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Mundo - page 66

Bolívia quer energia nuclear, mas o Brasil e outros países latino-americanos estão abandonando seus projetos

em Mundo por

Bolívia, o país mais pobre da América do Sul, saudou o ano novo com um anúncio pronunciado pelo seu presidente Evo Morales: a Bolívia está pronta para desenvolver energia nuclear. Morales assegurou que o país tem as matérias-primas necessárias para o desenvolvimento ser bem sucedido, e disse que a energia nuclear é uma “certeza para cada boliviano”.

“A energia nuclear não é um privilégio para os países desenvolvidos, e outros têm que ser privado dela”, disse ele, acrescentando que a Bolívia não é um país perigoso e a energia nuclear seria usada para “fins pacíficos”.

Morales fez questão de dizer que vai demorar algum tempo para desenvolver a tecnologia necessária, e que países como França e Argentina podem ajudar. “É hora de fazer a Bolívia ser a última linha em desenvolvimento da América Latina”, disse ele .

A história da América Latina com a energia nuclear não é muito promissora. No entanto, Morales está entusiasmado com a tecnologia. Três países da região – México, Brasil e Argentina – já usaram a energia nuclear, sob o Tratado de Tlateloco de 1967, que proíbe as armas nucleares e uso da energia nuclear para a guerra. Outros países, como Chile e Cuba, já manifestaram interesse em desenvolver a energia nuclear.

Existem países latino-americanos que não são bem sucedidos com a energia nuclear por várias razões:

Brasil: Menos Nuclear, mais vento.

O Brasil começou a construir sua terceira usina nuclear, quando o desastre da usina de Fukushima fez com que todos questionassem a segurança da energia nuclear.

O projeto foi colocado em espera, até por que seriam construídas mais quatro em 2030. A partir de setembro de 2013, esses planos foram interrompidos sem data prevista para recomeçar. Mauricio Tolmasquim, chefe da EPE estatal ou Empresa de Pesquisa Energética, “As usinas não são uma prioridade para nós neste momento” disse à Reuters.

A Energia nuclear no Brasil – o país possui duas usinas trabalhando no estado do Rio de Janeiro – responsável por 1 por cento da geração de eletricidade. Isso é aproximadamente o mesmo que a participação da energia eólica.”Este é o momento da energia eólica”, disse Tolmasquim .

Cuba: Sonho nuclear interrompido.

O sonho de Cuba pela energia nuclear foi suspensa, como são a maioria das coisas em Cuba, por razões políticas. A construção da primeira usina nuclear do país começou em 1976 , como um projeto conjunto entre Cuba e URSS.

Os dois primeiros reatores nucleares foram construídos em 1983, em Juraqua, para ser inaugurado em 1993. No entanto, o colapso da União Soviética parou o fluxo de fundos soviéticos cruciais; 300 técnicos russos foram enviados para casa, e Cuba foi forçada a abandonar o projeto.

O projeto ficou no limbo até 2000, quando o presidente russo, Vladimir Putin, em visita oficial à Cuba, ofereceu então ao presidente Fidel Castro uma quantia de $800 milhões. Mas Castro recusou, por razões desconhecidas.

A fábrica abandonada fica na costa do Caribe, e o acesso não é permitido a estrangeiros.

México: Gás natural

Muito parecido com o Brasil, o México em 2011 decidiu parar a construção de 10 novas usinas nucleares em favor do gás natural, quando foram descobertos vários depósitos de combustível.

O governo decidiu aumentar o investimento do novo combustível, bem como em reservas de petróleo administrados pela estatal Petróleos Mexicanos (Pemex), que será aberto ao investimento privado em março. O país estava considerando a energia nuclear como parte dos planos para aumentar a capacidade de geração de 75 por cento para 86 gigawatts no prazo de 15 anos, passando dos atuais 50 gigawatts. Ele agora prefere gás por razões de custo, de acordo com o ministro da Energia, Jordy Herrera.

“Enquanto não encontrar um modelo para tornar a energia renovável mais rentável, o gás é mais conveniente, disse ele .

O México ainda tem reatores nucleares, que produzem cerca de 4 por cento de sua energia.

(c)2013, IBTimes.

Mercado de Miami cresce com compradores internacionais

em Mundo/Negócios por

Segundo Miami Association of Realtors, o Brasil está no topo da lista dos países que mais adquiri imóveis na Flórida.

Miami Market Report 2013 aponta melhoria no mercado e crescente número de compradores internacionais. Alguns dos destaques apontados no levantamento feito pelo por Douglas Elliman 3Q Market Reports estão o maior preço médio de vendas alcançado em 5 anos, a segunda maior atividade de vendas desde 2006 e o tempo de comercialização mais rápidos nos últimos 7 anos.

Segundo o brasileiro Matias Alem, presidente da BRG International, que atua há quase 14 anos no mercado imobiliário americano, percebeu uma estagnação nos imóveis de até 1 milhão de dólares, enquanto os imóveis de alto luxo e acima dos 7 milhões, estão em crescimento.

“Estamos comercializando um apartamento em um dos edifícios mais luxuosos de Miami cujo valor é US$ 13 milhões. O proprietário brasileiro decidiu comprar duas coberturas de US$ 5 milhões e unificá-las. Esse tipo de comercialização tem sido bem comum aqui e o número de brasileiros interessados é cada vez maior”, comenta Alem.

Qualidade de vida e dos imóveis, segurança e preços atrativos são alguns dos motivos que estão levando brasileiros a comprar imóveis na Flórida. O movimento foi percebido pelo mercado já em 2011, quando imobiliárias nomearam os brasileiros como responsáveis pelo novo boom de imóveis. Ainda segundo a MIAMI Association of Realtors, em agosto deste ano, o Brasil chegou ao topo da lista dos 10 países que compram imóveis no local. Na sequencia estão Argentina, Colômbia e Venezuela, seguidos de Rússia, Malásia, França, Espanha e Reino Unido.

Empresas privadas podem gerenciar nossos presídios

em Brasil/Mundo por

A população carcerária do Brasil cresceu tanto nos últimos anos que se tornou a quarta maior do mundo. E esse rápido crescimento preocupa o governo porque as prisões estão ficando sem espaço. Atualmente, os presídios brasileiros somam 548 mil presos, mas os presídios de todo o país só tem capacidade para suportar 340 mil prisioneiros.

A solução discutida até o momento é deixar as prisões nas mãos das empresas privadas.

Três governos estaduais já contrataram empresas privadas para gerenciar suas prisões e o Estado de São Paulo é o próximo da lista. O governador Geraldo Alckmin anunciou a construção de três novos presídios, cada um com capacidade para 10.500 detentos.

O modelo do governo federal é a gestão público-privada, ou seja, a gestão privada será temporária – no caso do estado de São Paulo, a expectativa é que os contratos durem de 27 a 33 anos.

Mesmo sendo temporário, a ideia de contratar uma empresa privada para gerenciar os presídios tem sido muito contestado pelo Conselho de Política Criminas e pelos Políticos de todo o Brasil, pois eles acreditam que as prisões devem ser competência exclusiva do governo.

O modelo misto já foi testado anteriormente no Ceará e Paraná, e os resultados foram medíocres. Ambos presídios voltaram a ser estatais, no entanto, Santa Catarina, Espírito Santo e Minas Gerais ainda estão tentando usar o modelo de gestão privada.

O outro problema que assombra a privatização das prisões é que o plano nem sempre é viável financeiramente, pois um preso custa ao Estado aproximadamente R$ 1.300 por mês. No caso da privatização, as empresas privadas receberiam R$ 2.700 por preso, totalizando em apenas uma cadeia R$ 28,3 milhões.

Além dos números exorbitantes, existe também o componente humano. O governo teme que os presos serão tratados como produtos porque as empresas teriam o controle total das prisões. Mesmo fazendo inspeções periódicas, fica difícil detectar as irregularidade no tratamento dos detentos. Um exemplo real aconteceu em uma prisão do Espírito Santo, onde os presos alegaram serem abusados por um regime extremamente rigoroso.

“Aparentemente as prisões são limpas e higienizadas, até lembram um hospital, mas os presos são mantidos lá dentro durante 23 horas por dia com apenas um minuto e meio para tomar banho. É desumano” disse o advogado Marcos Fuchs (diretor-executivo da ONG Conectas Direitos Humanos) ao jornal espanhol El País.

Para o deputado cearense Domingos Dutra, as empresas privadas se tornaram muito exigentes. “Eles só querem lidar com os detentos bem comportados e com os infratores menores de idade. Ninguém quer lidar com assassinos ou líderes de facções criminosas. E o pior, as empresas privadas são se preocupam com a reabilitação social dos reclusos. Realmente eles são tratados como produtos”.

Entres os defensores do modelo privado está o secretário de presídios em São Paulo Lourival Gomes, que argumenta: “as empresas privadas têm mas recursos para contratar os empregadores, como médicos especializados, o que é muito mais difícil para as entidades públicas”.

(c) 2013, IBT Media.

Relembre quais foram os principais projetos de Energia Solar de 2013

em Mundo/Negócios por

O ano de 2013 foi emocionante para a tecnologia mundial, pois a energia solar, que tem como fonte a energia renovável, tornou-se popular em alguns países e empresas sendo uma ótima alternativa para substituir os combustíveis fósseis.

Confira a lista dos principais projetos de energia solar de 2013:

Em novembro, o Departamento de Energia dos EUA anunciou que uma das maiores plantas e mais avançadas tecnologicamente do mundo de energia solar fotovoltaica se tornou comercialmente operacional.

Com 250-megawatt, o projeto Califórnia Solar Valley Ranch possui a capacidade de mudar as posições dos painéis sem fio para monitorar e otimizar o tempo de entrada solar para recolher o máximo possível de energia solar.

O projeto criou centenas de empregos e tiveram um número estimado de 315 milhões dólares na economia local. A planta agora faz parte de 42 mil casas.

Em 2011, o DOE emprestou US$ 1,2 bilhão para apoiar a construção da usina Solar Valley Ranch. O apoio financeiro faz parte de um programa mais amplo do DOE que tem como foco os projeto de grande escala.

Esse é o primeiro projeto de energia solar dos EUA a usar o monitoramento sem fio e sistemas de controles para melhorar a produção anual, que atinge os 25% de melhorias comparado aos painéis fixos. O projeto também evita lançar no ar aproximadamente 279 mil toneladas métricas de bióxido de carbono por ano, equivalente às emissões de 60 mil veículos.

Segundo o relatório dos EUA sobre a Geração de Energia Solar, as empresas e organizações governamentais sem fins lucrativos instalaram no ano de 2013 mais de de 1.000 megawatts de novos painéis solares. No mês de outubro, a Associação da Indústria de Energia Solar (SEIA) divulgou que a implantação comercial totalizou 3.380 megawatts e 32.800 instalações em todo os EUA, 40 por cento a mais em relação ao ano anterior.

24 principais empresas que utilizam energia solar para alimentar as suas instalações. 

1. Walmart

2. Costco

3. Kohl’s

4. Apple

5. IKEA

6. Macy’s

7. Johnson & Johnson

8. McGraw Hill

9. Staples

10. Campbell’s

11. U.S. Foods

12. Bed Bath & Beyond

13. Kaiser Permanente

14. Volkswagen

15. Walgreens

16. Target

17. Safeway

18. FedEx

19. Intel

20. L’Oreal

21. General Motors

22. Toys “R” US

23. Toyota

24. Dow Jones & Company, Inc.

Até Cuba está se rendendo a Energia Solar

Na primavera passada, Cuba abriu sua primeira fazenda solar com 14.000 painéis, dobrando a capacidade do país na coleta de energia solar.

O projeto é apenas uma das sete fazendas em obras e os líderes estão sendo obrigados a considerar a importância das energias renováveis por que as tentativas de perfuração de petróleo em suas costa foi fracassada.

O parque está localizado na província central de Cienfuegos, a 190 km do leste de Havana.

Antes do projeto, Cuba já havia cerca de 9 mil painéis instalados isoladamente para serem usados em aldeias rurais, escolas e hospitais.

Até agora, a fazenda solar gera energia suficiente para abastecer 780 casas, e vai atingir uma capacidade de 2,6 megawatts quando os painéis finais entrarem em vigor no mês de setembro.

Em dezembro, o presidente Raul Castro emitiu um decreto que autoriza a criação de sete grupos de trabalho com um plano de 15 anos para desenvolver energias alternativas, incluindo a energia solar, eólica e biomassa.

IKEA comercializa Painéis Solares.

A conceituada rede varejista de móveis IKEA divulgou em setembro que está comercializando painéis solares em suas 17 lojas do Reino Unido.

“Sabemos que os nossos clientes querem viver de forma mais sustentável e esperamos trabalhar com Hanergy [Hanergy Solar Group Ltda. com base na China] para os painéis solares terem preços acessíveis “, disse Joanna Yarrow , chefe de sustentabilidade  IKEA’S no Reino Unido e Irlanda.

O pacote mínimo de 18 painéis, feitos de material fotovoltaico de película fina, custa cerca de US$ 11.000. A IKEA pretende mudar suas lojas para energia renovável até 2020 e investirá bilhões de dólares em geração de energia solar e eólica para cobrir 70 por cento do seu consumo de energia até 2015. Resumindo, em 2020, a IKEA espera produzir mais energia do que consome.

“Nós acreditamos que a sustentabilidade não deve ser um bem de luxo. Deve ser acessível para todos”, disse Steve Howard, diretor de sustentabilidade da IKEA.

“Com mais de 770 milhões de visitantes em nossas lojas, estamos empolgados com a oportunidade de ajudar os clientes a economizarem dinheiro em suas contas domésticas, reduzindo o desperdício de água e energia”.

A IKEA possui 300 lojas em 41 países e a empresa executou um projeto piloto bem sucedido em uma das suas lojas na Inglaterra no começo de 2013, e agora, está expandido o programa em grande escala para as outras 16 lojas localizadas no Reino Unido.

Índia pode se tornar uma potência mundial em Energia Solar

No início de dezembro, o Banco Mundial informou que a Índia estava à beira de se tornar uma potência solar global. Sob o governo de Jawaharlal Nehru, a National Solar Mission Phase-1 (JNNSM), que iniciou em janeiro de 2010 para promover o crescimento sustentável e expandir a energia solar, lida com os efeitos das mudanças climáticas, mesmo assim, a capacidade de energia solar instalada na Índia já saltou de 30 megawatts para mais de 2000 MW.

O Banco Mundial observou que JNNSM também ajudou a reduzir o custo da energia solar para níveis competitivos – cerca de US$ 0,12 por quilowatt-hora para energia solar fotovoltaica, e, US$ 0,21 por kWh para energia solar concentrada, tornando a Índia um dos custos mais baixos do mundo em energia solar.

Mas o Banco Mundial advertiu que a Índia enfrentará alguns desafios em cumprir o seu objetivo declarado de adição de 20.000 MW de energia solar até 2022.

Nova Deli “precisará abordar os principais obstáculos e restrições que poderiam vir na forma de ampliação do programa de energia solar.”

Ainda assim, o governo indiano anunciou que vai construir 60 “cidades solares” em todo país. O ministro de energias novas e renováveis, Farooq Abdullah, disse que a aprovação, em princípio, atingirá 55 cidades, das quais 45 já foram sancionados. “Dessas 45 cidades, 36 já tiveram os planos finalizados”

Energia Solar Lunar do Japão ao Mundo

No final de novembro, a Shimizu Corporation, uma empresa de construção japonesa, propôs acabar com todos os problemas de energia do planeta, criando um cinto gigante de painéis solares em torno do equador da lua.

A empresa com sede em Tóquio disse que seu conceito é: “geração de energia solar lunar”, que abriria caminho para uma “virtualmente inesgotável, não poluente” fonte de energia. A empresa Shimizu Corporation não forneceu detalhes sobre o custo do tal empreendimento, mas acrescenta que o projeto pode ser concluído antes de 2035 se receber financiamento adequado.

O equador lunar recebe uma quantidade constante de energia solar, por isso a Shimizu propõe que a luz solar seria convertida em eletricidade usando células solarem em uma instalação de geração de energia que seria construído no equador lunar.

O projeto consiste em ter a eletricidade transmitida através de cabos virados para a Terra. A corporação afirma que seu cinto de energia solar atinge uma mega-escala, em torno de 400km, o que serviria como uma fonte contínua de energia limpa durante anos.

A Energia Solar do Japão

Em novembro, o Japão abriu sua maior planta de energia solar, produzindo energia suficiente para abastecer 22.000 casas.

A empresa Kyocera Corp construiu a 70 megawatts Kagoshima Nanatsujima, uma meta planta solar que fica na região sudeste do país. Procurando diversificar sua matriz energética através do desenvolvimento do seu setor de energia renovável, o país está incentivando as empresas a utilizarem energia solar.

De acordo com pesquisa recente divulgado pelo NPD Solarbuzz, até o momento, o Japão é um dos cinco países que alcançaram 10 gigawatts de capacidade solar cumulativa. Os outros quatro países são Alemanha, Itália, China e os EUA.

A Associação de Indústrias de Energia Solar informa que a energia solar do Japão vai aumentar para 19 gigawatts até 2016. Sendo que um gigawatt de energia solar é suficiente para abastecer 139 mil casas.

Tailândia de olho no investimento de energia solar 

No início de novembro, foi relatado que as empresas de energia tailandesas chegariam a investir até US$ 2 bilhões no setor de energia solar nos próximos cinco anos. O governo planeja triplicar sua capacidade de energia solar para 3.000 MW até 2021, quando as energias renováveis ​​deverão representar um quarto do mix de energia do país, que agora estão acima dos 8 por cento.

(c) 2013, IBT Media.

2014: mais um ano para andar de lado

em Brasil/Mundo por

Por Telmo Schoeler.

Como estamos no limiar de um novo ano, empresas e gestores estão todos com os periscópios levantados no esforço de enxergar o que vem pela frente, o que fazer e como se posicionar. No meu entender, salvo para algumas empresas e setores pontualmente beneficiados, 2014 será um ano para andar de lado, o que, diante das nossas potencialidades desperdiçadas e de oportunidades pelo mundo, significará mais um ano perdido.

Para entender porque, precisamos olhar para dentro e para fora do país. Internamente, pelo menos quatro fatores continuarão deixando a desejar: a inflação crônica, a assimetria entre as políticas monetária e fiscal, o aumento do déficit público e a deterioração das contas externas, sem perspectivas de mudança por serem atreladas ao modelo político-econômico vigente. No cenário internacional, estamos diante da recuperação e melhoria dos Estados Unidos, dos principais países europeus e da própria China. E, dentro dessa mesma perspectiva, em decorrência do somatório dessas realidades interna e externa, estamos diante da piora na percepção da economia brasileira. Fatos e percepções estarão contra nós, o que não se reverte apenas com discursos ou promessas, razão pela qual são visíveis no horizonte, a) o rebaixamento do rating de risco brasileiro, b) a apreciação do dólar e c) a diminuição do fluxo de investimento direto e não especulativo.

Importações perderão a conveniência e as exportações tenderão a ser favorecidas, o que parece positivo, embora se imponha uma análise mais profunda. A desindustrialização e falta de investimentos dos últimos anos aumentaram em muito a dependência de insumos importados, o que fará com que a subida do dólar tenha um impacto direto nos custos, por decorrência, nos preços e, portanto, na inflação. Esta, sendo crescente, obrigará o governo a elevar a taxa de juro, com reflexos de aumento nos custos financeiros das empresas e de diminuição na capacidade de consumo da população, pois, mesmo que continue a política de concessão de reajustes do salário mínimo acima da inflação, os preços reais subirão mais do que isso. Em síntese, a balança comercial e de pagamentos tenderá a ser pouco favorecida pelo comportamento do dólar em alta, embora, evidentemente, o agronegócio, as commodities e os minérios deverão ser beneficiados.

Pode ser esperada a continuidade da política de fomento ao consumo via subsídios, benefícios, bolsas ou mesmo desonerações tributárias pontuais para produtos ou setores específicos, mas seu uso retroalimentará negativamente os fatores internos e externos que nos afligem. A obrigatória subida dos juros terá como efeitos: 1) retração do consumo pelo encarecimento do crédito; 2) aceleração do esgotamento da capacidade de endividamento das pessoas físicas; 3) aumento das taxas de inadimplência; 4) maior dificuldade de tomada de crédito, por óbvios critérios de maior seletividade por parte dos bancos.

O clássico efeito tesoura fará com que empresas tenham uma tendência a margens e resultados decrescentes. Por decorrência, a Bolsa de Valores deverá, na melhor das hipóteses, andar de lado. Quem depender de investimentos governamentais não poderá esperar reversão da lentidão ou atraso de obras, pois não haverá recursos suficientes para cumprir cronogramas.

Toda essa realidade aponta para uma performance pouco satisfatória do comércio, em decorrência do endividamento das famílias ter atingido seu limite. Se somarmos essas duas constatações, que já são um fato, veremos que consumidores que compraram além da conta estão recorrendo ao crédito pessoal – com tradicionais taxas altas – para liquidar suas dívidas, o que faz antever um aumento da inadimplência. O esgotamento da capacidade popular de tomada de crédito está também já demonstrado no decrescente uso de recursos do próprio programa “Nossa Casa Melhor”.

Para aquela parcela de brasileiros eternamente otimistas que acham que a Copa da FIFA trará uma injeção de ânimo nos negócios, um alerta: ela poderá favorecer, pontual e limitadamente, hotéis, companhias de aviação e restaurantes, além de impulsionar cervejas e televisores. Mas não será boa para o varejo em geral, pelo fechamento de lojas, feriados, dispersão de atenção, gastos com ingressos e correlatos etc. Como disse um empresário do ramo: “ninguém compra um tênis novo para assistir um jogo”. Sem falar que o término das obras que forem terminadas para a Copa jogará no mercado uma substancial força de trabalho que não necessariamente encontrará novas oportunidades.

Toda essa realidade mostra que o ano entrante terá mais um pibinho com evolução pífia rondando os 2%, como tem sido os últimos, muito longe de uma evolução mínima de 4% a 5% que seria necessária para manter esta nave pelo menos estabilizada, ainda que não pujante.

O cenário será difícil para as empresas endividadas e com estruturas de capital desbalanceadas. Episódios como os do desmoronamento do Grupo X (Eike), mesmo que decorrentes de menor pirotecnia, poderão se repetir. Os erros de governança, planejamento, gestão e falta de realismo econômico, mais do que nunca mostrarão sua cara. Por isso, podemos esperar crescente número de recuperações judiciais e falências, com todos os efeitos daí decorrentes.

Diante disso, e em síntese, cabem as seguintes recomendações às empresas:

–  Seja mais conservador do que nunca e preserve sua liquidez;

–  Postergue investimentos e decisões não essenciais;

–  Fique atento para boas oportunidades de aquisições, pois muitas empresas terão problemas, oportunizando ativos a baixos preços;

–  Evite e reduza o endividamento;

–  Se mesmo assim precisar de crédito, os bancos oficiais tenderão a ser melhores alternativas;

–  Caso recursos de longo prazo forem necessários, debêntures tenderão a ser uma boa alternativa, inclusive porque investidores internacionais serão atraídos por taxas crescentes no Brasil;

–  Não conte com investidores de capital de risco: será difícil achá-los, salvo em condições desinteressantes de deságio influenciadas pelo cenário brasileiro.

Telmo Schoeler é sócio-fundador e Leading Partner da Strategos – Strategy & Management, fundador e coordenador da Orchestra – Soluções Empresariais, a primeira e maior rede de organizações multidisciplinares de assessoria em gestão empresarial. Possui 47 anos de prática profissional, metade exercendo funções executivas de diretoria e presidência de empresas nacionais e estrangeiras.

Universidades na Holanda oferecem bolsas de estudo para brasileiros

em Brasil/Cultura e Entretenimento/Mundo por

Com várias oportunidades para cursos de nível superior ministrados em inglês, universidades oferecem cerca de 60 opções de bolsas de estudo para brasileiros, onde recebem inscrições até o final de março de 2014.

Para conhecer e ver os requisitos para se candidatar, acesse o banco de cursos do Nuffic Neso Brazil
No site, é possível criar um filtro por palavra-chave e encontrar as ofertas disponíveis de acordo com a sua área de estudo. Além de detalhes do programa, no mesmo link é possível pesquisar os valores, os requisitos necessários para admissão e as possibilidades de bolsas existentes para cada um dos cursos.

Dentre os programas, destaca-se o Orange Tulip Scholarship – OTS Brazil 2014, que oferece bolsas integrais e parciais exclusivas para brasileiros. Este ano, os valores podem chegar até 32.500 Euros.

Bolsas de estudo

Sem fins lucrativos e financiada pelo próprio governo, os valores de um curso superior na Holanda são bem em conta quando comparado com outros grandes destinos. As universidades do país oferecem anuidades a partir de 4.000 euros e, para os brasileiros com cidadania europeia, o investimento não ultrapassa dois mil euros por ano.

Estudantes com excelente desempenho acadêmico podem participar dos processos de bolsas oferecidos pelas próprias universidades holandesas. Esses programas podem oferecer descontos integrais ou parciais sob o valor da anuidade ou entregar ao estudante um valor em dinheiro para ajudar a financiar os estudos e o custo de vida durante a estadia no país.

Requisitos de admissão

Diferentes universidades podem ter requisitos específicos, mas proficiência em inglês é mandatório. TOEFL e o IELTS são os testes mais comumente aceitos. Para o TOEFL, normalmente é exigida uma pontuação mínima de 550 para o teste no papel e 213 para o teste no computador. Para o IELTS é exigida uma pontuação mínima de seis.

Em termos de documentação, as principais exigências das universidades holandesas são: Histórico acadêmico adequado e testes de proficiência em inglês. Para estudantes de bacharelado é exigido diploma de ensino médio, para alunos de mestrado é exigido diploma de graduação e assim por diante.

Vida cultural intensa, baixo custo de vida, população amistosa, pouca burocracia e educação de qualidade e aulas em inglês. Com tantos atrativos, é compreensível que a Holanda, um dos primeiros países a internacionalizar o seu ensino superior, tenha hoje mais de 10% da sua população acadêmica formada por estrangeiros, o que torna o ambiente de estudos extremamente multicultural.

© 2013, The São Paulo Times.

Microsoft promete anunciar novo CEO em 2014

em Mundo/Negócios/Tecnologia e Ciência por

Um novo CEO da Microsoft será anunciado em 2014, segundo nota publicada nesta terça-feira (17) por John W. Thompsom, presidente da comissão responsável por encontrar o novo diretor-executivo da companhia.

Em agosto, Steve Ballmer, atual CEO, em meio à anunciada transformação da Microsoft em uma empresa de dispositivos e serviços, comunicou sua aposentaria em até 12 meses. O prazo para saída de Ballmer e escolha do substituto também foi estipulado dentro deste período, com uma decisão que deve ser tomada após seleção de candidatos internos e externos feita por uma comissão especial, nomeada pelo Conselho de Administração, para dirigir o processo de sucessão. Este comitê é presidido por John Thompson, Bill Gates, presidente do Conselho, Chuck Noski, do comitê de Auditoria e o presidente do comitê de remuneração, Steve Luczo.

“Foram identificados mais de 100 possíveis candidatos. Conversamos dezenas deles, e, em seguida, concentramos nossa energia intensamente em um grupo de cerca de 20 pessoas, todas extremamente impressionantes”, afirma Thompsom, em nota.

Até o momento não há previsões para a data exata do fim do recrutamento, que deve ser feito até 2014, pela comissão especial, ainda dentro do período estipulado para saída de Ballmer.

© 2013, The São Paulo Times, por Kaique Oliveira.

Fusão da American Airlines e da US Airways deve resultar na maior companhia aérea do mundo

em Mundo/Negócios por

Se confirmada a fusão entre a American Airlines e a US Airways, o resultado será a maior companhia aérea global. A operação prevê um adicional de US $ 1 bilhão por ano a partir de 2015, além dos lucros parciais já contabilizados separadamente. As ações da US Airways subiram 68%, desde que o anúncio foi feito, em fevereiro. Os investidores da American Airlines também se beneficiarão, apesar de a empresa ter falido. O mesmo deve ocorrer entre os colaboradores das companhias aéreas, que afirmam, junto a seus sindicatos, estarem de acordo com a operação.

O mesmo não se pode afirmar dos clientes. Segundo William J. Baer, procurador-geral assistente para a divisão antitruste do Departamento de Justiça, responsável por anunciar o acordo: “Isso vai atrapalhar os relacionamentos acolhedores entre as companhias tradicionais, que atualmente fornecem maior número de vôos e passagens aéreas mais competitivas”.

Ambas concordaram em desistir de 138 espaços de decolagem e pouso em Washington D.C`s Reagan National Airport e New York’s La Guardia Airport, além de operar com reduções em cinco outros aeroportos menores. Isso equivale a diminuir 112 vôos diários, que correspondem a 1,6% da capacidade das duas companhias juntas. Quanto mais vôos da American/US Airways são fechados, maior a concorrência no mercado de aviação comercial, o que pode prejudicar os viajantes aéreos.

Em acordo com o governo dos Estados Unidos, a American Airlines e a US Airways concordaram em manter bases existentes, por apenas três anos, nos seguintes aeroportos: Aeroporto Internacional JFK, em Nova York, Charlotte -Douglas , na Carolina do Norte, O’Hare, em Chicago, Los Angeles International, Miami International, Philadelphia International e Phoenix Sky Harbor International Airport , no Arizona.

Na última década, o número de grandes companhias aéreas caiu de oito para quatro, e, se confirmada esta fusão, cairá para três. O cenário que tem sido observado é a piora atendimento às zonas menos povoadas do país e a alta dos preços nas passagens, além da diminuição da prestação de serviços para os aeroportos de médio porte, como Pittsburgh.

(c) 2013, Newsweek

Cientistas descobrem que poluição pode aumentar o risco de autismo

em Mundo por

Além dos inúmeros riscos à saúde causados pela poluição já detectados, cientistas da Escola Keck de Medicina, da Universidade do Sul da Califórnia (USC), EUA, apontam para novas possibilidades. O estudo desenvolvido por eles diz que a exposição à poluição do ar, quando combinada a uma desordem genética específica, pode aumentar o risco de autismo.

Intitulado “Transtorno do espectro do autismo: interação da poluição do ar com o receptor gene MET tirosina quinase, transtorno do espectro do autismo, ou ASD”, a pesquisa leva a outras conclusões, além daquelas já detectadas, de que a doença tem fatores hereditários e é incurável. Segundo eles, em vários momentos a transição epitelial – mesenquimal (ou MET), que é a variante do gene, foi associada ao autismo. Ela controla a expressão da proteína Met no sistema imunológico e prevê alteração de função na estrutura cerebral.

“Nossa pesquisa mostra que crianças com o genótipo específico e exposição a níveis elevados de poluentes atmosféricos estavam em maior risco de transtorno do espectro do autismo quando comparadas àquelas sem este genótipo e menos expostas à poluição do ar”, informou em comunicado, Heather E. Volk, da USC, e um dos principais autores do estudo.

Daniel B. Campbell, da USC, coordenador do estudo, afirmou: “Apesar de interações gene-ambientais, acredita-se que a poluição contribui para o risco do autismo. Esta é a primeira demonstração de uma interação específica entre um fator genético bem estabelecido e um fator ambiental que contribuem de forma independente, para o risco da doença”.

Segundo ele, tal constatação será importante para determinar os mecanismos pelos quais os fatores genéticos e ambientais interagem para aumentar o risco do autismo.

A pesquisa, liderada por Campbell e Volk, analisou 408 crianças, entre dois e cinco anos, contra os riscos genéticos de autismo na infância, que toma como base populacional indivíduos em idade pré-escolar, na Califórnia. Destes, 252 preencheram os critérios para o autismo ou ASD, através do genótipo MET, que foi determinado por meio de amostras de sangue. A exposição à poluição do ar foi determinada com base no local onde as crianças e seus familiares viveram anteriormente, além de avaliar critérios como o tráfego local e medidas regionais de qualidade do ar.

(c)2013. IBTimes

Xbox One chega ao mercado brasileiro

em Mundo/Negócios/Tecnologia e Ciência por

Lançado oficialmente no país em novembro deste ano, o Xbox One, videogame produzido pela Microsoft, parece já ter caído no gosto do público. A nova geração do aparelho apresenta jogos com gráficos de alta definição superiores aos vistos em seu antecessor (Xbox 360) e similares aos concorrentes PlayStation 4 e Nintendo Wii U.

A terceira geração chega ao mercado oito anos após o lançamento do Xbox 360. Nos EUA foi apresentado ao público em maio deste ano, pelo presidente de negócios de entretenimento interativo da Microsoft, Don Mattrick. Vale ressaltar que o console não tem retro compatibilidade com seu antecessor, mas roda jogos usados.

Outra vantagem é que não é mais necessário conectar o aparelho na internet ou realizar uma checagem online a cada 24 horas. A partir de agora, basta configurar o console na primeira vez de uso. Os jogos digitais e em caixa funcionam totalmente off-line.

O Xbox One tem 500 GB de armazenamento interno, leitor de blu-ray e uma nova versão do sensor de movimentos Kinect. A Microsoft quer que o novo videogame se torne a central multimídia dos jogadores. Para isso, o aparelho vem com entrada HDMI para o conversor de TV a cabo ou set-top-box. Assim é possível controlá-lo por sua interface.

Outra funcionalidade é o modo “snap”, que divide a tela do jogador e permite que execute duas tarefas simultaneamente. Caso o usuário não saiba o que fazer em um game, por exemplo, é possível abrir o YouTube no “snap” e procurar por um tutorial de ajuda.  No país está sendo vendido por R$ 2,3 mil.

Nos Estados Unidos, o jogador pode usar comandos de voz para mudar os canais de TV e ver a programação de sua operadora, por exemplo. No Brasil ainda não há previsão de chegada deste serviço.

Com mais de um ano de defasagem, a Nintendo também lançou seu videogame no Brasil. O Wii U custa R$ 1,9 mil. No mesmo período, a Sony manteve sua agenda de lançamentos, e trouxe oficialmente ao país o PlayStation 4, por R$ 4 mil.

Rumores

Há especulação nos Estados Unidos de que a Microsoft está trabalhando duro para promover o videogame, por estar enfrentando algumas mudanças inesperadas. Segundo CVG News informou recentemente, o CEO da empresa, Steve Ballmer, pretende se aposentar e, em decorrência disso, foi forçado a defender o Xbox como um produto rentável para a corporação.

(c)2013, IBTimes

O dia em que Obama poderia ter sido assassinado

em Mundo/Política por

Amado por uns, odiado por outros, Barack Obama, presidente dos Estados Unidos, poderia estar…morto. Isso mesmo! De acordo com o Serviço Secreto dos EUA, o órgão prendeu Elwyn Nels Fossedal, de 81 anos, no Estado de Wisconsin, por supostamente ter feito ameaças de querer matar o presidente americano em uma estação dos correios, em Richland Center.

A acusação contra o homem de 81 anos tem como base documentos judiciais federais divulgados. Conforme um depoimento, Fossedal estava na estação de correios em Richland Center e teria dito algo como: “Se o presidente Obama estivesse aqui, eu iria atirar nele e matá-lo agora”. Fossedal foi interrogado por agentes do Serviço Secreto, que disse que não iria se retratar e repetiu as ameaças, no entanto, usando palavras diferentes, além de fazer várias ameaças adicionais ao presidente Obama.

Durante a investigação, as autoridades federais descobriram que a esposa do acusado, que tinha 57 anos, morreu recentemente e os investigadores acreditam que ele estava substituindo a sua dor da perda com a raiva. Um agente do Serviço Secreto, que escreveu o depoimento, disse que “essa é a provável causa para acreditar que Fossedal foi conscientemente ameaçar o presidente dos Estados Unidos”.

O acusado foi levado ao tribunal federal e em apenas 15 minutos o mandato de prisão foi expedido. De acordo com o Smoking Gun, Fossedal faz parte do movimento que diz que Obama não nasceu nos EUA e descobriu também que ele é fã de uma rádio conservadora que pede que Obama seja acusado sobre o Affordable Care Act.

© 2013, IBTimes

Newsweek volta a ser impressa em 2014

em Mundo/Negócios por

A revista Newsweek, um ícone norte-americano que deixou de ser publicada no ano passado, voltará a ter edições impressas a partir de 2014. O editor-chefe Jim Impoco diz que os donos da revista, IBT Media, querem “apertar o botão de reset” e passar para um modelo de negócio em que uma revista impressa semanal seria apoiado, principalmente pelo dinheiro das assinaturas ao invés de publicidade. 

Ainda não foi decidido qual vai ser o preço de venda da revista, mas espera-se que seja inferior a 10 doláres por edição. A revista vai estar inserida no mercado de produtos premium e incluirá artigos não oferecidos no site. A revista on-line foi vendida para a IBT que possui publicações on-line, incluindo International Business Times, Medical Daily and Latin Times. O The São Paulo Times conta, desde a sua fundação, com a publicação de matérias da Newsweek. 

© 2013, The São Paulo Times

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