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Incontrolável - page 3

Malandras-Mexericas

em Incontrolável/News & Trends por

Lina tomou a decisão de mudar para São Paulo na viagem que fez sozinha para Macho Pitchu, em comemoração aos seus trinta anos. Ela é uma daquelas lindezas que não se encontram facilmente. Donas do tipo de olhar que ilumina qualquer ambiente. Depois de um logo período de relacionamento, abandonou sua Brasília e veio viver da advocacia na capital paulista.

Fabiana conheceu um italiano em suas últimas férias na Bahia. Ela foi visitá-lo em Milão alguns meses depois. Inteligente e divertida, amadureceu e agora sabe quais  são as coisas mais importantes nesta vida. Desligou-se de seu emprego estável, porém pomposo e entediante demais em São Paulo, e mudou-se para junto do ragazzo.

Julieta é a dona da mais pura das energias e do mais belo sorriso. Recebeu um diagnóstico de doença séria na Sexta em uma consulta que veio fazer em São Paulo. Alugou um apartamento no Sábado. Segunda-Feira o marido já coordenou a mudança – que incluía também as três lindas filhas pequenas. Na Terça-feira já estava fazendo o tratamento com os melhores médicos e vivendo uma vida distantes das fofocas inerentes as “roças grandes” de outras capitais do país.

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Um Choque de Realidade

em Incontrolável por

Maria é uma daquelas lindezas que não se encontram facilmente. Donas do tipo de olhar que ilumina qualquer ambiente. Talvez desde sempre fora movida por um pensamento de esquerda. Ou quem sabe esse negócio de ser solidário aos anti-liberais tenha começado quando entrou na ECA-USP. Ela Entendia as contradições da sociedade atual com absoluta clareza. Tinha certezas intocáveis quando pensava nas injustiças vindas de modelos econômicos que segregam. Incomodava a falta de voz daqueles que eram constantemente alvos de preconceitos e vítimas de uma sociedade exploratória, voltada a um raso consumo exacerbado. Simpatizava-se pelos excluídos.

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Linha de chegada

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Dois tipos de disputas estarão em jogo nas próximas semanas. A primeira terminará mais cedo, será apenas contemplativa e nos trará, em geral, enorme sentimento de orgulho e esperança sobre a raça humana. Já a segunda terá envolvimento direto e “obrigatório” de todos os brasileiros com mais de 18  e menos de 65 anos. Nos trará, em geral, sentimento de desconfiança, fragilidade e, dependendo do viés de pensamento, isolamento e polarização.

A primeira disputa nos lembrará que competições esportivas servem para ensinar que a vitória maior vem da superação individual e pessoal dos atletas – sendo a pura essência do esporte moderno. Com o início da paraolimpíadas, essa lição vai ser escancarada para o mundo todo. Daniel Dias, o nadador brasileiro que já traz 15 medalhas olímpicas na bagagem deu uma declaração bastante emblemática por esses dias: “Todos querem ganhar do Daniel. E eu também.” Bingo! Mesmo que seja por um dia sequer, poderá ser para qualquer um dos atletas, a recompensa de uma vida.

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Qual tamanho?

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Este poderá será mais um daqueles textos que a gente termina a leitura mais ou menos da mesma forma que inicia: baixa ou nenhuma retenção. Ou, em outras palavras, amanhã logo cedo ao acordarmos os quatro minutos de nossas vidas que foram gastos na leitura estarão evaporados na trajetória de nossa existência.

Assistam o documentário “Eu Maior”, produção brasileira de 2013 que fala da busca humana pelo entendimento, ou melhor, pelas respostas à questão existencial mais intrigante desde o início da história da humanidade: por que existe alguma coisa e não nada? Para buscar respostas o filósofo Mario Sergio Cortella que abre o documentário, citou os caminhos que sempre foram adotados: a ciência, a arte, a filosofia e a religião. Os quase noventa minutos que se seguem na produção, trazem relatos de brasileiros nestas quatro linhas de pensamento – lembrando que a ciência procura responder os “comos” e as demais linhas, os “por quês”. O resultado é incrivelmente libertador.

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De poeta boêmio a mascote fofo

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Estão dizendo que o personagem mais venerado dos jogos da Rio 2016 não é nenhum atleta. Parece que o mais requerido para fotos e maior alvo dos sorrisos é o mascote Vinicius. O nome veio do poeta e músico que é a síntese da alma carioca, o Vinicius de Moraes. Além de ser o “preto mais branco do Brasil” e o maior apaixonado da cidade, ela era daqueles que tinham uma essência vagabunda na pele: “Que prazer mais um corpo pede após comer um tal feijão, evidentemente uma rede e um gato para passar a mão.”  O mascote Vinicius tem esse jeitinho despretensioso, amigo, bon-vivant… de certa forma mais ou menos igual ao outro Vinicius mesmo.

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A única chance

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Kintsugi é uma arte oriental de remedar vasos quebrados, deixando-os ainda mais belos. O resultado vale uma pesquisa no Google – as peças ficam fascinantes.  E não é que, depois de toda a aura negativa em torno dos jogos do Rio, Fernando Meirelles, o famoso cineasta brasileiro a quem muito acertadamente foi dada a responsabilidade de dirigir a cerimônia, foi capaz de dar o recado correto do Brasil para o mundo.

As sementes plantadas durante a cerimônia que germinarão para dar vida ao “jardim dos atletas” e as fortes mensagens em torno do aquecimento global. “Buscar as nossas diferenças e celebrar as nossas semelhanças” foram as palavras que Regina Casé lá pelo meio da cerimônia, convidando o mundo a um brinde pela diversidade e tolerância. A começar pela modelo LeaT a frente da delegação brasileira… Tudo isso sem abrir mão dos elementos famosos da identidade brasileira mundo afora – alegria, música e “gambiarra”.

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As fronteiras e a utopia olímpica

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Essa semana, com o início dos jogos, teremos representantes de mais de duzentas nações diferentes na vila olímpica do Rio. Entre a vergonha de ser um anfitrião que oferece um apartamento sujo e com o encanamento estourado e a patética “maquiagem” tupiniquim da segurança pública e demais problemas sociais da cidade maravilhosa, fica o desafio de entender o tal “espírito olímpico”. Esse encontro que celebra a superação e a paz entre os humanos de distintas lugares do mundo, traduzidos em bandeiras que expõem diferentes formatos e cores.

Darcy Ribeiro, antropólogo e escritor mineiro que morreu a cerca de vinte anos, contava uma história perturbadora de quando ele esteve na Amazônia estudando o comportamento das tribos indígenas. Em determinado momento, um pajé o questiona:

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Chicken legs vs. The Beagle Boys

em Incontrolável por

Tradução livre da versão norte-americana espelhada (ou invertida) dos Coxinhas contra Ptralhas. Sim, a batalha política mundial do ano será na terra do Tio Sam – get ready, american people!

– Calma, lá! Você nem me conhece. Como me agride desta forma?

– Relaxa… não é para você quem eu falo. É que tenho o direito de expor meus pensamentos.

– Cada um pode ter suas convicções. Mas você precisa respeitar para ser respeitado. E a maneira como você coloca é absolutamente míope, pois minhas ações são um desdobramento da minha realidade, que é única para cada ser humano.

– A forma que me coloco é moldada pelas minhas experiências nesta vida. Pelo meu aprendizado. Pelo meu jeito. Assim como você.

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In memoriam (Parte 2)

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A Dona Paula foi a primeira mulher veterinária a se formar no Brasil. Teve quatorze filhos de treze gestações, pois um foi adotado. De origem belga, foi matriarca de uma família composta de personalidades únicas: inteligentes, inquietas, sublimes… Seu olhar era puro acolhimento. Administrou a longa lista de descendentes para, acima de tudo, transmitir cidadania aos filhos, netos e bisnetos.

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