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News & Trends - page 173

O novo gigante chinês: conheça o Alibaba

em Mundo/Negócios/News & Trends por

No verão de 2006, a guerra pelo controle do comércio eletrônico no país mais populoso do mundo foi mais intensa. A companhia então conhecida como Alibaba-Taobao, foi formada em 1999 no apartamento de seu fundador, Ma Yun (conhecido fora da China como Jack Ma), para concorrer com o eBay, a empresa do Vale do Silício que queria uma parte de todos os mercados do mundo, inclusive o da China, por razões óbvias.

Foto: reprodução

Durante a sua recente expansão econômica, a China permitiu que empresas estrangeiras ocupassem mais espaço para competir com outras economias, contribuindo com o “milagre” do Leste Asiático. E não surpreendentemente, muitos estavam fazendo bem: a General Motors, Procter & Gamble, Walmart e uma série de outras 500 empresas.

Praticamente todo mundo achou que o eBay não podia perder em uma economia que levanta dezenas de milhões de novos consumidores, por meio das vendas pela Internet.

Esta suposição estava completamente errada. A Newsweek prontamente entrevistou Jack Ma para tentar descobrir o que ele estava fazendo para que os negócios fluíssem tão bem.

Ao falar com jornalistas sobre o seu rival corporativo mais amargo, a maioria dos CEOs de todo o mundo tem o cuidado de não falar muito. Você ganha bastante quando usa o jargão dos esportes nos negócios: “Ambos os lados jogam pra valer, os dois jogam duro…”

Exceto Jack Ma. Uma figura leve, com orelhas largas e um contagiante sorriso, que obstinadamente aprendeu inglês sozinho em sua cidade de Hangzhou, cerca de 140 quilômetros ao sul de Xangai, e foi professor de Inglês por um curto período. O empresário estava ansioso para cortar a onda do eBay.

Jack adaptou seu dois sites principais, o Taobao – o site para o consumidor – e o Alibaba – um modelo de negócios B2B – para servir a China. O empresário afirma que o eBay estava tão preocupado em perder na China que Meg Whitman, a CEO do eBay formada em Harvard, se instalou em um apartamento de luxo no centro de Xangai para fortalecer a estratégia do eBay.

[blocktext align=”left”]Meg não foi capaz de conter a maré. Em 2006, a cota de mercado do Alibaba passou a frente do eBay na China. A empresa chinesa afetou tanto o eBay que até o final daquele ano, a empresa norte-americana havia fechado seu site chinês.[/blocktext]

Essa vitória foi o momento crucial para a empresa chinesa. Os analistas preveem que o Alibaba possa ser avaliado entre 150 e 220 bilhões de dólares, tornando-a a quarta maior empresa de tecnologia em valor de mercado no mundo, atrás apenas da Apple, Google e Microsoft.

Há uma abundância de métricas, como dizem os analistas, para justificar esse tipo de avaliação. Hoje, 80 por cento das compras online da China passa por plataformas do Alibaba. No final do ano passado, o Alibaba tinha 231 milhões de usuários ativos. Esse mercado valia 295 bilhões de dólares em dezembro de 2013 e é projetado por analistas da CLSA, a corretora asiática, para chegar a 713 bilhões de dólares em 2017.

Os pontos fortes são bastante reais. Mas também há alguns riscos daqui em diante para o Alibaba. As entrevistas com analistas e concorrentes, bem como uma revisão dos documentos oficiais da empresa para uma abertura de capital, já emitem algumas bandeiras de advertência.

Em apenas 15 anos, o Alibaba tornou-se uma empresa extraordinária, mas não será necessariamente um bloqueio de suas ações que irá fazê-la seguir o mesmo caminho, digamos, da Amazon e do Google, desde suas respectivas IPOs (Inital Public Offering – Oferta Pública Inicial, em inglês).

“Há espaço para um crescimento significativo, mas também existem riscos lá fora, que o mercado pode não estar reconhecendo”, diz um executivo do Alibaba.

Um deles é o simples fato de que a grande maioria dos negócios do Alibaba é feita na República Popular da China, e mesmo com todo seu crescimento econômico, a China continua a ser um país autocrático, com um ambiente regulatório que pode ser, digamos, opaco.

O Alibaba, ao contrário de muitas empresas de Hong Kong, desde a abertura econômica da China, há mais de 30 anos, é de propriedade privada. Ou seja, o governo não possui nenhuma participação na empresa.

Em relação à abertura de capital, alguns fãs do Alibaba enxergam isso como uma coisa boa, pois os analistas acreditam que para a próxima fase de crescimento na China deve haver mais impulso por parte do investimento privado, além do consumo, e menos dominação pelos gigantes estatais do governo chinês. Estes, por sua vez, querem que a abertura de capital do Alibaba possa servir como um poderoso estímulo para pequenas e médias empresas em todo o país, como a frase: “Olha o que esse cara fez, você também pode fazer!”.

Não é tão simples assim, no entanto. Porter Erisman, o ex vice-presidente do Alibaba e o criador do Crocodile in the Yangtze – um documentário que traça a ascensão do Alibaba – diz que nenhuma empresa pode fazer negócios com a China, seja ela estatal ou privada, sem tentar cultivar o governo para manter os burocratas e os funcionários a par de quase tudo que a empresa pretende. E se você cruzar o governo (como o Google, entre outros), você está ferrado.

“Se você não está esbarrando no governo, você não está se esforçando o bastante”, Erisman diz, “e Jack passou muito tempo batendo nas portas do governo”.

Outro risco significativo é o cenário em constante mudança no próprio negócio e-commerce na China. Os dias de glória em torno do intruso eBay estão muito longe. O Alibaba agora está no desenrolar em um novo mundo de e-commerce, onde as operações não ocorrem em computadores pessoais, mas em telefones.

A Tencent Holdings Ltd., empresa líder em mídia social na China, e a gigante de buscas Baidu estão se movendo agressivamente para diminuir as forças do Alibaba no espaço e-commerce.

Essa ameaça não é necessariamente iminente, pois quase 90 por cento das transações de comércio eletrônico ainda é feita através de computadores e o Alibaba entrou em sua IPO descontroladamente rentável.

No último trimestre, a empresa obteve lucros de 1,4 bilhões de dólares – mais que o dobro do último quadrimestre de 2013 – sobre a receita de 3,1 bilhões de dólares. Sua margem de lucro bruto foi impressionantemente de 78 por cento: a maior que a empresa já registrou desde que começou a divulgar os resultados financeiros em 2009.

Então qual é problema em potencial para o Alibaba? O WeChat está pisando no Weibo – uma plataforma semelhante a do twitter, muito popular na China – ilustrando o quão rapidamente a Internet e os espaços de mídia social podem mudar na China.

A boa notícia para o Alibaba é que ele conhece o e-commerce muito melhor do que qualquer Tencent ou Baidu.

Os analistas naturalmente comparam a transição do Alibaba para dispositivos móveis com o desafio semelhante a ser confrontado pelo Facebook. E os otimistas do Alibaba notam que as ações do Facebook, pós-IPO, sofreram um duro golpe em tal ceticismo, que só diminuiu após a empresa mostrar que poderia habilmente navegar no universo móvel.

O ex-executivo Erisman observa que “este é um grande espaço de crescimento rápido na China. Mesmo que uma empresa não domine completamente, isso não significa que o Alibaba não vai ganhar grandes quantias de dinheiro. Eu não acho que há muita dúvida de que a empresa triunfe, mesmo que a concorrência se intensifique”.

Newsweek © 2014.

O que acontece quando a água de um vilarejo se esgota?

em Mundo/News & Trends por
Foto: Reprodução
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Lompico, na Califórnia, está ficando sem água. A comunidade idílica tem cerca de 1200 habitantes e está escondida nas montanhas de Santa Cruz, onde sequóias majestosas são características comuns dos quintais das casas. Na semana passada, Lompico apareceu em uma lista de 17 distritos rurais que podem sofrer com a perda total do abastecimento de água daqui a 60 dias.

“À medida que a seca continua, haverá mais cidades que provavelmente aparecerão na lista”, declara Dave Mazzera, chefe da divisão de água potável da Secretaria Estadual de Saúde Pública.

É difícil imaginar o que isso significa em termos absolutos: cerca de 500 casas de Lompico retiram água de três poços que se formados por um aquífero subterrâneo. Os aquíferos são reabastecidos pela chuva que se infiltra através do solo, o que é um processo muito lento, em condições normais. A Califórnia passa pela pior seca no estado em três anos e os níveis do aquífero de Lompico estão caindo, pois a demanda de água supera a velocidade que ele pode ser reabastecido. Mesmo o riacho de Lompico, que poderia ter sido capaz de fazer diferença, está praticamente seco desde agosto.

Para Lois Henry, que vive em Lompico há 43 anos, a situação é calamitosa.

“Eu nunca vi uma seca como essa”, ela diz à Newsweek. “Nós não temos água do rio Colorado, do Hetch Hetchy, um reservatório perto de Yosemite, ou do Delta San Joaquin. Nós só temos a água que está aqui”, declara a moradora.

Muitos reservatórios do estado da Califórnia estão apenas com 30 % do volume total que comportam.

Enquanto Lompico está ficando sem água, outras partes da Califórnia estão prestes a ser cortadas dos compartilhamentos que existem entre alguns estados. Jerry Brown, o governador da Califórnia, pede que os moradores do estado reduzam o consumo de água em 20%. Muitas comunidades locais impuseram cortes obrigatórios para o uso de água individual. Em Lompico, o distrito de água pediu que seus clientes reduzissem o consumo em 30%.

Os cientistas determinaram que as condições extremamente secas provavelmente persistirão na Califórnia devido à mudança climática.

“Eu sei que há períodos de seca. Acontecem. Havia tigelas empoeiradas em 1930. Eles provavelmente estão bem agora”, diz Henry. “Espero que isso não seja uma mudança climática permanente. O que iria acontecer com as sequóias?”, argumenta.

B. Lynn Ingram, uma paleoclimatologista da Universidade da Califórnia, em Berkeley, acredita que o estado que vai se recuperar dessa seca. Mas adverte que o histórico das secas extremamente longas deve ser levado em conta.

Por enquanto, Lompico tem água suficiente para se manter. Mas Henry diz que um dos três poços da cidade foi recentemente inutilizado, reduzindo ainda mais a capacidade de água que a região precisa. O abastecimento de água é tão precário, que Lompico é o principal intervalo da água ou de um grande incêndio longe de níveis desastrosamente baixos.

Orientar as pessoas para que usem menos água também significa menos uma redução dos pagamentos que ajudarão a financiar um novo poço em potencial, ou reparos no que está em mau estado, completa Henry.

“É como se você não pudesse vencer”, diz ela.

Lompico está em discussão com a vizinha San Lorenzo para uma fusão no distrito de água, o que aliviaria a situação. Porém, como mais de 90 % do estado sofre com a seca, um enorme aumento das chuvas é a única solução de longo prazo.

Como medida de última hora, a água pode ser capaz de ser transportada ou trazida por gasoduto para lugares rurais como Lompico. Se essas áreas chegarem ao limite de seu abastecimento de água, as pessoas podem deixar suas casas. “Isso certamente não está longe de acontecer possível”, diz Quinn. “A vida fica muito difícil quando você não tem água.”, declara Tim Quinn, o diretor-executivo da Association of California Water Agencies.

Mas Henry diz que nunca pensou em sair de Lompico. Além disso, como poderia? Vender uma casa em uma área afetada pela seca seria quase impossível.

“O que eu vou fazer? Estou aposentada, esta é a minha casa. Você não se afasta de algo assim tão facilmente”, finaliza a moradora sem muitas esperanças.

© 2014, Newsweek.

Militares dos EUA buscam aumentar o QI

em News & Trends/Tecnologia e Ciência por
Foto: Reprodução
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Durante anos, e com muitas tentativas fracassadas, os pesquisadores têm procurado desenvolver maneiras de aumentar o QI do ser humano, por razões óbvias: os seres humanos mais inteligentes seriam mais felizes e mais produtivos.

Ninguém precisa de inteligência mais do que as forças armadas. É por isso que os norte-americanos e os serviços de inteligência estão trabalhando em uma impressionante pesquisa de cérebro que poderia, um dia, ser útil aos cidadãos civis. “A sofisticação das nossas armas e tecnologias de comunicação da Marinha e em outros lugares está crescendo dramaticamente”, diz Harold Hawkins, um psicólogo cognitivo e diretor de um programa no Escritório de Pesquisa Naval que estuda a formação do cérebro. “Vai ser um processo crítico as pessoas intelectualmente mais fortes lidarem com esses novos sistemas”.

O Exército, a Marinha e a Aeronáutica são fundos substanciais de financiamento de programas de investigação, mas um programa de 12 milhões de dólares aprovado em janeiro pelo Intelligence Advanced Research Projects Activity (IARPA) é um dos maiores. O projeto se chama SHARP – Strengthening Human Adaptive Reasoning and Problem-solving – (Fortalecimento Humano da Adaptação do Raciocínio e da Resolução de Problemas, em português).

O programa está estudando técnicas antigas a partir da meditação, uma dose baixa de estimulação elétrica do cérebro, com o objetivo para tornar analistas de inteligência bem mais inteligentes. Também haverá estudos em grande escala que mostrarão a promessa para o fortalecimento da “memória de trabalho” – a capacidade do pensamento crítico não apenas de se lembrar de fatos e números, mas conseguir manipulá-los. “Se essas intervenções estão realmente fazendo o que pensamos que estão, devemos ser capazes de demonstrá-las em um grande número de participantes, métricas fortes e uma bateria de testes no mundo real”, diz Adam Russell, um neurocientista e gerente do programa SHARP.

Outros programas financiados pelo Departamento de Defesa estão perseguindo objetivos semelhantes na Base da Força Aérea, em Ohio. Usando o equivalente a uma bateria de 9 volts para enviar eletricidade às regiões do cérebro selecionadas, algumas habilidades cognitivas apresentaram melhoras, incluindo a atenção e a memória, em até 200 por cento por até seis horas após o tratamento. “Os resultados foram bastante surpreendentes”, diz Andy McKinley, um engenheiro biomédico, e líder da equipe do programa. “Pode ser que um piloto precise de um tratamento pela manhã, e os efeitos durariam o resto de seu turno”.

O trabalho tem amplas implicações, tanto dentro quanto fora do âmbito militar. Crianças com dificuldades de aprendizagem, adolescentes na esperança de melhor pontuação em testes padronizados e adultos idosos na esperança de prevenir o declínio cognitivo são os potenciais beneficiários.

Alguns podem questionar as implicações éticas de soldados assistidos por um computador, mas McDowell vê os novos sistemas como simplesmente melhorar o que os computadores já fazem nos carros de hoje.

Estima-se que 300 mil militares foram afetados por lesões cerebrais, variando de leve a grave. Muitas dessas pessoas têm a memória prejudicada.

Alguns soldados já se beneficiaram com alguns dos novos tratamentos cognitivos. Em outubro de 2010, Jessie Kent Fletcher estava servindo como atirador da Marinha na província de Helmand, no Afeganistão, quando pisou em um explosivo improvisado perto do topo de uma colina. Depois de cair de costas, ele percebeu que havia perdido as duas pernas e alguns dedos. Entretanto, a perda de sua memória e concentração mental “foi a parte mais difícil da recuperação”, disse Fletcher à Newsweek. “Sem a sua mente, é realmente difícil continuar avançando. Minha atenção aos detalhes se perdeu. Eu fiquei perplexo”.

Após quatro meses de treinamento computadorizado do cérebro durante 2012 no Brain Fitness Center da Walter Reed Military Medical Center Nacional, Fletcher disse que suas habilidades cognitivas “melhoraram significativamente”. Agora casado, ele vive em Winston-Salem, Carolina do Norte, onde é aluno na Salem College. Durante o seu semestre de calouros no ano passado, ele tirou notas excelentes. “Eu não quero viver de aposentadoria pelo resto da minha vida”, diz Fletcher. “Quero ser um membro produtivo da sociedade”.

Apesar de tais depoimentos, um pequeno grupo de céticos acadêmicos parecem não ter fé em tais estudos, em parte por causa de erros técnicos que veem em algumas das pesquisas recentemente publicadas, e em parte porque a história das intervenções de angariação de QI foi marcada pela decepção.

“Houve uma grande quantidade de estudos publicados mostrando indícios de que a formação pode funcionar, mas invariavelmente encontramos alguma falha importante nos estudos”, diz o psicólogo da Universidade de Michigan Zachary Hambrick. “O diabo está nos detalhes”, finaliza.

© 2014, Newsweek

Por que Thomas Jefferson favorecia a divisão de lucros?

em Mundo/News & Trends/Política por
Foto: Reprodução
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O discurso do presidente Obama na semana passada, com foco na grave e crescente desigualdade dos Estados Unidos, parou de repetir muitas das advertências dos Pais Fundadores dos Estados Unidos (Founding Fathers) que afirmam que essa condição poderia condenar a democracia americana.

Os fundadores, apesar de décadas de desentendimentos rancorosos sobre quase todos os outros aspectos de suas grandes experiências, concordaram que os Estados Unidos iriam sobreviver e prosperar, apenas se houvesse a dispersão das terras e empresas.

George Washington, nove meses antes de sua posse como o primeiro presidente, previu que os EUA “seriam o país mais favorável para a habitação de pessoas simples da indústria e possuidoras de capital moderado”.

O segundo presidente, John Adams, temia que “os monopólios de terra” iriam destruir a nação e que a aristocracia nascida da desigualdade iria manipular os eleitores, criando “um sistema de subordinação a tudo… À vontade e aos caprichos de um ou de uns poucos” dominando o resto. Adams escreveu que “os ricos e os orgulhosos” iriam exercer o poder econômico e político que “destruiria toda a igualdade e liberdade, com o consentimento e aclamações do próprio povo”.

James Madison, principal autor da Constituição, descreveu a desigualdade como um mal, dizendo que o governo deve evitar um “acúmulo de riquezas desmedido e, especialmente, sem méritos”. Ele favoreceu “a operação silenciosa de leis que, sem violar os direitos de propriedade, reduzem a extrema riqueza para um estado de mediocridade e levantam os pobres para um estado de conforto”.

Já no fim de sua vida, Adams, pessimista sobre se a República iria suportar, escreveu que o objetivo do governo democrático não era ajudar os ricos e poderosos, mas conseguir “a maior felicidade para o maior número”.

O professor Joseph R. Blasi, Douglas L. Kruse de Rutgers e Richard B. Freeman, de Harvard, reuniram muitos dos escritos dos fundadores sobre esse tópico para o livro The Citizen’s Share: Putting Ownership Back into Democracy.

Desde 1993, quase um quarto de todo o crescimento da renda dos EUA foi para mais ou menos 16 mil famílias. Ao mesmo tempo, 90 por cento deste crescimento foi distribuído em mais de 280 milhões de pessoas, as quais informaram ter uma renda menor em 2012 do que em 1993.

Entre os países com economias modernas e tradições democráticas sólidas, os EUA têm, de longe, o pior índice de pobreza infantil. Sua distribuição de renda os coloca longe de aliados europeus e do Canadá, mas na mesma zona, como o Brasil, México, Rússia e Venezuela.

Blasi e seus co-autores mostram que, no final do século 19, ao pagar aos trabalhadores uma parte dos lucros, ajudava a construir a fortuna de muitos dos empresários mais bem sucedidos. John D. Rockefeller, da Standard Oil, George Eastman, da Eastman Kodak, William Cooper Procter, da Procter & Gamble e o comerciante de grãos, Charles A. Pillsbury, usaram a participação nos lucros para atrair os melhores trabalhadores, desencorajar os sindicatos, reduzir a rotatividade de funcionários e dar um incentivo maior para fazer seus negócios prosperarem. “Eles fizeram isso, com certeza, por interesse próprio. Mas foi por esse interesse que a sociedade se beneficiou como um todo”, declara Blasi.

Planos de participação nos lucros são raros nos dias de hoje e muitas vezes escassos. Desde o início de 1990, as empresas americanas deram quase 30 por cento das opções de ações para seus cinco principais executivos. “Quase todo o resto das opções vão para o topo de 2 por cento ou mais de funcionários da empresa”, diz Blasi.

Há cerca de 140 milhões de funcionários do ramo dos negócios nos Estados Unidos, mas apenas 19 milhões de ações próprias em suas empresas.

Ashford, um professor da Faculdade de Direito de Syracuse, ensina que, se mais americanos pudessem comprar ações com os dividendos pagos pelas empresas, todo o país se beneficiaria. A distribuição mais ampla do capital, segundo ele, daria para a maioria dos norte-americanos uma participação direta no sucesso dos negócios.

E isso, diz Ashford e Blasi, é exatamente o futuro imaginado pelos autores de mais de dois séculos atrás – os EUA onde cada trabalhador é um capitalista.

 © 2014, Newsweek.

HapiFork. O garfo que ajuda você a comer do jeito certo

em News & Trends/Tecnologia e Ciência por
Foto: Reprodução
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Assim como você nunca deve dizer à uma pessoa com raiva para se acalmar, você nunca deve dizer à uma pessoa com fome para comer mais devagar.

Mas isso foi exatamente o que o HapiFork fez comigo. É por isso que eu terminei de comer meu frango e arroz com uma colher.

O HapiFork é um garfo eletrônico com Bluetooth que mede a rapidez com que você come, surgiu a partir da cozinha inteligente Kickstarter e, ao que parece, tem mais consciência do que eu.

Com seu slogan bem intencionado (“Coma devagar, perca peso, sinta-se grande”) os HapiLabs baseados em Hong Kong oferecem a nossa nação humana uma ferramenta para fazer de todos nós mais saudáveis e mais conscientes . O HapiFork “vibra”  suavemente contra seus lábios quando você come rápido demais. Isso pode soar um pouco estranho para você, mas a vibração só ocorre quando você não permite um intervalo de 10 segundos entre garfadas de comida. Aparentemente, eu não estou suposto a me alimentar em um movimento contínuo, mas sim, parar entre garfadas, mastigar minha comida e até mesmo conversar com os meus companheiros de mesa.

É claro que eu deveria comer mais lentamente; sobre este ponto, o povo HapiFork e minha mãe estão de acordo. Comer mais devagar não só lhe permite apreciar a sua comida, mas permite que o seu cérebro registre a saciedade, o que normalmente leva até 20 minutos. Comer muito rapidamente aumenta a probabilidade de indigestão. Como minha mãe gostava de dizer: “Por que eu gasto todo esse tempo na cozinha para você simplesmente devorar tudo em cinco minutos”

O HapiFork parece um pouco desajeitado e de alta tecnologia com sua alça de alumínio escovado, mas é bastante fácil de ajustar. A alça armazena a chave eletrônica que abriga o gravador de dados e acelerômetro. A chave eletrônica é facilmente removida para o garfo ser lavado, mas cuidado, ao tirar a alça do garfo, e colocá-lo em cima do balcão, ele fica com uma semelhança impressionante a um teste de gravidez.

Quando fui comer pela primeira vez com o garfo, fui obrigado a programá-lo para o utensílio entender o estilo que eu como. Eu sugeri desleixado e dispéptico, mas o HapiFork sugeriu novos modos. Para quem quer medições precisas de suas refeições e está disposto a usar uma faca de plástico para cortar os alimentos, pois as leituras falsas do garfo dá choque ao usar faca de aço inoxidável. Tem o modelo escavando, ou estilo americano, o que significa que os dentes do garfo são curvadas para cima para você apunhalar seus pedaços de comida. Por eu ser pretensioso, optei por Picking, que é para comer em estilo europeu, onde os dentes estão ligados para baixo para o alimento ser espetado suavemente. Eu estava esperando que ele iria fazer o meu gosto caseiro de uma refeição americana mais continental.

Eu comi com cautela pela primeira vez, trazendo o HapiFork aos meus lábios, com medo do que poderia acontecer se eu comesse muito rápido. Eu logo foi distraído por uma das conversas profundas que ocorrem em nossa mesa de jantar, e assim como meu filho estava fazendo seu discurso final para um golfinho roaz pet, eu gritei. Eu não tinha esperado os 10 segundos entre garfadas! A luz vermelhos no fim do garfo brilhou, e o garfo deu choque nos meus lábios. A literatura Hapi o descreve como uma “vibração”, mas me senti um curto-circuito, zumbido intenso – o que deve ser como beijar uma tomada de luz. O olhar na minha cara fez todos da mesa rirem.

O garfo vem com seu próprio estojo de transporte, e que são incentivados para jantar com ele onde quer que você vá. Levei-o para um local que costumo freqüentar, e percebi muitos olhares estranhos dos meus comensais. Eu não tenho certeza se eles notaram meu garfo. Eu suspeito que eles estavam reagindo aos tiques faciais que ocorreram com cada garfada.

O HapiFork me fez perceber que tenho maus hábitos alimentares. Após usá-lo por alguns dias, eu enviei minhas informações para meu painel pessoal Hapi.com do meu laptop. Deitado na minha frente, em cores brilhantes, alegres, era um resumo das minhas “performances”, que é o eufemismo que usamos em HapiLand para as refeições. Você pode ou não ficar impressionado ao descobrir que o meu maior “performance” foi de 22 minutos de duração. Foram duas porções de garfo médio por minuto, e, geralmente, foram 25 garfadas de comida para terminar o meu jantar. Eu tenho uma taxa de sucesso de 68 por cento e uma taxa de 32 por cento “excesso de velocidade”, que eu acho que significa que eu ainda como muito rápido.

Eu aprendi que eu estava tomando café da manhã em quatro minutos e jantava em oito (e eu tenho certeza que ele teria sido mais rápido se as crianças não tivessem rindo tanto de mim). E graças ao HapiFork, fiz um acordo comigo mesmo de comer mais devagar e evitar excessos. Eu sei que vou cumprir essa promessa, porque se eu não fizer isso, eu tenho que voltar a usar o HapiFork.

por Marissa Rothkopf Bates

© 2014, Newsweek.

O círculo vicioso da poluição chinesa

em Mundo/News & Trends/Política/Saúde & Bem-estar por

Somente há 20 anos, uma cidade chinesa chamada Linfen, na província de Shanxi, atendia pelo apelido de “cidade floral”; uma homenagem às nascentes cristalinas da região, além da vegetação exuberante e abundante agricultura. O apelido foi dado à cidade antes da instalação das fábricas e das minas de carvão que produzem eletricidade e uma espessa camada de poluição industrial. Hoje em dia, contudo, Linfen tem mais chances de ser citada como uma das cidades mais poluídas do mundo. Os pesquisadores estimam que um dia respirando o ar dessa cidade é semelhante ao consumo de três maços de cigarro.

Cerca de 6.700 km do leste de Linfen, em Los Angeles, onde alguns moradores, apesar de décadas de melhorias na qualidade do ar, ainda lutam para respirar livremente. “A poluição deixa uma camada de poeira em tudo”, diz Layli Samimi – Aazami, uma fotógrafa de Los Angeles que cresceu na floresta do Alasca.

No âmbito nacional, no entanto, a notícia é melhor: para todos os seus problemas ambientais, os EUA vêm obtendo progressos consideráveis no combate à má qualidade do ar. A Agência de Proteção Ambiental relata que os poluentes no ar ter diminuído nas últimas três décadas. O país fechou muitas fábricas antigas, o que significou uma redução de 2,5 milhões de empregos entre 2003 e 2013. Os padrões de emissão de gases poluentes dos automóveis estão cada vez mais severos em todo o país, mas não representam melhorias na qualidade do ar.

O paradoxo aqui é que enquanto essas medidas têm sido ótimas para controlar a qualidade do ar do país, a economia global voltada ao consumidor é um jogo de soma zero, o que significa que os EUA não eliminaram a poluição, ela é meramente terceirizada para a China.

E agora um pouco desse ar sujo está voltando.

Nos últimos anos, vários estudos científicos têm argumentado que a poluição e a poeira da China estão chegando até o Oceano Pacífico e provoca deslizamentos de terra na costa da Califórnia. A cobertura da mídia sobre esse assunto despertou temores nos EUA ao declarar que a China é uma mangueira de incêndio que pulveriza a poluição para a Costa Oeste. Por último, alguns veículos estadunidenses disseram que era melhor que Los Angeles e a baía de São Francisco se acostumem com isso.

É verdade que os compostos químicos nocivos, muitas vezes um subproduto de forte dependência da China sobre a queima de carvão para a energia, pegam carona em correntes de ar e flutuam através do Pacífico, o que agrava a poluição no oeste dos Estados Unidos. Na verdade, cerca de um quarto da poluição de sulfato da Costa Oeste pode ser vinculado à China. Sulfatos têm sido associados ao aumento de doenças como asma e outras doenças pulmonares.

“Meu filho de 4 anos de idade fica resfriado frequentemente e o quadro evolui para bronquite, pois seus pulmões estão muito comprometidos com a qualidade do ar daqui”, diz Samantha Slaven, moradora de Los Angeles. “Temos que usar rotineiramente um inalador a cada vez que ele fica doente.”, completa.

Essas são algumas estatísticas sombrias, mas os cidadãos dos Estados Unidos não devem ser tão rápidos para castigar a China. Cada vez mais, evidências sugerem que os EUA são, em parte, culpados pelo aumento da poluição da China – e, como resultado, a má qualidade do ar nas cidades chinesas. Estimativas atuais dizem que de 25% a 30% das emissões da China é especificamente devido à fabricação de produtos para outros países.

Em outras palavras, a China gera poluição enquanto fabrica produtos para os EUA e os navios que voltam com a poluição e com os telefones celulares, consoles de videogame e computadores.

Essas práticas são impulsionadas por políticas ambientais que colocam a responsabilidade de reduzir as emissões no produtor. “A legislação ambiental prevê que, ao reduzirmos o teor de poluição no processo de fabricação, o produto torna-se mais caro”, disse Anthony Wexler, que estuda o solo, o ar e os recursos hídricos, na Universidade da Califórnia, em Davis. “Os fabricantes respondem pelas indústrias que se deslocam para países como China e México, onde podem poluir mais facilmente”, Anthony comenta.

Quando as notícias dos problemas de poluição de Linfen repercutiram nacionalmente, a China reagiu mudando as fábricas de local. Nas últimas décadas, os EUA têm feito a mesma coisa, porém em uma escala muito maior. Desde os anos 1990, as emissões de sulfato nos Estados diminuíram em 60%. Ao importar produtos da China, os EUA contribuem indiretamente para o problema da poluição da China – e à nossa própria. As emissões que flutuam em toda a Costa Oeste pode muito bem ser “devolvidas ao remetente”.

© 2014, Newsweek.

Máfia italiana transforma zona rural em depósito de lixo

em Mundo/News & Trends/Política por
Foto: Reprodução
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A Zona Rural ao redor de Nápoles era conhecida como “felix”, ou seja, abundante e feliz. É considerada uma das áreas mais férteis da Itália. Mas esse cenário está prestes a mudar. A máfia local, conhecida como Camorra, transformou os campos de alta produtividade verdejante em depósito de lixo do país. Devido ao excesso de lixo queimado, a área começou a ser chamada de “a terra do fogo”. As chamas emitem um cheiro desagradável e tóxico. Essa queima de lixos ilegais é letal para o meio ambiente e seres humanos. A fumaça pode ser vista em todos os momentos, especialmente à noite, quando os criminosos que acendem as fogueiras podem escapar despercebidos.

As fogueiras no final das estradas rurais dificultam o acesso nos arredores de aproximadamente 50 cidades espalhadas entre Nápoles e Caserta, onde os lixos ficam amontoados nas ruas por causa da disputa de gestão dos resíduos e do trabalho escravo.

A máfia se infiltrou nos consórcios que lidam com a remoção de resíduos em quase todas as cidades. Impondo preços elevados para a remoção de lixo e até mesmo empregando trabalhadores fáceis de controlar. Fazendo isso, a Camorra ganha em dois sentidos: garante o negócio legal de lixo e mantém os italianos frustrados nas mãos, eliminando os negócios ilegais controlados pela Camorra.

O lixo já foi encontrado enterrado em estradas, lagoas, e em poços de 100 metros de profundidade, contaminando os campos e envenenando os produtos agrícolas.

O inferno administrado pela Camorra e outros grupos criminosos já contam com mais de 220 hectares, transformando a coleta de lixo ilegal em um das suas maiores fontes de renda. “Monnezza (lixo) é ouro” – disse Nunzio Perrell , um famoso informante da máfia, aos juízes em 1992.

Este novo movimento foi apelidado de “eco-máfia”, porque estão saqueando o meio ambiente para ganhar muito dinheiro: US$ 1.4 bilhões em 2012, de acordo com a Itália lobby ambientalista Legambiente.

A disposição legal de resíduos perigosos é mais caro do que o de lixo normal e pode custar até US$ 826 por tonelada. A Máfia oferece baixo custo, serviços de eliminação de resíduos por meio de trabalhadores ilegais e evita os impostos através da lavagem de dinheiro.

A devastação, que já se arrasta há anos, recentemente se espalhou para mais aldeias, provocando protestos em massa, a indignação pública, provoca dúvidas sobre os produtos premium da Itália – incluindo queijo mussarela e tomates San Marzano – se estão contaminados.

Os produtores de mussarela registraram uma queda de 30 por cento nas vendas em novembro, totalizando uma perda de  27.500 mil dólares .

“Isso tudo é uma má publicidade para produtos da Itália”, disse Raffaele Lettieri, prefeito de Acerra . “A reputação dos nossos legumes é um golpe não só na economia local, mas também na imagem global da Itália”.

“Meus amigos que vivem no exterior já pararam de comprar produtos made ​​in Italy. Mais de 1.500 famílias de agricultores vivem nesta terra e todos os dias saem às ruas para protestar”. Lettieri conseguiu reduzir a metade do número de incêndios, apertando os controles e aumentando as patrulhas policiais.

Em Acerra, existe uma força-tarefa abrindo os sacos de lixo abandonados em busca de  evidências para rastear os criminosos. Um site publica fotos de transgressores apresentados pelos habitantes locais e alerta sobre os novos incêndios, enquanto um aplicativo direciona as autoridades para o local que o lixo foi abandonado.

Até agora foram identificados três grupos de culpados: empresas especializadas que queimam borracha para extrair o fio de cobre; pequenas empresas e artesãos que violam normas de produção, empregam trabalhadores ilegais e descartam ilegalmente seus subprodutos tóxicos, e os indivíduos autodestrutivos que queimam o lixo para chamar a atenção.

As queimas de lixo estão deixando os italianos doentes.

“Muitos dos meus amigos jovens morreram, e o número de pessoas doentes aumentou drasticamente”, disse Vincenzo Cenname, prefeito de Camigliano. Não há dados precisos, mas as autoridades de saúde italianas calcularam que as cidades com a maior concentração de depósitos ilegais têm as maiores taxas de mortalidade infantil,  aumentando os tipos de malformações no nascimento, e fazendo as taxas de câncer crescer em até 20 por cento.

Nos últimos 22 anos, mais de 10 milhões de toneladas de lixo foram jogados e incendiados nos campos. Um total de 82 investigações foram conduzidas em 443 empresas e mais de 900 mafiosos foram presos, disse Legambiente.

Em 1997, o informante Carmine Schiavone testemunhou que a máfia Camorra despeja va 800.000 toneladas de resíduos em todo o reduto da máfia Casal di Principe. “Em 20 anos, todos podem correr o risco de morrer de câncer”, disse ele .

Um ação tardia está sendo tomada. Em 3 de dezembro, o governo italiano aprovou o decreto Terra de Incêndios, introduzindo penas mais severas – de até oito anos de prisão – para aqueles que atearem fogo ilegalmente nas terras.

Haverá um mapeamento completo nos campos para identificar os que foram contaminados pelos incêndios. Esses campos serão isolados dos mais saudáveis. O decreto também aloca US$ 826.000.000 para limpar aterros ilegais e propõe a implantação de uma base militar para acabar com as queimas ilegais.

“Nós não podemos esperar para impor sanções mais rigidas”, disse Lettieri . “Queima de resíduos é um crime contra a humanidade. É mortal”.

“A eco-máfia não são bandidos que andam por aí armados, mas eles querem ganhar dinheiro fácil à custa do meio ambiente e da saúde das pessoas”, disse Cenname. “Muitos cidadãos ainda não têm uma consciência civil e, desde que o bem comum não faz parte do seu DNA , as coisas nunca vão mudar”.

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Intérpretes lutam para receber royalties nas rádios norte-americanas

em News & Trends por

Você pode determinar um preço para o “respeito”? Provavelmente não é zero. No entanto, ironicamente, a versão de Aretha Franklin nunca rendeu um centavo para a cantora em décadas nas rádios americanas.

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Franklin não está sozinha, a empresa elite inclui Whitney Houston por seu cover de Dolly Parton “I Will Always Love You” e Jeff Buckley pela sua versão de Leonard Cohen “Hallelujah”. Devido a um precedente legal que as mantêm firme, apesar de décadas de protesto, as estações de rádio AM-FM dos EUA são obrigadas a pagar somente os escritores das músicas, não os intérpretes.

Ao resistir a pagar os artistas pela transmissão, os EUA são os únicos democráticos.

Agora, uma organização voluntária de artistas recém-criada – chamada The Content Creators Coalition – visa mobilizar seus fãs para mudar a situação.

“Eu acho que várias pessoas não estão cientes da situação”, diz Ruen, que organizou um evento que acontecerá em Nova Iorque para levantar patrocínios musicais. “Esses pagamentos – na maioria pequenos valores – que os artistas e músicos de estúdio estão perdendo pode fazer a diferença para que alguém seja capaz de continuar a sua carreira e viver uma vida digna”.

O evento gratuito vai contribuir para que os fãs assinem uma petição online e pressionem o Congresso a aprovar um projeto de lei que garanta os direitos de um intérprete em rádios comerciais.

O sistema de pagamento é complexo, de acordo com os dados da SoundExchange, uma organização sem fins lucrativos que distribui royalties digitais. Os serviços seguem estruturas diferentes, de distribuição de frações de centavo por fluxo. Além disso, alguns serviços pagam por faixas gravadas antes de 1972 – a proteção dos direitos autorais foi alcançada nesse ano e aplicada às canções – e têm sido processados por artistas e grupos de defesas.

Uma coisa permanece constante: o argumento do chefe da rádio comercial contra os royalties dos intérpretes. “O valor promocional de rádio local é tão extraordinário que gera enormes receitas para os artistas e gravadoras”, disse Dennis Wharton, vice-presidente executivo da National Association of Broadcasters, uma organização sem fins lucrativos que representa as redes de rádio, incluindo o Clear Channel. “Uma taxa que seria ligada as estações de rádio para além dos honorários do compositor que pagamos, poderia ter um impacto financeiro negativo na rádio local”, explica Dennis.

A indignação dos artistas aumenta, pois eles estão perdendo royalties também no exterior. Já que os artistas estrangeiros não são pagos pelas rádios dos Estados Unidos, esses países, muitas vezes, se recusam a pagar os artistas norte-americanos. “Eu saio em turnê principalmente na Europa, minha música toca principalmente lá. Também tenho uma turnê na América do Sul e no Japão. A partir de hoje esses royalties estão sendo retidos, mas, se fossem pagos, fariam a diferença na minha vida”, declara Ribot.

© 2014, Newsweek

Existe vida após a morte cerebral?

em News & Trends/Saúde & Bem-estar por
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Dos muitos males que o corpo humano pode sofrer, o dano cerebral é um dos mais devastadores – e confuso. Quando uma pessoa sofre uma lesão cerebral traumática e fica incomunicável, médicos e parentes enfrentam uma das questões mais confusas da medicina: como sabemos se a pessoa ainda está lá? Quando o corpo é apenas um corpo?

Essas perguntas ficam ainda mais complicadas de responder quando os cérebros de alguns pacientes em estado vegetativo parecem reconhecer os rostos dos familiares.

Um paciente com danos cerebrais pode viver por meses e até anos, no limbo: seus olhos se abrem e a pessoa pode dormir e acordar no que parece ser um ciclo normal da vida, mas ela não tem interações significativas e não mostra consciência do que acontece ao seu redor. Os médicos chamam esse período de “estado vegetativo persistente”, ou seja, estar acordado sem saber. Em alguns casos, é improvável que o paciente irá se recuperar e se por acaso isso acontecer, provavelmente a pessoa poderá ter deficiências físicas e neurológicas bem graves. Não é o que a maioria de nós chamamos vida.

Quando alguém entra em estado vegetativo, uma questão moral e ética é levantada gerando um debate muitas vezes amargo e dolorido: até quando devemos manter o corpo do paciente no piloto automático?

Esse debate tem se intensificado nos últimos anos, pois alguns estudos descobriram exemplos marcantes de pacientes vegetativos que parecem ser capazes, em algum nível, de se comunicar. A Dra. Karen Hirsch, neurologista e neurocirurgiã do Centro Médico da Universidade de Stanford, disse à Newsweek que “com a mudança de paradigmas da imagem e outras técnicas, estamos aprendendo que talvez algumas dessas pessoas têm consciência”.

Usando uma ressonância magnética funcional, os pesquisadores de Tel Aviv analisaram o cérebro de indivíduos em estado vegetativo e estado normal. Primeiramente mostraram a eles fotos de estranhos, e, em seguida, imagens de rostos familiares. As atividades celebrais dos pacientes vegetativos igualou a dos indivíduos saudáveis.

Os estudos estão avançados e pesquisadores da Universidade de Cambridge  descobriram que os pacientes vegetativos não só poderiam responder a estímulos, como também responder às perguntas com “sim” ou “não”.

A Ocidental University do Canadá apresentou resultados semelhantes. Baseados em estudos realizados alguns anos atrás na Grã Bretanha e Bélgica, onde alguns pacientes em estados vegetativos foram “ensinados” a visualizar duas cenas específicas: uma mostrava eles jogando tênis, e a outra, mostrava o paciente em algum lugar familiar.

Os pesquisadores afirmam que um paciente foi capaz de usar essas duas cenas como análogos para ” sim” e “não”. Quando perguntado, por exemplo, ” o nome do seu pai é Alexander?”, O paciente era supostamente capaz de visualizar a cena e responder corretamente.

Existem algumas ressalvas sobre esses estudos. Em Cambridge, o paciente repetiu as palavras “sim” e “não” 5.400 vezes para o cérebro conseguir dar “atenção” as perguntas. A mesma coisa aconteceu com o estudo canadense: apenas um dos 21 pacientes estudados mostraram capacidade de responder as perguntas.

Estes dois pacientes podem apenas ser dados desviantes, casos em que as demissões aleatórias de um cérebro primitivo imitam a forma como o cérebro humano em pleno funcionamento deve trabalhar. “Honestamente, a maioria dos pacientes não têm qualquer função subjacente”, disse Hirsch.

É preciso, no entanto, de um teste confiável para dizer aos médicos quais áreas do cérebro estão ativas.

“Devemos ser otimistas sobre estes estudos, mas precisamos proceder com cautela”, disse Hirsch. “Só porque vemos de cima as luzes das áreas do cérebro, não quer dizer que sabemos o que a consciência do paciente diz, se existe processamento ou qualquer tipo de contexto significativo da particularidade da pessoa”. Em outras palavras, poderia ser apenas uma primitiva de resposta a estímulos. No entanto, as implicações são intrigantes. O rastreamento das ativações cerebrais emocionais podem ajudar os pacientes vegetativos  a responderem os tratamentos experimentais e a se recuperarem melhor. “Além disso, “estímulos” visuais, e principalmente emocionais, também podem ser uma maneira de “faísca” do cérebro, mesmo em pacientes não responsivos com lesões cerebrais graves”, disse à Newsweek  – O Dr. Ageu Sharon, pesquisador do Centro de Cérebro Funcional da Universidade de Tel Aviv e principal autor do estudo. Essa linha de pesquisa poderia resolver um dos problemas mais difíceis de cuidados intensivos neurológico: determinar quando devemos continuar prestado assistência médica e quando devemos parar. “Se pudéssemos nos comunicar de forma eficaz com o paciente, talvez pudéssemos simplesmente perguntar se ele quer continuar a viver. No entanto, “ainda estamos muito longe de se comunicar com os pacientes, de tal maneira”, disse Sharon.

Entretanto, não podemos confiar na ciência para tomar essas decisões. “É importante ter o tabu e estigma de falar da lesão cerebral, trazendo para o primeiro plano das conversas que temos com os entes queridos”, disse Hirsch.

O que esses estudos também mostram é que a ética e a moral são pessoais, e os parâmetros do que significa a “vida” são tão mal definidas na ciência como na filosofia e na arte.

(c) 2013, Newsweek.

Irregularidades da indústria farmacêutica indiana preocupam autoridades mundiais

em Mundo/Negócios/News & Trends por
Foto: Reprodução
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As empresas indianas de medicamentos genéricos exportaram o valor  4.200 milhões dólares em produtos para os Estados Unidos no ano passado, e a demanda está aumentando. Por outro lado, aumenta também as preocupações sobre a segurança destes medicamentos, sendo que autoridades norte-americanas e britânicas tomaram uma série de medidas contra as importações de tais medicamentos da Índia, que inclui a emissão de cartas de advertência e alertas de importação para várias instalações de fabricação de remédios para empresas como a Ranbaxy, Strides Arcolab e Wockhardt.

Em maio deste ano, a Ranbaxy, uma das maiores empresas farmacêuticas da Índia, se declarou culpada de sete acusações criminais, entre elas, da falsificação de dados clínicos e distribuição de medicamentos adulterados nos Estados Unidos – crimes totalmente sem precedentes na indústria farmacêutica, e pela qual pagou multas e acordos totalizando um recorde de US $ 500 milhões. No entanto, os reguladores de medicamentos estaduais e federais na Índia não tomam nenhuma ação.

Nos estados como Gujarat, Kerala e Tamil Nadu, as autoridades encontraram centenas de amostras de medicamentos que não passaram nos testes de qualidade, mas o número de pessoas presas ou drogas apreendidas permanece zero. Foram analisadas mais de 6 mil amostras de medicamentos adquiridos em farmácias e lojas em toda a África e Ásia, sendo que quase a metade era oriundo da Índia, muitos dos quais se encontraram fora de padrão.

Acredita-se que o principal problema da Índia agora é que o nacionalismo substituiu proteção da saúde como princípio orientador na regulação de medicamentos. Um exemplo que pode ser citado se refere ao fato encontrado em medidas de nivelamento de preços da Índia. Enquanto estes têm a intenção de manter as empresas estrangeiras fora do mercado indiano para tornar os medicamentos essenciais a preços acessíveis para os cidadãos indianos.

Na verdade, até mesmo os fabricantes de medicamentos locais da Índia estariam se queixando de que eles não podem fazer remédios para o padrão de qualidade adequado a preços exigidos pelos contratos com o governo, impossibilitando a geração de lucros suficientes para a realização de pesquisas e desenvolvimento. Por isso, o governo teria respondido com a isenção a novos remédios a partir dos controles de preços por cinco anos, caso eles sejam o resultado de uma inovação indiana.

O Parlamento indiano reconhece a falta de competência dos reguladores indianos para supervisionar a qualidade dos medicamentos e publicou dois relatórios contundentes sobre ele nos últimos dois anos.  Mas muito pouco tem sido feito para resolver o problema. Além disso, a recente decisão da Suprema Corte da Índia de suspender 157 estudos clínicos aprovados pelo regulador indiano não inspira confiança na revisão científica ou no processo de tomada de decisão da regulamentação.

(C)2013, Newsweek

Criacionismo X Evolucionismo: o que os livros didáticos ensinam?

em Mundo/News & Trends por
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Da próxima vez que o seu filho estiver em outro quarto, dê uma olhada nas apostilas de ciências dele. É possível eles afirmarem que a evolução é apenas uma teoria e o aquecimento global é bem discutível. Nos Estados Unidos, por exemplo, professores estão autorizados a ensinar criacionismo – juntamente com a evolução – e discutir os dois lados do aquecimento global.

Em 2013, nove projetos de lei anticiência foram introduzidos em sete estados. Os legisladores em todo o país entraram com cerca de 50 projetos nos últimos 10 anos, declarando que a evolução seja uma ideia “controversa”, cujo lado oposto, o criacionismo, deve ser ensinado no interesse da liberdade acadêmica.  Os autores dos projetos de lei dizem que tal modelo ajudará os alunos a desenvolver habilidades do pensamento crítico e a responder de forma adequada e respeitosa as diferenças de opinião sobre questões

Grande parte dessa legislação pode ser desnecessária, pois aproximadamente 25 por cento dos professores de biologia do ensino médio das escolas públicas em todo o país dão aulas sobre o criacionismo, e quase metade desses professores apresenta a teoria como um estudo cientificamente crível, de acordo com um estudo nacional em 2008. Esses números refletem a crença popular: uma pesquisa realizada pelo Pew Research Center, em 2013, descobriu que 33 por cento dos adultos norte-americanos acreditam que os seres humanos sempre existiram na sua forma atual. Dos 60 por cento que acredita que os seres humanos evoluíram ao longo do tempo, 24 por cento das pessoas pensavam que a evolução era “guiada por um ser supremo”.

O ensino da ciência do clima parece ser “comparavelmente terrível”, diz Glenn Branch, vice-diretor do Centro Nacional da Educação Científica. Cerca de 36 por cento dos professores do jardim de infância até o terceiro ano no ensino médio que aborda a mudança climática nas aulas, diz ensinar “ambos os lados” do problema, já que, por lei, é exigido que 5% das instituições ensine as duas teorias, de acordo com uma pesquisa da National Earth Science Teachers Association, em 2011. Apesar de haver 97 por cento de consenso entre os cientistas sobre as mudanças climáticas, os outros 3 por cento – alguns dos quais afirmam que a Terra está ficando mais fria – tende a obter financiamento para investigações importantes sobre empresas de carvão e de petróleo, como a ExxonMobil.

Parece estranho que os educadores sejam tão propensos a ir contra a corrente da comunidade científica sobre a mudança climática, até você ler as apostilas deles. Esse material, usado muitas vezes para determinar a grade curricular da turma, também incorpora a entrada de indústrias que se opõem à ideia da mudança climática. A razão nos leva profundamente ao coração do Texas que é o maior estado do mercado de livros didáticos do país. O restante dos alunos, portanto, geralmente não tem outra escolha, a não ser ler os livros aprovados pelo conselho escolar centralizado no Texas.

Isso significa que alguns texanos estão decidindo o conteúdo programático de toda a rede pública de ensino dos EUA. Quando o Texas Board of Education realiza audiências sobre a adoção de manuais escolares, qualquer um pode se posicionar sobre o processo de aprovação. Em uma audiência recente, Becky Berger, um geólogo de mineração e petróleo, se opôs ao rascunho do livro didático de Ciência Ambiental do ensino médio, publicado pela Houghton Mifflin Harcourt. Berger disse que o livro culpou injustamente a indústria de petróleo e gás pela poluição e, consequentemente, o aquecimento global. Acrescentou ainda que não havia nenhuma menção sobre a desvantagem das fontes renováveis ​​de energia. A editora foi forçada a adaptar a apostila para ganhar a aprovação do conselho: agora o material menciona que a energia eólica, normalmente gerada no campo, não pode ser facilmente transferida para as áreas urbanas.

Há uma série de fatos científicos que ofendem os críticos. “Você precisa ter muito cuidado na hora de dizer que a era do gelo ocorreu há milhões de anos”, diz Dan Quinn, porta-voz da Texas Freedom Network, um grupo de vigilância. “Em muitos livros didáticos, ela foi alterada para um passado distante”. Isso ocorre porque alguns criacionistas acreditam que a Terra tem só seis mil anos de idade.

Quando você estiver folheando os livros de ciências do seu filho, atente para os capítulos e as passagens sobre a evolução e as mudanças climáticas. Você pode achar expressões tais como “muitos cientistas acreditam que”, “a maioria dos cientistas”, ou “alguns cientistas afirmam”. Isso incomoda Quinn, ele insiste que a ciência deve permanecer fora dos limites da opinião. “É como dizer que ‘muitos cientistas aceitam a gravidade’”.

A editora Houghton Mifflin Harcourt se recusou a comentar sobre a influência que as pessoas têm a respeitos do conteúdo dos livros didáticos.

Embora o ensino da evolução possa suportar esses desafios, o aquecimento global é muito mais vulnerável, porque não tem proteções constitucionais.

© 2014, Newsweek.

A nova estratégia dos leilões

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O principal concorrente do mundo da arte estabeleceu um novo recorde mundial. A casa de leilões Christie anunciou que em 2013 vendeu 7,1 bilhões de dólares, o maior número até hoje durante 248 anos de história das casas de leilões. Segundo informações, o dinheiro nunca fluiu tão rápido nas salas de leilões como em 2013. No ano passado, a empresa realizou os seus primeiros leilões em Xangai e Mumbai para manter o ritmo com a demanda de arte high-end da nova elite global.

Em novembro, em seu leilão de arte pós-guerra, em Nova York, a casa ganhou as manchetes globais por vender um tríptico de Francis Bacon por 142,4 milhões de dólares, vendendo naquela noite aproximadamente US$ 700 milhões.

Mas a história real não se passa dentro das salas de leilão feitas de tijolos e argamassa, mas sim dentro das salas digitais. Este ano, a Christie investiu milhões na construção da sua plataforma digital, com 49 salas on-line funcionando, um salto de 700 por cento comparado ao ano de 2012.

Licitantes on-line arrecadaram US$ 20,8 milhões em vendas, e atraiu 20,6 milhões de visitantes para o site da Christie. Agora, a empresa planeja um esquema global com leilões digitais em mandarim e outras línguas. Esta semana, a revista Newsweek falou com o CEO da Christie, Steven P. Murphy sobre o notável ano de sua empresa, seus planos para o futuro, e o que o mantém acordado à noite .

Newsweek: Como você fez tanto dinheiro?

Steven Murphy: Você sabe como James Carville diz: “É a economia, estúpido”  Eu digo: “É a arte”. Não ficar muito preso no mecanismo de um mercado e não esquecer uma coisa: o que vende é Warhol e Picasso, e um par de alabastro carpideiras do século 15… Nós trouxemos um lindo retrato de Rembrandt para Xangai que foi visto durante três semanas, o lance inicial no leilão foi de um novo comprador chinês, que nunca tinha usado a Christie antes. No final, foi comprado por um britânico, mas o lance entre os dois elevaram o preço, até porque ambos queriam o retrato. E essa é a beleza do leilão.

Newsweek: Você veio das indústrias da música e publicação. Como essa experiência o ajudou a navegar pelo mundo do leilão?

Murphy: Esta é uma empresa criativa. Não é uma empresa de cinema, não é uma editora, mas como aquelas indústrias que exige um salto de fé e que a sua equipe tenha os olhos na arte. A questão é, você acredita na arte? Você acredita que o Warhol vai ganhar mais de US $ 40 milhões de dólares? E você não sabe o que é certo até que o martelo do leilão desce.

Newsweek: No ano passado, 30 por cento de seus compradores eram novos e fizeram parte dos 22 por cento das vendas globais. Da onde vem esse crescimento?

Murphy: Em média, 45 por cento das vendas on-line são de novos clientes da Christie. O esforço agora é convertê-los para os clientes da Christie normal. Acreditamos que conseguimos nos últimos dois anos, porque temos mais do tipo certo de compradores do que ninguém.

Newsweek: Este ano, Christie vendeu um Apple-1 por cerca de US$ 400.000 em um leilão on-line. Qual a importância do mercado de arte on-line daqui para frente?

Murphy: Eu adoro o valor metafórico do primeiro ano de leilões on-line sucedendo na venda de um computador Apple. A geografia on-line que estamos entra em uma nova fronteira para todos. Por que o mundo da arte deve ser diferente dos filmes, músicas, editoras e jornais e revistas, ou de qualquer outra indústria criativa?

Newsweek: Historicamente você teve apenas um concorrente, a Sotheby. Com o sucesso dos leilões on-line, quem você vê como a sua futura concorrente?

Murphy: É o que me mantém acordado à noite, assim como nós estamos fazendo, eu quero ter certeza de que estão se movendo rápido o suficiente para o mercado on-line.

Newsweek: O que você espera de 2014?

Murphy: Em dois anos, vamos ter leilões em Xangai e leilões on-line em chinês.

Newsweek: A Christie foi inaugurada em Xangai, e os compradores chineses correspondem por 22 por cento das vendas globais. Você está preocupado com a nova frugalidade chinesa?

Murphy: O número de compradores interessados ​​cresceu muito, e é nosso trabalho permanecer conectados com eles.

Newsweek: Olhando para trás, o que você aprendeu em 2013?

Murphy: 2013 foi um ano muito exigente….Abrimos em dois mercados….Foi como escalar uma montanha – você faz o acampamento na base 3, olha para o pico e vai, “Oh minha palavra. Ok, vamos lá.”

© 2014, Newsweek.

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