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Brasil - page 204

Você sabia que a obesidade é a doença que mais afeta os animais domésticos?

em Educação e Comportamento/São Paulo/Saúde & Bem-estar/The São Paulo Times por

A obesidade é a doença mais frequente entre os cães domésticos e assim como para os seres humanos, praticar exercícios regularmente é a melhor opção para que o sobrepeso seja evitado, assim como doenças cardíacas e problemas articulares. Pensando nisso, o Clube de Cãompo, hotel fazenda exclusivo para cachorros no interior de São Paulo, incluiu em sua programação diária atividades que queimam muitas calorias e promovem o bem estar do animal, como aulas de natação e agility e passeios guiados pelos 60.000 m² do Clube.

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“Em média, 25% dos cães de companhia e 12% dos felinos domésticos são obesos. Estima-se que, se um cão ou um gato consumir regularmente 1% mais calorias que o necessário, ele ficará quase 25% acima do peso na meia-idade,” afirma o veterinário e fundador do empreendimento, Aldo Macellaro Júnior.

Em geral, cães que não têm a companhia de outro animal ou espaço suficiente para correr e brincar tem maior chance de desenvolver a obesidade, pois não gastam energia. Espaços como o Clube de Cãompo, hotel fazenda exclusivo para cachorros, oferecem a queima calórica necessária para manter o equilíbrio do corpo do animal.

Ainda segundo Aldo, a natação é considerada uma das melhores atividades para o público obeso, pois além de promover um grande gasto calórico, não promove impacto nas articulações. O Agility, com obstáculos baixos, também é uma ótima oportunidade para o cão melhorar seu condicionamento físico e agilidade, superando o circuito de obstáculos, túneis, slalom e pneus. “O mais legal do agility é o fato do animal se exercitar ao mesmo tempo em que se diverte”, completa.

O Clube recebe os cães que já estão obesos e aqueles que estão acima do peso oferecendo, além das aulas e passeios, serviços de socialização canina ao ar livre e alimentação específica para perda de peso.

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Fotografia e a necessidade de virar vitrine

em Brasil/Coluna/São Paulo por

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Fotografia e a necessidade de virar vitrine

Já vem acontecendo faz alguns anos, mas está bombando agora, principalmente na minha aqui em São Paulo.

Todo mundo quer ser fotógrafo, mas não pelo motivos certos, claro todo mundo tem liberdade de escolher a futilidade que quiser, mas queria parar para pensar um pouco sobre isso.

A fotografia é o ato de registrar e guardar algo, há também como se expressar através dela com idéias criativas ou não, mas hoje em dia ela serve para tudo. Com o BOOM das mídias sociais elas tomaram uma nova função, a de vitrine pessoal. Até já existe um novo ramo de trabalho para fotógrafos que em vez de fazerem “books”, fazem albuns de facebook, especializados nisso.

A necessidade de mostrar o que está fazendo, de parecer “legal”, bonita(também parecer safada(o)), de que faz coisas que as pessoas tem vontade, e o pior de tudo isso é que há um retorno, as pessoas engolem tudo isso e perpetuam esse tipo de ação vazia. Um bom exemplo de tudo isso é quando alguém vai comer algo, antigamente era totalmente normal você saber cozinhar e sair para jantar, parece que isso foi ficando raro pra umas pessoas e para outras isso foi exaltado, é motivo de festa e exibição de seu contentamento por fazer algo que aos olhos sociais parece incrível.

Mas claro, um dos motivos principais que todos quererem ser fotógrafos é porque é taxado como “Cool” agora, hipster (novos hippies) já aderiram ao saudosismo e só tiram fotos com câmeras analógicas como a Lomo, que é uma espécie de câmera antiga com design moderno. Não é preciso estudar fotografia para tirar “fotos bonitas”, agora com os filtros do instragram tudo fica “ótimo”, basta ter dinheiro para comprar um celular caro ou uma câmera cara e enganar todos os amigos dizendo que você é um ótimo fotógrafo.

Não digo que se deve parar de fazer tudo isso, afinal isso já é uma realidade bem presente no dia-a-dia de todos, mas devemos parar para pensar e ver que não é tão necessário nos tornamos vitrines ambulantestudo tem que ser exposto?! Não há mais memória, há apenas uma necessidade, um preocupação em registrar, pois existe um pensamento invisível de que “algo vivido não registrado não é tão bom quanto uma foto” mesmo que não represente realmente a cena experienciada.

Aliás, tocando na palavra representação real, uma foto nunca é uma representação por natureza é um frame de um video, de uma vida acontecendo, não há como tantos sentimentos, situações, desejos caberem numa simplesmente imagem, quando o acontece é chamado de algo artístico, algo belo. Com isso queria citar uma outra moda que é o Instagram, que resumindo seria uma rede social de pessoas que colocam fotos que não representam nada com filtros que fazem as fotos parecerem velhas e por consequência “estilosas”, as fotos geralmente são de pessoas e muitas vezes nem aparece o rosto delas, o intuito é tentar ser fotógrafo se utilizando como modelo, e MUITA gente faz isso, até porque fotografar é divertido. Mas de um tempo pra cá a classe baixa começou a se infiltrar e as fotos que apareciam para todos verem na página principal começou a ter fotos “ruins”, com pessoas “feias”, e aí nasceu um pequeno movimento jovem burguês de ir“contra a orkutização do Instagram”, simplesmente o maior absurdo que eu já vi, até o mundo virtual está sendo elitizado, o que é ridículo.

Resumindo, há uma necessidade de enganar, pois o Mentiroso sabe que é muito mais fácil contar uma história boa do que realmente tê-la vivido, e essa filosofia corre por vários setores, como em bandas que estão começando por exemplo, que primeiro contratam fotógrafos, fazem uma arte legal no Myspace, camisetas, até cartões de visita para banda, e tem um som muito fraco, infantil até, há uma valorização pelo conceito de Vitrine , primeiro temos que parecer para depois sermos.

Termino aqui com uma frase de uma das bandas que formou o meu pensamento na minha adolescência.

    “Ser racional é ter um ego enorme, progresso significa tecnologia, se estamos no auge dos tempos, por que tanta angustia?” – Dead Fish

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DestruidorDeDogmas.com.br. Desmistificar, esclarecer, explicar, pesquisar, criticar, inovar, solucionar e poetizar. © 2014.

Poesias para sexta-feira

em Brasil/Coluna/São Paulo por

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Agora o The São Paulo Times conta com uma coluna dedicada à poesias chamada “Poética Urbana”.
Ela será publicada toda sexta-feira. Para colaborar envie sua poesia para [email protected]

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Marcelo Leandro Ribeiro

Pedras e poesias
(Marcelo Leandro Ribeiro)

E ela as pegava e polia

como se fossem pedras

de um rio, como

se fossem do dia

mais importante

que o fim

 

E ela as pegava e ouvia

como um ciclo tardio

Palavras que ela queria

terem sido ditas por mim

 

E ela as lavava, estendia

verbos como quem quer

se ver no sorrir que da vida

se faz ser plena alegria

 

E ela pegava e polia

palavras que para mim

só diziam amor, ainda

que com vários sentidos

com cheiros e cores,

sombras e formas, mas

sempre o amar-se de quem

de pedra faz poesia, de quem

ama e me quer assim


Marcelo Leandro Ribeiro
 é escritor, poeta e letrista. Engenheiro nas horas vagas e palestrante nas noites pagas.

Concha Rousia
Concha Rousia

Noites e Dias
(Concha Rousia)

Há noites que

de curtas que são

se fazem longas

 

e há dias

em que o sol sai

só pra se negar

 

Oramar
(Concha Rousia)

Quero amar-te

quero amar-te a ti

amar-te tanto assim

que renuncio a ter-te

pela mesma razão

pela que desejo ter-te

quero amar-te

 

As Nossas Palavras
(Concha Rousia)

…as palavras que levou o vento

de quem são agora…?

 

são minhas? que as falei…

são tuas? porque te procuram…

 

ou são do vento?

e o vento, de quem é?

…não será que ele é das palavras?

 

Amanhecer
(Concha Rousia)

Ergueu-se o poema

Tocou meus beiços

e eu dei-lhe

…a minha voz…

 

Senti ir-se de mim

uma dor antiga e

a meus olhos chegou

a beleza do mundo

que não via…

Concha Rousia, Psicóloga e poetisa, residente em Santiago de Compostela. Desenvolve ampla interação com poetas e com a poesia brasileira, em especial com artistas e trabalhos de São Paulo e Minas Gerais.

 

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Leitura digital. Um fenômeno que cresce no Brasil

em Educação e Comportamento/São Paulo/Tecnologia e Ciência por

O livro digital ainda é um produto recente no Brasil, porém, os números mostram que essa plataforma de leitura ganha espaço de forma cada vez mais acelerada. O assunto foi tema do Salão de Ideias sobre Cultura Digital, realizado dentro da programação da 14ª Feira Nacional do Livro de Ribeirão Preto. Participaram do debate Ricardo Costa, responsável pelo relacionamento com editores e pelo desenvolvimento de novos negócios da Feira do Livro de Frankfurt e pela historiadora Camila Cabete, responsável pela empresa Kobo no Brasil.

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Em 2009 existiam disponíveis no Brasil apenas 300 títulos digitais. Em 2010, esse número subiu para 3 mil, em 2011 alcançou 6 mil títulos, em 2012 foram 11 mil, em 2013 estavam disponíveis no país 25 mil livros digitais. Neste ano o número de títulos digitais disponíveis já chega a quase 30 mil.

“As editoras foram bastante resistentes no início, mas essa questão já melhorou muito. Muitos editores já perceberam que o livro digital veio para somar e não para substituir os livros impressos”, afirma Ricardo Costa.

A historiadora lembra que quando surgiu a TV acreditava-se que era o fim do rádio e do cinema, o que não aconteceu. “Com o passar do tempo notamos que a televisão é mais um recurso para o entretenimento das pessoas, ela veio somar e não substituir como muitas pessoas acreditavam”, relata Camila.

Pesquisa realizada pelo jornal O Estado de São Paulo revelou que as pessoas gastam seis minutos por dia em leitura de livros impressos; 2h35 minutos com televisão e a nova geração, considerada multitarefa, em 61% das pessoas entrevistadas, praticam várias atividades ao mesmo tempo.

O jovem de hoje lê muito mais que o jovem de algumas décadas passadas. Hoje eles têm muito mais acesso à leitura e a informação. Eles estão sempre conectados com celulares, tablets, computadores e por isso estão sempre lendo”, disse Camila.

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Já ouviu falar da carteira digital? Vale a pena saber

em Brasil/Tecnologia e Ciência por

O Banrisul e a MasterCard assinaram acordo comercial para o lançamento de um novo produto do Banco, a carteira digital, que utilizará a tecnologia MasterPass. O serviço permite ao usuário armazenar, no site da carteira digital, seus dados de cartões de crédito, débito e pré-pagos, bem como seus endereços para a entrega do produto adquirido. Os consumidores podem usar qualquer cartão ou dispositivo habilitado para realizar compras de forma mais segura, por meio de um simples clique de um mouse, toque em um tablet ou smartphone, independente de onde a pessoa esteja: em casa, na loja ou na rua.digital card

O MasterPass já está em pleno funcionamento em diversos mercados ao redor do mundo, como Austrália, Canadá, Estados Unidos e Reino Unido, e é aceito em mais de 40 mil estabelecimentos virtuais e físicos. “O Brasil é um dos países-foco para a expansão do MasterPass em 2014. Nesse sentido, o acordo com o Banrisul é estratégico para a MasterCard”, afirma Marcelo Tangioni, vice-presidente de Produtos da MasterCard para o Cone Sul.

Segundo o diretor-presidente da Banrisul Cartões, Bolivar Moura Neto, “o produto irá trazer mais uma facilidade para o cliente fazer o pagamento de suas compras”. O Banco disponibilizará a MasterPass no segundo semestre do ano. Inicialmente, a oferta da carteira digital será direcionada aos clientes que mais realizam compras pela internet.

 

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O que o Brasil precisa fazer para ser melhor em 2015?

em Brasil/Negócios/São Paulo por

Tudo o que os empresários, trabalhadores e a sociedade mais desejam é a concretização do vaticínio feito pela presidente Dilma Rousseff, no jantar com mulheres jornalistas, dia 6 de maio, de que “o Brasil vai bombar em 2015”. Isso só ocorrerá, porém, se o governo começar a trabalhar já em algumas mudanças de rumos, pois há medidas urgentes a serem adotadas para que o PIB volte a crescer em índices mais elevados.

A primeira providência é restabelecer o equilíbrio fiscal, decisivo para que o setor público possa fazer mais investimentos em infraestrutura, que geram estímulos em cascata na economia, e também para a redução dos juros e menor pressão inflacionária. Ou seja, o governo precisa parar de gastar mais do que arrecada e começar a aplicar a receita tributária de modo a beneficiar mais a economia e a sociedade.

Brasil

Tão urgente quanto é restabelecer a competitividade da indústria de transformação, com a redução de custos impostos (literalmente!) pelo Estado a quem produz e trabalha. É mais caro fabricar no Brasil do que na maioria dos países, em especial os emergentes e aqueles que são nossos competidores mais diretos no comércio global (inclusive na disputa de nosso próprio mercado interno).

Nessa conta tão desfavorável às empresas nacionais, entram vários fatores agravantes: os juros muito elevados; os impostos e taxas demasiadamente onerosos, inclusive incidentes sobre investimentos e folha de pagamentos; os fretes, cada vez mais atrasados e caros, majorados pela precariedade dos transportes e a burocracia exacerbada. O mais grave é que tudo isso tem o amargo tempero da insegurança jurídica e incertezas quanto à adoção e durabilidade de algumas políticas públicas, como ocorreu com o Regime Especial de Reintegração de Valores Tributários para as Empresas Exportadoras (Reintegra).

O governo precisa entender que o empresariado apenas voltará a investir de modo mais efetivo se houver desoneração tributária generalizada, com a extinção de impostos em cascata. É necessário eliminar distorções como a incidência, sobre a mesma base, de distintos impostos e taxas. Do mesmo modo, as empresas nacionais não podem continuar tendo seus investimentos taxados e recolher PIS/Cofins sobre o seu faturamento. São distorções que devem ser corrigidas com urgência.

A política econômica não deve seguir sendo realizada como se ainda estivéssemos no pico da crise econômica internacional. Ainda há dificuldades globais, mas muitas das medidas anticíclicas já não fazem mais sentido, pois começam a desorganizar a economia. É hora de definir estratégias de longo prazo, desonerar efetivamente a produção, remover o controle artificial da inflação e oferecer ao mercado um cenário claro e transparente para estimular os investimentos produtivos.

É gratificante observar o otimismo da presidente Dilma Rousseff quanto a 2015. No entanto, independentemente da retórica mais livre e criativa que os políticos costumam adotar nos anos eleitorais, para o Brasil bombar, como ela predisse, precisamos agir e iniciar desde já uma mudança de atitude, devendo o governo implementar de imediato as políticas para que isso aconteça. Afinal, “a melhor maneira de prever o futuro é criá-lo”, afirmava o austríaco Peter Drucker, escritor de 30 livros, professor universitário nos Estados Unidos e um dos maiores especialistas mundiais em gestão.

 

Alfredo Bonduki, engenheiro formado pela Escola Politécnica da USP, é empresário e presidente do Sinditêxtil-SP.

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Você vai se surpreender com essa informação: transporte lidera gastos de turista da Copa

em Brasil/Esporte/São Paulo/The São Paulo Times por

Apenas com deslocamentos, os brasileiros gastaram R$ 102,6 milhões nas cidades-sede da Copa das Confederações. Estudo de Impactos Econômicos do Ministério do Turismo estima que o evento gerou movimentação de R$ 20,7 bilhões na economia e incremento de 9,7 bilhões ao PIB

As despesas com transportes foram as mais expressivas na composição de gastos do turista brasileiro durante a Copa das Confederações, em junho do ano passado. Somente com deslocamentos para as seis cidades-sede da competição foram desembolsados R$ 102,6 milhões do total de R$ 346 milhões gastos para cobrir todas as despesas de viagem, segundo estimativas do Ministério do Turismo.

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Os turistas que se deslocaram para o Rio de Janeiro gastaram R$ 35,8 milhões, o maior volume entre as seis sedes e quase o dobro do registrado em Fortaleza, R$ 18,9 milhões, e Salvador, com cerca de 18 milhões.

A alimentação foi o segundo item na planilha de gastos do turista doméstico nas cidades-sede. No total, foram quase R$ 70,2 milhões movimentados em bares, restaurantes e outros estabelecimentos, ficando o Rio de Janeiro mais uma vez na dianteira, com a arrecadação de R$ 23,3 milhões. Fortaleza, com R$ 15,6 milhões, foi o segundo; e Salvador, com R$ 14,9 milhões, o terceiro.
O turista aproveitou a estada nas seis capitais para fazer compras, um volume que chegou a R$ 54,8 milhões nos 15 dias do torneio. Gastos expressivos ocorreram também com o pagamento de hospedagem (R$ 46 milhões); com passeios e atrações turísticas (R$ 28,6 milhões), e com diversão noturna (R$ 18,9 milhões). Deslocamentos dentro das cidades consumiram R$ 14,3 milhões – e outras despesas somaram R$ 10,4 milhões.

De acordo com o estudo, 247,6 mil brasileiros e 25,6 mil estrangeiros circularam pelas cidades-sede do evento. O gasto per capita médio do turista doméstico foi de R$ 728,61, enquanto que em toda a viagem foi de R$ 1,34 mil. Já os estrangeiros gastaram R$ 253,9 por dia, ficaram 15,7 dias, em média no país, e deixaram R$ 82,8 milhões nas seis capitais.

O gasto do turista doméstico e do internacional foi um dos indicadores utilizados; junto com dados sobre geração de empregos, investimentos em infraestrutura, entre outros; para a realização do estudo Copa da Confederações FIFA Brasil 2013 – Estimativas dos Impactos Econômicos e Sociais. Realizado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) em Belo Horizonte, Brasília, Fortaleza, Recife, Rio de Janeiro e Salvador, a pesquisa avaliou o impacto do evento nessas cidades e no restante do país.
Gastos de estrangeiros

Na composição dos gastos do turista internacional nas cidades-sede da Copa das Confederações destacam-se as despesas com hospedagem, R$ 26 milhões, e alimentação, R$ 20,6 milhões. A soma dos gastos realizados no Brasil durante a viagem é de R$ 102,17 milhões, incluindo os R$ 4,5 milhões com a compra de ingressos para os jogos.

Como foram considerados apenas os gastos realizados dentro do país, a conta dos estrangeiros não inclui o transporte do país de origem para o Brasil. Assim, os estrangeiros gastaram com deslocamentos R$ 13,8 milhões na viagem e R$ 11,25 milhões nos limites das seis sedes do campeonato.

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Lei da entrega com hora marcada. Quando o consumidor deve usar?

em Brasil/São Paulo/The São Paulo Times por

A Lei da Entrega com Hora Marcada (nº 13.747/09) pegou no Estado de São Paulo”. A avaliação do diretor-executivo do Procon-SP, Paulo Góes, mostra o sucesso da legislação, elaborada pela deputada estadual Vanessa Damo (PMDB), em vigência desde 2009.

Durante gravação do programa Arena Livre, o comandante do Procon afirmou que os consumidores estão reivindicando mais os seus direitos no que se refere ao agendamento da entrega de produtos. “Posso dizer que com o aumento das reclamações, o mercado passou a respeitar a lei. O Procon-SP tem seu feito papel e fiscalizado com medidas duras o cumprimento da legislação”, destacou.

Vanessa não escondeu a felicidade ao constatar que sua iniciativa, pioneira no Brasil, está sendo usada pelo consumidor. “É um orgulho muito grande perceber que a minha lei, fruto de reivindicação popular, virou uma importante ferramenta na defesa do consumidor”, afirmou.

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A Lei da Entrega com Hora Marcada determina que o consumidor pode escolher o dia e turno de horas para receber o produto ou o serviço em sua casa. São três opções de horários: Manhã (7 às 12h), Tarde (12h às 18h) e Noite (18h às 23h). “O tempo é algo valioso. Não podemos ficar das 8h às 18h plantados esperando uma entrega, que nem sempre chega. O consumidor precisa ser respeitado e a minha lei garante isso”, declarou Vanessa.

A parlamentar aprimorou a lei recentemente para proibir expressamente a cobrança pelo serviço de agendamento, além de obrigar empresas com sede em outros Estados, mas que atendem São Paulo, a cumprir a legislação.

A lei da deputada Vanessa Damo foi copiada em cinco Estados brasileiros: Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Amazonas. Também tramita na Câmara dos Deputados uma propositura para que a legislação passe valer em todo o território brasileiro.

FISCALIZAÇÃO

Em 2013, diversas empresas do ramo varejista e de comércio virtual firmaram um TAC (Termo de Ajuste de Conduta) para cumprimento da lei. Caso o consumidor não receba seu produto no dia e no horário marcado, ele deve procurar o Procon em sua cidade ou ligar 151 para denunciar a empresa.

Dados divulgados pelo Procon-SP mostram que, desde que a lei entrou em vigor, em 2009, foram mais de 800 empresas autuadas, o que gerou R$ 115 milhões em multas. O dinheiro é aplicado na própria estrutura do Procon-SP para atendimento à população. “Estamos com projeto pioneiro do Kit Procon. Uma cidade que tem interesse em abrir um posto de atendimento pode nos procurar, pois oferecemos uma pequena estrutura com computador, mesa e cadeira”, contou Góes.

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Conheça os prós e contras de montar uma franquia em casa

em Brasil/Negócios/São Paulo por

Quem nunca se pegou pensando nas vantagens de montar um negócio e ser seu próprio chefe? Um bom começo pode ser montar uma franquia em casa, já que o modelo não exige muito capital inicial e permite que o empreendedor consiga trabalhar sozinho e ter maior autonomia profissional.

As opções são inúmeras: franquias de serviços de limpeza, jardinagem, manutenção predial, lavagem de automóveis, reforço escolar, corretora de seguros, venda de salgadinhos para festas, entre muitas outras. É possível abrir seu negócio em casa com investimentos a partir de 10 mil reais.

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Segundo informações da Associação Brasileira de Franchising (ABF), as franquias em casa, conhecidas como home based, faturaram 115 bilhões de reais em 2013 no Brasil – um avanço de 12% ante ao ano anterior. Vale lembrar que esse crescimento foi registrado em um ano em que o PIB brasileiro avançou cerca de 2,3%.

Para os franqueados “home based’’, o faturamento mensal fica entre oito mil e 80 mil reais, variando, evidentemente, conforme o serviço executado e o investimento inicial. Estimativas colocam o lucro líquido entre 20% a 50% da receita bruta, o que faz o prazo para retorno do investimento ser, em média, de até 18 meses. Com tudo isso em mente, confira os pontos positivos e os negativos de apostar numa franquia no conforto do seu lar.

Os prós

– O franqueado tem custos fixos menores e maior flexibilidade com os horários, já que não precisa alugar um ponto nem funcionar em horário comercial. Afinal, você vai trabalhar de casa!

– A margem de lucro também é mais alta em comparação com a de uma franquia tradicional, já que o franqueado não tem custos fixos tradicionais, como aluguel, funcionários e infraestrutura.

– Computador, conexão com internet banda larga, impressora e um telefone comercial são suficientes para dar início à empresa e podem ser compartilhados com os serviços para a casa.

– A oportunidade de trabalhar em casa também permite economizar tempo e evitar aborrecimentos com o trânsito, já que os franqueados não precisam se deslocar fisicamente até seu trabalho. Segundo pesquisa do Ibope, o paulistano perde cerca de três horas por dia em trânsito. O que significa, na prática, mais três horas para trabalhar se o empreendedor está na capital paulista.

– O franqueado recebe todo o apoio e conhecimento de mercado do franqueador, além de instruções sobre como vender e entregar o produto ou serviço. Ou seja, os riscos diminuem de forma significativa, já que o franqueador oferece a receita para o sucesso do negócio.

Os contras

– É preciso saber separar a rotina do lar da rotina do escritório. O franqueado precisa definir seus horários de trabalho e ter certeza de que o dia a dia familiar não irá prejudicar seu trabalho. Uma porta dividindo o local de trabalho com o resto da casa é aconselhável.

– Por contar com uma maior flexibilidade de horários, o franqueado também pode se sentir mais acomodado, o que pode prejudicar o negócio. Geralmente, o franqueado acredita que, por ter uma empresa, irá trabalhar menos, quando na verdade, pode precisar trabalhar mais.

– O franqueado é responsável, muitas vezes, pela execução de todas as tarefas do dia a dia, além da gestão estratégica dos negócios e da prospecção de novos clientes. Por isso, é importantíssimo que o empreendedor seja organizado e disciplinado.

– É necessário que o franqueado tenha conhecimento básico de gestão e negócios. Quem não possui esse background deve buscar capacitação.

Vale lembrar ainda que, por ser um franqueado, o empreendedor tem menor liberdade de atuação, já que tem que seguir o padrão do franqueador. Em contrapartida, é menos arriscado que abrir um novo negócio.

Por Nadia Korosue. Administradora de empresas, especialista em projetos, sócia da GOAKIRA Consultoria.

O que você faz hoje pode afetar a saúde dos seus filhos amanhã

em Brasil/São Paulo/Saúde & Bem-estar/The São Paulo Times por

Recentes pesquisas comprovam que seu estilo de vida pode resultar em complicações na saúde de seus descendentes.

Não são apenas a cor dos olhos, a textura do cabelo ou o timbre de voz que os filhos herdam dos pais, mas a herança genética também é responsável pela transmissão de diversas doenças e predisposições que podem se manifestar nos integrantes de uma mesma família. Tal herança genética, entretanto, não é necessariamente transmitida pelos genes que seus pais receberam, mas sim o resultado de seus códigos genéticos originais somados ao estilo de vida que tiveram até o nascimento de seus descendentes. Recentes estudos confirmam que hábitos de vida, vícios, experiências acumuladas, tipo de alimentação e até traumas influenciam diretamente na estrutura genética de um individuo, ao qual é atribuído o nome de epigenética.
Sabe-se que a alergia, por exemplo, é uma doença que pode ser transmitida de pai para filho com extrema facilidade, seja pelo material genético original, ou pelos hábitos de vida que poderão influenciar esta carga genética. Segundo a Associação Brasileira de Alergia e Imunopatologia (ASBAI), se ambos os pais apresentarem um comportamento alérgico, a probabilidade de o filho manifestar quadros alérgicos é de 75%, em especial na relação com a mãe. “No caso de mães fumantes, por exemplo, mesmo que elas não apresentem alergia, pesquisas da epigenética denotam uma íntima relação entre o tabagismo materno e o aumento das alergias respiratórias em seus descendentes”, comenta o médico Marcello Bossois, Coordenador Técnico do Projeto Social Brasil Sem Alergia e membro da empresa canadense de biotecnologia Cell Gene Therapeutics.
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Diversos fatores podem desencadear processos alérgicos em pessoas de qualquer idade, entre os quais destacam-se o tabagismo, má alimentação, sedentarismo e o estresse. Descobriu-se, no entanto, que a prática desses comportamentos por parte dos pais, ou até dos avós, não será prejudicial apenas aos próprios, podendo ser responsável também por aspectos negativos na saúde das novas gerações, até mesmo durante o período de gestação. Através dos mecanismos epigenéticos é possível entender, por exemplo, porque muitas exposições no período pré-natal estão intimamente associadas ao desenvolvimento tardio de inúmeras desordens em crianças e adultos – como diferentes tipos de alergias.
Os estudos comprovam porque os casos de alergia crescem ano após ano, demonstrando que determinados fatores ambientais são cruciais na influência do código genético. Só no Brasil, aproximadamente 35% das pessoas sofrem de algum tipo de alergia, percentual que aumenta anualmente. De acordo com o Ministério da Saúde, a obesidade – outro fator muito relacionado aos casos de alergia – também cresceu mais de 50% no país nos últimos anos, perpetuando tal comportamento alérgico no material genético das novas gerações. “Mesmo as pessoas que não apresentam uma hereditariedade com traços de doenças alérgicas poderão sofrer influências em sua estrutura genética, manifestando importantes alergias e transmitindo a seus filhos”, esclarece Dr. Bossois. “Quando um individuo é exposto a determinados fatores, pode ocorrer uma ação que influencia a porção externa do gene, processo tecnicamente chamado de metilação”.
A maioria dos comportamentos alérgicos vem crescendo com o passar dos anos, fazendo aumentar, como conseqüência, o percentual de alergias, principalmente em grandes centros”. O agravamento e maior exposição à poluição urbana, que também faz aumentar a poeira domiciliar, causa importantes quadros de alergias respiratórias e pode influenciar o material genético de uma boa parte da população que vive exposta a tais poluentes. Os estudos mostram que trata-se de um ciclo vicioso: exposições prejudiciais e maus hábitos de vida não afetam apenas as atuais gerações, mas também as futuras populações que apresentarão diversas desordens nas próximas décadas.

Entenda como a tecnologia da TOTVS pode mudar o funcionamento em hospitais

em Brasil/São Paulo/Saúde & Bem-estar/Tecnologia e Ciência por

Oferta une experiência da empresa no setor com a inovadora plataforma de gestão Fluig. Evento marca apresentação de funcionalidades de reconhecimento de voz e de escrita à mão do Prontuário Eletrônico da companhia

A comunicação é um fator fundamental para a eficiência e segurança do ambiente hospitalar e para a excelência no atendimento ao público. As informações de processos administrativos e médicos precisam circular de forma clara e ágil pelos departamentos da instituição e chegar na hora exata ao seu receptor. Os sistemas de gestão especializados em Saúde da TOTVS já auxiliam mais de 800 clientes do segmento a organizarem e consultarem esses dados. A empresa, líder em ERP na América Latina, lança na Feira Hospitalar 2014, que acontece de 20 a 23 de maio em São Paulo, uma solução inovadora para que seus clientes tirem o máximo proveito de seus softwares de gestão: a Tecnologia Fluida em Saúde.

A nova plataforma para o segmento de Saúde é uma combinação do Fluig, plataforma de gestão de identidades, processos, documentos e rede social corporativa do Grupo TOTVS, e das soluções verticais da empresa, incluindo o HIS (Hospital Information System), Prontuário Eletrônico do Paciente (PEP) e ferramentas de Gestão de Planos de Saúde.

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“O Brasil tem diante de si o desafio de informatizar seus hospitais, para garantir eficiência de operação e cada vez mais segurança aos profissionais e aos pacientes”, afirma o diretor do segmento de Saúde da TOTVS, Nelson Pires. “A TOTVS quer ser a parceira estratégica de seus clientes nessa missão, por isso conectamos toda nossa experiência no segmento com as mais avançadas tendências de tecnologia mundiais em uma só solução: a Tecnologia Fluida em Saúde”.

A plataforma, comercializada na modalidade SaaS (Software as a Service), por subscrição, conecta todos os agentes dos ambientes de saúde em uma só interface, com navegação rápida e intuitiva. O fato de os dados estarem hospedados na nuvem permite o acesso aos sistemas do hospital a partir de dispositivos móveis, como celulares e tablets. A Tecnologia Fluida em Saúde muda a rotina em três esferas das instituições:

Corpo Clínico: Em uma só tela, os profissionais de saúde acompanham seus pacientes, com dados sobre diagnósticos, prescrições, histórico de exames e consultas. É possível ainda controlar o andamento de tarefas e identificar em qual etapa se encontra cada processo solicitado. Essa interface é integrada aos sistemas de gestão da instituição, garantindo o máximo de eficiência à execução das rotinas médicas.

Administrativo: Os sistemas de gestão passam a estar inteiramente integrados aos processos mapeados no Fluig. Assim, o controle dos processos deixa de ser feito manualmente para ter monitoramento, aprovações digitaise alertas de gargalos. Fica mais rápido, simples e transparente, por exemplo, providenciar a compra de materiais. A solução centraliza ainda a gestão de contratos, pagamentos, cadastros de pacientes e convênios.

Paciente: Terão acesso único a todo o seu histórico médico, incluindo sessões e exames feitos. Acompanharão a evolução de seu tratamento e os próximos passos. Além disso, poderão participar de comunidades de discussão específicas, para trocar experiências com médicos e outros pacientes sobre seu caso.

A novidade já está disponível para o mercado e será demonstrada no estande da TOTVS na Hospitalar.

Prontuário eletrônico com reconhecimento de voz e escrita
A TOTVS apresenta ainda novas funcionalidades de seu Prontuário Eletrônico do Paciente. A solução reúne ferramentas clínicas para registro, acompanhamento e controle do estado de saúde e do tratamento de pacientes. Agora, o prontuário da TOTVS passa a contar com funções para reconhecimento de voz e de escrita à mão no tablet. “Tratam-se de novas possibilidades de interface para o profissional de saúde que usa o software”, explica o diretor do segmento de Saúde, Nelson Pires. “A ideia é que ele atualize o sistema com informações com o máximo de rapidez e praticidade possível”.

Você está pronto para rever o que acha que é pesquisa em medicina?

em Brasil/Coluna/Saúde & Bem-estar por

Paulo

Você está pronto para rever o que acha que é pesquisa em medicina?

Na semana passada, a UNIFESP – Universidade Federal de São Paulo – sediou e promoveu, em sua reputadíssima Escola Paulista de Medicina, o 4o Seminário Internacional de Medicina Tradicional e Práticas Contemplativas. O evento, organizado em conjunto com a Associação Palas Athena, trouxe palestrantes de várias origense linhas de pesquisa; e promoveu debates que uniram cientistas, biólogos, médicos, especialistas em reiki e outras técnicas energéticas, monges meditadores, lideres indígenas e lideranças ligadas à espiritualidade. Está surpreso? Pois não devia. É a 4a edição deste Simpósio, apresentado por uma Universidade Federal no mais importante estado em termos de pesquisa médico-científica no país. É difícil imaginar algo mais “oficial” do que o caráter deste evento. E isso diz muita coisa em termos do avanço científico no nosso país. Porque à parte o estado revoltante em quem se encontra o atendimento em saúde pública, que é indiscutível e nem sequer vamos reforçar um aspectotão óbvio ; a medicina de ponta e a pesquisa científica na área, no Brasil, não é de hoje que tem alto nível e é respeitada no mundo todo. Nas áreas de cirurgia plástica, cardiologia e várias outras, temos centros de referencia mundial. Toda essa introdução é para deixar muito claro que estamos falando de excelência em pesquisa. De seriedade e alto padrão científico, do tipo que tem artigos publicados na Science, uma das duas revistas científicas mais relevantes do planeta. Pretendo escrever alguns artigos sobre trabalhos apresentados nesse Simpósio, assim como entrevistas que realizei com os participantes, cobrindo o evento para o The São Paulo Times. Mas neste momento, o que quero compartilhar com os leitores é uma primeira visão geral de alguns pontos de grande destaque.

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O Simpósio teve cinco eixos temáticos: 1) Medicina popular brasileira; 2) A Medicina tibetana em doenças crônicas; 3) Temas intrigantes em saúde e espiritualidade; 4) Práticas contemplativas e sociedade e 5) Pesquisas em medicinas tradicionais e práticas contemplativas.

Práticas Contemplativas

O grande destaque do evento foram talvez as práticas contemplativas: os benefícios absolutamente comprovados, por metodologias científicas, da meditação e do Yoga foram temas de estudos apresentados pela Profa. Dra. Elisa H. Kozasa (Hospital Israelita Albert Einstein e Universidade Federal de São Paulo); Profa. Dra. Carolina B.  Menezes- Universidade Federal de Pelotas; Geshe Lobsang Tenzin Negi (Emory University- Estados Unidos) e Profa. Dra. Susan Andrews- Instituto Visão Futuro, entre outros.

O assunto era tão quente, e os números e comprovações tão claras e evidentes, que deixei o evento imaginando apenas “quando” haverá a inclusão dessas práticas nas recomendações básicas em termos até de saúde pública. Porque, mesmo para quem não tenha o menor interesse espiritual em aprender a meditar, os efeitos são claríssimos. O efeito sobre o controle da pressão arterial, o efeito no aumento da qualidade e da capacidade de atenção; o efeitoDSC_0738 sobre a redução dos sintomas de doenças como fibromialgia. E não é necessário sequer que o paciente tenha o mínimo conhecimento sobre como a coisa funciona. Aliás, quando é que o paciente tem? Acaso alguém entende algo do mecanismo de funcionamento do medicamento para controle da pressão arterial antes de tomá-lo? Não, toma porque o médico recomendou; com base em pesquisas e artigos publicados e validados pela comunidade científica internacional, exatamente a mesma comunidade científica, trabalhando sobre artigos publicados exatamente nas mesmas revistas. Ou seja, o paciente não sabe como o medicamento funciona, e também pode não saber como a meditação funciona. Mais importante é: funciona. E com uma vantagem enorme: os estudos que convenceram a comunidade médica de que tal medicamento era seguro; em 99% dos casos, foram financiados por uma empresa que vai ganhar milhões vendendo o medicamento. Quem financiou os estudos sobre meditação e yoga? As próprias instituições de pesquisa e universidades; a pedido dos próprios pesquisadores. Sem o interesse e financiamento de alguém que vai ganhar milhões com o resultado da pesquisa. Entende como fica muito mais simples que o resultado seja, de fato, honesto e desinteressado?

Exatamente o mesmo cenário é verdade para as pesquisas conduzidas pelo pesquisador Ricardo Monezi, que tratam dos efeitos comprovados do Reiki e de outras técnicas, uma pesquisa viabilizada pela USP e que obteve tamanha repercussão ano passado que foi feito todo um programa do Globo Repórter sobre os achados da tese.

Um momento digno de destaque e muita atenção: o auditório tinha mais de 300 pessoas em todas as sessões. Profissionais de saúde; principalmente brasileiros, mas também de outros países. Pesquisadores, médicos, psicólogos. Dra. Elisa H. Kozasa perguntou, logo no início da sua apresentação, quantos ali praticavam meditação regularmente. Mais da metade do auditório levantou as mãos. Arriscaria dizer, talvez dois terços. Então, pergunto: você tem alguma dúvida de que essas pessoas sabem o que faz bem à saúde delas mesmas? Porque elas não estão simplesmente dizendo: “vá fazer isso”. Elas estão fazendo isso. Elas incluíram nas suas rotinas a meditação como forma de viver melhor e cuidar da saúde.

Temas Intrigantes em saúde e espiritualidade

Talvez o mais ousado eixo temático do simpósio, com destaque para as apresentações dos estudos de Ricardo Monezi e do Dr. Júlio Pérez, realizado na Pennsylvania University. Dr. Pérez convidou médiuns para participar de uma pesquisa utilizando técnicas de neuroimagem funcional. Isto quer dizer, uma técnica que observa o cérebro trabalhando. Ela existe há tempos, e vem mapeando onde cada processo do cérebro acontece. Assim, por exemplo, quando você escreve, existem áreas específicas do seu cérebro que estão envolvidas na atividade. Áreas responsáveis pelo pensamento criativo, pelo planejamento do que está sendo escrito. Essas áreas estão claramente identificadas e catalogadas, assim como outras atividades cerebrais. Então, toda vez que alguém escreve, há uma série de sinais cerebrais que estão sempre presentes; não é uma questão de escolha ou opinião; é aquela parte do cérebro que se

Lia Diskin Ricardo Monezi Susan Andrews

 “acende” quando você está fazendo uma determinada atividade. Foram analisados os processos cerebrais de vários médiuns, enquanto eles simplesmente escreviam,normalmente. E depois, esses mesmos médiuns tiveram seus processos mentais observados durante o transe mediúnico, realizando psicografia; que é aquele processo que  Chico Xavier realizou a vida toda (aliás, um parêntese: o Dr. Júlio teve de exibir alguns filmes para explicar, nos Estados Unidos, quem foi Chico Xavier). Voltando à pesquisa, você imagina quais foram os resultados? As áreas do cérebro que são responsáveis pela escrita não estavam atuando. Aquelas que o médium teria de usar, se estivesse ele mesmo criando o texto… não estavam trabalhando. Durante o transe, todas aquelas pessoas estavam escrevendo, mas tecnicamente, o cérebro delas não estava sendo usado do modo que se sabe que seria, quando alguém escreve. Seja lá qual for a explicação que você queira dar para o isso; o fato permanece: eles estavam escrevendo, sem usar as áreas do cérebro que são ativadas pelo ato de escrever. Tem mais um detalhe: a complexidade dos textos produzidos deste modo era maior do que a dos textos escritos fora do estado de transe. Essa pesquisa ainda não tem uma aplicação específica no sentido de cuidar da saúde de alguém; mas é naturalmente muito importante para entendermos como funcionam alguns mecanismos com os quais convivemos há muito tempo, e que até agora não haviam sido explorados. O artigo original do Dr. Júlio Pérez foi publicado por uma das mais conceituadas revistas do mundo sobre psicologia clínica. No mês de publicação, bateu recordes de downloads, realizados pelos mais importantes profissionais de psicologia clínica do mundo. É muito relevante perceber que os pesquisadores, a Pennsylvania University, A UNIFESP, as centenas de profissionais que acompanharam o simpósio e tantos outros, com você, que lê este artigo, hoje sabe que, de fato, existe algo que é um transe mediúnico, e que o Cérebro nesse estado faz coisas que não pode fazer normalmente. O próximo estudo vai pesquisar a atuação dos médiuns de cura através da neuroimagem, e o Dr. Pérez já está selecionando médiuns voluntários para o estudo.

O mais importante aspecto do simpósio, talvez seja que estes são, hoje, estudos e fatos científicos, que mudam o modo como compreendemos o que somos. No velho mundo, muitas pessoas se acostumaram a achar corriqueiro ou normal desdenhar de certas práticas simplesmente porque elas não cabiam nas suas explicações “racionais” ou porque não havia uma comprovação científica. É um Novo Mundo este em que vivemos, no qual essa atitude, pode, com toda propriedade e racionalidade, ser considerada um comportamento que não é nada além de… ignorância.

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Paulo Ferreira é escritor, coach e consultor em desenvolvimento organizacional do bem estar humano; conselheiro e representante do Nikola Tesla Institute em SP. © 2014.

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