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Coluna - page 127

Amor de carnaval sobe a serra?

em Coluna por

Alex

Amor de carnaval sobe a serra?

O Carnaval está chegando e vem acompanhado de muita zueira, pegação e sexo sem compromisso. E, no meio dessa bagunça, muitas coisas podem acontecer, inclusive um grande amor.

Geralmente, quem está comprometido no Carnaval pensa em terminar nesta época para não perder as oportunidades que o evento oferece. E alguns solteiros, gostariam de curtir a folia com um amor verdadeiro bem longe de qualquer agitação.

Sem dúvida nenhuma, o Carnaval é considerado a melhor data para “pegar geral”, afinal, quase todo mundo quer curtir os 4 dias sem se preocupar com o resto do ano.

Mas, independente se você vai cair na folia para transar todo dia com uma pessoa diferente ou só vai para curtir de boa, uma coisa é certa: o coração não escolhe data para se apaixonar, e nessas horas, os batuques da paixão podem ser o melhor enredo que você já ouviu.

E aí? O que fazer para este suposto amor subir a serra?

Primeiramente, não saia transando com o primeiro que aparecer. Vale a pena esperar, ver se o cara curtiu mesmo ficar com você, ou, só quer colocar seu nome na lista de quantas mulheres ele conseguiu levar pra cama durante os 4 dias de folia.

Analisar de longe as atitudes do cara que você se interessou. Assim, você identifica se ele é do tipo “cão no cio” que não pode ver uma mulher que já fica maluco, ou, se um homem mais seletivo.

Descobrir mais sobre a vida do cara que balançou o seu coração. Dessa forma, você não se decepciona quando sair com ele depois do Carnaval.

Enfim, eu acredito que é possível encontrar um grande amor até num velório. Então, pode ser que o amor de Carnaval suba a serra com você. O importante é curtir a folia de coração aberto, mas sem esquecer de usar camisinha.

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Alexsander Brunello. Editor-chefe do The São Paulo Times. É redator publicitário e atualiza a sua coluna Dicas & Pepitas todas as quintas-feiras. © 2014.

A vida é em versão Beta

em Coluna por

Camila

A vida é em versão Beta

Versão beta: para ser mais didática e exata, segundo a Wikipédia, é a versão de um produto que ainda se encontra em fase de desenvolvimento e testes e são disponibilizados para que os usuários possam conhecer. Sempre que um programa é lançado em versão Beta, significa que o próprio desenvolvedor admite que ele ainda não está pronto e pode ter problemas, porém já está em um nível decente para a utilização.

E não seria assim a vida de cada um de nós, uma eterna versão Beta? Nascemos meninos ou meninas, brancos, negros, japoneses, índios ou ruivos, ricos, muito ricos, classe média, pobre, miserável. Sorridentes ou mais sérios, introspectivos ou extrovertidos, tímidos ou desinibidos, altos ou baixos, e assim vai, como se tudo fosse definitivo até que…

A loira quer ser ruiva, o pobre ganha um upgrade, quem sabe chegando a ser um milionário. O gordinho faz dieta ou cirurgia e ganha uma silhueta mais esbelta. A magrela, sem peito, encontra nas próteses de silicone a solução. E assim, nos tornamos sempre alguém em construção de nós mesmos.

Não só no aspecto físico, mas na evolução humana. Deixamos de ser narcisistas quando conseguimos enxergar para além do espelho e encontrar nos outros as necessidades que podemos ajudar a suprir, e então nos tornamos mais humanos. Deixamos a timidez de lado quando ela começa a querer se confundir com solidão, tão pouca se torna a troca de experiências com o outro por conta disso. Ganhamos confiança em nós mesmos quando investimos em descobrir ou sanar as lacunas daquilo que nos prejudicava e corremos atrás, seja com estudo, leitura, conversa ou um livro.

A meu ver, estamos constantemente em versão Beta. Do dia em que nascemos ao que morremos, sem interrupção. E não é porque a vida acaba que chegamos à versão final e “redonda” do que pretendíamos ou poderíamos ser. Ainda ficamos devendo, para nós e para o mundo, um tanto de adaptações, mudanças, melhorias.

Na versão Beta, nos damos o direito (e o dever) de nos construirmos diariamente. Nem sempre acertando. Por vezes, as maiores ou melhores construções vêm com os erros. E ao refletirmos, reiniciamos o programa, atualizamos nosso software interno e crescemos mais um pouco.

Começamos em Beta e, se soubermos aproveitar, nos tornaremos, ainda Betas, uma versão melhorada, se não para o mundo para nós mesmos. O bom e importante de ser Beta é a constante possibilidade e busca pelas descobertas. É o aprimoramento daquilo que se era para se chegar ao que se quer ser. É poder dizer, diariamente, após as novas descobertas de si mesmo e para si mesmo: “Muito prazer”!

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Camila Linberger é relações públicas, sócia-diretora da Get News Comunicação, agência de comunicação corporativa e assessoria de imprensa sediada em São Paulo. © 2013.

50 coisas para se fazer numa fila de banco

em Coluna por

CarlosCastelo

50 coisas para se fazer numa fila de banco

1. Teste o extintor de incêndio da agência.

2. Leve um aparelho de som 3X1 e coloque música gospel nas caixas.

3. Barbeie-se / depile-se.

4. Imite o ruído de fogos de artifício quando o caixa atender alguém.

5. Conte uma piada sem graça e ria sozinho.

6. Insinue que a grávida que está na fila do Caixa Preferencial usa barriga postiça.

7. Compre um saco de pururucas e mastigue.

8. Venda rifa.

9. Leia em voz alta os folhetos de propaganda do banco.

10. Use um dos balcões para fazer abdominais, repetindo: “um, dois!”

11. Toda vez que o painel de senha mostrar um número, repita-o em voz alta.

12. Peça dinheiro emprestado ao vizinho.

13. Mantenha-se de costas para a pessoa à sua frente.

14. Peça para guardarem seu lugar e, ao voltar, passe na frente de quem guardou.

15. Toque o jingle do banco com a boca, imitando um trombone.

16. Sempre que o caixa validar um documento, imite o ruído de uma máquina registradora.

17. Leve um apito e toque-o sempre que a fila andar.

18. Informe as horas, minuto a minuto, seguido do slogan do banco.

19. Quando alguém não conseguir fazer uma operação no caixa eletrônico, murmure: “OSTRA”.

20. Duble, em voz alta, o caixa dizendo a um cliente que o saldo dele está negativo.

21. Quando a fila andar, finja que está cochilando.

22. Faça “din-don” sempre que uma pessoa entrar na fila.

23. Encoste o dedão à esquerda das costas da pessoa à sua frente. Quando ela se voltar, vire bruscamente a cabeça para a direita.

24. Brinque de puxa-cueca com o colega da frente.

25. Cante uma da Jovem Guarda e diga:

“ TODO MUNDO COMIGO, SHA-LÁ-LÁ-LÀ!”

26. Passe um abaixo-assinado contra a política de juros altos.

27. Minta que há um caixa disponível, e sem fila, no andar de cima.

28. Espalhe que a senhora gorda, lá do fundo, tem uma arma na bolsa.

29. Pergunte se alguém quer ser sua testemunha num processo contra o banco.

30. Coma uma fatia de melancia e saia da fila toda hora para cuspir os caroços.

31. Veja com o segurança se ele deixa você dar uma olhadinha no revólver dele.

32. Pergunte ao caixa por que eles cospem no dinheiro quando vão contá-lo.

33. Conte histórias de assalto a banco.

34. Pergunte a um atendente onde fica o caixa-forte.

35. Acenda um cigarro de palha.

36. Promova uma “ola”.

37. Monte um aviãozinho de papel e jogue na mesa do gerente.

38. Se um carro forte chegar, cantarole o tema de “Os Intocáveis”.

39. Ensine um colega de fila a fazer massagem cardíaca.

40. Pergunte se alguém quer ser seu fiador.

41. Escreva numa folha de papel: “IDIOTA NÚMERO 107” e fique segurando.

42. A cada cliente atendido, puxe uma salva de palmas para o caixa.

43. Ria descontroladamente das pessoas que ficam presas na porta giratória.

44. Lembre aos outros o que poderiam estar fazendo se não estivessem ali.

45. “Por que bancos gastam tanto com propaganda e nada com caixas?”

46. Leve uma marmita e almoce.

47. Na hora que um dos caixas sair para almoçar, berre: “PEGA!”

48. Coma uma goiaba.

49. Ofereça-se para segurar a pilha de documentos de um boy e derrube-a no chão.

50. Quando chegar sua vez de ser atendido, puxe um longo discurso do bolso e leia.

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Carlos Castelo. Escritor, letrista, redator de propaganda e um dos criadores do grupo de humor musical Língua de Trapo. © 2014.

SE É IN, ENTÃO TÔ OUT

em Coluna por

ze

SE É IN, ENTÃO TÔ OUT

Eu não sou um muito fã de moda. Na verdade, acho esse negócio de moda meio cafona. Pense comigo: o que é moda hoje era cafona há menos de dois anos. Então, se você se veste mal, não troque de roupa. Aguente firme, que daqui a pouco você é in.

Uma moda masculina que eu me nego a usar é calça surrada. Surrada não, tem que ser surrada, suja e rasgada. E caindo pra baixo da cintura, para mostrar um pedacinho da cueca. Isso é fashion? Na boa, os mendigos usam esse figurino há séculos e nunca foram fashion.

E também está na moda roupa de mulher com bolsinho no peito. Pra mim, esses bolsinhos só podem ter sido inventados por um estilista bichinha.

– Ai, que nojo desse peito. Coloca qualquer coisa na frente e esconde isso, pelamor.

Nada contra os gays, muito pelo contrário: cada um tem seu gosto e ninguém tem nada com isso. Mas para quem gosta da coisa, peito de mulher é bonito e pronto. Não precisa de mais nada. A única coisa que vai bem na frente de um peito de mulher é um mamilo. E só.

Mas nem tudo que está na moda que é ruim. Por exemplo, de um tempo para cá a mulherada tem deixado o sutiã um pouquinho à mostra. Às vezes uma alcinha, às vezes um pedacinho para fora do decote. Para os adolescentes de hoje é um avanço. Afinal, na minha época, você tinha que sair com a menina duas ou três vezes, para conseguir ver um pedacinho do sutiã. Hoje em dia, já se economizam saídas e a molecada consegue ver um peitinho bem mais rápido.

Outra coisa que está na moda é tatuagem. A única desvantagem é que se sair de moda, você se ferrou. Vai ficar com essa tranqueira aí para sempre. Ou gastar uma fortuna em raio laser para tirar. Remover uma tatuagem pode chegar a custar mais de cinco mil reais. Que laser os caras usam: o sabre de luz do Dart Vader?

Ano passado, a Barbara Evans tatuou no braço uma declaração de amor à mãe dela. Bom, não é a primeira vez que alguém usou o braço para homenagear a Monique e acabou com uma meleca disforme.

Se você já fez uma tatuagem, a primeira coisa que tem que saber é: não engorde nunca. Em hipótese alguma. Porque se você tatuou uma rosa, ela vai virar um guarda-chuva. Se tatuou um Che Guevara, vai virar o Ronaldo fenômeno. E se tatuou um ideograma chinês vai acabar virando… outro ideograma chinês. E vai que o significado desse novo ideograma seja “sou puta”.

Tem gente que resolve fechar o corpo com tatugem. Tatua cada centímetro, do dedinho do pé até a testa. Aí você pergunta pro cidadão por que é que ele fez isso.

– Ah, para afimar minha personalidade e ficar diferente.

– Ficar diferente!? Ser humano não tá bom pra você não? Prefere parecer um bloco de rascunho?

Agora, toda tatuagem tem um significado. Às vezes é uma homenagem, às vezes é uma promessa. Mas eu nunca saquei qual o significado daquela tatuagem no rosto do Eri Johnson. Aí um amigo meu me explicou que não é tatuagem, que é uma marca de nascença. Ah, então todo mundo quando nasce tem cara de joelho. Menos o Eri Johnson, que tinha cara da coxa da Angélica.

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 José Luiz Martins. Humorista, publicitário e roteirista. Sócio da empresa Pé da Letra, de criação e produção de conteúdo. © 2014.

The Girl/Friend Blues

em Coluna por
TimErnani

The Girl/Friend Blues

Você tem uma amiga, ela é legal pra caramba, você é legal pra caramba, você tá sozinho há um tempo, ela tá sozinha há um tempo, vocês saem, se divertem juntos, a conversa flui, trocam confidências, ela é interessante, gostosa, tem um sorriso lindo e aí, quando você menos espera você tá olhando pra ela com outros olhos, e acha que pode rolar um algo a mais.
Se isso acontecer, meu amigo, aprenda a sorrir.
Urgentemente.
Porque se não rolar – e as chances são grandes – você vai precisar.
Miríades de homens sucumbem ao poder das amigas, é de dar pena a ressaca moral no dia seguinte, a boca com aquele gosto de fiz merda que fica, o pensamento lá ainda confuso entre o “porra, porque não?” e a resposta cortante “porque nós somos amigos”, certeira como uma cruzado do Ali.
O lance é que as chances de dar merda são bem grandes. Pensa bem: em tempos de redes sociais, inbox, WhatsApp a mulherada é mais cantada do que nunca, fora a rua, a feira, a construção, o açougue. As mulheres recebem milhares de cantadas por dia, das mais legais às mais chulas e, caso ela queira, é uma mera questão de escolha. Mas em você ela confia, você é o amigo do sexo oposto com o qual ela pode se abrir sem que olhos gulosos recaiam sobre ela, e no momento que seus olhos gulosos recaem sobre ela, babau: você se tornou mais um, igual a qualquer um, igual a qualquer outro. A diferença é que a decepção é maior, porque com qualquer outro ela nem se importava tanto, mas com você… putz.
E quando ela se afastar sem muitas satisfações, for vaga, monossilábica, não ouse culpar a moça pelo fim da amizade, com o argumento raso de que “poxa, afinal não éramos tão amigos, né? Se a amizade acabou tão fácil…” Não. Não vem com essa não porque você sabe, e eu sei, que todos nós temos ali aquela amiga que também te olhou diferente, aquela fucking friend que sucumbiu, que também ficou a fim de você, e que usou as mesmas armas e a mesma lógica que você pra te conquistar, e da qual você também se afastou lentamente, seja lá quais foram os seus motivos.
Você também está na outra ponta da verdade que você criou pra usar a seu favor.
Se envolver com, e se deixar envolver por uma amiga é foda.
Mas a gente vai. A gente acredita, a gente acha que pode dar certo, acredita que nossa lógica seja inquebrantável, nos armamos de todos os argumentos desde os mais sofisticados até o mais ralé dos xavecos, e a gente vai. E a gente até consegue, ora veja você! Ali num momento de carência dela ou dos dois, de incerteza, de bebedeira, a gente até consegue um beijo, uns amassos, uma trepada, a gente consegue.
Se rolar de boa, bão demais.
Mas se o que rolar for negação e constrangimento, quando vocês se encontrarem no dia seguinte, siga aquele bom conselho que eu te dei de graça: sorria.
Aprenda a sorrir descaradamente, desavergonhadamente, cinicamente, sorria como se nada tivesse acontecido, como se fosse mais um encontro casual, sorria como se você estivesse de boa, como se você não mais acreditasse que daria certo, sorria um sorriso bobo, burro, sorria um pedido vacilante de desculpa e sorria quando ela balançar a cabeça dizendo que tá tudo bem, sorria com medo de que ela se afaste, sorria tentando se enganar de que uma amizade vale mais.
Sorria como se não fosse verdade que seria bom, bom pra caramba.
Sorria.
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Tim Ernani é diretor de arte, é pai e é filho, e é empreendedor. E mora em São Paulo. E gostaria de ser mais coisas, mas é só isso mesmo.

Um amor partido tem conserto?

em Coluna por

Alex

Um amor partido tem conserto?

Acho esse assunto bem delicado. Afinal, cada um sabe dos seus sentimentos.

Quando o relacionamento chega ao fim, algumas coisas acontecem com a gente.

Nos sentimos livres, mas ainda ficamos meio perdidos.
Queremos esquecer a pessoa, mas ela não sai dos pensamentos.
Independente se ligamos o foda-se ou caímos na depressão, o “ex” continua durante um tempo ocupando espaço no coração.

Daí passam alguns dias, semanas ou até meses e o namoro é reatado.

Muitas vezes o término é necessário para o amadurecimento do relacionamento.

Entretanto…esse “vai e vem” desgasta o sentimento e pode fazer muito mal ao casal.

E como manter o AMOR mesmo depois de vários términos?

Aí é com você, a melhor coisa é colocar no papel os pontos positivos e negativos do parceiro (a) e analisar friamente se vale a pena tentar novamente.
Eu acho que um amor verdadeiro nunca termina, acredito que esse tipo de “amor” que termina e volta muitas vezes é mais um jogo do que um grande amor. Porém, conversando com algumas pessoas do sexo masculino e feminino, constatei que a maioria não compartilha da mesma opinião.

Existem casos onde o casal resolve dar uma nova chance só para perceberem que não foram feitos um para o outro.

E também existem casos onde aquele amor plantado nunca foi destruído e o reencontro era tudo que precisavam para serem felizes para sempre.

Enfim, na minha opinião, terminar o relacionamento para descobrir que ama a pessoa nunca foi a melhor solução. Até por que, se você ama, qual é o sentido em terminar?

Meu conselho é muito simples:

Se você realmente ama seu companheiro, não termine por besteiras, não faça jogo, converse, mostre sua opinião de forma racional e inteligente, demonstre seu amor, mostre que brigar só vai desgastar o relacionamento.

É extremamente cansativo manter um relacionamento com vários términos no percurso.

E se o seu coração ainda pulsa pelo ex, vá atrás do seu amor, coloque o orgulho de lado e diga tudo que sente, se o amor for recíproco, vocês ficarão juntos, se não for, pelo menos você tentou.

Agora, só não volte com o ex-namorado por causa do sexo, pois se sexo fosse melhor que amor, o “ex” não apareceria no meio da palavra sexo.

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Alexsander Brunello. Editor-chefe do The São Paulo Times. É redator publicitário e atualiza a sua coluna Dicas & Pepitas todas as quintas-feiras. © 2014.

Por que acreditamos que tudo de ruim acontece com o outro?

em Coluna por

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Por que acreditamos que tudo de ruim acontece com o outro?

-”Isso nunca vai acontecer comigo”

Nos preocupamos com quem fala isso, e infelizmente são muitas as pessoas que se negam a enxergar a realidade. Todos somos afetados por algo imprevisto, ou que neglicenciamos, praticamente sempre somos pegos de surpresa com relação a alguma doença, acidente ou mesmo uma prova.

Isso é causado porque 80% da população sofre do que é chamado de Viés otimista, que seria uma criação própria de uma hiper realidade, algo além, como por exemplo a idéia de que um motoqueiro ainda ande de moto apesar de saber das incríveis chances de acabar morrendo por causa do veículo e de sua direção agressiva, a pessoa cria uma realidade em que é seguro e que nada vai acontecer com ele.

Numa pesquisa feita com voluntários eram feitas perguntas sobre aspectos dessas pessoas, como por exemplo se ela era sociável, ou se ela se achava bonita, e incrivelmente todo mundo se achava acima da média, o que é uma coisa impossível, pois se todos são acima da média então a própria média deveria ser elevada, por conseguinte, todos virariam normais.

Apesar da esperança nos iludir com relação a realidade, é ela que nos leva para frente, pois apenas através de uma projeção de sua realidade é que um dia talvez ela possa ser existente. Todos os líderes do mundo foram assim, Gandhi, Nelson Mandela, Luther King, e até Hitler todos imaginaram um mundo melhor e apesar de muitos não sentirem ou verem a mesma realidade que eles, eles mostraram que era possível, pois a estava vivendo já naquele instante no estilo de vida deles.

Mas muitas vezes isso é prejudicial, claro, ir atrás de um sonho é ótimo se esse sonho lhe fazer bem, mas o Viés Otimista está na cabeça da maioria das pessoas, e isso trás um sentimento de passividade, pois nem tudo está tão ruim quanto parece e se esperarmos mais um pouco algo vai fazer ficar melhor.

Nos iludimos.

Procuramos esse estado de conforto e muitas vezes nos impressionamos com documentários ou vídeos que nos contam a realidade por trás de governos ou pessoas que sofrem com a pobreza. Burgueses tentam ajudar algumas pessoas as vezes quando são tocadas pelas situações em que elas se encontrar, como no documentário Schooling the World, mas é uma visão tão distante e emocional que a ajuda não condiz com a necessidade deles, e acaba piorando.

O Viés Otimista é algo real, todos sentimos de certa maneira, mas acredito que devemos procurar enxergar todo o ambiente para projetarmos uma realidade benéfica para nós e para as pessoas impactadas com isso, claro, essa é a parte difícil.

Mas só de termos consciência dessa condição que nos encontramos poderemos nos questionar se o que sentimos é real ou modelado, ou melhor, muito mais modelado do que nossa perspectiva da realidade já é.

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DestruidorDeDogmas.com.br. Desmistificar, esclarecer, explicar, pesquisar, criticar, inovar, solucionar e poetizar. © 2014.

 

Dias melhores virão

em Coluna por

Camila

Dias melhores virão

Já assistiu a um vídeo em que a Coca-Cola, sem dizer que era a marca de refrigerante, lançou uma campanha sobre as pílulas mágicas para emagrecer? A companhia fez um anúncio no jornal dizendo que daria o remédio para as 50 primeiras pessoas que ligassem. Selecionou três, entrou em contato com os familiares deles e, no dia de buscarem a encomenda, claro que também “por encomenda”, tudo deu errado. O carro não pegou, o cachorro correu atrás, uma velhinha pediu ajuda para subir num prédio sem elevador, uma moça bonita derrubou suas compras e obrigou o gordinho a fazer agachamento. A vontade era tanta, que, ainda assim, todos chegaram ao destino e receberam, na caixinha, um iPod com as imagens do seu dia, mostrando que mais atividade física e menos sedentarismo os faria chegar ao objetivo.

Aposto que no meio do caminho, algum deles chegou a pensar na palavra “boicote”, em azar, em “hoje eu não devia ter levantado da cama”, ou, “que diazinho”, tomara que acabe logo. Aí, no final, percebendo que realmente o “boicote” existia e que, na verdade, não era um boicote, mas um incentivo, passaram a enxergar, pelo menos naquele dia, as coisas diferentes.

Lembrei de uma vez em que estava insatisfeita, querendo vida nova e ia emendar, no fim do dia, uma entrevista de emprego. Saí correndo, agitada, um pouco tensa com as perspectivas de mudança. Na época, parava meu carro na rua, próximo a uma praça. Claro que, no meio da correria, no último passo antes de entrar no carro eu pisei onde? Num cocô de cachorro, por que não? Lembro que o primeiro pensamento, aquele do piloto automático foi: “Não acredito!” Como vou com o sapato sujo e fedido para uma entrevista? Limpei na grama como deu, entrei no carro e fui.

No trânsito, a caminho, lembrei da época em que fazia teatro, na adolescência. Foi lá que eu aprendi o porquê os atores desejam “muita merda” antes de começarem uma peça. Diz a lenda que, antes do surgimento dos automóveis, as pessoas iam de charrete para os teatros. Seus cocheiros continuavam do lado de fora, esperando o espetáculo acabar. Ao término, quando todos iam embora, o que sobrava na rua, onde os cavalos ficavam era o cocô deles, que ficaram por horas ali. Assim, quanto mais se tinha, maior o público e mais sucesso o espetáculo tinha feito. Pensei naquilo como um sinal de sorte. E, sendo ou não, a confiança que me deu, naquele momento, (depois do nervosismo), rendeu a vaga de emprego.

Tem também a história de um casal de primos que se conheceu quando bateu o carro um no do outro (não me perguntem se foi a mulher ou homem que bateu, que eu não sei responder). Tem a da filha que, com a mãe doente, foi levá-la ao médico e na recepção conheceu o marido, que também estava acompanhando a mama ao consultório. Tem a menina que foi ao bar pra conversar com a amiga sobre a triste história do fim de seu namoro e conheceu o noivo na mesa ao lado.

Estão aí situações e formas diferentes de se olhar para o mundo. Quando tudo parece estar errado, pode ser que, na verdade, esteja se encaminhando para o rumo certo. Por isso, vale a pena respirar fundo e, a cada vez que se perceber irritado com isso ou aquilo, lembrar que, pode ser só um mau momento, mas pode também ser o melhor dia para a grande mudança da sua vida.

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Camila Linberger é relações públicas, sócia-diretora da Get News Comunicação, agência de comunicação corporativa e assessoria de imprensa sediada em São Paulo. © 2013.

“EDUARDO E MÔNICA – MUITOS ANOS DEPOIS”

em Coluna por

CarlosCastelo

“EDUARDO E MÔNICA – MUITOS ANOS DEPOIS”

Quem um dia irá dizer que existe razão

Nas coisas feitas pelo coração? E quem irá dizer

Que não existe razão?

Eduardo abriu os olhos, mas não quis se levantar

Ficou deitado e viu que horas eram

Enquanto Mônica olhava o botox

Lá no seu apartamento

Como eles disseram…

Eduardo e Mônica um dia se enjoaram sem querer

E conversaram muito mesmo pra tentar se convencer

Foi o amigo advogado do Eduardo que disse:

– Tem um artigo legal e a gente pode lançar mão

Coisa estranha, que lei mais esquisita

– Se não for legal, só assino com birita

O amigo então riu e quis saber um pouco mais

Sobre o divórcio que tentava efetivar

E o Eduardo, meio tonto, só pensava em sair fora

– Dá essa porra, vamo homologar!

Eduardo e Mônica foram parar no Fórum

Na frente do juiz, decidiram se largar

O Eduardo sugeriu uma pensão

Mas a Mônica ouviu e começou a gargalhar

Se encontraram então no parque da cidade

A Mônica de moto e o Eduardo num carrão

O Eduardo achou estranho e melhor não comentar

Mas a patroa tinha um berro na mão

Eduardo e Mônica eram nada parecidos

Ela era de Leão e ele tinha trinta e seis

Ela com consultório próprio e falando alemão

E ele ainda sem saber falar inglês

Ela gostava do Leminski e os cambaus

De Van Gogh e dos Strokes

Chico César e Sinhô

E o Eduardo gostava de puteiro

Do Bahamas, Love Story e até Café Photo

Ela fazia análise transacional

Também pilates e musculação

E o Eduardo ainda estava

No esquema “trabalho, boteco, casa e o futebolzão”

Por isso, com tudo diferente,

Veio mesmo, de repente,

Uma vontade de morrer

Os dois mal se viam todo o dia

E o perrengue crescia

Era difícil crer

Eduardo e Mônica fizeram natação, fotografia

Teatro e artesanato depois de se amarrar

A Mônica explicou pro Eduardo

Coisas sobre o céu, a terra, a água e o ar

Ele aprendeu a beber, deixou o cabelo crescer

E decidiu trabalhar

E ela se formou no mesmo mês

Em que ele passou no vestibular

E os dois comemoraram juntos

E também brigaram juntos, muitas vezes depois

E hoje o povo diz que ele corneia ela e vice-versa

Lá isso é vida a dois?

Reformaram uma casa uns dois anos atrás

Mais ou menos quando os gêmeos piraram

Detonaram grana e quebraram legal

Com uma barra dessas nunca contaram

Eduardo e Mônica mudaram de Brasília

Rolou desquite forte tá fazendo um tempão

De novo nas férias não vão viajar

Porque o filhinho do Eduardo

Tá no crack, meu irmão

E quem um dia irá dizer que existe razão

Nas coisas feitas pelo coração? E quem irá dizer

Que não existe razão?

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Carlos Castelo. Escritor, letrista, redator de propaganda e um dos criadores do grupo de humor musical Língua de Trapo. © 2014.

Quem protesta sempre alcança

em Coluna por

ze

Se você juntar uma multidão formada apenas por pessoas do nível de Einstein, Gandhi, Miles Davis, Stephen Hawking, Pitágoras, Van Gogh, Isaac Newton, Shakespeare, Mandela, Da Vinci e Edgar Allan Poe, o Q.I. total não vai ser maior que o de uma centopéia. Por isso que eu não costumo acreditar em manifestações populares.

Interprete como manifestação popular qualquer tipo de ação que uma multidão é capaz de fazer quando está reunida: de passeatas a linchamentos. Aliás passeata, seja de direita ou de esquerda, costuma ser uma espécie de linchamento – do bom senso. E ser de esquerda ou de direita é como gostar de Bon Jovi. Depois dos 20 anos de idade, começa a pegar mal.

Em junho, tivemos protestos com vários setores da sociedade tomando as ruas e pedindo um país melhor. Mas como eram vários setores, não havia um objetivo em comum: para uns, um país melhor é mais comunista; para outros, mais consumista – e o resultado final ficou mais parecido mesmo é com a Família Tufão. Nada contra, mas se você sai para a rua com o time do Real Madrid, não espere defender os interesses do Barcelona. E vice-versa.

Confesso que ver toda aquela gente reunida sem saber bem pelo que protestava, mas em busca de um ideal, me provocou uma sensação única: a de vomitar meu pâncreas pela orelha.
Eu vivi a época das Diretas Já e dos Caras Pintadas. Em ambos os casos, o objetivo foi alcançado: o fim da ditadura e o fim dos presidentes que cheiravam pelo orifício errado. Mas ver patricinhas do Iguatemi indo para a rua de mãos dadas com barbudos do MST me faz pensar apenas uma coisa: tá cheio de corno nas mansões por aí.

Manifestantes costumam dizer que estão melhorando o país e que nada vai detê-los em sua luta. Sei lá, eu parei de acreditar em super-herói desde que o Superman foi parar numa cadeira de rodas. Mas tudo bem: se o protesto é pacífico, respeita a liberdade de ir e vir do cidadão e, principalmente, não aumenta o volume do meu saco, eu apóio.

Só que agora surgiu um elemento novo: a violência. Tem gente que justifica que um manifestante possa usar da violência, porque é violentado pela sociedade desde que nasceu. Pois então o Tiririca pode sair esfolando a cara das pessoas, porque ele já é feio desde que nasceu?

Piadas à parte, acho legítimo e importante para a democracia um povo protestar. Mas se não tomarmos cuidados, vamos sair para as ruas toda vez que tivermos uma unha encravada, vamos quebrar vitrines toda vez que brigarmos com nossos parceiros e vamos incendiar pneus toda vez que nossas mamadeiras esfriarem.

O que quero dizer é que um povo pode optar entre formar uma nação de realizadores ou de reinvindicadores. E parece que estamos fazendo a segunda escolha. Aliás, se o Steve Jobs fosse brasileiro, nunca teria criado a Apple. Ele teria ido para as ruas, reivindicando mais design e mais tecnologia.

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 José Luiz Martins. Humorista, publicitário e roteirista. Sócio da empresa Pé da Letra, de criação e produção de conteúdo. © 2014.

Tem muito “fazedor de propaganda” se achando criativo

em Coluna por

Por Agnelo Pacheco

A mesmice na propaganda é resultado de que, de repente, todo mundo se acha criativo em publicidade. E nos últimos anos, nosso mundo publicitário ficou dividido em dois: os “fazedores de propaganda” e os criativos.
Lamentavelmente, os “fazedores de propaganda” já ocupam a maior parte do negócio da propaganda.
O “fazedor de propaganda” acha que aquela primeira ideia que aparece, que muita gente já fez, está excelente. Faz para tirar da frente.
Grande parte da publicidade de revenda de automóveis, com alguma exceção, deve ter sido criada por “fazedores”. Estabeleceram uma regra de que deve ter uma piadinha no comercial de TV de revendedoras automobilísticas e fazem aquela piada sem graça, sem sentido que deve provocar riso apenas em quem escreveu e em quem aprovou.

O cliente paga aqueles 30 segundos caros da TV e, minutos depois, você pode até se lembrar daquela bobagem do comercial, mas não consegue se lembrar da marca de carro anunciada.
Mas não é só nos clientes revendedores de automóveis que os “fazedores” deitam e rolam. Tem fazedor de propaganda em diversas marcas de cerveja e bancos… Já chegaram até a algumas empresas de telefonia. Por que isto vem acontecendo?
Porque o valor de uma ideia ficou de lado.

A chegada da informática e toda a evolução da tecnologia são mais do que bem-vindas. Mas elas trouxeram junto aquilo que eu costumo chamar de “preguicite criativa”: o cara tem que buscar uma ideia, vai ao Image do seu Mac e busca aquilo que chamam de referência. Uma grande maioria não se debruça mais, saindo de uma tela em branco e exercitando a imaginação. Mas eu repito há anos que a imaginação é amiga e amante da criação! E esta história de que falta tempo é a maior besteira que existe.

Quem cria – e ainda existe muita gente fazendo isto –, sabe que aquele calor gostoso da ideia nova, diferente que nasce não leva o tempo imenso que muita gente pensa. Pelo contrário, acho que quanto maior o tempo e mais relaxado o criativo fica, mais difícil fica nascer uma ideia original.

Eu era um criativo começando na Norton, uma agência que tinha 10 filiais, 95 clientes, sem computação gráfica, sem tecnologia, com apenas três profissionais comandados pelo Duílio La Motta e que davam conta de tudo. E era assim nas outras grandes agências. O que aconteceu para que estes departamentos de produção tenham hoje, com todo o avanço tecnológico, dez, quinze e até vinte profissionais? A tecnologia não veio para facilitar? Veio. Mas eu penso que trouxe, junto, a acomodação.

Hoje, são necessários três profissionais para fazer o trabalho de um no passado. Será que no passado aqueles malucos que enfiavam a cara no trabalho eram fanáticos? Penso que não: penso que eles amavam mais o que faziam do que a maioria que faz hoje.
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Agnelo Pacheco é publicitário, começou a carreira no início da década de 1970, montou a própria agência em 1985 e conquistou, entre outros, os prêmios Clio Awards de New York , Leão de Ouro do Festival de Cannes e foi eleito o Publicitário do Ano pelo Prêmio Colunistas. Ao longo de sua carreira,  construiu inúmeros conceitos para seus clientes que fizeram e fazem história na propaganda brasileira, dentre eles: “Banespa. O Banco de um novo tempo”; “Tomou Doril. A dor sumiu”; “É Mash que eu gosto”; “Banco para quem gosta de banco” e “Caixa para quem gosta de Caixa”, entre outros. Também desenvolve diversos trabalhos voltados ao terceiro setor, como: “Vacinação infantil – Zé

João Coca – O zagueiro artilheiro

em Coluna por

Gui

João Coca – O zagueiro artilheiro

João Coca, como foi dito na coluna passada, era um zagueiro viril, desses que limpa a área com um carrinho só. Mas o seu porte físico não era a única que arma que tinha. Dono de um chute forte que fazia mais estrago que os mísseis Scuds.

Sua fama corria pelos campos do interior. Em todas preleções, os treinadores adversários suplicavam aos jogadores do meio de campo para não cometerem faltas na intermediária. Diziam que com o João em campo, era melhor cometer um pênalti, do que fazer uma falta.

Certa vez, o Nacional enfrentou um time que estava muito feliz com o 0x0. Jogava numa retranca de dar inveja ao Celso Roth. Os zagueiros jogavam na linha da pequena área, os volantes não passavam da marca da meia lua da grande área. O time jogava tão fechado, que o centroavante entrou em depressão por causa de solidão.

Desesperado com a dificuldade de entrar na defesa do time adversário, o treinador do Nacional colocou em campo Saci, um ponta rápido, driblador e atrevido e deu a ordem:

– Parte pra cima e arruma uma falta na intermediária pro Coca bater.

Ao ver a substituição, o colega do time adversário gritou para o seu time:

– Marca no olho, não faz falta, não faz falta.

Mas não teve jeito, aos 46 da etapa complementar, último lance do jogo, Saci parte pra cima com a bola dominada e é derrubado. A torcida da casa comemora como se fosse gol e com entusiasmo, solta o grito: Eu sei que ele pipoca! Solta a bomba João Coca! Eu sei que ele pipoca! Solta a bomba João Coca!

João sorria de orelha a orelha e com o caminhar de um urubu malandro, ia em direção a bola.

O ritual era o mesmo: pisava na grama, mirava o gol com o olho bom, beijava a bola e a colocava com o bico virado para a meta, afastava dez passos largos e esperava o apitador de latinha autorizar a batida.

Prííííííí.

João corre e solta a perna.

A bola passa raspando a gaveta esquerda do goleiro adversário, que nem se mexe. De tão rente que passou a bola, chegou a balançar a rede pelo lado de fora. Mas o homem de preto, já cansado de apitar jogos do João, nem espera pra ver onde a bola vai, corre para o meio de campo e, precipitadamente, dá o gol.

Ao ouvir o apito de confirmação do gol, todo mundo corre.

Os jogadores do Nacional, em direção ao Coca, que corre em direção à torcida, pra onde aponta para uma de suas 3 namoradas fazendo o sinal de coração.

Os adversários, correm em direção ao polêmico árbitro, conhecido pela sua teimosia e soberba. Ameaçam agressão, levantam o dedo, xingam com as mãos para trás, se viram para a torcida, incrédulos do que está acontecendo.

Até que, com os ânimos mais calmos, ele chama o goleiro no meio do bolo de jogadores e pergunta:

– Se fosse no gol, você chegava?

– Não. Respondeu o goleiro, com toda a sinceridade.

– Então é gol.

 Prííí, prííí, prííííííí!!!

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Guilherme Lemos. Mineiro, marido, dono da Berê, cruzeirense, publicitário e fã de futebol. Mais ou menos nessa ordem. Estudante do 2º período da UFSH – Universidade Federal dos Surfistas do Havaí.

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