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Esporte - page 9

Copa do Mundo: o que os turistas vão encontrar por aqui?

em Esporte/Mundo/The São Paulo Times por

Creio que não seja novidade a nenhum brasileiro a situação das obras para a Copa que se aproxima. Para dizer a verdade, já esperava que isso acontecesse logo que fomos escolhidos como sede do torneio. Os jogos Pan-Americanos de 2007, no Rio de Janeiro, e as obras do PAC só para citar alguns exemplos, já davam sinais do que estava por vir. Adicione agora os mesmos grupos no executivo e no legislativo, presentes em ambas as situações. Pronto. Nem mesmo os vermelhos mais otimistas acreditariam que algo sairia diferente.

O que eu não esperava é a situação de “Casa da Mãe Joana” que se tornou nosso país nos últimos meses, cujos desdobramentos poderão afetar nossa imagem no exterior, a qual, diga-se de passagem, já não é das melhores. Por sorte ou azar do destino, China, África do Sul e Rússia, países com problemas semelhantes aos nossos, sediaram grandes eventos esportivos num passado recente. Pelo que pude acompanhar pelo noticiário televisivo, temos grandes chances de superá-los negativamente.

Enfim, faltando pouco mais de um mês para o começo do torneio, acredito que grande parte dos turistas já estejam arrumando as malas, com sua torcida e expectativas sobre o que encontrarão no país que tem como símbolos nacionais: Carnaval, Carmem Miranda, Pelé e a Floresta Amazônica. Para elucidar a história criemos três personagens fictícios: Toshio, Fritz e Joaquim, cujas nacionalidades estão na cara, ou melhor, no nome. Todos pisando em solo tupiniquim pela primeira vez.

Quem já foi ao Japão sabe o quão cansativo é viajar por mais de um dia em classe econômica. A empolgação inicial transforma-se em cansaço puro, assim como não se sabe mais se é dia ou se é noite. Por azar, Toshio chegou em uma segunda-feira em Guarulhos, dia de maior movimento em nossos saturados aeroportos. Esperou cerca de 40 minutos na pista até que encontrasse um slot livre. Pouco entendeu a imensa fila da imigração, a balbúrdia e a demora para pegar suas bagagens.

Enfim a luz do dia, após duas horas de martírio. “Logo chego ao hotel”, pensou o ingênuo turista já dentro do táxi. Mal sabia que naquele dia moradores da Zona Norte tinham bloqueado uma das vias de acesso a São Paulo em protesto contra a Copa do Mundo, provocando centenas de quilômetros de congestionamento. Três horas depois, cansado, moído e faminto, Toshio chega a seu hotel louco por um bom banho para tirar o cansaço da viagem. Entra em seu quarto e surpresa! Devido ao racionamento na cidade de São Paulo, água só no final da tarde.

Já Joaquim teve uma vida um pouco mais fácil, pelo menos no início de sua jornada. Devido à similaridade da língua, convenceu o motorista a seguir caminhos alternativos, assim como tomou um bom banho na academia ao lado do hotel depois de molhar a mão do recepcionista. Alugou um carro e dirigiu-se para Campinas, cidade a 100 quilômetros da capital na qual sua amada seleção se concentrava. Passados alguns dias começou a sentir febre alta e fortes dores no corpo, dirigindo-se a um posto de saúde local. Bingo. Juntou-se as mais de 17 mil pessoas que contraíram dengue na cidade.

Fritz já tinha se esquecido dos perrengues vividos em São Paulo após alguns dias em solo baiano, local de concentração da seleção alemã, curtindo o jeito soteropolitano de ser.  Sua tranquilidade foi interrompida em sua visita ao pelourinho, onde teve furtado seu dinheiro e documentos, conhecendo ao vivo as mazelas de nossas delegacias. Para um povo que tem na pontualidade e na rigidez de princípios seus principais pilares, foi um terrível choque de realidade passar uma tarde inteira em um distrito policial.

A história do assustado Fritz e do debilitado Joaquim se cruzam em Salvador no dia 16 de junho, uma das grandes partidas da primeira fase. Escaldados pelo trânsito paulistano decidem sair bem cedo de seus hotéis a caminho da Fonte Nova, porém se espantam com a calmaria no trânsito baiano. Informado pelo motorista que se trata de feriado local, o alemão, executivo de alto escalão em seu país, fez as contas de quanto dinheiro será perdido considerando que cada cidade terá seus jogos e feriados. Sorte de ambos que o jogo ocorreu em plena luz do dia, sem riscos de apagões durante a partida.

Mais sorte teve Toshio, que quase sem percalços na segunda fase de sua viagem conheceu jacarés e tuiuiús no Pantanal, dançou frevo, comeu bode e provou bolo de rolo em Recife, andou de dromedário, pegou praia e passeou pelas dunas em Natal, enquanto via sua valente equipe avançar para a segunda fase.

Enfim, juntar-se-ão ao trio, mexicanos, argentinos, coreanos, italianos, franceses, colombianos, ingleses, espanhóis, holandeses, chilenos, australianos, argelinos, uruguaios, belgas, nigerianos, suíços e mais uma dezena de nacionalidades, os quais terão grandes chances de viver dias de Fritz ou Joaquim em maior ou menor escala. Como infelizmente já sabemos qual será o legado da Copa para os brasileiros, o jeito é torcer para que nossos visitantes tenham uma vida mais fácil, assim como o Toshio. Caso contrário, corremos um sério risco de adicionar mais um título ao nosso país: não o de hexa, mas o do improviso e da gambiarra.

Marcos Morita é mestre em Administração de Empresas, professor da Universidade Mackenzie e professor tutor da FGV-RJ. Especialista em estratégias empresariais, é colunista, palestrante e consultor de negócios. Há mais de quinze anos atua como executivo em empresas multinacionais.

Exclusivo: metade dos europeus preferem assistir futebol sem suas mulheres

em Educação e Comportamento/Esporte/The São Paulo Times por

Com a aproximação rápida da Copa do Mundo no Brasil os amantes do futebol em todo o mundo já se preparam para assistir aos jogos ao lado da pessoa amada, certo? Sim, mas nem todos. Um estudo realizado em seis países da europa comrovou que a maioria dos italianos (52%) e quase metade dos os franceses (48%) preferem não assistir aos jogos de futebol ao lado de suas mulheres.

Ao contrário de Itália e França, os demais europeus no geral são mais tolerantes: em média 59% dizem que gostam de assistir aos jogos com suas mulheres. A pesquisa, que foi realizada em seis países europeus (França, Espanha, Itália, Bélgica, Reino Unido e Holanda) com homens na faixa etária entre 25 e 40.

Ainda que no geral os europeus não vejam problemas em assistir aos jogos com suas mulheres, podemos considerar que os 41% que preferem o contrário, número ainda muito alto. Sabemos que no Brasil certamente os números não seriam os mesmos, pois existe um grande número de mulheres que se interessam e acompanham o futebol. Mas, de toda forma, o que levaria os homens a preferir assistir sozinho ou com os amigos à ter a companhia da mulher?

O psicanalista Adilson Costa, do site Doutíssima.com.br, faz uma análise dos motivos para a resistência masculina em relação ao aumento do interesse feminino pelo futebol e de como lidar com isso. Segundo o especialista, ao contrário do que a pesquisa mostrou, o futebol pode ser um ótimo motivo para unir ainda mais o casal.

Até que o futebol nos separe?

 

 

Um dos motivos para a dificuldade em lidar com a situação vem da diferença com a qual homens e mulheres veem o futebol. De acordo com o psicólogo Adilson Costa, “o futebol faz parte do universo masculino há muitos e muitos anos, enquanto as mulheres – quebrando preconceitos – vêm se identificando e entendendo mais sobre técnicas e táticas do futebol. Quanto mais ela mergulha nesse entendimento e consegue conversar de “igual para igual” sobre um jogo de futebol, ao mesmo tempo em que entende essa “paixão” masculina, mais confortáveis ficam os homens“.
A dificuldade de muitas mulheres em entender os detalhes técnicos de um jogo e, principalmente, do quanto aquele esporte é importante para os homens, também podem criar imecílios para que eles queiram acompanhar os jogos juntos. “Costumo falar que não é que o homem torce por determinado time, ele “É” o próprio time. É natural que quando não entendamos de determinado assunto que falemos sobre outros“, destacou Adilson Costa.

O psicanalista destacou também o fato de que muitas mulheres demonstam uma certa aversão ao futebol por achar que o homem passa a dar mais atenção aos jogos do que a elas. “Muitas mulheres tentam competir com o futebol chamando a atenção para si. Então, é aí que elas começam a falar da beleza física dos jogadores – e aqui rola um ciúme masculino – ou se voltam sobre os temas femininos, e querem que seus namorados interajam, então, muitos homens – ou a maioria deles – acabam se irritando, pois nesse momento só querem e desejam falar e assistir seu sagrado futebol“.

 

Os homens e um universo chamado futebol

Durante muito tempo assistir o futebol foi uma espécie de ‘refúgio’ para os homens, um espaço onde as mulheres não estavam e no qual eles poderiam extravazar as energias. Mas, com a crescente presença feminina também neste espeço, a história começou a mudar e hoje isso já não é mais uma verdade. “Era um verdadeiro ‘clube do bolinha’. Mas, além do preconceito, muitas mulheres não gostavam de futebol, preferiam outras atividades. Hoje isso mudou. Elas também e se identificam com o esporte. O homem não deixará de extravasar por isso, e as mulheres terão a mesma oportunidade“, destacou Adilson Costa, afirmando que o preconceito que ainda existe sobre as mulheres e o futebol é um resquício do machismo de outras épocas.

O que pode determinar se acompanhar o futebol juntos será bom ou ruim para o casal, segondo o especialista, é mesmo a forma com a qual os dois vão lidar com as situações. “O futebol pode atrapalhar quando falta flexibilidade entre as partes: preconceito masculino; quando se rivaliza entre seus times de coração; disputam para saber quem sabe mais; ou quando a mulher vê o futebol como um “terceiro” na relação”, afirmou.

O futebol pode também contribuir para fortalecer a união do casal, nos casos em que as diferenças são bem trabalhadas. “Ajuda por propiciar mais momentos para o casal compartilhar juntos, rirem juntos na vitória e se abraçarem na derrota. Isso faz crescer a afinidade e prazer em estarem au lado um do outro. E quanto maior a afinidade e prazer em estarem juntos, mais a afetividade cresce. Creio que para tornar esse momento mais agradável deve haver respeito e cumplicidade entre ambos. É preciso lembrar sempre que é apenas um jogo de futebol e que, quando a partida acaba, independente de quem venceu ou perdeu, o que vale no final é a relação do casal ganhar”, concluiu Adilson Costa.

Comércio ambulante de alimentos e a Copa do Mundo

em Brasil/Esporte/Negócios por

A um mês da copa do mundo começar, muitos torcedores se preocupam com a alimentação ao redor dos estádios durante a realização dos jogos, em busca de praticidade na alimentação, além de preços baixos.

Segundo a coordenadora do curso de Nutrição da Universidade Cruzeiro do Sul, Ligia Lopes Simões, para uma refeição ser considerada segura para o consumo, devem ser levados a sério os seguintes critérios: respeitar a temperatura adequada de conservação, controlar o tempo de preparo, utilizar matéria prima de boa qualidade, cuidar para que o armazenamento e o transporte sejam devidamente controlados, destas maneiras são minimizados os riscos de surtos de doenças transmitidas por alimentos (DTAs).

“No momento de matar a fome, nem sempre a preocupação inicial diz respeito a limpeza dos alimentos a serem adquiridos, é importante estar atento as condições higiênicas em que os mesmos são oferecidos, uma vez que os microrganismos presentes, não podem ser vistos a olho nu”, orienta a professora Ligia.

As doenças transmitidas pelos alimentos são as infecções, que ocorrem devido a ingestão de alimentos que contêm os microrganismos vivos e as intoxicações, que são causadas quando se ingere um alimento que contenha toxinas, as quais foram produzidas pelos microrganismos, mesmo que já tenham sido eliminados do alimento a ser consumido. “Os sintomas mais comuns das DTA’s são vômitos e diarreias, mas dependendo da pessoa e da saúde, podem levar à morte em decorrência do agravamento da desidratação”, explica a professora.

Dicas do local das refeições

 A coordenadora do curso de Nutrição da Universidade Cruzeiro do Sul elaborou uma lista com os principais cuidados no momento de escolher um local seguro para fazer um lanche ou uma refeição rápida na rua, segue abaixo:

  • • Observação dos utensílios;
  • • Se o manipulador/vendedor está usando algum tipo de adorno;
  • • Se as unhas estão curtas e visivelmente limpas;
  • • Cabelo preso, utilização de toucas e ausência de barba;
  • • Se o vendedor manipula alimento e dinheiro ao mesmo tempo, sem lavagem das mãos;
  • • Ferimentos;
  • • Se existe um ponto de água potável próximo;
  • • Se as superfícies onde são manipulados os alimentos estão limpas;
  • • Se o armazenamento dos alimentos ocorre sob temperatura controlada.

A aquisição de alimentos preparados na rua deve ser cercada de cuidados, para que, além de satisfazer o apetite e matar a fome, não veicule doenças.

Copa do Mundo: quais são os benefícios para o país?

em Brasil/Esporte/News & Trends por

Um relatório divulgado pela Moodys Investors Service argumenta que, apesar da Copa do Mundo atrair muitos visitantes, os benefícios econômicos da maior competição desportiva do mundo provavelmente serão “de curta duração”.

Pode ser um ganho rápido para as indústrias de bebidas, de viagens, de construção e de transmissão, segundo  a empresa de classificação de crédito. Mas, por outro lado, é possível que haja pouco impacto duradouro para a maioria dos outros setores avaliados.

“Sediar a Copa do Mundo trará a esperança de posicionar o Brasil para fora da desaceleração econômica”, diz Barbara Mattos, analista sênior do escritório da Moodys Investors Service em São Paulo.

“Mas a atividade econômica, em última análise, empalidece diante dos 2,2 trilhões de dólares da economia do país: os níveis habituais de despesas de investimento e as receitas anuais da maioria das empresas”, explica Barbara.

Em 2007, por exemplo, a economia cresceu 6,1 por cento. Agora , os economistas alertam que ela poderia estar à beira de uma recessão. Barbara Mattos alertou que o evento de 32 dias iria fornecer “aumentos de curta duração no setor de vendas que não são suscetíveis de afetar significativamente os ganhos, aglomerando dias de trabalho perdidos, que trarão consequências depois”.

A empresa Moody reconheceu em seu relatório que a Copa do Mundo é um evento esportivo raro que oferece uma grande quantidade de exposição na mídia global. Para temos uma ideia geral, cada jogo da Copa do Mundo na África do Sul em 2010 teve uma audiência média de 188,4 milhões de pessoas.

O Brasil provavelmente se beneficiará desta exposição se o evento correr bem, mas, segundo a Moody, os grandes patrocinadores como a Coca-Cola, Adidas e a Oi podem ser os verdadeiros vencedores deste jogo.

“Enquanto a Copa do Mundo oferece um potencial benefício de reputação, a imagem do Brasil seria marcada por uma reprise da agitação social vista em junho passado, durante um evento da Copa das Confederações”, comenta Barbara, referindo-se aos manifestantes que saíram às ruas em massa no ano passado, reprovando a atitude do governo em gastar com eventos esportivos ao invés de melhorar os padrões de saúde e de educação.

A imagem do Brasil também pode ser prejudicada “se a infraestrutura necessária não estiver pronta a tempo, com implicações negativas em todos os setores”, declara Barbara.

A potência sul-americana está correndo contra o relógio para concluir vários projetos de infraestrutura atrasados – incluindo três estádios – antes que 600 mil turistas estrangeiros e 3 milhões de viajantes domésticos cheguem para o início dos jogos em 12 de junho.

Os prazos estabelecidos pela FIFA para as instalações nas 12 cidades-sede oscilam entre os acontecimentos, enquanto sete mortes em locais de construção dos estádios, incluindo uma em São Paulo, reacenderam as tensões internas sobre o alto custo do que muitos veem como um projeto de vaidade desnecessária.

© 2014, IBTimes

Começou o Brasileirão e o STJD já quer entrar em ação

em Esporte/The São Paulo Times por

A vergonha do desfecho final do futebol brasileiro em 2013 parece não ter fim. Liminar aqui e acolá pipocam a cada semana, o que parecia ser o fim de tudo com o começo da serie A e B neste final de semana foi mera ilusão.

Em Joinville mais um capitulo foi adicionado ao tumultuado futebol brasileiro. A Portuguesa abandona a partida amparada por uma liminar na justiça, em resposta CBF e STJD cogitam exclusão da equipe do torneio e rebaixamento para a serie C.

Ótimo caminho para aqueles que querem acabar com o futebol brasileiro. De fato o que precisamos é de diversas decisões importantes sendo sacramentadas no Superior Tribunal de Justiça Desportiva. Os clubes brasileiros deveriam colocar as audiências do STJD no Maracanã e que cobrem ingresso por isso, afinal é lá que o futebol está sendo decidido, aproveitem e vendam também o direito de transmissão dessas decisões para as principais mídias do Brasil e do mundo.

A discussão aqui não é se clubes estão errados em se basear no estatuto do torcedor ou no CBJD, o mais importante é quando vamos ter pessoas que se importe com o produto futebol brasileiro comandando o mesmo. Tivemos tempo, não podemos negar, entre a última rodada do campeonato brasileiro de 2013 e a primeira rodada de 2014 tivemos 131 dias para corrigir os erros cometidos no último ano. Talvez no país que vivemos, este tempo não seja suficiente para colocar em prática algum controle eletrônico que proíba atletas em condição irregular de atuar.

Reunião e definição sobre quais equipes devem disputar a série A e B também não foi possível, afinal tivemos apenas 131 para isso. A Copa do Mundo FIFA 2014 tivemos quase sete anos e mesmo assim não estamos no prazo.

O importante mesmo para os comandantes do futebol brasileiro é chegar na primeira rodada da brasileirão de 2014 e já ter assuntos para discutir nos tribunais do STJD, é mais interessante bagunçar as 37 rodadas que ainda faltam de um torneio de 38 rodadas, do que consertar e por um ponto final em discussões do STJD.

Chega de futebol no tribunal, queremos ver a bola rolando sem medo que as decisões pós-jogo possam mudar o destino de rebaixados, classificados ou campeões. Pagamos ingresso para ver o futebol ser decidido em campo e não nos tribunais.

Por Allan Moran

Fórmula 1 tem contrato renovado até 2020 no Autódromo de Interlagos

em Brasil/Esporte/The São Paulo Times por

Aconteceu nesta sexta-feira, 11 de abril, na Prefeitura de São Paulo, a assinatura de contrato para renovação da Fórmula 1, que garante a realização do Grande Prêmio do Brasil no Autódromo de Interlagos até 2020. “A confirmação da categoria é muito boa e positiva para São Paulo. Quem visita a cidade gosta muito daqui, por exemplo, pela oferta de gastronomia”, disse o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad.

Participaram também da solenidade a vice-prefeita, Nádia Campeão, o presidente da São Paulo Turismo e secretário municipal para Assuntos de Turismo, Wilson Poit, o representante dos promotores do GP Brasil, Tamas Rohonyi, a diretora-executiva da Interpro (International Promotions, empresa que organiza o evento no país), Claudia Ito, o secretário municipal de Infraestrutura Urbana e Obras, Roberto Garib, e o vice-presidente da SPTuris, Ítalo Cardoso.

Durante a reunião, foram mencionadas as obras a serem realizadas no Autódromo de Interlagos a partir deste ano até 2015, cujas principais intervenções serão o recapeamento total da pista, a construção de novos boxes auxiliares próximo ao “S do Senna”, a reforma e ampliação dos boxes já existentes.

“As mudanças vão deixar um legado muito importante para o Autódromo de Interlagos, que vai ficar melhor ainda, muito bonito e moderno. Além disso, reforçamos que, em 2013, o GP Brasil de Fórmula 1 foi considerado como a prova mais bem organizada da temporada, o que nos deixa muito orgulhosos”, lembrou Wilson Poit.

As obras serão feitas por meio da SPObras, empresa da Prefeitura de São Paulo vinculada à Secretaria Municipal de Infraestrutura Urbana e Obras (Siurb), e a verba é oriunda do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do Ministério do Turismo anunciada em 2013, com valor total de R$ 160 milhões.

Em razão disso, o Autódromo de Interlagos ficará fechado de 15 de julho até um mês antes do GP Brasil de Fórmula 1, que será realizado no final de novembro. Após o evento, o equipamento terá outras obras de dezembro até fevereiro de 2015 e, no decorrer do próximo ano, em paralelo às demais intervenções, poderão acontecer outras atividades e competições.

Após punição da FIFA, Barcelona não poderá contratar por um ano. Pizza ou punição padrão FIFA?

em Esporte/The São Paulo Times por

Na última semana a entidade máxima do futebol, a FIFA, anunciou punição ao Barcelona. A equipe espanhola não poderá fazer novas contratações por uma temporada, ou duas janelas de transferências. Esta punição foi imposta por que o clube espanhol contratou jogadores estrangeiros menores de idade. Real Madrid e Atlético de Madrid começaram a sofrer investigação pelo mesmo motivo, e dentro de algumas semanas a FIFA deverá anunciar a punição ou não dessas equipes.

A punição pode causar maiores problemas para o Barcelona do que para os clubes de Madrid. Com parte do elenco envelhecido, o clube de Neymar e Messi terá problemas para manter o alto nível apresentado nos últimos anos na próxima temporada. Puyol, que pouco atuou neste ano, já anunciou aposentadoria para o final desta temporada, Victor Valdes não renovará seu contrato que vence no próximo mês de julho, e Xavi, com 34 anos, começa a sofrer com a sua condição física, são três peças que até pouco tempo eram essenciais para o clube catalão. Lesões, punições e a Copa do Mundo FIFA 2014, atrapalhando a pré-temporada, são outros fatores que podem influenciar negativamente as equipes.

A marca Barcelona também sofre com esta punição e somado aos últimos acontecimentos extra-campo, o clube perde um pouco mais da sua magia. Relembramos que Sandro Rosell renunciou o cargo de presidente do clube por causa das denúncias na negociação de Neymar que seguem sendo apuradas.

Porém é difícil acreditar que esta punição ao Barcelona irá se manter e que Atlético e Real sofrerão a mesma sanção, tendo em vista a força econômica deste trio, que fica evidente quando analisamos a última janela de transferência, e também se considerarmos o fator da economia espanhola ainda estar em recuperação.

Na temporada que se encerra em maio, o trio espanhol que ainda briga pelo titulo nacional movimentou € 500 milhões, ou um pouco mais de R$ 1,5 bilhão de reais, dados retirado do site transfermarket. O futebol europeu perde como um todo, afinal dificilmente os clubes irão se desfazer de algum atleta nesta janela, restringindo ainda mais a quantidade de atletas de qualidade no mercado. Atlético de Madrid, por exemplo, foi o clube que mais se movimentou nesta questão dentre os clubes envolvidos neste imbróglio. Os colchoneros contrataram 8 atletas e cederam outros 6, negócios estes feitos com 8 países distintos, dentre eles o futebol alemão e o inglês, outras duas potências no esporte.

O negócio com maior valor foi à transferência de Bale, que saiu da Inglaterra para o galáctico Real Madrid se tornando a maior negociação da história, pelo menos até ser apurada a negociação da ida de Neymar ao Barcelona. Graças à venda de Bale, o Tottenham pode comprar sete atletas, dentre eles Lamela e Soldado, com custo avaliado em € 30 milhões cada, além do brasileiro Paulinho que custou € 19,75 milhões.

Não é apenas com valores de transferências que o futebol espanhol perderá, novidades nas equipes levam mais espectadores ao estádio, vendem mais camisas, atraem mais mídia e movimentam outras dezenas de fonte de receitas.

Agora é esperar para ver o que vai acontecer com toda esta novela. Difícil acreditar que a FIFA irá excluir de duas janelas de transferências os dois clubes com as maiores receitas do futebol mundial. Será que teremos uma pizza padrão FIFA ou uma punição padrão FIFA?

Por Allan Moran

Como estão as buscas por viagens da Europa ao Brasil para a Copa do Mundo 2014?

em Brasil/Esporte/Mundo/Negócios por

Novas análises realizadas pela unidade de Inteligência de Viagens da Amadeus revela que as companhias aéreas não estão aumentando suas capacidades para os meses de junho e julho de 2014 para a Copa do Mundo da FIFA, apesar do enorme aumento na Europa de buscas por viagens ao país anfitrião. O Rio de Janeiro, que fica somente 350 Km distante de São Paulo, é de longe a cidade mais pesquisada, com 49% de todas as buscas realizadas pelos viajantes europeus. Contudo, quando comparado a São Paulo, que representa 26% das buscas, o Rio oferece apenas metade dos assentos que as companhias aéreas têm programado para os voos vindos da Europa.

Sorteio da fase final aumentou o nível das atividades de busca

As análises de dados das viagens ao Brasil em junho e julho de 2013 registraram um pico significativo em 6 de dezembro de 2013 – dia do último sorteio do torneio – e mostram que as buscas mantiveram-se relativamente fortes pelos dois meses subsequentes. Isso coincide com a segunda fase de vendas de ingressos da Copa do Mundo e o consistente e elevado volume de buscas no período sugere um forte interesse nas viagens ao Brasil para o evento. Além disso, o interesse de busca dos viajantes após o sorteio final de janeiro foi muito maior na Alemanha, Espanha e Itália, quando comparado à Inglaterra e França.

Os dados analisados englobam pesquisas realizadas por meio de agências de viagens on-line e mecanismos de viagens metasearch, que utilizam a solução Amadeus MasterPricer, entre Outubro de 2013 e Fevereiro de 2014.

Embora a maior tendência de busca tenha sido por volta de 06 de dezembro – dia do sorteio final do torneio – o volume de busca também subiu em 16 de Outubro, seguindo a classificação da Inglaterra com um pico adicional registrado no meio de novembro, quando França e Portugal se classificaram.

Rio: o destino mais popular

A análise dos dados referente à programação das companhias aéreas feita pela Amadeus mostra que o nível elevado de procura não se iguala ao aumento da capacidade de assentos das companhias nos voos para o Brasil: companhias aéreas operando rotas entre a Europa e o Brasil aumentaram o número total de assentos disponíveis nos voos em 7% em Junho e 5% em Julho, em comparação ao mesmo período no ano passado. Apesar do aumento de capacidade ser notavelmente mais alto que em 2013 (que viu um aumento ano a ano em assentos de 1% em junho e de 3% em julho), não supera significativamente o aumento médio de capacidade em todo o ano.

A capacidade em junho e julho de 2014 é comparável com os meses próximos – maio e agosto de 2014. Isto contrasta com a tendência evidente, a partir dos dados da pesquisa, que mostram um forte pico de buscas por partidas em meados de junho de 2014.

A diferença em relação às tendências relacionadas às atividades de pesquisa e capacidade de assentos é particularmente notável quando são observados os voos entre a Europa e o Rio de Janeiro. Em toda a Europa, o Rio de Janeiro é, de longe, a cidade de destino mais pesquisada, sendo quase duas vezes mais popular que a segunda cidade mais procurada, São Paulo. O Rio foi parte dos quatro pares de cidade mais buscados: Londres-Rio; Paris-Rio; Frankfurt-Rio; e Moscou-Rio. No entanto, a cidade tem menos da metade do número de assentos disponíveis em voos para São Paulo durante o período da Copa do Mundo. O par de cidades mais buscado – incluindo São Paulo – marca apenas a posição de quinto lugar com a rota Londres-São Paulo.

Mario Ponticelli, diretor e country Sales manager da Amadeus para o Brasil, comentou: “Entender como os eventos de larga escala influenciam as tendências de viagens e os comportamentos significa que os participantes em toda a indústria do turismo poderiam estar melhor munidos para tomar as decisões estratégicas e operacionais que suas empresas necessitam em um momento especifico. O portfólio de Inteligência de Viagens da Amadeus oferece aos nossos clientes a possibilidade de acessar os extensos dados da Amadeus, ajudando-os a tomarem a decisão correta, no momento certo”

Cinemark exibe final da UEFA Champions League 2014 ao vivo em HD

em Brasil/Esporte por

Por meio da parceria firmada entre o Cinelive e a FLIX Media, a Rede Cinemark já realiza a pré-venda de ingressos para a transmissão em HD da final da UEFA Champions League 2014.

A Rede leva a partida a 19 salas de cinema do Brasil, diretamente do Estádio da Luz, em Lisboa. A transmissão acontece ao vivo, no dia 24 de maio (sábado), às 15h15m, nos complexos dos shoppings Eldorado, Market Place, Pátio Paulista e Metrô Santa Cruz (São Paulo); Botafogo e Downtown (Rio de Janeiro); RioMar (Aracaju); BH Shopping (Belo Horizonte); Pier 21 (Brasília); Iguatemi (Campinas); Mueller (Curitiba); Floripa (Florianópolis); Barra Sul (Porto Alegre); RioMar (Recife); Salvador; Goiabeiras (Cuiabá); Plaza Shopping (Niterói); Vitória e Midway Mall (Natal).

A narração e os comentários da partida serão conduzidos por uma equipe do canal ESPN com exclusividade para os cinemas: Cledi Oliveira (narração) e Mauro Cezar Pereira e Alexandre Oliveira (comentários).

A Champion’s League, fundada em 1955, é a principal competição de futebol da Europa, da qual participam apenas os clubes europeus mais influentes de cada país.

Os ingressos podem ser adquiridos no site da Rede (www.cinemark.com.br) ou nas bilheterias dos cinemas participantes. Os valores são R$ 50 (inteira) e R$ 25 (meia). Os clientes que possuem o cartão Cinemark Mania ganham 50% de desconto na compra de um ingresso.

Sinal de alerta para o futebol brasileiro

em Brasil/Esporte/The São Paulo Times por

Nova Iguaçu x Botafogo precisaria repetir 277 vezes para bater o público do clássico Real Madrid X Barcelona

Sem dúvida, o futebol brasileiro vive momento de grande turbulência. Campeonatos estaduais fracos e sem emoção, a polêmica do tapetão envolvendo o campeonato brasileiro de 2013, os altos custos dos estádios da Copa do Mundo FIFA 2014, entre outros absurdos, enfraquecem cada dia mais o nosso produto futebol.

Os problemas extra-campo do futebol brasileiro são cada vez mais evidente, mas dentro de campo é que a concorrência européia dá um show no Brasil. No último domingo, o telespectador brasileiro teve uma amostra da distância entre o futebol Brasileiro e o europeu.

Pela manhã, o clássico inglês entre Chelsea e Arsenal não teve concorrência aqui no Brasil, e então o brasileiro pode assistir tranquilamente o show do time de Mourinho no milésimo jogo de ArseneWenger a frente do Arsenal.

No período da tarde a história foi diferente, os últimos jogos da primeira fase do campeonato paulista e do campeonato carioca tiveram uma concorrência desleal, um simples duelo entre Real Madrid e Barcelona.

O paulistão apresentou o duelo entre Santos e Palmeiras, o time da baixada com cinco desfalques lutava para terminar a primeira fase na liderança, que até então pertencia ao alviverde. No campeonato carioca o embate era entre Vasco da Gama e Duque de Caxias, que pouco valia.

Do outro lado do atlântico e apenas uma hora mais tarde, um clássico que poderia tirar o clube catalão da disputa pelo campeonato nacional, deixando o caminho livre para o time de Madrid conquistar mais uma vez a liga das estrelas, ou então deixar os últimos 9 jogos com três clubes embolados pelo caneco.

Sorte dos clubes brasileiros que o clássico espanhol começou uma hora mais tarde e que nenhuma TV aberta transmitiu a partida. Real Madrid e Barcelona dividiram a atenção das principais mídias esportivas com os clubes brasileiros, na noite de domingo e na segunda-feira inteira. Outro dado estarrecedor, envolvendo o clássico espanhol e o futebol brasileiro, foi levantado pela ESPN Brasil e divulgado no programa Bate Bola de segunda-feira: A soma do público dos 12 clubes grandes do futebol brasileiro neste final de semana ficou abaixo do público do clássico espanhol. No Santiago Bernabeu 85.454 torcedores, no Brasil os grandes levaram apenas 73.525, sendo o jogo do Botafogo o pior publico de todos somando apenas 308 pagantes. Ou seja, o jogo do glorioso disputado em Nova Iguaçu era preciso ser repetido por mais 277 vezes para bater o público do jogo entre Real Madrid e Barcelona.

Os bons números dos espanhóis não param por aí. Dentro de campo o público do Santiago Bernabeu contou também com 7 gols, 3 pênaltis, 1 hat-trick, 1 expulsão, os 2 melhores jogadores do mundo e mais uma dezena de craques mundiais, além de uma grande pitada de polêmica. Todos ingredientes para satisfazer fanáticos por futebol.

A forte concorrência européia aproveita cada vez mais a fragilidade do esporte preferido dos brasileiros. A consultoria Stochos realizou no ano de 2010 e 2013 um levantamento sobre o numero de brasileiros admiradores dos clubes estrangeiros. O estudou provou que o numero de admiradores por clubes de fora crescem com grande rapidez. Nas ruas das cidades brasileiras esta situação é nítida, crianças e adolescentes são visto cada vez mais com roupas de clubes europeus, camisas de Barcelona, Real Madrid, Milan e Chelsea duelam com as camisas dos grandes clubes brasileiros.

Enquanto em 2010, 58,7 % dos entrevistados não tinham admiração por nenhum clube internacional, este número caiu para 45,9 % em 2013. O Barcelona viu seus admiradores saltarem de 13,3% no primeiro estudo para 24,9% no segundo estudo. Vale a pena ressaltar que este número pode aumentar consideravelmente, já que o craque brasileiro da atualidade Neymar foi contratado pelo Barcelona durante o ano de 2013. A lista dos clubes europeus mais admirados seguem com Real Madrid e Milan, com 11,8% e 3,7% respectivamente. Chelsea, Manchester United, Bayer de Munique e PSG são outros clubes europeus que aparecem com mais de 1% no estudo. Porém, o argentino Boca Juniors, surpreendeu e apareceu na lista em sétimo lugar, a frente de PSG por exemplo.

Não são só os atletas brasileiros que pedem Bom Senso, o futebol brasileiro como um todo pede Bom Senso. O sinal amarelo está ligado, precisamos mudar para não perder ainda mais espaço para clubes de fora do país. As receitas começam a ser divididas cada vez mais com os clubes estrangeiros, e isso não é nada bom, ainda mais para os clubes brasileiros afundados em dívidas. Caso nada mude, corremos o risco de em alguma tarde de domingo depararmos com um clássico europeu no lugar dos jogos de clubes brasileiros na TV aberta.

Por Allan Moran

Celulares de estrangeiros podem não funcionar na Copa do Mundo

em Brasil/Esporte/Mundo/Tecnologia e Ciência por

O leilão da faixa de 2,5 GHZ ocorrido em 2012, que inaugurou a era 4G no Brasil, teve como principal objetivo cumprir uma exigência da Fifa para a Copa do Mundo. Tal cobrança, bastante razoável assevere-se, tem como fundamento garantir que os torcedores pudessem compartilhar os melhores lances do evento com seus amigos mundo afora.

Dizer que o Brasil não cumpriu a exigência não podemos, pois há 4G nos estádios, só que não disponível aos torcedores – de muitos países do mundo – conforme era a intenção da Fifa. Explico. A faixa de frequências de 2,5 Ghz não é utilizada pela maioria dos países da Europa, nem por países como os EUA, por exemplo. Não bastasse esse fato, agora o bloqueio de celulares pode atingir inclusive consumidores daqui que adquiriram equipamentos nos EUA e Europa, compatíveis com o 3G brasileiro.

Toda tecnologia tem uma faixa de frequência que melhor se adequa em termos técnicos e de viabilidade financeira. No caso do 4G essa faixa é de 700 MHZ, cujo leilão deve ocorrer somente em 12 de agosto desse ano. Resultado: o governo vendeu primeiro o osso (2,5 ghz) e guardou o filé mignon (700 mhz) pra vender depois com o fito de assegurar a melhor cifra possível e ganhar duas arrecadações.

Ocorre que essa otimização de ganhos, fruto do processo de concessão do espectro radioelétrico, bem público cuja administração compete a União, foi prejudicial para as operadoras que tiveram que pagar por uma faixa inadequada para a propagação do sinal com muita dificuldade de penetração em ambientes indoor, e ainda por cima, empurrou uma faixa que não era de interesse das operadoras (por não haver equipamento disponível no Brasil). Refiro-me à faixa de 450 MHZ, utilizada por clientes corporativos para tráfego de voz e dados.

Com isso, no afã de maximizar receitas, o Governo Federal prejudicou a indústria brasileira, usuária da faixa de 450 mhz e criou uma hipervalorização das frequências do 4G, encareceu a conta do consumidor e inviabilizou que muitos dos celulares de estrangeiros funcionem na Copa do Mundo. Outro detalhe: a faixa de 450 mhz não será usada pelas operadoras que se obrigaram a cumprir as metas de disponibilização de internet rural para 30% dos municípios brasileiros. Vão fazê-lo em 850 mhz, segundo informações das operadoras.

Tantos desencontros me lembram a “Quadrilha”, de Carlos Drumond de Andrade. João amava Teresa, que amava Raimundo, que amava Maria, que amava Joaquim, que amava Lili, que não amava ninguém. João foi para os Estados Unidos, Teresa para o convento, Raimundo morreu de desastre, Maria ficou para tia, Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. Pinto Fernandes, que não tinha entrado na história. Vai saber o fim dessa novela por aqui…

Adriano Fachini é empresário do setor de telecomunicações e presidente da Aerbras – Associação das Empresas de Radiocomunicação do Brasil.

Ingresso de Copa para ver jogadores sem divisão

em Brasil/Esporte/The São Paulo Times por

Finalizou-se no último dia 12 de Março os ingressos para a maioria dos jogos da Copa do Mundo FIFA 2014 que será realizada no Brasil. Os brasileiros que queriam assistir as partidas realizaram uma verdadeira guerra virtual devido a pouca quantidade de ingressos e a grande quantidade de interessados. Partidas decisivas foram as que se esgotaram primeiro, junto com as partidas na qual o Brasil já confirmava presença. Nada de novidade até aí!

Mas temos uma triste constatação quando analisamos o valor cobrado para assistir os jogos da Copa do Mundo FIFA 2014. O público brasileiro que comprou o ingresso mais barato da primeira fase do torneio pagou apenas R$ 60,00. O valor do ingresso cobrado pela FIFA é igual ou menor que o valor cobrado por clubes de grande expressão do futebol brasileiro como Palmeiras, Flamengo e Botafogo. Incrível mas é verdade.

Imagine você precisando escolher entre assistir um jogo do Palmeiras e Ituano, válido pelo campeonato paulista em plena quarta feira às 22h, ou pelo clássico entre Inglaterra e Itália em um sábado às 19h. Não se esqueça de que o valor é o mesmo nos dois jogos, R$ 60,00!

No jogo do campeonato paulista você vai para o Estádio do Pacaembu, inaugurado em 1940, o qual seu ingresso dá direito a assistir ao jogo na arquibancada com refeições caras e de baixa qualidade. E no jogo da Copa do Mundo FIFA você irá para Arena Amazonas com excelente estrutura, recém inaugurada para o torneio, e que obviamente também terá refeições caras, mas de boa qualidade.

No torneio regional você verá no máximo Valdivia, Wesley, Lucio e Fernando Prass como destaque, contra uma legião de craques mundiais como Pirlo, Balotelli, Buffon, Wayne Rooney, Joe Hart, Gerrard, Sterling, Sturridge, além dos demais coadjuvantes sem tanta expressão no futebol mundial. Acrescente a tudo isso que no ano de 2013 o Ituano não disputou nenhuma divisão do campeonato Brasileiro e, que neste ano de 2014, a equipe ainda corre o risco de ficar de fora do torneio nacional.

Então, você pagaria os R$ 60,00 para assistir o jogo de um torneio que é disputado apenas uma vez a cada quatro anos, com os melhores jogadores do mundo, ou você escolheria aquele jogo de um torneio regional disputado todo ano e que diversos jogadores ficam sem emprego no fim do torneio?

Outra comparação que pode ser feita é no jogo válido pela Libertadores da América 2014 entre o Botafogo e o Indenpendiente del Valle com custo de R$ 80,00, a entrada mais barata, contra os R$ 60,00 pagos para assistir a repetição da última final de Copa do Mundo FIFA, Espanha x Holanda, na abertura do grupo B.

Há pouca diferença entre os estádios dos dois jogos, um será no Novo Maracanã e o outro na Itaipava Arena Fonte Nova, ambos reformulados para o torneio mundial. Mas no quesito craques, goleada para a partida entre seleções européias. Do lado sul-americano o selecionável Jefersson e o promissor Dória são os destaques do duelo junto com o equatoriano Somoza. No duelo entre Espanha e Holanda um plantel de craques, na equipe da fúria Iniesta, Xavi, Fabregas, Xabi Alonso, Casillas, Pedro e Pique são alguns dos destaques. Do outro lado Robben, Sneijder, Van Persie, Strootman e Mathijsen se destacam.

A escolha parece obvia para os torcedores que preferem o bom futebol.

Nos últimos anos o futebol brasileiro vê seus clubes com dívidas cada vez mais altas e seus estádios cada vez mais vazios. A média de publico do futebol brasileiro não supera os torneios nacionais do México e do Japão. Passamos vergonha também diante da segunda divisão inglesa e alemã que estão à frente do futebol tupiniquim em média de público.

Na matéria divulgada pelo site ESPN.com.br “Barato, bom e lotado: Borussia Dortmund, o maior sucesso de público da Europa” aponta que os valores pago pelo torcedor do Borussia Dortmund ficam muito abaixo dos valores pagos por torcedores brasileiros, mesmo quando convertemos o euro para o real. Para assistir um jogo no SignalIduna Park, o custo fica entre € 9,30 e € 50,00 ou aproximadamente R$ 30,00 e R$ 160,00. A mesma matéria aponta que os torcedores bávaros do Bayer de Munique precisam pagar um pouco mais para assistir Ribéry e Cia, os ingressos para assistir o poderoso Bayer variam entre €1 5,00 e € 70,00, ou na conversão atual algo entre R$ 49,00 e R$ 229,00.

Outro exemplo foi dado no campeonato brasileiro de 2013, onde o São Paulo Futebol Clube, em má fase no torneio, decidiu realizar uma grande promoção no custo dos ingressos, baixando de R$ 30,00 o preço do ingresso mais barato para R$ 2,00. A promoção tinha como objetivo aumentar a média de público e obter um ganho técnico com o apoio da massa que não comparecia ao estádio. Mas não foi apenas nesse ponto que o São Paulo faturou, além de se afastar da zona de rebaixamento a equipe do Morumbi faturou muito em reais. Quando o São Paulo decidiu por tal ação, a equipe já tinha disputado seis partidas no torneio nacional e faturado apenas R$ 1,37 milhão com média de 8.553 torcedores por partida. Nos seis jogos subsequentes da promoção, tanto o faturamento quanto o público tiveram aumento significativos, a equipe tricolor viu sua receita aumentar para R$ 2,43 milhões e a média de publica chegar a 35.335.

Alguns clubes brasileiros precisam repensar a maneira que irá saldar suas dívidas. Não é só o valor pago nos ingressos que irá zerar as contas. Se Palmeirenses pagam R$ 60,00 por jogo para assistir partidas do campeonato paulista no estádio do Pacaembu, imagine quando o clube inaugurar seu novo estádio no padrão das grandes arenas e disputar a Copa Libertadores da América. Podemos esperar ingressos na casa dos R$ 150,00? Se os Botafoguenses e os Flamenguistas pagam R$ 100,00 para assistir times sem grandes estrelas na primeira fase da libertadores, imagine se os clubes chegarem na final da mesma competição, passaremos dos R$ 200,00?

Os grandes gestores do futebol moderno precisam voltar à realidade do povo brasileiro.

Por Allan Moran

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