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Opinião - page 3

Conheça a tecnologia que está anos de inovação à frente do nosso tempo

em Opinião/Tecnologia e Ciência por

O mercado de SDN vai vivenciar um grande boom nos próximos anos. De acordo com estimativas da IDC, a tecnologia deverá se expandir 733%, passando de US$ 960 milhões, para mais de US$ 8 bilhões em 2018. E isso porque as redes definidas por software trazem um conceito totalmente diferente: não é a apenas o produto, ou a caixa. É toda uma solução baseada na arquitetura da nuvem, o que vai muito além das tradicionais vendas que acontecem hoje no mercado de TI em geral.

Foto: Reprodução
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Para entendermos a complexidade do SDN, é necessário compreender que essa tecnologia em especial transforma a tradicional venda da “caixa” – o hardware, com seu software proprietário, ou seja um sistema fechado, em uma proposta aberta e que claramente dá um salto, se estabelecendo entre os tradicionais sistemas legados, de um lado, e as avançadas plataformas na nuvem, de outro.

E, por incrível que pareça, a inovação começa justamente na “caixa”. Quando há uma descontinuidade, e um salto na evolução do produto, é que vem a inovação em termos de emprego da tecnologia, e até mesmo mentalidade das pessoas. Métricas típicas para se avaliar a inovação quando se trata de equipamentos de rede estão relacionadas a fatores como latência, densidade de portas, capacidade de transmissão de dados e escala além, é claro, de um sistema operacional robusto que possa gerir a tecnologia.

Exemplos não faltam: a série Catalyst da Cisco, lançada na década de 90, o Big IP da F5, e o data anlytics da Splunk, que surgiu na última década. Fabricantes com produtos  realmente inovadores são pioneiros e líderes super competitivos em seus mercados e geralmente estabelecem tendências, ao invés de simplesmente segui-las. E essa curva é necessária na tecnologia, pois traz benefícios críticos ao negócio, além de ter a capacidade de reduzir o CAPEX em TI.

E nesta década em especial,  houve um avanço enorme nas plataformas, e a inovação mais uma vez estabeleceu uma descontinuidade. Exemplos não faltam: Palo Alto Networks em segurança, Vmware com a virtualização, Workday, que trouxe um SAAS baseado na nuvem. Todas essas empresas foram além do produto, e estabeleceram uma categoria. Essas empresas agora são multidimensionais, já que suas plataformas podem ser utilizadas em um número enorme de casos para prover agilidade ao negócio.

Um diferencial dessas empresas – e também um ponto comum entre elas – é que elas evitam qualquer inovação que incremente o que já existe, e preferem redefinir sistemas operacionais e práticas do passado. Eles operam de forma consistente utilizando técnicas de processamento distribuído, corrigem problemas rapidamente, e tem uma abordagem totalmente inovadora no que tange à desenvolvimento interno e entrega de serviços ao cliente.

O SDN surge, justamente, unindo essas duas pontas: a inovação no produto e na plataforma. Com o advento do Linux e DevOps, big data, storage IP, business analytics, OpenStack, entre outros, o SDN torna-se também uma inovação que descontinua o ciclo natural do desenvolvimento das tecnologias para rede, que vai além do sistema legado.

Sistemas SDN hoje representam uma melhoria dramática em termos de custo da operação, resiliência do sistema e disponibilidade da rede. Esses fatores, combinados aos conceitos de software livre e plataforma aberta, coloca as redes definidas por software anos à frente de seus competidores. Cabe aos gestores de TI, agora, compreender a curva de inovação do seu negócio e usar os anos à frente do mercado a seu favor.

Por Douglas Falsarella

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África do Sul. Uma potência

em Coluna/Mundo/Opinião por

luiznais

África do Sul. Uma potência

Alden e Le Pere, dois importantes analistas políticos da contemporaneidade, têm o objetivo de analisar o processo de restrição da liderança regional da África do Sul por parte de seus Estados vizinhos. Para tanto, os autores descontroem a ideia de que o hegemon é tido com grande apreço em âmbito regiuonal, pois pode vir a proporcionar desenvolvimento econômico e segurança àqueles que estão em seu entorno. Ao contrário do que sugerem Nye e Keohane nesse sentido, no caso da África do Sul os Estados regionais tendem a se contraporem ao surgimento da liderança sul-africana, e o clima é de insegurança e desconfiança.

Após o fim do Aphartaid, a África do Sul reformulou diversos mecanismos de interação comercial e política regionais no intuito de tranquilizar o ambiente e impulsionar sua ascensão como potência regional. A reformulação da Comunidade de Desenvolvimento do Sul da África (CDSA), que antes previa vantagens econômicas ao país, é um exemplo disso. O mesmo ocorre com União de Mercadorias do Sul da África (UMSA), onde os sul-africanos enfrentam grande resistência por conta de sua economia majoritária.

O texto, porém, trata de alguns aspectos que parecem impedir a ascensão hegemônica da África do Sul. Citam-se a ausência de poder econômico absoluto suficiente para atender a demanda regional por investimentos e desenvolvimento econômico; a deficiência na política externa, que embora tenha logrado algumas conquistas não foi suficiente para construir uma unanimidade sólida na região; e a constante tensão com as clivagens sociais criadas em âmbito doméstico, devido a corrupção e a desigualdade.

Acontecimentos posteriores a 2009, ano em que o texto foi produzido, entretanto, contribuem com alguns contornos da conjuntura atual do país. A realização da Copa do Mundo de 2010, favoreceu a legitimidade política da África do Sul na região, embora a morte de Nelson Mandela, em 2013, tenha tornado mais nebulosa a análise política de desdobramentos futuros que a política sul-africana possa ter. Este é fator de extrema relevância para a materialização de uma eventual liderança sul-africana no sul da África, pois o enfrentamento de problemas internos estão diretamente relacionados ao êxito no projeto de liderança regional.

Nesse contexto, sugere-se também que o expressivo fortalecimento econômico da Nigéria nos últimos anos coloca em xeque o avanço da África do Sul como potência exclusiva no continente, ainda que esta tenha um forte apelo mais ao sul da África. Os nigerianos acabam de ultrapassar a África do Sul em relação ao PIB, registrando US$ 509 bilhões de dólares na soma das riquezas produzidas internamente, e agora fazem parte dos chamados MINT, sigla que articula os países com grande potencial de força de trabalho. Em contraste com o desaquecimento da economia sul-africana nos últimos anos, esse dado torna-se mais importante.

Somam-se as esses aspectos, as tensões ainda existentes na CDSA, principalmente sobre os temas de segurança, de democracia e de liderança. Ora, a África do Sul depende da consolidação das instituições de democráticas não apenas internamente, mas também tem de incentivar a solidificação desta nos países de sua região para conseguir a estabilidade necessária para o desenvolvimento da região.

Embora tenha uma economia e um ambiente político de maior solidez em relação às suas contrapartes, a África do Sul tem grandes desafios a superar para ganhar legitimidade política e pujança econômica para encabeçar a liderança regional. Em nossa concepção, os grandes desafios dos sul-africanos consistem em solucionar os problemas internos: reduzir as clivagens sociais ainda existentes do Aparthaid, contrabalancear a influência de outros agentes econômicos na região e dissipar a desconfiança dos Estados vizinhos em relação à sua ascensão econômica.

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Luiz Renato Arietti Nais é publicitário, e bacharelando em Relações Internacionais. Amante dos livros e do conhecimento. Dois-correguense, corinthiano, mochileiro e inventor de apelidos. © São Paulo Times.

O varejo e vendas de fim de ano darão pouco fôlego à economia

em Opinião por

Roupas, eletrônicos e celulares, que lideram nessa época, não aliviam a situação para 2015.

Foto: Reprodução
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As vendas de fim de ano costumam representar boa aceleração para a economia do país. Consumidores compram mais, de forma que o varejo passa a comprar mais da indústria, que passa a produzir mais. Além disso, o governo costuma injetar crédito aos consumidores. “Para se ter uma ideia, a performance nas vendas de natal representam em média 20% do total das de vendas do ano todo”, explica Rubens Panelli Jr, especialista em varejo e consultor. “Porém, com o desempenho pífio do comércio neste ano de 2014 até outubro, a tendência não é de uma alavancada muito expressiva agora”.

As vendas no varejo nos últimos anos vinham crescendo em média 8% ao ano, muito devido às injeções de credito do governo no consumidor, como estes créditos estão muito caros no momento, certamente esta desaceleração se manterá.

Os setores mais críticos são os de vestuário, móveis e eletrodomésticos, enquanto que os setores de artigos farmacêuticos e perfumaria vem sofrendo menos.

“O aumento das taxas de juros, da inflação, do desemprego e incertezas quanto ao futuro do país, não trazem muito otimismo em termos de consumo para o natal. Não acreditamos em um crescimento superior a 2% sobre o ano anterior, sendo que em alguns setores esta taxa poderá ficar negativa”, diz Rubens

Por conta desse cenário, para os varejistas, não é recomendado que se invista muito em estoques. Deve-se ter muito critério na escolha e nas quantidades dos produtos comprados, elaborar planejamento de qualidade para evitar sobras que gerarão aumento de liquidações e perdas irreparáveis.

“Os estoques representam um dos maiores, senão o maior, item do ativo”, explica Rubens. Todo o estoque representa um investimento em capital de giro, ou seja, consome recursos para sua aquisição. A venda do estoque gera uma margem, que sustenta o lucro da empresa. Estoques altos tendem a representar um aumento no prazo de giro; portanto, estoques altos sem a contra partida da venda representam um aumento no custo. “O fôlego da economia vai depender muito da política econômica adotada pelo governo. 2015 será um ano muito difícil, independente da perfomance do comércio neste fim de ano”, finaliza o especialista.

Por Rubens Panelli Jr. 

Três substituições ao dia para uma vida melhor

em Educação e Comportamento/Opinião por

Reeducação alimentar é uma das fórmulas para um corpo saudável.

Foto: Reprodução
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Manter uma vida saudável não é tarefa fácil, dietas malucas e sem acompanhamento ou ficar muito tempo sem se alimentar podem até reduzir medidas no manequim, mas a mágica acaba em pouco tempo e ainda trará consequências. Mas para quem tem preguiça daquela famosa expressão “reeducação alimentar”, existem pequenas e fáceis atitudes que já podem fazer uma enorme diferença no seu dia a dia.

A especialista em cozinha saudável, editora do site Panela&Tênis, e vencedora do “Jogo de panelas” do programa Mais Você, Giovanna Vilela, ensina que a simples mudança de alguns hábitos, pode ajudar no processo. “Substituir alimentos corriqueiros por opções mais leves traz melhorias para o corpo de uma forma geral, sem muito trabalho”, afirma Giovanna.

Três substituições nas três refeições do dia para uma vida melhor:

Café da manhã: Troque o pão francês por tapioca.
Além de não ter glúten, a tapioca é rica em nutrientes e claro, super saborosa. “O glúten encontrado nas farinhas brancas transforma-se em cola no intestino”, explica a especialista. E pode ter recheio! Tapioca fica uma delícia com geléia, queijo branco, frutas, peito de peru…

Almoço: Substitua a fritura por assado. Batata frita por batata assada. O arroz branco por integral – que tem mais fibras. A sobremesa pode ser doce, como doce de pêssego em calda.

Lanche entre refeições: Coloque uma fruta entre as refeições. “Um lanche entre as principais refeições faz com que a pessoa não chegue desesperada de fome na hora do almoço ou jantar”. Melhor ainda se acrescentar uma castanha e uma colher de semente de chia (a chia incha e dá sensação se saciedade, isso além de todos os benefícios e nutrientes).|

Jantar: Trocar o molho industrializado (com conservantes) de tomate por molho à base de legumes feito em casa, pode variar usando abobrinha ou abóbora. Dica infalível: comer salada 20 minutos antes do jantar irá ajudar na sensação de saciedade, aqui vale colocar novamente uma colher de chia. “O organismo demora 20 minutos para levar ao cérebro o aviso de que estamos saciados, desta forma comemos menos e dormimos melhor”, finaliza Giovanna.

A evolução da tecnologia dos materiais das lâmpadas

em Opinião/Tecnologia e Ciência por

Os materiais utilizados nas diversas lâmpadas sofreram grandes desenvolvimentos tecnológicos nos últimos anos para atender à evolução dos produtos. Na maioria das vezes, tais mudanças não são percebidas pelos consumidores, daí a importância deste artigo para mostrar o que está por trás ou, na verdade, “por dentro” dos produtos. Não pretendemos entrar em muitos detalhes técnicos, químicos e físicos, apenas o suficiente para a compreensão de todos.

Foto: Reprodução
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Os componentes das lâmpadas que mais se desenvolveram foram:

1) Tubos e bulbos de vidro

As lâmpadas fluorescentes possuem formato tubular de diâmetros externos de 37, 32, 29, 25 e 16mm, também conhecidos como T12, T10 e T8 e T5 podendo se apresentar no formato reto, circular ou “U”. Os tubos de vidro de 16, 13 e 10mm são usados nas lâmpadas Compactas ou Econômicas em formato de “U”, também conhecidos como T5, T4, T3 e normalmente com dois ou seis desses tubos interligados.

Com a evolução, surgiram as lâmpadas Compactas/Econômicas com tubos no formato de hélice espiral de diâmetros de 10 e 6mm, conhecidos como T3 e T2, reduzindo o comprimento da lâmpada.

A redução do tamanho das lâmpadas sem perda da qualidade fotométrica proporcionou a miniaturização das luminárias, aumentando a diversidade de luminárias e lustres em geral, permitindo aos arquitetos e lighting designers criar e aproveitar melhor as lâmpadas nos mais diversos ambientes.

Para serem maleáveis e poderem ser dobrados, os tubos eram fabricados com uma porcentagem de metais pesados na sua composição, o que era nocivo ao meio ambiente. Pouco depois do ano 2.000, estes elementos foram substituídos por outros componentes que mantiveram as características de resistência mecânica, transmitância e uma maior facilidade de se obter formas diferenciadas.

As lâmpadas incandescentes utilizam a mesma composição do vidro das fluorescentes tubulares, mas possuem formatos diferentes, como A60, A55, onde A é o formato pêra e 60 ou 55 é o diâmetro externo em milímetros. Neste tipo de lâmpadas existem muitas outras formas ainda como vela, bolinha e tubular.

Os bulbos e tubos usados nas lâmpadas de descarga como Mista, Vapor de Sódio, Vapor de Mercúrio e Vapor Metálico eram produzidos com vidro borossilicato, material pesado, devido à sua espessura. Eram extremamente resistentes, inclusive a respingos de chuva, e foram sendo substituídos por fórmulas que deixaram o vidro mais leve e quase tão resistente.

2) Bases

As bases têm a função de dar o contato elétrico nas lâmpadas para que elas funcionem. Nas lâmpadas Compactas/Eletrônicas e Incandescentes de corrente mais baixa usam-se as E27/27 ou E14 com rosca de alumínio. Nas de corrente maior, como Vapor de Sódio, Vapor Metálico e Vapor de Mercúrio usa-se as E40/45 de latão niquelado, que têm maior rigidez mecânica e resistem melhor à vibração do tráfego nas ruas.

Nas lâmpadas tubulares retas utilizam-se duas bases – uma em cada extremidade – de alumínio com dois pinos de latão para o contato elétrico. Estes pinos eram soldados e atualmente são crimpados, eliminando-se os metais pesados da solda da liga estanho/chumbo.

Alguns outros tipos de lâmpadas, como as Halógenas retas, têm bases de cerâmica nas extremidades para resistir a maiores temperaturas de operação.

Nas bases das lâmpadas Led Tubulares em vez do alumínio usa-se o plástico, uma vez que elas não aquecem.

Nas bases, as mudanças foram apenas nos materiais utilizados, incluindo-se novas ligas de alumínio e de latão, uma vez que no formato é difícil inovar.

3) Tubos de Descarga

O tubo de descarga das lâmpadas de Vapor de Sódio teve uma evolução na qualidade fotométrica com a redução da granulometria, com a maior pureza da alumina policristalina do tubo e com o desenvolvimento do tubo de descarga que tinha um “fio” de molibdênio incrustrado no tubo de alumina, para auxiliar na partida.

As lâmpadas de descarga de luz branca evoluíram para a tecnologia do tubo de descarga de cerâmica, inclusive em formato esférico, como as lâmpadas de descarga compactas que têm uma eficiência luminosa (lm/W) superior às de Sódio.
Nesse caso, os tubos de descarga são de cerâmica, mas diferentes dos convencionais devido à altíssima pressão e aos gases usados, que atacariam os eletrodos e sairiam pela porosidade das paredes dos tubos de descarga de sódio.

Novas Lâmpadas

O LED tem uma outra tecnologia, com dois materiais diferentes que geram uma luminescência quando se aplica uma corrente sobre eles e as novidades estão nos materiais usados para esta luminescência, com novos substratos.

Inovações tecnológicas como o Led COB (Chip On Board) e melhorias no processo de fabricação estão surgindo rapidamente, alterando o cenário de desenvolvimento deste produto. Produtos melhores surgem em laboratórios hoje já com eficiência luminosa de quase 200 lm/W.

Um OLED (Organic Light-emitting Diode ou Diodo Emissor de Luz Orgânico) é um diodo emissor de luz (LED) em que a camada de emissão electroluminescente é um filme orgânico que emite luz em resposta a uma corrente elétrica. Esta camada de semicondutor orgânico fica situado entre dois eletrodos. Geralmente ao menos um destes eletrodos é transparente.

O OLED, material orgânico de várias camadas, é utilizado em luminárias com placas rígidas ou flexíveis. Já é uma realidade em algumas aplicações em iluminação.
Alguns desenvolvimentos desta tecnologia também vêm acontecendo em pesquisas, com a mudança do substrato

Atualmente, já se fala até em lâmpadas biológicas ou bioenergéticas. O que mais virá a seguir? A única certeza é que para a tecnologia não há limites.

Por Georges Blum, Alfredo BomilcarRubens Rosado

Exercício físico previne impotência

em Educação e Comportamento/Esporte/Opinião/Saúde & Bem-estar por

Especialistas explicam recentes descobertas que podem ajudar a melhorar o desempenho sexual.

Foto: Reprodução
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Se homens “queimarem” 430 calorias em exercícios físicos, eles reduzem em 80% suas chances de desenvolver impotência sexual, quando comparados com homens que gastam menos que isto diariamente.

Num artigo realizado por uma equipe de urologistas austríacos, e publicada na revista médica European Urology, e contou com quase 700 participantes na cidade de Viena, com idades entre 45 a 60 anos.

Os pesquisadores perguntaram a estes homens sobre a prática ou não de exercícios físicos, e quando faziam, era perguntado a quantidade e a qualidade deste exercício. Valia tudo: fitness, corrida, caminhada, ciclismo, futebol, etc. Com estes dados, eles estimaram o gasto energético que estes homens gastavam em suas atividades físicas (Escore de Paffenbarger).

 Os urologistas também perguntaram aos homens sobre a qualidade de suas ereções, utilizando um graduação reconhecida internacionalmente chamada IIEF-5 (International Index of Erectile Function). Quanto menor o escore, pior a disfunção.

O Escore IIEF-5 funciona assim:

1-7= impotência grave

8-11= impotência moderada

11-17= impotência leve à moderada

18-21= impotência muito leve

22-25= sem impotência

Dr Fábio Cardoso especialista em medicina preventiva e longevidade nos explica que aumentando o número de calorias que os homens gastam a cada semana para acima de 1.000 calorias já surte um efeito claro em reduzir os problemas com disfunção erétil.

Mas quando eles ultrapassam as 4.000 calorias gastas por semanas, o efeito era o maior, não subindo mais (literalmente) à partir destes valores (acima deste número, não houve mais melhoras adicionais).

Segundo o dr Fábio, isso é fato comprovado: praticar exercícios físicos regulares protege sim contra diversas doenças, e até previne de forma importante (e melhor que muito medicamento – viagra e similares) casos de impotência em homens.

O motivo: os pesquisadores especulam vários, mas o mais provável é que o exercício regular produz no corpo níveis de liberação maiores de óxido nítrico, uma substância produzida nos vasos sanguíneos que facilita a dilatação destes, condição mais que necessária para se produzir a ereção.

Para o Dr, esta aí mais um motivo – e dos bons este! – para rever teus conceitos sobre sedentarismo. Ele literalmente não é nada masculino.

Agora segundo Giulliano Esperança, personal trainer, coaching e empresário no ramo de bem estar, Quer se sentir melhor, ter mais energia, ainda ter longevidade e disposição sexual? É impossível não pensar na prática de exercícios. Independente da idade, sexo, ou capacidade física  colocar o corpo em movimento e exercitar-se, sempre trará benefícios diretos. Veja abaixo os 5 benefícios listados por ele e inspire-se.

1º Exercícios previnem o ganho de peso

Os exercícios contribuem para ganhar um corpo mais saudável, quando a pessoa está com sobrepeso. Os exercícios são os melhores queimadores de calorias e quanto maior a intensidade do exercício, mais calorias são queimadas. Se você está sem tempo de fazer exercício, então intensifique as suas tarefas físicas, procure usar escadas no lugar do elevador, acelere os seus passos quando estiver caminhando, saia para passear com o seu cachorro de estimação, e ainda guarde está conta, se você aumentar 10 minutos de atividade física por dia, durante 5 dias, em um ano você terá realizado 48 horas a mais de atividade física.

2º Exercícios são excelentes para o seu coração

Todos nos preocupamos com as doenças cardíacas certo? Independente do seu peso corporal, o exercício melhora o perfil sanguíneo, aumentando o HDL, o colesterol bom e diminuindo o colesterol ruim, o LDL. Este, é um dos indicadores sanguíneos importantes para a prevenção de doenças circulatórias, como também observa-se uma melhora na sensibilidade a insulina pelas células, o que também contribui para prevenir e até mesmo tratar a diabetes.

3º Exercícios melhoram o humor

A modalidade esportiva que eu mais aprecio, não é o levantamento de peso e sim o levantamento de auto-estima. Os exercícios estimula a produção de endorfina, um anestésico natural, promotor de relaxamento físico e mental. Praticar exercícios regularmente, banham o cérebro com este potencial bioquímico, melhorando a auto imagem, aliviando o estresse e criando um cenário mental positivo.

4º Exercícios turbinam a produtividade

Quantos de nós terminamos o dia, com a sensação de esgotamento mental e físico? O exercício físico, melhora a força e a resistência, aumentando a capacidade física. Este efeito do exercício é transportado para as tarefas profissionais e pessoais, assim a maior capacidade física gerada do treinamento físico, será o alicerce para as atividades físicas, um coração forte, com pulmões eficientes, músculos capacitados e articulações fortalecidas, são promotores de uma mente mais produtiva.

5º Exercícios melhoram o sono

O exercício regular melhora a qualidade do sono, facilitando o adormecer e tornando o sono mais profundo. Dormir, é uma atividade física essencial, é o momento de recuperar o desgaste físico e mental. A qualidade do sono, interfere diretamente na produtividade diária, com um impacto exponencial na saúde. A insônia é avassaladora, ela estimula a grelina, um hormônio que aumenta o apetite, interferindo negativamente do controle do peso corporal, prejudicando a saúde.

Agora, junte tudo isso, imagine você no peso ideal, com a sua saúde cardiovascular ótima, com o humor e auto-estima elevados, sentindo-se menos cansado com as suas tarefas diárias e ainda tendo noites de sonos reparadoras e recarregando a energia, este será mais do que  um cenário favorável para uma vida sexual mais ativa. A atividade sexual, é uma atividade física e a ereção, depende da boa saúde cardiovascular para atingir o seu ápice e de todo o funcionamento corporal para a sua manutenção. “É melhor ter força para levantar do sofá e fazer exercício, do que fazer força para levantar quando for namorar no sofá.” Finaliza Giulliano.

Empecilhos ao crescimento sustentado das cidades brasileiras

em Brasil/Opinião/The São Paulo Times por

Nos últimos 20 anos, o Brasil tem experimentado avanços na questão da sustentabilidade. De um lado, os empresários estão mais conscientes e as empresas, além do lucro, fortalecem sua imagem com ações mais éticas e transparentes, conforme evidencia a crescente divulgação dos balanços socioambientais, relatando a sua atuação politicamente correta.

Foto: Wikimedia
Foto: Wikimedia

Na área ambiental, evoluímos com nossa Constituição de 1988 e inúmeras legislações posteriores sobre o tema. Na área social, milhares de empregos foram criados. Na economia, apesar das intermitências no crescimento, presenciamos, nas duas últimas décadas, um aumento de sete vezes o nosso PIB, passando de 700 bilhões para cerca de cinco trilhões de reais. Desde o Plano Real, o planejamento macroeconômico, orientado pela responsabilidade fiscal e regime de metas de inflação, criou as condições necessárias para investimentos de longo prazo.

No tocante à construção, o conceito do “ambientalmente correto” impulsionou os selos verdes, como o LEED, ACQUA e ISO, que atestam o caráter sustentável de um empreendimento. Eles, proliferaram, tornando-se uma indústria milionária. Exemplo que comprova esta tendência foi a Copa do Mundo. Dos 12 estádios construídos ou reformados, seis foram certificados, o que coloca o Brasil em segundo lugar no ranking dos países com maior número de arenas sustentáveis.

No Plano de Gestão da Sustentabilidade, a Olimpíada de 2016, impôs um plano ambicioso, com investimentos previstos, de R$ 36,7 bilhões, incluindo recursos federais, estaduais, municipais, parcerias público-privadas e capital particular. O exemplo do grande evento esportivo a ser realizado no Rio de Janeiro, que, por sua importância e visibilidade, atrai investimentos específicos, demonstra o quanto é elevado o custo da sustentabilidade.

O mercado imobiliário e setor da construção também têm papel fundamental na sustentabilidade, não somente em prédios ou shoppings certificados, que chegam a custar até 5% a mais, mas em novos bairros e cidades. Nunca foi tão importante o planejamento urbano para a garantia da qualidade da vida. Tal conceito, contudo, nem sempre encontra o merecido respaldo nas políticas públicas de desenvolvimento dos municípios.

Não é sustentável, por exemplo, fazer um prédio na periferia da cidade e exigir que seus moradores gastem horas para ir e voltar do trabalho. Não é sustentável espalhar a cidade, com baixa densidade demográfica, forçando o poder público a levar cada vez mais longe a infraestrutura (água, esgoto, energia, escolas, internet, segurança, transporte e hospitais). Ademais, o espalhamento consome mais terra, impermeabiliza mais o solo e subtrai áreas rurais.

Não é sustentável todo mundo querer legislar sobre o meio ambiente, criando um emaranhado de normas subjetivas, com interpretações divergentes, acarretando insegurança para os investimentos necessários à qualidade da vida no meio urbano e o crescimento econômico. Não é sustentável falarmos sobre meio ambiente planetário, se as pessoas, no dia a dia de seu espaço mais próximo, ainda são submetidas a provas de resistência com um transporte público precário, falta de moradias, escolas, postos de saúde, segurança e insuficiência sanitária.

Além disso, empreendimentos residenciais e de infraestrutura importantes para as cidades têm sua aprovação submetida a uma via crucis desanimadora até para o mais destemido investidor. O custo e os sustos jurídico-burocráticos do Brasil estão impedindo que cheguemos lá. As amarras são muitas e não podemos contar com a bondade e carinho dos estrangeiros com o nosso desenvolvimento. Pelo contrário, cada um está tentando prover a sua suficiência econômica, social e ambiental.

Como o próprio nome diz, países desenvolvidos são aqueles que já fizeram a sua lição de casa. Ou seja, já possuem o necessário em termos de infraestrutura para balizar a qualidade da vida. O Brasil ainda está muito distante dessa realidade. A maior prova disso é termos um ministério dedicado ao combate à fome.

Por Luiz Augusto Pereira de Almeida

Classe C: parcelamentos tornam possível o sonho de uma viagem internacional

em Educação e Comportamento/Opinião/The São Paulo Times por

A máxima de que viajar para o exterior é artigo de luxo já se tornou ultrapassada. A nova classe média, a classe C, tem, cada vez mais, aumentado o consumo de viagens internacionais, favorecida pelo acesso ao crédito, aumento exponencial da renda nacional nos últimos anos, queda dos preços das passagens aéreas e aperfeiçoamento dos programas de milhagens. Essa parcela da população, que compõe um montante de 108 milhões de pessoas no Brasil, gastou mais de R$ 1,17 trilhão em 2013 e movimentou 58% do crédito no país. Diante desse cenário, o mercado de turismo está atento às novas oportunidades, cujo desafio é transformar esses deslocamentos na ampliação de consumo de serviços de turismo.

Foto: Reprodução
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Na cartilha de destinos preferidos por essa classe, Argentina e Santiago despontam como os principais. A América Latina, nosso quintal, é de fácil acesso, tem passagens mais acessíveis (muitas vezes mais baratas que viajar internamente), e a comunicação é facilitada pelo portunhol. Além disso, o câmbio favorável em relação aos vizinhos latino-americanos permite aos brasileiros bancarem uma fama internacional: a de gastadores invictos!

No entanto, com o aumento do IOF (Impostos sobre Operações Financeiras) de 2.38% para 6,38% sobre as operações realizadas com cartões de crédito internacionais, os gastos ficaram mais delicados. Uma solução providencial tem sido os cartões pré-pagos em moedas estrangeiras, os quais possuem um IOF expressivamente mais baixo, além de não cobrar tarifas bancárias e juros associados ao saque em espécie no cartão de crédito.

Outra prerrogativa ao gasto consciente do consumidor da nova classe média, cuja renda per capita varia entre R$ 320 a R$ 1.120 (nos termos estabelecidos pela Serasa Experian), a fim de que não se comprometa um montante pesado ao seu bolso, é a facilidade na forma de pagamento. É mais especificamente nesse quesito que as agências de turismo tem investido pesado. A fórmula dos pacotes mais populares entre esse público é o de poucos dias de viagem, com preços menores e flexibilidade de pagamento. Um perfil que identifica a agência Encontre Sua Viagem.

Há mais de 10 anos no mercado, a marca Encontre Sua Viagem, associada à empresa Shopturismo, garante o menor preço do mercado e oferece parcelamentos que chegam a 24 vezes. Além disso, tem iniciado expansão através da modalidade de quiosque, focando pontos comerciais que atendam às classes B, C e D.

O engajamento da classe C na busca por experiências culturais tem se revelado também no seu maior conhecimento e preocupação financeira. Isso soa, também, a um maior comprometimento dos estudantes nas viagens internacionais, cujos intercâmbios estudantis aumentaram 683,6%, de 2003 a 2014. A perspectiva tem um quê de oportunidades não só para o turismo como para a economia nacional, como um todo.

Por Henrique Mol

Gestão de restaurantes: como fazer?

em Negócios/Opinião por

A administração de um restaurante, ou mesmo de vários não é uma tarefa simples e muito menos fácil de ser feita. A maioria que se aventura neste segmento não tem ideia das inúmeras obrigações e tarefas diárias, semanais e mensais que se deve gerir para que o negócio dê certo.

Foto: Reprodução
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Muitos começam pela paixão, sem mesmo ter feito um bom plano de negócio ou mesmo ter colocado no papel um orçamento, com as diretrizes a se seguir, por isso, acabam se afundando em controles e mais controles e acabam não descobrindo o que de fato está errado.

O planejamento do negócio, a escolha do ponto bem como o devido controle e gestão é fundamental para o sucesso. Nesta área muitas vezes mesmo com margens boas de vendas, o negócio naufraga pois o controle de custos está sendo negligenciado ou mesmo é desconhecido de fato.

O fato é que sem uma boa gestão de compras e do financeiro, é muito difícil ter sucesso neste segmento, pois hoje é quase impossível repassar para o cliente as ineficiências operacionais ou má gestão de custos.

O Mercado movimenta algo com 116 bilhões, possui 2 milhões de bares e restaurantes, tem 6 milhões de empresas que atendem o setor e empregam 780 mil profissionais.
Quando falamos de custos a pergunta e quais os percentuais para cada grupo de custos, sendo estes muito difíceis se obter um consenso, porém com base em informações de mercado podemos ver abaixo os percentuais médios por categoria:

13% impostos (ICMS, PIS-COFINS, IRPJ, Imobiliário, Trabalhista);
35% custo de mercadoria;
22% com mão de obra;
8% custo de ocupação (aluguel, IPTU, condomínio, fundo de promoção, etc.).

Se analisarmos os números acima, vamos perceber que 78% do negócio seria custo, ou seja, trabalharíamos com uma margem de 22% bruta.
Vejamos. Se um pequeno negócio faturasse R$ 100.000,00 reais mês, deveria ter custos na ordem de R$ 78.000,00 e daria um resultado bruto de R$ 22.000,00.

Porém não é incomum o custo de ocupação passar de 10 a 12% por conta da localização do ponto, ou seja, somente este item pode estar comendo 4% do negócio, o que faria cair de 22 para 18%.
Se o custo da mercadoria passar de 35% para 40% por conta de desperdício, descontrole ou perda de mercadoria, faria cair de 18% para 13%.

Então o que podemos observar é que sem um bom controle de custos o negócio pode sofrer de um mal maior que a falta de vendas a falta de gestão ou de planejamento que pode matar o negócio mesmo que tenha vendas.

Dicas simples para fazer com que seu negócio cresça e dê resultados:

Custo de mercadoria vendida – Este é um item que precisa ser avaliado periodicamente, caso contrário, não há como assegurar os níveis adequados de lucratividade.
Com um bom monitoramento da evolução do custo de compra é possível saber se a margem está ou não dentro do mínimo necessário para garantir o negócio.
Somente com a aplicação da ficha técnica e possível atualizar o custo de produção de uma receita, mantendo o registro da inflação interna de insumos e assim para cada produto de venda.

Perdas e desperdício – Através das informações de estoque dos produtos consumidos na loja versus o consumo do teórico (ficha técnica), e possível se analisar o índice de aproveitamento gerando o desperdício ocorrido diariamente na operação.
Monitorando-se de forma adequada essa informação é possível corrigir as eventuais falhas da operação e, consequentemente, aumentar suas taxas de rentabilidade.

Acompanhamento de evolução de vendas e gastos diários – Numa rede de restaurantes ou mesmo num único restaurante, nem sempre o aumento nas vendas indica mais lucros para o negócio.
Para que o desempenho seja positivo, é preciso considerar também o quanto foi gasto para manter a operação. Daí a importância de se trabalhar com as informações, mantendo o registro histórico das vendas, número de clientes atendidos e ticket médio diário, assim como o desempenho de vendas por produto.

Os aspectos financeiros são importantes no todo, pois eles são a efetivação do resultado no caixa da empresa. É preciso manter vários controles para garantir que a operação e lucrativa. É preciso:

Casar os pedidos de compra com as DANFE e validar as mercadorias entregues;
Conciliar as contas bancárias por meio da importação dos extratos;
Conciliar as vendas e recebimentos por meio de cartão de crédito/debito diretamente com os arquivos recebidos das operadoras;
Ter o fluxo de caixa por loja e consolidado;

Elaborar orçamento financeiro com base no orçamento de vendas por loja
O resumo e que sem um bom controle é uma boa gestão administrativa e financeira o negócio pode se tornar um prato indigesto.

Por Marcelo Gallo 

Casas: como anda esse mercado com o boom de apartamentos?

em Negócios/Opinião por

As pessoas que olham o mercado imobiliário em busca de casas estão atrás de várias coisas. Geralmente, querem um espaço mais amplo para a família, em especial para as crianças brincarem, além de ficar de olho em mais privacidade, já que não é preciso compartilhar o elevador (ou a garagem) com os vizinhos. Quem quer um apartamento, por outro lado, está de olho na segurança e na praticidade. Isso sem falar que os custos de manutenção de apartamento são compartilhados por todos do prédio via condomínio.

Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

Ou seja, há público para os dois tipos. Com a explosão de lançamento de prédios por conta do boom no mercado imobiliário (e a política de financiamento facilitada do governo), esses imóveis – apartamentos e casas – apresentam realidades bem diferentes, especialmente nas grandes cidades. A cidade de São Paulo, por exemplo, viu, apenas nos últimos cinco anos, 1 mil novos prédios residenciais serem erguidos. A verticalização agressiva foi um movimento que aconteceu de maneira semelhante nas grandes capitais.

Entretanto, o boom de apartamentos novos parece estar diminuindo. O ano de 2014 fica marcado por uma tendência diferente. O crescimento da economia abaixo do esperado pressionou os preços dos apartamentos novos, que vinham subindo muito acima da inflação, e as construtoras começaram a se mexer para não ficar com unidades paradas. As construtoras começam a apostar agressivamente em liquidações de imóveis. Para se ter uma ideia, a capital paulista lançou 2,1 mil unidades habitacionais em agosto, um recuo de 30% em relação ao ano anterior.

E o que isso significa? Com menos novos no mercado, a tendência é de uma estabilização dos preços dos mais antigos. Alguns especialistas defendem até valores menores, o que pode ser especialmente interessante para os clientes que buscam morar em regiões mais centrais, próximas das estações de Metrô ou avenidas nas grandes capitais.

Do outro lado, as casas também aproveitaram o aumento na procura de imóveis e viram seus preços subirem exponencialmente. É possível dividir as casas basicamente em dois modelos: no primeiro, ficam as que sobreviveram ao processo de verticalização em bairros com bom preço de metro quadrado e que são vendidas por altos valores, enquanto outras, mais afastadas, podem ser compradas por valor menor e podem ser uma boa pedida para quem quer mais tranquilidade – embora a questão da segurança pode dar dor de cabeça.

Pegando o bairro mais valorizado de São Paulo, a Vila Nova Conceição, onde a média do metro quadrado é de 14,2 mil reais, os interessados por uma casa dificilmente vão desembolsar menos de um milhão de reais por ali. E quando falamos em mansões (casas com mais de mil metros quadrados e bem localizadas), o preço sobe a um outro patamar. Em oito grandes estados brasileiros, comprar esse tipo de imóvel exige uma quantia entre 8 e 20 milhões de reais.

Contudo, sabemos que o mercado imobiliário não vive só de compra e venda. A locação de imóveis também é forte e pode ser uma opção para quem não quer investir muito dinheiro para adquirir uma residência. E nesse caso, a vantagem fica com as casas (pelo menos para os proprietários). De acordo com o último levantamento do Sindicato da Habitação de São Paulo (SECOVI-SP), de setembro de 2014, as casas vagas são alugadas mais rapidamente. A velocidade média para que elas sejam alugadas é de 15 a 35 dias, contra um período de 21 a 43 dias para ocupação de apartamentos.

 

Por Germano Leardi Neto

O vírus mortal da descapitalização

em Negócios/Opinião por

A gestão financeira corporativa deve seguir a seguinte ordem de decisões e ações: 0 – Definição de risco aceitável pelos acionistas; 1 – Estabelecimento da estrutura de capital; 2 – Busca de recursos; 3 – Aplicação / uso dos recursos; 4 – Avaliação dos resultados; 5 – Revisão crítica da estrutura de capital. Chamo esta sequência de “PDCA em finanças”, inspirado no processo de melhoria contínua da Qualidade. Apesar de lógico, óbvio, cartesiano, inquestionável e com absoluta sustentação teórica, esse ordenamento estratégico e tático financeiro é pouco praticado.

Foto: Reprodução
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Para início de conversa, poucos são os acionistas que dedicam tempo para analisar e definir considerações de risco, o que é uma bomba de nêutrons num mundo dinâmico e volátil como o atual. O pior é que grande parte não tem capacidade técnica para fazê-lo, geralmente, por não terem visão panorâmica. Isso ocorre mesmo entre os que são profundos conhecedores da operação do seu negócio.

Em paralelo, por desconheceram a dinâmica do fluxo de dinheiro dentro de uma empresa, não dão importância à adequação da estrutura de capital. Agem iludidos pela simplória noção acadêmica de que o custo do capital próprio excede o de terceiros. Por isso, acham melhor pedir emprestado do que aportar recursos, quer disponíveis, quer representados por ativos desimobilizáveis. Agem assim por esquecerem duas coisas: primeiro que o excesso de endividamento levará o custo do capital de terceiros a patamares superiores aos do próprio;

Segundo que, embora o capital social e os empréstimos sejam contas passivas, estes últimos são representados por uma nota promissória com data de pagamento em dinheiro de principal mais juros. Já o capital social é representado por uma cautela de ações resgatáveis apenas na eventual liquidação da companhia, caso dela sobre algo. Dessa forma, é passível de dividendos apenas se houver resultado. É uma diferença estratosférica, que é esquecida pela maio ria, inclusive entre acadêmicos.

A descapitalização também advém de uma insensibilidade com relação aos efeitos operacionais do moderno mundo dos negócios. Custos financeiros eram pouco relevantes na época em que custos e despesas eram embutidos no preço de venda e, portanto, bancados pelos consumidores. A concorrência derreteu tudo isso. Focar e buscar eficiência tornou-se mandatório para sobrevivência e, no que se refere a dinheiro, trouxe de volta a milenar máxima de que “o retorno deve ser maior do que o custo”. Por isso, não cabe mais a antiga prática de “recursos próprios são para imobilizar e capital de giro quem dá é o banco”. O mercado está cheio de patrimonialistas que passam por recuperação judicial ou que estão falidos.

A vida dos endividados é ainda mais difícil na medida em que sua solução passa por dois caminhos alternativos que os empresários de olho no espelho retrovisor têm enorme dificuldade de trilhar. Por um lado, deveriam enxergar e eliminar o excesso de ativos (recebíveis, estoques, permanente etc) e de custos, mas não o fazem por incapacidade ou falta de vontade de rever seus processos e atos. Fazer isso é mexer num abelheiro real ou mental. Existe a alternativa de atrair capital de novos sócios, mas aí esbarram em barreiras culturais e comportamentais ligadas ao ego, à diluição de controle, ao partilhamento de poder e à divisão de lucros, mesmo que eles sejam maiores. Tudo ilógico e letal, diante da imprescindibilidade de um mundo que muda e que mata os infectados pelo vírus da descapitalização.

 

Por  Telmo Schoeler

Trate seu coração com respeito

em Opinião/Saúde & Bem-estar por

O prezado leitor deve ouvir frases como essas com frequência:

  • É bobagem, passa logo: esse remedinho cura tudo!
  • Toma isso, é tiro e queda!
  • Tenho uma receita que não falha, é da minha avó!
  • Tomei uma vez, fiquei novo de novo. Um milagre!
  • Conheço uma simpatia…
  • Experimente e me diga: não tem erro!

Faz parte da cultura do brasileiro se automedicar ou indicar receitas diante de sintomas que imagina conhecer desde criancinha. Ele se sente, antes de tudo, solidário – ou então é um hipocondríaco de carteirinha. Não só conhece os sintomas, como já entra na primeira farmácia para bisbilhotar a prateleira.

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O que não sabe é que pode estar entrando num labirinto, em caminhos muito perigosos para a saúde, que podem até encurtar a sua vida. Exemplos de alguns sintomas que população trata com incrível intimidade:

Dor no ombro é torcicolo na certa – basta virar a cabeça e o pescoço trava. Uma pomadinha resolve, mas as pessoas aconselham a trocar o travesseiro. Essa dor também pode ser causada por uma bursite – e dá-lhe inflamatórios, compressas. Benzedeira, dizem, apressa a cura.

Dor nas costas: imediatamente associada à coluna. As pessoas então lamentam a má postura, jeito de caminhar, de se sentar, falta de exercícios. Prometem procurar um ortopedista, mas vão levando.

Dor na mandíbula: o ato de mastigar envolve vários grupos musculares, ligamentos, articulações, ossos e a arcada dentária. Tudo deve funcionar de forma harmônica; se há desequilíbrio nesta região – ao morder, bocejar, abrir muito a boca -, a dor é irradiada para qualquer ponto da face, ouvido, pescoço ou nuca, com frequentes dores de cabeça. O dentista resolve, dizem: isso é verdade, mas nem sempre.

Dor no estômago: de tão comum, nem chama mais a atenção. Pessoas com azia constante já andam com pastilhas no bolso. Se piorar, direto no Omeprazol. Só pode ser gastrite, úlcera, produtos do estresse do dia a dia…

Dor no braço esquerdo é velha conhecida dos brasileiros: direto para o hospital, pois pode ser indicação de infarto.

O que o brasileiro talvez não saiba é que todas as dores descritas acima podem ser também sinais graves de anomalias no coração. Qualquer incômodo do tórax para cima merece uma séria investigação. Portanto, antes de se automedicar ou indicar algo a parente ou amigo, recomende uma visita ao cardiologista.

Pode ser bem mais grave do que se imagina à primeira vista. E vale lembrar o caso de um brasileiro famoso, o jornalista e escritor Paulo Francis: tratava uma bursite, quando morreu de infarto. Estava com as artérias tomadas por placas.

Esse é um exemplo, mas são milhares de casos parecidos, pois nem todas as pessoas tratam bem de seu coração. Essa máquina vital para nossas vidas costuma ser maltratada desde a infância; sofre em silêncio, até que um dia explode. Não espere chegar esse momento.

Manter o coração saudável é uma tarefa que exige dedicação em tempo integral. Não é tão difícil mantê-lo em bom estado de funcionamento, desde que se tome precauções. Por exemplo:

Genética – Caso alguém da família tenha histórico de doenças cardíacas, procure um médico para um check-up – é fundamental. Alguns exames conseguem mensurar como está a saúde cardíaca e até mesmo prevenir um evento cardiovascular, que pode ser fatal.

Diabetes – atinge cerca de 10% da população brasileira. É um dos fatores de risco cardiovascular, pois ajuda a formar placas de gordura nos vasos, o que resulta em bloqueio que leva ao infarto. É preciso uma dieta saudável e tomar os medicamentos receitados pelo médico para controlar a doença.

Hipertensão arterial – pressão alta é silenciosa, praticamente sem sintomas. Com o tempo, lesa os rins; o coração faz muito esforço para trabalhar, hipertrofiando e, posteriormente, dilatando. Aferir a pressão com frequência, controlar o sódio e tomar os medicamentos prescritos por um cardiologista mantém a pressão dentro do padrão. Em alguns casos de pressão alta, há palpitação, dor de cabeça, cansaço e tontura.

Tabagismo – quem fuma pode tirar alguns anos da própria vida por algo evitável. O cigarro aumenta a chance de infarto e é a uma das principais causas de morte em todo o planeta. Cerca de 20% delas ocorrem por eventos cardiovasculares. Os fumantes passivos também podem desenvolver doenças cardíacas.

Colesterol Alto – quando há muita gordura no sangue, pode entupir as artérias, uma das causas principais da aterosclerose, que leva ao infarto. Ter uma dieta balanceada, sem excesso de gorduras saturadas e zero de gorduras trans, ajuda o corpo a se defender. Atividade física ajuda a aumentar o colesterol bom, responsável por limpar a gordura ruim do corpo.

Estresse – os hormônios do estresse – adrenalina e cortisol – também lesam o corpo silenciosamente. Um dos problemas: aumento da pressão arterial, o que acarreta problemas cardíacos e renais. Procurar atividades relaxantes e controlar mais as próprias emoções ajudam a reduzir o estresse. Além disso, dormir bem é importante para a redução do que pode ser chamado de mal do século.

Má alimentação – a base de um bom funcionamento do organismo vem da comida. Alimentar-se saudavelmente, com um cardápio que inclua frutas, verduras, legumes e grãos, fornece o que o organismo precisa para manter todas as funções em perfeita ordem. Excesso e consumo frequente de muito sal, frituras e alimentos muito gordurosos não combinam com um coração saudável.

Sedentarismo – cada vez menos se faz exercícios físicos, principalmente em grandes cidades. No entanto, a atividade física pode reduzir colesterol, diminuir a pressão arterial, aumentar a capacidade cardiorrespiratória, trazer bem-estar, reduzir o estresse etc. Há inúmeras boas razões para se mexer mais. Mas quem pensa em praticar esportes ou fazer academia, precisa antes consultar um cardiologista para avaliar a condição antes do esforço.

Ao final das contas, nada como prevenir – este é o melhor dos remédios para toda a vida.

Por Américo Tângari Jr

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