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Incontrolável - page 2

Construção pela Arte

em Incontrolável/News & Trends por

Quando era criança e percebia a porta do banheiro trancada, adorava bater e perguntar: “Tem alguém aí?”. Se a porta estava trancada, evidentemente que sim. Entretanto, queria mesmo era saber quem estava lá. E pelo som da voz que vinha do outro lado da porta, teria minha resposta. Era uma pergunta retórica e ingênua que trazia uma resposta que me confortava.

Vi uma entrevista do escritor e cineasta Arnaldo Jabor esta semana dizendo que nos seus tempos de estudante do ensino fundamental, as crianças competiam sobre quem escrevia melhor. Poderiam ser estórias, poemas, contos ou reflexões em geral. O que importava era que agradasse aqueles que se dispusessem a ler. Para escreverem cada dia melhor, precisariam ler cada vez mais. Acabava virando a atividade da moda: ler e escrever.

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Sabedoria de mãe

em Incontrolável por

Depois de ter o coração estraçalhado após um final de relacionamento que gerou uns dezoito meses de fossa, num belo Domingo ela se sente confiante o suficiente e atualiza as novidades com a mãe, que mora em outra cidade, pelo Skype. Finalmente, aquele buraco no peito da garota estava começando a ser preenchido:

– Não estou mais tão sozinha…

– Sério? E eu conheço ele? – responde de maneira enfática.

– Acho que não, mãe. Sinceramente não me lembro se já falei dele para você. Mas o conheço faz tempo e…

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Gratifica-se

em Incontrolável por

Tenho uma amiga que encontrou sua cadelinha depois de duas semanas que o pet-shop à havia perdido. Pudera! Tamanho o ativismo que empregou no Facebook, talvez  até o Zuckerberg tenha compartilhado algum de seus posts. Um batalha vencida em nome desta relação transcendental que a gente tem com os nossos “melhores amigos”.

Mas nem sempre as redes sociais estiveram aí para ajudar. Sei que São Francisco, o santo protetor dos animais, sempre trabalhou bastante. Então vou contar uma história de resgate incrível que aconteceu antes destes novos tempos de comunicação virtual em massa.

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Quer que eu desenhe?

em Incontrolável por

Como faz para viver bem? Que tal semana a semana? Uma boa dose de coisa boa dia sim, dia não – assim fica bom para digerir os ocorridos. Comece no Domingo. Afinal, é oficialmente o primeiro dia da semana. Eu recomendaria uma tarde em companhia da Jéssica Bronitzki. Quem não conhece alguém assim, não sabe o que está perdendo. Sugiro que procurem alguma garota que faça sua alma entrar no eixo, daí certamente a semana vai ter tudo para ser das melhores.

Lá pela Terça-Feira, recomendaria o show da Miranda Kassin cantando Amy Winehouse. Quem não a conhece, não sabe o que está perdendo. Coloca amor e devoção numa mulher de talento que admira uma musa que você vai entender o resultado. É de arrepiar.

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Quem quer ser enganado?

em Incontrolável por

João estava confuso. Era muita informação desconexa para os primeiros quinze dias do ano. Haviam lhe dito que o ano que acabara a pouco, teria sido o pior da história. Seriam então reminiscências de uma ruptura? Quem sabe… mas tudo leva a crer que não. A pluralidade estaria degringolando suas certezas.

Primeiro ato. João optou por Trancoso para a virada. “É um dos cinco melhores reveillons do planeta!”, afirmara um amigo DJ que toca Groove. O intuito do João era ficar meio louco e conhecer uma garotas – tanto faz para ele a posição no ranking. Mas tudo começou a fazer sentido quando logo no segundo dia de praia passa um transeunte e cochicha para João e seus amigos que se amontoavam em uma das sobras feitas pelas tendas do beach club que estavam: vocês viram que o Léo está ali? João olha para o lado e vê o mais famoso dos Léos a uns quinze metros de distância – óculos escuros, boné e barriguinha saliente – só poderia ser o próprio DiCaprio!

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O Golpe do Acarajé

em Incontrolável por

Turista do sudeste em praia nordestina. Sol, calor, cerveja… mar! Saindo deste, percebe a barraquinha do acarajé numa sombra de cajueiro disfarçadamente bem localizada – com aquela areia quente, certamente ali embaixo seria um oásis.

O turista vestiu o chinelo e fez a breve caminhada:

– Baiana, bom dia!! Esse acarajé como é que está hoje?? – perguntou sorrindo.

– Você está diferente hoje, meu filho. Mudou dos anos passados – sorriu de volta uma senhora toda vestida de branco. Pele negra, corpo magro, feições suaves e cabelos já grisalhos.

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Viva!

em Incontrolável/News & Trends por

Desejo a vocês neste final de ano

que fora tumultuado como poucos

que tenham uma pessoa

única que seja

ao qual possam desejar a mais profunda felicidade.

Não sei se sabem

mas desejos e anseios são mais fáceis de serem realizados nos outros

que em nós mesmos.

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De bolso

em Incontrolável por

“Onde se conheceram?”. Responder a esta pergunta poderia não ser das tarefas mais confortáveis para Letícia e Pedro. Não que existisse uma vida pregressa que não fosse motivo de orgulho para algum deles. A questão era uma pequena circunstancia – afinal boas amizades já tinham sido iniciadas de maneiras menos sinuosas. Ela preferia dizer que tinham uma amiga em comum. Ele, o mesmo.

Era um tipo de “relação de bolso”, como explica a escritora inglesa Catherine Jarvie, “são assim chamadas porque você as guarda no bolso de modo a poder lançar mão delas quando for preciso. É a encarnação da instantaneidade e disponibilidade.”

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Eureka!!!

em Incontrolável por

Começa pela mania de provocar com elegância. De pulsar o êxtase. De, malandramente, andar no limiar do bom senso. Essa cleptomania por todos os corações em movimento. E que movimento… De repente resolve dançar no meio do povo. Que sorte a do povo!

Depois, se ela te olha demorado e sorri de um jeito alongado, o dia fica suave. Some qualquer entrave.

Só sei que de cavalos ela gosta! É cavalos. Essa arte em forma de bicho que Leonardo DaVinci dizia ser animal de beleza sem fim. Mandou-me outro dia assim:

“Ah, que delicia eu no meio e eles correndo em volta de mim…”

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Primeiro segundo

em Geral/Incontrolável por

– É que ultimamente, gente chata eu só aturo pagando – brincou Fred com a amiga em comum. E continuou – Profissionalmente até vai. Inclusive muitas vezes faz parte do ofício. Mas assim de graça? Esquece…

– Não é o caso, Fred… ela é muito legal. – disse a amiga com um sorriso aberto estampado na face.

– É que gente chata, cansa. – concluiu Fred.

No dia seguinte:

– Prazer, Fred…

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Na estrada

em Incontrolável por

Era um Sábado pela manhã quando Pedro passou na casa de sua namorada para viajarem juntos ao interior. O tempo nublado era a previsão para aquele final de semana – o que combinava com a época de Janeiros chuvosos.

Logo que saíram da cidade e pegaram estrada, a namorada Bruna sacou de sua bolsa um CD:

– Meu chefe encomendou umas 50 cópias e distribuiu aos amigos como presente de Natal. Estendeu a gentileza para mim, dizendo que eram músicas para namorar.

O silêncio se fez presente. Veículo abastecido, velocidade cruzeiro um pouco abaixo do limite da rodovia, temperatura ambiente aos vinte e um graus.  Aquela viagem normal como tantas outras, deixou de ser quando Pedro colocou aquelas músicas para tocar.

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A Vaquejada e o Êxodo Rural

em Incontrolável por

Há algumas semanas perguntei a uma amiga para quem ela iria votar para vereador aqui na Capital. Ela me disse que votaria naquele candidato que tivesse propostas de amparo de defesa aos animais: “Me simpatizo com este tipo de gente…” Não foi nenhuma coincidência. Tive então conhecimento de uma pesquisa que dizia que o maior influenciador na decisão de voto do paulistano para o legislativo não era o orçamento da saúde, a precariedade da educação pública ou as incertezas da segurança nas ruas, era mesmo melhoria da vida dos animais abandonados.

Talvez esteja aí uma amostra da carência por parte da maioria dos cidadãos que moram na cidade grande: o distanciamento do campo. Antes, todos eram do campo. Depois apenas a maior parte estava lá. Por último, os do campo acabaram sendo minoria. E minoria sempre sofre – é alvo de preconceitos, de certezas irrevogáveis vindas de outros lados. Normalmente o poder do capital e do consumo ditando as regras. Abrem-se a polêmicas e revive-se o velho conflito campo versus cidade. As provas de vaquejada são a bola da vez agora.

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