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Negócios - page 118

Empresa catarinense cria solução para diminuir impactos ambientais causados por uso em larga escala de asfalto novo

em Brasil/Negócios por

A exploração do petróleo movimenta a economia brasileira. Somente na faixa denominada de pré-sal, que engloba do litoral do Espírito Santo até Santa Catarina, a estimativa é que a exploração dessa região gere dois milhões de empregos na cadeia de petróleo até 2020, representando 20% do PIB do país. Se por um lado isso representa um ganho significativo na economia do país, por outro gera prejuízos e danos imensuráveis no ecossistema, atmosfera e na saúde humana. Os impactos causados pelas perfurações em busca do recurso ou os acidentes como vazamentos de plataformas causam sérios danos e alterações na fauna e na flora brasileira.  Incidentes causados pelo derramamento do petróleo no mar perduram por mais de vinte anos, com uma recuperação bastante árdua e longa, mesmo com intervenções humanas.  O óleo cobre as penas dos animais, sufoca peixes, mata a fauna e flora marítima, inibe a nutrição dos mangues brasileiros, entre outros problemas.  A queima de produtos provenientes do petróleo também destrói a camada de ozônio, graças à emissão do dióxido de carbono (CO2), que é altamente poluente e prejudicial à saúde.

Mesmo com tantos impactos socioambientais negativos, o uso do petróleo é imprescindível para a população. É através deste recurso que são produzidos combustíveis, tintas, pneus, borrachas, chicletes, asfalto e outros tantos itens do cotidiano. Já que não é possível fazer a substituição total deste recurso, é preciso buscar alternativas que sejam ecologicamente corretas e diminuam os passivos ambientais causados pela extração do petróleo. No caso do asfalto, por exemplo, empresas buscam outras formas de criar ou reutilizar a pavimentação para diminuir a produção e, consequentemente, os  impactos.  A catarinense SolPav Pavimentações desenvolveu uma tecnologia que pretende auxiliar nessa busca por soluções sustentáveis: uma máquina que através de emissão de calor por raios infravermelho consegue aquecer o asfalto antigo e recompor essa massa asfáltica que seria descartada (asfalto fresado) sem a necessidade de adquirir um produto novo. Além do reaproveitamento, ainda há um ganho na agilidade, pois todo o processo é feito em até dez minutos.

“Essa tecnologia já funciona há 40 anos nos Estados Unidos e na Alemanha. Resolvemos adaptá-la quanto às necessidades brasileiras. Os métodos convencionais de reparação das rodovias acabam descartando o asfalto antigo e cobrindo com um novo.  As nossas máquinas conseguem utilizar o mesmo asfalto, independente do tempo que ele já está em uso, e deixá-lo como novo.  Chamamos essa tecnologia de Eco Tratamento Asfáltico, o que permite usar menos recursos da natureza”, João Rosa, Diretor de Planejamento da SolPav Pavimentação.

O PROCEDIMENTO

A máquina vai até o local danificado, aquece o asfalto COM TEMPERATURAS ENTRE 180 E 300 graus, mistura junto a pavimentação antiga (asfalto fresado) uma emulsão asfáltica e a reaplica no mesmo lugar, sem poluição atmosférica ou sonora. A ação pode ser feita inclusive com o asfalto molhado, pois graças ao superaquecimento do material, a qualidade é mantida. Além de cobrir defeitos e nivelar a via, a máquina também pode ser utilizada para abrir valas, auxiliando empresas de saneamento, por exemplo, como é o caso da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), que já utiliza essa tecnologia em Itapetininga, São Paulo.

PASSIVO AMBIENTAL

Passivo ambiental é como se nomeia as obrigações das empresas relativas aos danos ambientais causados direta ou indiretamente, já que a empresa é responsável pelas consequências de suas ações à sociedade e ao meio em que vive.  De certa forma, o passivo ambiental representa um risco financeiro para as instituições e órgãos, já que ela deve custear a manutenção e manipulação de áreas contaminadas, resíduos, transporte, multas ou outros custos causados por sua possível intervenção na natureza. Como para muitas organizações é impossível obter matéria-prima sem alterar o meio ambiente, como no caso da extração do petróleo, o investimento para amenizar essa deve ser alto. Ainda assim, muitas vezes os danos causados ao meio ambiente são irreversíveis ou demoram a se recompor.

A solução criada pela SolPav apresenta um resultado positivo para instituições que precisam trabalhar diretamente com pavimentação asfáltica. “Nesse quesito, o uso da nossa tecnologia contribui para a diminuição dos passivos ambientais, já que graças à recomposição asfáltica, não é necessário fazer o descarte do asfalto antigo no meio ambiente”, enfatiza João. Além do ganho ambiental, há também o grande retorno econômico. O procedimento garante uma economia entre 40% e 70% em comparação ao método convencional de restauração asfáltica.  Segundo dados do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), o Brasil precisaria desembolsar mais de R$64 bilhões de reais somente na recuperação de estradas e rodovias. Uma economia de até 70% em cima desse valor é muito significativa, e poderia ser usada para outros projetos socioeconômicos e culturais no país.

Bicicletas elétricas são regulamentadas pelo CONTRAN

em Brasil/Negócios por

O Conselho Nacional de Trânsito (Contran) publicou, na última sexta-feira (13/12), no Diário Oficial da União (DOU), a Resolução nº 465, respectiva à categorização das bicicletas elétricas como simples bicicletas, assunto bastante polêmico e que vem rondado o mercado brasileiro há algum tempo.

A nova resolução, datada de 27 de novembro de 2013, considera a necessidade de apoio às políticas de mobilidade sustentável e a crescente demanda por opções de transporte que priorizem a preservação do meio ambiente. Desta forma, as bicicletas dotadas originalmente de motor elétrico auxiliar com potência máxima de até 350 Watts e velocidade de até 25 km/h tem liberdade de circular em ciclovias e ciclo faixas desde que garantam o funcionamento do motor somente quando o ciclista pedalar.

Segundo Caio Ribeiro, executivo de vendas da Sense Electric Bike, única empresa brasileira a se enquadrar completamente à nova legislação sem precisar alterar em nada seu produto, essa publicação traz um novo gás ao mercado. “Essa resolução chega como um marco para o Brasil, colocando nosso país no mesmo patamar legislativo dos mais avançados países europeus”, conta.

Fundada em 2009, a empresa Sense Bike está programada para inaugurar seu parque fabril no Pólo Industrial de Manaus no início de 2014 trazendo mais facilidade e um novo impulso ao setor. “Acreditamos que com as leis mais específicas será ainda mais fácil de fazer com que a cultura do ciclismo seja popularizada”, finaliza.

CONSELHO NACIONAL DE TRÂNSITO

RESOLUÇÃO No- 465, DE 27 DE NOVEMBRO DE 2013

Dá nova redação ao Art. 1º da Resolução nº 315, de 08 de maio de 2009, do CONTRAN, que estabelece a equiparação dos veículos ciclo-elétrico, aos ciclomotores e os equipamentos obrigatórios para condução nas vias públicas abertas à circulação e dá outras providências.

O CONSELHO NACIONAL DE TRÂNSITO – CONTRAN, no uso das atribuições que lhe são conferidas pelo art. 12 da lei nº 9.503, de 25 de setembro de 1997, que institui o Código de Trânsito Brasileiro – CTB e conforme o Decreto nº 4.711, de 29 de maio de 2003, que dispõe sobre a coordenação do Sistema Nacional de Trânsito;

Considerando a necessidade de apoio às políticas de mobilidade sustentável e a crescente demanda por opções de transporte que priorizem a preservação do meio ambiente;

Considerando os permanentes e sucessivos avanços tecnológicos empregados na construção de veículos, bem como a utilização de novas fontes de energia e novas unidades motoras aplicadas de forma acessória em bicicletas, e em evolução ao conceito inicial de ciclomotor;

Considerando o crescente uso de ciclo motorizado elétrico em condições que comprometem a segurança do trânsito;

Considerando o que consta no processo administrativo nº 80001.003430/2008-78, resolve:

Art. 1º O parágrafo único do artigo 1º da Resolução CONTRAN Nº 315/2009 fica renumerado para § 1º.

Art. 2º Ficam incluídos os parágrafos 2º, 3º e 4º, no art. 1º da Resolução CONTRAN Nº 315/2009, com a seguinte redação:

Art 1º…

§ 1º ….

§ 2º Fica excepcionalizado da equiparação prevista no caput deste artigo os equipamentos de mobilidade individual autopropelidos, sendo permitida sua circulação somente em áreas de circulação de pedestres, ciclovias e ciclo faixas, atendidas as seguintes condições:

I – velocidade máxima de 6 km/h em áreas de circulação de pedestres;

II – velocidade máxima de 20 km/h em ciclovias e ciclo faixas;

III – uso de indicador de velocidade, campainha e sinalização noturna, dianteira, traseira e lateral, incorporados ao equipamento;

IV – dimensões de largura e comprimento iguais ou inferiores às de uma cadeira de rodas, especificadas pela Norma Brasileira NBR 9050/2004.

§ 3º Fica excepcionalizada da equiparação prevista no capítulo deste artigo a bicicleta dotada originalmente de motor elétrico auxiliar, bem como aquela que tiver o dispositivo motriz agregado posteriormente à sua estrutura, sendo permitida a sua circulação em ciclovias e ciclo faixas, atendidas as seguintes condições:

I – com potência nominal máxima de até 350 Watts;

II – velocidade máxima de 25 km/h;

III – serem dotadas de sistema que garanta o funcionamento do motor somente quando o condutor pedalar;

IV – não dispor de acelerador ou de qualquer outro dispositivo de variação manual de potência;

V – estarem dotadas de:

a) indicador de velocidade;

b) campainha;

c) sinalização noturna dianteira, traseira e lateral;

d) espelhos retrovisores em ambos os lados;

e) pneus em condições mínimas de segurança.

VI – uso obrigatório de capacete de ciclista.

§ 4º Caberá aos órgãos e entidades executivos de trânsito dos municípios e do Distrito Federal, no âmbito de suas circunscrições, regulamentar a circulação dos equipamentos de mobilidade individual autopropelidos e da bicicleta elétrica de que tratam os parágrafos 2º e 3º do presente artigo.

Art. 3º Fica revogada a Resolução CONTRAN Nº 375/11, de 18 de março de 2011.

Art. 4º Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação.

2014 será um ano de cautela para a indústria de defensivos agrícolas

em Brasil/Negócios por

Depois de mais um ano de grande crescimento, o agronegócio brasileiro tem visto 2014 como um período que pede cautela. É o que o afirma Eduardo Daher, diretor executivo da Andef – Associação Nacional de Defesa Vegetal.

Ele destaca que será um ano movido por grandes desafios e expectativas e aponta que, mesmo com alguns cenários negativos percebidos recentemente na área agrícola, como no caso do algodão, ainda há muita confiança em outras commodities, como a soja, que continuará indo muito bem. “O agro deve, mais uma vez, garantir o saldo balança comercial do país”, acredita.

Daher reforça que as pragas que ameaçam as lavouras brasileiras continuam sendo ponto de preocupação para o setor produtivo. “Saímos de 2013 e entramos em 2014 acelerados pelas pragas exóticas e quarentenárias e, por isso, a palavra cautela resume o próximo ano”, enfatiza o executivo. Para ele, é fundamental que esse tema seja tratado com a seriedade necessária e que sejam oferecidas soluções aos produtores rurais para que garantam sua produtividade na próxima safra. “As ameaças fitossanitárias continuam rondando nossa produção e somente com agilidade do governo, com Ciência e com Educação, é que poderemos combate-las”.

Sobre o que poderia ser um dos grandes desafios para o próximo ano, Daher aponta a formatação e a coalisão de um marco regulatório mais eficiente e mais ágil. “A burocracia dos órgãos regulatórios no Brasil para aprovar novas tecnologias tem sido muito mais lenta do que as pragas que se multiplicam nas lavouras”, destaca.

Mesmo com as grandes dificuldades que cercam o desenvolvimento da produção rural brasileira, o executivo reforça o excelente resultado que o setor vem apresentando ano a ano. Ele lembra que, apesar da retração de 3,5% no PIB do terceiro trimestre deste ano, o agronegócio deve fechar 2013 com alta de 6,5%, demonstrando que o setor continua sendo o grande carro-chefe da economia do Brasil. “Mas, sem estímulo à pesquisa e à inovação, a falta de novas tecnologias que protejam as nossas lavouras – e evitem as perdas na produção – pode continuar sendo um entrave ao desenvolvimento da atividade mais importante para o país”, aponta Daher. Ele enfatiza que há alguns anos o agronegócio tem garantido o crescimento da economia e completa: “Está evidente que cuidar e investir na produção rural brasileira é defender a soberania nacional”.

Wappa desenvolve ferramenta para usuário corporativo dividir a corrida de táxi

em Educação e Comportamento/Negócios por

Economizar tempo, dinheiro e ainda poluir menos o meio ambiente. Estes são alguns dos benefícios que a Wappa – plataforma de gestão e meio de pagamento mobile direcionado para o mercado corporativo – oferece aos seus usuários, que agora podem, também, compartilhar a mesma corrida. “Estamos agregando ao Wappa Táxi, que permite às empresas o pagamento das corridas via celular, a possibilidade de compartilhar corridas. Ou seja, executivos e funcionários da mesma empresa que vão para os mesmos lugares ou locais próximos podem usar o mesmo táxi, gerando economia”, explica o CEO da Wappa, Armindo Mota Jr.

Compartilhar carros em outros países é algo trivial para driblar o trânsito nas grandes cidades. Na Europa, o chamado carsharing é uma solução consolidada para cidadãos comuns. Na América do Sul, alguns países já fazem a tentativa com muito sucesso: Em Santiago, capital do Chile, por exemplo, os chamados “táxis coletivos”, carros com rotas já traçadas, levam passageiros desconhecidos a um destino semelhante.

“No Brasil, já há na web algumas tentativas como alternativa de transporte para que as pessoas físicas dividam o carro, mas esta ainda não é uma realidade. Acreditamos que, iniciar uma ação como esta com o público corporativo, pode ajudar a criar a cultura do compartilhamento”, diz o CEO.

O carona Wappa funciona da seguinte forma: o colaborador da empresa cadastra seu destino no sistema e dispara um alerta para seus colegas. Se algum deles for fazer um percurso próximo, basta aceitar a solicitação e dividir o mesmo veículo no dia da corrida. “Essa nova ferramenta significa mais uma economia no centro de custo, maior mobilidade urbana, aumento de networking e ajuda a preservar o meio ambiente, reduzindo a emissão de CO2”, diz Armindo Mota Jr.

“Idealizamos a ferramenta a partir da análise do fluxo de viagens de táxi de grandes clientes. Percebemos que, muitos funcionários se deslocavam de um mesmo prédio para um destino muito próximo em um curto prazo de tempo”, explica Armindo. “É uma alternativa viável, principalmente nas grandes cidades brasileiras, onde há uma deficiência de infraestrutura na mobilidade”.

A Wappa garante um serviço com grande capilaridade aos seus mais de 600 clientes, pois tem cobertura em todos os estados brasileiros e mais de 25 mil taxistas fazem parte da rede credenciada, cujos serviços garantem economia de cerca de 40% nos gastos corporativos com táxi. Em 2012, a companhia obteve um faturamento de R$ 50 milhões e a expectativa é chegar a R$ 80 milhões em 2013.

Energia solar fotovoltaica: investimento vantajoso

em Brasil/Negócios por

Os sistemas fotovoltaicos são capazes de gerar energia elétrica através das chamadas células fotovoltaicas. As células fotovoltaicas são feitas de materiais capazes de transformar a radiação solar diretamente em energia elétrica através do chamado “efeito fotovoltaico”. Hoje, o material mais difundido para este uso é o silício.

Apesar do Governo Federal ainda manter sob análise a decisão de investir em energia solar fotovoltaica como fonte alternativa ou complementar para abastecer as grandes cidades, alguns projetos arquitetônicos com fonte solar própria têm aumentado com o passar dos anos. Empresas do setor, que prestam consultoria desde a idealização do projeto até a instalação e intermediação entre cliente e concessionária, são responsáveis por viabilizar projetos que refletem o comportamento de muitos cidadãos que já vêem a energia solar como um investimento vantajoso, capaz de reduzir o custo com energia elétrica e contribuir com o meio ambiente.

A Neosolar Energia, por exemplo, sediada em São Paulo há três anos e criada por dois jovens engenheiros – que viram neste mercado mais do que uma oportunidade de negócio, mas também o momento de auxiliar o país na capacitação de mão de obra para uma fonte energética que tende a ser uma realidade em alguns anos – formou mais de 50 instaladores fotovoltaicos e realizou inúmeras palestras em universidades, instituições de ensino e entidades setoriais, atingindo mais de 400 pessoas interessadas no tema. O número de projetos também cresceu: a empresa chega ao final do 2° semestre com 400kWp em painéis comercializados. Isto representa um crescimento de 100% com relação ao mesmo período de 2012.

Em agosto deste ano, a Neosolar inaugurou no município de Ribeirão Preto (SP) o primeiro sistema Grid-Tie, regularizado dentro do sistema de compensação de energia instituído pela ANEEL do Estado, e o maior sistema residencial do Brasil.

 “O mercado tem se movimentado cada vez mais e o interesse pela energia solar cresce de forma exponencial, fazendo com que as perspectivas para 2014 sejam extremamente positivas”, afirma Raphael Pintão, diretor da Neosolar Energia. Para o ano que vem, ele projeta um crescimento três vezes maior em comercialização de painéis solares, além de aumentar o número de profissionais capacitados, ampliar as parcerias com renomados fornecedores internacionais e com empresas brasileiras através do Programa Neosolar Pró. Este programa, que atingiu mais de 80 empresas em 2013 e já possui 500 novos interessados, promove parceria entre prestadores de serviços do setor, a fim de levar as soluções da Neosolar para as mais variadas regiões, com ou sem energia elétrica.

Em cinco anos, metade dos computadores apresentará algum defeito

em Educação e Comportamento/Negócios por

Pesquisa sobre ciclo de vida de aparelhos eletrônicos realizada pelo Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) e pelo Instituto de Pesquisa Market Analysis demonstra que a satisfação sobre o desempenho e durabilidade dos produtos eletroeletrônicos é menor em relação aos celulares, que também está, junto com o computador, entre os aparelhos que têm maior frequência de problemas de funcionamento.

Apresentaram defeito ao menos uma vez, num tempo médio de uso:

Percentual de aparelhos que apresentaram defeito Tempo de uso dos aparelhos
32% dos computadores 2,6 anos
22% dos celulares 3,1 anos
21% lavadoras de roupa 4,8 anos
17% impressoras 2,9 anos
13% televisão 4,8 anos
11% DVD ou Blue Ray 3,9 anos
11% geladeira ou freezer 6,0 anos
9% câmara fotográfica 2,9 anos
9% micro-ondas 4,3 anos
8% fogão 5,6 anos

Combinando o tempo aquisição dos aparelhos com o número de problemas relatados neste período, o resultado é que, em média, a cada cinco anos, 51,6% de todos os computadores e 42,3% de todos os celulares do país apresentarão algum defeito.

Este dado objetiva a obsolescência funcional programada, isto é, a durabilidade planejadamente reduzida dos aparelhos como indutor das vendas.

Os dados corroboram as informações do Sindec – Sistema Nacional de Informações de Defesa do Consumidor, que reúne o atendimento de 279 Procons do país – dos últimos sete anos, período no qual ambos os produtos lideraram as reclamações.

Mesmo assim, 70% dos brasileiros dizem que estão satisfeitos com aparelhos eletroeletrônicos que possuem. A elevada satisfação está relacionada à não ocorrência de um problema de funcionamento com o aparelho. É mais comum encontrar consumidores satisfeitos enquanto esses não vivenciaram problemas com os aparelhos eletrônicos que possuem. Havendo um único problema, a satisfação já apresenta queda.

“Existe o que poderíamos qualificar como uma assimilação conformada do consumidor frente às estratégias da indústria e da propaganda, já que ele percebe “em abstrato” que os aparelhos deveriam durar mais, mas está satisfeito com a durabilidade e desempenho de seu aparelho”, considera João Paulo Amaral pesquisador do Idec.

“Os consumidores conciliam suas aspirações a um aparelho menos descartável com sua realidade de troca do mesmo ajustando suas expectativas de durabilidade e expressando uma satisfação com o aparelho que a troca parece desmentir”, comenta o diretor do Instituto de Pesquisa Market Analysis, Fabián Echegaray.

Os segmentos sociais com menor renda disponível para o consumo descartável – os jovens e pessoas de classe mais baixa – valorizam mais a durabilidade dos produtos e, portanto, expressam mais intensamente a sua frustração quando se defrontam com problemas de obsolescência funcional.

Expectativa de durabilidade pelo consumidor

A pesquisa também tem como objetivo identificar as expectativas do consumidor em relação à duração dos aparelhos, dado inédito até agora no Brasil. De forma geral, os consumidores esperam que estes tenham uma vida útil de 2 a 3 anos a mais do que de fato têm hoje.

Nos aparelhos celulares, por exemplo, a duração ideal é 77% maior do que a duração vivenciada (3 anos e 5,3 anos, respectivamente).

“O consumidor anseia a combinação de vida útil substantiva com experiência de uso satisfatória e, a maneira como ele encontra para resolver esse frágil equilíbrio é naturalizando a troca”, comenta Fabián Echegaray.

Obsolescência psicológica programada

A pesquisa busca entender as percepções e hábitos dos consumidores brasileiros, na perspectiva dos desafios e obstáculos para o cumprimento da Lei nº 12.305 de 2010, que institui Política Nacional de Resíduos Sólidos, a qual prevê a redução na geração de resíduos, propondo a prática de hábitos de consumo sustentável e um conjunto de instrumentos para propiciar a reciclagem e reutilização dos resíduos sólidos, e a destinação ambientalmente adequada dos rejeitos.

“A Política Nacional de Resíduos Sólidos prevê antes de qualquer coisa que os fabricantes pensem na não geração de resíduos, ou seja, reduzir o impacto dos produtos por meio do design dos produtos e pela obsolescência psicológica, que induz os consumidores a descartarem mais rapidamente seus aparelhos”, explica João Paulo Amaral.

Por isso, a pesquisa também abordou o tempo que o consumidor planeja trocar de produto, independente de defeitos apresentados. Embora o consumidor entenda que os aparelhos devessem durar mais, sua expectativa de trocar os atuais aparelhos é elevadíssima: cerca de 4 em cada 10 consumidores afirma que é provável que substituam o celular ao longo de 1 ano. Para outros aparelhos, as chances são de que 2 em cada 10 façam a troca no mesmo período.

Os percentuais sugerem uma elevada naturalização da obsolescência, seja ela psicológica (percepção de “atraso” tecnológico) ou funcional (vivência de problemas de funcionamento).Os dados mostram o valor simbólico de modernidade e de status social associado a alguns produtos, notadamente os celulares, valores capazes de suplantar as limitações econômicas das classes mais baixas, ao menos no nível da expectativa. E podem indicar, também, certo receio das novidades tecnológicas entre os que têm menos anos de estudo.

Mesmo entre perfis mais críticos com relação à obsolescência programada como os jovens e a população de baixa renda, ocorre uma grande naturalização da troca de produtos. Apesar de valorizarem a durabilidade, se deixam levar pela rápida atualização dos equipamentos, independentemente do estado de funcionamento. Essa contradição é especialmente percebida no caso dos celulares.

A durabilidade como influência na decisão de compra do consumidor 

A durabilidade é considerada um fator muito importante (78%) ou parcialmente importante (7%) no momento de compra pela grande maioria de consumidores. É pequena a fatia (8%) dos que afirmam que não têm a preocupação com a durabilidade entre os fatores de escolha.

É na região sul que a durabilidade é mais valorizada (95% dos entrevistados), e 99% dos consumidores de maior poder aquisitivo afirmam dar importância a esse aspecto.
Quando comparada a outros fatores como, por exemplo, o fato de ser o último modelo lançado, o design mais moderno e a diversidade de funções do aparelho, a durabilidade permanece como atributo mais importante de um produto eletrônico. Os perfis que mantêm mais fortemente a posição de preferência à durabilidade, mesmo diante de outros fatores, passam a ser as mulheres e os consumidores mais pobres e menos escolarizados.

Fontes que o consumidor consulta para informações sobre durabilidade

O acesso a fontes de informação sobre a durabilidade dos produtos varia de acordo com a escolaridade, renda e idade dos consumidores, sendo que as fontes impessoais (internet, sites de fabricantes) são mais buscadas por jovens, homens, pessoas com alta escolaridade e renda mais elevada, enquanto os mais pobres e menos instruídos tendem a recorrer aos vendedores.

“O dado surpreende porque, por razões óbvias, o vendedor não deveria ser considerado uma fonte isenta para esta informação. De toda forma, é interessante ver como sites e fóruns especializados no assunto também são fontes relevantes aos consumidores”, avalia João Paulo.

Como foi feita a pesquisa

Foram entrevistados, por telefone, 806 homens e mulheres, de 18 a 69 anos, de diferentes classes sociais das seguintes cidades: Belo Horizonte (MG), Brasília (DF), Curitiba (PR), Goiânia (GO), Porto Alegre (RS), Recife (PE), Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA) e São Paulo (SP). O número de entrevistados em cada capital foi proporcional à população de cada lugar. O levantamento foi feito entre agosto e outubro de 2013. A margem de erro é de 3,5% para mais ou para menos.

Fonte: Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor

Experiência adrenalizante com blogueiros reforça branding da Fiat para Punto Blackmotion

em Brasil/Negócios por

Um convite incomum: participar de uma gravação dando uma voltinha no Punto Blackmotion, como no comercial de TV. Três celebridades da internet, com perfis completamente diferentes foram selecionadas, dois homens e uma mulher: Thiago Borbs, do blog Judão, Guilherme Valadares, do Papo de Homem e Bruna Vieira, do blog Depois dos 15.

“A Voltinha” teria ainda algumas surpresas a serem reveladas somente no momento da experiência. Não bastasse ser filmada durante a madrugada, no depósito do porto de Santos (SP), cenário assustador, o piloto profissional e dublê de ação, contratado pela agência, montou um percurso cheio de manobras e surpresas radicais onde os features do carro e a coragem dos passageiros foram colocados à prova. Resultado: sem edições, 512 palavrões expressaram, de forma natural, a experiência incrível que viveram.

O filme foi criado pela Sunset, agência com foco em new medias, para divulgar uma série especial da linha 2014 do carro, nas redes sociais. A emoção e a adrenalina que o veículo oferece ficam estampadas no rosto, nos gestos e nos depoimentos que os três convidados deram durante e após a experiência.

“Eu pensei que o máximo de emoção naquele dia seria o Cássio defender o pênalti do Rogério Ceni. Aí cheguei naquele lugar, cheio de contêineres, uma ambulância e até um mini cárcere privado, já que tudo deveria ser surpresa. Eu não poderia ter contato com nada e nem ninguém… Ok, HAVIA ALGUMA COISA ALI, o que ficou claro quando eu tentei interagir com o piloto, que não só não olhou na minha cara como não respondeu ao meu “Opa, beleza?”. Acelera, curva, freia, cavalo de pau, MEU DEUS aquele funil… No fim foi tudo simplesmente DO [email protected]%L#*”, revela Thiago Borbs, do blog Judão.

A gravação foi realizada em ambiente controlado, com piloto profissional e ampla estrutura de segurança.O filme entrou no ar no dia 16 de dezembro.

© 2013, The São Paulo Times.

Diretor da TV Globo narra sua trajetória em livro

em Brasil/Negócios por

De vendedor de ferro-velho a diretor de TV, Vagner Pereira, mais conhecido como Fly, revela no livro “Como Saí do Buraco” seu espírito empreendedor em busca do sucesso.

Para que sua história possa inspirar outras pessoas a conseguir a tão sonhada estabilidade financeira, Fly compartilha sua infância pobre, o bom jeitinho para “inventar” trabalho, sua relação com o dinheiro e como multiplicá-lo. Com texto simples, acessível e bem-humorado, a obra traz histórias curiosas e mostra que, com foco e muita criatividade, é possível sair do buraco.

No livro, o diretor da TV Globo, que também é educador financeiro, conta como ganhou muito dinheiro, perdeu tudo e conseguiu retomar as rédeas de suas contas. Hoje, o autor dá palestras sobre o tema em todo Brasil.

“Como Saí do Buraco: Desafie Também os Seus Limites” está sendo lançado este mês em parceria com Isadora Andrade, roteirista da TV Globo, pelo selo Inspira, do Grupo 5W. O livro tem 115 páginas e o preço sugerido é de R$ 24,90.

© 2013, The São Paulo Times.

 

Microsoft promete anunciar novo CEO em 2014

em Mundo/Negócios/Tecnologia e Ciência por

Um novo CEO da Microsoft será anunciado em 2014, segundo nota publicada nesta terça-feira (17) por John W. Thompsom, presidente da comissão responsável por encontrar o novo diretor-executivo da companhia.

Em agosto, Steve Ballmer, atual CEO, em meio à anunciada transformação da Microsoft em uma empresa de dispositivos e serviços, comunicou sua aposentaria em até 12 meses. O prazo para saída de Ballmer e escolha do substituto também foi estipulado dentro deste período, com uma decisão que deve ser tomada após seleção de candidatos internos e externos feita por uma comissão especial, nomeada pelo Conselho de Administração, para dirigir o processo de sucessão. Este comitê é presidido por John Thompson, Bill Gates, presidente do Conselho, Chuck Noski, do comitê de Auditoria e o presidente do comitê de remuneração, Steve Luczo.

“Foram identificados mais de 100 possíveis candidatos. Conversamos dezenas deles, e, em seguida, concentramos nossa energia intensamente em um grupo de cerca de 20 pessoas, todas extremamente impressionantes”, afirma Thompsom, em nota.

Até o momento não há previsões para a data exata do fim do recrutamento, que deve ser feito até 2014, pela comissão especial, ainda dentro do período estipulado para saída de Ballmer.

© 2013, The São Paulo Times, por Kaique Oliveira.

LEGO reforça posicionamento no mercado brasileiro no Natal

em Brasil/Negócios por

Como o Natal é a última grande data sazonal do mercado no ano, é uma oportunidade para as empresas e o varejo consolidarem, ou superarem, as suas projeções de crescimento. No caso da líder mundial em brinquedos de montar, a LEGO anuncia a perspectiva de aumento de 50% das vendas no País em comparação com igual período do ano passado, conta Robério Esteves, diretor de operações da marca no Brasil. Este desempenho, segundo ele, é o reflexo do crescimento acumulado ao longo do ano de 50%, repetindo o crescimento de 2012 de igual percentual no território nacional. “Até 2011, a LEGO vinha crescendo ao ritmo de 25% ao ano no Brasil. Em 2012, crescemos 50%, uma alta que deve se repetir em 2013”, informa.

Para manter os números crescentes, Esteves conta que a LEGO tem adotado várias estratégias. Uma delas é o alto número de lançamentos. Neste ano, por exemplo, do total de 299 produtos disponíveis no varejo, 237 são novidades, o que representa uma renovação de 84% do sortimento da LEGO no mercado local em relação ao ano anterior. “A constante criação de novas linhas com temas distintos, novas peças e funções variadas, além do uso de tecnologia e muitas pesquisas, garantem a qualidade e o alinhamento com a expectativa das crianças desta nova geração. Oferecemos desde simples peças de montar até conjuntos sofisticados com funções robóticas, proporcionando sempre muita diversão e aprendizado”, comenta o executivo.

Esteves informa que também está entre as estratégias da marca a ampliação da oferta de conjuntos com custos mais acessíveis, que chegam ao varejo com preço a partir de R$ 11,90. No Brasil, o executivo ressalta que 70% do volume dos produtos da LEGO são de conjuntos com preço de até R$ 100,00. De acordo com ele, atrelado a isso também está o fato de os conjuntos da marca apresentarem excelente desempenho nas prateleiras das lojas de brinquedos e o maior número de estabelecimentos que vendem os produtos a marca, que estão distribuídos em todo o País.

Entre as 18 linhas presentes no Brasil, Esteves chama a atenção para Chima, que é o grande lançamento mundial da LEGO este ano, e para a consolidação da linha Friends, que é formada por conjuntos dirigidos às meninas. No caso de Chima, trata-se de uma linha que traz às crianças e adolescentes uma história totalmente criada pela LEGO, com conjuntos para montar, figuras de ação e os Speedorz, que são os veículos com os quais é possível brincar sozinho ou competir em grupo. Sobre Friends, lançada em 2012, a linha traz as amigas Mia, Emma, Andrea, Stephanie e Olivia (todas minibonecas), que vivem em Heartlake City e dividem diferentes interesses em suas profissões e hobbies, como veterinária, cultura, gastronomia e design. “A linha Friends foi criada pela LEGO após o desenvolvimento de uma grande pesquisa com meninas e mães de diversas partes do mundo para refletir os interesses contemporâneos do universo feminino, ressaltando o valor da amizade”, conta Esteves.

Outros pontos marcantes que contribuem para o bom desempenho comercial da marca são os investimentos em comunicação. Entre os exemplos deste tipo de ação, Esteves destaque os anúncios em canais de TV a cabo e ações promocionais e de merchandising em pontos de venda de todo o País, além da realização de um grande número de eventos, como as Oficinas de Criação. Além disso, o executivo cita a parceria com a Raízen, licenciada da marca Shell no Brasil para uma promoção especial em 2,7 mil postos de combustível, pela qual os clientes podem adquirir miniaturas exclusivas da Ferrari feitas totalmente com LEGO.

Lojas conceito estimulam o varejo de brinquedos em regiões estratégias

A abertura de duas lojas conceito da LEGO também estiveram entre os pontos altos da marca este ano. No Rio de Janeiro (RJ), a LEGO Store chegou ao Rio Barra Design no primeiro mês do ano; em Curitiba (PR), a loja abriu as portas no momento da inauguração do Shopping Pátio Batel, em setembro. “Abrimos as lojas com o objetivo de criar uma referência de grife e do conceito da marca na região e, com isso, estimular a venda de produtos em todo o varejo”, conta Esteves. O executivo ressalta que este fator é comprovado pelos resultados da LEGO Store em São Paulo (SP) que, inaugurada em 2010, impulsionou as vendas dos brinquedos e acessórios em todas as lojas clientes.

© 2013, The São Paulo Times.

AES Eletropaulo engaja consumidores para uso consciente da energia elétrica

em Brasil/Negócios por

A AES Eletropaulo, com o apoio da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), engaja consumidores para o consumo consciente e seguro da energia elétrica no cotidiano.

“Energia Elétrica Seja Consciente”, a maior campanha criada para a empresa nos últimos anos, pede que os usuários enviem dicas e formas conscientes de utilizar a energia elétrica na Fanpage da marca, além de informar pelo canal, como evitar desperdícios.

Criado pela agência de propaganda Dim&Canzian, a ação explora de forma inusitada os tipos mais comuns do mau uso da energia nas relações diárias das famílias. Dentre os exemplos de desperdício e da falta de segurança mostrados, está o abre e fecha contínuo da geladeira.

A campanha é composta de sete filmes para TV, 36 spots de rádio, mídia impressa e OOH, além de forte convergência para as redes sociais. A ação começa este mês e segue ao longo de todo o ano de 2014. O primeiro filme já está no youtube:

“Nosso objetivo é reduzir o número de acidentes e, de forma lúdica, conscientizar a sociedade sobre o uso eficiente da energia elétrica”, revela Carlos Rafael Tanjioni, analista de Gestão da Marca da AES Eletropaulo.

“Essa é a maior campanha de conscientização dos últimos anos da AES Eletropaulo unindo dicas de economia e segurança. Para nós é uma honra estar à frente dessa iniciativa que vai estreitar ainda mais a relação da marca com seus clientes durante 2014 e para os próximos anos”, afirma Michele Dim D’Ippolito, Chief Creative Officer da Dim&Canzian.

“A AES Eletropaulo é nosso cliente há quase 10 anos e estamos orgulhosos por participar de um projeto tão relevante, e que reflete um compromisso com o hoje e com o futuro”, declara Marcio Canzian, Chief Media Officer da Dim&Canzian.

© 2013, The São Paulo Times.

Em até 30 minutos, Amazon entregará compras online via drone

em Geral/Negócios/Tecnologia e Ciência por

Em poucos anos, se você vir um pequeno robô voar em volta de sua casa, relaxe. Pode ser um drone da Amazon entregando um produto que você comprou há meia hora no site da empresa.

A gigante do varejo está trabalhando para realizar entregas de pacotes usando drones. Jeff  Bezos, fundador e CEO da Amazon, revelou no programa da CBS “60 Minutes” , que está elaborando e testando um serviço de entrega baseado em um drone chamado “Prime Air”, e espera enviar pacotes em apenas 30 minutos depois que os clientes clicarem em comprar na loja online da empresa.

“Eu acho que sou um otimista, Charlie”, disse Bezos a Charlie Rose, durante o programa. “Eu sei que não pode ser antes de 2015, pois precisamos de autorização da Administração Federal de Aviação (FAA). Mas quem sabe em quatro ou cinco anos? Isso vai acontecer e vai ser muito divertido.”

Segundo Bezos, os drones serão capazes de transportarem itens com até cinco quilos. Esses irão cobrir 86% do que a Amazon oferece atualmente e será levado para enormes armazéns da empresa, espalhados por todo o país.

“Esses veículos podem se deslocar até um raio de 16km a partir de uma central de atendimento. Assim vamos cobrir grande parte da população nas áreas urbanas”, disse Bezos.

A Amazon disse em um post no seu site, que está aperfeiçoando o projeto Prime Air, enquanto a Administração Federal de Aviação está trabalhando em leis para veículos aéreos não tripulados.

“A FAA não deixaria a Amazon fazer isso agora”, disse Ryan Calo, especialista em robótica da Universidade de Washington, ao EUA Today. “Mas isto é justamente o tipo de aplicação que o Congresso tinha em mente quando solicitou em 2012 a criação de leis para aviões comerciais não tripulados.”

Segundo Calo, mesmo que a Amazon seja autorizada a utilizar drones para as suas entregas, ela precisará investir em segurança para deixar os veículos voarem. A Amazon, no entanto, já priorizou isto em seus planos.

“A segurança vai ser a nossa principal prioridade, e os nossos veículos serão construídos e projetados nos padrões da aviação comercial”, disse a empresa.

(c) 2013, IBTimes.

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