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Brasil - page 203

Obrigatoriedade de biblioteca em escolas não é suficiente para incentivar a leitura

em Brasil/The São Paulo Times por

Lei obriga que até 2020, todas as escolas tenham biblioteca.

Como só a lei não é suficiente, professor defende que o hábito da leitura por prazer deva ser incentivado ainda na infância pelo contato físico com o livro.

Liderada pelo Instituto Ecofuturo, a campanha “Eu Quero Minha Biblioteca” busca a efetividade da Lei 12.244/2010, que diz que até 2020 todas as instituições de ensino brasileiras públicas e privadas deverão ter uma biblioteca. A campanha reúne a Academia Brasileira de Letras, Conselho Federal de Biblioteconomia, Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil, Instituto de Corresponsabilidade pela Educação, Movimento por um Brasil Literário, Instituto Ayrton Senna, Instituto C&A, Rede Marista de Solidariedade e Todos pela Educação.

Até 2011, segundo um levantamento realizado pelo movimento Todos Pela Educação, com base no Censo Escolar daquele ano, apenas 33,7% das escolas do país tinham biblioteca. E, segundo outra pesquisa, do Instituto Pró-Livro, 53% dos brasileiros afirmam não ter tempo para ler e 30% não têm interesse ou não gostam de ler.

Para o pedagogo empresarial e professor Marcus Garcia, a relação com o livro deve começar cedo e acontecer em casa e na escola. Segundo ele, para a criança essa relação se constrói e se fortalece também pela cinestesia, isto é, pelo contato físico com o livro. “Ainda na fase pré-alfabética, a associação imediata e decisiva entre leitura e a “magia” do livro é criada por meio da contação de histórias, tendo o professor ou o familiar o livro em mão”, afirma. “A ausência desse contato físico e dessa associação é também responsável pela ínfima quantidade de leitores no Brasil.”

O professor diz ainda que o início do hábito da leitura nos primeiros anos de vida da criança resulta em benefícios à educação e ao desenvolvimento da cognição, raciocínio lógico, interpretação de texto e contexto, capacidade intertextual, fluência na leitura, incremento do vocabulário, capacidade de argumentação, ampliação da capacidade de escrita, entre outros.

Segundo ele, o papel dos pais e da família deve ser estimulado. Os pais podem ser orientados pela escola a fazerem, como “lição de casa”, uma leitura para os filhos de títulos indicados pela escola e também deixar que as crianças escolham outros livros. A dica é persistir nisso até a pré-adolescência e, a partir dos 14 ou 15 anos, quando os adolescentes tendem a buscar uma autonomia que deve ser dada a eles, permitir que façam algumas escolhas sob a supervisão dos pais.

É LEI

Para o professor Marcus Garcia, a necessidade de uma lei para obrigar as escolas a terem bibliotecas representa a total e absoluta inépcia do Estado, ao longo das últimas décadas, em olhar para o que realmente importa na formação de um povo cidadão.

Ele explica que, entre 1946, no pós-guerra, e 1964, o Brasil passou por um período democrático em que, apesar de os governos privilegiarem as instituições democráticas, foi também um período de grande industrialização e a educação não foi uma prioridade. “Com a tomada do poder pelos militares em 1964, a educação foi direcionada para o objetivo de formar cidadãos trabalhadores e não pensadores”, afirma Garcia. Depois de 1988, com a redemocratização, a escola e a educação continuaram a ser relegadas a um nível de prioridade bastante baixo.

Garcia acredita que o que se vê hoje é reflexo dessa conjuntura histórica, ou seja, nada foi feito para que o hábito da leitura fosse estimulado e estabelecido nos cidadãos que trouxeram o Brasil até os dias de hoje e que, basicamente, são as gerações nascidas entre 1950 e 1990.

A realidade é ainda mais profunda que a falta do hábito de ler por prazer. Em janeiro, dados de um relatório da UNESCO deram uma sacudida nos educadores brasileiros: o Brasil tem 13,9% de analfabetos adultos segundo o Relatório de Monitoramento Global de Educação para Todos.

O professor alerta que somente as bibliotecas não resolverão o problema da leitura e da educação: “é um processo lento e que demanda ações de incentivo, promoção e fomento, como: clubes de leitura, contação de histórias, pesquisa orientada, olimpíadas de conhecimento, gincanas culturais, projetos disciplinares e interdisciplinares, entre outras iniciativas”.

De acordo com ele, o Estado e seus operadores executivos e legislativos priorizaram construir prédios de escolas com algumas carteiras e quadros de giz, mas esqueceram que são necessários laboratórios, bibliotecas, professores bem formados, bem pagos e bem orientados. “É preciso uma política pública oriunda de um plano de Estado que pense o cidadão e não as próximas eleições”, declara.

 

Professor Marcus Garcia é integrante do Grupo de Estudos em Inovação Tecnológica (UFPR), é pedagogo, especialista em Gestão do Conhecimento e mestre em Ciência, Gestão e Tecnologia da Informação. Autor de 17 livros nas áreas técnica, motivacional e educacional, entre eles as séries “Educação Profissional” e “A Escola no Século XXI”, é palestrante em desenvolvimento humano e educação.

Qual será o legado da Copa do Mundo para as telecomunicações?

em Brasil/Mundo/The São Paulo Times por

Que a falta de infraestrutura no Brasil é crônica e pode ser percebida em todas as atividades do setor público, isso não é novidade pra ninguém. Somos carentes de estradas, portos, aeroportos, escolas, saneamento básicos e tantas outras obras essenciais ao funcionamento da economia e da sociedade, em geral em níveis mínimos de eficiência.

Dentre todas essas carências, a da infraestrutura de telecomunicações está vindo à tona por conta da Copa do Mundo, evento internacional que se aproxima.

Correndo contra o tempo, indústria, operadoras e governo lutam para implantar a infraestrutura necessária à transmissão dos eventos esportivos que se aproximam.

Verdade seja dita, o cabeamento de fibra ótica no Brasil, cabos de alta capacidade necessários para a transmissão de conteúdos em HD (High Definition) ou alta definição, há muitos anos acumula um déficit de instalação, cabendo a implantação dessa rede em grande parte à Telebrás, reativada pelo governo Lula com a missão de aprimorar o acesso às telecomunicações de norte a sul do Brasil.

Parafraseando Jerome Valcke, secretário-geral da Fifa, organizadora da Copa do Mundo, “sem telecomunicações não há Copa”. E não é exagero. Todos os jogos são transmitidos ao vivo para os quatro cantos do mundo e a infraestrutura de telecomunicações para que isso ocorra sem falhas deve ser no mínimo perfeita. Afora a transmissão em si, todos os torcedores que vierem aos estádios com seus smartphones, compartilharão os principais momentos dos jogos enviando fotos e vídeos aos amigos, também espalhados por todos os cantos do planeta.

Eis aqui outro gargalo enorme, haja vista as constantes falhas e apagões registrados por operadoras de telefonia móvel em condições normais.

Nesse contexto, com exceções de alguns aparelhos de determinados países da Europa que possuem a mesma banda de frequência que a adotada para o 4G brasileiro, poucos acessarão nossa rede 4G, fato que tornará a 3G ainda mais congestionada. A solução tanto para os torcedores que possuem o aparelho 4G (padrão americano), como para aqueles que não possuem, será comprar um aparelho brasileiro.

Com o objetivo de incentivar a iniciativa privada por meio das operadoras de telecomunicações em geral para investir em infraestrutura, o Governo Federal criou no ano passado o Regime Especial de Tributação do Programa Nacional de Banda Larga. Com esse programa, empresas concessionárias do setor de telecomunicações poderão escrever projetos e submetê-los a aprovação do Ministério das Comunicações. Os projetos aprovados terão isenção de IPI, Pis,Cofins, para a aquisição de máquinas, aparelhos, instrumentos e equipamentos novos.

Outra isenção estudada pelo Governo Federal seria a do Fistel, Fundo Universal de Telecomunicações, que arrecada das grandes operadoras a impressionante cifra de 5 bilhões de reais por ano. Tal isenção precisa ser ratificada pelo Ministério da Fazenda que em tempos de “vacas magras” tem sido conservador com relação a esse tipo de renúncia fiscal. Com todos esses incentivos, esperamos que o legado deixado pela Copa do Mundo no que tange as telecomunicações, sirva para impulsionar o cenário de infraestrutura do setor. Digo impulsionar porque a grande deficiência não está somente nas capitais, que sediarão os jogos, mas, sobretudo, nas regiões centro-oeste, norte e nordeste, ora em desenvolvimento.

Segundo estudos do governo federal, para mudar de fato a realidade brasileira seria necessário o investimento de 120 bilhões de reais. Realidade um tanto distante.

Dane Avanzi é advogado, empresário do setor de engenharia civil, elétrica e de telecomunicações. É diretor superintendente do Instituto Avanzi, ONG de defesa dos direitos do consumidor de telecomunicações e vice-presidente da Aerbras – Associação das Empresas de Radiocomunicação do Brasil.

Respeito ao aluno e uma vitória contra a corrupção

em Brasil/The São Paulo Times por

Num momento em que a sociedade brasileira externa todo o seu repúdio à corrupção e que o tema ganha espaços crescentes na mídia nacional, é importante que haja mecanismos capazes de contribuir para o combate a essa erva daninha, que tanto prejudica os contribuintes dos impostos e os usuários e beneficiários dos programas governamentais.

Melhor ainda quando tais ferramentas a serviço da ética e da correção aplicam-se a áreas prioritárias para a população, nas quais costumam ser mais recorrentes as denúncias de desvios de recursos e escândalos. Um ótimo exemplo de medida eficaz contra a improbidade é o Programa Cartão Material Escolar, já adotado com sucesso em várias unidades federativas, dentre elas a rede pública de ensino do Distrito Federal.

Trata-se de uma forma moderna, segura, transparente e ágil de fornecer aos estudantes das escolas municipais e estaduais da Educação Infantil, do Ensino Fundamental e do Médio, todo o material necessário, sem atrasos em relação ao início do ano letivo e por um preço regulado pela saudável concorrência do mercado. Explico: em vez das tradicionais licitações para a compra de cadernos, lápis, canetas, pastas, borrachas, réguas, compassos e outros produtos, cada aluno recebe um cartão com o valor correspondente à variedade e quantidade de material a ser adquirido para a série que irá cursar em cada exercício letivo. Com isso, a compra é efetuada diretamente em estabelecimentos comerciais de sua cidade ou região, devidamente cadastrados pelo governo estadual ou prefeitura.

Ou seja, não há como fraudar esse sistema, que também estimula a competitividade entre as papelarias da cidade e da região, regulando os preços pelo mais eficiente critério do mundo capitalista, que é a lei da oferta e da procura e da livre e saudável concorrência. O Programa Cartão Material Escolar também revitaliza micro e pequenos estabelecimentos comerciais, em especial as papelarias, que são preteridos nas licitações e, portanto, excluídos da grande fatia desse mercado representada pelas compras governamentais. Assim, dentre outras vantagens, incentiva o comércio local, contribuindo para a geração de empregos e a sobrevivência de pequenas e microempresas comerciais.

Quanto aos alunos, principal foco de toda a estrutura educacional do País, o Cartão Material Escolar promove a cidadania, pois lhes permite comprar e escolher de modo personalizado os seus cadernos e demais itens. Muito mais do que democratizar o acesso a esses produtos, o programa reforça a identidade e individualidade de cada criança ou jovem, oferecendo-lhe o poder de decisão, que deixa de ser um privilégio dos filhos de famílias de maior poder aquisitivo.

Dentre as reivindicações da sociedade brasileira, expressas nas recentes manifestações públicas pacíficas e civilizadas (que excluem os baderneiros e vândalos que se misturam aos movimentos legítimos da (população), estava, além do combate à corrupção, a destinação de mais verbas ao ensino público. Isto foi atendido pela lei, sancionada pela presidente Dilma Rousseff, que direcionou ao setor 75% dos futuros royalties do petróleo. Já em 2014 esses valores começam a engrossar os orçamentos da educação nacional, o que é positivo.

Com mais recursos para essa prioridade que é o ensino e a aplicação de modo mais eficiente das verbas, evitando-se que parte do dinheiro escorra pelo ralo da improbidade, o Brasil ganha produtividade na área mais decisiva para a democratização de oportunidades, inclusão social e o desenvolvimento socioeconômico. Assim, seria muito importante que o número cada vez maior de prefeituras e governos estaduais aderisse ao Cartão Material Escolar, um modelo transparente, eficaz, blindado contra a corrupção, estimulador da cidadania e das micro e pequenas papelarias.

Rubens Passos é presidente da Associação brasileira dos fabricantes e importadores de artigos escolares (ABFIAE).

Cresce a insegurança entre os paulistanos

em Brasil/Educação e Comportamento/Tecnologia e Ciência por

De acordo, com o Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2013 indica que 93% dos paulistanos se sentem inseguros na própria cidade, este número aumentou comparado ao ano de 2012. Devido a isso mais e mais pessoas estão se articulando no cuidado da própria segurança. O aumento com a segurança patrimonial é inversamente proporcional ao sentimento de insegurança da população, num país onde os gastos em segurança publicado em 2012 ultrapassaram R$ 61,1 bilhões, sendo um incremento de mais de 16% comparado a 2011.

A especialista em segurança Joelma Dvoranovski explica quais são as curiosidades tecnológicas que estão à disposição da segurança pública e privada no Brasil e no mundo.

Motivado pelo alto índice de violência, a proximidade da Copa do Mundo e dos Jogos Olímpicos o segmento de segurança cresce exponencialmente em todo o Brasil.

Segundo a especialista em tecnologia em segurança Joelma Dvoranovski, os recentes casos de violência no país só impulsionam o mercado de equipamentos de segurança eletrônica pública e privada no país.

A tecnologia tem se tornado a grande arma para o reconhecimento de infratores e criminosos.

Nos casos dos crimes hediondos, como por exemplo, o ataque aos dentistas em seus consultórios, Joelma oferece importantes dicas para precaver e intimidar essas pessoas.

As câmeras também podem auxiliar as autoridades policiais em grandes eventos como a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos, softwares inteligentes permitem o reconhecimento facial (com base em um registro), de uma pessoa que possui histórico de vandalismo, seria possível fazer um monitoramento mais detalhado desse potencial causador de problemas.

Câmeras que emitem sons como “afaste-se dessa área” também poderiam auxiliar na manutenção da ordem.

Curiosidades:

Em algumas escolas na Europa a tecnologia das câmeras de segurança auxilia no registro de presença dos alunos.

Câmeras automotivas podem ajudar a esclarecer crimes e acidentes.

Nesse caso é muito mais fácil provar para as autoridades quem é o infrator.

O marketing multinível no Brasil e o consumidor

em Brasil/Negócios por

Está em tramitação ordinária perante a Câmara de Deputados o Projeto de Lei nº 6775/2013, de iniciativa do deputado Acelino Popó, o qual tem por objeto a regulamentação do exercício da atividade econômica denominada marketing multinível ou marketing de rede, definido no próprio projeto como modalidade de comercialização de bens ou serviços por meio de vendas diretas ramificadas em vários níveis de remuneração, sendo bonificados pela revenda ou pelo consumo próprio, bem como pelo recrutamento de novos empreendedores para integrarem a rede, podendo ainda haver participação no lucro líquido, de acordo com a política de remuneração da operadora, o contrato de credenciamento do empreendedor e o plano de viabilidade econômico-financeira da operação.

No Brasil já existem diversas operadoras de marketing multinível, as quais recrutam pessoas, as quais podem participar como empreendedoras, distribuindo bens e serviços congregados pela empresa operadora, podendo, ainda, ser remunerados por esta atividade mediante programas de bonificação ou participação nos lucros ou como recrutadoras de novos participantes, os quais também podem ser bonificados ou receber prêmios, como carros, casas, viagens, televisores, entre outros.

A grande questão que permeia esta atividade é a formação da rede, mediante incentivo e também participação financeira. O potencial integrante da rede (o qual se considera consumidor) quando a ela adere em geral paga uma mensalidade para se valer dos benefícios – descontos em bens e em serviços – sendo que essa mensalidade pode ter menor valor ou até mesmo deixar de existir se houver a indicação de um número relevante de novos participantes. A indicação de novos participantes também propicia a obtenção de benefícios e prêmios ofertados por meio de programas de bonificação. Todo este cenário está muito próximo da chamada pirâmide financeira, caracterizado como crime contra a economia popular e contra o sistema financeiro nacional, situação que veio à tona como os casos da Telexfree, Bbom, entre outros.

É por esta razão que no PL 6775/2013 há tanta preocupação com a viabilidade econômico-financeira do marketing multinível, sendo proposta, inclusive, a existência de um fundo garantidor da operação, de modo a garantir que as bonificações e as compensações prometidas sejam, de fato, cumpridas. A grande questão que envolve a pirâmide financeira é justamente reter valor dos participantes, sem que ocorra a devolução prometida.

O Poder Judiciário brasileiro já proferiu decisões relativas ao marketing multinível, na maioria delas em ações movidas pelos participantes reclamando que não receberam os bônus ou prêmios prometidos, muito embora tenham indicado outros participantes. No entanto, em algumas decisões proferidas, os participantes não foram considerados consumidores, não se revelando a sua hipossificiência, posto que de acordo com o entendimento do magistrado, aquele que adere à rede sabe muito bem o que está fazendo, procurando apenas benefícios financeiros fáceis, sem trabalho, situação que não deve ser prestigiada.

O marketing multinível (network marketing ou multi level marketing) já está incorporado como sistema de comercialização em diversas partes do mundo, em especial nos Estados Unidos da América, fundado numa rede de contatos, sem hierarquia, com elevado potencial mercadológico.

Todavia esta atividade, de fato, precisa ser regulamentada, haja vista que conceitos estáticos de comércio e de relação de consumo vigentes no Brasil não se aplicam a tal atividade, fazendo com que ela seja muitas vezes indevidamente interpretada.

De outra face, é extremamente necessário que ela seja exercida de maneira a dar segurança jurídica àqueles que dela participam, cumprindo-se o contrato que se forma, haja vista que sempre que alguém promete uma coisa a outrem, há contrato, por mais _sui generis_ que seja a relação estabelecida entre as partes.

Ana Paula Oriola de Raeffray é Doutora e Mestre em Direito das Relações Sociais pela PUC de SP e sócia do Raeffray Brugioni Advogados.

Pesquisa revela o comportamento dos brasileiros no mundo digital

em Brasil/Educação e Comportamento/Tecnologia e Ciência por

EGM Online revela que 85% dos brasileiros possuem computador pessoal; 52% smartphone, 31% videogame e 27% tablet. O Google é o principal buscador e o Facebook a principal rede social.

 Para compreender como as tecnologias estão presentes na vida dos brasileiros, a IPSOS MEDIACT – área especializada em mídia, conteúdo e tecnologia da Ipsos – acaba de lançar um exclusivo estudo quantitativo online, o EGM ONLINE.

Essa pesquisa tem como objetivo aprofundar e acompanhar o consumo e o comportamento do brasileiro em relação ao mundo digital, especificamente ao que diz respeito à conexão de rede. O levantamento foi realizado com 637 pessoas entre homens e mulheres, acima dos 15 anos, pertencentes às classes ABC, economicamente ativos e que fossem usuários de internet.

Como resultado, a Ipsos identificou que 85% das pessoas possuem computador pessoal, 91% têm acesso em casa e 87% acessam a internet todos os dias. Além disso, 52% possuem smartphone, 31% videogame, 27% tablet e 24% TV internet.

Ao serem questionados sobre as atividades que desenvolveram nos últimos três meses, 75% respondeu que enviaram e-mails, 73% visitaram redes sociais como Facebook, Orkut, MySpace e Linkedin, 71% usaram serviço de busca, 66% assistiram vídeos musicais e 62% escutaram músicas. Com isso, pode-se afirmar que 92% das pessoas que utilizaram internet foram para comunicar, 91% para entreter e outras 85% para informar.

“Com este estudo conseguimos identificar o que tanto chama a atenção das pessoas na internet. As redes sociais fazem parte da vida dos brasileiros, eles se comunicam e se divertem nesta mesma ferramenta. É importante que as empresas estejam atentas a este tipo de canal”, afirma Diego Oliveira, diretor de contas da Ipsos Media CT.

Os brasileiros que utilizam a internet para comprar ou utilizar os sites de internet banking estão em um grupo mais restrito, ou seja, apenas 38% usam os sites de seus respectivos bancos, enquanto 25% compram ou vendem em sites como Ebay, Mercado Livre e outros 19% organizam os preparativos para viagens, dentre eles comprar passagem, reservar hotel e aluguel de carros.

O Google foi reconhecido como o principal buscador com 98% dos acessos, o Facebook é a principal rede social com 91% e o Youtube como principal site para ouvir música. Apesar de parecer extinto, 47% das pessoas ainda acessam o Orkut, 25% o Linkedin, 26% o Instagram e 21% visitam outras redes como Twitter, Google+, Skype, Badoo e outras.

Dentre os principais aplicativos baixados em smartphones as redes sociais disparam com 82%, seguido de games com 67%, GPS, direções e mapas com 56% e livros e e-Readers com 33%.

Com isso, o perfil da amostra ficou da seguinte forma: 52% das pessoas entrevistadas foram mulheres e 48% homens. 50% moram na região Sudeste, 26% no Norte/Nordeste, 16% do Sul e 8% do Centro-Oeste. Com relação a idade 33% tem entre 25 e 34 anos, 22% de 19 a 24 anos, 20% de 15 a 18 anos, 18% de 35 a 44 anos e 6% com 45 anos ou mais. 76% destas pessoas estão empregadas, 21% trabalham fora por conta própria e 3% são donos de seu próprio negócio.

OUTROS DADOS INTERESSANTES DA PESQUISA:

– 53% das pessoas assistem conteúdos ao vivo como, por exemplo, esportes, concertos, etc;

– 67% acessam a internet enquanto assistem TV. Destas que assistem TV 86% enviam e-mail, 67% enviam mensagens em chat com amigos ou familiares, 35% fazem atividades online para o trabalho ou colégio;

– 90% visitaram sites de mídia na última semana. 68% acessaram sites de jornais, 65% de televisão, 41% de revista, 29% de cinema e 24% em sites de rádios.

Nova Lei Anticorrupção

em Brasil/Política/The São Paulo Times por

Entrou em vigor a chamada “Nova Lei Anticorrupção”, Lei nº 12.846/2013, estabelecendo a responsabilização objetiva da pessoa jurídica, no âmbito administrativo e civil, quando constatada a prática de atos de corrupção e ilícitos em licitações e em contratos do poder público federal, estadual ou municipal.

Pessoas jurídicas passíveis de punição são as sociedades empresárias e sociedades simples, quaisquer fundações, associações de entidades ou pessoas e sociedades estrangeiras sediadas ou que tenham filial ou representação no território brasileiro.

A inovação é que, se tratando de responsabilidade objetiva, não será necessária a comprovação de dolo ou culpada pessoa jurídica para aplicação das graves sanções previstas na Nova Lei Anticorrupção, ao contrário da necessidade de comprovação quando se pretender a responsabilização dos dirigentes ou administradores.

A responsabilidade da pessoa jurídica subsistirá mesmo nos casos de alteração contratual, transformação, incorporação, fusão ou cisão societária, havendo solidariedade entre controladoras, controladas, coligadas e consorciadas.

Portanto, seja para evitar que a pessoa jurídica, por intermédio de seus empregados ou terceiros venha a praticar atos ilegítimos, como os previstos na Nova Lei Anticorrupção, seja para atenuar as consequências na eventualidade da ocorrência de tais atos, o “Compliance” é a ferramenta eficaz para as duas hipóteses, pois propicia fazer cumprir as normas e regulamentos, as políticas e diretrizes definidas previamente para o negócio e para as atividades da pessoa jurídica, e também para prevenir, detectar e tratar desvios ou inconformidades que possam ocorrer.

Assim, será importante que a pessoa jurídica estabeleça normas internas escritas abordando questões como proibição de pagamento indevidos a agentes públicos, inclusive entrega de presentes a tais agentes ou pessoas a eles ligadas; regras quanto à hospitalidade desses agentes; regras para aquisição de negócios (região de risco onde a empresa atua, relação da empresa com agentes públicos, saber se o negócio inclui projetos com o Poder Público decorrentes de licitação e contratos administrativos); para contratação de terceiros que venham a atuar em nome da pessoa jurídica na obtenção, por exemplo, de licenças, alvarás e autorizações, normas de conduta nas relações com o Poder Público; controles internos, etc.

Deve-se, assim, cuidar da criação de órgãos internos de fiscalização (monitoramento das operações e dos colaboradores).Treinamento continuado e efetivo para, periodicamente, se reiterarem os padrões de conduta antes estabelecidos pela pessoa jurídica em seu manual e código de ética.

Outra medida importante será a abertura de canais para denúncia de práticas duvidosas, a fim de que colaboradores levem à alta administração da pessoa jurídica conhecimento a respeito de fatos suspeitos, propiciando a apuração da denúncia e, quando o caso, a adoção de imediatas ações corretivas.

Como pode se observar, a Nova Lei Anticorrupção demandará um alto grau de profissionalismo e experiência por parte daqueles que atuarem em nome da pessoa jurídica, sejam consultores, advogados, contadores e outros especialistas, para promover as medidas preventivas e corretivas de forma a evitar a ocorrência de atos de corrupção e as sanções daí decorrentes.

Enrique Hadad e Miguel Manente são, respectivamente, sócio e gerente jurídico do Loeser e Portela Advogados

Baixa produtividade dificulta a competitividade

em Brasil/The São Paulo Times por

O grande desafio da economia brasileira está no aumento da produtividade do trabalhador, com ganho de competitividade das empresas nacionais. A relação entre o Produto Interno Bruto (PIB) e o pessoal ocupado é fundamental para tornar as empresas mais competitivas, com maior participação de mercado, maior lucro, melhores preços, melhores condições de trabalho e maior remuneração aos colaboradores.

A questão não é dizer que o brasileiro trabalha pouco, pois chegamos a trabalhar mais horas por dia que americanos e alemães. Nosso problema é a eficácia questionável e a baixa eficiência. Eficácia é a medida de alcance dos resultados desejados e eficiência refere-se à relação entre os resultados obtidos e os recursos empregados.

Como aumentar a eficiência do trabalho? A resposta está na melhora da administração do tempo das pessoas. Isso é uma questão de tecnologia e dos processos de trabalho.

Já o nosso problema de eficácia é cultural e está ligado aos valores sobre os quais se alicerça a sociedade brasileira. Não se pode dizer que somos ineficazes, mas pode-se questionar aquilo que valorizamos comparativamente às sociedades concorrentes. Por exemplo, no Brasil valoriza mais a titulação, o salário e o emprego do que a competência, a produção e o trabalho.

A riqueza de um país deve-se à sua capacidade de gerar produtos e serviços, com a melhor utilização possível dos recursos disponíveis. Assim, o fator chave para possibilitar o desenvolvimento econômico é o aumento da produtividade. A economia brasileira ainda precisa percorrer um vasto caminho em termos de produtividade, embora com significativos progressos quando comparado à década de 1990 com a abertura econômica.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV), para o Brasil crescer 4% ao ano, de 2014 a 2022, será necessário o aumento médio de 3% ao ano na produtividade do trabalho. A baixa produtividade está relacionada à precariedade na gestão das empresas em geral e ao baixo investimento em inovação e tecnologia.

A escassez da mão de obra, limitações da infraestrutura, baixo investimento e um ambiente institucional subdesenvolvido dificultam a produção e a competitividade das empresas. Soma-se a isso, o custo e a complexidade dos negócios no Brasil, em função de legislação complexa, morosidade judiciária e processos regulatórios ineficientes.

Afinal, o que fazer? O desafio é que as empresas reconheçam esse contexto e se adaptem. A tarefa compreende reavaliar o portfólio, diversificação dos negócios, mercados e segmentos. Quatro pilares são fundamentais para a criação de valor: gestão de talentos; linhas de automação mais eficientes, enxutas e com alta tecnologia; gestão do valor do produto e eficiência da cadeia de valor.

Uma de nossas tarefas para o futuro é colocar o aumento da produtividade na linha de frente. Para que isso aconteça, a valorização do profissional é fundamental.

Gabriel de Andrade Ivo, Economista da Fecomércio MG.

Economize energia com o fim do horário de verão

em Brasil/Educação e Comportamento por

O horário de verão chega ao fim à 0h deste domingo, 16 de fevereiro.

Embora algumas pessoas impliquem com a mudança por causa da dificuldade de adaptação de fuso, o horário de verão é essencial na redução de gastos de energia no país. Decretado por lei, o horário de verão tem como proposta que as pessoas aproveitem a luz solar, uma vez que ele se põe mais tarde e, assim, utilizariam menos a energia elétrica. Mas poderia ser melhor.

“Mais do que reduzir a conta de luz no final do mês, esta é uma boa oportunidade para refletir sobre o consumo de energia. Trata-se de uma questão que preocupa o mundo todo, visto que o consumo aumenta a cada ano devido à industrialização e às populações cada vez mais urbanizadas”, avalia Gilberto Grosso, CEO da Avant, fabricante de lâmpadas e luminárias.

Uma boa forma de começar a agir é trocar uma lâmpada incandescente por uma fluorescente compacta. Essa simples troca representará redução de até cinco vezes no consumo de energia. Se o consumidor se propuser a dar um passo um pouco maior, adquirindo uma lâmpada de LED, a economia será de 90% frente à incandescente e de 30% em relação à lâmpada eletrônica.

Embora o LED ainda seja mais caro do que a fluorescente, estima-se que a durabilidade de uma lâmpada LED seja de aproximadamente 14 anos. Neste período uma lâmpada fluorescente seria substituída quatro ou cinco vezes. No caso da incandescente seriam necessárias 42 unidades para fazer as trocas necessárias. “Com menos trocas, diminui também a necessidade de manutenção, com ganhos para o bolso do consumidor”.

Varejo: sua equipe faz a diferença?

em Brasil/Negócios/The São Paulo Times por

Sim, as pessoas ainda fazem a diferença. Vivemos uma era de tecnologia avançada, de grande velocidade nas informações, de crescimento nas compras virtuais, de busca incessante por inovações, e muito mais. No entanto quando se trata de varejo, a qualidade da equipe é de extrema importância, pois o contato direto com o shopper reflete toda a imagem que ficará armazenada em sua memória, tanto da loja como também muitas vezes da marca pela qual este shopper foi à procura no varejo.

Nos dias de hoje, me arrisco a dizer que vivemos uma crise de qualificação de mão de obra, pois como a oferta de emprego tem aumentado e o nível educacional não tem crescido na mesma proporção, existe uma grande quantidade de profissionais que atuam no varejo que chegam sem preparação adequada para atender ao público.

Sendo assim, passa a ser também papel do varejo capacitar sua mão de obra para gerar diferenciação diante a sua concorrência. Quando falo em capacitação de uma equipe de vendas ou merchandising no varejo, me refiro basicamente a três tópicos:

TREINAMENTO: desenvolver e aplicar programas onde se possa explorar tanto questões técnicas como comportamentais da atuação de vendas. Além disso, deve-se também detalhar características dos produtos e categorias vendidas na loja em questão, em conjunto com a indústria.

AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO: implementar um processo formal de acompanhamento do desempenho da equipe por meio de avaliações periódicas podendo ser realizadas pelo superior hierárquico, pares e até mesmo por um grupo aleatório de clientes.

PLANO DE DESENVOLVIMENTO: desenvolver conjuntamente com o processo de avaliação de desempenho, que também deve estar atrelado ao programa de treinamentos, buscando sempre preencher os espaços de oportunidade do indivíduo por meio do processo de capacitação como um todo.

Estes três tópicos devem sempre andar em paralelo, pois se trabalhados em conjunto garantem sustentação do trabalho de capacitação, gerando motivação e mostrando resultados de médio e longo prazo no planejamento da carreira da equipe. E desta forma os resultados serão evidentes para o varejo.

Além deste trabalho perene de longo prazo, também é importante realizar atividades de curto prazo, como campanhas de incentivo – muitas vezes atrelado a determinadas marcas – de curta duração.

Isso faz com que a equipe fique focada no produto em questão, buscando conhecer detalhadamente sobre o mesmo, e com o passar do tempo com o acúmulo de campanhas, a equipe irá absorvendo conhecimento de várias marcas e produtos, o que sem dúvida alguma a capacita cada vez mais.

Técnicas de atendimento, de vendas, de negociação, de como entender seu cliente, entre outras, também são importantíssimas e devem ser fortalecidas junto a equipe do varejo. Devemos ter em mente também o público da loja varejista ao qual estamos nos direcionando para planejar a abordagem. Isso é fundamental para falarmos de forma assertiva com o shopper correto.

Outro exemplo pode ser o treinamento formal em sala de aula, que é muito complicado de se aplicar para uma equipe de varejo, pois como tirar o grupo da loja? Claro que apesar de difícil é possível fazê-lo, no entanto já existem outras forma de aplicação de capacitação, tais como:

 · Via internet

· Acompanhamento na loja (coach)

· Por meio de mentor, e outros

Portanto, é uma questão de organização e planejamento para executar um plano de capacitação de sua equipe bem estruturado. Pense nisso e comece já. Gerar fidelização com seus clientes começa no bom atendimento de sua equipe.

Marcelo Murin é administrador de empresas com especialização em marketing e sócio-diretor da SOLLO Direto ao Ponto.

“Pibinho” e apagões: o que falta piorar?

em Brasil/The São Paulo Times por

Ao longo de 2013 assistimos dezenas de apagões dos serviços de telecomunicações em cidades de norte a sul do Brasil. Se o apagão fosse só dos serviços de telecomunicações, até que estaríamos conformados, mas não é. Falta água na grande São Paulo e em alguns municípios haverá racionamento essa semana. Nem bem começamos 2014 e o fantasma do apagão de energia elétrica também ronda a sociedade brasileira, que mesmo em tempos de “pibinho” e diminuição da atividade industrial é uma ameaça real. Como somos otimistas, bendito seja o “pibinho”, pois se houvesse “pibão” estaríamos sem ar condicionado nesse verão escaldante!

De todas as mazelas da infraestrutura brasileira, que é deficitária em portos, estradas e serviços públicos básicos ao cidadão em geral, o que mais assombra é a incapacidade de planejamento e execução de obras relativamente simples. Digo simples baseado em fatos históricos.

Roma na aurora da Era Cristã, contava com uma população de um milhão de pessoas e tinha água corrente em residências e banhos públicos acessíveis a toda a população. Obviamente o problema de termos racionamento de água nos dias de hoje, não é por falta de engenharia, muito menos por questão de dinheiro, haja vista o Brasil estar entre os 10 países mais ricos do mundo. Se temos dinheiro e temos tecnologia, mas não temos serviços públicos de qualidade, onde afinal estamos errando?

A resposta é complexa, mas podemos encontrar algumas pistas comparando o processo de formação do Estado brasileiro com o de outros. Tomemos como exemplo a Independência dos Estados Unidos. Quando o General George Washington, em 1782 venceu a Guerra de Independência contra a Inglaterra, foi aclamado pela elite ruralista norte-americana como rei.

Ele recusou a coroação, justificando que se aceitasse, moralmente profanaria o direito de todos aqueles que morreram na guerra lutando a seu lado e não merecia honraria por cumprir seu dever cívico com a pátria. Por conta disso, é aclamado até hoje como Cincinnati, alusão ao aristocrata romano, que governou o império em tempos de crise e passado o momento crítico abdicou do poder retornando a sua vida rural, contrariando a vontade popular, que insistiu que ele ficasse.

Muitos dizem: o Brasil é um país jovem, se comparado aos países europeus. Isso é verdade. Mas é igualmente verdade que os Estados Unidos também são, posto que ficaram independentes na mesma época que o Brasil. Ocorre que o rei D. João III em 1534, com o fito meramente exploratório, criou as capitanias hereditárias e distribuiu terras aos nobres portugueses. Lá, George Washington negou o direito a seus filhos de serem “reis”, aqui criamos vários “reis” que formaram o germe da classe política atual que dirige o país, e ao longo dos séculos, especializaram em se manter no poder, não importa como.

Se o político brasileiro tem todas as suas ações delimitadas a quatro anos de governo, como poderá planejar e realizar obras de grande porte que precisamos, cujo ciclo de duração pode perdurar uma ou duas décadas? O mesmo pensamento se aplica as empresas de telecomunicações, sendo as principais controladas por capital estrangeiro. Como garantir qualidade aos consumidores e investir na melhoria da infraestrutura do serviço, se a empresa tem como princípio geração de caixa a qualquer custo para remeter dividendos a matriz?

Tal qual na pesca predatória as operadoras de telefonia móvel estão adicionando ao passivo bilionário de suas controladoras um outro passivo, intangível, o descrédito do consumidor.

Penso que não somente no comando dos Estados e governos mundo afora, bem como na presidência das grandes multinacionais, precisamos de mais homens com o pensamento de George Washington e do velho ditador Cincinnaus, cabendo esclarecer que ditador era um cargo público previsto nas leis romanas, sinônimo de gestor interino, diferente do sentido atual. Pessoas que têm a consciência da diferença entre Estado e governo. Entre o essencial e o supérfluo. E principalmente que elas passarão e o Estado permanecerá. Resumindo: homens públicos com espírito cívico e valores éticos voltados para o bem comum. Razão de ser do Estado.

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Dane Avanzi
 é advogado, empresário do setor de engenharia civil, elétrica e de telecomunicações. É diretor superintendente do Instituto Avanzi, ONG de defesa dos direitos do consumidor de telecomunicações e vice-presidente da Aerbras – Associação das Empresas de Radiocomunicação do Brasil.

Os desafios do consumidor em tempos de convergência digital

em Brasil/Negócios/The São Paulo Times por

Em tempos de convergência digital, está cada vez mais árdua a escolha do consumidor final frente a tantas opções de serviços de telecomunicações. Por parte das concessionárias de telecomunicações o investimento é pesado, seja no âmbito da telefonia fixa ou móvel.

Um verdadeiro bombardeio de propaganda e serviços é dirigido ao consumidor, que ao se deixar seduzir pela propaganda mais engraçada, pode errar feio na hora de decidir qual operadora ou plano de serviço melhor atende suas necessidades.

Na radiocomunicação não é diferente. Sem exagero, ouso pensar que seja um pouco mais complicado do que o exemplo acima, especialmente porque vivemos um período de transição de tecnologia com os equipamentos analógicos com os dias contados e os equipamentos digitais na aurora de seus dias. Afora isso, diferentemente dos serviços públicos de telecomunicações, o serviço limitado privado destinado para aqueles que possuem uma rede particular de telecomunicações com repetidores, torres e infraestrutura própria, tem prazos diferentes de migração condicionados a data limite de validade prevista em suas respectivas outorgas.

Além da questão de regulamentação jurídica, há outras mais complexas ainda que afete a própria tecnologia. Na plataforma de radiocomunicação DMR (Digital Mobile Radio), não há soluções de software homologadas pelos fabricantes, sendo de suma importância para não comprar gato por lebre a realização de testes de viabilidade técnica com a intenção de aperfeiçoar a compatibilidade de integração com outros dispositivos, caso comum em se tratando da transmissão de dados. Nesses casos, para não errar, tem que ser como São Tomé, ver pra crer, planejar um teste piloto, dimensionar qual a capacidade de dados que o sistema deve comportar, e após verificar a viabilidade prática do sistema, adquirir o serviço com o custo benéfico certo.

Antes de contratar um sistema de radiocomunicação digital, convém simular os custos de manutenção que decerto virão ao longo dos anos.

Embora a maioria dos fabricantes de radiocomunicação concedam um ou dois anos de garantia do produto, esta limita-se apenas a defeitos de fábrica, sendo a maioria das ocorrências em um parque de rádios advinda de má utilização, portanto sem cobertura. Atenção especial merece alguns acessórios importantes como o custo e durabilidade das baterias, no caso dos rádios portáteis. Como ter, implica em manter, assim como num carro, o maior investimento não é comprar o bem, mas sim mantê-lo.

Nesse cenário, opção a ser levada em conta é a da locação dos equipamentos na qual a empresa locadora deve garantir o equipamento em funcionamento por um preço pré-determinado. A polêmica entre o que é mais vantajoso, comprar ou alugar, é antiga e depende de como o gerente do contrato encara o serviço. Administrações mais modernas não hesitam em alugar, sendo comum a esse perfil de administrador delegar e cobrar resultados com SLA (Service Level Agreement), ou acordo de nível de serviço, previamente acordados.

Adriano Fachini é empresário do setor de telecomunicações e presidente da Aerbras – Associação das Empresas de Radiocomunicação do Brasil.

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