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Opinião - page 2

Especialista fala sobre a nova visão de mercado no setor de telesserviços

em Negócios/Opinião por

Nos últimos três anos, o setor de telesserviços acompanha uma adaptação em seu modelo de negócio. E, para 2015, ainda que estejamos passando por um momento crítico no país, com um cenário político de certa insegurança e indefinição por parte dos investidores estrangeiros, a mudança se fará mais evidente.

Foto: Wikimedia
Foto: Wikimedia

A alteração vivenciada pelo setor diz respeito à segmentação. Quando um determinado mercado inicia suas atividades, esse tipo de procedimento, normalmente, apresenta-se como pouco eficaz. Apenas com a evolução do mercado é que a segmentação acontece e se aprofunda. E, sempre que isso acontece, há um confronto com a necessidade de avaliar os diferentes segmentos identificados, sendo necessário, então, escolher os mais atrativos, os que melhor se adaptam à empresa e ao produto.

Mediante à evolução tecnológica e social, as grandes empresas de call centers têm se transformado, se reestruturado. Como exemplo, temos empresas do setor enxugando o número de funcionários, deixando de adquirir novas companhias do ramo. Há também as que estejam investindo em nichos específicos e mais rentáveis, com o objetivo de serem lembradas não pelo tamanho da operação, mas pela qualidade do serviço prestado.

Tais mudanças exercem influência junto aos potenciais tomadores desse serviço, que também passam a rever seus modelos ao contratar empresas de call center. Alguns contratantes têm buscado empresas consideradas ‘butiques’ no segmento; e já há as que optam em trazer a operação para dentro de casa novamente.

Esse movimento se dá pela necessidade de adaptação ao cliente/consumidor atual, uma vez que estes são muito mais exigentes e informados, com muito mais acesso à comunicação, decorrente da gama de dispositivos móveis e redes sociais existentes.

As maiores empresas e corporações utilizam as centrais de atendimento como forma de interagir e criar relacionamento com seus clientes. Tal fato faz com que o mercado se dê conta de que as empresas de telesserviços detêm o primeiro e mais próximo contato com o cliente. Desse modo, identifica-se a necessidade de fidelizar o público pela qualidade do serviço prestado e pela otimização dos processos, o que traz como benefícios a redução do tempo de atendimento ao cliente ao se trabalhar com o conceito de exclusividade.

Nesse cenário, o setor deve se conscientizar de que qualidade, atitudes e formas inovadoras, dinâmicas e tecnológicas de atendimento, assim como autenticidade e transparência no relacionamento, propiciam meios efetivos de ajuda às empresas contratantes, capazes de gerar maior confiabilidade aos usuários e aos clientes.

Prima-se cada vez mais por um atendimento exclusivo ao cliente, por meio da realização de pesquisas. Há um ganho expressivo em qualidade de atendimento, decorrente do melhor gerenciamento dos recursos humanos e tecnológicos, além da prevenção de reclamações consumeristas.

Um dos grandes diferenciais implícitos na ideia de butique no setor de telesserviços é o treinamento especializado, de modo que os funcionários realmente conheçam a fundo o negócio no qual atuam, que tenham uma visão 360º do cliente e possam propiciar ganhos de produtividade e retenção dos mesmos.

Essa nova visão de mercado que nasce no segmento representa um passo adiante no desenvolvimento do setor, que já passa por um processo de profissionalização acadêmica, por meio de cursos de gestão de serviços em atendimento, ministrados em algumas instituições de ensino, desde meados de 2005.

Ainda no contexto da nova visão de mercado do setor, percebe-se também uma tendência das grandes empresas em migrar para outras regiões distantes de São Paulo, como o Nordeste, na busca por mão de obra mais em conta, bem como por incentivos fiscais.

Esse benefício, aliás, propicia o investimento em novas tecnologias com o objetivo de se ganhar eficiência e se alcançar um crescimento mais sustentável, como estratégia de especialização do serviço, fazendo com que o setor se reinvente.

Com a criação desse novo nicho, por fim, consegue-se selecionar os funcionários com mais eficiência, além de remunerá-los melhor e mantê-los motivados, o que reduz a alta rotatividade existente no segmento.
Trata-se, definitivamente, de um grande filão de mercado na busca por um serviço mais qualificado de call center. Mudanças muito bem-vindas.

 

Por Carlos Henrique Terçariol Bergonzo

Espectro radioelétrico. Veja como otimizar o uso deste recurso não renovável

em Opinião/Tecnologia e Ciência por

Espectro radioelétrico é o meio utilizado para a propagação das ondas radioelétricas. A rigor, existem somente dois meios de propagação de sinais, com cabos (fibra ótica, cabeamento estruturado) ou sem fio (wireless). Toda a comunicação sem fio utiliza o espectro radioelétrico para sua propagação – comunicação via rádio.

Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

Podemos citar como exemplos a radiodifusão (AM, FM, Ondas curtas), as emissoras de TV aberta, internet distribuída com sinal de rádio (muito comum em todo o Brasil), operadoras de telefonia celular e algumas concessionárias de TV por assinatura, caso da Direct TV, Sky, entre outras que usam antenas para captar o sinal.

Muitos dispositivos residenciais também consomem o espectro radioelétrico, quando usamos um fone de ouvido Bluetooth, um telefone sem fio, controle remoto para abertura de um portão e até um brinquedo controlado por comando à distância estamos, na verdade, acionando um transmissor radioelétrico.

Como podemos notar, muitos são os usuários e por conta disso a administração desse importante recurso natural se tornou um problema ambiental em âmbito mundial pela alta demanda de serviços de telefonia e internet em todo o mundo.

Preocupada com o assunto, a UIT – União Internacional de Telecomunicações, agência da ONU designada para a coordenação do assunto, tem liderado junto aos governos, fabricantes de produtos de telecomunicação e outros “players” do mercado para a adoção de padrões de modulação e canalização de frequências de modo a otimizar esse recurso natural que é finito, escasso e não renovável.

No ambiente da radiocomunicação esse assunto é de vital importância, haja vista a utilização do serviço por órgãos públicos essenciais à sociedade, tais como engenharia de tráfego, segurança pública, companhias de água, eletricidade (desde a geração até a distribuição aos consumidores), comunicação com aeronaves e ambulâncias, entre outros. No âmbito privado o serviço de radiocomunicação também é imprescindível para a agilização de tarefas nas principais atividades dos setores primário, secundário e terciário.

O sucesso do serviço de radiocomunicação é a capacidade de comunicação instantânea em grupo de dez, cem ou até milhares de usuários simultaneamente, além da possibilidade de prover sinal mesmo nos locais mais remotos, onde não há nenhum outro meio de comunicação. Tudo isso sem cobrança de tarifas. Paga-se uma taxa anual por rádio de aproximadamente um real por mês. Decorrendo daí o amplo interesse de toda a sociedade, em geral, na utilização desse importante meio de comunicação independente de operadoras.

Por Adriano Fachini 

Descubra por que perder peso vai além da dieta

em Educação e Comportamento/Opinião/Saúde & Bem-estar por

Engana-se quem pensa que o emagrecimento está ligado somente à reeducação alimentar e atividades físicas. Estes processos são fundamentais, mas devem ser aliados a diferentes práticas saudáveis, entre elas, o sono.

Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

Uma boa noite de sono desempenha diversas funções fundamentais para o corpo e a mente, inclusive na regulação do peso corporal. Entre outros benefícios estão a liberação de hormônios que regulam o crescimento, evitam o acúmulo de gordura, melhoram o desempenho físico, ajudam na prevenção da osteoporose, controlam a sensação de saciedade, liberam a insulina, diminuindo o hormônio do estresse, aumentam a autoestima e disposição para atividades físicas.

De acordo com a Sociedade Brasileira do Sono (SBS), 43% da população nacional sofre com algum tipo de transtorno do sono. A insônia é a dificuldade em iniciar ou manter o sono e a sensação de que as horas dormidas não foram de boa qualidade, o que acarreta consequências em atividades rotineiras e na saúde física.

O melhor horário para dormir é à noite, pois a melatonina, hormônio produzido pela glândula pineal responsável pela regulação do sono, é secretada e possui melhor desempenho com o escurecer. Existem diferenças individuais que devem ser respeitadas tanto na quantidade de horas de sono como no fato de dormir mais cedo ou mais tarde, porém é fundamental que tenhamos uma quantidade adequada de sono no período noturno.
Veja algumas dicas de alimentos que ajudam e os que devem ser evitados para uma boa noite de sono:

• Carnes e gorduras: é importante não exagerar em alimentos pesados e de difícil ingestão próximo ao horário de dormir, pois o processo de digestão após as 18h é mais lento e prejudicará o sono.

• Estimulantes: alguns estimulantes, como cafeína e xantinas presentes em cafés, chás, refrigerantes derivados de cola, chocolates, guaranás e bebidas alcoólicas atrapalham a qualidade do sono e não devem ser consumidos até quatro horas antes de dormir.

• Relaxantes: a banana, semente de gergelim, aveia, maracujá e o chá de camomila possuem características relaxantes e auxiliam no sono e na qualidade da noite.

Dormir bem é uma condição necessária para termos uma boa saúde. Além de promover o descanso físico e mental, durante o sono acontece uma série de processos metabólicos, que se alterados, afetam todo o funcionamento do organismo e atrapalham o programa de emagrecimento.

Por Doutor Douglas Motta Calderoni 

Cadeirarquia, por Roberto Stahelin

em Opinião/The São Paulo Times por

Era um cara legal. Nada de mais também. Não era de contar piada, mas não era daqueles que quando abre a boca deixa a turma com vontade de sair correndo. De papo, de zero a dez, era um sete.

Tinha entrado há poucos dias na empresa. Naquelas, se enturmando, indo almoçar com o pessoal, dirigindo poucas palavras às chefias, etc e tal. Numa terça-feira qualquer virou pra mim e comentou que não estava se sentindo muito confortável naquelas cadeiras da firma. Normal, ninguém tinha muita estimação por elas. Sem virar pra ele, resmunguei qualquer coisa em resposta. Ele insistiu.

– Você não acha estranho a gente sentar nessas cadeirinhas mais ou menos e só os chefes terem cadeiras melhores?

Eu não dei muita importância. Devolvi um automático “Ah, eles são chefes, né?” e ficou por isso.

Era o que eu pensava.

Dois dias depois, aconteceu. O telefone dele tocou. Todo mundo olhou, desconfiado. “Como assim, o telefone dele tocou?”, era o significado daquela teia imaginária de olhares trocados. A verdade é que a gente tem ramal só pra dizer que tem. Ali no setor ninguém recebe ligação. Alguns até duvidam que sua linha funcione, nunca tiraram do gancho pra testar. Pra você ver… Mas ele, um recém-chegado, recebeu uma ligação. O que poderia ser?

– Alô?

PAUSA.

Sim, sou eu.

PAUSA.

Ah, que ótimo. Será que eles trazem aqui? Eu espero ali fora, na entrada da sala.

PAUSA (mais demorada, dessa vez).

Maravilha então.

Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

Ele se levantou e fez como prometeu, esperou na porta. Após um minuto entrava pela sala, ao seu lado, um homem gordo trajando calça jeans e uma camisa gola polo puída da Hering com um bolso na frente, onde estava pendurada uma Bic azul. Ele empurrava uma cadeira de escritório vermelha, de encosto alto e largo, destoante em tamanho, cor e aparentemente em conforto (principalmente conforto!) das mambembes cadeiras acinzentadas do departamento. Inclusive as dos chefes.

Imagine se, ao tomar posse, o presidente da República plantasse uma bananeira, mandasse um rap alemão de cabeça pra baixo e dançasse um break em seguida.

Imagine, numa reunião de família, sua mãe interrompendo a oração que é feita sempre antes do almoço, esfregando uma laranja cortada na cara da sua vó – a matriarca da família – e gritando “Comunistas malditos! Comunistas malditos!”

Imagine uma freira grávida fumando, dirigindo e falando ao celular.

Era como se fosse isso. Ou seja: as pessoas estavam olhando.

Quem arriscou perguntar foi o Aristides. Ah, o Aristides. Ele não falava muito, mas quebrou esse galho pra gente. Levantou, foi até o sujeito e soltou.

– E essa cadeira aí, hein?

Ele deu uma risadinha meio sem graça e respondeu:

– É, eu andei pensando em ter uma cadeira melhor, aí comprei essa pra mim.

– Bonitona. Deixa eu testar?

O Aristides se sentou na cadeira nova, o assento de primeiro mundo, o couro rubro-resplandecente que, nem de longe, pertencia àquele lugar. Coisa que foi comprovada um tempo depois.

O Aristides disse:

– Ô, é boa, hein? Aposto que é até melhor que a do Glauco ali.

O Glauco era o supervisor do departamento. Acima dele, e na mesma sala que a gente, ficavam o gerente e o diretor do departamento. Todos eles tinham o mesmo tipo de cadeira. Só ali fora, numa salinha de vidro separada, estava a única melhor cadeira da empresa, a do diretor geral: André Alex Maga. Até então.

Odorico Paraguaçu diria que todos eles foram superados em questão de conforto bundal. Era o que todo mundo estava comentando naquela semana. Num almoço, deu-se a seguinte conversa.

– E aquela cadeira que você comprou, hein?

– O que é que tem?

– Ah, o pessoal achou meio estranho. Engraçado, eu acho.

– Por quê? Eu só não estava me sentindo bem na cadeira do escritório, e como vi que só as cadeiras dos chefes são boas, comprei uma pra mim.

– Hum…

– Mas você comprou uma melhor.

– É, muito melhor!

– E daí?

– Não sei… fica estranho, sabe? Todo mundo senta na mesma cadeira, os chefes têm outras. Aí você vai e compra uma só pra você.

– Vocês queriam que eu comprasse uma pra todo mundo? Hahaha.

– Não, não é isso.

– De repente se você tivesse comprado uma que não fosse melhor que a deles, talvez…

– Mas isso não faz sentido! A cadeira é minha!

Por um instante houve silêncio.

– Isso é uma coisa que todos vocês tão pensando?

A maioria balançou a cabeça, confirmando.

– Mas, cara, qual o problema? Eu passo mais tempo sentado na empresa do que em qualquer outro lugar e quis comprar uma cadeira pra mim! Eu podia encher o saco deles pra me darem uma melhor, mas não, comprei a minha, e foi a que eu quis! Eu compro a cadeira que quiser, e quero aquela!

– É, pensando assim, você pode comprar a cadeira que quiser mesmo…

Todos meio que concordaram e o assunto, por ora, morreu ali.

Dias depois o diretor chamou-o pra conversar. Dizem que a conversa foi mais ou menos assim. Dizem, eu não sei, não fico de butuca.

– Os superiores não gostaram muito do seu gesto.

– Que gesto? A cadeira? Ah, Deus…

– Claro, a cadeira. O pessoal comentou que foi um gesto de insubordinação.

– Claro que não, Dr. Rômulo. Eu só tava desconfortável na cadeira da firma.

– Mas é por isso mesmo. O pessoal comentou que se você não estiver satisfeito com as condições de trabalho oferecidas, isso pode ser um problema.

– Mas por que um problema? Eu não estou insatisfeito com as condições de trabalho, só não gostei da cadeira, por isso comprei uma pra mim. Problema seria se eu ficasse atrás de vocês pedindo uma cadeira nova, o senhor não acha?

– Olha, eu vou confessar que não sei direito o que fazer.

– Dr. Rômulo, eu só escolhi e paguei pela cadeira que eu vou sentar por mais de 8 horas por dia. Por favor!

– Tudo bem, eu vou conversar com o restante da equipe.

Passaram-se mais alguns dias e parecia que o problema estava resolvido. Aquele alien vermelho-vermelho de 5 pés com rodinhas que mais pareciam tentáculos ainda ofuscando todo e qualquer objeto ao seu redor. Dizem que o Miranda e o Mateus ficaram trabalhando até mais tarde um dia só pra sentarem nela. Dizem que faziam turnos de 15 minutos cada. Dizem. Eu não sei. Não meto o nariz onde não sou chamado. Nem a bunda.

Certo dia, o Rosamundo volta da baia do gerente com a cara da cor da cadeira.

– Fui falar com nosso querido gerente porque minha cadeira tá bamba e adivinha o que ele me respondeu?

Todo mundo parou o que tava fazendo.

– “Se você tá infeliz com a sua cadeira, faz que nem ele: compra uma.”

Foi um bafafá que só. O dono da cadeira pouco falou. Em dado momento, um menino do TI que tava passando no lugar errado e na hora errada comentou que concordava que quem quisesse uma cadeira melhor, podia comprar, e foi fuzilado por todo mundo.

No dia seguinte a cadeira se foi. Dizem que ele levou pra casa. Ele mesmo também não durou muito tempo. Alguns meses depois, foi demitido, ninguém sabe por quê. O engraçado é que na empresa ninguém nunca é demitido. Mas também, um cara que compra uma cadeira pra sentar no trabalho… vai querer o quê?

Por Roberto Stahelin

Será que o seu e-commerce está preparado para a Black Friday?

em Brasil/Negócios/Opinião por

Ano a ano, a Black Friday tem se popularizado no Brasil. Tanto que redes varejistas e consumidores já se preparam para a chegada da data, a fim de fazerem ‘bons negócios’. De olho nos resultados movimentados em 2013, de R$ 424 milhões, que representaram aumento de 95% em relação a 2012, os varejistas se preparam para a grande demanda que vem por aí. O otimismo está baseado no aumento de pedidos, que chegaram a 969 mil, 79% a mais que o ano anterior.

Foto: Reprodução
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Apesar dos números animadores, a Black Friday ainda tem alguns desafios a serem enfrentados, principalmente quando a questão é a tecnologia. Considerando que o e-commerce das redes varejistas, nesse dia, podem receber um volume de acessos até 10 vezes maior do que os períodos de pico ao longo do ano, muitos usuários têm grandes dificuldades de navegar pelos sites, seja por indisponibilidade, lentidão ou mesmo por falhas. Pesquisa desenvolvida pela Opinion Box apontou que 58% dos consumidores entrevistados tiveram algum problema de acesso aos sites, em 2013.

Essa indisponibilidade, além de gerar uma experiência negativa dos usuários, reduz as possibilidades de negócios da empresa e ainda prejudica a marca, uma vez que os clientes relatam sua insatisfação, seja no boca a boca, nas redes sociais ou até mesmo em sites de reclamação que funcionam como canal do consumidor. Instituições de pesquisa internacionais apontam que a indisponibilidade dos sites, em níveis mundiais, resulta em perdas de US$ 8 mil perdidos por minuto (Ponemon Institute), que 72% vão para a concorrência nessas ocasiões (Coleman Parkes Research) e que 58% desses usuários não voltariam a comprar no site por conta de uma má experiência (1&1 Internet Inc.). No Brasil, entre as queixas registradas pelo site Reclame Aqui, 79,83% eram referentes aos sites fora do ar.

O fato é que, com a complexidade das tecnologias integradas a um website, torna-se complicado para o time de TI das empresas identificar a origem das falhas geradas pelo alto volume de acesso. Isso porque, o problema, que reflete no usuário, pode vir de uma lista enorme de soluções integradas ao e-commerce. Para prevenir essas falhas ou geri-las da forma mais eficaz, evitando perdas por indisponibilidade, o e-commerce precisa ser constantemente monitorado. Um novo conceito de tecnologia, baseado no gerenciamento do desempenho das aplicações, visualiza a experiência do usuário em tempo real e chega a origem das falhas, para que a empresa tome decisões mais assertivas para a disponibilidade do site.

O principal diferencial das tecnologias de monitoramento é que elas podem contribuir de forma preventiva ao avaliar o número de acessos simultâneos que o e-commerce suporta. Essa análise permite que a empresa faça uma intervenção e eleve a performance do site antes da tão esperada Black Friday, ou ainda que atue com mais agilidade ao identificar incidentes e falhas durante a navegação dos clientes, em tempo de saná-los sem impactar os negócios.

Se sua empresa pretende participar da Black Friday 2014, tenha em mente a oferta de produtos e preços atrativos ao consumidor, mas pense também que é essencial oferecer a ele a melhor experiência de compra. Por isso, prepare-se para o evento, monitore a performance do seu e-commerce e otimize suas oportunidades de negócios.

Por Simone Lopes

Quanto vale a sua informação?

em Opinião/Tecnologia e Ciência por

Vivemos em um mundo competitivo, marcado por constantes mudanças e inovações. Hoje em dia, basta apenas um segundo para uma empresa perder a liderança de mercado por uma falha em seu sistema de segurança. Nunca foi tão verdadeira a premissa de que uma informação estratégica, dentro da corporação, é mais valiosa do que todos os seus bens materiais somados. Realizar uma gestão de riscos corporativos e incorporar soluções de segurança em todos os processos são, portanto, ações essenciais para proteger a imagem de uma companhia e garantir o seu crescimento.

delatorUm estudo da consultoria IDC estima que o custo das empresas brasileiras para diminuir os estragos causados pelo roubo de dados será de US$ 5,6 bilhões em 2014. Já um levantamento da Symantec apontou o Brasil como o país da América Latina que mais sofreu ataques cibernéticos em 2013. Os números assustam e revelam que, apesar de há muito debatida, a segurança da informação ainda é vista como uma despesa e não como um componente essencial na estratégia de negócios de uma companhia.

Um dos métodos que pode auxiliar os empresários a reverter esse cenário, e que tem sido cada vez mais adotado no mercado, é a criptografia. Utilizada desde a antiguidade para garantir a privacidade das comunicações militares, a técnica protege as informações transmitidas e armazenadas por meio da codificação, ou seja, ela “embaralha” o conteúdo da mensagem, de modo que ele só possa ser lido por quem tem a chave correta para “desembaralhá-lo”. A cobertura da proteção é extensa: senhas, dados financeiros, backup, devices, e-mails, transações bancárias, entre outros. Além disso, a criptografia pode ser usada tanto para proteger dados armazenados (no computador, celular ou na nuvem) como informações transmitidas pela rede, com ou sem fio.

No entanto, de nada vale a criptografia se suas chaves forem geradas, utilizadas ou mesmo armazenadas de forma incorreta. Dessa forma, as operações envolvendo as chaves de segurança devem ocorrer em ambientes altamente seguros e com bom poder de processamento, o que garante agilidade no acesso às informações pelos usuários. Uma das soluções que atendem a essas características é o Hardware Security Module (HSM). Além de permitir o gerenciamento do ciclo de vida da chave criptográfica, o produto oferece assinatura e certificação digital e total integridade, inviolabilidade e sigilo das informações.

Outro ponto a ressaltar quando discutimos proteção de dados é a importância do estabelecimento de uma política interna de segurança voltada a funcionários e parceiros. Pesquisa realizada pela PwC Brasil com 9.600 companhias, 700 delas brasileiras, revelou que a maioria dos entrevistados atribui incidentes de segurança a “inimigos” internos conhecidos, como funcionários ativos (31%) ou ex-funcionários (27%). Além disso, os registros de funcionários (35%) e de clientes (31%) lideram a lista de categorias de dados comprometidos no levantamento. É necessário que a empresa invista em treinamentos educacionais, visando mostrar ao usuário como utilizar os recursos tecnológicos de forma segura e eficaz. Vale ainda implementar medidas que controlem atividades que possam expor dados confidenciais a pessoas não autorizadas. Regras para armazenamento, impressão e encaminhamento de documentos digitalmente são alguns exemplos.

Garantir a proteção da informação é um desafio diário, mas não impossível. O segredo é estar atento às mudanças que ocorrem no mercado e à chegada de novas tecnologias, principalmente com o crescente desenvolvimento da computação móvel e da Internet das Coisas. Estar atualizado tornou-se, portanto, uma condição primordial para identificar novas ameaças digitais e aplicar os controles necessários para evitá-las.

Por Celso Souza 

Conheça ações de marketing que pode melhorar a visibilidade da sua empresa

em Negócios/Opinião por

Quando falamos de ações de marketing, o que logo surge à mente de empreendedores  e micro-empresários são estratégias promocionais complexas de eventos multicanal, quadros de avisos repletos de ideias penduradas e novos brindes para disseminar ainda mais a marca com o público.

Foto: Reprodução
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No entanto, tais ações demandam muito tempo para serem desenvolvidas. Empreendedores precisam de resultado imediato e, de preferência, sem custos, fáceis de serem implementadas e que possam ser iniciadas em uma semana, sem a necessidade de longas reuniões, discussões ou aprovações.

Dessa forma, separei cinco ações de marketing para eventos gratuitos que podem ser realizarados em uma semana:

1. Crie e promova a hashtag de seu evento

Verifique se o evento já tem uma hashtag – uma palavra-chave para marcar e agregar conteúdo em redes sociais como Twitter, Facebook, Mobli e Instagram. Como exemplo, é possível unir na mesma palavra-chave o nome da empresa com um evento importante que esteja acontecendo ou a pauta do tópico que deseja divulgar, como por exemplo, #PrimaveraEventioz.

Na sequência, o ideal é utilizá-la em toda a sua comunicação, como tuítes, fotos de redes sociais, e-mails e comunicados. Também recomendo a inclusão em materiais impressos, como convites, flyers, cartazes, brindes etc. Por último, é importante que palestrantes e patrocinadores também a utilizem. Em uma semana, a #hashtag pode ser muito importante para gerar ainda mais engajamento!

2. Encontre e entre em contato com três influenciadores

Sites como Topsy, Buzzsumo ou Tame.it são ótimos para encontrar influenciadores relevantes para a marca, então é recomendável entrar em contato com eles. Há canais muito fáceis de segui-los, comentar seus posts e e até enviar mensagens para eles, como no LinkedIn eTwitter.  Ao conversar com um influenciador, é recomendável oferecer espaço gratuito em troca de promoção, envolvê-los no processo e lhes perguntar o que pensam sobre a sua marca. Talvez eles ainda não a conheça, mas podem estar dispostos a participar.

3. Participe das conversas

Comentar em blogs visitados por seus potenciais clientes é muito bom para aumentar a interação da sua marca na mídia social. Sites como o Quora são interessantes para responder mensagens, mas o melhor caminho é se tornar colaborador dos melhores grupos do LinkedIn, de modo que os membros comecem a reconhecer a marca e também quem são os responsáveis por ela na internet.

Fazer parte do processo logo ajudará a incrementar o perfil e também dará à marca a oportunidade de exercer “liderança de ideias”.

4. Escreva um post e compartilhe

Conversar com os potenciais clientes pode gerar conteúdo relevante e inspiração para escrever um post no blog da empresa. Não é preciso escrever muito, bastam 500 a 1.000 palavras. Após o post no blog oficial da marca, o mesmo artigo pode ser enviado para seus blogs favoritos e até publicados por lá, caso os editores tenham interesse.

Para ter mais chance de sucesso, a dica é se concentrar apenas nos sites em que a empresa já possui relacionamento e se assegurar de que o assunto está alinhado à linha editorial do canal. Mesmo que ninguém queira publicar seu artigo, na pior das hipóteses, isso gera conteúdo inédito para seu próprio blog!

5. Ligue para três clientes, patrocinadores ou outros parceiros.

Não tenha medo de falar ao telefone. A dica é manter contato constante com clientes, patrocinadores, investidores e parceiros. Se o tempo está curto, é possível concentrar esses contatos ao menos três vezes por semana para saber como estão as coisas. Às vezes, eles precisam de alguma ajuda para usar o seu produto ou serviço e você ganha pontos ao mostrar o interesse da empresa. Lembre-se do poder da reciprocidade e boa-vontade na hora de procurar auxílio para promover a sua marca.

Por Vinicius Aguiari

Pais devem se planejar para negociar matrículas e mensalidades escolares

em Educação e Comportamento/Opinião/The São Paulo Times por

Os pagamentos das matrículas escolares já estão sendo cobradas nas escolas e, principalmente, já começam a demonstrarem os impactos que terão nas finanças das famílias. Isso ocorre pelos altos custos dos estudos e pela necessidade do investimento na educação ser muito bem planejado, afinal de contas, é o futuro dos filhos que estará em jogo.

Foto: Reprodução
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O planejamento na hora de definir sobre a matrícula em uma escola deve levar em conta diversos pontos, que vão além das questões geográficas e financeiras, sendo fundamental que se tenha uma análise profunda da instituição que seu filho frequenta ou frequentará, avaliando se essa está realmente preparando ele para a vida adulta.

Um ponto primordial é saber os diferenciais oferecidos pela escola. Cito, por exemplo, o fato de centenas de escolas já oferecerem em suas grades curriculares conteúdos de educação financeira, o que prepara os jovens para realizar mais sonhos e consumir de forma consciente, o que deve ser priorizado pelos pais. Mas, além desses diferenciais que devem ser questionados, também existem outros pontos que devem ser levados em conta antes da matrícula.

Antes de qualquer coisa, deve-se conversar com as crianças para saber como elas estão, se gostam de onde estudam e se pretendem continuar lá. Também se deve levar em consideração se consegue pagar a mensalidade e todas as outras despesas envolvidas (uniforme, lanche, material escolar, passeios eventuais e transporte).

Faça um diagnóstico da vida financeira da família e veja qual é a real situação em que se encontram. Se estiver em uma condição confortável, com dinheiro guardado e as contas planejadas, tudo fica mais fácil. Agora, se estiver equilibrado financeiramente, não se iluda pensando que está tudo bem, pois basta um passo em falso para se tornar endividado, uma vez que não há reservas.

Se estiver nessa situação de aperto financeiro, jogue aberto com a escola e veja a possibilidade de parcelamento, para desafogar o orçamento e evitar dívidas, que podem levar até à inadimplência. Mas, se a situação já for de endividamento, é preciso rever todos os aspectos relacionados à permanência dos filhos no atual colégio.

Caso esteja difícil conciliar os valores, marque uma reunião com o diretor e tente renegociar. Se for importante continuar nessa instituição, tente uma bolsa, pois as instituições costumam oferecer descontos e facilidades para quem precisa e tenta negociar com antecedência.

Se ainda assim não chegar a um valor razoável, é melhor considerar a saída do filho dessa escola e procurar outra que se adeque à real situação financeira da família. Converse e explique o fato, para que não fique não cause traumas ou aborrecimentos desnecessários.

Mas, lembre-se: os estudos não podem ser encarados como despesas, e sim como investimento. Ele será a base para toda a vida dos pequenos e, por isso, deve ser priorizado. Procure, na medida do possível, escolher uma instituição que tenha boa estrutura, bom corpo docente e que ofereça ótimas experiências aos alunos.

Ainda que o jeito seja apertar o orçamento e eliminar alguns gastos, vale a pena fazer isso para garantir um bom futuro aos filhos. Mas, para isso, planejamento é fundamental. Então, sugiro que, a partir de agora, a boa educação dos filhos passa a ser um dos sonhos da família, associando isso à educação financeira.

Por Reinaldo Domingos

Marketing pessoal. Você precisa reservar um tempo para fazer o seu

em Negócios/Opinião por

Independentemente da área que você trabalhe, é imprescindível investir um tempo para desenvolver o marketing pessoal. Os publicitários dizem que quem não aparece não é lembrado e isso é a mais pura verdade! Você pode ser um profissional excepcional, mas se tiver outra pessoa no mesmo nível de competência com um marketing pessoal melhor trabalhado, certamente ele que vai levar a promoção, não é verdade?

Foto: Reprodução
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Aprender a trabalhar a sua imagem não é uma tarefa difícil, porém vai exigir disciplina e organização. Talvez você tenha que mudar alguns hábitos antigos e inserir novas atividades em seu planejamento diário. Para ajudar com isso, selecionei cinco dicas que auxiliarão você a se promover entre os amigos e no ambiente de trabalho.

1 – Por qual motivo você quer ser lembrado?
Desenvolver uma marca pessoal começa por definir a sua meta de trabalho. Infelizmente, não dá para ser bom em tudo, você pode conhecer muitas coisas, mas precisa ser bom de verdade em apenas uma delas. Isso exige foco, o que é difícil. Profissionais que não têm foco, não constroem uma marca pessoal, pois a mensagem é divergente.

2 – Crie um KBASE pessoal
Ao longo do seu dia você vai esbarrar em uma série de conteúdos (digitais ou físicos) sobre o assunto que você quer focar. Talvez você não o utilize neste momento, mas ele pode ser muito útil no futuro. A sugestão é criar uma pasta (física ou digital) chamada KBASE (de knowledge base ou base de conhecimento) e deixar tudo arquivado em categorias bem definidas. Essa gestão de conhecimento pessoal auxilia bastante no momento em que você for preparar uma apresentação, um artigo ou para uma simples consulta de conteúdo. Organização economiza tempo no futuro e ajuda a gerar conteúdo.

3 – Escreva sobre o tema
A construção de uma marca começa com a propagação dela e, atualmente, a Internet é o melhor caminho. Você pode começar com um blog, nele você vai escrever artigos e opiniões sobre o seu tema, discutir assuntos pertinentes ou simplesmente republicar estudos ou pesquisas. Quanto mais conteúdo e atualizado, mais destaque você terá. Pode ser uma ação demorada, mas acontece. Basta ter tempo e disposição para escrever.

4 – Divulgue o seu trabalho
A pessoa que procura formas de se destacar precisa divulgar as suas ideias. Se você não é bom escrevendo, faça podcasts, palestras em vídeo ou algo do tipo. É importante estar ciente de que se você não fizer nenhum tipo de divulgação, seu marketing não existe.

5 – Cuidado com o vestuário
Você não precisa gastar com roupas de marca, mas precisa estar de acordo com seu negócio. Se você for advogado, terno e gravata são essenciais. Se você for publicitário, uma roupa mais casual será bem aceita. Eu gosto de usar terno e gravata, mas adotei um estilo casual, afinal vendo qualidade de vida e uma gravata não passa essa mensagem. Para mim, um blazer, uma camisa e jeans estão ótimos!

Por Christian Barbosa

Evolução da medicina? Conheça o novo momento na relação médico-paciente

em Opinião/Saúde & Bem-estar por

Hoje a classe médica está passando por um grande desafio com uma nova geração de pacientes que, antes de buscar o profissional, consultam o “Dr. Google”. Entram em sites diversos em busca de explicação para seus sintomas e por informações de doenças já detectadas. Esse paciente chega ao consultório médico com o seu diagnóstico e com a lista de exames que quer fazer e, às vezes, até mesmo com o tratamento que quer realizar. Da mesma maneira, já sabemos que se um programa de domingo na TV aborda uma doença em uma reportagem, na segunda-feira lotam os consultórios médicos com pessoas que se identificam com esta doença, obrigando o médico a investigar ou contra-argumentar sobre tal patologia.

Foto: Wikimedia
Foto: Wikimedia

Sem dúvida, estamos vivendo um novo momento na medicina em que o conhecimento da população está mudando a relação entre médicos e pacientes. E muitas vezes, o indivíduo informado pela mídia está mais atualizado do que o próprio médico em determinados assuntos. Nesses casos, o profissional despreparado sente-se inseguro e cede sem questionar às solicitações do paciente.

Assim, exames desnecessários são pedidos seja pelo desconhecimento do médico, pela falta de saber o que fazer ou pelo simples interesse em mostrar ao paciente que está errado nas suas “pesquisas” individuais. Outro ponto a ser discutido são os avanços experimentais de medicamentos ou tratamentos que não têm autenticidade ainda comprovada, mas que são divulgados como solução para determinada doença e que o paciente busca como alternativa para seus problemas.

Além de essas serem atitudes que encarecem a medicina e sobrecarregam o sistema de saúde, elas não vão resolver essa situação nem melhorar o cenário. A única maneira de lidar com essa nova geração de pacientes é a atualização constante.

Os profissionais da saúde precisam estar sempre informados sobre doenças, tratamentos, medicamentos e tudo mais que há de novo no setor. E não apenas por revistas científicas e congressos, mas também acompanhando notícias e informações que circulam nas mídias convencionais e sociais. Nas escolas de Medicina, esse assunto precisa ser abordado com clareza, gerando discussões que permitam que o profissional que sai da faculdade esteja apto para lidar com essa situação.

É preciso ainda que o médico gaste tempo com o paciente, conversando, argumentando e explicando os equívocos (se houver) das informações trazidas pela internet. Afinal, mais do que simplesmente tratar doenças, estes profissionais têm um papel de educar e orientar a sociedade no que diz respeito a sua saúde.

Por Cadri Massuda 

“Juiz não é Deus”, mas “Você sabe com quem está falando”?

em Brasil/Opinião/The São Paulo Times por

Cena 1: Uma servidora do Detran-RJ, numa blitz (em 2011), parou um veículo que estava sem placa. A nota fiscal que portava já tinha prazo vencido. O motorista, ademais, não portava a carteira de habilitação (tudo isso foi reconhecido em sentença da Justiça). Quem era o motorista? Um juiz de direito. A servidora (que fez uma dissertação de mestrado sobre ética na administração pública) disse que o carro irregular deveria ser rebocado. Essa providência absolutamente legal (válida para todos) foi a causa do quid pro quo armado. Ele queria que um tenente a prendesse. Este se recusou a fazer isso. Chegaram os PMs (tentaram algemá-la). A servidora disse: “Ele não é Deus”. O juiz começou a gritar e deu voz de prisão, dizendo que ela era “abusada” (quem anda com carro irregular, não, não é abusado). Ela processou o juiz por prisão ilegal. O TJ do RJ entendeu (corporativamente) que foi a servidora que praticou ilegalidade e abuso (dizendo que “juiz não é Deus”). Alegação completar da servidora: “Se eu levo os carros dos mais humildes, por que não vou levar os dos mais abastados?; Posso me prejudicar porque fiz meu trabalho direito”.

leis

Cena 2: O TJ do RJ condenou a servidora a pagar R$ 5 mil por danos morais ao juiz “ofendido” em sua honra (a servidora agiu mesmo sabendo da relevância da função pública por ele exercida). Diz ainda a sentença (acórdão): “Dessa maneira, em defesa da própria função pública que desempenha, nada mais restou ao magistrado, a não ser determinar a prisão da recorrente, que desafiou a própria magistratura e tudo o que ela representa”. “Além disso, o fato de o recorrido se identificar como Juiz de Direito não caracteriza a chamada “carteirada”, conforme alega a apelante.” Uma “vaquinha” na internet já arrecadou mais de R$ 11 mil (a servidora diz que dará o dinheiro sobrante para entidades de caridade). Ela foi condenada porque disse que “juiz não é Deus” (ou seja: negou ao juiz essa sua condição). Heresia! Isso significa ofensa e deboche (disse o TJRJ). O CNJ vai reabrir o caso e apurar a conduta do juiz. Em outra ocasião a mulher de um “dono do tráfico” no morro também já havia dito para a servidora “Você sabe com quem está falando?”.

01. Construímos no Brasil uma sociedade hierarquizada e arcaica, majoritariamente conservadora (que aqui se manifesta em regra de forma extremamente nefasta, posto que dominada por crenças e valores equivocados), que se julga (em geral) no direito de desfrutar de alguns privilégios, incluindo-se o de não ser igual perante as leis(nessa suposta “superioridade” racial ou socioeconômica também vem incluída aimpunidade, que sempre levou um forte setor das elites à construção de uma organização criminosa formada por uma troika maligna composta de políticos e outros agentes públicos + agentes econômicos + agentes financeiros, unidos em parceria público-privada para a pilhagem do patrimônio do Estado – PPP/PPE). Continuamos (em pleno século XXI) a ser o país atrasado do “Você sabe com quem está falando?” (como bem explica DaMatta, em várias de suas obras). Os da camada “de cima” (na nossa organização social) se julgam no direito (privilégio) de humilhar e desconsiderar as leis assim como os “de baixo”. Se alguém questiona essa estrutura, vem o corporativismo e retroalimenta a chaga arcaica. De onde vem essa canhestra forma de organização social? Por que somos o que somos?

02. Somos ainda hoje uns desterrados em nossa terra (disse Sérgio B. De Holanda,Raízes do Brasil) porque aqui se implantou uma bestial organização social hierarquizada (desigual), que veio de outro clima e de outras paragens, carregada de preconceitos, vícios, privilégios e agudo parasitismo (veja Manoel Bomfim). Esse modelo de sociedade foi feito para o desfrute de poucos (do 1% mais favorecido). Poucos eram os colonos nestas inóspitas bandas que podiam receber um título de cavaleiro ou de fidalguia ou de nobreza. Contra essa possibilidade de ascensão os portugueses invocavam dois tipos de impedimentos (que não alcançavam os brancos católicos, evidentemente): (a) o defeito de sangue (sangue infecto dos judeus, mouros, negros, índios ou asiáticos); (b) o defeito mecânico (mãos infectas dos que faziam trabalhos manuais ou cujos ancestrais tivessem praticado esse tipo de trabalho). Nem mesmo os leais ao monarca podiam galgar os privilégios e as graças da monarquia (ou seja: subir na mobilidade social), caso apresentassem um desses defeitos, que depois foram ampliados para abarcar os pobres, as mulheres, as crianças, os portadores de deficiência física, os não proprietários, os não escolarizados etc.

03. Ocorre que no tempo da colônia brasileira (1500-1821) e do Império (1822-1888) pouquíssimas pessoas não estavam contaminadas por uma das duas máculas matrizes. Quais foram, então, as saídas para se ampliar aqui também uma organização social dividida em classes? Ronald Raminelli (em Raízes da impunidade) explica: a primeira foi o rei perdoar os defeitos e quebrar a regra para conceder títulos e honrarias aos nativos guerreiros que defenderam Portugal, sobretudo na guerra com os holandeses (é o caso de Bento Maciel Parente, filho bastardo de um governador do Maranhão, do chefe indígena Felipe Camarão, do negro Henrique Dias etc.); a segunda foi que aqui, apesar do defeito de sangue ou mecânico, foram se formando novas oligarquias (burguesias), que acumularam riquezas e se tornaram potentes com suas terras, seus engenhos, plantações, quantidade de escravos, vendas externas, exércitos particulares etc. Surge aqui o conceito de “nobreza da terra” (que não podia ser excluída das camadas superiores).

04. Ao longo dos anos, como se vê, o tratamento dado às várias camadas sociais foi se amoldando ao nosso tropicalismo (foram se abrasileirando). A verdade, no entanto, é que nem sequer em Portugal nunca foi cristalinamente rígida a separação das classes sociais. Lá nunca houve uma aristocracia hermeticamente fechada (veja S. B. De Holanda). Praticamente todas as profissões contavam com homens fidalgos – filhos-de-algo, salvo se viviam de trabalhos mecânicos (manuais). O princípio da hierarquia, então, entre nós, nunca foi rigoroso e inflexível; nem poderia ser diferente porque aqui se deu uma generalizada mestiçagem (casamentos de portugueses com índias ou com negras), embora fosse isso duramente criticado pelos pseudo-intelectuais racistas, sendo disso Gobineau um patético e psicopático exemplo, que previam o fim do povo brasileiro em apenas dois séculos, justamente em virtude dessa miscigenação das raças (que afetava o crânio das pessoas, na medida em que o crânio tinha tudo a ver com o líquido seminal).

05. As elites que foram se formando (as oligarquias colonialistas) passaram a ser conhecidas como “nobreza da terra” e foram ocupando os postos de destaque na administração, nos cargos militares, na Justiça (juízes e promotores), na esfera fiscal, no controle dos recursos públicos etc. Quando Portugal passava pelos constantes apertos econômicos, os títulos da nobreza eram comprados pelos barões, duques, condes e marqueses. Foram essas as primeiras oligarquias que dominaram a população nativa (poucos brancos e muitos mestiços, índios, pretos alforriados e escravos), mandando e desmandando, com seus caprichos, arbitrariedades e privilégios, destacando-se o da quase absoluta impunidade pelos crimes praticados. Do ponto de vista do controle social, a colônia foi um grande campo de concentração (subordinado aos caprichos do mandante). Os militares sempre constituíram uma classe privilegiada, acima das leis do rei; contrariavam as leis e eram tolerados pelo seu poder e pelas suas armas, assim como pela capacidade de liderar tropas e defender os interesses da monarquia. Ainda hoje contam com uma Justiça especial, um foro especial, distinto dos demais criminosos. Outro exemplo de privilégio é o foro especial para os altos cargos da nação assim como a prisão especial (cautelar) para aqueles que possuem curso superior.

06. “Num ambiente em que todos sempre foram desiguais perante a lei, a desigualdade não é problema. É tradição” (R. Raminelli). No Brasil, portanto, todos (tradicionalmente) lutam por privilégios (não por igualdades de oportunidades ou mesmo igualdade perante a lei). O que nos compraz é o privilégio, não a igualdade. Triste país o que está tão perto dos caprichos e dos personalismos, dos desmandos, da ausência do império generalizado da lei, dos privilégios, das imunidades de classe (impunidade, v. G.) e tão longe da igualdade de oportunidades assim como da igualdade perante as leis. Temos muita dificuldade de lidar com as normas gerais (no trânsito, por exemplo) porque (os elitizados, os das camadas de cima) são criados em casas (e escolas) onde, desde a mais tenra idade, se aprende (educação se aprende em casa!) que há sempre um modo de satisfazer nossas vontades e desejos (e caprichos), mesmo quando isso vá de encontro com as normas do bom-senso e da coletividade (DaMatta, O que faz o brasil, Brasil?.

07. O dilema brasileiro (segue o autor citado) reside no conflito entre a observância das leis gerais e o “jeitinho” que se pode encontrar para burlá-las em razão dasrelações pessoais. Nós não admitimos (em geral) ser tratados como a generalidade, sim, queremos sempre o atalho, o desvio, o respeito incondicional à nossa “superioridade natural”. O indivíduo que deve obedecer as leis gerais não é a mesmapessoa (distinguida) que conta com relações sociais e privilégios “naturais” (que não poderiam ser contestados). O coração do brasileiro elitizado, hierarquicamente “superior”, balança entre esses dois polos (DaMatta). No meio deles está a malandragem, a corrupção, o jeitinho, os privilégios, as mordomias e, evidentemente, o “Você sabe com quem está falando?”. Claro que a lei, com essa mediação social, fica desprestigiada, desmoralizada. Mas ela é insensível e todos que pisam na sua santa generalidade e igualdade (um dos mitos com os quais os operadores jurídicos normativistas trabalham) ficam numa boa e a vida (depois do desmando, do capricho, da corrupção, do vilipêndio, do crime impune, do jeitinho, da malandragem) volta ao seu normal (DaMatta).

Por Luiz Flávio Gomes

O fim de ano está aí e você sabe como controlar as finanças nesta época?

em Negócios/Opinião por

Para ter dinheiro no bolso nesse fim de ano e se preparar para realizar os objetivos definidos para 2015, planejamento financeiro ainda é mais garantido do que simpatia. O educador financeiro Reinaldo Domingos, autor do livro Terapia Financeira (Editora DSOP), preparou orientações aos brasileiros que querem passar longe da onda de endividamento. Domingos aborda temas variados como quitar dívidas, presentear, curtir as festas e férias sem comprometer os recursos para as despesas típicas do início do ano – IPVA, IPTU, matrícula e material escolar – e ainda poupar.

economiaPara não extrapolar as despesas de fim de ano e garantir recursos para 2015

Evitar compras por impulso: os consumidores devem se fazer algumas perguntas antes de comprar – Estou comprando por necessidade real ou movido por outro sentimento, como carência ou baixa autoestima? Se não comprar isso hoje, o que acontecerá? Tenho dinheiro para comprar à vista? Se comprar a prazo, terei o valor das parcelas? O acúmulo de parcelas coloca em risco a realização dos sonhos que foram priorizados com a família?

Planejamento do fim de ano: liste os ganhos do período (renda e ganhos extras como 13°, bonificações e férias). Liste todas as despesas – fixas e variáveis. Avalie sua situação financeira. Há margem para novos gastos? Há pendências financeiras? Faça um esforço para identificar excessos, que geralmente representam 30% das despesas das famílias brasileiras. Avalie quanto poderá reservar para comprar presentes, artigos das festas de fim de ano, preferencialmente à vista. Evite a todo custo entrar no limite do cheque especial e pagar a parcela mínima do cartão de crédito. Reserve parte do décimo terceiro para as despesas do início do ano como IPVA, IPTU, matrícula e material escolar. Cuidado ao parcelar viagens. Pense: será que vale a pena passar dificuldades o ano todo por alguns dias de diversão? Será que uma viage m mais barata e dentro do orçamento não trará satisfação?

Planejamento financeiro de 2015: é fundamental evitar parcelamentos das compras de final do ano. Na empolgação do consumismo típico da época, esquece-se que os rendimentos extras, também típicos do período, não persistirão pelo ano seguinte. Porém, se o parcelamento for inevitável, faça uma planilha em que o valor já comprometido esteja previsto nos meses correspondentes. Sem esse controle, é certo o acúmulo de dívidas e o risco da inadimplência. É assim que inicia-se o ciclo de endividamento que afasta a realização daquilo que realmente traz satisfação e agrega valor à vida das pessoas. Por isso, reúna-se com a família para definir os desejos de curto (um anos), médio (até cinco anos) e longo (mais de 10 anos) prazos ou aqueles que se pretende em realizar em 2015 e incorpore o valor mensal necessário para a realização dos mesmos no orçamento mensal do próximo ano. Subtraia o valor desses sonhos da receita. O saldo restante é o orçamento para as demais despesas mensais.

Para economizar e poupar sempre

Pesquisar preço e comprar à vista: Pode parecer difícil, mas, se planejando dá para comprar à vista o que se objetiva. Lembrando que prestações também são formas de endividamentos, já que comprometerá recursos futuros. Além disto, quem pesquisa o melhor preço paga menos e aumenta a chance de comprar à vista e obter desconto.

Pedir desconto: Um grande problema do brasileiro é a vergonha na hora de negociar, assim, deixe isso de lado, não há erro nenhum em buscar o melhor preço. Se um produto custa mil reais e pode ser parcelado em 10 vezes de 100 reais, certamente à vista custará de 10% a 20% menos.

Reter 10% dos rendimentos: para começar a construir a independência financeira, deve-se guardar 10% do que ganha. Com o tempo, pode-se partir para um plano de previdência privada para complementar o INSS.

Para ficar livre das dívidas 

Qualquer que seja a dívida, o consumidor deve investigar o que está levando ele a gastar mais do que ganha, somando dívidas que não consegue pagar e que roubam recursos que deveriam ser destinados para a realização de sonhos. Fazer acordos para pagamentos de dívidas sem antes saber qual é a real capacidade de pagamento, sem cortar excessos, sem ajustar o orçamento ao verdadeiro padrão de vida é um grande risco, além de uma medida paliativa que apenas adia a solução da causa do problema. Abaixo, algumas medidas para ajudar a quitar dívidas e reequilibrar as finanças.

Cheque especial – cheque especial é uma das mais altas taxas de juros praticadas no mundo. Procure o gerente da conta e proponha imediato cancelamento dessa linha de crédito, mesmo que esteja utilizando. Proponha troca por uma linha de crédito que não ultrapasse 3% de juros mensais. Caso esteja pagando 100 reais de juros ao mês, proponha um parcelamento do mesmo valor, com prazo alongado. Isto fará com que não tenha mais que pagar juros mensais de 10% – isso faz sua dívida dobrar a cada 7 meses. Caso o gerente não aceite, o melhor a fazer é poupar para uma futura negociação.

Cartão de crédito – busque negociação com operadora do cartão ou banco. Proponha um parcelamento com juros que não ultrapassem 3% ao mês, e que estas prestações caibam no orçamento financeiro mensal. Caso a operadora ou banco não aceitem, não faça acordos que não conseguirá cumprir. Mesmo que o nome seja negativado, guarde dinheiro mensalmente para uma futura negociação. Outra estratégia é buscar crédito com taxas mais baixas como, por exemplo, o crédito consignado. Mas atenção: não resolve trocar um credor por outro, é preciso resolver e atacar a verdadeira causa do desequilíbrio financeiro.

Financiamento de casa – Para a maioria dos brasileiros a compra da casa própria é um sonho que só é possível realizar adquirindo uma dívida – o financiamento imobiliário. Em boa parte dos casos, o que impede o pagamento das prestações da casa são os gastos supérfluos. Se está difícil pagar as prestações, o melhor a fazer, além de cortar excessos de gastos, é procurar a financiadora e propor um alongamento da dívida, adequando a prestação à real capacidade de pagamento. Caso não consiga a renegociação, estude a possibilidade de trocar esse imóvel por um de preço inferior.

Carro – um veículo não é investimento e, sim, um bem de consumo. A prestação em si nem sempre é o motivo da dificuldade de custear esse bem – embora ao final do financiamento a pessoa tenha pagado por dois veículos e levado apenas um. O verdadeiro problema está na manutenção do veículo, cujo custo mensal equivale, em média, a 3% do valor do carro. A manutenção de um veículo de 20 mil reais, por exemplo, tem um custo de aproximadamente 600 reais mensais – gasolina, seguro, licenciamento, IPVA, entre outros. Portanto, é importante analisar o custo-benefício da compra do veículo. Se tê-lo é uma necessidade e está difícil pagar é melhor rever o orçamento e tentar renegociar o prazo da dívida com prestações que realmente caibam no bolso, considerando todas as demais despesas já assumidas . Se a renegociação também não for possível, o melhor é buscar um advogado e providenciar a devolução do veículo.

Por Reinaldo Domingos

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