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ONU

ONU condena ataque de coalizão liderada pela Arábia Saudita que matou dezenas de civis no Iêmen

em Brasil/News & Trends/ONU por

O chefe humanitário da ONU, Mark Lowcock, e a chefe do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), Henrietta Fore, condenaram o ataque aéreo na província de Hodeida, no oeste do Iêmen, que matou pelo menos 26 crianças e quatro mulheres na quinta-feira (23).

“Esta é a segunda vez em duas semanas que um ataque aéreo da coalizão liderada pelos sauditas resultou em dezenas de baixas civis”, disse Lowcock, observando que “um ataque aéreo adicional em Al Durayhimi na quinta-feira resultou na morte de quatro crianças”.

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Falta de serviços para atender venezuelanos em Roraima tem impacto ambiental

em Brasil/News & Trends/ONU por

Após viagem a Boa Vista, o oficial de assuntos humanitários da ONU Meio Ambiente, Daniel Stothart, alertou para as condições de vida precárias dos venezuelanos na capital. Muitos abrigos estão “superlotados, às vezes até quatro vezes mais do que sua capacidade segura”. “Eles não têm espaço ou banheiros suficientes nem estruturas de drenagem”, ressaltou o especialista em depoimento divulgado no início do mês (3).

Stothart conheceu uma venezuelana que disse se sentir “como um animal”. “Ela dormia numa tenda numa rotatória, com outras 900 pessoas. Não há serviços. O posto de gasolina mais perto cobra dois reais para usar o banheiro, um dinheiro que a maioria não pode gastar. Há uma pequena faixa de terra (na beira da estrada). Então, eles vão em duplas à noite”, conta o profissional do Programa da ONU para o Meio Ambiente.

O oficial de assuntos humanitários diz ainda que encontrou 79 pessoas morando debaixo de um coreto num parque. “As 14 famílias naquele lugar estavam ali por volta de nove a 18 meses. Eles não sabiam o que fazer ou aonde ir. Parecia que estavam aguardando. E esperando por uma mudança na Venezuela para poderem retornar.”

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Brasil analisa mais de 86 mil solicitações de refúgio; 10,1 mil foram concedidas

em Brasil/News & Trends/ONU por

O Brasil tem 86 mil solicitações de refúgio em trâmite atualmente, sendo que 10,1 mil já foram reconhecidas, segundo dados de 2017 divulgados na quarta-feira (11) em Brasília (DF) pelo Ministério da Justiça, na terceira edição do relatório “Refúgio em Números”.

No total, 33,8 mil pessoas solicitaram refúgio no Brasil no ano passado. Os venezuelanos responderam por mais da metade, com 17,8 mil solicitações, seguidos por cubanos (2,3 mil), haitianos (2.3 mil) e angolanos (2 mil). Os estados com mais pedidos são Roraima (15,9 mil), São Paulo (9,5 mil) e Amazonas (2,8 mil), segundo a Polícia Federal.

De acordo com o secretário nacional de Justiça e presidente do Comitê Nacional para os Refugiados (CONARE), Luiz Pontel de Souza, o governo trabalha com novas possibilidades para facilitar a regularização migratória dos venezuelanos.

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Comércio transatlântico de escravos nos alerta para perigos do racismo, diz chefe da ONU

em Mundo/News & Trends/ONU por

O comércio transatlântico de escravos “epicamente vergonhoso” foi o maior movimento forçado e legalmente sancionado de pessoas na história da humanidade. Mais de 15 milhões de homens, mulheres e crianças da África foram escravizados.

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Chefe da ONU pede apoio de países a agência humanitária para refugiados palestinos

em News & Trends/ONU por

O chefe da ONU, António Guterres, pediu apoio da comunidade internacional para arcar com o rombo de 446 milhões de dólares no orçamento da Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina (UNRWA).

Crise financeira começou com a decisão do Estados Unidos em janeiro de suspender suas contribuições para o organismo, que atende a 5 milhões de palestinos na Cisjordânia, Síria, Jordânia, Líbano e Gaza.

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Guerra na Síria deixou 59 crianças mortas em janeiro, diz UNICEF

em News & Trends/ONU por

Em janeiro, 83 crianças e adolescentes foram mortos em meio aos confrontos armados em curso no Iraque, Líbia, Palestina, Síria e Iêmen. O conflito sírio foi o mais mortal de todos para meninos e meninas, deixando 59 menores mortos apenas no mês passado. Os números são do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), que criticou o cenário de insegurança enfrentado por jovens em países do Oriente Médio e Norte da África.

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Cerca de 21 milhões de pessoas vivendo com HIV estão em tratamento

em News & Trends/ONU/Saúde & Bem-estar por

O tratamento para o HIV tem registrado progressos notáveis. É o que mostra o novo relatório global divulgado pelo Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) às vésperas do Dia Mundial contra a AIDS — 1º de dezembro.

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Uma em cada cinco refugiadas é vítima de violência sexual no mundo

em ONU por

No Dia Laranja Pelo Fim da Violência contra as Mulheres deste mês – 25 de junho –, a ONU alerta sobre a violência contra mulheres e meninas refugiadas. Estudos acadêmicos estimam que uma em cada cinco refugiadas – ou mulheres deslocadas em complexos contextos humanitários – tenha sofrido violência sexual, número ainda subnotificado (1).

A discriminação contra as mulheres e meninas é causa e consequência do deslocamento forçado e da apatridia. Muitas vezes, esta discriminação é agravada por outras circunstâncias, como origem étnica, deficiências físicas, religião, orientação sexual, identidade de gênero e origem social.

De acordo com os dados do relatório “Tendências Globais” do ACNUR – a Agência da ONU para Refugiados –, 49% das pessoas refugiadas eram mulheres em 2016. Aquelas que estão desacompanhadas, grávidas ou são idosas estão ainda mais vulneráveis.

Muitas dessas mulheres estão fugindo de conflitos em sua terra natal e sofreram violências extremas e violações dos direitos humanos, incluindo o assassinato e o desaparecimento de seus familiares, a violência sexual e de gênero e o acesso restrito a alimentos, água e eletricidade. Algumas foram repetidamente deslocadas ou foram exploradas ou abusadas em busca de segurança.

As mulheres refugiadas também são muitas vezes as principais cuidadoras das crianças e dos membros idosos da família, o que aprofunda ainda mais sua necessidade de proteção e apoio.

Com oportunidades econômicas limitadas, suas opções para construir meios de subsistência geralmente são limitadas ao trabalho informal de baixa remuneração, o que aumenta o risco de serem colocadas em situações precárias de trabalho.

Em todo o mundo, as mulheres refugiadas têm demonstrado uma enorme resiliência ao refazer suas vidas e a de seus familiares, levando desenvolvimento e progresso às comunidades de acolhida.

Segundo a representante do ACNUR no Brasil, Isabel Marquez, a história das mulheres e meninas refugiadas no Brasil demonstra um “grande poder de resiliência e uma imensa colaboração para o desenvolvimento de nossa sociedade”.

Para ela, o empoderamento das mulheres e meninas, assim como a igualdade de gênero e de oportunidades, são essenciais para prevenir o deslocamento forçado e promover o desenvolvimento humano sustentável.

“Precisamos garantir que as mulheres migrantes e refugiadas conheçam seus direitos, incluindo o direito a viver uma vida livre de violência. Que a Lei Maria da Penha seja cumprida para todas as mulheres, com atenção redobrada para aquelas em situação vulnerável como migrantes e refugiadas que estão chegando ao país ou que aqui já vivem há anos. As instituições têm que estar preparadas para providenciar serviços de qualidade”, destacou Nadine Gasman, representante da ONU Mulheres no Brasil.

“É fundamental que haja orçamento suficiente e pessoal qualificado para a atenção das mulheres e que a saúde, a segurança pública, o Judiciário e a educação trabalhem em parceria para processar, julgar e punir casos de violência de gênero, mas também para prevenir e interromper ciclos tão recorrentes de violência dos quais as mulheres são as principais vítimas”, acrescentou Nadine.

No Brasil, de acordo com o último relatório do Comitê Nacional para Refugiados (CONARE), 32% das 10.038 solicitações de refúgio foram feitas por mulheres no ano passado.

Ao menos 10 das 169 metas da Agenda para o Desenvolvimento Sustentável de 2030 incluem referências a questões diretamente relacionadas à migração internacional, aos migrantes e à mobilidade.

O ACNUR tem trabalhado intensamente na promoção da igualdade de gênero, no empoderamento das mulheres e meninas refugiadas e na prevenção da violência sexual e de gênero, desenvolvendo e implementando diversas cartilhas, políticas e estratégias.

A agência da ONU considera imprescindível garantir que todas as mulheres e meninas refugiadas tenham acesso à proteção jurídica e social, independentemente de sua nacionalidade, visões políticas, religião, raça, identidade sexual e de gênero, origem social, etnia ou qualquer outra característica intrínseca dignidade da pessoa.

Todos os Estados-membros da ONU são responsáveis por facilitar a migração segura, ordenada e regular e a mobilidade das pessoas, inclusive por meio da implementação de políticas de migração planejadas. Por fim, qualquer medida tomada para atingir o Objetivo 5 da Agenda 2030 – alcançar a igualdade de gênero e empoderar todas as mulheres e meninas – deve incluir mulheres e meninas refugiadas e migrantes.

Dia Laranja

Todo dia 25 do mês é um Dia Laranja pelo Fim da Violência contra as Mulheres. A data conclamada pelas Nações Unidas no marco da Campanha “UNA-SE” busca ampliar o calendário celebrado no dia 25 de novembro – Dia Internacional pelo Fim da Violência contra as Mulheres.

Trata-se de um dia para dar visibilidade ao tema, mobilizar o compromisso e exigir as condições para que mulheres e meninas possam viver uma vida livre de violência.

Image: ONU Mulheres

Image: ONU Mulheres

No Dia Laranja, as Nações Unidas convidam a sociedade civil, os governos e outras/os parceiros a se mobilizarem em apoio à causa.

Em 2017, o Dia Laranja adota o lema “Não deixe ninguém para trás: acabe com a violência contra as mulheres e as meninas”, que se soma aos desafios da Agenda 2030, compromisso assumido pelos Estados-membros das Nações Unidas pela promoção da igualdade e o desenvolvimento social em todos os níveis e para todas as pessoas.

Projetos e programas relevantes

A violência sexual e de gênero em conflito muitas vezes não é relatada e, portanto, não é atendida. A Agência das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) aborda o problema de forma antecipada com uma variedade de programas inovadores, escaláveis e baseados na comunidade que estão mudando a colaboração para diferentes serviços especificados.

A ONU Mulheres trabalha na Síria no campo de refugiados de Zaatat, onde realiza um programa que reúne serviços de referência e proteção para mulheres e o desenvolvimento de habilidades para a vida, como alfabetização nas línguas árabe e inglesa, aulas de informática e serviços de creche para pais que estão trabalhando.

O programa já levou a uma redução de 20% na violência doméstica entre os beneficiários e 76% afirmam uma mudança positiva nas relações intra-familiares. Conheça mais do trabalho da ONU Mulheres na Síria aqui.

O Fundo Fiduciário das Nações Unidas de Apoio a Ações pelo Fim da Violência contra as Mulheres apoia organizações dedicadas ao enfrentamento da violência contra mulheres e meninas refugiadas. Saiba mais aqui.

(1) Vu, Alexander, Atif Adam, Andrea Wirtz, Kiemanh Pham, Leonard Rubenstein, Nancy Glass, Chris Beyrer e Sonal Singh (2014) “The Prevalence of Sexual Violence among Female Refugees in Complex Humanitarian Emergencies: a Systematic Review and Meta-analysis” PLoS Currents. Public Library of Science.

Unilever e ONU Mulheres convocam líderes globais da indústria para banir com estereótipos na publicidade

em News & Trends/ONU por

Consciente do poder da mobilização coletiva para superar desafios e comprometida em fomentar a diversidade e a equidade entre os gêneros, a Unilever diz não à estereótipos e se une à ONU Mulheres e a alguns dos principais players mundiais de publicidade e tecnologia para anunciar a “Unstereotype Alliance”.

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Campanha ajuda mães refugiadas em todo o mundo

em Mundo/News & Trends/ONU por

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) lançou uma campanha de arrecadação de fundos para atender as necessidades especiais de mulheres refugiadas grávidas ou que tenham filhos.

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Mais de 20 milhões podem morrer de fome em Sudão do Sul, Nigéria, Somália e Iêmen em 6 meses

em Mundo/News & Trends/ONU por

Caso nenhuma medida seja tomada em breve, mais de 20 milhões de pessoas poderão morrer de fome no Sudão do Sul, nordeste da Nigéria, Somália e Iêmen nos próximos seis meses.

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