Caso recursos de longo prazo forem necessários, debêntures tenderão a ser uma boa alternativa, inclusive porque investidores internacionais serão atraídos por taxas crescentes no Brasil;

–  Não conte com investidores de capital de risco: será difícil achá-los, salvo em condições desinteressantes de deságio influenciadas pelo cenário brasileiro.

Telmo Schoeler é sócio-fundador e Leading Partner da Strategos – Strategy & Management, fundador e coordenador da Orchestra – Soluções Empresariais, a primeira e maior rede de organizações multidisciplinares de assessoria em gestão empresarial. Possui 47 anos de prática profissional, metade exercendo funções executivas de diretoria e presidência de empresas nacionais e estrangeiras.

Hidratação adequada previne contra infecção urinária no calor

em Educação e Comportamento por

Com a chegada do verão, suamos mais e desidratamos rapidamente. No entanto, segundo os médicos, as pessoas esquecem de tomar água para repor o líquido perdido. Um hábito deixado de lado, mas importante para evitar infecções urinárias que mais tarde podem desencadear problemas renais mais graves – em média, dois litros de água por dia é uma quantidade indicada para um adulto.

Aliado a isso, especialistas alertam para outro péssimo hábito da população em geral na correria do dia a dia: “As pessoas não vão ao banheiro, deixando a urina mais concentrada no nosso organismo, quando nossa bexiga pede. Isso predispõe muito à infecção urinária, principalmente nas mulheres” lembra Thadeu Brenny Filho, chefe do Serviço de Urologia e Transplante Renal do Hospital São Vicente – FUNEF, de Curitiba-PR.

A infecção urinária tem como sintoma mais comum a dor ao urinar e vontade incontrolável de ir ao banheiro várias vezes ao dia, eliminando pouca urina e consequente sensação de peso na bexiga. “A urina pode ser bem clara ou escura e cheiro forte, muitas vezes lembrando amoníaco. Febre alta e dor lombar são sinais de gravidade de que bactérias atingiram os rins”, explica o médico.

Segundo Brenny, os sintomas do problema renal, que pode ter iniciado com um quadro de infecção urinária, são dores abdominais, geralmente de um lado só, acompanhada de dor ao urinar, febre, enjoos ou vômitos. Contudo, para evitar o quadro mais grave, é importante consultar o médico periodicamente, mesmo sem dor ou sintoma aparente. “Se há infecção urinária de repetição, exames de imagem solicitadas pelo médico são necessárias, principalmente no homem que não tem infecção urinária sem uma causa definida”, detalha.  De acordo com o médico, no homem, problemas urinários são indícios de pedra nos rins, prostatite ou diabetes.

Irritação pode indicar infecção urinária em crianças

O médico chefe do Serviço de Urologia e Transplante Renal do Hospital São Vicente – FUNEF explica que os pais devem estar atentos ao comportamento das crianças para identificarem problemas urinários. De acordo com ele, a irritabilidade no momento de urinar é um sintoma importante. “Os exames são na maioria invasivos e incômodos à criança. Os pais devem desconfiar de infecção urinária se a criança está abaixo do crescimento para a idade, irritada e com alguma indisposição. Muitas vezes pode não haver febre como primeiro sinal de infecção”, detalha.

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