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Política - page 11

Tropas ocidentais abandonam Afeganistão e deixam na mão dos traficantes

em Mundo/Política por

Depois de 13 anos de guerra, as tropas ocidentais vão se retirar do Afeganistão. Deixam para trás um inimigo invicto, de um governo instável, corrupto e só nominalmente democrático.

O Ocidente está cortando o verdadeiro custo de guerra para os próximos anos, mas não só pelo dinheiro e sangue derramado, e sim, por causa de uma epidemia de heroína que está varrendo o mundo, impulsionada pela enorme produção de ópio no Afeganistão.

De acordo com um recente relatório das Nações Unidas, a produção de drogas no Afeganistão cresceu 50 por cento. Os lucros do ópio afegão totalizaram 68 milhões de dólares, e menos de 10 por cento permanecem no Afeganistão, disse Jean-Luc Lemahieu, chefe do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC).

Ao mesmo tempo, as taxas de vício em heroína estão subindo nos Estados Unidos. Em dezembro, o procurador-geral de Ohio, Mike DeWine advertiu que “uma epidemia de heroína se aproveitou do estado destruindo a nossa juventude”.

Os países que invadiram o  Afeganistão em 2001 se perguntam: Será que realmente gastamos duas vezes mais tempo e dinheiro para combater a Segunda Guerra Mundial ou, apenas fizemos o Afeganistão ser um pais seguro para os agricultores de papoula transformarem crianças suburbanas em viciados?

Em 2008, no final do segundo mandato do presidente George W. Bush, um enviado especial dos EUA para Cabul, Richard Holbrooke, escreveu: “é essencial quebrar o narco-estado do Afeganistão, ou tudo falhará”. Então, por que uma missão que começou com a intenção de reconstruir a economia destruída pela guerra do Afeganistão e quebrar o tráfico de drogas chega ao fim com a produção de ópio em níveis recordes?

Parte da resposta é que a Força Internacional de Assistência à Segurança (ISAF), liderada pelos EUA no Afeganistão – não consegue fornecer aos agricultores de ópio afegão uma outra alternativa de fonte de renda.

Desde 2001, o governo dos EUA gastaram mais de US$ 6 bilhões para reduzir a produção de ópio, incluindo programas de erradicação de culturas e subsídios para cultivos alternativos. Isso claramente não foi o suficiente: O ópio é cinco a seis vezes mais lucrativo do que outras culturas, de modo que os incentivos – ou penalidades – tem que ser enorme para desencorajar eficazmente o cultivo de papoula. Os agricultores podem ganhar até US$ 203 por quilo de ópio colhido, de acordo com o UNODC. E, apesar de mais de US$ 100 bilhões gastos em serviços sociais no país durante o mesmo período, o Ocidente não conseguiu construir algo semelhante a uma economia afegã real.

“Este ano mais afegãos são dependentes da renda de heroína do que do trigo”, diz Ahmed Rashid, autor do livro best-seller Taliban. “O Ocidente não vai ganhar esta guerra” – disse ele.

O medo do futuro criou um incentivo adicional para os agricultores afegãos aumentarem a produção. “Uma das principais razões para o crescimento do cultivo de papoula no Afeganistão é a incerteza dos agricultores em relação ao país depois de 2014”, disse Angela Me, chefe do departamento de pesquisa e análise de tendências do UNODC.

A situação não é susceptível de melhorar. “Nos anos anteriores, vimos que o ópio é cultivado onde não há controle territorial por parte do governo”. Quanto menos controle do governo, mais ópio” – afirma Angela Me.

Embora o novo exército afegão e da polícia tenha alcançado o número de 350 mil, 80 por cento deles são analfabetos, e a taxa de abandono anual se aproxima de 20 por cento. Antes da invasão não havia nenhum exército ou polícia, somente a milícia Talibã. A força conjunta de treinamento dos EUA-OTAN com menos de 10 mil tropas ocidentais podem ficar, mas vai causar um debate caloroso entre Washington e o presidente afegão, Hamid Karzai.

O Talibã também está lucrando com o comércio de heroína. Agora, os talibãns tornaram-se mais pragmáticos, ficando do lado dos agricultores de ópio, cujas plantações foram destruídas por programas ocidentais de eliminação da droga.

É também um bom negócio: De acordo com o relatório da ONU, o Talibã cobra um imposto de 10 por cento do ópio nas áreas que controlam. No ano passado, a área total direcionada para a eliminação da papoula caiu em um trimestre, enquanto a terra para cultivo de papoula aumentou 36 por cento.

O governo de Cabul não parece interessado em lutar contra a produção de ópio ou  contra o Talibã. Karzai acusou publicamente os Estados Unidos de trabalhar com os talibãs para realizar ataques de bombardeio, e declarou que se uma guerra eclodir entre os EUA e o Paquistão, ele ficaria do lado do Paquistão.

Muitos funcionários afegãos são traficantes de drogas, usando as propinas para o enriquecimento pessoal e para financiar campanhas eleitorais nas próximas eleições nacionais. “A corrupção do governo Karzai é o segredo desagradável que a administração (EUA) prefere não enfrentar”, disse um ex-assessor sênior dos EUA no Afeganistão, que não está autorizado a falar sobre o assunto. “Muitos funcionários estão fazendo um monte de dinheiro em algum lugar”, disse ele.  Segundo os relatórios do The New York Times, até mesmo o irmão de Karzai, Ahmad Wali Karzai, está ligado ao tráfico de drogas.

Enquanto isso, são os países mais próximos ao Afeganistão que estão sofrendo mais com a onda de heroína. “O Afeganistão produz 90 por cento da heroína do mundo, com quase metade da sua produção canalizada através do Paquistão, que acaba indo para a Europa ou Ásia, escondida em contêiner embarcados a partir de Karachi”, relata o UNODC.

O Paquistão tem quase 1 milhão de usuários de heroína, metade usam agulhas. A ONU calcula que quase 30 por cento dos viciados paquistaneses que injetam heroína são HIV positivo – uma das mais altas taxas do mundo, acima dos 11 por cento em 2005.

“O Paquistão é um país de transição, mas também se tornou um consumidor”, diz Cesar Guedes, que dirige o escritório Paquistão da UNODC. “Parte desta droga (colheita)permanece no país, não porque é um mercado lucrativo…mas porque os traficantes pagam em dinheiro e em espécie, criando um mercado local”.

Os russos são os mais viciados em heroína, superando qualquer população do mundo. A partir de 2012, teve 5,5 milhões de viciados em drogas, 60 por cento a mais que uma década atrás, e quase 10 vezes a mais do que nos Estados Unidos, que registrou 669 mil usuários em 2012 , contra 373 mil em 2007.

Cerca de 30 mil russos por ano morrem por causa dos efeitos colaterais da heroína, e, mais de 120 mil são presos por crimes relacionados a droga. Nas cidades de Tula, Yaroslavl, Samara e São Petersburgo, as mortes por heroína e AIDS duplicaram ou mesmo triplicaram ao longo dos últimos dois anos, de acordo com organização não-governamental – país sem drogas. Na maior parte do mundo, a AIDS é sexualmente transmissível – na Rússia 80 por cento adquirem a doença por compartilhamento de agulha.

Nos EUA, o pequeno pacote de heroína em pó, que é aproximadamente um décimo de uma grama, custa US$ 20, de acordo com Chuck Boyer, coordenador da unidade da Força-Tarefa Antidrogas Seneca County – METRICH Enforcement Unit em Ohio.

O preço em Moscou costumava ser baixo, mas cresceu consideravelmente, já que a demanda aumentou. “Na Rússia, as entregas de heroína (do Afeganistão) dão luz a demanda. Os maiores crescimentos de entregas de heroína foram em 1997 e 1998 e em 2003 e 2004 – quando a maioria das pessoas se tornaram viciadas. Em 2004 podia comprar uma dose em qualquer lugar por US$ 5, e hoje o custo vai de US$ 27 a US$ 45”, disse Yury Krupnov, diretor do Instituto de Moscou de Demografia, Migração e Desenvolvimento Regional.

As autoridades russas estão começando a ver a heroína como uma emergência nacional. “A Rússia está pagando um preço bem mais alto do que qualquer outro país”, disse Krupnov. Ivanov, um amigo próximo ao presidente Vladimir Putin, tem um plano agressivo – para equiparar oficialmente o narcotráfico com o terrorismo, com as correspondentes sanções legais.

“A única maneira de resolver verdadeiramente o problema é torná-lo uma prioridade no direito internacional”, disse Ivanov, que viajou para o Afeganistão, Paquistão, China e América Latina para empurrar um plano de erradicação de drogas, conhecido como Rainbow- 2.

“A economia da droga é quase tão grande como o gás ou óleo. Vamos fazer alguma coisa sobre isso. O comércio de drogas é, obviamente, uma ameaça para a vida humana, a saúde, e também a segurança do Estado. Os cuidados devem ser classificados como uma ameaça à segurança global, assim como o terrorismo ou a pirataria”.

Infelizmente para Ivanov, o clima nas Nações Unidas contra as drogas não é tão favorável. Em setembro, o jornal The Observer britânico publicou documentos da ONU que mostraram profundas divisões internacionais sobre a guerra global contra as drogas.

Muitos países tratam o consumo de drogas como um problema de saúde pública. Vários países já abandonaram a proibição, Portugal efetivamente descriminalizou todo o consumo de drogas em 2001, e no mês passado, o Uruguai legalizou a maconha.

O plano de Ivanov é a erradicação da papoula – a colheita agressiva. “Temos que destruir os estoques de cada agricultor, cada laboratório”, diz Ivanov. “Temos que matar o dragão em sua caverna”.

Mas erradicação em larga escala já não é politicamente possível no Afeganistão. Nestes últimos dias de missão da ISAF, há chance zero de que o esforço esteja sendo intensificado. Atuais esforços de erradicação da papoula se tornou tão inútil como “utilizar pás para limpar a neve da Sibéria”, disse Alexei Milovanov, representante da Rússia na erradicação da droga em Cabul.

“Eu não posso ver uma conclusão bem sucedida para os desafios que afetam o Afeganistão, se eles não incluírem o progresso e avanço em termos de drogas ilícitas e abuso de drogas”, disse William Brownfield, Secretário Adjunto de narcóticos internacionais e aplicação da lei do Departamento de Estado. Mas a verdade é que o Ocidente tem pouca influência sobre o regime de Karzai.

O Ocidente realmente está pronto para deixar o Afeganistão como um narco-estado falhado, com políticos ligados a traficantes? Muitos políticos norte-americanos estão indignados com a perspectiva.

“Existe pouco produto do tráfico de drogas no Afeganistão, pois a heroína é efetivamente consumida nos Estados Unidos”, disse a senadora Dianne Feinstein. “A maioria da heroína consumida aqui é originária do México e da Colômbia. Simplificando, o comércio ilícito de drogas do Afeganistão financia atividades terroristas do Talibã. A guerra contra o Talibã está longe de terminar”.

Obama não tem outra escolha a não ser abandonar o Afeganistão para os traficantes. Não existe qualquer coisa que o Ocidente possa fazer em relação a eles, mesmo que quisesse.

As forças da ISAF abandonaram a erradicação e, ao mesmo tempo, diplomatas ocidentais não conseguiram chegar a qualquer tipo de compromisso com o Talibã. “Infelizmente, os EUA é menos potente e eficaz do que muitos pensam”, diz Rubin.

Karzai precisa fazer um acordo com o Talibã para sobreviver, e os talibãs têm adotado o papel de defensor dos agricultores de ópio. Muitos dos principais apoiadores de Karzai, especialmente nas áreas dominadas por Helmand e Kandahar, estão profundamente envolvidos no tráfico de drogas.

Parece que o Ocidente precisa aceitar uma verdade inconveniente: ao mesmo tempo que a heroína causa estragos na vida de jovens, o ópio é a sobrevivência do governo de Karzai.

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Entra em vigor a nova lei anticorrupção

em Brasil/Política por

Norma que responsabiliza empresas por atos contra a administração passa a valer a partir de 29 de janeiro.

 A nova Lei Anticorrupção brasileira entra em vigor no dia 29 de janeiro. Com isso, as empresas passarão a responder em casos de atos ilícitos praticados contra a administração pública. A regra prevê, entre outras penas, multas de até 20% do faturamento bruto para as empresas que infrinjam seus dispositivos. Para o advogado Giovanni Falcetta, do Aidar SBZ Advogados, a lei é um grande avanço.

A lei estabelece também o perdimento dos bens, direitos ou valores provenientes da infração, a proibição de receber incentivos, subsídios, subvenções, doações ou empréstimos de órgãos públicos e instituições financeiras controladas pelo governo, a suspensão ou interdição parcial das atividades e até mesmo a dissolução compulsória das pessoas jurídicas que praticarem algum dos atos ilícitos contra a administração pública nacional ou estrangeira. “As penas são pesadas e rigorosas, o que mostra que vai mudar a forma de fazer negócios no País”, afirma Falcetta.

A nova norma incentiva ainda a criação de mecanismos que fortaleçam as boas práticas dentro das organizações, como é o caso da implementação de programas efetivos de compliance, capazes de prevenir, detectar, remediar e punir condutas ilícitas, o que pode até reduzir as penalidades.

O dia em que Obama poderia ter sido assassinado

em Mundo/Política por

Amado por uns, odiado por outros, Barack Obama, presidente dos Estados Unidos, poderia estar…morto. Isso mesmo! De acordo com o Serviço Secreto dos EUA, o órgão prendeu Elwyn Nels Fossedal, de 81 anos, no Estado de Wisconsin, por supostamente ter feito ameaças de querer matar o presidente americano em uma estação dos correios, em Richland Center.

A acusação contra o homem de 81 anos tem como base documentos judiciais federais divulgados. Conforme um depoimento, Fossedal estava na estação de correios em Richland Center e teria dito algo como: “Se o presidente Obama estivesse aqui, eu iria atirar nele e matá-lo agora”. Fossedal foi interrogado por agentes do Serviço Secreto, que disse que não iria se retratar e repetiu as ameaças, no entanto, usando palavras diferentes, além de fazer várias ameaças adicionais ao presidente Obama.

Durante a investigação, as autoridades federais descobriram que a esposa do acusado, que tinha 57 anos, morreu recentemente e os investigadores acreditam que ele estava substituindo a sua dor da perda com a raiva. Um agente do Serviço Secreto, que escreveu o depoimento, disse que “essa é a provável causa para acreditar que Fossedal foi conscientemente ameaçar o presidente dos Estados Unidos”.

O acusado foi levado ao tribunal federal e em apenas 15 minutos o mandato de prisão foi expedido. De acordo com o Smoking Gun, Fossedal faz parte do movimento que diz que Obama não nasceu nos EUA e descobriu também que ele é fã de uma rádio conservadora que pede que Obama seja acusado sobre o Affordable Care Act.

© 2013, IBTimes

Luto: o mundo dá Adeus a Nelson Mandela

em Mundo/Política por

Por Maíra Hirose

No dia 05 de dezembro, o mundo se despediu do ex-presidente sul-africano Nelson Rolihlahla Mandela, que faleceu aos 95 anos, em sua residência em Johannesburgo. Ele, que deixou o hospital em setembro deste ano, após passar 87 dias internado para tratar uma infecção recorrente nos pulmões, estava em casa e morreu ao lado de familiares.

A notícia provocou comoção mundial, principalmente no povo sul-africano, que foi às ruas para prestar a última homenagem ao Mandela. Ele se tornou figura de destaque em todo o mundo pelo impacto de sua trajetória política e humanitária, que lhe rendeu o Prêmio Nobel da Paz em 1993.

Mandiba, como era conhecido, foi um dos principais nomes na luta contra o Apartheid – sistema de segregação racial que perdurou na África do Sul até 1992. Causa que o fez ser mantido preso por 27 anos (de 1964 a 1990), sob acusação de conspiração contra o governo sul-africano.

O grande marco de sua história e do povo sul-africano aconteceu em 1993, quando Mandela se tornou o primeiro negro e também o homem mais velho a assumir a presidência do país, na primeira eleição multirracial da África do Sul. E o mais impressionante é que a transição para a democracia sob sua liderança se deu de modo expressivamente ordeiro, algo considerado por muitos “impossível”.

Considerado como “o homem que uniu uma nação”, é inegável o exemplo que Mandela deu ao mundo. Ele foi bem-sucedido em um ponto no qual muitos falharam, visto que como político e presidente, ele uniu seu país e apesar da raiva acumulada ao longo de anos por uma maioria negra, nenhuma guerra civil foi iniciada.

 Alguns dos legados de Mandela 

“Educação é a arma mais poderosa que podemos usar para mudar o mundo”

“O que conta na vida não é mero dado de que estamos vivos. A diferença que fazemos na vida dos outros é que irá determinar o significado da vida que levamos”

“Eu aprendi que coragem não vem em um momento de ausência do medo, mas no triunfo sobre ele. Um bravo homem não é aquele que não sente medo, mas aquele que o controla”

“Em meu país, nós vamos para a prisão primeiro e depois nos tornamos presidente”

“Uma boa caneta pode nos fazer lembrar de momentos felizes em nossas vidas, trazer idéias nobres em nossas covas, nosso sangue e nossas almas. Ela pode transformar tragédia em esperança e vitória”

O Mandela pelas autoridades mundiais 

“O exemplo deste grande líder guiará todos aqueles que lutam pela justiça social e pela paz no mundo” – Presidente Dilma Rousseff

“Madiba foi uma figura singular no cenário global, um gigante da justiça e uma fonte humana de inspiração” – Ban-Ki-Moon, Secretário Geral da ONU

“Mandela não pertence a nós, pertence à história. Eu sou um dos milhões que se inspiraram nele” – Barack Obama, Presidente dos EUA

“Imensa angústia e profunda tristeza pelo falecimento de um dos maiores filhos da nossa gente” – Thabo Mbeki, ex-presidente da África do Sul

 “Ele era um grande pacificador, um homem especial nesse sentido” – Frederik Willem De Klerk, último presidente da África do Sul durante o Apartheid

© 2013, The São Paulo Times.

Ataques MITM podem sequestrar a sua internet

em Mundo/Política/Tecnologia e Ciência por

Apesar dos avanços tecnológicos, cotidianamente, se vêem ou ouvem histórias de ataques de hackers. Até os sites mais seguros não estão imunes a eles. Por exemplo, um simples acesso, que pode ser de apenas alguns minutos, para se ler notícias, verificar o Facebook, realização de serviços bancários online, transferências de fundos para contas diferenciadas, pagamento com cartão de crédito ou de contas se serviços públicos, pode “abrir portas” para que alguém intercepte seus dados.

Recentemente, um grupo de Internet publicou um relatório no qual se verificou um “aumento de seqüestro na rota com redirecionamento de tráfego”, conhecido popularmente como ataques “Man-in-the-Middle” (MITM) ou interceptador de comunicação. Como ele funciona? Simples, basta alguém abrir uma página web para ter seus dados enviados através de um servidor ISP para o servidor host do site, chamando o site para exibição.

Na verdade, um ataque MITM interpõe um terceiro computador entre o servidor do ISP e do servidor host do site , filtrando as informações entre os dois. E detalhe, o computador “Man-in-the-Middle” pode fazer uma série de coisas com essas informações, como, por exemplo, ele pode apenas roçar a informação, ler e fazer o download dos dados para a coleta de inteligência; ele pode sequestrar o tráfego e enviá-lo para o outro lado do mundo em Moscou antes de enviá-lo de volta; ele pode interromper o tráfego e substituir o site solicitado com um de seu próprio gosto.

As implicações desta pode ser menor ou grande, variando muito, indo desde o redirecionamento do usuário para um anúncio do site ou redirecionamento para um site de banco falso, com um layout idêntico ao site do banco solicitado. Mas esses hackers não podem ser os únicos que realmente preocupam. A Agência de Segurança Nacional (NSA) também tem usado ataques MITM para monitorar os cidadãos e interesses estrangeiros.

No início de setembro, foi relatado que a presidente do Brasil, Dilma Rousseff, foi alvo da NSA, algo que o governo brasileiro não ficou satisfeito e que repercutiu no mundo inteiro. Em outubro, foi revelado que a o NSA interceptou a comunicação dos usuários anônimos da rede TOR também. Utilizando uma falha de segurança no Firefox, da Mozilla, a NSA era capaz de infectar usuários do TOR através de um sistema chamado FoxAcid, permitindo a espionagem sobre os usuários “anonymous”. Tudo isso foi possível por meio de ataques MITM sofisticados e parcerias com empresas de telecomunicações.

Enquanto parcerias com empresas como a Verizon foram documentadas, a NSA e a GCHQ equivalente do Reino Unido estão usando mesmo ataques MITM contra grandes empresas como Google, “o Ministério francês dos Negócios Estrangeiros e SWIFT, uma cooperativa financeira que conecta milhares de bancos e é suposto ajudar a segurança, facilitando as transações bancárias feitas entre mais de 200 países”, de acordo com Renesys.

A solução simples para bloquear esses ataques MITM é através de protocolos criptográficos, como Transport Layer Security e Secure Sockets Layer. TLS e SSL tornaram-se protocolos onipresentes em toda a Internet, na forma do https prefixo site. Mas a maioria dos sites públicos renunciam a segurança extra, devido a taxas de licenciamento e tempo de download. Embora os campos de login na maioria dos sites bancários estão garantidos com https, algumas outras páginas que não possuem ainda são inseguras.

No entanto, métodos como FoxAcid contornam os protocolos TLS / SSL e permitem que a NSA mantenham a coleta de informações de dentro das sombras. No entanto, de acordo com o relatório Renesys, há uma certeza para saber sobre esses ataques. Mais transparência. De acordo com o relatório, é difícil fazer este tipo de seqüestro, sem deixar pegadas visíveis permanentes no encaminhamento global. “Ele diz que esses ataques ainda estão acontecendo porque a maioria dos autores acreditam que os ataques MITM não são foco de investigação, e agora isso é verdade”.

© 2013, IBTimes

O homem que ameaçou assassinar o presidente Obama

em Mundo/Política por

Por Howard Koplowitz.

O Serviço Secreto dos EUA, prendeu um homem de 81 anos de idade no estado de  Wisconsin, que supostamente fez ameaças de querer matar o presidente Barack Obama, em uma estação dos correios em Richland Center.

Elwyn Nels Fossedal, 81, foi acusado de fazer ameaças contra o presidente dos Estados Unidos, de acordo com documentos judiciais federais divulgados.

De acordo com um depoimento, Fossedal estava na estação de correios em Richland Center, Wisconsin. Ele disse algo como: “Se o presidente Obama estivesse aqui, eu iria atirar nele e matá-lo agora.”

Fossedal foi interrogado por agentes do Serviço Secreto, que disse que não iria se retratar, repetiu as ameaças usando palavras diferentes, além de fazer varias ameaças adicionais ao presidente.

Durante a investigação, as autoridades federias descobriram que a esposa de Fossedal, que tinha 57 anos, morreu recentemente e os investigadores acreditam que ele estava substituindo a sua dor de perda com a raiva. “A investigação também revelou que Fossedal é proficiente no uso de várias armas de fogo”, de acordo com o depoimento.

Um agente do Serviço Secreto, que escreveu o depoimento disse que “essa é a provável causa para acreditar que Elwyn Fossedal foi conscientemente ameaçar o presidente dos Estados Unidos.”

Fossedal foi a tribunal federal, e em apenas 15 minutos o mandato de prisão foi aprovado.

De acordo com o Smoking Gun, o homem faz parte do movimento que diz que Obama não nasceu nos EUA e descobriu também que ele é fã de um rádio conservador que pede que Obama seja acusado sobre o Affordable Care Act.

© 2013, IBTimes.

Movimento Bandeiras Brancas quer novo feriado no Brasil

em Brasil/Cultura e Entretenimento/Geral/Política por

“Tem um minuto para uma causa urgente?” Essa é a pergunta que encabeça as peças da campanha criada e idealizada por Brunno Barbosa, que pretende tornar o Dia Internacional da Paz feriado nacional.

No início do ano passado, Barbosa fundou o Movimento Bandeiras Brancas, que visa realizar periodicamente, ações que promovam a paz. Desde então, trabalha para que a data já existente no Brasil seja celebrada de forma semelhante ao Natal: um momento de amor e solidariedade em que famílias se reúnem e trocam bons votos, além de refletir sobre a paz e agir em favor deste ideal.

“A ideia é alertar a população sobre os danos que qualquer tipo de violência gera e combater os índices intoleráveis aos quais o país chegou.” ressalta Barbosa.

Como a criação de um feriado é economicamente inviável, o Movimento Bandeiras Brancas enviará um projeto de lei  para o Congresso Nacional, solicitando a transferência do feriado de 21 de abril, Tiradentes, para 21 de setembro, Dia Internacional da Paz.

“O feriado de Tiradentes foi escolhido por não estar vinculado a nenhuma religião e pela forma violenta com a qual Joaquim J. S. Xavier foi morto. Com a troca, Tiradentes continuará sendo lembrado no seu dia, mas cederia seu feriado pelo bem comum.”.

O movimento já conta com aproximadamente 20 mil assinaturas em seu site. E recentemente ganhou prêmios nacionais e internacionais de responsabilidade social.

Para saber mais e participar da campanha, acesse: www.bandeirasbrancas.com.br

(C)2013, The São Paulo Times

 

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