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Redação - page 614

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Os males da metanfetamina são um produto da espetacularização midiática?

em Educação e Comportamento/Saúde & Bem-estar/The São Paulo Times por

Toda a “epidemia de metanfetamina” talvez não seja tão ruim como se pensava.

Quando o psicólogo da Universidade de Columbia, Carl Hart, verificou os dados por trás da narrativa da mídia sobre o uso da metanfetamina, alguns dos pressupostos mais comuns – a ideia de que a metanfetamina provoca transformações físicas horríveis, é instantaneamente viciante e é especialmente prejudicial para o cérebro – pareceram com poucas evidências. Em um novo relatório para a Open Society Foundations – um grupo criado pelo filantropo George Soros – Hart faz comparações entre o discurso da mídia atual sobre a dependência da metanfetamina e a histeria sobre o crack que se instaurou na década de 1980 e 1990.

“A literatura científica sobre a metanfetamina é repleta de conclusões injustificadas, que forneceu combustível para a implementação de políticas de drogas draconianas as quais exacerbam os problemas enfrentados pelas pessoas pobres”, disse Hart.

Ainda que o mercado de metanfetamina esteja aumentando, ela nunca foi a droga mais amplamente utilizada. Em seu auge de popularidade, não havia mais de um milhão de usuários da droga nos EUA, Hart escreve. Naquela época, os EUA também abrigavam de 2,5 milhões de usuários de cocaína e 15 milhões de usuários de maconha.

As propagandas populares “Metanfetamina: nem sequer uma vez” também significam que a droga é instantaneamente viciante, mas a melhor informação disponível sugere que menos de 15 por cento de todas as pessoas que já usaram a droga tornaram-se viciados. Há pouca evidência empírica, inclusive, de que a metanfetamina cause deformidades físicas, segundo Hart.

Os dentistas relatam alguns casos individuais de doenças na gengiva causadas pelo uso de metanfetamina, mas ainda não houve nenhum grande estudo controlado que tenha colhido um percentual de usuários de metanfetamina que desenvolveram problemas dentários.

“As mudanças físicas ocorridas nas representações dramáticas de indivíduos antes e após o uso da metanfetamina são mais provavelmente relacionados com maus hábitos de sono, falta de higiene dental, má nutrição e sensacionalismo da mídia”, defende Hart.

Os usuários de metanfetamina também podem ser moradores em situação de rua ou ter condições médicas não tratadas, os quais são outros fatores que possam contribuir para uma deterioração da aparência física.

As primeiras páginas dos jornais são felizes por divulgar estudos que mostram os danos cerebrais após o uso da metanfetamina em longo prazo, mas Hart considera falhos muitos desses experimentos.

Um estudo coberto pelo jornal The New York Times em 2004 usou imagens para comparar os tamanhos dos cérebros de viciados em metanfetamina e cérebros saudáveis de não usuários, e concluiu que a metanfetamina prejudica a memória.

Enquanto o estudo constatou que as partes do cérebro dos usuários de metanfetamina foram de 8 a 11 por cento menor do que os dos não usuários, os pesquisadores não recolheram quaisquer dados sobre os usuários antes de começarem a tomar metanfetamina – tornando-se assim praticamente impossível provar a metanfetamina sozinha foi a causa das diferenças cerebrais. Os não usuários de drogas também tinham um grau de escolaridade significativamente maior do que os usuários de drogas.

O vício “certamente não é uma doença do cérebro, como a doença de Parkinson ou doença de Alzheimer”, Hart declara. “No caso dessas doenças, pode-se analisar o cérebro de indivíduos afetados e fazer boas previsões sobre a doença envolvida. Estamos muito longe de sermos capazes de distinguir o cérebro de um viciado em drogas do de uma pessoa que não usa entorpecente”.

Os esforços para conter o abuso de metanfetamina já refletiram alguns dos criticados movimentos da era crack, como as sentenças mínimas obrigatórias, acusadas ​​de aumentar dramaticamente a população carcerária dos EUA – e criar um padrão racista que puniu os usuários de crack, em grande parte afro-americanos, mais severamente que os usuários brancos, na maioria usuários de cocaína.

“Levou quase três décadas para o público chegar a um entendimento superficial que os efeitos do crack foram muito exagerados na mídia de massa e nas declarações do governo. Os custos monetários e humanos de nossos equívocos anteriores sobre o crack são incalculáveis”, Hart finaliza.

(C) 2014, IBTimes.

Famagusta: uma cidade prestes a renascer

em Mundo/News & Trends por

Se você conhece Famagusta, a cidade na costa leste da pequena ilha de Chipre, localizada abaixo da Turquia no Mar Mediterrâneo, provavelmente é porque você já ouviu falar sobre uma bela cidade fantasma dentro dele chamado Varosha, congelado no tempo por 40 anos agora. Até estrelas de cinema como Elizabeth Taylor e grupos pop como o ABBA já a visitaram.

Um dia, em breve, você pode começar a descobrir. Depois de 40 anos há uma nova esperança de que esta cidade fantasma mais uma vez voltar à vida. Os líderes das comunidades gregas cipriotas e turcas cipriotas se reuniram em um aeroporto abandonado na capital de Nicósia, para anunciar que concordaram em retomar as negociações para a reestruturação do local.

Há 100 razões para desprezar essa ideia, e a história é a principal delas: A ilha colonizada por gregos micênicos na Idade do Bronze tem 3,5 mil quilômetros quadrados, mas foi conquistada nove vezes nos últimos 4 mil anos – pelos assírios, egípcios, persas, romanos, bizantinos, califados árabes e pelos venezianos.

Ano após ano, surgiram propostas para reunir o Chipre. Mas agora, depois de 18 meses de disputa por posição, as negociações recomeçaram, e com um novo jogador-chave: os Estados Unidos, que exercem uma importante influência em ambos os países – Turquia e Chipre (se o considerarmos assim).

Apenas quatro dias antes das negociações começarem, o vice-presidente, Joe Biden, chamou o presidente cipriota Nicos Anastasiades, no qual ele “se comprometia a explorar novas oportunidades para promover a recuperação econômica do Chipre e o seu crescimento”, entre outras coisas.

O que Biden quer dizer com “novas oportunidades?” Energia, dizem várias fontes próximas às negociações.

Os EUA, a União Europeia e Israel querem que o Chipre se estabilize, pois isso significa uma maior estabilidade no Oriente Médio. A descoberta de gás natural na ilha adiciona uma nova razão atraente para os EUA se envolverem. Os cipriotas passaram a chamar o atual quadro de “O Plano de Obama”.

Há pelo menos duas outras razões-chave para que as negociações deem certo no Chipre:

Todo mundo quer isso. Uma pesquisa, realizada em agosto de 2013, constatou que 73% dos residentes cipriotas turcos de Famagusta acreditava que a cidade fantasma de Varosha deve ser devolvida aos seus proprietários gregos cipriotas.

A outra razão: existe uma harmonia com a União Europeia. Não é que o Chipre esteja com tudo garantido, mas a maioria dos observadores acredita que a ocupação permanente da Turquia da metade norte da ilha é um obstáculo. “O Chipre é um país europeu sob ocupação”, diz Alexis Galanos, prefeito no exílio de Famagusta. “A Turquia é um país que bate à porta da Europa para se juntar a Europa, e, ao mesmo tempo, está ocupando parte da Europa.”

Como se uma solução para o problema de Chipre fosse uma conclusão precipitada, uma coalizão dedicada aos cipriotas turcos e gregos está avançando em um plano para reconstruir Varosha. A lógica é que, não importa o que aconteça com as negociações, reabrir Varosha será uma tarefa complicada, e é melhor estar preparado para fazê-la direito.

© 2014, Newsweek

Os fatos que Sochi tentou esconder

em Mundo/News & Trends/Política por

Um grupo de ativistas locais dos direitos civis levou suas amigas, membros da banda Pussy Riot – um grupo russo feminista de punk rock -, em um passeio pelo centro de Sochi. Eles não foram muito longe, carregando suas guitarras penduradas sobre os ombros, quando um grande número de policiais de uma unidade de antiextremista chegou para detê-los.

A justificativa soou peculiar: a banda e os ativistas foram convidados a acompanhar os oficiais até a delegacia como testemunhas de um caso de uma bolsa roubada.

A ordem de prisão veio de oficiais vestidos com roupas civis que estavam no comando da operação. Eles se recusaram a mostrar seus distintivos ou qualquer documento de identificação oficial.

Em poucos minutos, a polícia tinha prendido os braços de todos os detidos na parte de trás de caminhões. “Nunca fui tratada tão violentamente pelos oficiais quanto em Sochi”, declarou Nadezhda Tolokonnikova (um dos membros da banda). “Eles me jogaram no chão com o rosto pra baixo, machucando minhas mãos e joelhos”.

O principal objetivo da visita de Tolokonnikova na cidade de Sochi durante os Jogos Olímpicos de Inverno foi provocativo: no dia em que foi presa, a banda tinha planejado gravar uma nova música ali, ironicamente intitulada “Putin Will Teach You to Love the Motherland” (Putin vai te ensinar a amar a pátria).

“Nossa nova canção é dedicada aos nossos amigos e aos presos políticos da Rússia”, disse Tolokonnikova. “Sochi é o melhor lugar para gritar os nossos protestos porque o mundo inteiro está aqui.”

Os cinco membros da banda e seus amigos de Sochi foram detidos três vezes no curso dos três primeiros dias de sua visita. O Serviço Federal de Segurança detiveram os ativistas e os mantiveram sob custódia por mais de cinco horas por dirigir muito perto da fronteira da Abkházia.

Com milhares de jornalistas estrangeiros em Sochi à procura de histórias, tentar esconder as punks mais famosas do mundo atrás das grades, provavelmente não era a melhor ideia. O presidente Vladimir Putin quer que o mundo se lembre dos Jogos Olímpicos de Sochi pelos esportes, não pelas prisões de dissidentes.

(C) 2014, Newsweek.

Respeito ao aluno e uma vitória contra a corrupção

em Brasil/The São Paulo Times por

Num momento em que a sociedade brasileira externa todo o seu repúdio à corrupção e que o tema ganha espaços crescentes na mídia nacional, é importante que haja mecanismos capazes de contribuir para o combate a essa erva daninha, que tanto prejudica os contribuintes dos impostos e os usuários e beneficiários dos programas governamentais.

Melhor ainda quando tais ferramentas a serviço da ética e da correção aplicam-se a áreas prioritárias para a população, nas quais costumam ser mais recorrentes as denúncias de desvios de recursos e escândalos. Um ótimo exemplo de medida eficaz contra a improbidade é o Programa Cartão Material Escolar, já adotado com sucesso em várias unidades federativas, dentre elas a rede pública de ensino do Distrito Federal.

Trata-se de uma forma moderna, segura, transparente e ágil de fornecer aos estudantes das escolas municipais e estaduais da Educação Infantil, do Ensino Fundamental e do Médio, todo o material necessário, sem atrasos em relação ao início do ano letivo e por um preço regulado pela saudável concorrência do mercado. Explico: em vez das tradicionais licitações para a compra de cadernos, lápis, canetas, pastas, borrachas, réguas, compassos e outros produtos, cada aluno recebe um cartão com o valor correspondente à variedade e quantidade de material a ser adquirido para a série que irá cursar em cada exercício letivo. Com isso, a compra é efetuada diretamente em estabelecimentos comerciais de sua cidade ou região, devidamente cadastrados pelo governo estadual ou prefeitura.

Ou seja, não há como fraudar esse sistema, que também estimula a competitividade entre as papelarias da cidade e da região, regulando os preços pelo mais eficiente critério do mundo capitalista, que é a lei da oferta e da procura e da livre e saudável concorrência. O Programa Cartão Material Escolar também revitaliza micro e pequenos estabelecimentos comerciais, em especial as papelarias, que são preteridos nas licitações e, portanto, excluídos da grande fatia desse mercado representada pelas compras governamentais. Assim, dentre outras vantagens, incentiva o comércio local, contribuindo para a geração de empregos e a sobrevivência de pequenas e microempresas comerciais.

Quanto aos alunos, principal foco de toda a estrutura educacional do País, o Cartão Material Escolar promove a cidadania, pois lhes permite comprar e escolher de modo personalizado os seus cadernos e demais itens. Muito mais do que democratizar o acesso a esses produtos, o programa reforça a identidade e individualidade de cada criança ou jovem, oferecendo-lhe o poder de decisão, que deixa de ser um privilégio dos filhos de famílias de maior poder aquisitivo.

Dentre as reivindicações da sociedade brasileira, expressas nas recentes manifestações públicas pacíficas e civilizadas (que excluem os baderneiros e vândalos que se misturam aos movimentos legítimos da (população), estava, além do combate à corrupção, a destinação de mais verbas ao ensino público. Isto foi atendido pela lei, sancionada pela presidente Dilma Rousseff, que direcionou ao setor 75% dos futuros royalties do petróleo. Já em 2014 esses valores começam a engrossar os orçamentos da educação nacional, o que é positivo.

Com mais recursos para essa prioridade que é o ensino e a aplicação de modo mais eficiente das verbas, evitando-se que parte do dinheiro escorra pelo ralo da improbidade, o Brasil ganha produtividade na área mais decisiva para a democratização de oportunidades, inclusão social e o desenvolvimento socioeconômico. Assim, seria muito importante que o número cada vez maior de prefeituras e governos estaduais aderisse ao Cartão Material Escolar, um modelo transparente, eficaz, blindado contra a corrupção, estimulador da cidadania e das micro e pequenas papelarias.

Rubens Passos é presidente da Associação brasileira dos fabricantes e importadores de artigos escolares (ABFIAE).

50 coisas para se fazer numa fila de banco

em Coluna por

CarlosCastelo

50 coisas para se fazer numa fila de banco

1. Teste o extintor de incêndio da agência.

2. Leve um aparelho de som 3X1 e coloque música gospel nas caixas.

3. Barbeie-se / depile-se.

4. Imite o ruído de fogos de artifício quando o caixa atender alguém.

5. Conte uma piada sem graça e ria sozinho.

6. Insinue que a grávida que está na fila do Caixa Preferencial usa barriga postiça.

7. Compre um saco de pururucas e mastigue.

8. Venda rifa.

9. Leia em voz alta os folhetos de propaganda do banco.

10. Use um dos balcões para fazer abdominais, repetindo: “um, dois!”

11. Toda vez que o painel de senha mostrar um número, repita-o em voz alta.

12. Peça dinheiro emprestado ao vizinho.

13. Mantenha-se de costas para a pessoa à sua frente.

14. Peça para guardarem seu lugar e, ao voltar, passe na frente de quem guardou.

15. Toque o jingle do banco com a boca, imitando um trombone.

16. Sempre que o caixa validar um documento, imite o ruído de uma máquina registradora.

17. Leve um apito e toque-o sempre que a fila andar.

18. Informe as horas, minuto a minuto, seguido do slogan do banco.

19. Quando alguém não conseguir fazer uma operação no caixa eletrônico, murmure: “OSTRA”.

20. Duble, em voz alta, o caixa dizendo a um cliente que o saldo dele está negativo.

21. Quando a fila andar, finja que está cochilando.

22. Faça “din-don” sempre que uma pessoa entrar na fila.

23. Encoste o dedão à esquerda das costas da pessoa à sua frente. Quando ela se voltar, vire bruscamente a cabeça para a direita.

24. Brinque de puxa-cueca com o colega da frente.

25. Cante uma da Jovem Guarda e diga:

“ TODO MUNDO COMIGO, SHA-LÁ-LÁ-LÀ!”

26. Passe um abaixo-assinado contra a política de juros altos.

27. Minta que há um caixa disponível, e sem fila, no andar de cima.

28. Espalhe que a senhora gorda, lá do fundo, tem uma arma na bolsa.

29. Pergunte se alguém quer ser sua testemunha num processo contra o banco.

30. Coma uma fatia de melancia e saia da fila toda hora para cuspir os caroços.

31. Veja com o segurança se ele deixa você dar uma olhadinha no revólver dele.

32. Pergunte ao caixa por que eles cospem no dinheiro quando vão contá-lo.

33. Conte histórias de assalto a banco.

34. Pergunte a um atendente onde fica o caixa-forte.

35. Acenda um cigarro de palha.

36. Promova uma “ola”.

37. Monte um aviãozinho de papel e jogue na mesa do gerente.

38. Se um carro forte chegar, cantarole o tema de “Os Intocáveis”.

39. Ensine um colega de fila a fazer massagem cardíaca.

40. Pergunte se alguém quer ser seu fiador.

41. Escreva numa folha de papel: “IDIOTA NÚMERO 107” e fique segurando.

42. A cada cliente atendido, puxe uma salva de palmas para o caixa.

43. Ria descontroladamente das pessoas que ficam presas na porta giratória.

44. Lembre aos outros o que poderiam estar fazendo se não estivessem ali.

45. “Por que bancos gastam tanto com propaganda e nada com caixas?”

46. Leve uma marmita e almoce.

47. Na hora que um dos caixas sair para almoçar, berre: “PEGA!”

48. Coma uma goiaba.

49. Ofereça-se para segurar a pilha de documentos de um boy e derrube-a no chão.

50. Quando chegar sua vez de ser atendido, puxe um longo discurso do bolso e leia.

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Carlos Castelo. Escritor, letrista, redator de propaganda e um dos criadores do grupo de humor musical Língua de Trapo. © 2014.

Alfabetização na era digital

em Tecnologia e Ciência por

A tecnologia já faz parte da vida e da rotina de grande parte da população. Hoje em dia, a percepção que se tem é de que as crianças já nascem sabendo interagir com os aparelhos eletrônicos e fazem isso de uma forma muito natural. Passar fotos, assistir a vídeos ou brincar no iPhone, iPad ou iPod, por exemplo, são tarefas que os pequenos realizam com muita facilidade. Os dispositivos são utilizados como um apoio pedagógico na alfabetização de crianças, permitindo a autonomia e respeitando o ritmo de cada uma no uso do recurso.

Na Escola Internacional de Alphaville, a alfabetização é iniciada aos 5 anos de idade e o tablet já faz parte da sala de aula. Os aplicativos com o sistema alfabético e o editor de texto são direcionados às crianças, que já conseguem ter a referência do mais simples, como nome de colegas, até o nome de grandes títulos literários. “Muda a perspectiva e performance sobre como a criança consegue produzir. Ela está conectada com essa linguagem multimídia”, diz Roberta Deliberato, coordenadora da Escola Internacional de Alphaville.

O mercado já oferece diversos aplicativos para crianças, incluindo a faixa etária de 0 a 5 anos, que podem ser baixados em diferentes plataformas; são jogos, músicas, vídeos e inúmeros desenhos interativos desenvolvidos especificamente para este público. De acordo com a psicóloga e psicanalista Christine Bruder, idealizadora do berçário Primetime Child Development, esta aproximação das crianças com os aparelhos eletrônicos não é algo nocivo, porém, não se pode considerar que todos os estímulos sejam inofensivos aos bebês.

Segundo Christine é necessário que se tenha conhecimento daquilo que está sendo apresentado à criança e como isso pode contribuir com o seu desenvolvimento. “Para que as experiências vividas tenham significado, elas devem fazer sentido dentro da vida do bebê e, também, ser parte do que ele já conhece. Ao oferecermos diariamente e constantemente uma grande variedade de experiências, estamos mantendo em aberto possibilidades de exploração e de conexões entre essas vivências,” explica.

Jovem internada por dependência da internet completa um mês de tratamento

em Educação e Comportamento/Saúde & Bem-estar por

Apesar dos sinais de recuperação, Lucélia ainda não se sente preparada para enfrentar o mundo real.

Agora, sem tremor nas mãos, pela sensação imaginária de estar carregando um celular, Lucélia Cristina Paes, de 26 anos, segue, com sucesso, o tratamento contra a dependência da internet, no Centro Terapêutico Araçoiaba, em Araçoiaba da Serra (SP).

Há um mês internada na clínica especializada, a jovem já consegue compreender a gravidade de seu problema e admite que precisa de mais tempo para se fortalecer, física e psicologicamente, antes de receber alta do tratamento. Os sintomas de depressão e baixa autoestima já não fazem mais parte do cotidiano da jovem, que, hoje, refaz seu circulo de amigos, substituindo os virtuais pelos reais.

Mesmo precisando de remédios e vitaminas para conseguir dormir e se alimentar adequadamente, Lucélia já perdeu a impressão de ter constantemente, nas mãos ou nos bolsos, um telefone celular. “Nos primeiros dias do tratamento, eu ainda sentia o celular vibrando”, revela. De acordo com a psicóloga do Centro Terapêutico Araçoiaba, Ana Leda Bella, que acompanha o tratamento da jovem, os sinais de recuperação apresentados por Lucélia são positivos. “Quando chegou à clínica, ela tremia muito as mãos e não podia ver um celular, que tinha calafrio. Agora, com a compreensão sobre o problema e a aceitação do tratamento, é possível verificar sinais claros de melhora”, comenta.

Conforme contou a jovem, o fim do casamento abriu as portas para que ela entrasse, definitivamente, no mundo virtual, de que tinha acesso, primeiramente, pelo computador e, após, pela tela de um smartphone.

“Eu e meu marido brigávamos para ver quem ficaria no computador. Ele viu que eu não dava mais atenção nem para meus filhos e pediu o divórcio”, conta Lucélia. Após este acontecimento, que foi há cerca de cinco meses, o tempo em que a jovem permanecia conectada à internet, conversando com amigos virtuais, em salas de bate-papo e aplicativos de voz, só aumentou. “Eu comprei um celular e passei a virar noites acordada. Não sentia fome e até me esquecia de tomar banho.”

Durante a rotina do tratamento, Lucélia conquistou amizades e, nas reuniões de partilha na clínica, explica aos outros pacientes a seriedade da sua dependência. “O caso da Lucélia é difícil de ser superado, pois, ao sair da clínica, ela terá acesso a um celular com mais facilidade do que um ex-dependente químico terá às drogas”, explica a psicóloga. No entanto, a meta da jovem é conseguir voltar para casa e viver de forma saudável, ao lado dos filhos, de 2 e 6 anos, que atualmente estão sendo cuidados pelos avós. “Quero ensinar para eles como usar a internet, sem se tornar dependente. É algo importante hoje em dia, mas é preciso moderação”, adverte.

Em apoio ao tratamento, Lucélia pratica laborterapia, como os outros pacientes da clínica, que é uma forma de estimular a reflexão. “Entre as atividades que ajudam a Lucélia no tratamento está a de escrever no papel, à caneta, coisa simples que ela já não fazia mais”, explica a psicóloga. Para a jovem, que perdeu o emprego de auxiliar de cozinha e emagreceu 30 kg por conta do vício em internet, este primeiro mês está apenas mostrando o caminho a ser seguido, mas ela sente que precisa de mais tempo de internação, além dos quatro meses previstos para o caso. “Não me sinto pronta para sair ainda. Por isso, quero completar meu tratamento e sair daqui bem fortalecida.”

Sua empresa funciona tão bem quanto uma escola de samba?

em Negócios por

Goste ou não de batuque, a verdade é que o carnaval bate novamente em nossas portas, desta vez um pouco mais tardio. A maioria já voltou de férias e está no batente há algumas semanas, o que faz esta parada estratégica, seja para rasgar a fantasia, assistir aos desfiles, viajar ou simplesmente não fazer nada, curtindo as capitais vazias. Não obstante as críticas, o fato é que o ano irá de fato começar após a 4ª feira de cinzas, esteja você sóbrio ou de ressaca. E já que o tema é carnaval, sabia que as empresas têm muito a aprender com as escolas de samba?

Nós brasileiros, acostumados a acompanhar os desfiles desde criança, pouco reparamos no planejamento, organização e execução do evento, focando nossas atenções às pirotecnias de carnavalescos brilhantes como Joãozinho Trinta, da Beija Flor, ou Paulo Barros, da Unidos da Tijuca, que trouxeram o circo, o cinema e a tecnologia para a avenida em atrações de tirar o fôlego até para quem não gosta de folia. Colocado o pano de fundo, vejamos então as lições que podemos extrair destas agremiações.

ENREDO: proveniente do verbo enredar, significa literalmente prender na rede, entrelaçar. Em uma história, seria o ato de juntar as ações numa sequência lógica de espaço e tempo. As agremiações o escolhem logo após o término do Carnaval, o qual guiará o tema, a fabricação das fantasias, as alegorias e a composição do samba do próximo ano: quesitos que precisam estar em perfeita sintonia com o enredo. Já pensou quantas empresas encontram dificuldades em alinhar os objetivos de seus colaboradores, a estratégia e as metas fixadas pela alta direção?

EVOLUÇÃO E CONJUNTO: velocidade, forma, animação, movimentação, compactação e uniformidade são critérios avaliados pelos jurados. Eventuais buracos nas alas ou alterações bruscas na velocidade do desfile são passives de penalização. Imagine agora integrantes desentrosados, desconfiados e desmotivados. Certamente a visão de conjunto e a evolução ficariam bastante comprometidas. Empresas com clima organizacional ruim e líderes que não inspiram, dificilmente podem esperar equipes de alto desempenho, animadas, uniformes e motivadas.

MESTRE-SALA E PORTA-BANDEIRA: graciosidade, fantasia e bailado são critérios para o casal que literalmente carrega o estandarte da escola. Comprometidos, em geral nasceram, cresceram e irão permanecer na comunidade ou agremiação, por ela doando parte de seu tempo e dedicação. Impensável seria aceitar uma proposta para desfilar em outra escola. Executivos e profissionais por sua vez têm seus empregos garantidos enquanto convenientes às empresas. Neste cenário, vendem seu tempo e esforço, porém morrer pelo patrão é coisa do passado.

BATERIA: a ala mais empolgante de uma escola de samba, cujo objetivo é acompanhar o canto e conduzir o ritmo do desfile. Vale citar a história do Mestre André criador da “paradinha”, movimento no qual a bateria subitamente para de tocar, deixando só o cavaquinho e a voz dos puxadores. Apesar de bem avaliado pela crítica, sua utilização aumenta
as chances que o samba “atravesse”, podendo a bateria retornar ao ponto errado da letra. Num ano que promete ser tão ou mais enfadonho que 2013, o que sua empresa têm feito para seus funcionários não percam o pique?

Os mais ligados aos desfiles talvez tenham sentido falta da comissão de frente, rainha da bateria, ala das baianas e velha guarda, elementos que compõem a intrincada teia de uma escola de samba. Integrá-los e colocá-los na avenida em uma hora de desfile, coordenando mais de duas mil pessoas motivadas, entrosadas e com o mesmo propósito e objetivos, é tarefa que poucos CEOS conseguiriam, considerando o pouco tempo de treino e o fato de que a grande maioria dos integrantes está ali por vontade própria, sem nada receber.

Talvez você não tenha a mesma criatividade de um grande carnavalesco, a energia de um puxador de samba enredo, a graciosidade de um porta-bandeira, nem queira que seus funcionários saiam vestidos de baianas. Porém, comprometimento, doação, motivação e harmonia são quesitos que não fazem mal a nenhuma equipe. Enfim, ainda que não vá
para avenida, talvez valha a pena levar algumas de suas lições para o mundo corporativo. Só não queira colocá-las em prática na 4a feira de cinzas. É “atravessar” na certa.

Marcos Morita é mestre em Administração de Empresas, professor da Universidade Mackenzie e professor tutor da FGV-RJ. Especialista em estratégias empresariais, é colunista, palestrante e consultor de negócios. Há mais de quinze anos atua como executivo em empresas multinacionais.

China x Taiwan: uma possível relação de paz? Conheça os dois lados

em Mundo/News & Trends/Política por

Depois de décadas de hostilidades, a China comunista busca relações melhores com sua antiga rival: a democrática Taiwan.

Este movimento amigável contrasta fortemente com as tensões que vêm aumentando entre a China e muitos de seus outros vizinhos, incluindo o Japão. Existe, realmente, o temor de que essas divergências possam levar a um confronto armado.

Uma semana depois de uma reunião sem precedentes entre os funcionários de Pequim e a capital de Taiwan, Taipé, a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Fan Liqing, insinuou aos jornalistas que o presidente Xi Jinping está mesmo considerando um encontro com o presidente de Taiwan, Ma Ying- jeou.

“Compatriotas de ambos os lados da China esperam que os líderes possam se encontrar”, disse Fan. “Várias vezes declaramos que isso é algo que temos mantido durante muitos anos, e sempre tivemos uma atitude aberta e positiva em direção a ela”.

Ela se recusou a discutir uma possível data para tal encontro, mas a simples menção da possibilidade indica uma tendência que preocupa alguns na região.

“A situação atual é uma inversão da década de 1990”, diz Vincent Wang, professor de ciência política na Universidade de Richmond. Nas últimas duas décadas, Pequim adotou uma postura cada vez mais agressiva em direção a Taiwan. Ao mesmo tempo, ela tentou crescer sua economia, entre outras maneiras, reduzindo as tensões com os países vizinhos, como o Japão, a Coreia do Sul e Filipinas.

“Agora a política da China é mais conciliatória em direção a Taiwan. As águas ao largo da costa leste dessa ilha são muito profundas”, disse Wang. As margens nas proximidades do Japão e sem grandes barreiras por todo o caminho para o Havaí, a costa leste de Taiwan poderia ser “um bom porto para submarinos da China”, analisa Wang. Embora nenhum acordo para tal uso está para ser discutido, a China pode usar seus novos laços com Taiwan para buscar o que constituiria uma ameaça militar estratégica que precisa ser observada com atenção.

Até o momento, os outros países vizinhos não estão preocupados. “Taiwan nunca permitirá que a China use suas instalações militares”, disse um oficial do Ministério das Relações Exteriores de Tóquio, que falou sob a condição de anonimato. No entanto, acrescentou que “Pequim agora vê mais importância em manter Taiwan completamente dentro de sua esfera de influência – política e economicamente”.

Desde que os nacionalistas chineses foram forçados a recuar a partir do continente para a ilha de Taiwan, em 1949, e criar um país autônomo, que evoluíram para uma democracia plena.

Ser membro da ONU e de outros organismos internacionais tem sido uma tremenda fonte de atrito, desde então, já que a China proíbe diligentemente a participação de Taiwan em qualquer fórum global, temendo que isso possa indicar um reconhecimento tácito da independência de Taipei.

Pequim continua a bloquear qualquer tentativa de Taiwan para participar de tratados internacionais. Isso pode colocar em risco as esperanças de Taiwan em firmar uma parceria com a Trans-Pacific Partnership (TPP), a nova gigante zona de comércio regional proposta pelo presidente Barack Obama, como parte de sua política de “reequilíbrio” em direção ao Pacífico. Taiwan, que é líder mundial na fabricação de placas-mãe e notebooks e é uma potência em muitas outras indústrias de alta tecnologia, está ansiosa para se juntar ao novo acordo comercial.

Várias fontes na região dizem que autoridades norte-americanas tinham indicado nas últimas conversas privadas que Washington iria ajudar Taiwan aderir à parceria, que uniria os EUA e 11 países dos dois lados do oceano, em um acordo de livre comércio. O presidente da Comissão de Relações Exteriores da Câmara, Edward Royce, expressou sua esperança de que Taiwan será incluída também.

Taiwan depende das exportações para 70 por cento de sua economia, e nos últimos anos muito desses comércios e transações têm ido para o continente. Em 2010, 29 por cento das exportações da ilha foi para a China. Agora é 40 por cento, e a China tornou-se a maior parceira comercial de Taiwan.

O presidente de Taiwan, Ma, aumentou os laços com a China continental, estabelecendo voos regulares, permitindo que os turistas e empresários visitem e façam negócios em ambos os lados de Taiwan.

Mas “Taiwan não será forçada a reduzir o comércio com o resto da Ásia Oriental e do Ocidente”, diz Brian Su, vice-diretor geral do Ministério Econômico e Cultural de Taipei, em Nova York.

O antecessor de Ma, Chen Shui- bian, agora preso, era um nacionalista que nunca escondeu seu desejo de declarar a independência. Pelo contrário, Ma foi mais conciliador com Pequim, concordando com o conceito de “um país, duas interpretações”.

Do outro lado do estreito, por sua vez, Xi decidiu abrir mão das hostilidades, talvez porque ele precisa reduzir certas preocupações urgentes na Ásia e em Washington sobre os movimentos agressivos da China em outros lugares na região.

“A China nunca renunciou ao seu objetivo final” de anexar a ilha como parte de um processo de unificação, diz Wang. No entanto, de acordo com pesquisas realizadas pela Universidade de Taipei, “mais de 80 por cento da população de Taiwan favorecem o status quo sobre a independência ou unificação imediata”.

O que pode explicar por que enquanto a China corteja o seu ex-monstro imaginário Taiwan, os sinos de alarme ainda não tocaram no Japão – nem nos outros vizinhos – que estão mais cautelosos sobre o confronto com a China.

“A fim de ter mais espaço para respirar na comunidade internacional, Taipei precisa manter boas relações com Pequim”, diz o oficial do Ministério das Relações Exteriores de Tóquio. Ele acrescenta, porém, em uma última análise que “Taiwan permanecerá do nosso lado – do Japão e dos EUA”.

© 2014, Newsweek

Por dentro dos casos de suicídio entre os veteranos dos EUA

em Mundo/The São Paulo Times por

Um informante do governo que sofreu retaliação de sua agência tem sido justificado pela admissão do Departamento de Assuntos de Veteranos (VA – Veteran Affairs, em inglês) que declara não ter conseguido alcançar dois mil veteranos em um estudo no qual os soldados declaravam ter ideias suicidas, muitos dos quais cometeram suicídio mais tarde.

Esta admissão da agência, que não havia sido previamente divulgada, resultou de uma investigação do Congresso sobre as denúncias do Dr. Steven Coughlin, ex- epidemiologista do Escritório de Saúde Pública do Departamento de Assuntos de Veteranos, o qual divulgou que a VA era culpada de lapsos éticos chocantes.

Coughlin realizou pesquisas com os veteranos da Guerra do Golfo (1991), bem como os veteranos da Operation Enduring Freedom – no Afeganistão, e também disse que o VA mascarava os fatos sobre o impacto das exposições tóxicas em tropas no Iraque e no Afeganistão e as causas da doença da Guerra do Golfo.

O Departamento VA perdeu os resultados do estudo relacionados aos familiares de veteranos da Guerra do Golfo Pérsico. Os exames mostravam se as doenças como lesões cerebrais foram passadas de pais veteranos para filhos devido à exposição de uma toxina durante a guerra.

O VA não acompanhou alguns veteranos que admitiram ter ideias suicidas – e que mais tarde se suicidaram – durante um estudo de veteranos da Guerra do Golfo.

“Agora que o VA tem justificado algumas das alegações mais preocupantes do Dr. Coughlin, é incumbência dos líderes de departamento detalhar as medidas que estão tomando para segurar as partes responsáveis e garantir a proteção aos denunciantes futuros”, disse o deputado Miller.

“Quem foi responsabilizado por não acompanhar os veteranos que cometeram suicídio? O que aconteceu com o pessoal do VA que retaliaram contra o Dr. Coughlin? O que VA está fazendo para promover uma cultura de tolerância aos funcionários que têm a coragem de falar contra os problemas, apesar da oposição hostil dos colegas de trabalho e gestores? Os veteranos dos EUA, os contribuintes norte-americanos e mais de 300 mil funcionários da VA merecem respostas a estas perguntas o quanto antes”.

O VA não iria responder a quaisquer perguntas específicas sobre as acusações de Coughlin.

Dr. Coughlin, que deixou seu posto no VA, em dezembro de 2012, nunca foi informado sobre a validação do VA de seus encargos. Ele só soube disso quando foi contactado pelo IBTimes, e disse que estava “muito surpreso” com a resposta da agência.

“Estas são admissões muito graves por parte do VA”, disse Coughlin. “Eu levei uma surra tentando o meu melhor ao olhar para os interesses dos veteranos norte-americanos. Espero que as admissões do VA sejam um sinal de que a situação está melhorando. Preocupante mesmo são os direitos e o bem estar dos participantes vulneráveis da pesquisa, como as pessoas com depressão grave ou pensamentos suicidas. Meus pensamentos vão para os veteranos”.

Coughlin disse que está prestando atenção ao que acontece a seguir no VA. O cientista de 56 anos de idade nunca se sentiu confortável sendo o centro das atenções.

“Eu tenho um grande trabalho agora na University of Tennessee College of Medicine, em Memphis”, disse Coughlin. Seu trabalho é como pesquisador sênior do Centro de Pesquisa sobre Desigualdade de Saúde, Equidade e da Exposome – uma medida dos efeitos das exposições ambientais na saúde ao longo da vida -, além de professor do Department of Preventive Medicine.

“O foco do centro é sobre as disparidades de saúde entre negros e brancos pronunciadas em Memphis”, explicou  “Mulheres afro-americanas em Memphis têm um risco duas vezes maior de morrer de câncer de mama”.

Além de sentir-se satisfeito em seu novo trabalho, Coughlin disse que mantém o ânimo quando se lembra do dia que saiu VA e relatou suas queixas publicamente, o que lhe rendeu muitas mensagens de apoio de veteranos.

“Já ouvi falar de centenas de veteranos que entraram em contato comigo para me agradecer por me levantar em nome deles e dizer a verdade”, disse Coughlin. “Meu pai era da Marinha dos EUA e eu tenho um sobrinho que da Marinha que estava no Iraque e no Afeganistão”.

Enquanto o Congresso debate como proceder após as admissões do Departamento VA, as quais forram uma consequência direta da denúncia de Coughlin, o cientista declara: “Foi muito difícil fazer o que eu fiz. Mas eu não me arrependo”.

© 2014, IBTimes

SE É IN, ENTÃO TÔ OUT

em Coluna por

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SE É IN, ENTÃO TÔ OUT

Eu não sou um muito fã de moda. Na verdade, acho esse negócio de moda meio cafona. Pense comigo: o que é moda hoje era cafona há menos de dois anos. Então, se você se veste mal, não troque de roupa. Aguente firme, que daqui a pouco você é in.

Uma moda masculina que eu me nego a usar é calça surrada. Surrada não, tem que ser surrada, suja e rasgada. E caindo pra baixo da cintura, para mostrar um pedacinho da cueca. Isso é fashion? Na boa, os mendigos usam esse figurino há séculos e nunca foram fashion.

E também está na moda roupa de mulher com bolsinho no peito. Pra mim, esses bolsinhos só podem ter sido inventados por um estilista bichinha.

– Ai, que nojo desse peito. Coloca qualquer coisa na frente e esconde isso, pelamor.

Nada contra os gays, muito pelo contrário: cada um tem seu gosto e ninguém tem nada com isso. Mas para quem gosta da coisa, peito de mulher é bonito e pronto. Não precisa de mais nada. A única coisa que vai bem na frente de um peito de mulher é um mamilo. E só.

Mas nem tudo que está na moda que é ruim. Por exemplo, de um tempo para cá a mulherada tem deixado o sutiã um pouquinho à mostra. Às vezes uma alcinha, às vezes um pedacinho para fora do decote. Para os adolescentes de hoje é um avanço. Afinal, na minha época, você tinha que sair com a menina duas ou três vezes, para conseguir ver um pedacinho do sutiã. Hoje em dia, já se economizam saídas e a molecada consegue ver um peitinho bem mais rápido.

Outra coisa que está na moda é tatuagem. A única desvantagem é que se sair de moda, você se ferrou. Vai ficar com essa tranqueira aí para sempre. Ou gastar uma fortuna em raio laser para tirar. Remover uma tatuagem pode chegar a custar mais de cinco mil reais. Que laser os caras usam: o sabre de luz do Dart Vader?

Ano passado, a Barbara Evans tatuou no braço uma declaração de amor à mãe dela. Bom, não é a primeira vez que alguém usou o braço para homenagear a Monique e acabou com uma meleca disforme.

Se você já fez uma tatuagem, a primeira coisa que tem que saber é: não engorde nunca. Em hipótese alguma. Porque se você tatuou uma rosa, ela vai virar um guarda-chuva. Se tatuou um Che Guevara, vai virar o Ronaldo fenômeno. E se tatuou um ideograma chinês vai acabar virando… outro ideograma chinês. E vai que o significado desse novo ideograma seja “sou puta”.

Tem gente que resolve fechar o corpo com tatugem. Tatua cada centímetro, do dedinho do pé até a testa. Aí você pergunta pro cidadão por que é que ele fez isso.

– Ah, para afimar minha personalidade e ficar diferente.

– Ficar diferente!? Ser humano não tá bom pra você não? Prefere parecer um bloco de rascunho?

Agora, toda tatuagem tem um significado. Às vezes é uma homenagem, às vezes é uma promessa. Mas eu nunca saquei qual o significado daquela tatuagem no rosto do Eri Johnson. Aí um amigo meu me explicou que não é tatuagem, que é uma marca de nascença. Ah, então todo mundo quando nasce tem cara de joelho. Menos o Eri Johnson, que tinha cara da coxa da Angélica.

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 José Luiz Martins. Humorista, publicitário e roteirista. Sócio da empresa Pé da Letra, de criação e produção de conteúdo. © 2014.

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