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News & Trends - page 171

O perfil do líder moderno

em Brasil/News & Trends por
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Imagine a seguinte situação: Você chega  ao seu local de trabalho e em vez do computador, uma máquina de escrever está  em sua mesa.  O telefone celular foi substituído pelo pager, mais conhecido como bip. E para conferir quem ligou na sua ausência, você checa os recados na secretária eletrônica.

Essa cena surrealista dificilmente será vista no mundo atual.  Pertence ao universo da imaginação. Até o saudosista mais empedernido há de reconhecer que não é possível viver sem a contribuição da modernidade.  Se os exemplos acima são risíveis, a graça desaparece quando aplicamos o conceito de modernidade ao estilo de liderança. Existem muitos líderes atuando em 2015 com ideias e posturas anacrônicas.  Líderes que vivem na era dos Jetsons, mas pensam e agem como se estivessem na era dos Flinstones.

Mas, afinal, qual a diferença da liderança moderna com aquela exercida décadas atrás?  O que é um líder moderno?

Em primeiro lugar, gostaria de definir o que entendo por modernidade. Para isso, vou fazer uso das sábias palavras do saudoso jornalista Joelmir Betting. “Modernizar não é sofisticar. Modernizar é simplificar”. Ser moderno é ser capaz de tornar as coisas simples. Um líder antenado com seu tempo, empenha-se para que todos os processos na sua empresa sejam descomplicados. Ser simples em muitos casos significa ser óbvio. E um líder não pode ter medo de ser óbvio. A frase que acabei de escrever, por exemplo, é óbvia, mas eu tive que escrevê-la para me certificar que fui bem compreendido.  Ser simples nem sempre é sinônimo de ser fácil.  A simplicidade dá trabalho. E incomoda as pessoas que estão acostumadas a criar dificuldades para vender facilidade. Um líder que simplifica consegue fazer com que as pessoas utilizem seu tempo fazendo aquilo que realmente importa, tornando-as mais produtivas. E isso é uma conquista gigantesca.

Outra marca de um líder moderno é a coerência. A época do “faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço” está definitivamente encerrada. De um líder espera-se conhecimento acadêmico, firmeza nas decisões, bom relacionamento interpessoal, mas sobretudo, harmonia entre suas palavras e suas ações. Um líder que apregoa comprometimento, mas é o último a chegar na empresa e o primeiro a ir embora está afirmando com a teoria e desmentido com a prática.  Uma liderança incoerente não inspira respeito. E um líder que não é respeitado, na verdade, já deixou de liderar.

Um líder moderno  é aquele que pensa nas pessoas. E as valoriza . Outro dia, escutei algo interessante. Os lideres vivem pedindo para os funcionários vestirem a camisa da empresa. Mas poucos se preocupam em saber se a camisa ficou apertada demais ou muito folgada.  E é isso que diferencia os líderes ultrapassados dos líderes modernos: Tratar cada funcionário como se ele fosse o único.   Em um passado nem tão distante, projetos e resultados eram considerados as coisas mais importantes em uma corporação.  O líder moderno continua tendo metas ousadas, buscando os melhores resultados, mas sabe que o fator humano é o bem mais valioso de uma empresa. Um líder em compasso com a atualidade é aquele que valoriza a individualidade e promove a integração.  O bom gestor de pessoas incentiva todos os funcionários a vestir a camisa da empesa, cada um de acordo com seu manequim, mostrando a unidade na diversidade.

Há muitas outras características do líder moderno: Paixão pelo que faz, autoconhecimento, capacidade para adaptar-se às mudanças e muito mais. O tema é amplo e não se esgota nesta coluna. Mas algo imprescindível ao líder moderno é a conjugação do sonhar com o fazer, do desejo com a realização. Ou nas palavras de Lance Morrow: ” Líderes tornam as coisas possíveis. Líderes excepcionais as tornam inevitáveis.”

Seja um excepcional líder moderno.

Receita federal está de olho nos profissionais liberais em 2015

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Um velho “ jeitinho” brasileiro que os profissionais liberais encontraram para driblar a Receita Federal está com os dias contatos. Em janeiro deste ano, entrou em vigor a Instrução Normativa 1531 que vale para Declaração de Ajuste Anual – Imposto de Renda de pessoa física 2016 ano base 2015.

Eloisa Del Nery, do Escritório Akiyama Advogados Associados, explica que agora o fisco exige que todos os documentos apresentados como comprovação da prestação de serviço, no caso o recibo de pagamento, conste nome do paciente ou cliente, data de nascimento, CPF, data do atendimento.  “O que ocorre, em boa parte dos casos, é que o filho paga o atendimento com um profissional liberal para a mãe, só que a mãe não é dependente legal do filho, mas o filho exige que o recibo seja feito em nome dele, para que ele possa se beneficiar no abatimento dos 20% no imposto”, esclarece a equipe de advogados.

Entretanto, essa situação tende a se extinguir e por isso, os profissionais liberais que não desejam começar o ano de 2016 com dor de cabeça, é fundamental começar a se organizar já a partir de fevereiro. “ O governo irá cruzar toda informação. Médico, dentista, fisioterapeuta, fonoaudiólogos, terapia ocupacional, psicólogos, psicanalista e advogado. Somente terá direito ao abatimento o contribuinte que provar ser dependente legal do cliente”, explica Eloisa.

A normativa tem como objetivo localizar quem sonega ou declara informações falsas no IRPF.  “ Uma falsa declaração de prestação de serviço ou omissão de dados, configura crime contra a ordem tributária prevista do artigo 2 da Lei 8137/1990, portanto, sem documentos hábeis comprobatórios fica impossível de esclarecer as dúvidas do fisco caso o contribuinte caia na malha fina”, revela a especialista em direito previdenciário.

Portanto é preciso o quanto antes começar a se organizar, e caso for, buscar orientação com profissionais que atendem essa área. Hoje, as maiorias dos profissionais não utilizam a escrituração do livro caixa, carnê leão, ou, utilizam da forma errada, e com isso também deixam de se beneficiar. “ Da mesma forma que a profissional irá informar o que recebeu, também terá que informar o que gastou para realizar tal atendimento. Se o declarante informar somente o que recebeu, a sua tributação será feita em cima da sua receita, e para qualquer atividade funcionar, são necessários telefone, secretaria, material de consumo, IPTU, aluguel, condomínio, entre outros”.

Saber o que pode, ou não, ser lançado no caixa é de extrema importância, sendo que tudo deverá ser comprovado. “Por exemplo: se comprar material de escritório, o profissional precisa guardar a Nota Fiscal da compra lembrando que recibo, pedido de compra e orçamento, não são documentos hábil. O único instrumento que comprova qualquer aquisição é a nota fiscal onde constem destacados todos os itens, nome do profissional e o endereço da clínica ou empresa”, esclarece Eloisa.

Aquele profissional que não fazia a opção pela pessoa jurídica, devido às burocracias exigidas, pode notar que agora as mesmas exigências estão sendo feitas pela pessoa física, sem beneficio nenhum, sendo que na pessoa jurídica a tributação tem a vantagem de ser um pouco menor, ou até, caso for, enquadrar-se no SIMPLES nacional.

‘Crianças têm morrido de hipotermia’, alerta diretor de agência da ONU em Gaza

em Mundo/News & Trends/ONU por
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A Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina (UNRWA) se viu forçada a suspender o programa de assistência de transferência de dinheiro em Gaza para milhares de pessoas por falta de fundos. O benefício serve como ajuda para amparar as 96 mil famílias palestinas que perderam suas casas durante o último conflito, para consertar as casas danificadas e como forma de subsídios de aluguel.

A agência precisa  720 milhões dólares para atender a essa necessidade. Até o momento a UNRWA recebeu apenas 135 milhões da quantia prometida, deixando um déficit de 585 milhões. Apesar de contarem com alguns fundos para a reconstrução de residências completamente destruídas, a agência esgotou todos os fundos para a reparação e subsídios de aluguel.

O diretor da UNRWA em Gaza, Robert Turner, lembrou que agência já ajudou cerca de 66 mil famílias a consertar suas casas ou encontrar alternativas temporárias. Mas reforçou que essa ajuda é insuficiente.

“É fácil olhar para esses números e esquecer que milhares de famílias continuam sofrendo neste inverno gelado em abrigos inadequados. As pessoas estão literalmente dormindo entre escombros, crianças tem morrido de hipotermia. 5,4 bilhões de dólares foram prometidos na Conferência de Cairo no último outubro e virtualmente nada chegou à Gaza. Isso é angustiante e inaceitável”, disse.

O diretor adicionou que a falta de fundos impacta diretamente a estabilidade em Gaza e provoca consequências no frágil cenário político e contexto de segurança. Para ele, se a comunidade internacional não se pode comprometer com fazer o mínimo, como reparar casas no inverno, muito menos fará para levantar o bloqueio, permitir o acesso aos mercados ou liberdade de movimento.

Canabidiol: prós e contras

em Brasil/News & Trends/Saúde & Bem-estar por
Foto: Reprodução/ Filme Ilegal
Foto: Reprodução/ Filme Ilegal

Os portadores de algumas doenças neurológicas que não respondem aos tratamentos convencionais tiveram uma boa notícia: a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) retirou o canabidiol (CBD) da lista de substâncias proibidas do país, em 14 de janeiro de 2015.

Após ação aprovada por unanimidade pela Diretoria Colegiada da Agência, oCBD,  um derivado não psicoativo daCannabis sativa, que não causa dependência, passa a ser considerado controlado (lista C1 dos medicamentos) – abrindo as portas para a fabricação e comercialização do medicamento no Brasil, após solicitação de registro pela ANVISA. Mesmo com a retirada do CBD da lista dos medicamentos proibidos, as famílias dos pacientes ainda terão que solicitar autorização a ANVISA para importar produtos à base de CBD.

Até o momento o Conselho Federal de Medicina (CFM) regulamentou o uso compassivo de CBD como terapêutica médica, exclusiva para o tratamento de epilepsias na infância e adolescência refratárias às terapias convencionais. Apesar de ser um avanço importante, beneficiando pacientessem qualquer expectativa de melhora, e estimulando a pesquisa nacional, não dispomos de CBD no Brasil, e o produto importado pelos pacientes pela internet não são fabricados por indústria farmacêutica, estando disponível em diferentes formulações com variadas apresentações e concentrações.

De acordo com o órgão, até 13 de janeiro, havia 374 pedidos para adquirir o CBD, por meio da solicitação excepcional de importação de medicamentos de controle especial e sem registro no Brasil. Desse número, 336 foram autorizados, sendo que 20 ainda devem cumprir as exigências e 11 estão passando pela análise técnica.

“Com a nova classificação, estudos científicos e debates na Academia serão facilitados, uma vez que a aquisição do produto estará mais acessível. Isso afetará toda a população, que terão respostas mais claras do poder da substância da Cannabis, bem como o desenvolvimento de medicamentos nacionais mais seguros. Conheceremos seus riscos, seus benefícios e em quais novos casos poderemos inserir esse medicamento”, diz a neurologista Sonia Brucki, membro do Departamento Científico de Neurologia Cognitiva da Academia Brasileira de Neurologia.

Os especialistas habilitados a prescrever os medicamentos que contenham CBD são os neurologistas, neurologistas infantis, neurocirurgiões e psiquiatras. “Saindo da lista dos medicamentos proibidos, nós, médicos, ficamos mais a vontade para fazer a indicação. Além disso, é mais uma opção para pacientes graves, sem qualidade de vida, que antes não tinham outra alternativa terapêutica”, ressalta a Coordenadora do Departamento Científico de Epilepsia da ABN e presidente da Liga Brasileira de Epilepsia – LBE, Adélia Henriques-Souza.

Canabidiol: o que é e quais seus benefícios?

O canabidiol (CBD) é um dos 80 compostos derivados Cannabis sativa, e que não possui propriedade psicoativa. Há estudos publicados demonstrando o efeito benéfico do CBD na encefalopatia hipóxico-isquêmica neonatal, em transtornos psiquiátricos, epilepsia, dores neuropáticas, sintomas relacionados aos efeitos da quimioterapia e câncer, espasticidade presente naesclerose múltipla e em alguns casos deParkinson.

Pesquisas realizadas pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, em Ribeirão Preto, demonstraram que o CBD diminui a ansiedade na mesma proporção dos medicamentos já utilizados. Além disso, resultados apontam para seu potencial em reduzir os sintomas da depressão. Em outro estudo, também da USP de Ribeirão Preto, encontrou-se evidências de que o composto pode atuar como antipsicótico e minimizar sinais graves da esquizofrenia.

Em paralelo aos estudos brasileiros, o Reino Unido, a Austrália e os Estados Unidos investem em análises do canabidiol com ação no sistema nervoso central, protegendo-o e ampliando a sobrevivência de neurônios, reduzindo processos inflamatórios e controlando a pressão arterial.

Há expectativas de que, futuramente, o tratamento possa beneficiar pacientes que sofrem de transtornos psiquiátricos, como síndrome do pânico, TOC e fobia social, além de leucemia e doenças neurodegenerativas.

“É importante destacar que o canabidiol nada tem a ver com o tetrahidrocanabidiol (THC), composto derivado daCannabis sativa que causa efeitos psicoativos. Muito pelo contrário, poucos são os efeitos colaterais dessa nova substância liberada pela ANVISA, não provocando alterações no humor, memória e aprendizado, efeitos bem reconhecidos e decorrentes do uso recreativo da maconha utilizada por via inalatória”, enfatiza a Dra. Sonia.

“Esperamos que num futuro próximo tenhamos uma posição melhor desenhada e cientificamente respaldada, da real aplicabilidade do CBD no cenário das epilepsias intratáveis e das diversas doenças nas quais este composto mostra-se benéfico”, ressalta Dra. Adélia Henriques-Souza.

Apenas 20% da água residual no mundo é tratada, provocando riscos para saúde e biodiversidade

em Mundo/News & Trends por
Foto: ONU
Foto: ONU

Em tempos de crise hídrica, uma solução para minimizar a falta de água pode ser sua reciclagem. Mas, apenas 20% da água residual do mundo é atualmente tratada, prejudicando, principalmente, os países de baixa renda. A informação faz parte de um relatório elaborado por várias agências da ONU e divulgado na última segunda-feira (02).

O documento, produzido pela Organização Mundial da Saúde (OMS), o Programa da ONU para o Meio Ambiente (PNUMA) e o Programa da ONU para os Assentamentos Humanos (ONU-Habitat), em nome da ONU Água, intitulado Gestão de Águas Residuais, descreve os danos provocados no ecossistema e biodiversidade pela contaminação da água e a falta de tratamento, que prejudicam a saúde, as atividades econômicas e a segurança desse recurso natural.

Nos países de baixa renda, esse problema se agrava, com apenas 8% dos países capazes de tratar as águas residuais. O acesso escasso à água e a contaminação desse bem natural geram doenças graves, que poderiam ser facilmente evitadas, principalmente na África, onde mais de 547 milhões de pessoas carecem de acesso a saneamento básico.

Para o diretor executivo do ONU-Habitat, Joan Clos, o gestão da água residual deve ser parte integral do planejamento urbano e da legislação de um país e a Conferência sobre Moradia e Desenvolvimento Urbano Sustentável (Habitat III), que acontece em 2016,  oferecerá uma oportunidade para tratar esse tema de forma global.

Já o chefe do PNUMA, Achim Steiner, ressaltou que cerca de 70% dos resíduos industriais em países em desenvolvimento não são tratados. Uma cifra que se bem administrada pode converter-se em uma oportunidade de conservação e acesso para diferentes setores.

“A agricultura consome 70% da extração global de água, mas a irrigação da agricultura com água residual reaproveitada está em alta e é usada para irrigar entre 20 e 45 milhões de hectares em todo o mundo. Isso é apenas uma fração do que é possível, se políticas e tecnologias disponíveis convergirem para assegurar que a água residual e água de qualidade sejam integradas em uma agenda de água mais holística dentro do processo pós-2015”, adicionou.

Para especialista, crise hídrica pode revelar um comportamento escondido e desconhecido do brasileiro

em Brasil/News & Trends/São Paulo por
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Há meses, o Sudeste, tendo São Paulo como foco, está passando por uma crise no abastecimento de água. Na ponta da questão das torneiras secas, despressurização na distribuição (para muitos, o quase sempre negado racionamento) e políticas públicas que acusam as mudanças climáticas como causa e efeito da situação, temos a população, ora mostrando-se indignada e cada vez mais preocupada, ora flagrada em cenas de desperdício e pouco caso com o problema. Neste momento a pergunta mais frequente é: “o que faremos se a água acabar?”.

Segundo Dr. Jô Furlan, pesquisador na área da Neurociência do Comportamento, a delicadeza do momento social está mobilizando todos e este é só o começo de uma longa reflexão sobre nossos instintos primitivos. “Debater o tema tornou-se comum entre as rodas de amigos, o que é bom, pois estamos discutindo mais a política feita em nosso país. Porém, pouco vejo a questão histórica, de que os povos como um todo sempre batalharam por terra e água de maneira parasita, sendo discutida. Por exemplo, ainda não percebemos que o desespero só está acontecendo agora porque sugamos todas as fontes ao máximo, seja por parte da população ou dos representantes políticos. Por exemplo, viajando por todo o Brasil ainda reconheço aquele indivíduo que não muda o seu comportamento e continua agindo como se não estivéssemos vulneráveis ao extremo com a hipótese mais temida da humanidade. Esses esqueceram que a água é a base de nossa sobrevivência. Sem ela as pessoas podem perder os filtros sociais e agir como na Era das Cavernas, em que a luta pela vida era muito mais acirrada”, completa.

Para ele, que também é médico e o primeiro treinador comportamental do Brasil, se a crise não for remediada e as consequências de uma possível seca tornarem-se reais, pode haver uma mobilização social como ainda não vimos no país. “Será a primeira vez que veremos, de maneira explícita, como o ‘jeitinho brasileiro’ não funciona para tudo e estaremos expostos a situações extremas, que terão causas com a mesma proporção. Pensemos. Por muito menos as pessoas sentem-se no direito de destruir o patrimônio público e alheio, de invadir terrenos e outros atos considerados desumanos. Imagine quando nossos recursos naturais estiverem em locais bem específicos e nas mãos de poucos. Para alguns, será a oportunidade de elevar preços de produtos essenciais e enriquecer às custas do momento, enquanto para outros será o green card para a algazarra, pois o respeito à necessidade do outro estará cada vez mais esquecido. Devemos estar preparados para tudo, pois uma vez que este instinto animal preso dentro de nós aflorar, não haverá regra ou padrão de comportamento que o segure. Será a banalização do conflito”, completa.

Pouco conhecida, concussão cerebral é frequente em atletas

em Esporte/News & Trends/Saúde & Bem-estar por
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Concussão cerebral é um trauma leve a moderado, causado por uma força externa, que atinge a cabeça com repercussões para o cérebro, podendo levar desde um   atordoamento até a perda de consciência com duração de alguns segundos até seis horas. Muito comum entre atletas profissionais, como boxeadores, jogadores de futebol americano e nosso futebol as lesões na maioria dos casos não são definitivas e tendem a voltar ao normal, entretanto exigem acompanhamento médico para evitar complicações.

Um golpe na cabeça ou movimento brusco do pescoço pode fazer com que o cérebro, que tem consistência gelatinosa, deslize contra as paredes internas do crânio que o protege. “Pode ser provocado por diversas interferências externas, como boladas, socos, acidentes automobilísticos, desaceleração brusca, movimentação do ar causada por explosões, quedas, entre outros. Por isso, além dos profissionais do esporte, idosos, militares, crianças, trabalhadores da construção civil e praticantes de esportes radicais também configuram o grupo mais suscetível aos quadros de concussões”, informa o Coordenador do Departamento Científico de Trauma da Academia Brasileira de Neurologia (ABN), Renato Anghinah.

Tontura, dor de cabeça, dificuldades de concentração, alterações de humor, fadiga, vômito e náuseas podem aparecer após o trauma, causadas pelas alterações cerebrais. Embora não estruturais, mas, sim, químicas pelo processo inflamatório após o acidente, estas reações deixam o cérebro vulnerável.

Como proceder?

“Muitas vezes a concussão cerebral acontece durante a prática esportiva e, imediatamente após o incidente, a pessoa volta à competição. Isso é completamente errado e não deve acontecer de forma alguma. O indivíduo deve ser retirado da partida ou esporte em questão levado ao pronto socorro ou a avaliação médicase possível de um neurologista, o mais breve possível. Além disso, é importante realizar inicialmente uma Tomografia Craniana que se estiver normal, deverá ser seguida de uma ressonância nuclear magnética com difusão”, indica Anghinah.

O médico analisa os sinais apresentados após o golpe, além de aplicar testes de avaliação cognitiva de modo simplificado–perguntando, por exemplo,  sua localização, horário e data , nome, local e data de nascimento. “Se esse procedimento não ocorrer e a pessoa voltar à prática que levou ao trauma, há um grande risco: a síndrome do segundo impacto, ocasionada por uma nova concussão logo após a primeira e que pode desenvolver um edema e ser fatal”, ressalta o especialista.

Encefalopatia Traumática Crônica

Repetidas concussões no decorrer da vida podem acarretar problemas cerebrais irreversíveis. A encefalopatia traumática crônica, por exemplo, é comum em lutadores e jogadores de futebol americano. Entre seus efeitos, pode causar perda de memória recente. Segundo o neurologista, 30% dos lutadores de boxe são diagnosticados com a doença.

Um trabalho realizado com 455 jogadores de futebol americano mostrou que 25% deles desenvolveram algum tipo de lesão cerebral, como lentidão de raciocínio, movimentos e fala. A patologia acomete a parte motora, psicológica e cognitiva, com sintomas diferentes no estágio inicial e tardio. No primeiro, atinge 57% dos pacientes, manifestando tremores, dificuldade de concentração, irritabilidade, agressividade e desconfiança excessiva. Já no tardio, além dos tremores, ocorre falta de coordenação dos movimentos, rigidez, amnésia, déficit de atenção, paranóia, violência e ideias infantis.

O tratamento é transdisciplinar, com acompanhamento de fisioterapeutas, fonoaudiólogos, psicoterapeutas e neurologista. Seu objetivo é amenizar os sintomas, contribuindo para a qualidade de vida do doente, entretanto, para a encefalopatia traumática crônica, não há cura definitiva.

Órteses, próteses e stents: lugar de médico corrupto é na cadeia

em Brasil/News & Trends/Saúde & Bem-estar por
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O exercício da medicina é uma atividade nobre, visa a assistir da melhor maneira às necessidades de saúde dos cidadãos, zelando pelo bem-estar individual e coletivo. Para ser um bom médico, é essencial não somente habilidade técnica, mas sensibilidade humana e inabalável ética. Fora desse escopo, toda e qualquer conduta que fira o paciente – física, psicológica ou economicamente – deve ser repudiada e condenada.

Faço essa ponderação em virtude das operações fraudulentas no uso e compra das órteses e próteses, e do escândalo dos stents, denunciados seguidamente na imprensa nas últimas semanas. Não é de hoje, algumas entidades médicas já expunham essa chaga, buscando criar regras para evitar que maus profissionais recebessem propinas, inclusive para fazer intervenções desnecessárias, prejudicando pacientes.

Existe uma máfia que seduz médicos corruptíveis e sem ética. Estão no mesmo saco alguns representantes comerciais, técnicos especializados nas aludidas peças, diretores de hospitais, gestores de saúde ligados ao Governo, gestores dos próprios planos de saúde e até auditores; todos embolsando comissões milionárias.

A tática usada é imoral. No caso dos médicos, tornou-se público que muitos recebiam por fora das empresas pelo uso dos dispositivos de órteses e próteses em cirurgias, emitindo notas superfaturadas. Também havia o esquema de certos hospitais e gestores fraudarem licitações, estabelecendo exigências que direcionavam o processo para a indústria com a qual já estavam mancomunados.

No campo de cardiologia, imoralidade semelhante envolve o receituário de stents, expondo ao risco vidas de inocentes. Tubos metálicos usados para normalizar a circulação, expandindo os vasos sanguíneos entupidos do coração, são implantados sem a menor necessidade. Outra agravante: parte do material utilizado estava vencido.

Segundo os artigos 68 e 69 do Código de Ética Médica, é proibido ao médico manter relações com segmentos da indústria farmacêutica e de outros insumos de saúde com a intenção de influenciar, promover ou comercializarprodutos por meio da prescrição. Então não resta perdão nem guarida moral para aqueles que cedem às tentações do enriquecimento ilícito em detrimento dos pacientes.

Esses charlatões prejudicam o já combalido Sistema Único de Saúde, SUS, e as operadoras de saúde, que arcam com cirurgias desnecessárias ou superfaturadas em até 1000%. A consequência da roubalheira acaba sendo a falta de recursos para investir em melhorias de infraestrutura e na valorização dos recursos humanos, por exemplo. Ainda mais grave é o risco de danos irreversíveis e fatais ao qual se expõe o paciente.

Para coibir esses infratores, a fiscalização constante do governo e órgãos reguladores, como os Conselhos Federal e Regionais é crucial. Precisamos da união de todas as entidades médicas e da sociedade para por fim a tal prática criminosa e extirpar o mal pela raiz. Aliás, o paciente pode ser um dos melhores fiscais nessa empreitada; por isso, indicamos que denuncie qualquer problema do gênero. Com o auxilio da população, da imprensa e dos órgãos responsáveis do governo podemos e temos a obrigação de diminuir as brechas para os ilícitos, criando mecanismos de transparência às negociações.

Obviamente que devemos tratar esse escândalo no campo das exceções. Os 400 mil médicos brasileiros não merecem ter a imagem maculada por uma minoria imoral. Entretanto, não devemos ter a menor clemência com os corruptos de nosso meio: o lugar deles é na cadeia.

Por Antonio Carlos Lopes, presidente da Sociedade Brasileira de Clínica Médica

Alternativas para aumentar o volume de água em reservatórios

em Brasil/News & Trends/São Paulo por

Por Edmar José Scaloppi 

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O cenário de escassez hídrica é muito oportuno para se identificar alternativas capazes de aumentar a disponibilidade desse recurso natural insubstituível, procurando reduzir os reconhecidos efeitos adversos em situações recorrentes.

A água proveniente das chuvas pode ser armazenada em reservatórios superficiais ou subterrâneos. Sem dúvida, os aquíferos freáticos e artesianos constituem a forma mais desejável de armazenamento, pela melhor qualidade da água e nenhuma evaporação. Para tanto, a água precipitada deve se infiltrar no solo. A quantidade não infiltrada acaba escoando sobre a superfície, acumulando-se até os limites impostos nos reservatórios naturais ou desenvolvidos, ou então, integrando-se aos córregos e rios.
Para satisfazer a forma mais desejável de armazenamento, devem-se proporcionar condições favoráveis para a infiltração, as quais, infelizmente, tornam-se impraticáveis na maioria dos ambientes urbanos, quase sempre impermeabilizados. Portanto, resta a alternativa de desenvolver essas condições em ambientes naturais.

Evitar ou controlar o escoamento da água proveniente das chuvas é um princípio básico na conservação do solo e da água. Para tanto, recomenda-se, primeiramente, dissipar a energia cinética associada à precipitação das gotas, para evitar a desagregação e o arrastamento das partículas superficiais do solo, com uma densa cobertura vegetal. Existem evidências revelando que as vegetações rasteiras, densamente distribuídas na superfície, desempenham mais efetivamente essa função que as vegetações arbustivas ou arbóreas, mais espaçadas.

Atingindo a superfície, a água pode se infiltrar, desde que a intensidade de precipitação não exceda a capacidade do solo absorver água. A quantidade infiltrada que permanece retida na camada superficial torna-se disponível para a transpiração dos vegetais. Excedendo, porém, a profundidade das raízes, incorpora-se à superfície freática, onde ocorre o armazenamento e um lento escoamento subterrâneo em direção às nascentes, abastecendo continuamente os reservatórios superficiais e cursos d’água, mesmo durante longos períodos de estiagem.

A reconstituição da “mata ciliar” no entorno de reservatórios e cursos d’água, pode enfrentar algumas dificuldades operacionais. Em geral, a designação “mata” envolve a predominância de árvores e, contrariando a crença generalizada, não está comprovada a necessidade da introdução de espécies arbóreas, muitas vezes pouco adaptadas às condições das áreas de preservação. Talvez a reconstituição da vegetação natural, adaptada, já existente naquele habitat, seria suficiente para promover o aumento desejável na infiltração e a redução dos processos erosivos responsáveis pelo assoreamento. Bastaria apenas impedir a degradação dessas áreas de preservação para permitir sua recuperação espontânea.

Além disso, as espécies arbóreas conseguem manter a transpiração por maiores períodos que as espécies rasteiras, em função da maior extensão de suas raízes. Basta comparar o aspecto dessas árvores com a vegetação rasteira durante a estação seca. Raízes profundas são capazes de extrair água a maiores profundidades, contribuindo para o rebaixamento da superfície freática. Ao contrário, a vegetação de baixo porte interrompe o seu ciclo vegetativo quando a umidade é reduzida na camada superficial do solo, preservando, assim, a água existente no subsolo.

Reforma Previdenciária continuará em debate em 2015

em Brasil/News & Trends/The São Paulo Times por
Foto: Wikimedia
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A interminável discussão sobre as possibilidades de uma reforma da Previdência Social no Brasil vem ganhando ainda mais força. Entre os temas mais polêmicos que transitam no Congresso Nacional e no Poder Judiciário está o fator previdenciário, a desaposentação, a pensão por morte e o auxílio-doença.

Na visão de Leandro Vicente, advogado da Associação dos Beneficiários da Previdência Social do Rio de Janeiro (ABEPREV)a extinção do fator previdenciário seria extremamente benéfico e respeitoso à dignidade humana. “Pois a redução do valor da aposentadoria por tempo de contribuição e por idade, em alguns casos, é enorme variando da idade em que o segurado for requerer a concessão do benefício” explica.

 O fator previdenciário é um dos temas que sempre provocam um acalorado debate. Hoje, a maior reivindicação das centrais sindicais e entidades de aposentados é o fim desse fator. Por outro lado, o Planalto alerta para o risco nas contas da Previdência e para o comprometimento de benefícios caso esse dispositivo venha a ser extinto.

 “Isso afronta a Constituição Federal, pois em seu artigo 201 diz “A previdência social será organizada sob a forma de regime geral, de caráter contributivo e de filiação obrigatória, observados critérios que preservem o equilíbrio financeiro e atuarial”. Sendo assim, deve preservar a proporção do recebimento com o quanto foi contribuído” analisa.

 Ainda conforme o Dr. Leandro, o fator previdenciário estimula o trabalhador a se aposentar tardiamente, pois quanto mais tarde ele se aposenta supostamente maior será o valor do benefício. “Há uma ‘punição’ para quem se aposenta mais cedo. Esse método não é justo, pois o cálculo deveria ser feito apenas sobre os valores das contribuições realizadas pelo segurado, assim, o fim do fator previdenciário resultará um respeito maior ao aposentado que se dedica a contribuir durante toda sua vida laboral”, acrescenta.

 Para ele esse método não é justo, pois o cálculo deveria ser feito apenas sobre os valores das contribuições realizadas pelo segurado, assim, o fim do fator previdenciário resultará um respeito maior ao aposentado que se dedica a contribuir durante toda sua vida laboral.

Fome mata mais do que conflitos e terrorismo

em Mundo/News & Trends por
Foto: Flickr/Zoriah (Creative Commons)
Foto: Flickr/Zoriah (Creative Commons)

A agricultura e a segurança alimentar devem ser tratadas como componentes essenciais da construção da paz e resolução de conflitos, afirmou o chefe da Organização da ONU para a Alimentação e a Agricultura (FAO), durante uma reunião especial da Comissão da ONU da Construção da Paz, realizada nesta segunda-feira (26), na sede da ONU em Nova York.

O diretor-geral da FAO, o brasileiro José Graziano da Silva, lembrou que a história da humanidade foi marcada por círculos viciosos de violência e fome e que estes conflitos não são restritos às fronteiras nacionais. Para evitar a repetição desse padrão, a segurança alimentar pode ser usada como prevenção e instrumento de mitigação para os avanços da paz e segurança.

Para ilustrar a dimensão dos efeitos da fome, Graziano da Silva comparou números de mortes por conflitos e terrorismo e cifras relacionadas ao falecimento por fome. Entre 2004 e 2009, estima-se que 55 mil pessoas perderam a vida como resultado direto de conflitos e atos terroristas, enquanto apenas na Somália, entre 2010 e 2012, mais de 250 mil pessoas morreram de fome causada por uma grave seca.

“Não podemos esperar uma emergência para reagir. Para alcançar a segurança alimentar, precisamos agir antes da crise. Não podemos prevenir a seca de acontecer, mas podemos prevenir que ela se transforme em fome”, adicionou.

Lembrando que o impacto dos conflitos nas áreas rurais duram muito mais doque a própria violência, o chefe da FAO observou que o investimento na agricultura, principal meio de vida da maioria dos países em situação de pós-conflito, representa uma maneira crucial de aliviar a pobreza e garantir o desenvolvimento.

Fonte: Onu.org.br

O que motiva o trabalho escravo mesmo 127 anos após a Lei Áurea?

em Brasil/Educação e Comportamento/News & Trends por
Foto: Pixabay
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Hoje, dia 28 de janeiro, o Brasil celebra o Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo. A data é uma homenagem ao assassinato de auditores fiscais do trabalho no ano de 2004, quando apuravam denúncia de trabalho escravo na zona rural de Unaí (MG). Desde 2009 a data foi oficializada.

O governo brasileiro já resgatou quase 50 mil pessoas do trabalho escravo desde 1995, quando reconheceu diante das Nações Unidas a persistência de formas contemporâneas dessa modalidade de exploração da mão de obra.

Desde então, tornou-se uma referência internacional em políticas de combate a esse crime e, paralelamente, em produção acadêmica e científica sobre o assunto. Teses, dissertações e pesquisas, abastecidas por dados e informações decorrentes de ações do poder público e da sociedade civil, contribuem – por sua vez – com o desenvolvimento, a implantação e o monitoramento dessas mesmas políticas.

Abaixo o Dr. Ivandick Rodrigues, especialista em Direito do Trabalho e Previdenciário do escritório Bessa Advogados, conta um pouco sobre a situação no Brasil e o melhor metódo de ajudar a combater:

Por que ainda há (ou que motiva) o trabalho escravo mesmo 127 anos após a Lei Áurea?

Dr. Ivandick Rodrigues: A principal motivação para a tomada de trabalho análogo ao de escravo é econômica. A supressão de diversos direitos trabalhistas – e não pensemos apenas nos direitos pecuniários (salário mínimo, 13º salário, horas extras, etc.), mas também nos direitos a um meio ambiente de trabalho saudável e hígido – tornam a produção mais barata e maximizam os lucros. Só para lembrar, numa reportagem exibida pelo programa “Profissão Repórter”, da Rede Globo, foi constatada a produção de peças no valor de R$ 4,00 e que seriam comercializadas por R$ 300,00.

A “economia” com o meio ambiente do trabalho também é relevante. Manter instalações elétricas seguras, ofertar mobiliário ergonômico, permitir o gozo integral de intervalo intra e extrajornada, dentre outros direitos trabalhistas possui um custo, que acaba sendo eliminado pela utilização de mão de obra escrava.

É difícil identificar trabalhadores nessa situação? Por quê?

Dr. Ivandick Rodrigues: É bastante difícil identificar trabalhadores em situação análoga à de escravos. Normalmente, esses trabalhadores encontram-se em locais ermos, sem acesso a meios de comunicação e/ou sob vigilância ostensiva, fato que praticamente impossibilita o acesso às autoridades públicas. Para se ter ideia, mesmo nos casos em que há a denúncia, o MPT e o MTE têm dificuldade de apurá-la, pois os “empregadores” reagem violentamente. Em 08/07/2014, um Auditor-Fiscal do Trabalho foi mantido em cárcere privado, na cidade de Castanhal, no Pará. Em 2013, um Auditor-Fiscal do Trabalho foi espancado no Rio Grande do Sul enquanto fiscalizava uma obra. Para finalizar, o caso mais emblemático de violência contra os auditores, conhecido como a Chacina de Unaí/MG, completa 11 anos, sem punição dos responsáveis.

Quais as principais diferenças entre escravos urbanos e rurais?

Dr. Ivandick Rodrigues: A configuração de trabalho análogo ao de escravos é a mesma, seja no meio urbano, seja no meio rural. Isto quer dizer, o que constitui trabalho análogo ao de escravo, independentemente do local aonde ocorra, é: (i) submissão ao trabalho forçado; (ii) submissão à jornada exaustiva; (iii) sujeição a condições degradantes de trabalho; e (iv) restrição de locomoção em virtude de dívida contraída com o empregador. A diferença torna-se, então, apenas o local e a possibilidade de acesso à informação/ajuda. No meio urbano, apesar das dificuldades, ainda é mais fácil conseguir ajuda.

Quais são os públicos mais suscetíveis a essas condições? 

Dr. Ivandick Rodrigues: A principal circunstância para que o trabalhador caia nesta cilada é a baixa escolaridade, a busca de trabalho ou ingenuidade, isto é, se deixa levar pelo aliciador. Dos libertados entre 2003 e 2009, conforme os dados do MTE, mais de 60% eram analfabetos ou tinham apenas o quarto ano incompleto. Ou seja, eram adultos que não estudaram quando crianças.

Como a população pode agir para ajudar no combate a Trabalho Escravo?

Dr. Ivandick Rodrigues: A população pode ajudar no combate ao trabalho escravo evitando adquirir os produtos das empresas/marcas notoriamente conhecidas por esta prática. Para que o consumidor tenha ciência de quem são estas empresas/marcas, ele deve acessar o site do MTE e acompanhar a publicação das listas de empregadores. A importância desta lista é dar ao cidadão a ciência de que determinada(s) empresa(s) utilizam comprovadamente trabalho escravo em sua cadeia de produção.

Na edição de dezembro de 2014 a revista do The São Paulo Times, publicou a seguinte matéria de capa: 3mil pessoas são vítimas de tráfico para trabalho forçado no Brasil.
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