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Coluna - page 127

Etiqueta na passeata

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CarlosCastelo

Etiqueta na passeata

“O governo vai encaminhar nos próximos dias ao Congresso Nacional um projeto para regulamentar manifestações populares. Segundo o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, o objetivo da medida é garantir a segurança dos manifestantes e dos jornalistas que cobrem os protestos e impedir atos “inaceitáveis” de vandalismo.”

(EBC – Agência Brasil)

Excelentíssimo senhor Ministro da Justiça:

Na qualidade de redator do Projeto de regulamentação das manifestações populares envio-lhe alguns esboços iniciais de como podemos tratar a matéria no Congresso Nacional. Peço-lhe que faça comentários, altere ou mesmo retire os ítens que lhe aprouver.

Coloco-me à sua inteira disposição para qualquer outra eventualidade.

DA REGULAMENTAÇÃO DAS MANIFESTAÇÕES POPULARES NO BRASIL

  • Todo brasileiro tem o direito de se manifestar em espaços públicos, desde que a manifestação não seja contra o Governo federal, estadual ou municipal ou não favorável a temas de interesse nacional, como a Copa do Mundo, Olimpíadas e aumento de passagens de ônibus.
  • Marchas coletivas de mais de 20 pessoas poderão ser repelidas com o uso de cassetetes. As de mais de 50 pessoas com cassetetes e balas de borracha. As de mais de 1000 pessoas com cassetetes, balas de borracha, bombas de efeito moral e carros de som tocando a banda Psirico em volume estridente. Nos protestos acima de cinco mil pessoas, a doutora Havanir poderá ser chamada ao local para discursar.
  • A venda de refrigerantes, coxinhas, pastéis, acarajé (quente e frio), rissole, cocada e quebra-queixo seria permitida durante as marchas. Bebidas alcoólicas, exceto coquetéis molotov, também poderiam ser comercializadas.
  • Haveria um limite sonoro nas revoltas populares. Fiscais da Polícia Federal monitorariam a intensidade dos gritos e xingamentos dos insurgentes. Em se passando dos 140 decibéis, independente do horário, o revoltoso seria multado e ganharia 100 pontos em sua carteirinha de filiado ao PCC.
  • Para o melhor andamento dos protestos propôs-se um cadastramento online dos participantes-vândalos. Todos deveriam entrar no site do Ministério da Justiça, inserir seus dados pessoais e aguardar o recebimento de um link de validação do seu pedido de destruição do sistema vigente. Uma vez validada a solicitação, o vândalo receberia em seu domicílio um manual de etiqueta na passeata. Também teria direito a um vale-desconto para a aquisição de socos-ingleses e rojões.
  • Outro tema discutido foi o do protocolo para a participação de black blocs nas manifestações. Além de não poderem mais irem mascarados, houveram as seguintes proposições sobre a conduta que deveriam adotar:
  • Antes de começar uma passeata, os black blocs deveriam fazer uma oração de mãos dadas.
  • Se eventualmente destruírem um caixa eletrônico teriam que recolher os pedaços e colocar em recipientes de lixo, separando os dejetos plásticos, os de papel e os de metal.
  • Se resolverem incinerar um veículo deveriam fazê-lo segundo normas do Inmetro. E não esquecer de, após o rescaldo, colocar as cinzas em sacos de aniagem.
  • Os black blocs não poderão sair da manifestação sem antes cumprimentar os policiais que surraram. E vice-versa. Se alguém não estiver em condições de receber um abraço ou um aperto de mão, deve deixar no bolso da farda ou amarrado numa fita no taco de beisebol uma mensagem escrita desejando melhoras.
  • Não acontecerão manifestações em fins de semana, feriados e em suas respectivas emendas.

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Carlos Castelo. Escritor, letrista, redator de propaganda e um dos criadores do grupo de humor musical Língua de Trapo. © 2014.

XI, MARQUINHO

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XI, MARQUINHO

Se existe um fenômeno mais avassalador que o Facebook, esse fenômeno é a quantidade de besteira que é postada no Facebook. Eu gosto da página do Mark (e uso muito para testar e divulgar meus textos), mas a única coisa chata é que até quem não tem nada a dizer se sente na obrigação de falar algo mesmo assim.

Ler a timeline do Facebook, às vezes, é tão empolgante quanto ler uma bula de remédio. Principalmente aos fins de semana, quando se multiplicam as postagens de sabedoria barata. É incrível o tanto de gente com receitinhas mágicas, ensinando como eu devo viver a minha vida. Amigo: se você sabe como deixar o mundo melhor, ponha essa idéia em prática, não num post de Facebook.

E o que mais tem nas redes sociais é mala. Eu diria que hoje o Facebook tem mais chato que virilha de prostituta barata. Por exemplo: tem o mala que vive mandando solicitações de joguinhos e aplicativos. Para eles, eu também tenho uma solicitação especial: vão todos para a PQP.

Marcar pessoas que você mal conhece em suas publicações, só para divulgá-las, mostra que você é mala. E o fato de você falar antes que sabe que é chato e coisa e tal não faz de você menos mala.

Tem também o mala engajado. Eu gosto de discussões políticas, mas o mala engajado está mais preocupado em ter razão do que ter soluções. Seja de direita ou de esquerda, esse tipinho entra em seu perfil e te agride com a fúria de alguém que está segurando a diarréia há horas. E geralmente o resultado de suas palavras também é o mesmo: um grande cocô mole e disforme.

Uma variação do mala engajado é o mala politicamente correto. Você não pode escrever um post com a palavra preto, que ele já te chama de racista. Mesmo que você esteja se referindo apenas a um lápis de cor. Aliás, será que chamar o lápis como “de cor” pode dar processo por racismo? Numa boa, com tanta gente melindrada na internet, poderíamos trocar o www por mimimi.

O Facebook também criou o mala-fofo. É aquele sujeito que posta a foto de um deficiente, com o seguinte texto: “Quantas curtidas esse guerreiro merece?”. Juro que me dá vontade de pegar a foto do perfil da pessoa e postar com um textinho parecido: “Quantos tapas na orelha esse babaca merece?”.

Falando em foto, o Facebook (e sua filial Instagram) deram espaço para os selfies se reproduzirem mais que coelho com Viagra na ração. E como a pessoa tem que esticar o braço, fazer pose e acertar o enquadramento, a maioria dos selfies sai com cara de merda. É tanto selfie feio, que estou pensando em lançar uma empresa apenas para retocar selfies no computador. Vai se chamar Selfie Service.

E quem nunca trombou com o mala que vive postando fotos do Chapolin Colorado com uma frase marota? Vamos deixar uma coisa clara: Chapolin é engraçado. Mas colocar a foto dele junto de uma piada ruim não vai melhorar a qualidade dela, ok?

Por essas e outras, eu acho que o Facebook poderia bloquear certos tipos de posts. Eles já fazem isso, aliás. Outro dia bloquearam um post de uma página de humor minha. Era a foto de uma piroca com um lençolzinho de fantasma por cima. Sei lá, mas tô achando que o Mark Zuckerberg não gosta de fantasmas.

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José Luiz Martins. Humorista, publicitário e roteirista. Sócio da empresa Pé da Letra, de criação e produção de conteúdo. © 2014.

O negócio da dieta

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Sonia

O negócio da dieta

Aproximadamente um terço, de todas as pessoas no planeta estão agora pensado sobre o excesso de peso. E com cada vez pessoas mais interessadas em levar uma vida saudável, o mercado da saúde ganha força e movimenta a economia do País.

A valorização da magreza não é uma invenção nova, já que busca pelo corpo perfeito, nos assombra desde os gregos e romanos que adotavam rotinas de restrições alimentares e popularizaram as dietas como conhecemos hoje.

Adotadas por celebridades e disseminadas pelos quatro cantos do planeta, as dietas eram vistas na antiguidade como uma forma de melhora da saúde física e mental. Ganharam popularidade através dos séculos, mas foi no século 19 que começou uma preocupação excessiva com a estética. Assim, a indústria do regime explodiu na virada do século 20, quando perder peso ganhou maior popularidade.

Louise Foxcroft, historiadora e autora do livro ‘Calories and Conserts: A History of Dieting Over 2,000 years’ (Calorias e Espartilhos: Uma História da Dieta através de 2 mil anos) afirma que ‘a dieta tornou-se um grande negócio’. Se antes, as rotinas de restrições alimentares eram por preocupação exclusivas com a saúde física e mental, o boom da indústria da dieta também foi facilitado pelo crescimento no número de celebridades, dos meios de comunicação e dos novos medicamentos, que beneficiou o aumento em toda a indústria.

Hoje, com a publicidade cada vez mais sofisticada e com mais e mais produtos sendo colocado à venda, o número de pessoas que iniciam dietas semanalmente também cresce, assim como a comercialização de produtos orgânicos, diets, lights, farelos e claro, as celebridades que inspiram a batalha para entrar em forma e invadem todas as classes ensinando como manter um corpo ‘quase sempre maravilhoso’ a custa de uma disciplinada dieta e uma puxada rotina de exercícios.

O Brasil já é o segundo País no mundo em número de academias, ficando atrás apenas dos Estados Unidos, de acordo com a pesquisa realizada pela IHRSA – International RadioSurgery Association. Segundo os dados da Associação Brasileira de Academias (ACAD Brasil), de 2000 para 2012, o número de academias saltou de 4 mil para mais de 22 mil, avanço de 450%. o país reúne mais de 6 milhões de praticantes de exercícios, que movimentam cerca de US$ 2,3 bilhões anualmente.’

O aumento de renda da classe C e D justifica este aumento já que a população está com mais acesso à diversos serviços, incluindo o de academias. E com esta nova fase econômico brasileira a procura só deve aumentar.

A dieta da moda nos traz de volta ao século 19, quando o tamanho corpo tornou-se ligado à celebridade e moda. A obesidade deixou de ser um problema de países desenvolvidos e com alimentação a base de frituras e gorduras. Mesmo o Brasil, com abundância de alimentos naturais já tem quase metade da população fora de forma. A indústria da dieta por aqui está no caminho certo, com dezenas de publicações mostrando o ‘antes e o depois’ de pessoas comuns que seguem dietas e conseguem perdem muitos quilos.

Ainda que não for do interesse da indústria a maioria dessas dietas terem sucesso no longo prazo, a cada novo alimento que surge como inovador uma nova leva de novos adeptos aumenta. A busca por uma alimentação saudável nunca foi tão evidente nos últimos anos. Com a obrigatoriedade da divulgação em todos os alimentos industrializados ficou mais fácil comparar produtos similares e optar pelo melhor para a saúde. Desde clínicas de dietas, centros de nutrição, SPAs, vitaminas, frutas e verduras orgânicas.

Diversas dietas tornaram-se populares nas últimas décadas, algumas passageiras, outras polêmicas e outras com maior comprovação científica. O que começou com o Dr. Atkins, o cardiologista americano Robert Atkins que nos anos 60 desenvolveu a famosa dieta com seu nome, e deu sequência com o Dr. Kenneth Cooper, atividade difundida nos anos 70 e 80, conhecida Jogging, agora segue nas mãos de Pierre Dukan, que como Atkins anda publicando livros e criando uma indústria, baseada em suas experiências com dietas.

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Sonia Nascimento é jornalista, Pós-Graduada em Direção Editorial pela ESPM. © 2014.

Nova Caça as Bruxas de Uganda

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Nova Caça as Bruxas de Uganda

Agora em Uganda Gay é considerado criminoso, o que com certeza é um dos maiores retrocessos da atualidade. E para piorar a situação uma lista de 200 pessoas homossexuais foi divulgada pelo jornal Red Pepper, abrindo assim a temporada de caça.

Assim como muitos acham que estupradores tem que morrer, e que é de longe um dos crimes mais deploráveis, ninguém sente culpa quando uma pessoa que cometeu esse crime é linchado em público, pois pra eles é um serviço pra sociedade o que estão fazendo, elas pensam que: “isso não pode acontecer” ou “Pessoas assim são doentes”.

Mas agora temos outro alvo.

Dentro no islamismo podemos ver algo quase tão agressivo em alguns países, pois como a homossexualidade também é proibida eles inventaram uma saída que o Alcorão não aborda, a troca de sexo, portanto todo gay tem que trocar de sexo, o que com certeza acaba causando uma imensa tristeza no ser que é vitima dessa barbárie.

Assim como os judeus fugiram dos alemães, assim como os armênios fugiram dos turcos, agora chegou a vez dos gays se esconderem da ignorância de seus governantes.

E isso pode parecer uma realidade muito distante, mas lembremos que temos o Silas Malafaia, Feliciano e sua gangue de evangélicos por aqui, que também enxergam o mundo da forma mais ignorante possivel. E eles estão ganhando cada vez mais poder, pois ganham sua fortuna nas igrejas sem pagar impostos, e como todo ser corrompido, ele vai atrás de poder no governo para mostrar que a “sua palavra de Deus” é a certa, e procura impor isso para os descrentes.

Como disse sabiamente Joseph Campbell: “Mitologia é a Religião dos Outro”.

Em Uganda o “infrator” flagrado pode ser condenado a 14 anos de prisão, se for réu primário. Se o ato for julgado “grave”, prisão perpétua.

Mas claro, isso foi o que a mídia divulgou até agora, Uganda não de longe a única a considerar a homossexualidade um crime, das 54 nações do continente africano 37 tem lei antigays. Não estamos falando de algo pontual, isso ainda é um tema muitíssimo abordado no mundo, e prova o quão atrasado somos ainda.

Veja uma frase em documento do Parlamento de Uganda:

“Você não pode chamar uma anormalidade de orientação alternativa. Pode ser que as sociedades ocidentais, por conta da reprodução aleatória, tenham gerado muitas pessoas anormais. A questão no cerne da discussão é: o que vamos fazer com uma pessoa anormal? Matá-la? Prendê-la? Ou contê-la?”

O mais engraçado disso tudo é que ninguém costuma se informar sobre o assunto, seres humanos homossexuais existem antes mesmo de estamos nesse estágio evolucional, quando ainda eramos neandertais, mas enxergamos tão pouco hoje em dia, apenas a nossa minuscula realidade formada por preceitos muitos vezes distorcidos.

Veja esse documentário da BBC que mostra a realidade dessas pessoas.

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DestruidorDeDogmas.com.br. Desmistificar, esclarecer, explicar, pesquisar, criticar, inovar, solucionar e poetizar. © 2014.

Rotina

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Alex

Rotina

Você gosta de comer todo dia a mesma coisa, ou vestir sempre a mesma roupa? Acredito que ninguém gosta da mesmice, é muito chato viver assim…

A rotina é algo que deve ser evitado em qualquer relacionamento, principalmente na vida de um casal, “tente viver a rotina sempre de um jeito diferente”.

Sou a favor de usar a criatividade em todas as fases do relacionamento. Dessa forma, o amor vai prevalecer em todos os lugares.

A rotina tem o poder de apagar o brilho do amor. No começo do relacionamento parece legal fazer as mesmas coisas: filme, pipoca, edredon e amor… sim! Isso é muito gostoso, mas não é o que sustenta a relação.

Evitar a rotina é acima de tudo amar ficar com o seu companheiro em todos os momentos, ou seja, vendo filme, no estádio de futebol, na mesa do bar, reunidos com a galera…enfim, eu recomendo procurar novas opções para sair, buscar intensamente a diversão, com isso, vocês sempre terão bons papos, mas lembre-se: é bom cada um ter o seu espaço para a saudade também fazer parte da vida de vocês.

Conversei com alguns homens pra saber o que eles pensam sobre esse tema. Muitos preferem deixar rolar, nem sempre percebem que a rotina chegou. Outros reclamam do famoso feijão com arroz na cama, do jantar e depois motel, e principalmente, do almoço de domingo na casa da sogra.

Não esqueça que você é mulher, e mulher é o ser que mais foge da rotina, pois vive fazendo compras, mudando o cabelo, unhas e outros acessórios, então por que o relacionamento deve ser uma rotina?

 

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Alexsander Brunello. Editor-chefe do The São Paulo Times. É redator publicitário e atualiza a sua coluna Dicas & Pepitas todas as quintas-feiras. © 2014.

Tradição Internet

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Camila

Tradição Internet

Outro dia saí com uns amigos. Entre eles, gente nova. Uma amiga levou um novo amigo, que estava conhecendo. Perguntei de onde e, eis que a resposta veio: “não foi por meios tradicionais”. Em dúvida, indaguei: “Internet?” – Aham… com um sim feito com a cabeça confirmaram a resposta.

E afinal, a tradição muda. Poucas “coisas” culturais se mantêm tradicionais, como uma comida local, uma roupa, uma dança. Mas, os modos de se relacionar estão cada vez mais dinâmicos. Já me confunde dizer que internet não seja uma nova forma de se comunicar, mas tão habitual, que, por que não em pouco tempo se tornar ou ser reconhecida como “tradicional” também?

Esta amiga é uns oito anos mais nova do que eu. Já faz parte de uma geração que tem um novo modo de se comunicar. Teve outra forma de introdução à internet. Acredito que, se um dia pegou uma enciclopédia, foi por curiosidade para saber como é e não para fazer pesquisa para a escola. Deve ter contado o número de cartas que trocou com amigos, e se o fez, foi por puro charme, não necessidade.

Na minha adolescência, conhecia gente de outras cidades nas férias, por exemplo, e mantinha a relação desta forma, trocava cartas e fotos assim: a gente escrevia, passava a limpo. Se tinha fotos, ia revelar para colocar dentro do envelope. Passava em uma agência dos correios e enviava. Alguns dias (e não segundos depois), ela chegava ao destinatário.

Conheço um casal que se conheceu em um site de relacionamentos há uns doze anos. Ela, cantora de voz grossa e potente. Ele, advogado. Ambos com medo do que iriam encontrar à noite. Os dois se apoiaram em amigos para o primeiro encontro. Ela tinha uma que rondava o bar de carro, caso precisasse de ajuda. Ele ligou para o sócio, depois de falar com ela por telefone, por causa da voz grossa, desconfiado de que estivesse se encontrando com um travesti. Os dois contam esta história hoje, um casamento, um filho e anos de parceria depois, dando risada. E o casamento foi tradicional, na igreja, como manda o figurino.

Há séculos atrás, no Brasil, o tradicional era que as famílias “acertassem” o casamento para que pudessem manter a “casta”, como ainda acontece em várias culturas. Depois, levaram em consideração outros fatores, além dos sociais e econômicos. Deixaram que o sentimento, a empatia, a simpatia e o amor falassem mais alto. E desde então, as pessoas se conhecem e se escolhem por si sós. Aí pode ser na escola, na faculdade, no trabalho, na casa de amigos – o que, claro, ainda acontece na maior parte dos casos.

Mas hoje, negar a tradição da internet é impossível. Quem, com um smartphone na mão, não acorda e já dá uma olhadinha no Facebook, no Instagram, confere o Whatsapp e os e-mails? Impossível negar que este novo ser social, em sua nova sala de estar cibernética, não possa conhecer e convidar alguém para um café, um vinho ou um suco. E aí, da sala das redes sociais se encaminha para a vida “real”, por meios “tradicionais” e nada substituíveis por enquanto, quanto aquele papo olho no olho, o riso compartilhado, onde o toque, o cheiro e os seres humanos se conhecem e se reconhecem um no outro.

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Camila Linberger é relações públicas, sócia-diretora da Get News Comunicação, agência de comunicação corporativa e assessoria de imprensa sediada em São Paulo. © 2013.

ÉDIPO-MINISTRO

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CarlosCastelo

ÉDIPO-MINISTRO

A ação se passa em frente ao grande Palácio Ministerial. Depois de encarar a multidão da colossal rampa, o Ministro da Economia se dirige a seu Secretário para saber a razão daquele ajuntamento.

Secretário

O povo grita lamentos e gemidos. O país vai se acabando à proporção que a corrupção e a miséria avança. Eles imploram a ti, ó grande decifrador da Esfinge Financeira, que encontres um remédio que restaure nosso país entregue às pragas!!

Ministro

Ó filhos dignos de compaixão! Enviei meu Assessor ao encontro do oráculo de Mãe Menininha para saber o que acontece em nossa nação castigada pelos Deuses. E ordeno que, ao sabermos quem é o causador desta catástrofe, o repilemos de nossas casas e que o seu nome seja esquecido para o todo sempre!

Secretário

Olhem!!! O Assessor acaba de entrar no Plano Piloto!

Ministro (gritando)

Senhor meu Assessor, que resposta nos dá o oráculo da Baixa do Sapateiro?

Assessor (ofegante).

Eu jamais falarei, porque falar seria trazer à luz teus males.

Ministro

Ordeno-te que diga tudo o que os óraculos revelaram! Concha por concha, búzio por búzio!

Assessor

Pois bem, meu rei, ou melhor, meu ministro: Mãe Menininha garante que Vossa Excelsa Excelência matou a economia. Que usou os dinheiros públicos para construir estádios que, daqui a pouco, só servirão para abrigar ratos e pombos.

Ministro

Insinuas que sou o causador das desgraças que tomam conta de nossa terra?

Assessor

Os oráculos, o Senhor sabe como são, né? Metidos…

Ministro

Tragam o cego Aderaldo, o velho sábio do Crato que revela as mais profundas verdades ouvindo o som da zabumba. Se ele comprovar que o culpado pelo que acontece em solo pátrio sou eu, surpreenderei a todos com minha decisão!!!

Coro

São para nós horríveis essas coisas, Ó Excelência, porém enquanto não ouvires o cego da zabumba não percas a esperança.

Entra o cego, tropeça num dos degraus e cai. O povo gargalha.

Ministro

Respeitem o cego! É ele quem vai nos revelar a Verdade! Diga-nos prejudicado visual amigo, o que diz a sua zabumba divina!

Cego (ouvindo o som do instrumento).

Vixe Maria, o sinhô lascou o país todim, seu menino! Tem jeito mais não!

Ministro

Sou eu o responsável por essa onda de infortúnios que assola o país?

Cego

Oxê, é tu, cabra da peste!

Ministro

Então não fugirei às minhas responsabilidades! Como vos disse, meus filhos, surpreendê-los-ei com meu procedimento final! Secretário!!! Secretário!!!

Secretário

Meu senhor chamou?

Ministro

Preparai o aeroplano: vou para o desterro!

Secretário

Qual o destino, senhor?

Ministro

Paris. Ademain, de leve. Fui!

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Carlos Castelo. Escritor, letrista, redator de propaganda e um dos criadores do grupo de humor musical Língua de Trapo. © 2014.

QUEM DIRIA?

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QUEM DIRIA?

Como diria o poeta: “Eu não diria nada disso que vocês estão falando que eu diria.”

Como diria Luciana Gimenez: “Em inglês, eu sou super-inteligente.”

Como diria Nicolas Maduro: “Não, eu não sou o Professor Girafales.”

Como diria Fidel Castro: “Cês têm 6 horinhas?”

Como diria Rafinha Bastos: “Comia a mãe e o bebê, com camisinha de efeito retardante.”

Como diria Vanusa: “És belo, és forte, és risonho… e límpido”

Como diria Bono Vox: “Um, dois, três, quatorze.”

Como diria Barbara Evans: “Se eu não gostar, é só lavar com água e sabão, né?”

Como diria Galvão Bueno: “Sai que é sua Marcos… Goool do Manchester.”

Como diria Clarice Lispector: “Unidu-nitê salamê-minguê.”

Como diria William Waack: “Zelda Merda.”

Como diria Claudete Troiano: “Beijinho no ombro da Leila Lopes.”

Como diria Lula: “Se a Dilma não for uma boa presidente, nunca mais votem em mim.”

Como diria Maluf: “Nunca antes na história desse país teve tanta Rota na rua.”

Como diria Mike Tyson: “Não gostei, tava com gosto de cera.”

Como dublaria Minni Vanilli: “Girl, you know it’s true.”

Como diria Monica Lewinsky: “Eu chupei, mas não engoli”

Como diria Lars Grael: “Vamo tirar o pé do chão.”

Como diria Arnaldo Antunes: “Diria. Iria. Ria. Ia. A”.

Como diria Dilma: “O meio ambiente é uma ameaça pro futuro do nosso planeta e do nosso país, porque a Zona Franca de Manaus é a capital da Amazônia e as árvores são plantadas pela natureza.”

Como diria Papa Francisco: “Mas que cazzo a Dilma tá falando?”

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José Luiz Martins. Humorista, publicitário e roteirista. Sócio da empresa Pé da Letra, de criação e produção de conteúdo. © 2014.

Sincronicidade e uma ordem no universo

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Página 284 do livro “O Despertar dos Mágicos”

Plotino fala das relações naturais e sobrenaturais do homem com o cosmo e de todas as partes do universo entre elas:-”Esse Universo é um animal único que contém em si todos os animais… Mesmo sem estar em contato, as coisas agem e têm necessariamente uma ação a distância… O mundo é um animal único, e é esse o motivo por que é absolutamente necessário que esteja de acordo consigo próprio; não há acaso na sua vida, mas uma harmonia e uma ordem únicas.”

E finalmente: ” Os acontecimentos deste mundo dâo-se de acordo com as coisas celestes”.

Mais perto de nós, William Blake, numa iluminação poético-religiosa, vê todo o Universo contido num grão de areia. É a idéia de reversibilidade do infinitamente pequeno e infinitamente grande e da unidade do Universo em todas as suas partes.

Segundo o Zohar: “Tudo na Terra se passa como no céu”.

Hermes Trismegisto: “O que está no céu é igual ao que está na Terra”

E a antiga Lei chinesa: ” As estrelas no seu percurso combatem pelo homem justo”

Em várias religiões podemos ver uma conexão entre o infinitamente pequeno e o infinitamente grande, eles estão conectados de alguma maneira. O Universo é regido por leis simples que combinadas acabam formando complexidades herméticas, ou seja, mudam de escala, mas permanecem parecidas. Peço que vejam o documentário The Code que explica muito bem isso.

Existem em várias culturas palavras para representar essa Ordem que faz com que tudo tenha um sentido, mas não só sentido de significado, mas também um sentido de ação, de consequências. Na cultura egípcia antiga era chamado deMaat, nas suméria de Me, na chinesa de Tao, no sânscrito encontramos a palavra Dharma,  podemos ver também astrologia séria (não de revistas picaretas) que isso também tem um “Sentido”. O Universo tenta se auto-ajustar, como disse Plotino, somos animais dentro de uma animal gigante.

Jung dizia que não existem coincidências, o termo Sincronicidade que ele criou serve para “definir acontecimentos que se relacionam não por relação causal e sim por relação de significado. Desta forma, é necessário que consideremos os eventos sincronísticos não a relacionado com o princípio da causalidade, mas por terem um significado igual ou semelhante. A sincronicidade é também referida por Jung de “coincidência significativa”.”

“Sincronicidade difere da coincidência, pois não implica somente na aleatoriedade das circunstâncias, mas sim num padrão subjacente ou dinâmico que é expresso através de eventos ou relações significativos.”

Essa ordem parece nos afetar sempre, e posso dizer com toda a certeza do mundo que todos já passamos por situações de “coincidências significativas”, e sim, coisas acontecem, mas algumas coisas estão desafiando as probabilidades quando acontecem.

E é engraçado como algumas religiões pregam acontecimentos assim, sejam eles derivados do Karma, ou derivados do destino auto-escrito do Chico Xavier (descrito no livro/filme Nosso Lar), há explicações para isso sejam elas espirituais ou científicos.

Por mais que pareça aleatório para alguns essas conexões, elas existem, e não são conflituosas.

Eu sempre falo pra um amigo meu que “a coincidência é o nosso escravo”, pois esse tipo de coincidência significativa depende muito de nós percebermos, ela pode estar acontecendo a todo instante, alguns podem pensar que é preciso inventar um significado para ações aleatórias, mas podemos ver o lado de que é preciso ter um olhar afiado para perceber elas, afinal temos bom senso e sabemos o que é aleatório e o que é bobagem.

Se existe uma verdade no mundo é que o Universo sempre tenta se equilibrar, dêem uma olhada nas 7 leis herméticas.

“O Todo é Mente; o Universo é mental.”

“O que está em cima é como o que está embaixo. E o que está embaixo é como o que está em cima”

“Nada está parado, tudo se move, tudo vibra”

“Tudo é duplo, tudo tem dois pólos, tudo tem o seu oposto. O igual e o desigual são a mesma coisa. Os extremos se tocam. Todas as verdades são meias-verdades. Todos os paradoxos podem ser reconciliados “

“Tudo tem fluxo e refluxo, tudo tem suas marés, tudo sobe e desce, o ritmo é a compensação”  

“O Gênero está em tudo: tudo tem seus princípios Masculino e Feminino, o gênero se manifesta em todos os planos da criação” 

“Toda causa tem seu efeito, todo o efeito tem sua causa, existem muitos planos de causalidade mas nenhum escapa à Lei”

 Vendo tudo isso é possível entender a mecânica do Universo, e a segunda e a última frase tem um efeito especial nessa conversa, colocamos num patamar humano e social as coincidências, mas no campo do universo isso não passa de elementos a serem equilibrados, tentativas de entrar em harmonia, o ser que não enxerga tal atitude não consegue ficar em harmonia com o todo.

Tudo no final acontece como a bíblia diz, “Assim na terra, Como no céu”.

Veja que mudança de entendimento que essa frase traz depois dessas conexões.

Somos frutos causadores e receptores de muitas coisas, mas não devemos nos menosprezar ou sentir pequenos por sermos uma ínfima parte do universo, afinal nós não somos só parte deles, nós somos ele, viemos de poeira estelar, e seremos denovo um dia.

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DestruidorDeDogmas.com.br. Desmistificar, esclarecer, explicar, pesquisar, criticar, inovar, solucionar e poetizar. © 2014.

Comodismo é masculino

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Alex

Comodismo é masculino

É complicado assumir que os homens são acomodados no relacionamento. Mas é a pura verdade.

A maioria dos homens têm dificuldade em terminar uma relação, então, vão empurrando com a barriga até que a companheira termine.

Isso acontece, porque infelizmente, depois de muito tempo, o relacionamento cai na rotina e o ciclo vicioso da posse fala mais alto.

Daí surge a dúvida: “eu fiz de tudo, inovei na cama, só fiz surpresa inesquecível, acertei nos presentes, participo da vida dele e mesmo assim, ele só dá mancada”.

Bom…não se culpe, pois a culpa é dele por ser acomodado e não ser homem o suficiente para assumir que não gosta mais de você.

Dentro do cenário onde o comodismo é masculino, existe uma famosa tática usada tanto por homem quanto por mulher: pisar para correr atrás.

Convenhamos! Que tática mais furada, hein?!

Eu sou totalmente contra esse tipo de coisa. Acho que o relacionamento vira um jogo e o amor não pode ser tratado dessa forma. O amor é um sentimento que tudo flui naturalmente.

Acredito que você vá perceber se o seu companheiro não te ama mais, mas mesmo assim, seguem algumas dicas:

– Ele só é carinhoso, te beija e abraça quando vocês estão trancados em quatro paredes?
O que ele sente por você é apenas tesão.

– Ele não conta mais como passou o dia?
Você se tornou uma pessoa desinteressante.

– Prefere fazer qualquer coisa do que sair com você?
Ele não quer que as pessoas vejam vocês juntos.

– Vive pedindo para você mudar o seu estilo, entre outras coisas?
Ele quer transformar você na mulher que idealiza.

Sempre diz que te ama e pede desculpas quando vocês brigam?
– Falar que ama é fácil, provar que é difícil.

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Alexsander Brunello. Editor-chefe do The São Paulo Times. É redator publicitário e atualiza a sua coluna Dicas & Pepitas todas as quintas-feiras. © 2014.

Da escuridão, a luz!

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Camila

Da escuridão, a luz!

Ontem à noite estava sozinha, jantando em casa, vendo a novelinha, tranquila, até que… puff! Acabou a luz! O celular, que estava do meu lado, virou lanterna para que eu acabasse de comer meu pedaço de pizza. Passada quase uma hora, resolvi deitar, já que não tinha muito mais o que fazer.

Da janela do meu quarto, eu via, bem próximos de mim, casas e apartamentos na mesma situação que o meu. Mas, não muito longe e aí sim, até se perder de vista, luz! Deitei na cama e fiquei refletindo.

Lembrei de uma palestra e de um livro que li sobre a Kaballa, que fala da necessidade da sombra para se encontrar a “luz”, a grande busca daquela filosofia. Então percebi que quase tudo é assim na vida: até o sono, no escuro, é mais proveitoso para o corpo do que na claridade, por questões hormonais. E ninguém pode negar que para se aproveitar ao máximo um belo dia de sol, é necessário se ter uma excelente noite de sono.

Pensei na vida, de modo geral: quantas vezes estamos numa “escuridão” interna, embora tenha luz lá fora, e quanto é necessário se entender esta escuridão para que se possa partilhar da claridade. O quanto a escuridão, como lado negativo, como é encarada na maior parte das vezes, é necessária. O quão, mais dentro dela se está, mais brilhantes e visíveis parecem as luzes lá fora. O quanto o silêncio faz parte deste momento. E também os sons, muitas vezes internos, vindos de nossos pensamentos.

Ai, se não fosse uma libriana falando, pedindo por equilíbrio na vida… mas não é assim que a vida caminha? Não é este o “dom” necessário para o tal movimento, equilíbrio, saber se manter na corda bamba, andar de bicicleta? Então, que aproveitemos estes e aqueles black outs internos, causados pelos fatos da vida ou por chuvas e trovoadas vindas de São Pedro mesmo, e aceitemos estes como momentos para nosso crescimento pessoal. Afinal, não há reflexo melhor do que o da luz do sol, e melhor do que enxergá-lo, é poder estar nele e sentir o calor da vida. Feliz sexta-feira nublada! Que venha depois dela um lindo sábado de sol!

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Camila Linberger é relações públicas, sócia-diretora da Get News Comunicação, agência de comunicação corporativa e assessoria de imprensa sediada em São Paulo. © 2013.

Máscara negra

em Coluna por

CarlosCastelo

Máscara negra

– E agora, afinal, o momento tão esperado: entra na avenida a Acadêmicos, Gilmar!

• Exato, Titina, entraram pontualmente à meia-noite e o abre-alas já veio quebrando tudo.

• Sim, os mascarados à frente das alas fazem um diálogo sublime com os antigos carnavais do tempo do corso, dos pierrôs e colombinas. Confere, Titina? Fala nossa historiadora do carnaval brasileiro!

– É isso mesmo. O inusitado das máscaras é uma conversa do contemporâneo com o passado. Uma releitura linda demais!

– E veja agora, telespectador, feita a espetacular entrada do mestre-sala e da porta-bandeira, ambos com máscaras no rosto, agora vem com tudo a Acadêmicos para a avenida. É de arrepiar a força disso.

– E o que são esses fogos, hein, Gilmar? Espetacular o uso dos rojões para marcar a incrível marcha dos mascarados ao território pagão e, ao mesmo tempo sagrado, do samba.

– Se você ligou a tevê agora, nós estamos mostrando com exclusividade o desfile da Acadêmicos. E agora, Titina, explica um pouco para o telespectador o que está acontecendo. Me parece que há ali, depois da segunda ala, a da queima de fogos, uma representação bem atual, não é?

– Tem razão, Gilmar. A gente vê naquele ponto uma luta entre os mascarados e pessoas fantasiadas de policiais.

– Bem real a representação, não?

– A coreografia e as roupas são o ponto alto. Lembra muito mesmo um embate entre vândalos e a polícia. Era o que eu dizia do contraponto que a Acadêmicos propõe entre passado e presente.

– O sangue jorrando do braço do policial e um dos PM’s revidando na moça mascarada, é tudo coreografia? Impressionante o realismo!

• Isso. O saque aos foliões nas arquibancadas também é teatral. Justamente para que a gente se sinta confuso. Senão não faria o efeito cênico no receptor.

• E que coisa mais sensacional a entrada do helicóptero agora, Titina! Eu cubro Carnaval desde 1999 e ainda não tinha visto nada assim.

• Imagem impressionante, Gilmar.

• Vocês veem na passarela do samba um helicóptero do Exército, ele vem descendo…e faz um pouso sensacionaaaal no meio da escola!

• E que intenso esse momento da dispersão dos mascarados, Gilmar! De encher os olhos da gente. Fantástica a maneira como os carnavalescos da Acadêmicos compuseram essa cena de enorme realismo.

• E vão descendo do helicóptero homens fantasiados de militares camuflados. Começam a lançar bombas de gás e balas de borracha na ala dos máscaras negras. Estes reagem arrancando pedaços dos carros alegóricos e arremessando sobre os escudos. Indescritível!

• Note só, Gilmar, entrando por trás da escola o Caveirão do Bope. É a grande surpresa do desfile.

• Como você disse, Titina, é de encher os olhos da gente. Inclusive pelo gás lacrimogênio… E, nesse momento, os máscaras negras, me informaram aqui, sequestraram nosso câmera. Então é a hora da nossa pausa gostosa de hoje para falar da cerveja Aconcágua. Aconcágua, tão leve que você bebe que nem água…

 

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