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São Paulo - page 64

Frio aumenta desejo por alimentos calóricos

em Brasil/São Paulo/Saúde & Bem-estar/The São Paulo Times por
Alteração de humor, típica do inverno, desperta o desejo por alimentos calóricos. É possível resistir e evitar o ganho de peso nesta estação?

Endocrinologista dá dicas de alimentos que dão saciedade e não comprometem a dieta. Eles são aliados para vencer o chamado “winter blues”

O inverno ainda não chegou, mas os dias já começam a ficar mais curtos e as temperaturas, mais amenas. Com o frio, a vontade de comer comidas mais calóricas é maior e a endocrinologista Andressa Heimbecher, especialista em Emagrecimento, explica o porquê. “Já existe comprovação científica de que, nesta estação, ocorre uma alteração de humor, chamada em inglês de ‘winter blues’, que está associada ao desejo de comer comidas mais calóricas. É um sentimento estimulado pelo mecanismo de recompensa cerebral”, diz.

A endocrinologista afirma que a ingestão calórica é associada com um humor mais triste e que, em alguns casos, essa alteração de humor, conhecida como distúrbio afetivo sazonal, pode até exigir uma avaliação médica. Outro fator é físico, e está associado às origens da humanidade: à medida que a temperatura cai, tendemos a buscar alimentos mais quentes.

Como, geralmente, estes alimentos contêm alto teor de carboidratos, o resultado pode ser um indesejado aumento de peso. Andressa diz que ele pode variar, em média, de meio quilo a um quilo por inverno, o que parece pouco. Mas, se pensarmos no acúmulo de peso ao longo de algumas décadas de vida, o problema ganha grandes proporções.

Por isso, não exagerar nas calorias é fundamental. De acordo com a especialista, tomar sol – o que não é muito difícil em um país de clima tropical como o nosso – ajuda a diminuir o “winter blues”. “Mas só isso não é suficiente”, alerta. Então, o melhor é investir em uma alimentação saudável e com fibras – que aumentam a sensação de saciedade.

Legumes cozidos, que possam ser mastigados – em vez de serem servidos como sopas ou caldos – oferecem ao cérebro a sensação de alimentação, ajudando a saciar a fome. A carne de peru é uma opção pouco calórica, assim como a abóbora, que tem aproximadamente 40 kcal em cada 100 gramas, além de apresentar alto teor de fibras, vitamina B1, C e magnésio.

As barrinhas de cereal são outro “coringa” para quando temos aquela vontade de comer algo no meio do dia. Prática e barata, pode ser levada na bolsa e consumida em qualquer lugar. Mas a endocrinologista lembra que é recomendável escolher uma barra de cereal de 100 a 120 calorias por porção e que tenha em torno de 2,5 a 3 gramas de fibras. “Ela também tem que ter menos de 1,5 g de gordura saturada para ser saudável”, ensina Andressa.

Ainda sobre as barrinhas, a médica recomenda evitar as que contêm chocolate. Ela alerta que quando comemos algo muito doce, os mecanismos de recompensa são ativados, estimulando uma maior ingestão de doces nas horas seguintes.

Já os carboidratos simples, como açúcar e farinha branca – presentes em pães, doces e bolachas – são contra-indicados, pois contêm muitas calorias e saciam muito pouco. Eles também estimulam mais ingestão de alimentos pouco tempo depois de serem consumidos.

Quanto aos chocolates, Andressa pede cautela. Se por um lado pesquisas demonstram benefícios – como aumento a capacidade de processamento cerebral (função cognitiva), diminuição das taxas de AVC e insuficiência cardíaca, além da melhora da pressão arterial e do humor em mulheres –, por outro ele contém açúcares e gorduras saturadas, danosas ao corpo.

O ideal é o consumo de chocolate em pequenas porções. “A preferência deve ser dada aos meio amargos, que apresentam maior teor de cacau na sua composição. Os do tipo ao leite elevam os índices de colesterol ruim. Os chocolates meio amargos, com pelo menos 60% de cacau, reduzem”, conclui.

Condenados por rachas terão penas mais duras

em Brasil/São Paulo/The São Paulo Times por

A nova lei, que foi publicada no Diário Oficial da União (DOU), entra em vigor no prazo de seis meses

Os motoristas que forem condenados por participação em rachas terão penas mais duras. As penas poderão chegar a 10 anos de reclusão no caso de morte. Isso é o que prevê a Lei 12.971/14 que foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) no dia 12 de maio, mas que só entra em vigor no prazo de seis meses. A nova lei altera dispositivos do Código Brasileiro de Trânsito e eleva a pena pelo crime de participação em racha que hoje é de seis meses a dois anos de detenção para até três anos.

 “A mudança positiva. Acidentes fatais são diariamente provocados pela imprudência no trânsito, e sabemos que milhares de inocentes são vítimas da terrível mistura de álcool com a direção, o que agrava mais o cenário”, avalia o advogado criminalista Jair Jaloreto, sócio do escritório Portela, Campos Bicudo e Jaloreto Advogados.

racha

Para o advogado, mais do que punir, o endurecimento da Lei pode ser capaz de prevenir a prática do crime, à medida que estipula uma penalidade maior ao infrator. “Se não todos, alguns deles pensarão duas vezes antes de colocar a vida dos outros em risco”.

O advogado conta que a nova lei prevê que a condenação independe da comprovação de que o motorista queria o resultado ou assumiu o risco de produzi-lo. Em relação às multas, o novo dispositivo prevê aumento de 10 vezes no valor aplicado nos casos de racha, manobras perigosas e competições não autorizadas.

“Hoje essas multas variam de um a cinco vezes. “Esperamos que a nova legislação seja fielmente aplicada pelas autoridades brasileiras, pois o que desestimula o crime não é o tamanho da pena, mas a certeza da punição”, conclui o advogado criminalista.

TI é aposta de empresas para vencer em mercado competitivo

em São Paulo/Tecnologia e Ciência por

O avanço da tecnologia tem exercido papel fundamental na estruturação das organizações, que vivenciam novas necessidades em um mercado altamente competitivo. O uso da Tecnologia da Informação (TI) focada em gerenciamento de projetos, como a digitalização total das ferramentas de trabalho, tem contribuído para a reformulação das corporações e a constante busca por aperfeiçoamento entre os profissionais, já que as ferramentas tecnológicas surgem em tempo cada vez menor.

Segundo o Gartner, líder mundial em pesquisa e aconselhamento sobre tecnologia, a necessidade de adotar novos modelos de negócios digitais ultrapassa todos os setores do mercado e os impactos atribuídos pela geração de formas de operações fazem com que as empresas criem oportunidades que antes não eram possíveis, além de avançarem com o exemplo umas das outras. A pesquisa anual de previsões da empresa sobre tendências da indústria, “Top Industries Predicts 2014: The Pressure for Fundamental Transformation Continues to Accelerate”, aponta que, até 2018, cerca de 20% do faturamento das 100 maiores empresas do mundo virão de inovações resultantes de experiências de valor entre os setores.

Esse resultado coloca em destaque a importância de profissionais treinados e qualificados para atender às demandas de um mercado cada vez mais exigente. O uso do gerenciamento de projetos interligado à tecnologia da informação tem o objetivo de implementar inovações, manutenção e dar suporte para soluções tecnológicas que sustentam o core business das organizações. 

Clareamento dental sem orientação pode ser um risco à saúde

em São Paulo/Saúde & Bem-estar/The São Paulo Times por

Vendidos livremente por drogarias, supermercados e sites, os produtos clareadores podem causar inflamação na gengiva e hipersensibilidade nos dentes

Se você pensa em clarear os dentes, cuidado! É importante ressaltarmos que alguns exageros vêm sendo feito por muitas pessoas, seja por anônimos ou famosos. É preciso verificar as formas e produtos utilizados para não causar dano aos dentes. A pessoa que faz este procedimento procura por saúde e ao mesmo tempo estética, porém, o clareamento dental é uma forma de conquistar significativamente saúde. Partindo-se de uma visão ampla deste conceito, a OMS (Organização Mundial e Saúde), define que a pessoa procura por bem estar físico, mental e social o que se conclui que terapias de clareamento dental melhoram a autoestima das pessoas, beneficiando outros procedimentos estéticos.

O clareamento deve ser encarado como uma alternativa para deixar os dentes saudáveis e o sorriso mais bonito, porém, se feito de forma indevida pode causar danos nos dentes. Para o cirurgião dentista especialista em periodontia e implantodontia Dr. Rogério Penna da NOAC Odontologia (GO), o clareamento dental vai além da autoestima, os dentes brancos passam a sensação de limpeza, isso é questão de saúde. “Toda pessoa precisa ser apresentável, esteja ela em qualquer lugar. Quem procura por clareamento dental além de trabalhar com sua autoestima, quer ter uma boa aparência. Um sorriso bonito reflete no bem estar, é como ter um corpo escultural, cabelos sedosos, tudo que possa fazer bem para a pessoa”, afirma.

Tipos de clareamentos

Consultório

Existem no mercado várias opções de clareamento dental, entre elas consistem duas formas de se fazer, uma em casa e outra no consultório. O clareamento que consegue controlar o tom de branco por mais tempo é o mais procurado pelas pessoas, é feito com molde de silicone, não causa nenhum problema ao dente do paciente. “Este molde é conhecido como moldeira plástica individual, onde o paciente aplica determinados produtos indicado pelo dentista. Algumas pessoas usam por uma hora e outras necessitam de passar por mais tempo com a moldeira, para isso elas precisam dormir com o produto. Somente assim o procedimento poderá ter um melhor efeito, podendo durar até dois anos”, explica Dr. Rogério.

Outro procedimento feito também em consultório é o clareamento a laser. Muitos pacientes procuram por este método por ele trazer o resultado mais rápido. É aplicado por duas horas um laser na superfície dos dentes, podendo ficar na cor desejada do paciente. “Nesse procedimento é necessário que se proteja a gengiva com um produto especial antes da aplicação do gel que é colocado dente por dente. Por ser mais agressivo aos dentes por conta da maior concentração do produto, ele pode acentuar a sensibilidade de quem já possui e também para pessoas que antes não possuía nenhum tipo de sensibilidade vem a ter. Caso ocasione este problema, é recomendado ao paciente que faça aplicação de flúor, ele ajuda a tratar essa sensibilidade”, disse.

Caseiro

Alguns produtos são vendidos em farmácias, supermercados e sites, deixando o consumidor vulnerável a problemas de saúde. Vários deles prometem clareamento aos dentes de forma rápida e barata. “É preciso ter bastante atenção quanto a esses produtos, caso seja utilizado sem acompanhamento de um especialista o procedimento pode causar problemas na raiz do dente, sensibilidade, lesões nas mucosas, como bochechas, lábios, língua e gengivas. Outro cuidado que se deve ter é sobre produtos que causam queimaduras, dependendo da forma como utilizada o procedimento pode queimar a pele e dependendo do grau, podem virar aftas, podendo resultar na perda de tecido gengival”, ressalta.

Pastas de dentes, enxaguantes bucais, fitas para aplicar nos dentes servem como preservadores do clareamento, e não como forma de ser conseguir clarear os dentes somente com a aplicação.

Cuidados básicos

  • Não utilize produtos vendidos em farmácias e principalmente por conta própria.
  • Pacientes que possuem presença de restaurações extensas ou próteses devem ser avaliados antes de serem submetidos ao clareamento.
  • Ao notar sensibilidade ou feridas na gengiva, no interior da boca e lábios o médico deve ser consultado imediatamente.
  • Procedimentos caseiros podem levar a perda do dente e gengiva. Caso queira realizar tal procedimento, consulte seu dentista de confiança e habilitado nesta prática.

Manutenção pós-clareamento

 Para prolongar seu clareamento, alguns cuidados devem ser seguidos:

  • Escovar os dentes sempre após as refeições.
  • Usar fio dental diariamente.
  • Manutenção em seu dentista pelo menos de 6 em 6 meses .
  • Diminuir ingestão de café e bebidas escuras.
  • Evitar alimentos com corantes, como beterraba
  • Lavar a boca, mesmo que fora de casa, após a ingestão destes tipos de alimentos.
  • Parar de fumar.
  • Utilizar cremes dentais contendo flúor.

“Para quem deseja fazer o tratamento, o primeiro passo é consultar um dentista para saber se é necessário fazer o clareamento, pois há casos em que a necessidade é baixa e a aparência do dente pode ficar artificial. Ressalto que o clareamento dental não é aconselhado para mulheres gestantes ou que estejam amamentando. Pessoas com doenças periodontais podem ter alergia ao produto, raiz exposta e crianças menos de 10 anos também não devem fazer o tratamento”, observa Dr. Rogério.

As características de um campeão: trabalho em equipe

em Brasil/Negócios/São Paulo por

No dia 18 de dezembro de 2011, no Japão, às 8h30 da manhã no Brasil, o Santos F.C. entrou em campo contra o Barcelona para disputar o que seria seu terceiro título mundial de futebol. Porém, o Santos de Neymar, depois de, um ano antes, ter sido campeão brasileiro, e, em 2011, campeão paulista e latino-americano – por conta da Taça Libertadores da América -, perdeu o título do mundial. O motivo? Embora o ataque fosse um dos melhores do mundo, o meio-campo e a defesa eram frágeis. O time perdeu de quatro a zero. Levou uma goleada.

O que quero mostrar aqui é que, tanto em uma empresa como em um time de futebol, nada adianta ter somente uma parte boa. Não adianta uma equipe ter um grande talento se falta o apoio e a retaguarda. Um talento pode ganhar o jogo, mas o que vence o campeonato é a equipe.

Da mesma forma, no caso de um líder ou de um profissional de alta performance, o que vai defini-lo, em termo de sustentação a longo prazo, é seu círculo íntimo. O sucesso de uma empresa é o sucesso de um grupo. Mesmo o profissional liberal depende de outros para a realização de sua atividade. O atleta de modalidade individual, como o nadador ou o tenista, tem de contar com um verdadeiro time de profissionais que o assessoram. A cooperação é a convicção plena de que ninguém pode chegar à meta desejada se não chegarem todos da equipe.

Além do senso de cooperação, a percepção de fazer parte de um grupo e o espírito de equipe devem estar presentes em qualquer tipo de atividade humana que vise ao êxito. O esforço conjunto e organizado de um grupo é a chave que abre as portas do triunfo; é a alavanca para a conquista do primeiro lugar. Quem não se engaja em uma causa e não dá a ela o máximo e mais alguma coisa de si, não está pensando como um vencedor. É o princípio norteador do conceito de “mente mestra”, criado por Napoleon Hill depois de uma pesquisa de mais de 20 anos com os mais bem-sucedidos empresários do mundo. O que é esse conceito? Em linhas gerais, é a ideia de que, para acumular poder e fortuna em uma empresa, é necessário reunir duas ou mais pessoas em harmonia com o objetivo de cooperar para os negócios. Assim, quando se tem duas ou mais mentes atuando em perfeita consonância, com seus esforços dirigidos para um objetivo comum, de maneira equilibrada e harmoniosa, é criada uma outra mente, que é o fruto dessa união. É uma espécie de mente virtual, corporativa, que tem um poder muito maior que a soma das mentes individuais que participam dessa colisão.

A diretoria de uma empresa, quando existe entre seus membros um forte estado de coesão mental, pode constituir uma “mente mestra” (ou master mind). Criar uma aliança de mentes e fazer com que sua equipe funcione como uma orquestra sinfônica são difíceis tarefas no mundo dos negócios – mas uma das mais importantes.

Tenha sempre em mente que o sucesso da empresa é também o seu sucesso. A Copa do Mundo de Futebol é também uma conquista individual dos jogadores. Os maiores sucessos nos esportes são resultados do comprometimento pessoal de cada um com a vitória. Torça pelo sucesso da empresa, celebre resultados positivos de outros setores, demonstre satisfação pelo bom desempenho de seu colega. Na cooperação reside a semente do esforço organizado. É seu útero, é ali que ele germina e nasce. Daí se depreende que o sucesso de um empreendimento, de uma empresa ou de uma atividade profissional está atrelado à existência dessa característica fundamental, que é a cooperação, a colaboração pronta e espontânea. Da mesma forma, não é possível imaginar um líder bem-sucedido que não consiga obter colaboração por parte de sua equipe e não consiga implantar essa mentalidade cooperativa entre seus integrantes. A cooperação reinante no seio de um grupo é o que lhe confere o poder, a força da união. Sem união não há força, não há poder. E sem esforço cooperativo não há união. Napoleon Hill ensina o segredo para trabalhar em equipe: “Interesse-se de forma honesta e profunda pela outra pessoa”.

Como diria Ayrton Senna: “Eu sou parte de uma equipe. Então, quando venço, não sou eu apenas que vence. De certa forma, termino o trabalho de um grupo enorme de pessoas!”.

Por Jamil Albuquerque

52% dos brasileiros fazem compras por impulso

em Brasil/Educação e Comportamento/São Paulo/The São Paulo Times por

Roupas e calçados atraem mais as mulheres, e eletrônicos, os homens. Seis em cada dez consumidores  preferem  parcelar,  mesmo  que  acabem  pagando   mais   pelo  produto.

Mais da metade dos brasileiros (52%) assume que já fez pelo menos uma compra por impulso nos últimos três meses. A conclusão é de um estudo realizado nas 27 capitais pelo portal de educação financeira Meu Bolso Feliz (http://meubolsofeliz.com.br/) em parceria com o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil).

O levantamento também procurou identificar com quais produtos os brasileiros mais gastaram desnecessariamente nos últimos 90 dias. Itens como roupas (29%) e calçados (19%) lideram a lista das compras supérfluas, seguidos por eletrônicos/celulares (18%) e perfumes/cosméticos (12%). Dentre as mulheres, a preferência por roupas e calçados é ainda maior: atinge 33% e 19% dos casos, respectivamente.  Do lado masculino, além das despesas com roupas (24%), a aquisição de produtos eletrônicos ganha mais destaque (26%).

Por que e onde compram?

A principal justificativa dada pelos consumidores para comprar por impulso são os descontos e promoções, mencionados por metade da amostra (50%). Vale destacar que apesar das promoções serem consideradas uma forma de propaganda para atrair mais público, uma parcela reduzida de apenas 2% e 1%, respectivamente, dos entrevistados assume que é influenciada por campanhas publicitárias ou pela própria ansiedade no ato da compra não planejada.
Já em relação aos locais onde são feitas as aquisições sem planejamento, o levantamento confirma o que muitos devem imaginar: os shopping centers são os campeões (35%). Em segundo lugar, ficaram as lojas virtuais (23%), em especial entre o público masculino (28% contra 19% da preferência feminina). Outros lugares também mencionados são as lojas de rua (14%), supermercados (14%) e lojas de departamento (4%).

Na avaliação de José Vignoli, educador financeiro do portal ‘Meu Bolso Feliz’, o consumo não planejado deixa de ser um ato de prazer a partir do momento em que essa prática conduz o consumidor ao descontrole orçamentário e, consequentemente, à inadimplência.

“Muitas pessoas tendem a pensar que educação financeira é fazer uma poupança. Na verdade, guardar dinheiro é só uma parte. Ser educado financeiramente significa, antes de tudo, estar bem informado e tomar decisões conscientes na hora de priorizar e organizar os próprios gastos. Somente assim o consumidor passa a ter um maior controle psicológico sobre a impulsividade”, explica o educador.

A vista ou parcelado?

Será que dá para viver sem crédito nos dias de hoje? A pesquisa do SPC Brasil foi atrás da resposta. 45% dos entrevistados afirmam que não enfrentariam grandes problemas em ter de pagar tudo à vista. Entretanto, é expressiva a parcela dos que não se imaginam sem a compra parcelada. Um quarto dos consumidores (24%) admite que o crédito assume um papel essencial para as suas finanças pessoais e que, sem ele, não conseguiria fechar as contas do mês ou comprar tudo que deseja.
De modo geral, o crédito é definido como algo positivo na opinião da maior parte dos consumidores ouvidos pelo estudo: para 52% dos entrevistados, ele é sinônimo de alegria ou realização de sonhos e para 30%, o crédito serve de ajuda nos momentos de dificuldade. Somente 7%  dos entrevistados pensam que o crédito representa alto negativo, que pode causar problemas e incentivar o descontrole.

Para os consumidores entrevistados, o custo total da compra nem sempre é o fator preponderante. A pesquisa apresentou aos consumidores uma simulação de compra de um aparelho de celular, que custaria R$ 404,10 à vista, e perguntou como eles fariam para adquirir o produto. Seis em cada dez entrevistados (58%) afirmaram que optariam pagar em parcelas, em grande parte porque preferem prestações menores ou porque não conseguiriam comprar à vista.

“A pesquisa mostrou que muitos consumidores brasileiros procuram adequar os gastos ao orçamento, mesmo sabendo que o desembolso total pode ser maior. Outros consumidores preferem prestações menores para reservar parte do salário mensal para outras compras ou para imprevistos”, explica Flávio Borges, gerente financeiro do SPC Brasil.

“A dica é resistir às tentações das propagandas e não insistir em manter um estilo de vida que não combina com sua renda atual”, orienta Vignoli. “Às vezes parece imperceptível, mas fatores psicológicos, subjetivos e emocionais exercem muita influência nas decisões financeiras. Por uma questão de status, algumas pessoas compram desmesuradamente apenas para impressionar a família, os amigos e até mesmo o vendedor da loja, para alimentar a autoestima. Sem planejamento, essas pessoas adquirem produtos supérfluos e acabam se endividando excessivamente”, alerta o educador.

Descontrole

A pesquisa detectou comportamentos que demonstram falta de planejamento por parte dos consumidores. Mais de um terço (35%) admite que não tem o hábito de olhar o extrato bancário antes de fazer uma compra parcelada – principalmente homens (39%) e brasileiros da classe C (38%). Além disso, 12% chegam a incorporar o limite do cheque especial e do cartão de crédito como parte do orçamento disponível para ser gasto no mês.
“O cheque especial só deve ser usado em casos emergenciais, não como fonte de renda para gastos mensais. Já o cartão de crédito transmite à pessoa a falsa sensação de não estar gastando. Esse é um dos grandes perigos para quem não está maduro o suficiente para lidar com o crédito de maneira correta. É fundamental sempre checar na fatura o valor total das compras antigas antes de se fazer uma nova dívida no cartão”, aconselha Vignoli.

O estudo do SPC Brasil revela que muitos consumidores (21%) admitem não saber quantas prestações estão pagando atualmente. Neste quesito, os homens (24%) aparentam ser menos cuidadosos do que as mulheres (19%).

Nome sujo

Sete em cada dez entrevistados (67%) confessam que já passaram pela experiência de ter ficado com nome sujo na praça, sendo que 20% ficaram mais de três anos nesta situação e 13%, entre um ano e três anos.
A maior parte ficou com o nome restrito por causa de faturas de cartão de crédito que deixaram de ser pagas (51%), seguido por crediário em lojas (36%), contas de telefone, TV a cabo e internet (19%), financiamentos (18%) e cheques sem fundos (14%). A pesquisa detectou que os homens tendem a ficar mais inadimplentes no cartão de crédito (56% X 46%) enquanto as mulheres citam mais o crediário em lojas (42% X 29%).

Quando questionadas sobre os motivos que as levaram a ficar devendo, 47% das pessoas ouvidas citaram o desemprego, percentual que sobe para 53% entre os entrevistados da classe C. O empréstimo de nome a terceiros, como amigos e parentes, é citado por 25% dos entrevistados. Curiosamente, 22% citam genericamente o excesso de endividamento e 20% a incapacidade de pagar as contas. Entretanto, apenas 20% confessam que a má administração das finanças foi uma das causas.

Segundo o educador financeiro José Vignoli, muitas pessoas sequer percebem que não sabem administrar bem suas finanças, e esse desconhecimento é prejudicial para a vida financeira do consumidor. “Como poucas pessoas se preocupam em formar uma reserva financeira para enfrentar uma situação de desemprego, quando ele ocorre, o atraso das contas acaba se tornando inevitável. Embora o consumidor não admita conscientemente, isso também é uma má administração das finanças pessoais”, explica Vignoli.

Na avaliação de Flávio Borges, a piora do atual cenário macroeconômico tem exercido impacto negativo sobre a situação financeira do consumidor, que já sente mais dificuldade para honrar compromissos financeiros.

“O consumidor deve ser ainda mais cuidadoso com as compras em tempos de aperto no crédito, inflação alta e baixo crescimento da economia. Os bancos estão aumentando os juros. Ao mesmo tempo, os salários já não estão aumentando como antes. Isso deve ser um sinal de alerta para a população. A dica neste momento, principalmente para quem já está endividado, é adiar o consumo por alguns meses. Assim é possível dar entrada maior na aquisição de um produto e diminuir o número de prestações”, orienta Borges.

Metodologia

O principal objetivo da pesquisa foi investigar a relação dos consumidores com a utilização do crédito e as compras por impulso. Para isso, o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e o portal Meu Bolso Feliz ouviram 694 consumidores nas 27 capitais brasileiras. A margem de erro é de 3,8 pontos percentuais e a margem de confiança é de 95%.

Médicos recomendam vacinas antes da Copa

em Brasil/São Paulo/Saúde & Bem-estar/The São Paulo Times por

Vacinação é recomendada antes da Copa do Mundo para evitar doenças disseminadas durante as aglomerações.

Ambientes aglomerados favorecem a disseminação de doenças; médico sanitarista do Delboni Auriemo dá dicas de como se precaver com antecedência

O ano de 2014 será marcado pela realização da Copa do Mundo no Brasil. Muitas festas em meio às aglomerações podem ser sinônimo de propagação de vírus. “Ao planejar a participação em um grande evento, é importante levar em consideração os riscos à saúde e saber como nos precaver com antecedência. A vacinação é primordial para aqueles que frequentarão ambientes aglomerados”, afirma Dr. Ricardo Cunha, médico sanitarista e responsável pelo setor de vacinas do Delboni Auriemo Medicina Diagnóstica.

Segundo o especialista, os ambientes aglomerados são muito favoráveis à disseminação de doenças. “Uma pessoa doente no meio da multidão pode propagar facilmente o vírus, gerando situações de surtos e epidemias”, revela Dr. Cunha. Ele explica que há formas de contaminação variadas, como por meio de secreções, ingestão de alimentos ou líquidos contaminados, picadas de insetos e contato com ferimentos na pele.

“Sabendo disso, podemos dimensionar como pode ser fácil contrair uma doença quando há uma grande migração de pessoas para um mesmo lugar, sobretudo se considerarmos um local repleto de pessoas oriundas de locais distantes”, diz ele, reforçando que indivíduos de outras localidades podem transportar germes que não são comuns no Brasil.

Ele explica ainda que algumas situações contribuem ainda mais para a facilitação da transmissão das doenças, como por exemplo o estresse físico causado por noites mal dormidas, alimentação inapropriada e deficiente, ingestão de bebidas alcoólicas, particularmente comuns em grandes eventos. “Devemos também lembrar que no período de inverno é quando há os grandes surtos de doenças respiratórias virais e, nesse caso, podemos salientar a gripe como uma importante doença a ser prevenida”.

Várias doenças podem ser prevenidas por vacinação. Para o médico, em geral, as pessoas acreditam que as vacinas estão associadas às crianças e descuidam-se da sua proteção nas outras fases da vida. “Porém, a partir da adolescência passamos a nos expor muito mais a riscos, e em contrapartida não nos atentamos às formas de prevenção”, diz Dr. Cunha. Ele lembra que devemos ter sempre a carteira de vacinação atualizada, para a nossa proteção individual e também na proteção coletiva.

Confira as dicas para evitar doenças em ambientes aglomerados:

  • Manter a carteira de vacinação atualizada. “Uma população bem protegida minimiza em muito os riscos de surtos epidemias”, afirma Dr. Cunha.
  • Controle a ingestão de líquidos e alimentos: evite os alimentos crus, ou ainda certifique-se que esses alimentos estejam muito bem lavados. Evite alimentos mal cozidos;
  • Os líquidos ingeridos devem ser confiáveis, inclusive as pedras de gelo. Feitas com agua de má procedência, elas podem levar a uma infecção séria.
  • Cuidado com os frutos do mar, sobretudo aqueles que são ingeridos crus. Eles são um grande risco se não forem de boa procedência;
  • Evite ambientes mal ventilados e com excesso de pessoas, por conta da circulação de vírus;
  • Redobre a atenção com a higiene das mãos;
  • Fique atento também à proteção do ambiente contra a invasão de mosquitos e uso de repelentes.
  • Evite regiões de mata onde o risco de picadas podem ser maiores, os pés devem estar calçados com sapatos que protejam contra ferimentos;
  • Não compartilhe seringas e objetos perfurantes;
  • Pratique o sexo seguro com uso de preservativos. Com esses cuidados podemos minimizar o risco de exposição a doenças infecciosas.
  • As crianças devem estar sempre com a carteira de vacinação atualizada. Atenção especial aos reforços das vacinas, pois muitos pais esquecem-se de fazê-los quando a criança tem mais de 2 anos de idade. Uma criança corretamente vacinada também se transformará em um adolescente e adulto bem protegido.
  • Atenção especial à vacinação contra a Gripe, que é muito importante aos menores de 5 anos e nem sempre valorizada pelos pais.
  • Caso seja morador de região onde normalmente não é feita a vacinação contra a Febre Amarela e vá viajar para uma região com risco da doença, a vacinação está indicada com 10 dias de antecedência à viagem.

Mulheres do terceiro milênio: a escolha de ser mãe e assumir diversos papéis

em Educação e Comportamento/São Paulo/The São Paulo Times por

As técnicas de reprodução assistida são cada vez mais procuradas por mulheres que tem o sonho de ser mãe, mas também almejam conquistar sucesso pessoal e profissional.

O mundo mudou e, consequentemente, as pessoas estão mudando junto com ele. Atualmente, as prioridades da maior parte das mulheres são focadas na vida profissional e na independência, por isso, o sonho de ter um filho acaba sendo adiado e algumas trocam os métodos tradicionais para engravidar pelos métodos clínicos de reprodução assistida.

A questão da idade vem se tornando o principal motivo pelo qual as mulheres buscam esses métodos. A vida atarefada do mercado de trabalho com a constante busca pelo sucesso juntamente com a vontade de viver intensamente suas experiências faz com que a maior parte delas deixe a maternidade em último plano, ainda que ter um filho seja um grande sonho.

Para a psicóloga da Pro Matre Paulista, Flávia Carnielli, o importante é estar preparada para as mudanças que uma decisão desse tipo traz para a vida. “Essa é uma questão bastante particular e individual. Atualmente algumas mulheres optam por adiar a maternidade buscando independência, um plano de vida definido ou um parceiro com quem compartilhar seus objetivos. Além disso, a gestação tardia já se tornou algo aceito socialmente”, explica a psicóloga.

Ainda de acordo com a especialista, não há uma idade certa para tentar a maternidade, mas é importante que a mulher esteja segura em sua decisão e tenha um bom planejamento de vida, afinal, quanto maior sua estabilidade emocional, financeira e familiar, mas tranquila será a adaptação às novas responsabilidades.

Entre as técnicas mais utilizadas pelos casais que anseiam pela chegada de um novo membro na família está a fertilização in vitro (FIV) ou bebê de proveta, um tratamento feito em etapas que por meio de uma base de medicamentos para a estimulação ovariana tem o objetivo de obter um maior número de óvulos para aumentar as chances de fertilização e gravidez, como explica o obstetra Vamberto Maia Filho, do Hospital e Maternidade Santa Joana. “É utilizado o hormônio para desencadear a maturação dos óvulos, que são aspirados dos ovários via vaginal e, então, selecionados para se unirem aos espermatozoides. Depois de formados, os embriões são colocados em uma estufa cujas condições ambientais são similares às da tuba uterina. Neste momento, aqueles que apresentarem melhores índices de qualidade serão transferidos para o útero materno, já preparado para recebê-los”.

Outro procedimento bastante usado, e responsável por cerca de 30% de toda gravidez clínica, é o congelamento de óvulos, que consiste em aspirar alguns óvulos e congelá-los em nitrogênio líquido até o momento ideal para a fertilização. Segundo Dr. Vamberto, os métodos mais procurados são aqueles que apresentam menos complexidade, mas a escolha depende de cada caso. “A indicação do tratamento se baseia na causa de cada um, pois há muitos casos de infertilidade. Assim sendo, uma boa história clínica e exames complementares bem realizados são o alicerce para esta decisão”.

O congelamento de óvulos traz muitos benefícios para a prática médica na área de Medicina Reprodutiva e é uma alternativa muito útil, pois os óvulos congelados podem ser utilizados com vários propósitos: aumentar a eficácia da fertilização in vitro; como alternativa ao congelamento de embriões, principalmente para casais com restrições éticas ou religiosas a esse método; programa de doação com banco de óvulos e, principalmente, para preservação da fertilidade em mulheres com necessidade de cirurgia para retirada do ovário, radioterapia ou quimioterapia para tratamento de câncer que pode causar uma menopausa precoce ou naquelas que desejam postergar a maternidade. ‘’Esta última situação tem se tornado cada vez mais frequente nos dias de hoje em que as mulheres têm grande participação no mercado de trabalho e, muitas vezes, planejam engravidar após os 35 anos’’, completa Dr. Vamberto.

A melhor técnica de congelamento de óvulos é a vitrificação, com taxas de sobrevivência dos óvulos ao descongelamento de 95%. No entanto, Dr. Vamberto ressalta que o fato de congelar óvulos não garante uma futura gestação. ‘’Assim como todo tratamento na área de reprodução humana, o sucesso não é garantido. As chances de gravidez são em torno de 45% por tentativa e o ideal é que o congelamento seja feito até os 38 anos, quando as taxas de gravidez são melhores’’, explica.

Para quem está em busca de reprodução assistida é preciso tomar alguns cuidados com o corpo, como evitar o consumo de bebidas alcoólicas, cigarros, drogas, estresse excessivo e obesidade, para aumentar a chances de sucesso da técnica escolhida. “Depende de muitos motivos para não conseguir a gestação e as chances de um casal engravidar na primeira tentativa são bastante variáveis, pois muito depende dos motivos para não se conseguir a gestação. O que, de fato, acontece é que há um aprendizado nas futuras tentativas de gestação e isso dá informação ao médico para melhorar as chances de uma gestação”, finaliza o obstetra.

A mídia e o cidadão

em Brasil/São Paulo/The São Paulo Times por

A Pesquisa Brasileira de Mídia, encomendada pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República ao Ibope, traz algumas novidades, mas basicamente ajuda a confirmar e dimensionar tendências já detectadas aqui e no exterior. Suas conclusões certamente poderão balizar a comunicação mais eficiente do governo com a população, especialmente nas chamadas mídias eletrônicas (rádio, tv e internet), já que tanto as emissoras quanto os programas e sites oficiais são pouco lembrados e ainda menos assistidos.

TV

De acordo com o levantamento, a televisão é a campeã inconteste de audiência em todo o país, pois 65% dos brasileiros se postam diariamente, por mais de três horas, diante da telinha. Esse percentual sobe para 82%, quando considerados aqueles que a assistem cinco ou seis dias por semana. Surpresa, pelo menos para quem não está muito familiarizado com estudos sobre a mídia, é a forte preferência declarada dos telespectadores por noticiários e outros programas de cunho jornalístico, que bate em 80%, deixando em segundo lugar as novelas, com 48%.

O rádio vem em segundo lugar, mas com um dado que desmente sua penetração nos estados com ocupação mais refeita. No Centro-Oeste, por exemplo, 52% da população nunca ouve rádio, o mesmo que acontece com 51% dos moradores da Região Norte. A maior audiência está no Rio Grande do Sul, com 72% dos gaúchos sintonizando suas emissoras preferidas pelo menos uma vez por semana. O último lugar fica com o Maranhão (9%). Não foi abordado na pesquisa o quesito programas mais ouvidos, o que daria mais clareza ao perfil dos ouvintes.

O terceiro lugar do ranking já pertence à internet, embora 53% da população nacional ainda não acessem esse meio de comunicação, enquanto 26% ficam ligados na web durante a semana, com uma média diária de mais de três horas e meia. Nenhuma surpresa: a internet é a campeã entre os jovens menores de 25 anos (77%) e a menos cotada entre os maiores de 65 anos (3%). Com 68% das citações, as redes sociais aparecem com as mais acessadas, com prevalência do Facebook – uma tendência que estatísticas mais recentes sinalizam com já sendo abandonada pelos mais jovens. Aliás, o Facebook, com 38%, é o site mais procurado por quem está interessado em informação, seguida por portais essencialmente jornalísticos e ligados à mídia impressa, como o Globo.com, G1 e UOL. Entre os entrevistados, em respostas de múltipla escolha, o acesso à internet por celular registra sensível avanço, com 40% das citações, contra os 80% dos computadores.

Quando se chega à mídia impressa, é sensível a queda da leitura de jornais e revistas entre os hábitos dos brasileiros: 70% e 85%, respectivamente, nunca abrem um jornal ou uma revista – fato que vem confirmar as previsões de que esses meios de comunicação estão fadados ao desaparecimento. Já os mais otimistas alimentam a esperança de que, com esses tradicionais veículos de comunicação, aconteça o mesmo que ocorreu com o cinema, condenado à morte quando a televisão se popularizou. Ou seja, que os jornais e revistas consigam sobreviver e até se fortalecer numa simbiose com os outros meios que ameaçam sua sobrevivência. Além disso, é bom não confundir o meio com a mensagem, pois o bom jornalismo pode ser exercido em outras mídias que não a impressa. E mais, como demonstra a preferência pelos programas noticiosos de tv, a fome pela informação não está desaparecendo entre as pessoas; ao contrário, só faz crescer.

Num importante quesito, entretanto, mídia impressa leva nítida vantagem. Quando está em jogo credibilidade, ou a confiança na notícia recebida, 53% dos leitores acreditam no leem nos jornais, enquanto apenas 28% dos usuários põem fé nas informações postadas nas redes sociais. Outro ponto a observar na pesquisa é o peso da oferta de serviços de interesse da população. Por exemplo, no amplo sistema de emissoras, programas e sites mantido e alimentado pelo governo federal, apenas dois sites receberam citações de acesso acima dos 10% e ambos com foco em assuntos de grande interesse: o do Ministério da Educação, com 12,6%, e o da Receita Federal, com 12,3%.

Na análise das várias segmentações estatísticas apresentadas pela Pesquisa Brasileira de Mídia, aparece um forte sinal. O acesso aos meios de comunicação  tem relação direta com dois indicadores sociais nos quais o Brasil não brilha, apesar de avanços recentes: a escolaridade e o nível de renda. Ou seja, quem tem mais anos de estudo e orçamento mais folgado, poderá ser um cidadão mais bem informado e com maior visão de mundo. Será, por exemplo, um eleitor mais consciente na escolha de seus representantes; um melhor pai ou um melhor professor para as crianças e jovens; um indivíduo mais preparado para usufruir os direitos – e para cumprir os deveres – da cidadania; e assim por diante. Por tudo isso, para quem se interessa pelo tema, é sempre importante lembrar de aliar as pesquisas de mídia à qualidade do conteúdo que elas transmitem.

*Ruy Martins Altenfelder Silva é presidente do Conselho Diretor do CIEE Nacional e da Academia Paulista de Letras Jurídicas.

Você pisa torto? Cuidado problemas graves virão

em Brasil/São Paulo/Saúde & Bem-estar/The São Paulo Times por

Fenômeno pode estar relacionado a alterações no quadril, nos joelhos ou na estrutura musculoesquelética de toda a parte inferior do corpo, e não apenas a problemas existentes no próprio pé

Depois de bastante usado, um par de calçados pode estar mais ou menos gasto em diferentes partes do pé, dependendo da pisada. Aparentemente inofensiva, a pisada torta pode estar relacionada com problemas mais graves relacionados a alterações no quadril, nos joelhos ou na estrutura musculoesquelética de toda a parte inferior do corpo. Por meio da análise da pisada é possível identificar quadros de alterações na postura e na mecânica da marcha, movimento realizado durante a caminhada e a corrida.

“A avaliação da pisada analisa duas características: o tipo de pisada e o tipo de aterrissagem dos pés no solo. O conhecimento do tipo de pisada permite elaborar estratégias para corrigir desvios no movimento dos pés e limitar a sobrecarga nas articulações do pé e tornozelo, enquanto que a análise do tipo de aterrissagem permite atuar no controle do impacto que o exercício provoca sobre o corpo”, explica o médico do esporte do Alta Excelência Diagnóstica, Dr. Luiz Augusto Riani Costa.

Os principais tipos de pisada são a pisada pronada (rotação excessiva para dentro forçando a porção medial do pé), a supinada (rotação insuficiente para dentro ou até rotação para fora forçando a porção lateral do pé) e a neutra (ligeira rotação para dentro – ação normal que promove distribuição equilibrada das forças pelo pé). Já em relação à aterrissagem, o retorno ao solo pode acontecer pela parte anterior ou posterior do pé. “A identificação dos tipos de pisada e de aterrissagem pode ser realizada por meio da filmagem do movimento de caminhada ou corrida, assim como pela análise em plataformas de força específicas, que avaliam as porções do pé que tocam o solo e a força exercida durante a marcha”, detalha Dr. Luiz Riani. A principal função da análise da pisada, de acordo com ele, é proteger o sistema esquelético e muscular contra o desgaste excessivo e reduzir a incidência de lesões.

A escolha do calçado pode interferir nesses mecanismos. O principal aspecto que deve ser observado é o conforto que o tênis ou sapato proporciona aos pés. “Apenas o uso contínuo do calçado pode confirmar se a escolha foi correta. Além da discussão sobre o tipo de pisada, outras questões devem ser consideradas como as variações no sistema de amortecimento dos calçados e de estabilização da pisada, sendo que mais recentemente surgiu uma onda em direção ao uso de tênis minimalistas, mas essa indicação deve ser avaliada com muito cuidado”, alerta o especialista. A escolha do calçado deve buscar o controle de desvios e proteger o pé, mas precisa ser acompanhada por uma orientação bem mais completa e complexa, incluindo a correção da pisada e um trabalho específico sobre as estruturas envolvidas nos movimentos dos pés, do quadril e de todo o membro inferior.

andar

Para as pessoas que já apresentam queixas específicas em relação à movimentação dos pés, o acompanhamento por um especialista para tratar das lesões é fundamental. Caso não seja feito o tratamento adequado, pode ocorrer degeneração do aparelho muscular e esquelético, além de desgastes nas articulações, fraturas por estresse e tendinites. Vale lembrar que a análise da pisada deve fazer parte de uma avaliação mais ampla do comportamento musculoesquelético do organismo, e o trabalho para prevenção de lesões também envolve exercícios de fortalecimento, flexibilidade e equilíbrio.

Empresa capacita seus colaboradores para evitar o racionamento de água

em Brasil/Negócios/São Paulo por

Os reservatórios de água no país passam por notáveis decréscimos no volume total de água, atingindo níveis considerados preocupantes. Essas quedas estão ligadas, principalmente, à falta de chuvas e ao aumento do consumo de energia. No estado de São Paulo, o reservatório do Sistema Cantareira – responsável pelo fornecimento de água em toda a Região Metropolitana de São Paulo – vem diminuindo o nível de água. A recomendação é reduzir o consumo de água em toda região. Além de São Paulo é preciso se adequar a ideia de que vários outros estados podem passar pela mesma situação que algumas cidades já estão passando, o consumo deve ser o que realmente necessita evitando o desperdiço total de água.

De acordo com diretor Eraldo de Melo do Grupo Conservar – empresa prestadora de serviços – é preciso alertar os funcionários a respeito do racionamento. “A falta do abastecimento de água implica no cotidiano das pessoas, seja no lar e principalmente nas empresas. Evitar gastos desnecessários é a principal etapa desta jornada, agindo de maneira conservadora, teremos solução para o problema e evitando ficar sem o abastecimento ou pagando multas destinadas para quem ultrapassar um limite estabelecido pelo governo”, disse.

A prestadora de serviço instrui seus colaboradores sobre o racionamento, reforçando sobre o problema e como será feito a limpeza das empresas de maneira que não haja desperdiço e que fique limpa para atender seus clientes. “Algumas práticas foram adotadas, uma delas é a utilização em baixa quantidade de produtos que contém agentes espumantes, esses necessitam de água para retirada do produto. Lavagens de calçadas e aguamento de plantas serão feitos por apenas duas vezes na semana, assim como a lavagem de vidraças. A utilização de produtos com composição de álcool etílico facilita na limpeza sem a necessidade de água em abundância”, explica o diretor.

agua

No último dia 06, a Procuradoria-Geral do Estado indagou se decide sob a aprovação ou não a taxa de 30% (servirá como multa) para os clientes que aumentarem o consumo de água na Grande São Paulo. A proposta feita pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB) recebeu aval da Agência Reguladora de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo (Arsesp) que foi enviada para o subprocurador Fábio Teixeira Rezende.  Se aprovada, a sobretaxa pode vir na conta de junho, ou seja, quem gastar mais água neste mês do que na média mensal de 2013 pagará multa.

Dicas para evitar o desperdiço de água na empresa

Pequenas economias somadas dão grandes resultados.

  • No banheiro dos empregados e clientes é onde se gasta mais água. É preciso trocar as válvulas de descarga, alguns produtos podem reduzir até 30% de economia.
  • Torneiras com fechamento automático podem ser uma saída para evitar desperdiço. Algumas podem economizar até 50% de economia.
  • Panos de limpeza devem ser utilizados com moderação, é possível utilizar um pano para cada ambiente semanalmente. Reunir todos no final da semana e lavar de uma vez só, muitas pessoas lavam o pano assim que terminam de executar a tarefa.
  • Não regue as plantas em excesso ou com mangueira e nas horas mais quentes do dia ou quando estiver ventando muito para evitar a perda de água pela rápida evaporação. Molhe a base das plantas e não as folhas. Use um balde ou um regador.
  • Não use mangueira para limpar a calçada e sim uma vassoura. Quando necessário, use um balde no final da limpeza.
  • Adote a ideia do reuso da água sempre que possível.

Produção no pré-sal bate novo recorde e supera patamar de 470 mil barris de petróleo por dia

em Brasil/São Paulo por

A Petrobras informa que a produção de petróleo nos campos operados pela companhia, na chamada Província Pré-Sal, nas Bacias de Santos e Campos, superou, no último dia 11 de maio, o patamar de 470 mil barris de petróleo por dia (bpd), o que representa um novo recorde de produção diário.

Esse patamar foi atingido com a produção de 24 poços, sendo nove provenientes da Bacia de Santos. Com isso, a produtividade média por poço no Polo Pré-Sal da Bacia de Santos alcançou 28 mil barris de petróleo por dia (bpd), um aumento de quase 30% em comparação com fevereiro de 2013, quando foi alcançado o recorde de produção diária de 300 mil bpd.

Esse resultado se deve à entrada em operação, no último dia 9 de maio, do poço 7-LL-22D-RJS. Esse poço, com vazão atual de 31 mil bpd, está interligado ao FPSO (navio-plataforma) Cidade de Paraty, através de uma Boia de Sustentação de Riser (BSR).  Por meio dessa tecnologia pioneira, o trecho ascendente das tubulações de produção é sustentado por uma boia submersa. Trata-se do terceiro poço interligado utilizando a tecnologia BSR e o primeiro conectado ao FPSO Cidade de Paraty.

A primeira boia, instalada no FPSO Cidade de São Paulo, no campo de Sapinhoá, já possui dois poços em produção. O primeiro poço interligado vem apresentando desempenho acima da média e mantém-se como o melhor poço produtor do país, com produção de aproximadamente 36 mil bpd. O segundo poço desta BSR foi interligado no início de abril e está produzindo 35 mil bpd. A instalação da terceira boia, também no FPSO Cidade de São Paulo, e da quarta boia, no FPSO Cidade de Paraty, foram concluídas em abril e maio, respectivamente.

O FPSO Cidade de São Paulo produz atualmente cerca de 100 mil bpd, com três poços, e o FPSO Cidade de Paraty, cerca de 60 mil bpd, com dois poços.

Ao longo dos próximos meses, novos poços serão interligados aos FPSOs Cidade de São Paulo e Cidade de Paraty por meio das BSRs, garantindo a continuidade do crescimento sustentável da produção do pré-sal, com o atingimento da capacidade máxima de produção dessas plataformas – que é de 120 mil bpd -, ainda no terceiro trimestre.

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