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ONU - page 14

Novos estudos mostram avanços na prevenção de infecções do HIV

em Mundo/ONU/Saúde & Bem-estar por
Foto: UNAIDS
Foto: UNAIDS

Estudos clínicos usando remédios antivirais preventivos mostraram uma alta eficácia na redução de casos de infecção do vírus HIV entre homens que fazem sexo com homens. O Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) parabenizou o anúncio dos resultados, apresentados na Conferência sobre Retrovírus e Infecções Oportunistas, em Seattle, nos Estados Unidos.

O estudo, realizado no Reino Unido, envolvendo 500 homens que fazem sexo com outros homens e com alto risco de infecção, descobriu que aqueles que tomavam uma pílula de tenofovir e emtricitabine eram 86% menos propícios a contraírem o HIV do que os que não participavam do estudo. Os mesmos resultados foram obtidos na França e Canadá, onde os participantes tomaram quatro pílulas, duas antes e duas depois do ato sexual.

Um terceiro estudo, realizado em Quênia e Uganda, analisou casais sorodiscordantes – quando apenas um parceiro convive com o HIV. Os remédios profiláticos pré-exposição (PrEP) eram administrados ao parceiro HIV negativo, enquanto o soropositivo recebia terapia antirretroviral. O resultado da análise alcançou 96% de eficácia na prevenção de novos casos e sugere que o PrEP poderia servir como uma “ponte” para reduzir novas infecções entre o início do tratamento da pessoa convivendo com HIV até o momento quando há uma redução do risco de transmissão.

“Esses resultados são uma inovação no avanço dos esforços para fornecer opções de prevenção do HIV efetivas para homens que fazem sexo com homens e para casais sorodiscordantes”, afirmou o diretor executivo do UNAIDS, Michel Sidibé.

Reduzir o crime violento é fundamental para o desenvolvimento sustentável

em Mundo/ONU por
Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

Reduzir o crime violento é fundamental para o desenvolvimento sustentável, afirmou aos membros da Assembleia Geral, o diretor executivo do Escritório da ONU sobre Drogas e Crime (UNODC), Yuri Fedotov em encontro para discutir a Prevenção ao Crime e a Justiça Criminal na Agenda de Desenvolvimento Pos-2015.

Embora tenha havido progresso no combate ao crime, os níveis de homicídio em países de renda baixa e média-baixa aumentaram 10% na última década. E, em 2013, de acordo com o UNODC, a taxa de homicídios nesses países foi, em média, 2,5 vezes a taxa dos países de alta renda.

“A redução da criminalidade e da violência e assegurar o Estado de Direito são importantes para a vida quotidiana das pessoas – para proteger os vulneráveis da exploração, deter a corrupção de corroer os serviços públicos e proteger os jovens livres da espiral de pobreza, drogas, crime e violência”, disse Fedotov.

Este encontro da Assembleia Geral da ONU precede o 13º Congresso sobre o Crime das Nações Unidas que vai acontecer em abril, em Doha, no maior encontro de governos, sociedade civil e especialistas na área de prevenção ao crime e justiça criminal do planeta.

Cabo Verde receberá ajuda da ONU para enfrentar seca que já afetou 30 mil pessoas

em Mundo/ONU/The São Paulo Times por
 Foto: PNUD
Foto: PNUD

A Organização da ONU para a Alimentação e a Agricultura (FAO) anunciou que fornecerá sementes, ração para animais e equipamentos de irrigação para recuperar os meios de subsistência de milhares de pessoas em Cabo Verde. O acordo, de 500 mil dólares, assinado entre o diretor da FAO, José Graziano da Silva, e o primeiro-ministro de Cabo Verde, José Maria Pereira Neves, prevê o fortalecimento da resiliência do país insular africano.

Em 2014, a pluviosidade em Cabo Verde foi 65% menor que no ano anterior, fazendo com que 30 mil cabo-verdianos passassem a depender de assistência, após perderem grande parte do cultivo de grãos em oito das dez ilhas do arquipélago.

“Esse acordo é de extrema importância poque não apenas nos ajudará a enfrentar a atual seca, mas também ajudará a criar condições para construir uma agricultura sustentável em Cabo Verde”, afirmou o primeiro-ministro.

Ebola: Última etapa na luta contra o vírus ‘é como achar uma agulha no palheiro’

em Mundo/ONU/The São Paulo Times por
Foto: UNMEER/Martine Perret
Foto: UNMEER/Martine Perret

O enviado especial do secretário-geral da ONU para o ebola, David Nabarro, comparou a última etapa na luta contra o vírus a “achar uma agulha no palheiro”.  Ele ressaltou, ao falar com jornalistas em Nova York, na sede da ONU, a dificuldade de identificar novos casos, confirmar o diagnóstico, providenciar o tratamento e encontrar aquelas pessoas com quem o paciente pode ter tido contato em uma área do tamanho da França, coordenando a tarefa com  63 estruturas governamentais.

Para o enviado especial, a mensagem emergente do surto de ebola se divide em duas: a necessidade de mais recursos para responder imediatamente à doença, que contagiou mais de 23 mil pessoas e causou a morte de 9.300, bem como a necessidade de começar a planejar a revitalização e recuperação desses países.

Nabarro afirmou também que, apesar da contribuição generosa de mais de 32 doadores para o fundo do ebola, ainda são necessários  900 milhões para intensificar os esforços ao longo de 2015 para acabar com o vírus na região.

Condenados à morte por narcotráfico na Indonésia não tiveram julgamento justo, diz relator da ONU

em Brasil/Mundo/News & Trends/ONU por
Foto: reprodução
Foto: reprodução

O relator especial das Nações Unidas sobre execuções extrajudiciais, Christof Heyns, pediu ao governo da Indonésia que detenha as novas execuções de pessoas condenadas por crimes relacionados com drogas.

No início desta semana, autoridades da Indonésia anunciaram que oito traficantes de drogas condenados seriam executados por um pelotão de fuzilamento nos próximos dias.

“Sob a lei internacional, a pena de morte é considerada uma forma extrema de castigo que, se usada, só deve ser imposta para crimes mais graves, ou seja, aqueles que envolvem morte intencional, e só depois de um julgamento justo, entre outras salvaguardas”, disse Heyns.

“No entanto, apesar de vários apelos de especialistas em direitos humanos da ONU e de organizações da sociedade civil instando o governo indonésio a reconsiderar a imposição da pena de morte para crimes relacionados com as drogas, as autoridades decidiram executar seis pessoas por fuzilamento no dia 18 de janeiro de 2015”, observou. Um dos executados neste dia era o brasileiro Marco Archer Cardoso. Um outro brasileiro, Rodrigo Gularte, está na fila de execução.

De acordo com a informação disponível, as 14 pessoas marcadas para execução em janeiro e fevereiro de 2015 não tiveram um julgamento justo. Doze deles são estrangeiros, que geralmente não têm serviços de interpretação adequados, o direito a um tradutor ou um advogado em todas as fases de julgamento e recurso.

“Qualquer sentença de morte deve cumprir as obrigações internacionais relacionadas com o respeito rigoroso das garantias de um julgamento justo e o devido processo legal, como estipulado no Pacto Internacional sobre Direitos Civis e Políticos, com a Indonésia sendo um Estado parte”, disse o especialista em direitos humanos.

“Eu já expressei preocupações sobre a imposição de pena de morte para crimes relacionados com as drogas, e que tais sentenças de morte realizadas em violação das obrigações internacionais de direitos humanos da Indonésia são equivalentes a uma execução arbitrária”, disse Heyns.

“Eu pedi à Indonésia para restringir o uso da pena de morte, em conformidade com suas obrigações internacionais”, disse o especialista. “Lamento que as autoridades continuem a executar pessoas em violação das normas internacionais de direitos humanos.”

O relator especial observou que o Pacto Internacional sobre Direitos Civis e Políticos prevê que qualquer pessoa condenada à morte tenha o direito de pedir indulto ou comutação da pena. Anistia, indulto ou comutação da pena de morte podem ser concedidos em todos os casos. “Todas as medidas necessárias, incluindo a clemência, devem ser adotadas para impedir novas execuções no país”, disse ele.

“Exorto o governo da Indonésia a estabelecer uma moratória sobre a execução, com vista à sua abolição completa, a fim de cumprir com o movimento internacional para a abolição da pena de morte”, concluiu o perito.

Especialista da ONU pede que países africanos não privatizem educação básica

em Mundo/ONU/The São Paulo Times por
 Foto: UNICEF/Shehzad Noorani
Foto: UNICEF/Shehzad Noorani

Educação grátis e de qualidade é um direito humano fundamental para todos, e os governos não devem delegar essa responsabilidade ao setor privado”, disse o relator especial da ONU sobre o direito à educação, Kishore Singh, nesta quinta-feira (12).

O apelo do especialista acontece após as autoridades de educação da África terem discutido a possibilidade de reduzir os gastos do Estado em educação para promover a expansão do modelo privado durante a Conferência Ministerial Regional da África Subsaariana sobre Educação Pós-2105, em Kigali, Ruanda, nesta semana.

“Estou bastante preocupado que alguns governos estejam ativamente incentivando o crescimento da educação privada para a educação básica”, disse Singh. “Educação não é um privilégio dos ricos e prósperos; é um direito inalienável de toda criança. Prover educação básica sem custo é uma obrigação fundamental dos Estados.”

Em seu relatório de 2014, apresentado à Assembleia Geral da ONU, Singh enfatizou a importância de preservar a educação como um bem público e não um negócio lucrativo. Ele destacou os princípios de não discriminação, igualdade de oportunidade, justiça social e equidade.

Para o especialista, a privatização na educação afeta negativamente o direito da educação tanto pela legitimidade como pelo empoderamento. Além disso, isso reduz o investimento público neste setor, diminuindo seu papel de serviço público essencial, e pode levar ao abuso da prática.

Singh lembrou ainda que, dentro do contexto da agenda de desenvolvimento pós-2015, a educação é vista como uma alta prioridade, que deve receber um alto investimento público pelos benefícios que gera, tanto ao indivíduo como para a sociedade. “Agora mais do que nunca, os governos devem expandir as oportunidades de educação pública para os grupos marginalizados, especialmente as crianças em famílias pobres”, enfatizou o relator.

ONU lança apelo de US$ 2 bilhões para ajudar milhões de pessoas na região do Sahel, na África

em Mundo/ONU/The São Paulo Times por
Foto: Wikimedia
Foto: Wikimedia

As Nações Unidas e seus parceiros lançaram um apelo por mais de 2 bilhões de dólares para fornecer ajuda humanitária vital para milhões de pessoas em nove países na região do Sahel, na África.

“Precisamos do apoio da comunidade internacional como garantia de que não esquecemos as pessoas do Sahel”, disse a coordenadora de Ajuda de Emergência da ONU, Valerie Amos, referindo-se à faixa ao sul do deserto do Saara que corta a África de leste a oeste e que possui uma das condições ambientais mais críticas no mundo, vulnerável à mudança de clima, secas e tempestades imprevisíveis.

Cerca de 145 milhões de pessoas em Burkina Faso, Camarões, Chade, Gâmbia, Mali, Mauritânia, Níger, Nigéria e Senegal vivem na região que é constantemente desafiada por crises crônicas de fome e desnutrição.

Mais de 20 milhões de pessoas carecem de comida e 2,6 milhões precisam de assistência alimentar neste momento para poder sobreviver. Estima-se que cerca de 6 milhões de crianças com menos de cinco anos sofrerão de desnutrição aguda em 2015, só nesta região.

apelo humanitário do Sahel pede 1,96 bilhões de dólares, como parte de uma estratégia plurianual para responder à questão regional. O coordenador humanitário regional para o Sahel, Robert Piper, explicou que essa soma ajudará a alimentar 10 milhões de pessoas, tratar a desnutrição aguda de 3,2 milhões de crianças e proteger outras 10 milhões de epidemias, além de facilitar que 2 milhões de meninos e meninas frequentem as aulas.

Em 2014, mais de 10 mil afegãos foram vítimas da violência que assola o país

em Mundo/ONU/The São Paulo Times por
Foto: Sgt Pete Thibodeau (Creative Commons)
Foto: Sgt Pete Thibodeau (Creative Commons)

As vítimas da violência no Afeganistão superaram a cifra de 10 mil em 2014, um incremento de 22% comparado ao ano anterior. Este resultado reflete o aumento nos combates entre grupos armados e o governo e a retirada de tropas estrangeiras do país, disse a Missão de Assistência da ONU no Afeganistão (UNAMA).

“O aumento de mortes e feridos em 2014 confirma o fracasso com o compromisso de proteger os civis afegãos”, disse o representante especial do secretário-geral da ONU para o Afeganistão e chefe da UNAMA, Nicholas Haysom, ao apresentar o Relatório Anual sobre Proteção de Civis em Conflitos Armados em Cabul.

Um total de 3.699 civis foram mortos e 6.849 ficaram feridos em 2014, segundo dados do Relatório, preparado em conjunto com o Escritório do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos (ACNUDH). Esse é o maior número de vítimas civis em um único ano desde que a ONU começou a monitorar os dados em 2009.

O Relatório também indica que mais civis afegãos foram mortos ou feridos durante enfrentamentos do que por dispositivos explosivos improvisados. Vítimas civis durante confrontos terrestres aumentaram 54% em 2014. As partes do conflito usaram cada vez mais morteiros, foguetes e granadas, muitas vezes disparando indiscriminadamente em áreas civis.

“As partes do conflito devem entender o impacto de suas ações e ser responsabilizados pelas mesmas, fazendo da proteção de civis sua principal prioridade. Devemos ver passos concretos e uma queda real no número de vítimas civis em 2015”, disse Haysom.

Moçambique: 30 milhões de dólares são necessários para ajudar vítimas de enchentes

em Mundo/ONU/The São Paulo Times por
Foto: OCHA
Foto: OCHA

As Nações Unidas pediram  30,1 milhões de dólares para responder as necessidades de emergência e recuperação das mais de 160 mil pessoas afetadas pelas enchentes da província de Zambézia, em Moçambique. A coordenadora residente da ONU e responsável pelos assuntos humanitários no país, Jennifer Topping, afirmou que as inundações devastaram grande parte das comunidades dessa região moçambicana.

Os fundos solicitados serão usados para implementar um plano de recuperação, que inclui assistência às vítimas, através da distribuição de água e alimentos, cuidados com a saúde, criação de abrigos e centros de educação. As doações também serão utilizadas para restabelecer os meios de subsistência, estimular a recuperação local  e ajudar em outras atividades econômicas.

O acesso limitado às áreas afetadas continua prejudicando uma resposta efetiva. A cheia na bacia do rio Licungo tem causado sérios danos a estradas e pontes, especialmente na Zambézia onde 70% da província permanece inalcançável por terra.

Mari Antunes, da banda Babado Novo, será a nova embaixadora de Boa Vontade do UNAIDS no Brasil

em ONU/The São Paulo Times por
Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

A ex-enfermeira e estrela da banda Babado Novo, a cantora Mari Antunes, será nomeada nesta sexta-feira (13/2) embaixadora de Boa Vontade do Programa Conjunto das Nações Unidas para HIV/AIDS (UNAIDS). A cerimônia acontecerá às 21h30, no Camarote Planeta Band, onde ela fará show na mesma noite.

A solenidade contará com a presença da diretora do UNAIDS no Brasil, Georgiana Braga-Orillard, do secretário da Casa Civil do Governo da Bahia, Bruno Dauster, e da vice-prefeita de Salvador, Célia Sacrameto, entre outras autoridades locais.

Em junho de 2014, Mari Antunes se voluntariou para ser a atração principal do lançamento da iniciativa Proteja o Gol, do UNAIDS, em parceria com o Ministério da Saúde o Governo da Bahia, a Prefeitura de Salvador, entre outros, que ocorreu no Teatro Castro Alves, em Salvador.

Agora, Mari se junta ao ator Mateus Solano e o craque de futebol David Luiz, Embaixadores do UNAIDS, para cumprir uma missão importante: usar seu carisma e apelo ao público principalmente jovem para sensibilizar e conscientizar os fãs e as pessoas de todo o país sobre a importância de construirmos uma resposta sustentável à epidemia de aids baseada nos princípios de Zero Discriminação.

“Desde seu primeiro engajamento com o UNAIDS Mari se mostrou muito interessada em levar adiante mensagens de prevenção e de zero discriminação”, conta a diretora do UNAIDS no país, Georgiana Braga Orillard. “Ela foi convidada pessoalmente pelo nosso diretor executivo, Michel Sidibé, para cumprir esta missão e fazer parte do nosso time.”

Quase 1 milhão de pessoas já foram deslocadas pelo conflito na Ucrânia

em Mundo/ONU por
Foto: ACNUR/B. Kinashchuk
Foto: ACNUR/B. Kinashchuk

Quase 1 milhão de pessoas já foram deslocadas pelo conflito no leste da Ucrânia, com o aumento da violência causando destruição massiva em edifícios e na infraestrutura local, o colapso de serviços básicos e um aumento no número de pessoas fugindo da violência, relatou a agência da ONU para os refugiados (ACNUR).

Na semana passada, o ACNUR divulgou que pelo menos 943.500 pessoas foram deslocadas internamente. Já o ministro da Política Social da Ucrânia registra um número ainda superior, de 980 mil pessoas, e estima-se que essa cifra se elevará ainda mais com a continuação das disputas.

Mais de 600 mil ucranianos saíram do país e encontraram refúgio nos países vizinhos, principalmente na Rússia, mas também em Belarus, Moldávia, Polônia, Hungria e Romênia desde fevereiro de 2014.

“As autoridades locais já começaram a evacuar as pessoas das zonas de conflito, mas muitas permanecem sitiadas pelas lutas, em porões ou edifícios sob constante bombardeios. As evacuações estão sendo organizadas pelo governo por voluntários locais”, adicionou o porta-voz do ACNUR, Adrian Edwards.

As pessoas evacuadas estão sendo levadas para municípios controlados pelo governo ao norte de Donetsk e outras regiões. No entanto, as autoridades ucranianas já advertiram que novos deslocados devem ser levados para as regiões centrais, no sul e oeste do país, já que as áreas perto da linha de batalha estão sendo constantemente bombardeadas.

Edwards explicou que a agência dá assistência aos deslocados com itens de emergência, incluindo roupas e cobertores para aguentar as baixas temperaturas. O ACNUR fornece ajuda também aos deslocados que se encontram em áreas controladas pelos rebeldes.

Em 70 países meninas sofreram agressões por querer estudar

em Mundo/News & Trends/ONU por
Foto: Reprodução / Facebook.com/MalalaFund
Foto: Reprodução / Facebook.com/MalalaFund

“Ataques contra meninas que têm acesso à educação persistem e, de forma alarmante, aparentam em alguns países estar ocorrendo com mais regularidade”, destacou um novo relatório de direitos humanos da ONU que analisa essa questão. O documento, divulgado mostra que em 70 países meninas, pais e professores defensores da igualdade de gênero na educação sofreram algum tipo de agressão entre 2009 e 2014.

Os ataques à educação das meninas acontecem de diferentes formas e, em muitas instâncias, não são motivados pelo desejo de negá-las o direito à educação, mas sim refletem a violência experimentada pelas meninas e mulheres em todas as esferas públicas e privadas de suas vidas, observa o relatório.

Essa agressões provocam um efeito cascata, impactando as vidas das meninas e comunidades em que elas vivem, e enviando um sinal aos seus pais e guardiões das escolas de que estas não são um lugar seguro para as meninas.

Ao serem retiradas das salas de aula por causa desses receios ou preocupações com a sua “matrimonialidade”, outras violações de direitos humanos podem ocorrer, como o casamento infantil ou forçado, violência doméstica, gravidez precoce, exposição a práticas daninhas, tráfico de pessoas e exploração sexual e trabalhista.

As conclusões e recomendações do documento incluem medidas para responder aos contextos sociais, culturais, políticos, econômicos e de segurança nos quais as violações ocorrem, enfatizando a necessidade de melhorar a disponibilidade, acessibilidade, adaptabilidade e aceitação das meninas no sistema de educação, enquanto, simultaneamente, lançam programas para responder às atitudes e práticas discriminatórias culturais e sociais.

Observando que as transformações das estruturas desiguais de poder baseadas em gênero e idade são um processo longo e difícil, o relatório também pede o envolvimento de meninos e homens neste processo de mudança.

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