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Saúde & Bem-estar - page 116

Cérebro x ansiedade: cuidar da saúde mental ajuda a controlar a ansiedade 

em Saúde & Bem-estar/The São Paulo Times por

Quem nunca teve um branco na hora de uma prova ou não conseguiu dormir por causa de uma pendência no trabalho? Essas pequenas preocupações afetam o cérebro e o corpo, e muitas vezes podem até virar doença. Além disso, esse estado de atenção provocado pela ansiedade ainda pode desencadear reações físicas como falta de ar, taquicardia, boca seca, tremedeira, sudorese. Sem falar nos problemas psicológicos: insônia, insegurança, irritabilidade, tristeza. São mais de 30 sintomas que podem aparecer do nada.

Segundo o neurologista Leandro Teles, a ansiedade não deve ser ignorada, principalmente quando vem acompanhada de problemas de atenção e memória. “A partir do momento em que o cérebro identifica que estamos preocupados, a amígdala e o hipotálamo, interpretam como se o corpo estivesse em perigo e liberam hormônios, como a adrenalina e os glucocorticóides, que aumentam o batimento cardíaco e a respiração, daí surgem problemas de taquicardia e falta de ar”, explica.

Além disso, o estado de atenção que a ansiedade provoca ainda inibe o sistema digestivo, deixando a boca seca. “A maioria das pessoas ficam ansiosas a maior parte do tempo sem nenhuma razão aparente. Entretanto, em alguns casos essa ansiedade pode ser tão intensa que pode interferir no seu dia a dia. Essa sensação de medo, receio, apreensão é tão desconfortável, que, para evitá-la, as pessoas deixam de fazer coisas simples, como usar o elevador”, afirma o neurologista.

No Brasil, estima-se que 23% da população tenha algum tipo de distúrbio ansioso ao longo da vida. “As chances de morrer de problemas cardíacos pode ser até quatro vezes maior para quem tem a síndrome do pânico, estresse pós-traumático, fobias, transtorno obsessivo compulsivo e ansiedade generalizada. Mas a boa notícia é que todos têm cura”, revela o Dr.Leandro Teles.

Chega de pensamentos catastróficos
Todo tipo de ansiedade pode ser tratado. Existem alguns medicamentos como os benzodiazepínicos ou ansiolíticos, que atingem as áreas do cérebro responsáveis pela ansiedade. “Quando o benzodiazepínicos chega ao cérebro inicia a produção do ácido gamaaminobutírico (Gaba), que é considerado um sedativo do sistema nervoso, pois ele inibe as atividades do cérebro que produzem a ansiedade”, esclarece Teles.

Esses medicamentos são ideais para ansiedades pontuais, por exemplo, para quem tem medo de andar de avião. “Esses medicamentos podem até diminuir a ansiedade, mas nada vai adiantar se a pessoa não parar de ter pensamentos catastróficos”, alerta o especialista.

De acordo com o neurologista, existem algumas atitudes que podem ajudar a controlar a ansiedade, siga os conselhos e livre-se desse pesadelo:

1-Pratique atividades físicas regularmente;

2-Mantenha uma alimentação balanceada;

3-Tente reduzir o estresse diário;

4-Se precisar aposte em massagens e terapias para relaxar;

5-Mantenha o controle da respiração para reduzir as reações do sistema nervoso;

6-Ocupe a cabeça com coisas boas;

7- Procure ter uma boa noite de sono.

Leandro Teles é neurologista, formado e especializado pela USP e Membro Efetivo da Academia Brasileira de Neurologia (ABN)

Hoje é o dia Dia Mundial da Conscientização da Epilepsia

em Brasil/Saúde & Bem-estar/The São Paulo Times por

Cidades brasileiras realizarão ações do Purple Day para lembrar a população da síndrome

A epilepsia é uma síndrome caracterizada pela alteração temporária e reversível do funcionamento do cérebro, indicando que um grupo de células cerebrais se comporta de maneira instável causando reações físicas conhecidas como crises epilépticas. As crises duram alguns segundos ou minutos, variam de um caso para outro, e podem ser acompanhadas por diversas manifestações clínicas como contrações musculares, mordedura da língua, salivação intensa, sensação de “desligamento” por alguns segundos, movimentos automáticos e involuntários do corpo, percepções visuais ou auditivas estranhas e alterações transitórias da memória. São estas reações que, muitas vezes, fazem com que a pessoa sofra discriminação. Para esclarecer estas e outras dúvidas sobre o assunto, foi criado mundialmente o Purple Day (Dia Roxo), que tem como objetivo desmistificar o problema e levar informação à população das grandes cidades.

O Purple Day é realizado em 26 de março, Dia Mundial de Conscientização da Epilepsia, e na data, pessoas do mundo inteiro são convidadas a apoiarem a causa, vestindo uma peça na cor roxa para destacar a importância da conscientização do problema. O dia foi criado em 2008 pela canadense de nove anos Cassidy Megan, em parceira da Associação de Epilepsia da Nova Escócia (EANS), com o objetivo de mostrar que as pessoas com epilepsia não estão sozinhas.  A canadense escolheu a cor roxa devido à flor de lavanda, que é associada ao sentimento de solidão, pois representa o isolamento vivido por muitas pessoas que têm epilepsia.

De acordo com Eduardo Caminada Júnior, embaixador do Purple Day no Brasil e Vice-presidente da EPIBRASIL (Federação Brasileira de Associações de Pessoas com Epilepsia), os portadores ainda tem grande dificuldade de socialização por conta do desconhecimento do assunto. “O país começou a participar mais ativamente do Purple Day desde 2011, com divulgação na mídia e participações em congressos, simpósios, palestras e eventos de uma maneira em geral. Neste ano, as ações de conscientização estão confirmadas em vários estados, entre eles estarão São Paulo, Minas Gerais e Paraná”, afirma.

Em São Paulo, o evento acontecerá Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da FMUSPcom palestras sobre epilepsia com o objetivo de explicar o problema, estigma, diagnóstico e tratamentos para familiares e pacientes com a presença de Eduardo e outros especialistas. Já em Campinas, com apoio do Professor Doutor Li Li Min, a faculdade de medicina da UNICAMP será iluminada de roxo durante toda a semana. Em Curitiba, Adriana Grassi Bonamigo, mãe de uma paciente com epilepsia organizará a distribuição de materiais informativos e lacinho roxo estilizado para reforçar o assunto.

Em Belo Horizonte, a ação será o Yakisoba Purple Party. Idealizada pela presidenta da EPIBRASIL, Maria Carolina Doretto, o almoço acontecerá no Restaurante Jhones Peixes e Pizzaria, no qual os participantes estão convidados a vestir a cor roxa ou lilás. O objetivo do evento é arrecadar fundos para a Associação Mineira de Epilepsia.  Já em João Pessoa, na Paraíba, o Purple Day será lembrado em um evento na Praça João Pessoa que contará com tendas para exibição de vídeos educativos e distribuição de informativos. No Rio Grande do Norte a ação ficará por conta da Universidade Federal do Rio Grande do Norte que abordarão informações sobre a epilepsia e treinamento para primeiros socorros frente a uma convulsão.

Fuja das armadilhas: 8 situações que causam dor de cabeça

em Saúde & Bem-estar/The São Paulo Times por

Café, bebidas alcoólicas, mudanças de temperatura e noites mal dormidas podem provocar cefaleia.

As dores de cabeça são uma das queixas médicas mais comuns. A dor atinge 75% da população mundial, entre 18 e 65 anos, de acordo com os dados da OMS (Organização Mundial de Saúde). Mesmo sendo muito comum, ela não deve ser ignorada.
Segundo o Dr. Leandro Teles, dependendo da região que a dor na cabeça atinge pode ser um indício de uma doença. “A dor latejante na cabeça pode partir da pele, músculos, veias, dentes e terminações nervosas. Em alguns casos, é necessário que seja feito um diagnóstico, principalmente se ela vier acompanhada de outros sintomas”, explica.
O neurologista ainda alerta que as dores de cabeça que tem como sintoma visão dupla, dores no pescoço e nos olhos pode ser um sinal de um aneurisma cerebral. “Ao contrário que muitos pensam a dor de cabeça pode ser, sim, um início de aneurisma. Entretanto, a dor de cabeça causada por um aneurisma costuma ser diferente das dores habituais”, diz.
Os tratamentos mais comuns para aliviar esse incômodo são o uso de analgésicos. Se a dor persistir, o ideal é procurar ajuda de um médico. “Se as dores estão associadas à febre, perda de visão, náuseas e pescoço rígido, o indivíduo deve passar por uma avaliação médica”, ressalta o Dr.Leandro Teles.

Previna-se
Algumas situações podem colocar o seu cérebro em risco e ocasionar uma tremenda dor de cabeça. Para evitá-la, o neurologista listou 10 hábitos que comprometem a dor:

1-Não beber água
Não é nenhuma novidade que o corpo necessita da água para se hidratar. Na falta da água o organismo pode sofrer consequências drásticas. “O organismo desidratado também pode desencadear crises de cefaleia. A recomendação é consumir dois litros de água por dia”, esclarece o médico.

2-Cafeína
Ao mesmo tempo em que o café é capaz de aliviar uma crise de enxaqueca a sua abstinência súbita pode causar crises de dor de cabeça. “O ideal é consumir três xícaras de café por dia para evitar que a dor de cabeça apareça”, aconselha o neurologista.

3- Tensão Pré-Menstrual (TPM)
A queda dos níveis de estrógeno no sangue da mulher é o responsável pelas dores de cabeça durante os dias que antecede a menstruação. “A mulher pode apresentar oscilações do humor, cólicas menstruais, dor de cabeça e dores nas mamas”, ressalta Teles. Para amenizar a dor de cabeça nesses dias, a mulher pode trocar de pílula anticoncepcional na tentativa de amenizar os desconfortos.

4-Fome
Permanecer muito tempo sem comer causa uma dor de cabeça tensional, além de aumentar as chances de uma crise de enxaqueca. “Quando o indivíduo não come suficiente ocorre uma queda nos níveis de açúcar no sangue, o que favorece para o surgimento de uma cefaleia”, o ideal é se alimentar a cada três horas e optar por refeições que  sejam compostas de carboidratos e proteínas.

5- Mandíbula ou dentes
Uma disfunção na articulação temporomandibular pode causar dores de cabeça, uma vez que ela tem a finalidade de conectar a mandíbula ao crânio. “A dor de cabeça merece ser investigada quando ela vem acompanhada de dores na face e nos maxilares, dificuldade de mastigar e estalos ao abrir e fechar a boca”, sugere o neurologista.

6- Mudanças de temperaturas
Calor demais ou frio em excesso pode gerar uma crise de dor de cabeça. Para evitar que ela ocorra nos dias de calor, é importante molhar a cabeça com frequência para amenizar a exposição direta prolongada.

7- Bebidas Alcoólicas
Entre as bebidas que mais causam uma crise de dor de cabeça é o vinho. O álcool provoca uma dilatação nos vasos cerebrais e depois de várias doses vem à dor de cabeça. Procure beber moderadamente e sempre intercalando o álcool com um copo de água.

8- Sono
As noites mal dormidas também são responsáveis pelas dores de cabeça. É importante dormir pelo menos até oito horas por noite.

Dr. Leandro Teles é neurologista formado e especializado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) e membro efetivo da Academia Brasileira de Neurologia (ABN)

Dia Mundial do Combate à Tuberculose e o diagnóstico no Brasil

em Saúde & Bem-estar/The São Paulo Times por

A tuberculose é uma das doenças infecciosas que mais atingem e matam pessoas no mundo, atrás apenas da AIDS, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS). Mundialmente, ocorrem por ano cerca de 8 milhões de novos casos, 1 milhão deles levando ao óbito. O Brasil está entre os 22 países que concentram 82% dos casos de tuberculose, sendo que o Rio de janeiro é o estado com mais casos da doença, chegando a 300  diagnósticos a cada 100 mil pessoas em algumas regiões.

Para lembrar a importância do diagnóstico e tratamento da doença, o Dia Mundial do Combate à Tuberculose é comemorado hoje (24 de março). Alberto Chebabo, infectologista do laboratório Lavoisier Medicina Diagnóstica, fala sobre um novo método de detecção da doença.

A nova metodologia diagnóstica é chamada GeneXpert, cuja análise é feita em material recolhido do paciente, como escarro, urina ou mesmo líquidos corporais. Comparado com as técnicas antigas, como a baciloscopia, o resultado obtido a partir da GeneXpert reduz o tempo de espera pelo diagnóstico de 24 horas para apenas 2 horas, o que possibilita início rápido do tratamento e detecção da doença em uma quantidade muito maior de pacientes.

O método apresenta ainda outras vantagens. “Além da análise precisa e rápida, o novo teste verifica a resistência à rifampicina, um dos antibióticos mais eficazes para o tratamento da doença. Assim, poucas horas após a realização da coleta, o médico tem o resultado da positividade para tuberculose e da presença ou não da resistência ao antibiótico, podendo iniciar o tratamento mais adequado ao paciente. Em métodos mais antigos, eram necessárias até seis semanas para obter a informação sobre a resistência ao tratamento convencional”, diz o infectologista.

A diferença dos exames usados para detectar a doença reflete também na precisão do diagnóstico. O raio X, por exemplo, é eficaz em apenas 49% dos casos. Já a tomografia computadorizada detecta a doença corretamente em 91% dos pacientes. Segundo um estudo do laboratório, realizado com 41 pacientes portadores da doença ativa, a tomografia apontou cavidades nos pulmões em 58% dos casos enquanto o raio X do tórax mostrou escavações em apenas 22% dos casos.

O nível de infecção da tuberculose pulmonar, sua forma mais comum, pode estar ligado também a fatores sociais e estilo de vida da população. Segundo Chebabo, as pessoas com o sistema imunológico comprometido estão mais suscetíveis a contrair a doença. “Ao espirrar ou tossir, as pessoas com tuberculose expelem gotículas que contaminam o ambiente. Esses bacilos ficam em suspensão no ar e uma pessoa, ao respirar nesse ambiente, pode se contaminar”, afirma o médico.  Ele reforça ainda que a melhor maneira de evitar a disseminação da tuberculose é o diagnóstico rápido.

Hiperidrose: como ficar livre do suor em excesso?

em Saúde & Bem-estar por

Em dias nos quais o clima está muito seco e a temperatura muito elevada é normal que algumas regiões do corpo produzam mais suor. Essa transpiração que é produzida pelas glândulas sudoríparas serve para regular a temperatura do organismo em 36,5ºC para que o mesmo continue em perfeito equilíbrio.

Outros fatores como quando praticamos atividades físicas, consumimos comidas apimentadas ou quentes demais e até mesmo em decorrência do uso de roupas de determinados tecidos (algodão também estimulam a produção de suor pelo organismo. Porém, quando o suor é em excesso, nem sempre os fatores citados acima são os únicos responsáveis, mas sim um distúrbio chamado hiperidrose.

De acordo com a dermatologista Dra. Helua Mussa Gazi, a hiperidrose é caracterizada pelo aumento da sudorese. “Ela pode ser classificada em dois tipos: primária e secundária. A mais comum é a primária, onde provoca um aumento de suor especialmente nas mãos, planta dos pés e nas axilas”, descreve a especialista.

A hiperidrose secundária, entretanto, geralmente acomete o corpo inteiro em situações de estresse ou em decorrência de algumas doenças ou condições como: menopausa, doenças cardíacas, hipertireoidismo, derrame, tuberculose e distúrbios hormonais. “Pessoas com hiperidrose costumam suar até mesmo nos dias frios. Na maioria dos casos, o motivo para a produção excessiva de suor produzido pelo organismo não é específico”, informa a Dra. Helua.

A dermatologista explica ainda que embora o distúrbio possa acontecer em qualquer idade, os sintomas começam a surgir na infância e se agravar na puberdade. Mas pode melhorar com o passar dos anos. “Esse suor em si não tem odor. Isso porque, na transpiração são perdidos 95% de água e 5% de eletrólitos. Trata-se de substâncias como sódio, potássio, cálcio e magnésio, que reagem com a água e fazem a condutividade elétrica no sangue. Porém, o seu excesso contribui para a proliferação de bactérias que se alimentam dele e estas podem causar o mau cheiro”, afirma Gazi.

É possível tratar a hiperidrose?

A resposta é sim. Segundo a Dra. Helua, existem tratamentos que amenizam os quadros de hiperidrose e podem ser por meio de fórmulas tópicas contendo cloreto de alumínio, aplicação de toxina botulínica ou através de uma cirurgia chamada simpatectomia. Nos casos mais leves, a recomendação é o uso de medicamento via oral associado ao uso de tópicos.

“Para diagnosticar o distúrbio é preciso avaliação clinica, pois os sintomas são muito característicos, sempre com excesso de suor nas diversas áreas. Feito isso, a primeira opção de tratamento considerada é o uso de antitranspirantes, porque atuam bloqueando as glândulas sudoríparas, produtoras de suor”, assegura ela.

Outra opção de tratamento tem sido a Toxina Botulínica. O procedimento é bem simples e eficaz e consiste em injeções de botox a fim de bloquear as terminações nervosas que enviam sinais às glândulas sudoríparas, ajudando a interromper a produção de suor e, consequentemente, minimizar o cheiro desagradável. “A eficácia das injeções podem durar entre três e oito meses, porém, como o deve ser reaplicada a cada seis ou oito meses, dependendo da necessidade de cada paciente”, finaliza.

Dra. Helua Mussa Gazi é Dermatologista e Diretora da Clínica Belle Santé.

Pesquisa Clínica no Brasil. Um grande desafio

em Brasil/Saúde & Bem-estar/The São Paulo Times por

Dr. Luis Russo do CCBR Rio de Janeiro e Dr Norton Sayeg  Médico Pesquisador, Especialista em Geriatria e Gerontologia, e fundador da Associação Brasileira de Alzheimer (ABRAz) se reuniu com a senadora Ana Amélia Lemos do Rio Grande do Sul, para estudar uma emenda para autorização da clínica para novos estudos.

O problema todo é o atraso na liberação dos estudos, que faz com que os grandes laboratórios não tragam estudos novos no Brasil. Um estudo em países desenvolvidos leva até 3 meses para ser liberado e aqui no Brasil cerca de 1 ano e meio.

Talvez você nem saiba o que é pesquisa clínica, mas pode ter certeza que direta ou indiretamente, já foi beneficiado por ela.
Cada medicamento que vai para a prateleira da farmácia foi fruto de uma pesquisa clínica, onde são envolvidos anos de trabalho e dedicação de muitos profissionais e, dessa maneira, além de gerar muitos empregos contribuiu para a melhoria da qualidade de vida de todos.

Tudo seria perfeito, afinal, no Brasil, onde o sistema de saúde é falho e milhares de pessoas morrem na fila esperando por tratamento, a pesquisa clínica ajudaria a tapar o buraco da nossa incompetência na saúde. Porém, o Brasil é pentacampeão em incoerências. Uma delas é a dificuldade que temos para conduzir um estudo clínico multinacional em nosso país.

Como sempre na teoria é o plano perfeito (aliás nosso país na teoria e no marketing é perfeito) para aprovar um estudo clínico de um novo medicamento de uma indústria estrangeira no Brasil é preciso uma aprovação ética da CONEP (Comissão Nacional de Ética em Pesquisa) e uma aprovação técnica da ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Perfeito, todos os países desenvolvidos seguem mais ou menos este plano.

O problema é que a CONEP (braço do Conselho Nacional de Saúde) é uma comissão de voluntários (isso mesmo, voluntários… voluntários indicados que usufruem do poder desta comissão) sentados em cima de uma ideologia impossível e unilateral para avaliar nossos estudos. O que acaba por acontecer é que a aprovação de um estudo clínico se converte em uma arena de luta: indústria farmacêutica X CONEP, onde a definição do valor legítimo das coisas é unilateral e ficamos reféns de uma relação de forças sempre passível de subversão. A ética aqui tornou-se uma questão de poder. A CONEP tem seu poder e está usando dele para dar fim  as pesquisas clínicas no Brasil.  O que resulta em menos pacientes tendo acesso a novos tratamentos, principalmente pacientes com doenças graves e crônicas, cujos tratamentos ainda são limitados e ainda não possuem grandes avanços. Um estudo clínico no Brasil demora (em média) 15 meses para ser aprovado pela CONEP. IPor isso a maioria dos grandes laboratórios farmacêuticos estão relutantes em trazer seus estudos para nós. O Braisl teria muito a oferecer para os dados em pesquisa, visto que somos multietnicos e temos uma grande variação genética, de costumes e hábitos , o que seria enriquecedor para a comunidade científica. Um medicamento testado na China, India ou no leste europeu, poderia não fazer o mesmo efeito em um país multiracial.

Além disso, os estudos passam, também, por um comitê de ética local, onde cada centro de pesquisa, tem que enviar novamente o projeto.. (mais avaliações…), que muitas vezes pode gerar um atraso de mais 2 meses.
A ANVISA, é uma caso à parte. Um órgão tão imporante, cuja a alegação do atraso é a falta de funcionários… Um estudo pode morar 1 ano para ser registrado.
Segue um exemplo da incoerência brasileira: lembram do José de Alencar, Vice-Presidente do governo Lula? Quando ele teve câncer, que do ponto de vista dos médicos brasileiros não tinha mais cura, o que ele fez? Foi participar de um estudo clínico nos EUA. Provavelmente um estudo que poderia ter acontecido no Brasil, mas não aconteceu, pois provavelmente estava parado na pilha de documentos esquecidos na CONEP e na Anvisa.

Muitos outros famosos recorreram a tratamentos complementares: Steve Jobs, Patrick Swayze, entre outros.

Recentemente, um estudo muito importante para a cura do Alzheimer não chegou em nosso país, porque houve uma demora de 6 meses para incluir os novos centros de pesquisa.

Um outro fato surreal foi que demoraram dois meses para incluir no sistema da Anvisa um centro de pesquisas para iniciar um estudo, essa inclusão é apenas o nome do centro e deu médico investigador…
Que a imprensa divulgue estas informações de uma forma simples. Mostrando o quanto é difícil colocar em prática coisas de primeiro mundo num país de terceiro mundo como o Brasil. Quantos empregos vamos perder, quantos pacientes vão morrer, quantos centros de pesquisa irão fechar? Até que deixemos de ser um país de amadores na ciência e campeões da incoerência.

Boa alimentação ajuda a diminuir o estresse e a ansiedade

em Educação e Comportamento/Saúde & Bem-estar por

Nutricionista da Netfarma revela os alimentos que combatem os males da sociedade moderna e prepara três receitas exclusivas que ajudam a amenizar os sintomas do estresse e da ansiedade.

Insônia, fome constante, perda da libido e maior incidência de alergias e infecções. Estes são alguns dos sintomas que a ansiedade provoca no organismo. Atuante principalmente na região das glândulas adrenais – responsáveis pela liberação de hormônios –  a ansiedade altera a produção de deidroepiandrosterona (hormônio que dá sensação de bem-estar) por cortisol (hormônio do estresse).

“Quando nascemos, vivemos a primeira situação de estresse, que é controlada pela amamentação. Desse modo, ao longo da vida, associamos bem-estar aos alimentos; principalmente os calóricos como doces e carboidratos, responsáveis pela liberação de serotonina (hormônio do prazer)”, conta a nutricionista consultora da farmácia online, Netfarma, Dra. Sulanne Carvalho Oliveira.

A especialista explica que para evitar os efeitos da ansiedade, o corpo precisa de algumas vitaminas e minerais como: vitamina B5, vitamina C e magnésio. “As glândulas precisam de grande suprimento de vitamina C, substância que o corpo não é capaz de produzir ou armazenar, e, portanto, tem de ser obtidos todos os dias por meio da alimentação.”

Entre os alimentos que possuem as vitaminas mais ricas estão todas as frutas vermelhas e pretas, além do kiwi, frutas cítricas, salsa, agrião, batata e pimentão. “O magnésio é outra substância essencial para as glândulas adrenais, alimentos que o contenham devem ser ingeridos diariamente. Grãos, verduras folhosas, soja, sementes de girassol, sementes de gergelim, gérmen de trigo, amêndoas e bacalhau são boas opções”, sugere a doutora.

A seguir, a consultora da Netfarma preparou três receitas exclusivas que prometem combater a ansiedade. Confira:

 Suco anti-estresse

Ingredientes

200ml de água

5 morangos

½ pera

1 banana prata

1 colher de gérmen de trigo ou linhaça

3 pedras de gelo

Modo de preparo: Bater tudo no liquidificador e consumir imediatamente.

SuChá relaxante

Ingredientes

1 colher de sobremesa da erva valeriana em infusão.

½ copo de suco de maracujá orgânico light ou feito em casa com açúcar mascavo ou adoçante

Modo de preparo: ½ copo de suco misturado com ½ copo de chá, tomar gelado ou quente 30 minutos antes de dormir.

Vitamina antiansiedade

Ingredientes

1 /2 copo de leite desnatado

1 banana prata

1 colher de sobremesa de cacau 100%

3 pedras de gelo

Modo de preparo: Bater no liquidificador e tomar imediatamente.

Dois corpos “revelam” coração em campanha de doação de órgãos

em Brasil/Saúde & Bem-estar/The São Paulo Times por

A dupla de publicitários Brunno Barbosa e Alexsander Brunello se juntaram com a artista alemã Gesine Marwedele e criaram uma campanha para o Movimento Bandeiras Brancas, em prol da doação de órgãos.

“Marwedele, cria obras de arte vivas com o corpo humano. Com pinturas bem detalhadas, consegue aproveitar ao máximo as formas de cada pessoa. É uma honra poder contar com ela para esse trabalho.” declara Barbosa.

O Movimento Bandeiras Brancas, foi fundado em fevereiro de 2012, e busca sempre com pequenas ações espalhar a paz. Saiba mais:
www.bandeirasbrancas.com.br

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“A primeira impressão é a que fica”

em Negócios/Saúde & Bem-estar por

Marketing pessoal e boa aparência são fundamentais para se conquistar um emprego.

Homens e Mulheres investem em tratamentos estéticos, porque sabem da importância do cartão de visitas na hora da contratação.

Ser uma pessoa bonita, vistosa, comunicativa, bem cuidada é primordial hoje em dia, para se conquistar uma vaga no concorrido mercado de trabalho, já que como diz o ditado, a primeira impressão é a que fica. Não basta ter talento, é necessário trabalhar o marketing pessoal e a aparência para se conseguir um emprego.

A roupa é um item importante de comunicação, como dizia Coco Chanel: “Vista-se mal e notarão o vestido. Vista-se bem e notarão a mulher”. A importante estilista francesa dizia não entender como uma mulher poderia sair de casa sem se arrumar um pouco, mesmo que por delicadeza. “Nunca se sabe, talvez este seja o dia em que ela terá um encontro com o destino. E é melhor estar tão bonita quanto possível para o destino”.

Não é à toa que as mulheres e os homens estão se cuidando cada vez mais, pois sabem que além da roupa, da simpatia, do conhecimento exigido, é necessário manter o corpo e o rosto jovens. Uma outra colocação importante que fez certa vez Coco Chanel é que : “A natureza lhe dá o rosto que você tem aos 20. A vida talha o rosto que você tem aos 30. Mas depende de você merecer o rosto dos 50”.

Por isso, cirurgias plásticas e tratamentos estéticos, como o de estrias, celulite, gordura localizada, flacidez da pele e tantos outros estão sendo muito procurados. Alguns estudos revelam que pessoas bonitas se dão melhor no mercado de trabalho, tem ascensão mais rápida e mais oportunidades. Os homens também perceberam essa mudança e estão se cuidando mais.

Segundo a Dra Edith Horibe, cirurgiã plástica e PhD pela Faculdade de Medicina da USP, o mercado de trabalho tem exigido de homens e mulheres uma boa aparência e esse aspecto é bem conversado com as pessoas que a procuram  por sentirem essa necessidade que é quase uma exigência velada. “As pessoas com aparência mais saudável, mais jovial, aparentemente são as que demonstram estar mais alertas e aptas ao trabalho, além de ser um pré-requisito para viver neste mundo globalizado de competição. Nos dias de hoje, a imagem é tudo”.

As mulheres com a sua natureza vaidosa, ascensão no mercado de trabalho com independência financeira, procuram realizar cirurgias plásticas para deixá-las ainda mais bonitas e o implante de silicone nos seios tem conquistado a preferência feminina nos últimos anos. A lipoaspiração, rinoplastia, abdominoplastia e mamoplastia redutora também estão no ranking da preferência feminina.

Quanto aos homens, a Doutora explica que eles estão assumindo a vaidade, para adquirir uma boa imagem pessoal. Uma cirurgia de face, por exemplo, pode rejuvenescer uma pessoa cerca de 10 a 15 anos, lembrando que depende da necessidade de cada paciente e do tipo de correção a ser efetuada.

Uma das cirurgias mais realizadas por este público masculino é a Blefaroplastia para correção das pálpebras que envelhecem a fisionomia. “A cirurgia das pálpebras é indicada quando estas estão flácidas e caídas, com excesso de pele ou bolsas de gorduras nas regiões inferiores ou superiores, que dão um aspecto cansado ao rosto”, diz a cirurgiã plástica.

A Dra. Edith Horibe costuma indicar também um tratamento clínico contra rugas e olheiras, bem como peelings para rejuvenescer a pele e obter um resultado harmonioso. “Quem está com a face cansada e caída devido à flacidez, a melhor indicação é o minilifting”, afirma.

Para dar um up no visual, a lipoaspiração é um recurso que ajuda a eliminar algumas gordurinhas localizadas e também é um procedimento com pouco down time. “Se uma lipo for realizada na sexta-feira, provavelmente a pessoa estará retornando às suas atividades na segunda ou na terça, enquanto que uma  cirurgia de nariz ou uma intervenção na face toda, o paciente vai demorar de 15 dias a 3 semanas mais ou menos para  retornar às atividades”, estima a médica.

Outro método bastante apreciado pela clientela masculina é a Mentoplastia, uma lipoaspiração na região do queixo.

Assim que as rugas começarem a aparecer, o ideal é investir numa cirurgia de rejuvenescimento. A especialista chama a atenção também para a prática de exercícios físicos, alimentação saudável e cuidados com a mente e o corpo através da meditação, que ajudam a relaxar as tensões, para que se consiga resultados satisfatórios não só na aparência, mas no astral que reflete nos relacionamentos pessoais e profissionais.

Segundo a cirurgiã plástica, atualmente as cirurgias são sugeridas até mesmo pelo RH das empresas que orientam diretores e executivos a investirem no visual.  “A cirurgia plástica está relacionada com a saúde física, mental e social”, finaliza a Dra. Edith Horibe.

Para Coco Chanel: “O adereço, que ciência! A beleza, que arma!”. E realmente, nos dias de hoje, Beleza é fundamental!

O Sedentarismo é responsável por cerca de 13% das mortes no Brasil

em Educação e Comportamento/Saúde & Bem-estar por

Dr. Rodrigo Peres dá dicas de como não fazer parte da estatística alarmante.

Atire a primeira pedra a pessoa que nunca teve preguiça por um dia, ou principalmente depois do almoço. Mas, fique atento para isso não se tornar um hábito e a partir disso ser uma pessoa sedentária. Segundo a última pesquisa feita pelo IBGE, 80% dos brasileiros são sedentários e isso é alarmante, visto que a saúde acaba sendo prejudicada.

No País, a inatividade é a causa de 8,2% dos casos de doenças cardíacas, 10,1% dos casos de diabetes tipo 2, 13,4% dos casos de câncer de mama e 14,6% dos casos de câncer de cólon. O número é um dos maiores da América Latina, onde 11,4% das mortes são causadas pelo sedentarismo.

Para o fisioterapeuta coordenador da Central da Fisioterapia, Rodrigo Peres a atual situação da população brasileira se dá por conta da evolução tecnológica. “Atualmente, os jovens são os mais afetados pelo sedentarismo, pois estão mais envolvidos com a tecnologia”.

Conforme aponta o Ministério da Saúde, 64% da população estão com excesso de peso e um grupo que também merece uma atenção especial são as mulheres, que por conta das vidas agitadas devido às jornadas de trabalho dentro e fora de casa, apareceram na pesquisa como sendo mais sedentárias que os homens.

Para a Organização Mundial da Saúde (OMS) uma solução para diminuir e até mesmo acabar com o sedentarismo é a prática de pelo menos 30 minutos de exercícios físicos por dia, já que a inatividade é o quarto principal fator de risco de mortalidade em todo o mundo, perdendo apenas para diabetes, tabagismo e hipertensão.

Pensando nisso, o Dr. Rodrigo sugere que o primeiro passo para a mudança tem que ser na alimentação, com a diminuição de refeições gordurosas e o aumento de ingestão de proteínas e fibras. “Os exercícios mais indicados para se livrar da inatividade são caminhadas, ciclismo, natação, alongamentos e hidroginástica por não causarem problemas às articulações”, indica o fisioterapeuta.

Os especialistas da Central da Fisioterapia ainda alertam sobre a diferença entre a atividade física do exercício físico, isso porque, a atividade é qualquer movimento que fazemos no decorrer do dia e o exercício é basicamente quando fazemos uma ação coordenada.

“As atividades cotidianas podem, quando feitas de forma coordenada, contribuir de uma forma muito significativa para sair do sedentarismo”, finaliza o doutor.

Qual é o momento certo de fazer a fertilização in vitro?

em Educação e Comportamento/Saúde & Bem-estar por

A impossibilidade de gerar um filho é uma ideia que assombra qualquer casal. E não são poucos os que são acometidos por essa dificuldade. Dados da Organização Mundial da Saúde estimam que entre 60 e 80 milhões de pessoas no mundo apresentam algum comprometimento para seguir o projeto de maternidade e paternidade. Sendo que a infertilidade atingem 20% dos casais em idade reprodutiva. No Brasil, de acordo com dados do último censo, cerca de 6,5 milhões de casais têm problemas para gerar um filho.

Essa dificuldade pode ter diversas causas, masculinas ou femininas. Em mulheres, a endometriose é um dos principais motivos. Ela é provocada por uma afecção inflamatória devido às células do endométrio que se implantam em outros órgãos do corpo, geralmente próximo do útero, acarretando alterações locais, consequentemente a infertilidade, em muitos casos, é responsável por abortos espontâneos e dificuldade em obter sucesso pela fertilização in vitro.

Problemas na ovulação – geralmente causadas por distúrbios hormonais-, síndrome dos ovários policísticos e obstrução nas trompas são outros fatores responsáveis pela infertilidade feminina. Em homens, no entanto, a varicocele nos testículos é a causa mais comum. Ela é caracterizada por varizes no cordão inguinal, ou seja, uma dilatação anormal das veias testiculares que dificulta o retorno venoso provocando disfunção testicular, piora da qualidade do sêmen em decorrência do aquecimento provocado nos testículos.

Recomenda-se que, em casos de o casal não conseguir concretizar a fecundação após tentativas no decorrer de um ano sem o uso de métodos anticonceptivos, é necessário buscar o auxílio de um especialista para que este realize o diagnóstico das causas da infertilidade.

Como é realizada a Fertilização In Vitro?

A Fertilização In Vitro (FIV) é um tratamento que consiste na fecundação fora do organismo, ou seja, ela é realizada em um ambiente artificial. Mas precisamente, após a definição do início do tratamento, a mulher é submetida à estimulação ovariana. Ela é realizada com ajuda de injeções diariamente – pelo período de 10 a 12 dias – a fim de estimular a mulher a produzir vários óvulos. Ocorre que, depois desse processo, os óvulos são aspirados por meio de um procedimento cirúrgico e avaliados.

No caso dos homens, os espermatozóides são coletados pela masturbação. Eles também passam por análises para identificar a qualidade, quantidade e a capacidade de movimentação. Diante disso, os espermatozóides são colocados junto dos óvulos – em uma espécie de incubadora – para que a fertilização ocorra naturalmente. Quanto há problemas há poucos espermatozóides ou se forem “fracos”, escolhe-se o melhor e injeta-se dentro dos óvulos com um aparelho (micromanipulador), esta é a técnica conhecida como ICSI (Intra Citoplasmatic Sperm Injection). A transferência do embrião para o útero ocorre, geralmente, no terceiro depois da fecundação utilizando um cateter.

Quando é necessário realizar o tratamento?

Há quase 33 anos, nasceu o primeiro bebê pela técnica de fertilização in vitro. Desde então, milhões de bebês nasceram em todo o mundo com o auxílio do tratamento. De acordo com dados da Anvisa, em 2012 foram produzidos 93.320 embriões e realizados 21.074 ciclos de fertilização em vitro só no Brasil. No total, cerca de 34.964 embriões foram transferidos para o útero da mulher. Mas esses números não param de crescer mundialmente.

Nos Estados Unidos, por exemplo, no intervalo de dez anos o número de ciclos de fertilização in vitro anuais passou de 90.000 para 150.000. Porém, em contrapartida, a proporção de fertilização in vitro para os problemas das trompas foram reduzidas de 25% para 16% durante o período entre 2000 e 2010. Esses dados são de um recente estudo realizado pela Universidade de Amsterdã, na Holanda, que mostrou que muitas vezes a técnica é feita sem necessidade.

Diante disso, é importante ressaltar que a FIV foi criada como uma opção de tratamento para as mulheres que apresentaram problemas nas tubas e homens que estavam severamente inférteis, a ICSI. Mediante a isso, as chances de uma gestação por métodos naturais são os mesmos de uma por meio da FIV, o que irá garantir a eficácia do tratamento são as características e hábitos diários do casal. Neste caso, o tratamento deve ser uma opção para casais que não conseguiram a fecundação após tentativas por métodos naturais, pelo período de um ano, se não tiver outras causas de infertilidade. Assim, é importante o diagnóstico da causa de infertilidade para determinar-se o tratamento correto.

Muitas pacientes podem engravidar sem a alta tecnologia da fertilização com a simples administração de medicamentos ou pequenas correções cirúrgicas. Além disso, causas assintomáticas e que não são observadas pelos exames de imagem como a ultrassonografia podem causar a infertilidade ou a falha no sucesso da fertilização in vitro, como explica um recente estudo publicado por um grupo de brasileiros numa revista científica européia. Concluindo, é extremamente importante investigar-se a causa de infertilidade para indicar-se a fertilização in vitro.

Joji Ueno é ginecologista, doutor em medicina pela Faculdade de Medicina da USP e responsável pelo setor de Histeroscopia Ambulatorial do Hospital Sírio Libanês e Diretor na Clínica Gera.

Suspender a menstruação: faz bem ou mal a saúde?

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A cada 10 mulheres entrevistadas, quatro responderam que gostariam de suspender a menstruação

Cólica, alteração no humor, retenção de líquido, indisposição, dores nas mamas e no corpo, são alguns dos sintomas que a menstruação proporciona todo o mês para algumas mulheres. No entanto, por causa de todos esses desconfortos muitas mulheres tomam a decisão de interromper a menstruação.

Uma pesquisa feita pelo Instituto Resulta em 2011, em quatro capitais do país: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Recife, apontou que em cada 10 mulheres entrevistadas, quatro responderam que gostariam de suspender a menstruação e se livrar dos sintomas. Ao todo foram entrevistadas 340 mulheres de 18 a 30 anos.

Segundo a Dra. Erica Mantelli, ginecologista e obstetra pós–graduada em Sexologia pela Universidade de São Paulo (USP), a mulher não corre risco de saúde ao suspender a menstruação. “Cessar a menstruação pode aliviar todo o desconforto no mês, além disso, pode auxiliar no tratamento de mulheres com anemia, endometriose, mioma, cólica e tensão pré-menstrual”, afirma.

A menstruação ocorre quando o óvulo não é fertilizado. Ele se desintegra e acontece uma descamação interna do útero – o endométrio. “Sangrar todo mês é um sinal que o organismo da mulher está funcionando adequadamente. E quando não há menstruação pode indicar problemas nas glândulas tireóide e supra-renal”, alerta a médica.

Interromper ou não?

A ideia de suspender ou não a menstruação ainda gera muitas dúvidas. Algumas acreditam que pode fazer mal, outras já encaram como uma solução para colocar um fim na TPM (tensão pré-menstrual).  “É difícil afirmar se a suspensão da menstruação vai fazer mal ou não a saúde. Tudo vai depender do método hormonal que ela irá utilizar”, explica a ginecologista.

No entanto, qualquer mulher que sente o desejo de cessar a menstruação pode procurar um ginecologista. Hoje existem diversos métodos que contribuem para o fim do ciclo menstrual. “A paciente tem a opção das pílulas contínuas que são as mais comuns e combinam progesterona e estrogênio, o DIU com hormônio, pílulas somente com progesterona, implante subcutâneo e a injeção”, ressalta a Dra. Erica.

A ginecologista alerta que ainda não existe um método que garante a diminuição do fluxo sanguíneo em 100%, além disso, a mulher pode sofrer um sangramento de escape. Sem contar que não são todas as técnicas que se aplicam para todas as mulheres “Mulheres que apresentam doenças do coração, varizes, grau de obesidade não devem fazer o uso da pílula, uma vez que são propensas a desenvolver trombose ou AVC (acidente vascular cerebral)”, disse.

Fim dos problemas

Há quem acredite que pausar a menstruação pode desencadear alguma doença ou até mesmo a infertilidade. Existem estudos que comprovam que as chances da mulher ter alguma doença são reduzidas quando o sangramento é interrompido. “A pílula anticoncepcional utilizada para cessar a menstruação não provoca a infertilidade, o que pode ocorrer é a mulher levar mais tempo a engravidar após a suspensão do hormônio. Os ovários precisam de um período para voltarem a funcionar adequadamente”, finaliza a ginecologista.

Dra. Erica Mantelli é ginecologista e obstetra pós–graduada em Sexologia pela Universidade de São Paulo (USP).

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