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Redação - page 638

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Sexo e Muitas Risadas são dicas para começar o Ano Novo com o Pé Direito

em Educação e Comportamento por

Ano Novo, Vida Nova! É o que as pessoas almejam e para isso partem em busca de novas metas no ano que se inicia. Além do trabalho, é importante manter uma vida social ativa, como viagens, passeios, divertimentos, para uma melhor qualidade de vida, além da prática de exercícios físicos e uma alimentação balanceada. Tudo para entrar com o pé direito em 2014!

Segundo a Dra. Edith Horibe, cirurgiã plástica, PhD pela Faculdade de Medicina da USP, expoente em Estética Médica e Gestão da Idadedar muitas risadas, estar de bom humor é um aliado e tanto para um Ano Novo cheio de conquistas. Praticar sexo e dar boas risadas ajuda a retardar o envelhecimento. “Quando você ri, está alegrando seus órgãos. A risada rejuvenesce, assim como uma boa alimentação e a prática sexual, que são importantes para o processo de envelhecer bem”, afirma.

Conforme pesquisa da Universidade de Louisville, nos Estados Unidos, o sexo pode ser um ótimo exercício desde as preliminares. O beijo na boca requisita 34 músculos da face e consome 2 calorias por minuto (120 por hora!), Na soma final, a relação sexual consome cerca de 250 calorias em meia hora.  

Para a médica, quanto mais cedo a pessoa se voltar a longevidade produtiva melhor. “Quando nascemos já estamos envelhecendo. É uma questão cultural. Fazer as pessoas entenderem que tudo é um aprendizado. Tudo começa com a consciência. Se você pensa que é jovem, você é jovem. Se você pensa que é acabado, você estará acabado. Não importa se tem 25 ou 50 anos”, diz.

Além do sexo e de boas risadas, a Meditação é excelente para conter o nível de estresse e começar o ano mais leve, com uma nova energia. Com 20 minutos de manhã e à noite, a pessoa lida melhor com o estresse do cotidiano. “A pressão e os batimentos cardíacos melhoram quando a pessoa entra em um estado de relaxamento. Fisicamente, a pessoa também fica mais saudável”, relata a Dra. Edith.

Dra. Edith Horibe enfatiza que dar risada é importante. Viver alegre faz parte do ato de pensar positivamente, o que afeta a mente. É muito fácil atingir um bem-estar a partir da prática de exercícios sexuais.

A médica lembra que o sexo não é privilégio dos jovens, a Terceira Idade também deve praticá-lo. A diferença é que em idades mais jovens existe a preocupação com a “quantidade” de atividades sexuais, já em idades mais avançadas essa ideia é substituída por “qualidade”.

Portrait: Que moedas de ouro você quer no seu Natal?

em Coluna por

Camila

Que moedas de ouro você quer no seu Natal?

Hoje é Natal. E quem não pensa no bom velhinho neste dia? Segundo algumas pesquisas que fiz para escrever esta crônica, Papai Noel existiu, foi arcebispo turco no século IV, mais tarde conhecido como São Nicolau Taumaturgo. Nesta época do ano, ele costumava colocar moedas de ouro nas chaminés das casas mais humildes da cidade de Mira, onde morava. Mais tarde, ao ter alguns milagres atribuídos ao seu nome, foi considerado santo, São Nicolau. Sua imagem tornou-se um símbolo natalino na Alemanha, e de lá se espalhou para o mundo inteiro. Não importa onde more, no Polo Norte segundo os americanos, ou nas montanhas de Korvatunturi na Lapônia, Finlândia, conforme os britânicos, muito antes da famosa globalização tomar forma, Santa Klaus já era um mito universal, muito cultuado no ocidente.

Conversei com algumas pessoas para saber como foi a sua descoberta de que Papai Noel não existia. E para a minha surpresa, 80% delas não se lembravam, independente de sua classe social. Então veio a reflexão: será que o ser humano não quer se desfazer de boas lembranças? Será que quer manter dentro de si este encantamento de alguma forma? Qual o motivo de tantas pessoas não se lembrarem disso? Ele não é realmente importante, embora seja um ícone desta data, ou será que é melhor, mesmo sabendo da verdade, manter o mito?

Por que mesmo depois de saber da verdade, ainda nos encantamos com as histórias de Natal e seu entorno? São Paulo fica intransitável nas redondezas do Parque do Ibirapuera e da Avenida Paulista nesta época do ano, justamente porque as pessoas querem ver sua decoração, as comemorações que marcam a cidade. E então, manter o mito ainda é a melhor forma de se viver, de se acreditar em um mundo melhor?

Se no lugar de presentes materiais, Papai Noel pudesse trazer outros presentes, aqueles que não se compram, quais você desejaria para si, para sua família, seus amigos, para a sociedade? Será que também é mítico o desejo de uma sociedade onde não haja corrupção, onde os políticos cumpram suas funções sem quererem receber mais por isso, onde as pessoas saudáveis e jovens não estacionem nas vagas reservadas para deficientes e idosos, onde a lei de Gerson não prevaleça?

Será que é mítico fazer o bem sem se esperar o reconhecimento, um mundo com menos fome e mais alimento, com mais trabalho e trabalhadores, com mais sorrisos sinceros e não oportunistas, um trânsito com mais solidariedade e menos impaciência?

Será que é mítico o desejo de um relacionamento em que a lealdade e a fidelidade sejam intrínsecas à escolha que se fez quando se optou por assumir o outro como namorado ou marido, namorada ou esposa? Será que é mítica uma amizade sincera, sem se olhar para o que o outro possa te dar, mas para o que você pode oferecer a ele?

Será mítico um sistema público de saúde que funcione e realmente cuide de sua população? Uma escola pública que ensine e não dê ao aluno o ano sem repetência, mas com formação? Será mítico um inverno sem pessoas morrendo de frio, com crianças cobertas e dentro de um abrigo em noites gélidas?

Será que conseguiremos um dia transformar as tais moedas de ouro que aquele São Nicolau Taumaturgo, arcebispo turco, depositava nas chaminés, em valores palpáveis para uma sociedade melhor? E não estou falando de se subsidiar a pobreza e nem os pobres, mas de dar a toda população condições de saúde, trabalho e educação de forma real e semelhante.

São Nicolau se tornou um mito universal de amor, paz e alegria. Será que um dia, ao contrário do arcebispo turco, estes valores deixarão de ser mito e se tornarão realidade?

Enquanto me indago, a sociedade continua sendo a mesma. Um ou outro fazem a diferença. É hora de pararmos apenas de refletir e pegarmos nas mãos nossas moedas de ouro: transformá-las em sorrisos e vidas de ouro, a começar por nós mesmos. Sem a pretensão de nos tornarmos santos, mas com o desejo natalino – e que este perdure pelo ano inteiro – de realmente transformarmos e vivermos em um mundo melhor.

© 2013, The São Paulo Times.

Pesquisa revela que loja física ainda é a preferência do consumidor para as compras do Natal

em Educação e Comportamento por
A Pesquisejá, empresa especializada em monitoramento, gestão de informações e pesquisas customizadas, realizou, entre os dias 02 e 03 de dezembro, levantamento sobre a intenção de compra do consumidor para o Natal. A pesquisa, apurada em 22 estados incluindo o Distrito Federal, contempla 3.654 entrevistas. De acordo com o levantamento, as lojas físicas ainda são a grande preferência do consumidor, chegando 100% da intenção de compra em alguns dos estados pesquisados (Distrito Federal e Rondônia). As compras unicamente pela Internet ganham destaque apenas na Bahia e no Pará, onde percentuais chegam a 23% e 29%, respectivamente.

Nas regiões Sul e Sudeste, a preferência é pela compra em lojas físicas. Em São Paulo, o percentual de compra na loja física é de 86% e, no Rio de Janeiro e em Minas Gerais, de 88%. No Paraná, o percentual sobe para 97% e, em Santa Catarina, 95%. Considerando a região, somente no Espírito Santo e no Rio Grande do Sul, os percentuais de intenção de compra tanto na Internet como na loja física chegam a 35%.

Segundo o levantamento, apenas em quatro estados pesquisados, mais de 10% dos entrevistados disseram não ter a intenção de comprar presentes neste final do ano. São eles: Acre (27%), Amazonas (26%), Rondônia (20%) e Santa Catarina (11%). Em 16 estados, a maioria dos entrevistados pretende presentear entre uma e três pessoas.  No Ceará e no Mato Grosso do Sul, 87% dos entrevistados pretende presentear até três pessoas.

A categoria brinquedos lidera as intenções de compra, chegando a 47% no Mato Grosso, 40% no Mato Grosso do Sul, 38% no Rio de Janeiro e em Santa Catarina.

Considerando o gasto médio previsto, as intenções de maiores gastos estão  no Distrito Federal, onde 85% dos entrevistados pretende gastar mais de R$ 300,00 com presentes. Nas regiões Sudeste e Sul, a maioria pretende gastar entre R$ 10,00 e R$ 300,00. Em Santa Catarina, apenas 3% dos entrevistados pretende gastar mais que R$ 300,00 em compras.

Wappa desenvolve ferramenta para usuário corporativo dividir a corrida de táxi

em Educação e Comportamento/Negócios por

Economizar tempo, dinheiro e ainda poluir menos o meio ambiente. Estes são alguns dos benefícios que a Wappa – plataforma de gestão e meio de pagamento mobile direcionado para o mercado corporativo – oferece aos seus usuários, que agora podem, também, compartilhar a mesma corrida. “Estamos agregando ao Wappa Táxi, que permite às empresas o pagamento das corridas via celular, a possibilidade de compartilhar corridas. Ou seja, executivos e funcionários da mesma empresa que vão para os mesmos lugares ou locais próximos podem usar o mesmo táxi, gerando economia”, explica o CEO da Wappa, Armindo Mota Jr.

Compartilhar carros em outros países é algo trivial para driblar o trânsito nas grandes cidades. Na Europa, o chamado carsharing é uma solução consolidada para cidadãos comuns. Na América do Sul, alguns países já fazem a tentativa com muito sucesso: Em Santiago, capital do Chile, por exemplo, os chamados “táxis coletivos”, carros com rotas já traçadas, levam passageiros desconhecidos a um destino semelhante.

“No Brasil, já há na web algumas tentativas como alternativa de transporte para que as pessoas físicas dividam o carro, mas esta ainda não é uma realidade. Acreditamos que, iniciar uma ação como esta com o público corporativo, pode ajudar a criar a cultura do compartilhamento”, diz o CEO.

O carona Wappa funciona da seguinte forma: o colaborador da empresa cadastra seu destino no sistema e dispara um alerta para seus colegas. Se algum deles for fazer um percurso próximo, basta aceitar a solicitação e dividir o mesmo veículo no dia da corrida. “Essa nova ferramenta significa mais uma economia no centro de custo, maior mobilidade urbana, aumento de networking e ajuda a preservar o meio ambiente, reduzindo a emissão de CO2”, diz Armindo Mota Jr.

“Idealizamos a ferramenta a partir da análise do fluxo de viagens de táxi de grandes clientes. Percebemos que, muitos funcionários se deslocavam de um mesmo prédio para um destino muito próximo em um curto prazo de tempo”, explica Armindo. “É uma alternativa viável, principalmente nas grandes cidades brasileiras, onde há uma deficiência de infraestrutura na mobilidade”.

A Wappa garante um serviço com grande capilaridade aos seus mais de 600 clientes, pois tem cobertura em todos os estados brasileiros e mais de 25 mil taxistas fazem parte da rede credenciada, cujos serviços garantem economia de cerca de 40% nos gastos corporativos com táxi. Em 2012, a companhia obteve um faturamento de R$ 50 milhões e a expectativa é chegar a R$ 80 milhões em 2013.

Consumidor deve estar atento à origem dos alimentos usados nas ceias de fim de ano

em Educação e Comportamento/Geral por

Os Fiscais Federais Agropecuários, responsáveis por zelar pela qualidade dos alimentos de origem animal e vegetal consumidos pelos brasileiros, alertam para alguns cuidados que os consumidores devem ter para garantir a segurança alimentar de sua família na hora de comemorar o Natal e o Ano Novo. Na hora de comprar os ingredientes para preparar a ceia, é importante ficar atento à origem dos produtos.

O padrão de qualidade exigido pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) e fiscalizado pelos Fiscais Federais Agropecuários é indicado pelo selo do Serviço de Inspeção Federal (SIF), que deve estar em todo produto de origem animal: peru, chester, tender, carnes, presunto, salsicha, manteiga, leite e derivados, mel, peixes e enlatados. O SIF é a garantia de que na produção do alimento todas as normas estabelecidas pelo governo foram cumpridas, como o tipo de ração dado aos animais, vacinas, instalações das granjas e frigoríficos e condições sanitárias.

Além do SIF, outros cuidados também devem ser observados pelo consumidor. As carnes de frango e aves precisam ser de cor amarelo-parda, com musculatura firme, aderente ao osso, pele íntegra e sem apresentar manchas de sangue ou áreas arrocheadas. E devem ser mantidas sob refrigeração ou congelamento.

bacalhau deve ser armazenado entre 0 e 5ºC, apesar de ter a comercialização permitida à temperatura ambiente, por períodos não prolongados. Uma característica visível que demonstra problemas de conservação é o aparecimento de manchas avermelhadas. A proliferação de bactérias pode também ser percebida pelo tato – com a apresentação de limo superficial e amolecimento da carne – e pelo olfato, com forte odor de podridão.

As carnes suínas tais como a leitoa e o lombo também são muito utilizadas nas receitas de fim de ano. Os fiscais federais agropecuários orientam que os suínos devem apresentar cor rósea ou avermelhado-pálida. Não deve ser comprada caso apresente textura úmida, cor escura ou esverdeada, com consistência mole, saltando da parte óssea, pegajosa ou exalando mal cheiro. Também não deve ser adquirida quando notar pequenas bolinhas brancas, duras e cheias de líquidos, conhecidas em algumas regiões como “canjica”. Esses focos denunciam a presença de parasita conhecida “solitária”. Para evitar transtornos, o sindicato recomenda que não sejam consumidas carnes de origem desconhecida.

Dentre os vegetais, a lentilha é a escolhida para dar sorte no ano que vai chegar. Os fiscais federais agropecuários orientam para, na hora de comprar, observar no espaço transparente das embalagens as condições dos grãos, se são da mesma cor e se não apresentam nenhum mais escuro que outro. Deve-se observar também se eles estão inteiros. Quanto mais quebrados, pior é a qualidade do grão.

Castanhas, nozes, amêndoas, além de frutas secas e cristalizadas, também precisam de cuidados especiais. A dica é comprar já empacotados, para garantir a procedência e armazenamento. Esses produtos podem conter a substância aflatoxina, que é produzida por um fungo e nociva à saúde, que surge quando o produto é armazenado em local úmido ou não foi bem secado. O recomendado é comprá-las já embaladas, pois há maior segurança que o processo de armazenamento foi fiscalizado.

Outros produtos que merecem atenção especial do consumidor são os adquiridos nas ruas e semáforos das grandes cidades, vendidos por ambulantes. Uvas, romãs e ameixas são as mais comuns. “A aquisição de frutas na rua não é aconselhável, principalmente porque não sabemos onde estes produtos ficam armazenados durante a noite. Roedores, baratas e outros insetos podem passear por cima delas. O ideal é comprar esses produtos embalados e em estabelecimentos com boas práticas de higiene”, afirma Wilson Roberto de Sá. Mas é importante sempre tomar cuidados com a higiene antes de ingeri-las, deixando-as de molho e lavando-as bem.

Os vinhos, espumantes, sucos e refrigerantes que são produzidos no Brasil também passam por fiscalização do MAPA. O consumidor deve observar no rótulo o registro do produto: a sigla do estado de origem seguida de 11 números. O consumidor também deve observar os dados do fabricante, que são obrigatórios. As bebidas importadas têm que possuir o registro no MAPA, pois só podem ser comercializadas após a autorização do ministério.

Algumas dicas importantes para segurança e conservação de alimentos:

·   Produtos de origem animal: carnes, presunto, salsicha, manteiga, leite e derivados, mel, peixes e enlatados precisam ter na embalagem o selo do Serviço de Inspeção (SIF);

·  Carne bovina e suína: não compre se a carne escura ou esverdeada, com cheiro desagradável e se não tiver o SIF;

·  Carnes pré-embaladas e congeladas, encontradas normalmente em supermercados, devem ser mantidas em balcão ou câmara frigorífica. Atenção: “freezer” ou balcão frigorífico fora da temperatura correta, ou quando desligados à noite, formam água no chão; sinal de que os produtos também saíram da sua temperatura ideal. Não compre produtos nessas condições;

·  Evite comprar carnes de ambulantes, pois os animais poderiam estar doentes ou terem sido abatidos em condições inadequadas de higiene. Esses comerciantes, por vezes, não observam as condições adequadas de temperatura e higiene e, sobretudo, não fornecem nota fiscal;

·  Frangos e aves: a cor da pele deve variar entre o branco ao amarelo, com superfície brilhante e firme ao tato. Verifique o carimbo do SIF e a validade;

·   Pescados embalados: precisam ter o selo do serviço de inspeção, devem ter a data em que foi embalado e o prazo de validade;

·   Pescados frescos expostos: devem estar cobertos por uma farta camada de gelo, de forma a garantir que a temperatura de segurança seja mantida (entre 0°C e 5°C). Peixes congelados precisam ser mantidos em balcões apropriados de acordo com as recomendações do fabricante, normalmente abaixo de -18ºC;

·   Carrinho de compras: o consumidor deve colocar por último no carrinho as carnes, queijos e alimentos que precisam ser mantidos gelados;

·   Automóveis: não deixe os alimentos no carro por muito tempo;

·   Refrigerador: ao chegar em casa, coloque imediatamente os alimentos no refrigerador;

·  Validade: fique atento à data de vencimento dos alimentos. Não utilize produtos vencidos;

·  Armazenamento: observe se o local está em boas condições, com prateleiras limpas, refrigeradores e freezers em temperatura adequada;

· Vinho, espumante, sucos e refrigerantes: devem apresentar no rótulo uma identificação que começa pela sigla do estado de origem seguida de 11 números. O consumidor também deve observar os dados do fabricante, que são obrigatórios;

· Nozes, amêndoas, castanhas, amendoins e pistaches, frutas secas e cristalizadas: deve-se observar a maneira como são armazenadas. Se não forem bem secas ou estiverem em local úmido pode produzir um fungo que é nocivo à saúde. Recomendado é comprá-las já embaladas.

Stand Up Crônicas: O Barba

em Coluna por

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O Barba

No Natal, todo mundo quer saber de presentes, de comer muito, de beber muito, mas ninguém se lembra do mais importante. Natal é o nascimento daquela pessoa que sofreu muito, que levou uma vida de sacrifícios: meu primo Osvaldo. Sim, o pobre Osvaldinho  faz aniversário no dia de Natal e passou a vida ganhando um presente só. E quando eram dois, no máximo eram dois sapatos. Não dois pares, mas um par mesmo. Imagine o Papai Noel entregando só um pé do sapato para ele:

– Toma, Osvaldo. O outro pé é de aniversário, vai pedir pra sua mãe.

Eu, particularmente, nunca acreditei no Barba. Mas meus irmãos acreditaram. Lembro que em uma certa idade, eles já estavam desconfiando que o Papai Noel e nosso pai eram a mesma pessoa, pois nunca um aparecia ao lado do outro – tipo Clark Kent e Superman, Bruce Wayne e Batman, eu e o Brad Pitt.

Então meus pais tiveram a brilhante idéia de naquele ano o Papai Noel ser encarnado por minha mãe. Tá certo, nós vimos os dois papais juntos: aquele que vivia de saco cheio e o Noel. Mas lembro que a certa altura, meu irmão de cinco anos, chegou com cara de assustado para mim:

– Cê não acredita: o Papai Noel é viado.

– Que isso, Ricardo?

– Juro. Ele tá de brinco e tem voz fina.

Tudo fez sentido na cabeça do meu irmão, alguns anos depois na aula de inglês, quando ele descobriu que os americanos chamam o Papai Noel de Santa.

Dentre as coisas que me fizeram não acreditar no Barba, a principal era uma dúvida: como o Papai Noel, velhinho daquele jeito, aguentaria levar presente para tantas crianças do mundo todo? Só com ajuda de muito Viagra. Taí, o Viagra poderia usar o Papai Noel em uma campanha de Natal: ele estaria na cama com uma mulher bem mais nova. E ela, exausta, falaria:

– Você é bom, velhinho.

Isso sem contar nas inúmeras rimas sugestivas, que o nome Nicolau proporcionaria – seria um sucesso.

Outra coisa que sempre me intrigou é o fato de o Papai Noel ter sempre a mesma aparência. Estou com 40 anos e, desde que me lembro, o Noel não envelheceu nada. Ou ele tem alguma síndrome do tipo Peter Pan e Benjamim Button ou tem alguma coisa errada aí. Vejamos: a expectativa de vida de um ser humano na Lapônia é de 80,7 anos. Quando eu tinha 5, o Noel aparentava uns 65. Hoje, deveria estar morto – ou ao menos com a cara da Dercy Gonçalves.

Com ou sem Papai Noel, deixo aqui meus votos de Feliz Natal a todos os leitores. E que você ganhe mais presentes que meu primo Osvaldo.

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José Luiz Martins. Humorista, publicitário e roteirista. Sócio da empresa Pé da Letra, de criação e produção de conteúdo. © 2013.

 

Energia solar fotovoltaica: investimento vantajoso

em Brasil/Negócios por

Os sistemas fotovoltaicos são capazes de gerar energia elétrica através das chamadas células fotovoltaicas. As células fotovoltaicas são feitas de materiais capazes de transformar a radiação solar diretamente em energia elétrica através do chamado “efeito fotovoltaico”. Hoje, o material mais difundido para este uso é o silício.

Apesar do Governo Federal ainda manter sob análise a decisão de investir em energia solar fotovoltaica como fonte alternativa ou complementar para abastecer as grandes cidades, alguns projetos arquitetônicos com fonte solar própria têm aumentado com o passar dos anos. Empresas do setor, que prestam consultoria desde a idealização do projeto até a instalação e intermediação entre cliente e concessionária, são responsáveis por viabilizar projetos que refletem o comportamento de muitos cidadãos que já vêem a energia solar como um investimento vantajoso, capaz de reduzir o custo com energia elétrica e contribuir com o meio ambiente.

A Neosolar Energia, por exemplo, sediada em São Paulo há três anos e criada por dois jovens engenheiros – que viram neste mercado mais do que uma oportunidade de negócio, mas também o momento de auxiliar o país na capacitação de mão de obra para uma fonte energética que tende a ser uma realidade em alguns anos – formou mais de 50 instaladores fotovoltaicos e realizou inúmeras palestras em universidades, instituições de ensino e entidades setoriais, atingindo mais de 400 pessoas interessadas no tema. O número de projetos também cresceu: a empresa chega ao final do 2° semestre com 400kWp em painéis comercializados. Isto representa um crescimento de 100% com relação ao mesmo período de 2012.

Em agosto deste ano, a Neosolar inaugurou no município de Ribeirão Preto (SP) o primeiro sistema Grid-Tie, regularizado dentro do sistema de compensação de energia instituído pela ANEEL do Estado, e o maior sistema residencial do Brasil.

 “O mercado tem se movimentado cada vez mais e o interesse pela energia solar cresce de forma exponencial, fazendo com que as perspectivas para 2014 sejam extremamente positivas”, afirma Raphael Pintão, diretor da Neosolar Energia. Para o ano que vem, ele projeta um crescimento três vezes maior em comercialização de painéis solares, além de aumentar o número de profissionais capacitados, ampliar as parcerias com renomados fornecedores internacionais e com empresas brasileiras através do Programa Neosolar Pró. Este programa, que atingiu mais de 80 empresas em 2013 e já possui 500 novos interessados, promove parceria entre prestadores de serviços do setor, a fim de levar as soluções da Neosolar para as mais variadas regiões, com ou sem energia elétrica.

Maior biblioteca digital da América Latina é lançada

em Brasil por

Com um acervo formado por cerca de 64 milhões de arquivos digitais, como teses, dissertações, artigos, livros e vídeos – todos em texto completo, abertos e gratuitos, a nova biblioteca digital oferecerá a produção científica de mais de 1.600 universidades e centros de pesquisa de 63 países.

O projeto se tornou possível através da inserção da pós-graduação da Estácio no Open Archives Initiative, um consórcio internacional formado por renomadas instituições como, por exemplo, as universidades de Harvard, Oxford, Cambridge, Université de Paris, Universidade do Minho, como também pela USP, UNCAMP, UNB, UFMG, Senado Federal e Conselho Nacional de Justiça. Importantes acervos institucionais, como a Open PubMed, Scielo, Redalyc e Bibliotecas Nacionais da França, Portugal e Espanha, também estão integrados. Em um único sistema, simples e intuitivo, a comunidade vai poder buscar e baixar gratuitamente todo o universo do conhecimento gerado e disponibilizado por estas instituições de pesquisa e cultura que operam em parceria.

Toda a infraestrutura tecnológica da Biblioteca Digital foi desenvolvida pela Phorte Inovação, departamento de inovação do Grupo Phorte, parceiro da Estácio nos novos cursos de pós-graduação. A Phorte Inovação acumula sete anos de pesquisas aplicadas a tecnologias de educação superior e é pioneira na América Latina na tecnologia de Open Archives. O Prof. Giovanni Eldasi, coordenador científico deste departamento, aponta que o acervo será especialmente útil como fonte para a elaboração dos trabalhos de conclusão de curso (TCC) da graduação e pós-graduação da Estácio.

A Biblioteca Digital já está disponível no portal da pós-graduação:
http://posestacio.com.br/biblioteca/

A Biblioteca Digital contém:

– 77269605 itens completos, abertos e gratuitos que aumentam a cada minuto.
– Bibliotecas Unificadas de 63 países
– Acervos de 1643 Universidades e Centros de Pesquisas
– Artigos de 48.567 Revistas Científicas
– 4.270 Vídeo Aulas Universitárias


Primeira Biblioteca Digital Mundial

No início do ano a Unesco presenteou a humanidade com a primeira Biblioteca Digital Mundial, através do site www.wdl.org.

Ela reúne mapas, textos, fotos, gravações e filmes de todos os tempos e explica em sete idiomas as joias e relíquias culturais de todas as bibliotecas do planeta.

Os documentos foram passados por scanners e incorporados no seu idioma original, mas as explicações aparecem em sete línguas, entre elas o português. A biblioteca permite ao internauta orientar a sua busca por épocas, zonas geográficas, tipo de documento e instituição.

O acesso é gratuito e os usuários podem ingressar diretamente pela Web, sem necessidade de se registrarem.

© 2013, The São Paulo Times.

Pesquisa revela a reputação das cidades brasileiras que sediarão a Copa do Mundo de 2014

em Brasil por

Estudo revela também os riscos e oportunidades para o país. Porto Alegre tem a melhor avaliação na percepção dos próprios moradores

Foram 12 as cidades brasileiras escolhidas para sediar um dos maiores eventos esportivos do mundo. Mas o que os brasileiros têm a dizer sobre a reputação destas capitais? Uma pesquisa inédita do Reputation Institute, consultoria mundial em Gestão da Reputação, revela a percepção dos residentes e da população em geral a respeito destas localidades.

A pesquisa “A reputação das cidades-sede da Copa do Mundo de Futebol 2014 no Brasil” foi realizada entre os meses de fevereiro e março de 2013. Foram somadas mais de quatro mil avaliações sobre as 12 cidades pesquisadas, sendo que cada respondente avaliou, além de sua cidade, mais uma com a qual tivesse um mínimo de familiaridade. A mensuração da reputação das cidades é baseada no modelo City RepTrak, uma metodologia desenvolvida pelo Reputation Institute composta por uma avaliação emocional, que considera o grau de estima, admiração, confiança e empatia das pessoas; e outra racional, resultado das percepções sobre três dimensões: Ambiente Atrativo, Governo Efetivo e Economia Avançada. Cada dimensão se desdobra em atributos como, por exemplo, ser uma bela cidade, oferecer um ambiente seguro para moradores e visitantes e ser dirigida por líderes respeitáveis. O resultado é apresentado na forma de um score que varia de 0 a 100, referindo-se aos seguintes níveis de reputação: pobre, fraca, mediana, forte e excelente.

Segundo a pesquisa, entre as doze localidades, Porto Alegre é a de melhor reputação na percepção de seus moradores com nota 68,19. Curitiba está em segundo lugar, com 67,48. Isso significa que estas capitais – assim como Natal, com 66,33 – despertam um alto grau de estima, admiração, empatia e confiança nas pessoas que nelas vivem. Já São Paulo, Salvador e Brasília ficaram com índices fracos de reputação.

Na avaliação dos não residentes, Curitiba (66,15) e Porto Alegre (65,84) permaneceram entre as mais bem percebidas e são as únicas que alcançaram índices reputacionais superiores ao do Brasil, que é de 67,24. Já entre as cidades mais mal avaliadas, Rio de Janeiro (49,23) e Brasília (43,39) alcançaram índices considerados fracos, merecendo maior atenção, já que essas localidades tendem a se tornar menos interessantes para visitar, viver, investir, trabalhar ou estudar. Em geral, os moradores mostraram uma percepção mais positiva sobre suas cidades do que sobre as demais, com exceção de Cuiabá, Salvador e Fortaleza, cujas percepções externas são superiores.

Outro dado surpreendente é que, em 2013, todas as cidades alcançaram índices menores que em 2012. Em um comparativo, Porto Alegre foi de 73,64 em 2012 para 68,19 em 2013. São Paulo teve uma queda de 13 pontos. A única exceção foi Natal, que aumentou sua reputação em cerca de seis pontos. “Isso mostra que o brasileiro aumentou seu senso crítico e está com um nível maior de exigência em diversos aspectos como segurança, infraestrutura e desenvolvimento econômico”, explica a diretora executiva do Reputation Institute no Brasil, Ana Luisa de Castro Almeida.

A pesquisa revela também que os residentes consideram que a “beleza” e o “estilo de vida” são aspectos muito importantes para a cidade, mas o conjunto de questões como “segurança”, “infraestrutura”, “lideranças respeitáveis”, “avanço tecnológico” e “bom ambiente para realização de negócios” é fundamental para uma percepção positiva sobre ela.

Nas dimensões que compõem o estudo, a cidade de São Paulo teve mérito no índice “Economia avançada”, com pontuação de 65,94. Rio de Janeiro teve a maior alta em “Ambiente Atrativo”, com 74,67.

E quais são os riscos e oportunidades para estas cidades? Do ponto de vista dos visitantes, a pesquisa mostra claramente que atributos como oferecer um ambiente seguro e ser uma bela cidade são amplamente considerados no momento da decisão por visitar uma localidade.

Na percepção dos moradores, o Ambiente Atrativo é a dimensão de maior peso na construção da reputação enquanto que, para outros brasileiros, o Governo Efetivo é o que tem maior relevância.

“O fato é que a reputação é um grande diferencial, especialmente para as cidades. Compreender como esse atrativo é construído torna-se, portanto, um excelente ponto de partida para repensar postura, políticas e ações de modo a construir a cidade desejada”, completa Ana Luisa de Castro Almeida.

Foto: Ivo Gonçalves/PMPA

Metade dos brasileiros não está conectada à internet

em Educação e Comportamento/Tecnologia e Ciência por

Algumas pessoas preferem viver desconectadas, outras ficam offline por falta de opção, mas a realidade é que 49,1% de um total de 169 milhões de brasileiros, incluindo aqueles pertencentes a faixa etária com 10 anos ou mais, não possuem acesso a internet. Em uma análise geral, essa falta se destacou entre as classes C, D e E, e a população que mora em lugares isolados, apontados como “analfabetos digitais”. “A exclusão digital segue a mesma lógica da exclusão social”, diz a secretária de inclusão digital do Ministério das Comunicações, Lygia Pupatto, em entrevista.

A solução para o acesso à internet está incluso dentro do PNBL (Programa Nacional de Banda Larga), programa do Governo Federal, que determina a expansão da banda larga para todas as cidades do Brasil, com velocidade equivalente a 1 Mbps e valor equiparado a R$35 para os planos mensais disponibilizados  pelas operadoras. A pretensão é concluir este projeto até o ano de 2014.

De acordo com o Ministério das Comunicações, a origem da indisponibilidade de internet para parte da população brasileira também está na falta de interesse das operadoras em atuar em determinadas regiões, tendo como premissa a necessidade de uma infraestrutura projetada por elas para fornecimento da conexão.

Baseada numa possível evolução dentro do projeto do governo, também faz-se necessário pensar na utilização da ferramenta, mais especificamente na educação desta maioria que atualmente não consome as informações online. Quanto mais facilidades e conteúdo, maior será a responsabilidade dos usuários da tecnologia em encontrar dentro da bagunça digital aquilo que for relevante e realmente necessário.

© 2013, The São Paulo Times, por Kaique Oliveira.

 

Conheça o Museu do Relógio

em Cultura e Entretenimento por

O relógio é utilizado como medidor do tempo desde a Antiguidade, em variados formatos. É uma das mais antigas invenções humanas. Relógios simples de água ou areia são conhecidos por ter existido na Babilônia e no Egito em torno do século 16 a.C..

O Museu do Relógio Professor Dimas de Melo Pimenta conta hoje com cerca de 600 relógios de diversas épocas, que ajudam a ilustrar a história da contagem do tempo desde a sua invenção, como o Relógio de Sol, que foi produzido por volta de 5.000 a 3.500 a. C. Este ano, mais de 20 modelos foram incorporados ao acervo, agregando ainda mais valor à coleção, que teve início em 1950.

Entre os relógios recém-adquiridos estão mais três relógios solares, todos modelos europeus e de fabricação recente. Entre eles está Box Sundial and Compass, que é uma réplica do modelo original de 1750.

O Relógio de parede Alemão também é uma novidade que o Museu trouxe este ano. Datado do século XVIII, um exemplar raro e bastante valioso, capaz de sinalizar, por meio de som de badaladas, cada hora e meias horas.

Porém a grande estrela obtida em 2013 é o curioso Relógio de Corridas de Pombos, modelo suíço fabricado entre as décadas de 1950 e 1960, extremamente preciso e confiável, usado para registrar o tempo que um pombo leva para percorrer o caminho entre um determinado ponto e seu ninho em competições.

Com o objetivo de proporcionar passeios culturais às crianças e ajudar a agregar conhecimento sobre o tempo e as horas, o Museu do Relógio oferece opções de visitas monitoradas ao seu acervo.

O Museu do Relógio é o único do gênero na América Latina e foi aberto ao público em 1975, instalado dentro da indústria Dimep, na Vila Leopoldina, em São Paulo. O Museu é aberto à visitação do público geral, por meio de agendamento prévio e as visitas podem ser acompanhadas por um historiador, capacitado para fornecer detalhes sobre as peças e a importância de cada uma delas.

Boa opção para crianças e adultos se divertirem e também adquirirem conhecimento no período de férias, o Museu do Relógio estará aberto também nos meses de dezembro e janeiro.

Para Dimas de Melo Pimenta II, responsável pelo Museu e filho do fundador que dá nome à coleção, as crianças são curiosas por natureza e a interação com peças de diversas épocas pode ajudar no aprendizado da leitura das horas. “As peças mais antigas ajudam ainda a ilustrar períodos históricos que as crianças aprendem na escola e, desta forma, contribuem para o aprendizado”, afirma.

Museu do Relógio Prof. Dimas de Melo Pimenta

2ª a 6ª das 10h às 18h.

Sábados e Domingos, 10h às 17h

Avenida Mofarrej, 840 – Vila Leopoldina – São Paulo, SP

Visitas agendadas pelo telefone – F. (11) 3646-4000

O futebol e as corporações

em Opinião por

Por Camila Linberger.

A reação nas redes sociais à derrota do Galo confirma o comportamento já enraizado do brasileiro em invejar tanto o salto dos outros, mesmo que estejam degraus abaixo de distância, muito aquém da vitória. É mais fácil rir do tombo alheio do que chegar perto de onde ele chegou. Dá menos trabalho.

O time do Atlético Mineiro está em Marrocos ainda. Foi lá que se desclassificou por três gols e não conseguiu conquistar o título mundial. Os torcedores do time e outros poucos brasileiros estão tristes por isso. Mas tem uma cambada rindo da cara deles, fazendo piada nas redes sociais. E não é por causa do Galo, que fez uma ótima campanha para chegar lá. É porque não é o time deles. As pessoas invejam tanto o salto dos outros que riem quando estes tropeçam, mesmo que estejam degraus acima de distância de você, que está muito aquém da vitória.

Este é só um exemplo. Poderia ser qualquer outro time e se fosse em outro país, até outro esporte. O que ponho em questão aqui é a tal da (infelizmente) relação entre inveja e incompetência na sociedade. Quantas vezes você já não percebeu em sua empresa alguém mais dedicado, que corre pra lá e pra cá para fazer o seu melhor, que se destaca, que veste a camisa, que sua, que corre diariamente atrás do gol. Às vezes o marca, outras não. Tantas vezes este cara é você. E tantas outras é o fulano que senta na baia ao lado.

Como no time de futebol, muitos fatores influenciam esta chegada ao topo: a relação com o técnico (líder), os incentivos que a empresa te dá, as possibilidades de crescer. E aí você acorda cedo sem pensar; “Mais um dia…”, mas entusiasmado para ir trabalhar, desenvolver um projeto, vencer. O ano passa e você se destaca. E, claro, sempre em busca de uma nova oportunidade, de uma colocação ou reconhecimento bacana.

Enquanto isso, o cara da baia ao lado faz o seu trabalho normalmente, sem entusiasmo, sem uma “boa campanha”. Veste a camisa do time daquele jeito, tem outras prioridades.  Esta é uma opção dele, que não tem problema algum em ser se está bom para ele e para a companhia.

No fim do ano, o cara que se esforçou, suou a camisa e concorreu àquela vaga, perdeu para outros três, que vieram de outros departamentos, com outras lideranças e condições de assumir este lugar. Já não bastasse a sua frustração, percebe no vizinho de baia, que não conseguiu se quer chegar a concorrer pela posição, um ar de satisfação pelo seu fracasso.

Opa, fracasso? Sim, se comparado aos outros três, mas, em relação aos que estão julgando, que até podem ter conseguido a tal promoção no passado, não. Ele concorreu, ele esteve entre os quatro melhores do ano. E o outro, que pode ter assumido a vaga no ano anterior, não foi competente para concorrer a ela este ano.

Por que o ser humano tem este “defeito de fabricação”? Ou seria um desvio de caráter? Por que é tão difícil comemorar e torcer pela vitória alheia? Por que é tão mais fácil criticar a posição que o outro não alcançou, mesmo quando você não foi competente, se quer, para concorrer a ela?

Pois, é. É mais fácil se satisfazer ao olhar para a derrota do outro do que buscar a sua própria vitória. Dá bem menos trabalho e mais prazer. É menos frustrante ver a tristeza do outro do que se arriscar a, talvez, ser o dono do mundo, mas talvez, ter que voltar para casa sem a taça.

Galo, lembre este ano ao povo brasileiro que vocês fizeram a melhor campanha do futebol brasileiro. Que tiveram partidas lindas. Que colocaram muitos times, que hoje riem de você, no chinelo. Que é triste sim voltar sem a taça, não sejamos hipócritas, mas que, se outros times brasileiros já foram campeões mundiais em outros anos, foi por um esforço e campanha semelhantes ao seu em 2013.

Quem sabe, um dia, o cara da baia ao lado consiga, se não competir com você, torcer pela sua vitória, ou ao menos, se inspirar no seu caminho. Talvez este seja um desejo um tanto utópico, mas quem sabe um dia!

 © 2013, The São Paulo Times.

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