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Brasil - page 206

Armazenar dados no Brasil não significa maior segurança

em Brasil/Negócios/Tecnologia e Ciência por

O Marco Civil da Internet, projeto ainda em discussão na Câmara dos Deputados que pretende regular a rede mundial de computadores aqui no Brasil, estabelece as regras do jogo para todos – sejam pessoas físicas, jurídicas ou instituições governamentais.  A proposta é que a partir de sua aprovação e posterior sanção presidencial, o País passe a contar com um conjunto de leis para regular o uso da Internet por meio da previsão de princípios, garantias, direitos e deveres de quem usa a rede, além da determinação de diretrizes para a atuação do Estado.

Já são quase quatro anos de discussão em torno de sua votação, mas o debate em torno deste projeto se intensificou bastante depois da revelação de casos de espionagem por parte da Agência Nacional de Segurança (NSA) dos Estados Unidos aqui no Brasil e em outras nações.

Na esteira das denúncias do monitoramento feito pelos norte-americanos, surgiu uma proposta que tem gerado bastante controvérsia. Defendida pelo Governo para que seja incluída no texto do Marco Civil, ela prega a obrigatoriedade do armazenamento de dados no Brasil por empresas de TI e Internet. Mas seria esta medida realmente eficaz, ao ponto de proporcionar maior segurança e combater a espionagem?

A obrigação de hospedagem de dados é uma medida inócua para confrontar este tipo de ação, uma vez que a localização dos data centers não impedirá que as empresas aqui instaladas continuem colaborando com a NSA.  Além disso, circula a tese jurídica de que o fator que define a jurisdição é a nacionalidade da companhia que controla os dados, e não o local em que eles estão armazenados.

Pelo ponto de vista da segurança do cidadão, o balanceamento entre custo e viabilidade é outro fator que complica esta regra. O impacto financeiro às empresas seria enorme, já que as despesas para a implantação de um data center custariam no mínimo o dobro do que, por exemplo, nos Estados Unidos ao avaliar o custo de importação de tecnologia.

Se considerados os gastos com terreno, construção civil e mais a cadeia de distribuição, o custo seria triplicado, podendo atingir proporções ainda maiores. Há ainda que se ponderar a mão de obra – enquanto no Brasil ela incide 60% sobre o orçamento, nos Estados Unidos fica em torno de 10%. E todo o investimento deve ser minuciosamente estudado e muito bem feito, pois o perfeito funcionamento exige robusta infraestrutura de telecomunicações, englobando a tecnologia empregada e o material humano.

Levando-se em conta todos estes aspectos, a única vantagem de se estabelecer o armazenamento de dados de empresas no Brasil residiria na redução da latência, ou seja, no tempo de resposta para o acesso às informações por parte dos usuários. Mas ainda assim, é importante ressaltar, a infraestrutura disponível teria de ser igual, ou melhor, àquela presente nos países de origem de empresas estrangeiras, especialmente as norte-americanas.

Em todo este debate, deve-se imperar o bom senso e pensar a possibilidade de migrar esta exigência para dados específicos. Na Coreia do Sul, por exemplo, os dados bancários de coreanos não podem ser armazenados fora do país; na Austrália, há projetos para evitar que o armazenamento de informações e dados de saúde de seus cidadãos saia de suas fronteiras.

O Marco Civil da Internet é o primeiro passo na direção de uma rede mais segura no Brasil e, portanto, é fundamental que seja rapidamente aprovado e sancionado para que sejam feitos todos os reparos necessários no futuro.

O que não se pode admitir é que seja usado como mera resposta às acusações de espionagem, por meio da criação de subterfúgios inócuos. Já existem inúmeras formas e tecnologias eficazes para proteger empresas – públicas ou privadas – de monitoramentos e fiscalizações inapropriados. Nenhuma delas é por decreto.

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Rogério Reis é Vice-Presidente de Operações da Arcon Serviços Gerenciados de Segurança.

“Rolezinho”, uma nova estética social

em Brasil/Cultura e Entretenimento/Educação e Comportamento/Geral por

Por Fernando Rizzolo

Desde os primórdios da civilização um dos grandes desafios foi e tem sido entender as mudanças, sejam elas quais forem, tanto as interiores, do nosso ser, quanto as exteriores, com as quais convivemos.
Conviver com uma nova situação que o destino nos impõe e nos adaptarmos exige um esforço racional que progride lentamente no interior da nossa alma, se assim podemos dizer.

É certo que uma vez constituído o hábito, essa convivência torna-se mais fácil – ou mais difícil, dependendo do teor da mudança. É notório que em todos os lugares podemos observar mudanças, transformações e movimentos dinâmicos. No meu caso, da mesa de café que ocupo neste momento em um shopping, onde desenho este texto, observo a grande maioria das pessoas a tentar se interiorizar através de seus celulares, fazendo da companhia ao seu lado algo secundário; até porque os casais, os amigos, cada um no seu silêncio, observa seu facebook, seu instagram, e os outros meios transformados rapidamente em prioridade pessoal.

Talvez essa falta de sociabilidade acabe explodindo através do uso desses mesmos meios e redes sociais, de modo que, de repente, todos se reúnam, num encontro desordenado, desajeitado. E mais, um encontro que carrega em si um conteúdo social de pouca autoestima, e que revela com cores bem nítidas que a juventude da periferia procura seu espaço no contexto de uma sociedade mais justa. Assim, nesse esteio de pensamento, o fenômeno do tal “rolezinho” é muito mais reivindicativo do que agressivo. É claro que me refiro aos jovens que querem apenas se reunir com os demais – e não vandalizar espaços públicos, o que é condenável.

Pensar sobre os “rolezinhos” leva à compreensão de que mesmo com toda a tecnologia, as redes sociais gigantescas e a inclusão educacional, os jovens da periferia ainda são por demais discriminados neste país. Acredito que num mundo conectado só podemos mudar uma sociedade se antes mudarmos nossos conceitos pessoais, e admitirmos que há, sim, a necessidade de coibir com energia atos de rebeldia e vandalismo, mas, acima de tudo, temos de respeitar esse jovem que vem de outra parte da cidade.

Muitos desses participantes do “rolezinho” são universitários, muitos têm seu jeito típico de falar – a propósito, na periferia, os códigos de linguagem são ponto de honra do qual não se abre mão –, mas são meninos e meninas que querem, como qualquer jovem, conviver em grupo, seja em um shopping ou em qualquer outra praça moderna. Ao contrário de mim, que, sozinho, aqui, escrevo, observo e sou bem atendido, essa moçada talvez se sinta melhor, mais protegida, mais forte quando está em grupo. Talvez, entre iguais, seja mais fácil suportar o olhar enviesado do lojista, do segurança.

Mudar é difícil, mas se habituar a novidades faz bem e começa dentro do nosso coração. Talvez seja a hora de dar um “rolezinho” em nossa percepção e consciência, acostumada, talvez, a pessoas que, como eu, ainda têm o hábito de se vestir socialmente para ir ao shopping ou sair à rua. Faço parte de um tempo em que a aparência e o esmero eram quase sinônimos de boa educação. Não concebo sair de casa sem uma camisa bem passada, os cabelos bem penteados.

Mas é claro, tudo mudou; o mundo, as pessoas, as roupas, os códigos de conduta. Essa moçada dos “rolezinhos” talvez não se sente a uma mesa no shopping para escrever e tomar um café. Mas, certamente, esses jovens estão por aí, por aqui. E devem estar, porque, caso alguém não tenha percebido, é melhor dar um “rolezinho” reflexivo e perceber que o Brasil é deles também. Viva a nova estética social…

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Fernando Rizzolo é advogado, jornalista, mestre em direito constitucional, membro efetivo da comissão de direitos humanos da constitucional, membro efetivo da comissão de direitos humanos da OAB/SP. Ex Articulista Colaborador da Agência Estado.

Agora crianças e adolescentes do Brasil podem aprender programação

em Brasil/Tecnologia e Ciência por

SUPERGEEKS é a primeira escola de Programação e Robótica do Brasil e está com pré-matrículas abertas para formar turmas em todo o país.

Até mesmo o presidente dos EUA, Barack Obama, veio a público recentemente falar para os jovens sobre a importância de aprender a programar no século XXI. Nos Estados Unidos, ONGs, políticos, empresários e educadores estão se mobilizando para conscientizar a população que se deve aprender Programação desde a infância.

Em um mundo, onde tudo é controlado por tecnologia, saber programar torna-se um grande diferencial para qualquer pessoa, especialmente para os jovens que ainda não chegaram na fase do primeiro emprego. O presidente Barack Obama foi categórico: se quisermos continuar no topo, os jovens precisam dominar a tecnologia. No Brasil, não será diferente. Se almejamos que nosso país seja de Primeiro Mundo, a educação tecnológica será muito importante para que isso aconteça.

No entanto, no Brasil, apenas pouquíssimos colégios particulares estão se mobilizando para ensinar Programação e Robótica para seus estudantes. Devido a essa carência educacional brasileira, surgiu a SUPERGEEKS, que começou no Vale do Silício (Estados Unidos), e agora tem como objetivo tornar acessível o ensino da Programação e Robótica no Brasil.

Nos cursos ministrados pela escola, crianças e adolescentes não aprendem somente Programação e Robótica; mas também aprendem e treinam Inglês – uma vez que as aulas são bilíngues – além de Empreendedorismo, para que, no futuro, esses jovens possam criar seus próprios negócios digitais.

A metodologia da escola ensina os jovens a criar jogos de videogame, fazendo com que as aulas sejam extremamente divertidas. Queremos que os jovens venham para aulas, porque estão gostando do que aprendem e não por obrigação ou pressão dos pais, como acontece com outros cursos extracurriculares, menciona Vanessa Ban (coordenadora pedagógica).

A SUPERGEEKS abriu pré-matrículas para pessoas de todo o país, de modo a verificar as regiões nas quais os cursos são mais solicitados, para posterior definição dos pontos físicos das filiais. Qualquer cidade do Brasil que houver grande interesse pelas aulas da SUPERGEEKS, abriremos uma escola lá, informa Marco Giroto (fundador). Além disso, ainda neste primeiro semestre, na cidade de São Paulo, haverá a inauguração da matriz.

Os pais interessados em matricular seus filhos ou, até mesmo, os jovens que tiverem interesse, poderão se cadastrar no site www.supergeeks.com.br.

Fora as unidades próprias da SUPERGEEKS, a empresa também oferece seus cursos para serem ministrados dentro dos colégios. Aqueles que fizerem o cadastro da pré-matrícula, não precisarão pagar pelo material da primeira fase do curso.

Empresa oferece cursos voltados ao promissor mercado brasileiro de energia solar

em Brasil/Negócios por

A produção de energia através de placas solares fotovoltaicas vem se consolidando no Brasil como uma alternativa limpa de gerar eletricidade. Já é possível observar um mercado aquecido, com oportunidades para empresas instaladoras e profissionais de vários níveis. Mas, apesar de promissora, a área ainda sofre com a falta de profissionais qualificados.

Foi pensando em suprir a necessidade de qualificação de mão de obra para a realização desses projetos que a Neosolar Energia, empresa paulista especializada em soluções para energia solar fotovoltaica, criou um curso para capacitar instaladores de sistema fotovoltaico Off-Grid. Em 2013, a empresa formou mais de 50 instaladores fotovoltaicos.

Os sistemas fotovoltaicos Off-Grid são muito usados em lugares remotos, com difícil acesso à rede elétrica, como fazendas e sítios. São ideais para esses lugares, porque os sistemas autônomos para geração de energia não se conectam à rede elétrica. O sistema abastece diretamente os aparelhos que utilizarão a energia. E em relação aos períodos sem sol, não há problema, pois a energia produzida é armazenada em baterias que garantem o abastecimento.

O curso tem carga horária total de 40h e é voltado para instaladores, eletricistas técnicos, engenheiros, arquitetos, empreendedores e público em geral.

Próximas turmas: 17 a 21 fevereiro e 17 a 21 de março.

 Segunda a Sexta-feira, das 08h30 às 18h30.

Especialista comenta sobre a crise nas corretoras de valores

em Brasil/Negócios por

Com o baixo volume de negociações com ações na BM&F Bovespa, o número de investidores individuais cresce lentamente. Diante disso, as corretoras de valores, ou seja, as empresas que intermediam a compra e venda de papéis na bolsa, precisam usar meios de grande eficácia para se reerguerem no mercado e sanarem os prejuízos dos últimos anos. O motivo é que a principal fonte de receita das instituições, a cobrança de taxas dos clientes para intermediar as operações na Bolsa de Valores, subiu vagarosamente e a expansão foi de menos 8% desde 2008, de acordo com um levantamento da consultoria Austin Ratings.

Fernando Zanotti Schneider, especialista em mercado de capitais e fusões e Aquisições (M&A) no escritório Abe Advogados fomenta que “o mercado de corretoras de valores sofre um processo de “commoditização” de parte de seus serviços com um aumento na demanda por tecnologia por parte das autoridades regulatórias e da própria Bolsa. Esse é um cenário que favorece a consolidação do mercado através de fusões e aquisições. A busca pela eficiência e por serviços diferenciados é fundamental na competição entre estes players.”

Nas corretoras independentes, a situação também apresenta complicações devido a falta de espaço para atuação no mercado. Atualmente, mais de 80% do lucro e 55% da receita com prestação de serviço de todo o setor está concentrada apenas nas dez maiores corretoras do Brasil. É importante ressaltar que algumas instituições têm altos custos para participação em pregões, às vezes chegam a ultrapassar o lucro anual.

Aplicativos para motoboys conquistam São Paulo

em Brasil/Negócios/Tecnologia e Ciência por

Saem os táxis, entram os motoboys. Após crescimento acelerado, aplicativos para motoboys conquistam o mercado corporativo.

Os aplicativos para chamada de táxi se popularizaram em pouco tempo, e já estão rendendo bons frutos para os profissionais envolvidos. Seguindo esse caminho, surgiram no mercado nos últimos meses alguns aplicativos que prometem localizar motoboys e calcular corridas automaticamente. Seu maior representante, a MOBLYBOY, recebeu investimentos de R$ 10 milhões para expandir seus serviços para todo o Brasil.

Disponível gratuitamente para Android e iPhone, a MOBLYBOY se estabeleceu como o aplicativo mais popular do segmento, recebendo destaque da Apple em sua App Store e conquistando milhares de motoboys para sua base em São Paulo.

“A ideia original da MOBLYBOY é agregar comodidade, benefícios e possibilidade de crescimento para os motoboys. Nossas estratégias estão sempre focadas em promover o trabalho dos profissionais que se juntam a nós, por isso, parte do nosso trabalho é desenvolver palestras, cursos e dar suporte integral para essa categoria”, comenta Vinicius Apoena, um dos fundadores da empresa. Junto com seu sócio, Márcio Meira, Vinicius criou um ambiente um pouco mais complexo que a maioria dos aplicativos que vemos diariamente: além de cadastrar os motoboys interessados, uma central de atendimento entra em contato com esses profissionais, convidando-os para palestras, cursos e reuniões e aproximando os motoqueiros da cultura e filosofia da empresa.

Em plena expansão de suas operações, a MOBLYBOY irá anunciar nas próximas semanas seu modelo comercial que segundo Meira, é inédito no mercado de aplicativos para smartphones.

Entra em vigor a nova lei anticorrupção

em Brasil/Política por

Norma que responsabiliza empresas por atos contra a administração passa a valer a partir de 29 de janeiro.

 A nova Lei Anticorrupção brasileira entra em vigor no dia 29 de janeiro. Com isso, as empresas passarão a responder em casos de atos ilícitos praticados contra a administração pública. A regra prevê, entre outras penas, multas de até 20% do faturamento bruto para as empresas que infrinjam seus dispositivos. Para o advogado Giovanni Falcetta, do Aidar SBZ Advogados, a lei é um grande avanço.

A lei estabelece também o perdimento dos bens, direitos ou valores provenientes da infração, a proibição de receber incentivos, subsídios, subvenções, doações ou empréstimos de órgãos públicos e instituições financeiras controladas pelo governo, a suspensão ou interdição parcial das atividades e até mesmo a dissolução compulsória das pessoas jurídicas que praticarem algum dos atos ilícitos contra a administração pública nacional ou estrangeira. “As penas são pesadas e rigorosas, o que mostra que vai mudar a forma de fazer negócios no País”, afirma Falcetta.

A nova norma incentiva ainda a criação de mecanismos que fortaleçam as boas práticas dentro das organizações, como é o caso da implementação de programas efetivos de compliance, capazes de prevenir, detectar, remediar e punir condutas ilícitas, o que pode até reduzir as penalidades.

Brasileiros compram mais pela internet

em Brasil/Negócios/Tecnologia e Ciência por

Pesquisa aponta que em 2013 o brasileiro utilizou a internet para comprar mais. Pessoas entre 25 e 34 anos são as mais consumistas.

Uma pesquisa da IPSOS MEDIACT revela que 40% das pessoas compraram um eletrônico ou eletrodoméstico pela internet ao longo do ano de 2013. Em seguida, aparecem os livros com 24%, as roupas e calçados com 20% e as passagens aéreas com 17%.

Equipamentos para informática (suprimentos) aparecem na quinta posição e são comprados por 14% dos entrevistados, enquanto que 10% costuma comprar ingressos e entradas para eventos ou cinemas.

O último item da pesquisa e que não teve pontuação foi a compra de AUTOMÓVEIS pela internet – coisa que o brasileiro ainda não está acostumado a fazer.

“Cada vez mais as pessoas estão usando a internet para facilitar sua vida. Desde um pagamento, uma reunião com o chefe que está fora ou até mesmo compras que precisam ser feitas de forma rápida e segura podem ser realizadas com a ferramenta. Hoje é muito difícil pensar em viver sem esta tecnologia que colabora até com a qualidade de vida”, afirma DIEGO OLIVEIRA, diretor de contas da IPSOS .

Pessoas entre 25 a 34 anos são as que mais utilizam a internet para efetuarem as suas compras (34%). Já os adolescentes entre 13 e 17 anos e as pessoas acima de 55 anos são os que menos utilizam a ferramenta, sucessivamente com 6% e 7%.

A pesquisa aponta que a maioria das pessoas gasta entre R$ 101,00 a R$ 300,00 em suas compras pela internet. São Paulo lidera o ranking das cidades que mais consome; seguido do Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Recife, Porto Alegre e interior de São Paulo.

O levantamento foi realizado com 8.536 pessoas em 13 mercados de atuação da Ipsos.

OS 20 ITENS MAIS COMPRADOS NA INTERNET:

 1. Eletrônicos /eletrodoméstico 40%

 2. Livros 24%

 3. Roupas / calçados 20%

 4. Passagens aéreas / pacote 17%

 5. Equip./suprimen informática 14%

 6. Tênis 12%

 7. Entrada para eventos/cinema 10%

 8. Artigos esportivos 10%

 9. Cosméticos 9%

  10. Brinquedos 7%

 11. DVDs filmes/músicas 7%

 12. Jogos de computador 6%

 13. Cd´s de música 5%

  14. Programas/software comput. 4%

  15. Artigos p/ escritório 3%

 16. Flores / arranjos 2%

 17. Assinaturas de jornais/rev. 2%

 18. Itens /compra supermercado 2%

  19. Bombons/bolos/doces 1%

 20. Automóvel 1%

Empresas privadas podem gerenciar nossos presídios

em Brasil/Mundo por

A população carcerária do Brasil cresceu tanto nos últimos anos que se tornou a quarta maior do mundo. E esse rápido crescimento preocupa o governo porque as prisões estão ficando sem espaço. Atualmente, os presídios brasileiros somam 548 mil presos, mas os presídios de todo o país só tem capacidade para suportar 340 mil prisioneiros.

A solução discutida até o momento é deixar as prisões nas mãos das empresas privadas.

Três governos estaduais já contrataram empresas privadas para gerenciar suas prisões e o Estado de São Paulo é o próximo da lista. O governador Geraldo Alckmin anunciou a construção de três novos presídios, cada um com capacidade para 10.500 detentos.

O modelo do governo federal é a gestão público-privada, ou seja, a gestão privada será temporária – no caso do estado de São Paulo, a expectativa é que os contratos durem de 27 a 33 anos.

Mesmo sendo temporário, a ideia de contratar uma empresa privada para gerenciar os presídios tem sido muito contestado pelo Conselho de Política Criminas e pelos Políticos de todo o Brasil, pois eles acreditam que as prisões devem ser competência exclusiva do governo.

O modelo misto já foi testado anteriormente no Ceará e Paraná, e os resultados foram medíocres. Ambos presídios voltaram a ser estatais, no entanto, Santa Catarina, Espírito Santo e Minas Gerais ainda estão tentando usar o modelo de gestão privada.

O outro problema que assombra a privatização das prisões é que o plano nem sempre é viável financeiramente, pois um preso custa ao Estado aproximadamente R$ 1.300 por mês. No caso da privatização, as empresas privadas receberiam R$ 2.700 por preso, totalizando em apenas uma cadeia R$ 28,3 milhões.

Além dos números exorbitantes, existe também o componente humano. O governo teme que os presos serão tratados como produtos porque as empresas teriam o controle total das prisões. Mesmo fazendo inspeções periódicas, fica difícil detectar as irregularidade no tratamento dos detentos. Um exemplo real aconteceu em uma prisão do Espírito Santo, onde os presos alegaram serem abusados por um regime extremamente rigoroso.

“Aparentemente as prisões são limpas e higienizadas, até lembram um hospital, mas os presos são mantidos lá dentro durante 23 horas por dia com apenas um minuto e meio para tomar banho. É desumano” disse o advogado Marcos Fuchs (diretor-executivo da ONG Conectas Direitos Humanos) ao jornal espanhol El País.

Para o deputado cearense Domingos Dutra, as empresas privadas se tornaram muito exigentes. “Eles só querem lidar com os detentos bem comportados e com os infratores menores de idade. Ninguém quer lidar com assassinos ou líderes de facções criminosas. E o pior, as empresas privadas são se preocupam com a reabilitação social dos reclusos. Realmente eles são tratados como produtos”.

Entres os defensores do modelo privado está o secretário de presídios em São Paulo Lourival Gomes, que argumenta: “as empresas privadas têm mas recursos para contratar os empregadores, como médicos especializados, o que é muito mais difícil para as entidades públicas”.

(c) 2013, IBT Media.

Estudo revela que 51,7% dos homens e 54,9% das mulheres do Brasil se consideram vaidosos e aponta as suas principais preocupações em relação aos cuidados com a beleza

em Brasil/Educação e Comportamento por

Estudos inéditos, realizados pelo Minha Vida com 1.687 homens e 2.861 mulheres do Brasil, revelam que tanto eles quanto elas são sim vaidosos. Entre o público masculino, 6,6% se consideram muito vaidosos, 51,7% acreditam que estão dentro dos “índices normais de vaidade” e 37,2% acham que são pouco vaidosos. Apenas 4,4% alegam passarem longe da vaidade. Já entre as particip antes do sexo feminino, esses índices ficam, respectivamente, em 11%, 54,9%, 30,9% e 3,2%. Vale ressaltar que 75,8% dos homens e 80,3% das mulheres, que participaram dos estudos realizados pelo Minha Vida, têm entre 25 e 59 anos.

Na hora de investir em produtos para beleza, eles e elas se aproximam nos gastos: 76,9% dos rapazes dedicam entre R$ 20 e R$ 250 mensais e 75,9% das garotas transitam entre as mesmas margens. Dividindo-se esses valores, encontramos os homens gastando de R$ 20 a R$ 50 (30,3%), entre R$ 50 e R$ 100 (32,8%) e de R$ 100 a R$ 250 (13,8%). Já para elas, os índices para esses mesmos valores mensais correspondem a 26%, 32,2% e 17,7%, respectivamente. Os homens mais vaidosos são os solteiros (8,39%), seguidos pelos divorciados (8,02%) e pelos casados (5,80%). Já as mulheres mais vaidosas são as divorciadas (14,20%), seguidas pelas solteiras (12,69%) e pelas casadas (9,69%).

Basicamente, o estudo mostra que eles se preocupam, em sua maioria, com a limpeza seja do corpo, do rosto ou dos dentes. Já elas, segundo a pesquisa, consideram o visual o ponto mais preocupante. Dentro deste cenário, confira algumas curiosidades no comportamento DELES e DELAS em relação aos cuidados com o rosto, o corpo, os dentes:

PREOCUPAÇÕES DELES

Maiores preocupações com a barba:

Manter o rosto sem barba (rosto “limpo”) – 48,37%

Irritação – 37,76%

Pelos encravados (foliculite) – 24,07%

 

Maiores preocupações com a pele:

Mau cheiro nas axilas – 64,20%

Oleosidade – 52,16%

Mau cheiro nos pés – 47,24%

 

Maiores preocupações com o cabelo:

Mantê-los limpos – 49,08%

Caspa (ou descamação do couro cabeludo) – 46%

Oleosidade – 39,18%

 

Maiores preocupações com os dentes:

Mau hálito – 73,21%

Amarelamento ou escurecimento – 68,64%

Cáries – 67,28%

 

PREOCUPAÇÕES DELAS

Preocupações em relação à pele do rosto:

Olheiras – 37,33%

Linhas finas (linhas de expressão) – 36,84%

Manchas (melasmas) – 35,27%

 

Maiores preocupações com o corpo:

Gordura localizada na barriga – 78,19%

Celulite – 58,72%

Excesso de peso – 57,88%

 

Maiores preocupações com as unhas:

Unhas quebram com facilidade – 56,90%

Não tenho nenhuma preocupação – 24,12%

Excesso de cutícula – 23,77%

 

Maiores preocupações com o cabelo:

Cabelos brancos – 46,42%

Queda de cabelo – 41,28%

Frizz (fios arrepiados) – 41,56%

 

Maiores preocupações com os dentes:

Amarelamento ou escurecimento dos dentes – 66,22%

Mau hálito – 60,03%

Cáries – 57,28%

Empresa catarinense cria solução para diminuir impactos ambientais causados por uso em larga escala de asfalto novo

em Brasil/Negócios por

A exploração do petróleo movimenta a economia brasileira. Somente na faixa denominada de pré-sal, que engloba do litoral do Espírito Santo até Santa Catarina, a estimativa é que a exploração dessa região gere dois milhões de empregos na cadeia de petróleo até 2020, representando 20% do PIB do país. Se por um lado isso representa um ganho significativo na economia do país, por outro gera prejuízos e danos imensuráveis no ecossistema, atmosfera e na saúde humana. Os impactos causados pelas perfurações em busca do recurso ou os acidentes como vazamentos de plataformas causam sérios danos e alterações na fauna e na flora brasileira.  Incidentes causados pelo derramamento do petróleo no mar perduram por mais de vinte anos, com uma recuperação bastante árdua e longa, mesmo com intervenções humanas.  O óleo cobre as penas dos animais, sufoca peixes, mata a fauna e flora marítima, inibe a nutrição dos mangues brasileiros, entre outros problemas.  A queima de produtos provenientes do petróleo também destrói a camada de ozônio, graças à emissão do dióxido de carbono (CO2), que é altamente poluente e prejudicial à saúde.

Mesmo com tantos impactos socioambientais negativos, o uso do petróleo é imprescindível para a população. É através deste recurso que são produzidos combustíveis, tintas, pneus, borrachas, chicletes, asfalto e outros tantos itens do cotidiano. Já que não é possível fazer a substituição total deste recurso, é preciso buscar alternativas que sejam ecologicamente corretas e diminuam os passivos ambientais causados pela extração do petróleo. No caso do asfalto, por exemplo, empresas buscam outras formas de criar ou reutilizar a pavimentação para diminuir a produção e, consequentemente, os  impactos.  A catarinense SolPav Pavimentações desenvolveu uma tecnologia que pretende auxiliar nessa busca por soluções sustentáveis: uma máquina que através de emissão de calor por raios infravermelho consegue aquecer o asfalto antigo e recompor essa massa asfáltica que seria descartada (asfalto fresado) sem a necessidade de adquirir um produto novo. Além do reaproveitamento, ainda há um ganho na agilidade, pois todo o processo é feito em até dez minutos.

“Essa tecnologia já funciona há 40 anos nos Estados Unidos e na Alemanha. Resolvemos adaptá-la quanto às necessidades brasileiras. Os métodos convencionais de reparação das rodovias acabam descartando o asfalto antigo e cobrindo com um novo.  As nossas máquinas conseguem utilizar o mesmo asfalto, independente do tempo que ele já está em uso, e deixá-lo como novo.  Chamamos essa tecnologia de Eco Tratamento Asfáltico, o que permite usar menos recursos da natureza”, João Rosa, Diretor de Planejamento da SolPav Pavimentação.

O PROCEDIMENTO

A máquina vai até o local danificado, aquece o asfalto COM TEMPERATURAS ENTRE 180 E 300 graus, mistura junto a pavimentação antiga (asfalto fresado) uma emulsão asfáltica e a reaplica no mesmo lugar, sem poluição atmosférica ou sonora. A ação pode ser feita inclusive com o asfalto molhado, pois graças ao superaquecimento do material, a qualidade é mantida. Além de cobrir defeitos e nivelar a via, a máquina também pode ser utilizada para abrir valas, auxiliando empresas de saneamento, por exemplo, como é o caso da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), que já utiliza essa tecnologia em Itapetininga, São Paulo.

PASSIVO AMBIENTAL

Passivo ambiental é como se nomeia as obrigações das empresas relativas aos danos ambientais causados direta ou indiretamente, já que a empresa é responsável pelas consequências de suas ações à sociedade e ao meio em que vive.  De certa forma, o passivo ambiental representa um risco financeiro para as instituições e órgãos, já que ela deve custear a manutenção e manipulação de áreas contaminadas, resíduos, transporte, multas ou outros custos causados por sua possível intervenção na natureza. Como para muitas organizações é impossível obter matéria-prima sem alterar o meio ambiente, como no caso da extração do petróleo, o investimento para amenizar essa deve ser alto. Ainda assim, muitas vezes os danos causados ao meio ambiente são irreversíveis ou demoram a se recompor.

A solução criada pela SolPav apresenta um resultado positivo para instituições que precisam trabalhar diretamente com pavimentação asfáltica. “Nesse quesito, o uso da nossa tecnologia contribui para a diminuição dos passivos ambientais, já que graças à recomposição asfáltica, não é necessário fazer o descarte do asfalto antigo no meio ambiente”, enfatiza João. Além do ganho ambiental, há também o grande retorno econômico. O procedimento garante uma economia entre 40% e 70% em comparação ao método convencional de restauração asfáltica.  Segundo dados do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), o Brasil precisaria desembolsar mais de R$64 bilhões de reais somente na recuperação de estradas e rodovias. Uma economia de até 70% em cima desse valor é muito significativa, e poderia ser usada para outros projetos socioeconômicos e culturais no país.

2014: mais um ano para andar de lado

em Brasil/Mundo por

Por Telmo Schoeler.

Como estamos no limiar de um novo ano, empresas e gestores estão todos com os periscópios levantados no esforço de enxergar o que vem pela frente, o que fazer e como se posicionar. No meu entender, salvo para algumas empresas e setores pontualmente beneficiados, 2014 será um ano para andar de lado, o que, diante das nossas potencialidades desperdiçadas e de oportunidades pelo mundo, significará mais um ano perdido.

Para entender porque, precisamos olhar para dentro e para fora do país. Internamente, pelo menos quatro fatores continuarão deixando a desejar: a inflação crônica, a assimetria entre as políticas monetária e fiscal, o aumento do déficit público e a deterioração das contas externas, sem perspectivas de mudança por serem atreladas ao modelo político-econômico vigente. No cenário internacional, estamos diante da recuperação e melhoria dos Estados Unidos, dos principais países europeus e da própria China. E, dentro dessa mesma perspectiva, em decorrência do somatório dessas realidades interna e externa, estamos diante da piora na percepção da economia brasileira. Fatos e percepções estarão contra nós, o que não se reverte apenas com discursos ou promessas, razão pela qual são visíveis no horizonte, a) o rebaixamento do rating de risco brasileiro, b) a apreciação do dólar e c) a diminuição do fluxo de investimento direto e não especulativo.

Importações perderão a conveniência e as exportações tenderão a ser favorecidas, o que parece positivo, embora se imponha uma análise mais profunda. A desindustrialização e falta de investimentos dos últimos anos aumentaram em muito a dependência de insumos importados, o que fará com que a subida do dólar tenha um impacto direto nos custos, por decorrência, nos preços e, portanto, na inflação. Esta, sendo crescente, obrigará o governo a elevar a taxa de juro, com reflexos de aumento nos custos financeiros das empresas e de diminuição na capacidade de consumo da população, pois, mesmo que continue a política de concessão de reajustes do salário mínimo acima da inflação, os preços reais subirão mais do que isso. Em síntese, a balança comercial e de pagamentos tenderá a ser pouco favorecida pelo comportamento do dólar em alta, embora, evidentemente, o agronegócio, as commodities e os minérios deverão ser beneficiados.

Pode ser esperada a continuidade da política de fomento ao consumo via subsídios, benefícios, bolsas ou mesmo desonerações tributárias pontuais para produtos ou setores específicos, mas seu uso retroalimentará negativamente os fatores internos e externos que nos afligem. A obrigatória subida dos juros terá como efeitos: 1) retração do consumo pelo encarecimento do crédito; 2) aceleração do esgotamento da capacidade de endividamento das pessoas físicas; 3) aumento das taxas de inadimplência; 4) maior dificuldade de tomada de crédito, por óbvios critérios de maior seletividade por parte dos bancos.

O clássico efeito tesoura fará com que empresas tenham uma tendência a margens e resultados decrescentes. Por decorrência, a Bolsa de Valores deverá, na melhor das hipóteses, andar de lado. Quem depender de investimentos governamentais não poderá esperar reversão da lentidão ou atraso de obras, pois não haverá recursos suficientes para cumprir cronogramas.

Toda essa realidade aponta para uma performance pouco satisfatória do comércio, em decorrência do endividamento das famílias ter atingido seu limite. Se somarmos essas duas constatações, que já são um fato, veremos que consumidores que compraram além da conta estão recorrendo ao crédito pessoal – com tradicionais taxas altas – para liquidar suas dívidas, o que faz antever um aumento da inadimplência. O esgotamento da capacidade popular de tomada de crédito está também já demonstrado no decrescente uso de recursos do próprio programa “Nossa Casa Melhor”.

Para aquela parcela de brasileiros eternamente otimistas que acham que a Copa da FIFA trará uma injeção de ânimo nos negócios, um alerta: ela poderá favorecer, pontual e limitadamente, hotéis, companhias de aviação e restaurantes, além de impulsionar cervejas e televisores. Mas não será boa para o varejo em geral, pelo fechamento de lojas, feriados, dispersão de atenção, gastos com ingressos e correlatos etc. Como disse um empresário do ramo: “ninguém compra um tênis novo para assistir um jogo”. Sem falar que o término das obras que forem terminadas para a Copa jogará no mercado uma substancial força de trabalho que não necessariamente encontrará novas oportunidades.

Toda essa realidade mostra que o ano entrante terá mais um pibinho com evolução pífia rondando os 2%, como tem sido os últimos, muito longe de uma evolução mínima de 4% a 5% que seria necessária para manter esta nave pelo menos estabilizada, ainda que não pujante.

O cenário será difícil para as empresas endividadas e com estruturas de capital desbalanceadas. Episódios como os do desmoronamento do Grupo X (Eike), mesmo que decorrentes de menor pirotecnia, poderão se repetir. Os erros de governança, planejamento, gestão e falta de realismo econômico, mais do que nunca mostrarão sua cara. Por isso, podemos esperar crescente número de recuperações judiciais e falências, com todos os efeitos daí decorrentes.

Diante disso, e em síntese, cabem as seguintes recomendações às empresas:

–  Seja mais conservador do que nunca e preserve sua liquidez;

–  Postergue investimentos e decisões não essenciais;

–  Fique atento para boas oportunidades de aquisições, pois muitas empresas terão problemas, oportunizando ativos a baixos preços;

–  Evite e reduza o endividamento;

–  Se mesmo assim precisar de crédito, os bancos oficiais tenderão a ser melhores alternativas;

–  Caso recursos de longo prazo forem necessários, debêntures tenderão a ser uma boa alternativa, inclusive porque investidores internacionais serão atraídos por taxas crescentes no Brasil;

–  Não conte com investidores de capital de risco: será difícil achá-los, salvo em condições desinteressantes de deságio influenciadas pelo cenário brasileiro.

Telmo Schoeler é sócio-fundador e Leading Partner da Strategos – Strategy & Management, fundador e coordenador da Orchestra – Soluções Empresariais, a primeira e maior rede de organizações multidisciplinares de assessoria em gestão empresarial. Possui 47 anos de prática profissional, metade exercendo funções executivas de diretoria e presidência de empresas nacionais e estrangeiras.

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