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Saúde & Bem-estar - page 117

Aneurisma cerebral: diagnóstico precoce salva 98% das vítimas

em Saúde & Bem-estar/The São Paulo Times por

O aneurisma surge por causa de uma fraqueza na parede das artérias, ou seja, existem alguns pacientes que não nascem com o aneurisma, ele se desenvolve no decorrer dos anos. Para que o aneurisma se desenvolva é necessário vários fatores agirem ao mesmo tempo. Entre os fatores de risco que podem desencadear o problema estão o tabagismo, hipertensão, presença de malformação arteriovenosa, histórico familiar.

Os vasos sanguíneos possuem uma parede muscular bem resistente que é capaz de suportar a pressão com que o sangue passa dentro das artérias. Mas por algum motivo essa artéria pode ser tornar fraca e pode ceder lentamente, formando uma área dilatada e causando o aneurisma.

“O cigarro e a hipertensão arterial são fatores que estão associados à ruptura do aneurisma. Vale ressaltar que estatisticamente as mulheres na faixa etária de 40 a 50 anos são mais acometidas”, afirma o Mauricio Mandel, neurocirurgião.

Segundo estudos da Academia Brasileira de Neurocirurgia, a prevalência de aneurismas cerebrais na população adulta varia de 2% a 5%, com taxa de ruptura de aproximadamente 0,7% a 1,4 % por ano.

“Alguns aneurismas podem ser muito pequenos, não sangram e também não proporcionam problemas ao paciente. Além disso, ele pode ocorrer em qualquer parte do cérebro”, explica o neurocirurgião.

Os sintomas podem incluir dor acima do olho, fraqueza, paralisia de um lado do rosto, alterações na visão, dor de cabeça súbita, náuseas, vômitos e rigidez do pescoço. “Uma dor de cabeça pode ser resultado de um aneurisma, portanto, ao sentir uma dor muito forte acompanhada de todos esses sintomas, procure um médico para que seja feito o diagnóstico”, ressalta o Dr.Mauricio.

Prevenção
O paciente pode mudar alguns hábitos para evitar que o aneurisma ocorra. “Quem tem hipertensão e fuma deve parar de fumar e mudar os hábitos para manter a pressão no controle. Além disso, é importante avisar o médico sobre o uso de qualquer medicamento, incluindo aspirinas e contraceptivos”, diz o neurocirurgião.

A partir do momento que há hemorragia cerebral por aneurisma, 70% dos pacientes morrem ou ficam com sequelas. Mas se ele for diagnosticado antes da hemorragia e tratado, a cura é de 98%.

“A melhor forma de fazer o diagnóstico do aneurisma é procurar um médico ao sentir uma dor de cabeça súbita e intensa, para que seja feitos exames como angiografia, tomografia computadorizada (TC), ressonância magnética (MRI)”, aconselha o Dr.Mauricio.
Esses exames podem diagnosticar o aneurisma e indicar o melhor tratamento.

Mauricio Mandel é neurocirurgião formado pela USP e membro da Sociedade Brasileira de Neurocirurgia (SBN). Neurocirurgião do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP.  Neurocirurgião do Hospital Israelita Albert Einstein.  Membro do Congress of Neurological Surgeons e Membro da International Society for Minimally Invasive Neurosurgery

Angina do peito pode ser sintoma de infarto do miocárdio

em Saúde & Bem-estar por

Dor que acomete o centro do peito, que piora aos esforços físicos e melhora em momentos de repouso, pode indicar a obstrução parcial de um vaso sanguíneo por gordura, um dos primeiros sinais do infarto. Ao sentir estes sintomas, o paciente deve procurar um médico imediatamente.

Você sabia que sentir uma dor forte ou aperto no peito pode ser indício de uma angina? O quadro, que geralmente ocorre após um episódio de estresse ou esforço físico é estabelecido quando a dor diminui ao repousar. Conforme Eduardo Backes, médico cardiologista da Unimed Costa Oeste, caso ocorra um episódio semelhante ao descrito, é importante procurar imediatamente um médico e descrever os sintomas. “A angina do peito pode modificar suas características, apresentar piora dos sintomas e, caso obstrua a artéria completamente e interrompa o fluxo de sangue no coração, pode ocorrer um infarto agudo do miocárdio”, alerta.

Essa interrupção do fluxo sanguíneo ocorre quando um ou mais vasos que nutrem o músculo cardíaco, conhecidos como artérias coronárias, são obstruídas devido o depósito de gordura. Essa obstrução impede que o músculo cardíaco receba o fluxo sanguíneo necessário para desempenhar o seu trabalho de bombear o sangue para o corpo.

Exercícios físicos
Durante a atividade física, por exemplo, o coração necessita aumentar a frequência e a força dos batimentos, para suprir os tecidos do corpo com sangue, por isso o coração pede mais fluxo sanguíneo. ”Caso exista a obstrução parcial de uma artéria coronária, ela não receberá todo o aporte de sangue necessário e terá como resultado o aparecimento da dor”, explica Backes.
Conforme a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), a angina do peito acomete uma em cada 50 pessoas, porém ela não é classificada como uma doença, mas um sintoma passageiro e que não deixa sequelas. Apesar disso, o cardiologista ressalta que, se a pessoa sentir qualquer desconforto no peito, principalmente desencadeado por esforço físico e melhorar com o repouso, um médico deve ser procurado. Desta forma, o paciente passará por uma avaliação cardiológica, pois a angina, em muitos casos, precede o infarto agudo do miocárdio.

O que fazer?
Após o paciente perceber os sintomas de angina do peito, o ideal é procurar um médico o quanto antes, pois apenas a descrição dos sintomas já é suficiente para estabelecer o diagnóstico. No entanto, de acordo com Backes, para confirmar o diagnóstico e estratificar o risco do paciente, serão requisitados exames complementares como o eletrocardiograma – realizado enquanto o paciente faz esforço físico –, teste ergométrico e até mesmo o cateterismo cardíaco, que examina os vasos sanguíneos.
Caso haja gordura obstruindo alguma artéria, o médico irá guiar o melhor tratamento para o paciente, que inclui mudanças de hábitos de vida, como alimentação balanceada e atividades físicas, medicamentos, angioplastia coronariana – quando o médico insere uma prótese endovascular, o Stent, usada para manter a artéria aberta – e em alguns casos, a cirurgia.

Saiba como prevenir e tratar os vasinhos

em Saúde & Bem-estar por

Os teleangectasias, conhecido pelas mulheres como vasinhos atinge 80% do público feminino. O seu surgimento está associado a problemas na circulação venosa, além disso, ele pode ser desencadeado pelo sedentarismo, gravidez, predisposição genética e obesidade. A boa notícia é que os vasinhos podem ser tratados.

“Os teleangiectasias costumam aparecer em diferentes locais do corpo: face, colo, seios, abdômen, costas, pernas e pés. Eles não interferem na circulação sanguínea e também não causam problemas mais sérios de saúde. O principal desconforto é mesmo estético”, afirma o Dr. Fernando Bacalhau, cirurgião vascular.

Boa parte das mulheres convive com os vasinhos, afinal, eles são indolores. Mas em alguns, eles podem apresentar sintomas, o que merece uma investigação. “Nos casos esporádicos, os teleangectasias podem apresentar ondulações azuladas nos tornozelos e pés, pequenas veias podem se romper provocando um sangramento. Se isso acontecer, procure o médico para que seja feito um diagnóstico”, explica o cirurgião vascular.

Microvarizes ou teleangiectasias?

Segundo o cirurgião vascular Fernando Bacalhau, muitas pessoas confunde teleangiectasias com as microvarizes. Mas existe uma grande diferença entre eles. “As microvarizes são pequenos vasos dilatados, tortuosos que medem de 2 e 5 mm. Na maioria das vezes está associada a varizes e aos vasinhos. Já a teleangiectasias são dilatações de capilares, artérias ou veias menores do que 2 mm de calibre. Eles são conhecidos como “aranhas vasculares”, pelos vasos serem muito fino e fazer uma ramificação.

Tratamentos

Os teleangiectasias podem ser tratados com uma técnica chamada escleroterapia. “O tratamento consiste num líquido que é injetado dentro dos vasinhos causando a destruição da camada mais interna, impedindo que o sangue circule pelos vasos. Lembrando que a técnica é minimamente invasiva”, ressalta o especialista.
A escleroterapia é realizada pelo cirurgião vascular, que é o profissional mais indicado para dizer quais vasinhos devem ser tratados por esse método.

Cada paciente irá reagir de uma maneira, várias aplicações podem ser feitas. Na maioria dos casos, a escleroterapia elimina 50 a 80% dos vasinhos após algumas sessões.
Para os vasinhos de calibre maior e coloração azulada é necessário um tratamento cirúrgico. Para um melhor resultado, essas veias precisam ser removidas antes da escleroterapia.

O problema também podem ser tratados com laser. Porém, dependendo do caso, o laser pode causar mais dor e também manchas na pele. Atualmente, o laser fica reservado para um tipo específico de vasinho.
Se você está incomodada com a presença dos vasinhos, consulte um cirurgião vascular para iniciar um tratamento.

Dr. Fernando Bacalhau é cirurgião vascular com título de especialista pela Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV) e membro da Sociedade Brasileira de Laser em Medicina e Cirurgia (SBLMC).

Zinco ajuda no tratamento de desidratação causada pela diarreia

em Saúde & Bem-estar por

Você sabia que uma das principais causas de desidratação no nosso país é a diarreia? E que nesse tipo de desidratação o corpo necessita de zinco? O zinco é importante para um crescimento e desenvolvimento das células do intestino, tendo uma importante função para manter o sistema imunológico saudável e reduzir a diarreia.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) recomendam a reposição do zinco no tratamento de quadros de diarreia, que costumam ser mais frequentes no verão. Segundo dados do Ministério da Saúde, referentes a 2012, o Brasil registra cerca de 400 mil internações por ano por causa da diarreia sendo que, do total de pacientes, 35% são crianças menores de 5 anos.

A reposição do zinco deve acontecer tão logo a diarreia tenha iniciado, pois o nutriente ajuda na redução da duração e severidade do episódio, assim como reduz o risco de desidratação. Para auxiliar nos episódios de diarreia, o  Pedialyte® Zinco é a solução preferida por médicos e mães para a reidratação de crianças, de acordo com o recente estudo em Reidratação Oral conduzido no Brasil pela Ipsos Healthcare (agosto, 2013). O Pedialyte® Zinco é indicado também para adultos e idosos, e é oferecido em diferentes sabores – uva, maçã, morango e  guaraná.

Como tratar as olheiras depois da folia do Carnaval?

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Desgaste do Carnaval deixa como lembrança as olheiras, por isso o jeito é pedir ajuda para a tecnologia

O Carnaval é uma festa bastante agitada e muitas pessoas caem na folia.

E o resultado não poderia ser outro: noites mal dormidas, estresse, alimentação precária, cigarro, álcool, sol e uma vida desregrada, que acabam resultando nas olheiras e para eliminá-las os tratamentos estéticos surgem como uma boa opção.

As olheiras são resultados de dois fatores: a ação da melanina, o pigmento que dá cor à pele, que somada à microcirculação local causa o escurecimento da região. Como a pele abaixo dos olhos é muito fina, o conjunto de vasinhos acaba transparecendo mais. As olheiras ocorrem com mais frequência em pessoas de pele morena que fabrica maior quantidade de melanina. Por isso, é importante manter um bom cuidado nas regiões da face e das pálpebras com hidratantes e protetores solares.

O Esteticista e Cosmetólogo, Orlando Sanches, está utilizando em seus protocolos uma novidade de última geração, que une a Radiofrequência Biodynamic + Fotobiomodulação com LEDs (Luz Emitida por Diodo) de várias cores, com o objetivo de agilizar os resultados dos tratamentos.

A Fotobiomodulação é a utilização da luz com fins terapêuticos e estéticos, uma vez que estimula de forma não invasiva o metabolismo celular. Ideal para vários tratamentos, como os de rejuvenescimento, clareamento de manchas, acne.

O aparelho que une esses tratamentos é o SPECTRA G3, DA TONEDERM, que possui 4 manoplas de Fotobiomodulação, sendo que a CITRINE LIGHT (LUZ ÂMBAR) emite a irradiação dessa luz amarela, que trata as olheiras. Possui propriedades drenantes e desintoxicantes. Além das olheiras, a luz amarela serve para hidratação facial, rejuvenescimento, estimula fibroblastos na síntese de colágeno, melhora a circulação sanguínea e linfática, minimiza edemas e efeito calmante nos casos de vermelhidão causada por rosácea.

Além da Fotobiomodulação com o SPECTRA G3, as olheiras podem ser tratadas com a CARBOXITERAPIA, que tem o poder de ativar a circulação do sangue, atenuando as marcas esverdeadas ou azuladas.

A CARBOXITERAPIA é eficiente para o tratamento das olheiras, uma vez que elas são formadas devido aos vasos sanguíneos locais possuírem uma baixa taxa de O2 (oxigênio) e com isso o sangue passa a apresentar uma coloração azulada formando as olheiras.

A Infusão de CO2 vai aumentar a oxigenação desses vasos devolvendo a sua coloração avermelhada e eliminando a olheira. Quando aplicada em camada mais superficial estimula a síntese de elastina e colágeno contribuindo para a retração da pele, que passará a ter melhor qualidade estética.

A Infusão de CO2 é uma técnica moderna na qual o gás carbônico é injetado no tecido subcutâneo utilizando-se uma agulha muito fina, melhorando a circulação e oxigenação dos tecidos, causando um bom efeito estético adiando a cirurgia e levando a um rejuvenescimento palpebral e facial.

As receitinhas caseiras também ajudam, mas momentaneamente, porque comprimem os vasos sanguíneos que escurecem a região.

As receitas mais famosas para tratar olheiras são:

PEPINO: distribuir as rodelas do pepino geladas em volta da região dos olhos, o que provoca uma vasoconstrição e, com isso, dá a impressão de que as olheiras melhoram, mas é apenas temporário, porque na verdade o que ajuda a amenizar as olheiras e a atenuar o inchaço é o contato com o frio.

CHÁ DE CAMOMILA: o chá gelado também ajuda temporariamente devido ao efeito calmante a ao resfriamento do local.

CHÁ PRETO: deve estar bem gelado. Com a água e a cafeína nesta temperatura, os vasinhos se contraem e ficam menos aparentes.

HORTELÃ: preparar um chá com o hortelã e levar ao freezer até ficar bem gelado. Depois é só passar num algodão e deixar a compressa agir por 15 minutos.

BATATA: cortar duas fatias finas de batata e colocá-las sobre cada pálpebra. Deixar agir por 20 minutos e depois lavar o rosto com água fria.

O que não faltam são dicas para tratar as olheiras, mas é fundamental uma boa noite de sono e uma alimentação adequada.

Os prós e contras na hora de escolher uma atividade física

em Saúde & Bem-estar por

Para prof.ª Priscilla de F. de Arruda Camargo, consultora em qualidade de vida, cedo ou mais tarde, a falta de exercícios diários impacta no bem-estar de qualquer ser humano e para quem adiou essa etapa, seja pela avidez por riqueza, por sucesso profissional ou por resolver outros problemas, acaba percebendo o excesso de gordura ou de flacidez espalhados ao longo dos anos no corpo, que pede socorro!

Para diretora e editora- chefe do Portal Sentir Bem (www.sentirbem.com.br), antes de se comprometer com a disciplina de um programa de exercícios, para não correr o risco de se desmotivar, informe-se e considere os prós e os contras de cada modalidade. “Afinal, além da diversão e do bem-estar, cada atividade física produz resultado diferente em seu corpo e à sua saúde. É importante conhecê-los bem para não ter mais surpresas”, ressalta Priscilla.

Segundo a especialista, vale lembrar que é importante antes de tudo consultar um clínico geral e saber se quais suas condições físicas. Ele dará informações importantes sobre sua saúde, que serão requeridas pela instituição esportiva em que matricular – caso esta empresa seja realmente conceituada e confiável.

“Dependendo do exercício escolhido, busque também fazer uma avaliação física feita por professores de educação física especializados. Programe-se para manter uma disciplina. Se quiser sentir uma melhora significante em sua saúde, seja leal consigo mesmo, saiba suas limitações. Lembre-se da disciplina, da perseverança e também do lazer e da delícia de se exercitar”, diz Priscilla.

Dicas da Consultora em qualidade de vida:

Corrida / Caminhada
Prós: Com uma boa monitoração, correr e caminhar são atividades físicas bastante efetivas para queimar gorduras e manter em boa atividade o sistema cardiovascular. Mas, é claro, para isso, é preciso trabalhar em uma faixa de frequencia cardíaca regular e manter um ritmo adequado ao seu metabolismo.

Contras: Se você passou bastante tempo sedentário, prefira caminhar à corrida. Na caminhada, quando feita corretamente, o impacto com o solo é mínimo. Enquanto na corrida, a força da colisão com o solo provoca atrito nas articulações e altera os movimentos dos músculos. Se não for cuidadoso, o exercício pode causar traumatismos que variam de leves à graves.

Atenção: A corrida bem monitorada é aconselhável para já tem musculatura bem trabalhada – que o tônus protege as articulações e previne danos. O sedentário fica muito mais exposto às lesões, principalmente, depois de certa idade, em que os ossos ficam fragilizados.

Correr na areia ou em pisos irregulares pode provocar um desajuste na musculatura e nas articulações. O mesmo vale para a caminhada. Além de prestar atenção se o solo é uniforme, tente reduzir o impacto com um calçado adequado, com solado amortecedor. E, como todo exercício físico, não se esqueça nunca do alongamento antes e depois. Na corrida e na caminhada, principalmente, os músculos se tencionam mais do que estão acostumados em atividades do dia a dia. O alongamento ajuda a relaxá-los e a prevenir distorções.

Natação / Hidroginástica

Prós: Você certamente já deve ter ouvido falar, nadar está entre os exercícios mais completos e perfeitos. A natação fortalece e alonga a musculatura, queima calorias, regula a sistema cardiovascular e, principalmente, a respiração, pois a inspiração e expiração são fortemente trabalhadas. A hidroginástica faz um trabalho semelhante por lidar também com a resistência da água. A força da água provoca o mínimo de impacto e de riscos de lesões. E quando você sai da piscina, não importa com quanto sacrifício você nadou ou fez exercício, você se sente mais refrescado físicamente e mentalmente.

Contras: Se existe alguma desvantagem em escolher a natação e a hidroginástica? Trata-se de uma questão pessoal. Na maioria das vezes, o que dificulta a adesão ao esporte é a dificuldade de se adaptar ao meio líquido. Para alguns, é importante que a piscina seja aquecida. Ainda existem aqueles que não sabem nadar e acham difícil de aprender. Esses não devem se desestimular. Nada que um bom esforço e uma prancha ou nadadeira não possam ajudar a resolver. E o resultado de superar um problema é ainda mais recompensador.

Musculação

Prós: Antigamente, ouvíamos dizer muito que pessoas mais velhas ou muito novas não poderiam fazer musculação. Isso é totalmente falso! Nos anos 80, com a moda do culto ao corpo “à la Madonna” (a cantora e não a personagem mitológica), foi difundida a falsa ideia de que a musculação servia à hipertrofia dos músculos e para modelar o corpo.

Na verdade, a musculação é um dos exercícios mais indicados para pessoas a partir dos 30 anos, para dar resistência física e fortalecer o tônus. Depois dessa idade, a pessoa começa a perder ainda mais massa muscular, principalmente, se for sedentária. E aumenta a fragilidade da musculatura, que não protege mais os ossos como deveria e dá menor sustentação ao corpo. Levantar peso aumenta a densidade do osso, incentiva o metabolismo a queimar calorias, força sua elasticidade, molda e tonifica todo seu corpo.

Contras: O exercício é contra-indicado a certos pacientes cardíacos, pois o peso em maior grau pode acelerar a pressão arterial. Para estes, recomenda-se as caminhadas e o ciclismo, esportes que focalizam mais a parte aeróbica, ou seja, a freqüência uniforme dos batimentos cardíacos.
O treinamento de resistência também é perigoso também quando mal-orientado. O excesso de peso pode ocasionar lesões nos músculos quanto nas articulações e até causar desvios posturais. Porém, após aval de seu clínico geral e a avaliação de um bom profissional de educação física, se feito corretamente, não há desvantagem em um programa de musculação bem-elaborado.

Dança de salão

Prós: Trabalha o bem-estar emocional, a coordenação motora, a sustentação, queima calorias e trabalha o sistema cardiorrespiratório, quando o ritmo exige uma freqüência cardíaca constante. O impacto é mínimo, a não ser nas danças que exigem mais resistência física.

Contras: Quase não há contra indicações, contanto que se respeite o limite físico de cada um.

Yoga e Tai Chi Chuan

Prós: Ambos exercícios estimulam o alongamento, a respiração, a concentração, o equilíbrio e o bem-estar espiritual.

Contras: Quase não há perda calórica. Duas das linhas da yoga – a Hatha Yoga e a Swástia Yôga – promovem o desenvolvimento da musculatura através da sustentação e do alongamento mas, é claro, que menos do que os exercícios com sobrecarga. Já o Tai Chi Chuan já não há desenvolvimento da musculatura, somente equilíbrio e concentração.

Os benefícios de se consumir fibras na medida certa

em Saúde & Bem-estar por

Nem a mais, nem a menos: além de melhorar o trânsito intestinal e diminuir o inchaço abdominal, consumir a quantidade certa de fibras todos os dias ajuda a reduzir os níveis de glicose e colesterol no sangue e ainda dá sensação de saciedade, o que ajuda nos processos de emagrecimento e manutenção do peso.

Engana-se quem acredita que os únicos benefícios da ingestão diária de fibras é a melhora no trânsito intestinal e consequente diminuição da sensação de inchaço abdominal. Consumir a quantidade certa de fibras solúveis e insolúveis todos os dias (nem a mais, nem a menos) diminui a absorção de gordura, ajuda a reduzir níveis de glicose e colesterol no sangue e ainda traz a sensação de saciedade, o que ajuda nos processos de emagrecimento e manutenção do peso.

“Indiscutivelmente, as fibras são indispensáveis para o bom funcionamento do nosso organismo”, afirma o Dr. Ayrton De Magistris.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda a ingestão de 25 gramas de fibras diariamente. Porém, com o dia a dia atribulado, o consumo ideal de fibras não tem feito parte da alimentação da maioria dos brasileiros. A regra são a priorização de alimentos industrializados e sucos em vez de frutas in natura; a escolha nos bufês self service de alimentos ricos em lipídeos, carboidratos simples e pobres em fibras alimentares, com poucos legumes, grãos e vegetais crus, e a ingestão de alimentos semiprontos e congelados que em vez de exceção, viram rotina para facilitar a alimentação após o trabalho. Esses maus hábitos estão ligados a males como obesidade, diabetes e doenças cardiovasculares.

“Duas em cada três mulheres sofrem com prisão de ventre”, explica o Dr. Ayrton De Magistris. “Como nem sempre conseguimos incluir no cardápio alimentos fibrosos como verduras, legumes, leguminosas, frutas, grãos e cereais integrais, a suplementação vem para suprir essa ingestão deficiente de fibras”. O grande desafio é fazer essa suplementação de uma forma prática, que interfira pouco no dia a dia.

TIPOS DE FIBRAS

Existem dois tipos de fibras: as solúveis e as insolúveis. As primeiras atuam no estômago e no intestino delgado, tornando a digestão mais lenta e melhorando a digestão dos nutrientes, principalmente açúcares e gorduras. Esse tipo de fibra ajuda a controlar o metabolismo energético e evita o aumento da glicemia no sangue. Já as fibras insolúveis têm a função de aumentar o bolo fecal e acelerar o trânsito intestinal, melhorando a chamada prisão de ventre, mal que aflige duas em cada três mulheres brasileiras.

Confira abaixo os principais benefícios das fibras, segundo o assessor médico da MIP Brasil Farma:

Bom funcionamento do intestino – Não custa repetir: fibras são a “salvação” para quem sofre com constipação. “Além disso, promovem uma flora intestinal saudável, aumentando as bactérias do bem e minimizando as bactérias patogênicas”, completa o Dr. De Magistris.

Sensação de Saciedade – Ingerir fibras ajuda até a emagrecer. Sim, as fibras solúveis absorvem água e formam géis, permanecendo mais tempo no estômago e proporcionando maior saciedade e diminuindo a vontade de comer toda hora.

Reduz o Colesterol – O consumo de fibras aliada a uma dieta rotina saudável, com alimentação adequada e a prática de exercícios físicos, pode ajudar a diminuir as taxas de colesterol no sangue.

Controle da Glicose – As fibras promovem a liberação mais lenta e constante da glicose e ajuda a regularizar os níveis da substância no sangue.

Pais subestimam o problema de peso dos filhos

em Educação e Comportamento/Saúde & Bem-estar por

Muitos pais acreditam que seus filhos, aparentemente, são mais magros do que realmente eles são.

Uma revisão de estudos revelou que dois terços dos pais subestimam o peso de sua prole. “O dado é preocupante, pois, em estado de negação, os pais não são capazes de reconhecer que seus filhos estão acima do peso, assim, eles não podem tomar as atitudes necessárias para prevenir ou tratar a obesidade”, avalia o pediatra Moises Chencinski.

Para chegar aos dados finais da meta-análise, os pesquisadores revisaram dados de 121 estudos que incluíram mais de 80.000 estimativas de peso de crianças e adolescentes, entre 2-19 anos, feitas por seus pais. Mais da metade dos pais de crianças com sobrepeso e obesidade subestimaram o peso dos filhos, como também o fizeram cerca de 14% dos pais de crianças com peso normal. Os pais tinham maior probabilidade de subestimar o peso de crianças entre 2-5 anos.

As razões para essa atitude não foram estudadas, mas os cientistas sugerem que os meios de comunicação apresentam uma imagem estereotipada de crianças com sobrepeso como severamente obesas e que isso distorce a compreensão dos pais. Outra hipótese é a de que os pais são resistentes a estigmatizar seus filhos como “gordos”. E há também os pais que simplesmente não acreditam que seus filhos possam estar acima do peso porque eles são fisicamente ativos e não têm problemas de saúde óbvios. “É nesses casos que o papel do pediatra é essencial, pois ele é o profissional de saúde indicado para corrigir a ‘falsa impressão dos pais’ e promover a adoção de hábitos saudáveis”, defende Chencinski.

O QUE AS FAMÍLIAS PODEM FAZER?

O sobrepeso e a obesidade infantil são problemas de saúde significativos para as famílias e muitos pais se sentem sobrecarregados e angustiados com essa situação, não sabem por onde começar a ajudar os filhos… Segundo o pediatra isso é totalmente compreensível, dada a complexidade associada às causas e ao tratamento dessas condições.

“No entanto, há muitas coisas que as famílias podem fazer para promover um estilo de vida mais ativo e saudável e para apoiar uns aos outros com o objetivo de se manterem saudáveis. Por exemplo, elas podem se concentrar na criação de um ambiente familiar que incentive e apoie as escolhas alimentares saudáveis​​; podem comunicar-se regularmente com seu pediatra para entender melhor o que significa o percentual do IMC (índice de massa corporal) e podem também unir-se à comunidade na defesa de lanches mais saudáveis nas escolas”, enumera Moises Chencinski, membro do Departamento de Pediatria Ambulatorial e Cuidados Primários da Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP).

Além do que o médico mencionou, a comunidade científica concorda que cada uma das seguintes opções pode impactar positivamente sobre o sobrepeso e a obesidade em crianças e/ou adolescentes:

· Comer 5 porções de frutas e vegetais por dia;

· Fazer pelo menos 1 hora de atividade física por dia (não precisa ser consecutiva);

· Limitar o tempo de tela (TV, tablet, celular) para menos de 2 horas por dia;

· Limitar o consumo de açúcar e de bebidas adoçadas;

· Tomar o café da manhã diariamente;

· Optar por produtos lácteos com baixo teor de gordura;

· Fazer regularmente as refeições em família;

· Limitar as refeições fast food e as saídas para comer fora;

· Preparar os alimentos em casa;

· Comer uma dieta rica em cálcio;

· Comer uma dieta rica em fibras;

· Aleitamento materno exclusivo até os 6 meses e manutenção do aleitamento após a introdução de alimentos sólidos até os 12 meses de idade.

O QUE OS PEDIATRAS PODEM FAZER?

Para Moises Chencinski, pais e pediatras podem formar uma parceria importante na prevenção de sobrepeso e obesidade. “É uma ótima ideia para os pais manterem um contato regular com o pediatra do seu filho sobre nutrição adequada e atividade física. Além disso, o pediatra pode ajudar os pais, avaliando o risco da criança e monitorando seu IMC. O pediatra deve informar aos pais quando a criança está em risco de excesso de peso ou quando já está acima do peso ou obesa. Trabalhando em equipe com o pediatra do filho, os pais poderão identificar as melhores formas para que a criança adote e/ou mantenha um estilo de vida ativo e saudável”, defende o médico.

Cirurgia plástica: o barato pode sair caro

em Educação e Comportamento/Saúde & Bem-estar por

“Minha filha tinha apenas 26 anos quando tudo aconteceu. Era setembro de 2006 e ela estava empolgada com a lipoaspiração, que seria realizada na véspera do feriado. Eu não concordava com a cirurgia, tinha medo de alguma sequela, mas ela estava animada. Seguiu a indicação de amigos e a cirurgia já estava marcada. Seria realizada em uma clínica, pois a médica havia dito que era um procedimento simples e que não precisaria de internação em um hospital”.

No dia da cirurgia, conta a mãe D.P.T (que solicitou ter sua identidade preservada), ela deixou a filha saudável na clínica e retornou apreensiva para casa. A médica, diz D.P.T, não autorizou a permanência de um acompanhante no local, dizendo não haver necessidade, já que a paciente teria alta, logo na manhã seguinte.

Contudo, logo cedo, a mãe recebeu uma ligação da clínica, informando que a filha havia sido encaminhada para um hospital. Durante a cirurgia, relata D.P.T, a jovem sofreu embolia pulmonar e uma parada cardiorrespiratória e, como não havia UTI no local, nem equipe de médicos socorristas, precisou ser encaminhada, às pressas, para o atendimento de urgência hospitalar. “Três meses depois, minha filha voltou para casa tetraplégica”, lamenta a mãe, emocionada.

Histórias alarmantes, como esta, são mais comuns do que se possa imaginar. Segundo o especialista em cirurgia plástica, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) e do Colégio Brasileiro de Cirurgiões, Dr. Ricardo Proto, especialista do Hospital Santo Antônio, de Votorantim (SP), o número de cirurgias plásticas vem crescendo consideravelmente nos últimos anos, devido à popularização da técnica. Ele alerta, contudo, que a desinformação é um perigo iminente neste contexto. “A popularização tem seu lado positivo, possibilitando o acesso da cirurgia a um número maior de pessoas. Ainda assim, muitos buscam, tão somente, as alternativas mais econômicas, arriscando suas vidas, sem os devidos cuidados prévios necessários”, aponta o médico.

De acordo com Dr. Proto, as cirurgias plásticas oferecem o mesmo risco que qualquer procedimento cirúrgico e, por isso, é determinante a seleção criteriosa do profissional e do local onde será realizada. “Os pacientes não devem, simplesmente, escolher este ou aquele profissional, devido ao valor da cirurgia, mas averiguar se o médico é um cirurgião plástico credenciado pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e conversar com outros pacientes do profissional para conhecer impressões sobre o trabalho realizado”, ressalta. Para saber se o profissional é membro da SBCP, basta acessar o site da sociedade: www2.cirurgiaplastica.org.br e pesquisar o histórico do médico.

Além da escolha de um profissional capacitado, o paciente deve levar em consideração o local da realização da cirurgia. “Durante a cirurgia, o paciente pode sofrer complicações e, por isto, ela deve ser realizada em um hospital que disponha de UTI e banco de sangue, tudo para garantir a segurança do paciente”, alerta o especialista. “Se a clínica que minha filha realizou a cirurgia tivesse uma UTI e uma equipe de socorristas, talvez, hoje, ela poderia estar bem e levar uma vida normal”, lamenta D.P.T.

Uma vez selecionado o profissional, o paciente deve esclarecer todas as possíveis dúvidas com o médico, antes da realização da cirurgia. “É extremamente importante a conversa aberta com o médico antes da cirurgia, descrevendo suas expectativas e receios, para que, em conjunto, médico e paciente alcancem o resultado esperado”, diz Dr. Proto.

Resgate da autoestima

Monica Barbosa Siqueira sonhava com a colocação da prótese de silicone e, depois de diversas pesquisas, resolveu que era o momento ideal para a realização da cirurgia. “Minha autoestima estava muito baixa. Eu não conseguia me relacionar com ninguém, pois queria esconder meus seios”, fala.

Ela pesquisou com amigas que realizaram plásticas com médicos credenciados à SBCP e, como os resultados das cirurgias foram muito positivos, resolveu marcar uma consulta com um destes profissionais. “Ele foi muito atencioso comigo, conheceu a minha história e, como me passou muita confiança, resolvi fazer a cirurgia. Realizei diversos exames pré-operatórios para averiguar a minha saúde e marcamos a data. O médico me recomendou que a cirurgia fosse realizada em um hospital, devido à estrutura oferecida ao paciente e, em janeiro, realizei a tão sonhada cirurgia. Escolhi um médico credenciado pela SBCP e realizei a cirurgia em um hospital totalmente equipado e, hoje, comemoro os resultados”, recomenda Mônica.

Perigos da automedicação no carnaval

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Qual folião nunca se automedicou depois de sentir aquela dor de cabeça pulsante ou um enjoo durante ou depois da festa de carnaval? Tomar medicamentos por conta própria nesta situação é comum, mas é preciso cuidados redobrados para evitar os efeitos adversos da medicação, conforme alerta o clínico médico, Carlos Sperandio.

“A maioria dos quadros de dor de cabeça é benigna e pode ser tratada com analgésicos simples”. No entanto, lembra o especialista, dores mais importantes, associadas a outros sintomas como febre, por exemplo, ou aquelas que não melhoram com a medicação habitual, devem ser sempre analisadas por um médico.

PERIGOS DA AUTOMEDICAÇÃO

Doses altas de paracetamol, analgésico comum e amplamente utilizado em casos de dor de cabeça, podem ser muito tóxicas para o fígado, por exemplo. Anti-inflamatórios, por sua vez, podem gerar gastrite, hemorragias e até insuficiência renal nos pacientes idosos. “Portanto, as medicações de venda livre podem ser consumidas, mas sempre com orientação do médico ou do farmacêutico, para que não haja problemas de dosagem, reações colaterais e interações”, lembra o médico.

QUANDO IR AO MÉDICO?

Dor de cabeça acompanhada por febre, convulsões, formigamento de braços ou pernas, perda de força, constatação de que os analgésicos simples não fazem efeito ou aquela sensação de dor de cabeça insuportável, são sinais claros de que um médico deve ser procurado.

EFEITOS COLATERAIS

As doses das diferentes medicações variam para cada caso, sendo sempre importante o paciente seguir as orientações da bula, que podem ser substituídas e até alteradas quando houver supervisão de um profissional médico.

Os pacientes idosos (acima de 60 anos) têm mais chances de serem atingidos por complicações com determinados tipos de medicação. Em alguns casos, a alta dose de medicações consideradas de uso comum, como o ácido acetilsalicílico, utilizado frequentemente como anti-inflamatório e analgésico, pode resultar em hemorragias digestivas, insuficiência dos rins, piora da função cardíaca e até diarreia por inflamação do intestino.

DICAS PARA O FOLIÃO

Sperandio orienta que o folião não deve sair da rotina. “Quem vai pular o carnaval deve continuar com os bons hábitos alimentares e de higiene”. O especialista explica que a pessoa deve realizar refeições a cada três horas, dormir durante o mesmo período de tempo de costume, evitar o excesso de bebidas alcoólicas, jamais beber e dirigir, além de hidratar-se bem em ambientes mais quentes. A alimentação deve ser regrada, evitando comidas muito gordurosas e com manipulação duvidosa.

O que todo usuário de lentes de contato precisa saber… E praticar!

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No caso de lentes de contato, faça desse o seu mantra: em caso de desconforto, tire as lentes. Se elas estão lhe causando algum desconforto, se seus olhos estão vermelhos, é melhor ouvir o seu corpo do que sofrer.

Se você é um usuário de lentes de contato, as chances que você tenha recebido orientação sobre o uso e a adaptação das lentes, quando você recebeu a indicação clínica para iniciar o uso das lentes são muitas. Então, teoricamente, você sabe o que fazer…

Mas se você for honesto consigo mesmo, quantas vezes você realmente seguiu todos os passos cada vez que fez a remoção de suas lentes de contato? E quantas vezes você fez as coisas exatamente da maneira como o seu oftalmologista ou a sua contatóloga recomendou? E aquele dia em que você dormiu com as lentes? E quando você entrou na piscina com as lentes? E quando perdeu o prazo de trocar as lentes de contato que tinham validade mensal?

“Dados do Instituto Soblec de Educação, órgão ligado à Sociedade Brasileira de Lentes de Contato, Córnea e Refratometria, mostram que aproximadamente 8 milhões de pessoas têm indicação clínica e estão economicamente em condições de usar lentes de contato no Brasil. Dessas, apenas 2 milhões as utilizam, sendo que somente 50% dos usuários o faz da forma correta”, informa o oftalmologista Virgílio Centurion (CRM-SP 13.454), diretor do IMO, Instituto de Moléstias Oculares.

Nós reunimos duas oftalmologistas do IMO, Instituto de Moléstias Oculares, para conversarmos sobre os erros mais comuns cometidos pelos usuários de lentes de contato. Perguntamos às especialistas o que deve ser feito e o que pode acontecer no pior cenário, caso o mau hábito não seja corrigido a tempo. Confira o resultado dessa conversa:

O QUE VOCÊ ESTÁ FAZENDO? VOCÊ DEIXA A ÁGUA DA TORNEIRA ENTRAR EM CONTATO COM SUAS LENTES DE CONTATO.

POR QUE DEVE PARAR? – “Parece inofensivo, certo? Errado. A água da torneira não é salgada como as lágrimas são, por isso, as lentes de contato tendem a absorver a água e inchar. Isso vale até mesmo para a água que bebemos, que não é estéril e contém microorganismos. Se a sua lente incha, a forma como ela se encaixa no seu olho se altera também, e, muitas vezes, a lente começa a apertar o olho. Esta pressão pode abrir pequenas fissuras na córnea, por onde microorganismos podem entrar, podendo causar infecções. É por isso que é importante não tomar banho ou nadar com suas lentes de contato. Além disso, você nunca deve usar água no lugar da solução para armazenar suas lentes de contato”, afirma a oftalmologista Sandra Alice Falvo (CRM-SP 59.156).

O QUE VOCÊ ESTÁ FAZENDO? SUAS LENTES DE CONTATO ESTÃO INCOMODANDO, MAS VOCÊ NÃO TEM SOLUÇÃO DISPONÍVEL NO MOMENTO, ENTÃO USA ÁGUA OU A PRÓPRIA SALIVA COMO “SOLUÇÃO DE EMERGÊNCIA” PARA LAVÁ-LAS ANTES DE RECOLOCÁ-LAS NOS OLHOS.

POR QUE DEVE PARAR? – “Sua saliva é composta por bactérias que pertencem à sua boca e não aos seus olhos. Colocar suas lentes em contato com a sua saliva é como colocá-las numa pia de louça suja, certamente você não quer fazer isso. Se você se pegar em uma situação onde suas lentes de contato estão incomodando, mas você não tem acesso à solução e ao estojo das lentes de contato, a melhor aposta é jogar as lentes fora. Outra opção é usar um lubrificante ocular para tentar aliviar qualquer desconforto. E, claro, é sempre aconselhável levar um vidrinho de solução e um estojo de lentes com você em todos os momentos”, ensina a oftalmologista Meibal Junqueira(CRM-SP 131.404).

O QUE VOCÊ ESTÁ FAZENDO? VOCÊ ESTÁ REUTILIZANDO SUA SOLUÇÃO.

POR QUE DEVE PARAR? – “Reciclar a solução é como implorar por uma infecção ocular. Todos os detritos e bactérias que estão em seus olhos e nas suas lentes de contato vão para a solução. Então, se você está reutilizando a solução, isso significa que você está deixando suas lentes de contato de molho numa piscina cheias de bactérias e, em seguida, está colocando essas mesmas lentes, que não estão limpas, de volta nos olhos. Se você tiver qualquer fissura microscópica na sua córnea, essas bactérias podem infectar a sua córnea. Ao invés de reciclar a solução, aposte na prevenção, tenha o cuidado de usar uma nova solução a cada vez que você precisar armazenar suas lentes. Ou, se você odeia lidar com a solução e o processo de armazenamento das lentes, considere as lentes descartáveis diárias”, recomenda Sandra Falvo.

O QUE VOCÊ ESTÁ FAZENDO? VOCÊ ESTÁ USANDO O MESMO ESTOJO DE LENTES DE CONTATO POR TANTO TEMPO QUE NÃO CONSEGUE LEMBRAR MAIS A ÚLTIMA VEZ QUE O TROCOU.

POR QUE DEVE PARAR? – “Jogue o estojo antigo no lixo agora. Estojos de lentes de contato devem ser utilizados, no máximo, por três meses, depois desse tempo devem ser substituídos por um novo. As soluções de limpeza conseguem manter seu estojo em boas condições somente por um período de três meses”, defende Meibal Junqueira.

O QUE VOCÊ ESTÁ FAZENDO? VOCÊ LAVA SEU ESTOJO DE LENTES DE CONTATO COM ÁGUA, EM SEGUIDA, FECHA-O ANTES DE DEIXÁ-LO SECAR COMPLETAMENTE.

POR QUE DEVE PARAR? – “A melhor maneira de manter seu estojo de lentes de contato limpo é lavá-lo com a solução, e não com água, uma vez que a água não deve entrar em contato com suas lentes de contato. Em seguida, limpe o estojo seco com uma toalha de papel descartável limpa ou deixe-o secar completamente antes de colocar as tampas de volta. Às vezes, é melhor comprar um estojo novo do que tentar desinfetá-lo por si mesmo”, orienta Sandra Falvo.

O QUE VOCÊ ESTÁ FAZENDO? VOCÊ ESTÁ USANDO UMA “SOLUÇÃO TALIBÔ OU SEM MARCA RECONHECIDA.

POR QUE DEVE PARAR? – “Quando você opta por comprar uma solução genérica, ‘talibã’, você está jogando na roleta. Isso porque você não sabe que tipo de produto estará fazendo uso. A melhor forma de escolher uma solução é perguntar ao seu oftalmologista sobre qual das soluções disponíveis no mercado é a mais indicada para você.

Após a prescrição médica, o ideal é manter a marca. Não é uma boa ideia mudar a solução sem uma consulta ao oftalmologista, pois você pode desenvolver alergias, sensibilidades e olho seco”, destaca Meibal Junqueira.

O QUE VOCÊ ESTÁ FAZENDO? VOCÊ ESTÁ USANDO AS MESMAS LENTES DE CONTATO PRESCRITAS PELO SEU OFTALMOLOGISTA HÁ CINCO ANOS.

POR QUE DEVE PARAR? – “Você não deve continuar usando lentes de contato prescritas há vários anos sem uma nova avaliação oftalmológica. Para começar, a prescrição pode não ser mais válida. Mas outra coisa a considerar é que a solução das lentes armazenadas tem uma data de validade. Assim, além das lentes estarem vencidas, a data de validade da solução pode ter expirado também, o que pode causar infecção e desconfortos devido à mudança de pH e à maior chance das lentes se contaminarem por microrganismos”, afirma Sandra Falvo.

O QUE VOCÊ ESTÁ FAZENDO? VOCÊ TEM UMA RECEITA PARA LENTES DE DUAS SEMANAS, MAS SÓ USA AS LENTES DE CONTATO UMA VEZ POR SEMANA, PARA OS JOGOS DE FUTEBOL. ASSIM, ESTÁ PENSANDO EM GUARDAR E UTILIZAR AS LENTES UMA VEZ POR SEMANA, DURANTE 14 SEMANAS…

POR QUE DEVE PARAR? – “Se as lentes de contato são aprovadas para serem usadas por 14 dias, isto significa que são duas semanas a partir do momento em que você abre o pacote das lentes e não 14 dias de uso, quando você bem quiser. Após esse período de tempo, de duas semanas, a superfície da lente vai começar a se alterar, podem surgir fissuras, o que o deixará vulnerável à formação de muco e ao ataque de bactérias que podem levar à infecções”, ensina Meibal Junqueira.

O QUE VOCÊ ESTÁ FAZENDO? SUA VISÃO É UM POUCO EMBAÇADA, SEUS OLHOS DOEM UM POUCO, MAS VOCÊ USA SUAS LENTES DE CONTATO DE QUALQUER MANEIRA.

POR QUE DEVE PARAR? – “No caso de lentes de contato, faça desse o seu mantra: em caso de desconforto, tire as lentes. Se elas estão lhe causando algum desconforto, se seus olhos estão vermelhos, é melhor ouvir o seu corpo do que sofrer, e, potencialmente, desenvolver uma infecção. Você deve se certificar de que seus olhos estejam bem e confortáveis com as lentes. Seus olhos devem estar claros, a parte branca deve estar visível. Seus olhos não devem ficar vermelhos ou irritados. Se você não está vendo bem, isso é um sinal de que há um problema. Seus olhos devem se sentir bem com as lentes, sem nenhuma dor física ou desconforto. A primeira linha de defesa deve ser a aplicação de lubrificantes oculares próprios para usuários de lentes de contato. Mas se isso não for suficiente, tire as lentes. Inspecione as lentes, certifique-se que não estão rasgadas ou cortadas”, recomenda Sandra Falvo.

O QUE VOCÊ ESTÁ FAZENDO? VOCÊ COLOCA SUAS LENTES DE CONTATO DEPOIS DE COLOCAR A SUA MAQUIAGEM.

POR QUE DEVE PARAR? – “Acredite ou não, há uma ordem correta de operações para as pessoas que usam maquiagem e lentes de contato. Para evitar que a maquiagem entre em contato com suas lentes, é preciso colocar as lentes antes de aplicar a maquiagem, e, em seguida, retirá-las antes de remover a maquiagem dos olhos. Também não é recomendável colocar cremes ou loções nas mãos antes de manusear as lentes de contato. Suas mãos devem estar limpas, então, você deve colocar suas lentes em primeiro lugar, antes de manipular qualquer produto de beleza”, diz Meibal Junqueira.

O QUE VOCÊ ESTÁ FAZENDO? VOCÊ USA MAQUIAGEM À PROVA D’ÁGUA.

POR QUE DEVE PARAR? – “As usuárias de lentes de contato não devem usar maquiagem à prova d’água, porque se a maquiagem ficar na lente, ela vai se ligar à ela. E como a maquiagem à prova d’água requer um removedor à base de óleo, ele vai lubrificar os olhos e as lentes”, ensina Sandra Falvo.

O QUE VOCÊ ESTÁ FAZENDO? VOCÊ ESTÁ USANDO SUAS LENTES DIÁRIAS POR MAIS DE UM DIA, OU SUAS LENTES MENSAIS POR MAIS DE UM MÊS….

POR QUE VOCÊ DEVE PARAR? – “Suas lentes de contato são feitas de plástico, mas elas têm poros para ajudá-las a mantê-las úmidas em seus olhos. No entanto, esses poros podem ficar sujos, acumulando detritos e sujeira nas lentes. Se você usa suas lentes de contato por mais tempo do que o recomendado, você está se preparando para ter alguns dos problemas a seguir: irritação ocular, olho seco, infecção e desconforto geral. O benefício das lentes de uso diário é que com elas não é necessário o uso de solução de limpeza/armazenamento, essas lentes não foram feitas para serem armazenadas, se você faz isso está colocando o seu olho em risco e perdendo o benefício da troca diária”, afirma Meibal Junqueira.

O QUE VOCÊ ESTÁ FAZENDO? VOCÊ ESTÁ DORMINDO COM SUAS LENTES DE CONTATO.

POR QUE DEVE PARAR? – “Dormir com as lentes de contato é como dormir com a cabeça em um saco plástico. Isso porque dormir com as lentes limita severamente a transmissão de oxigênio para os olhos. Quando você está acordado, sua córnea recebe o oxigênio do ar e da lágrima. Mas quando você está dormindo, a córnea recebe menos alimento, lubrificação e oxigênio, porque seus olhos estão fechados e você não está piscando. Portanto, quando você coloca um pedaço de plástico sobre a córnea durante a noite, você está privando sua córnea de oxigênio. Isso pode fazer com que sua lente de contato comprima seus olhos, causando fissuras microscópicas na córnea. E se há um microorganismo também no seu olho, pode haver infecção”, alerta Sandra Falvo.

Mesmo sem parceiros, mulheres estão mais dispostas a ter filhos

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Medicina Reprodutiva é saída para mulheres que optam por maternidade independente

Muitas mulheres que vão aos consultórios de medicina reprodutiva estão dispostas a ter filhos, com ou sem um parceiro. Isso é o que identifica a Dra. Michele Panzan, médica especialista em reprodução humana da unidade Campinas do Grupo Huntington. “O que ouço de muitas pacientes é que elas podem até não se unir a outra pessoa, mas não deixarão de ter um filho mesmo assim. Para elas, a preocupação e o sonho da maternidade podem estar acima do próprio casamento”, observa.

Certamente a emancipação feminina em meados do século passado levou ao cenário de hoje.

As mulheres estão mais autossuficientes e independentes. Pensam na carreira e deixam para serem mães mais tarde. “Elas podem escolher o parceiro, decidir se querem ou não casar e, mesmo se isso não ocorrer não se sentirão impedidas de buscar um tratamento para ter filhos”, pontua a médica. Algumas chegam aos 40 anos de idade, período biologicamente desfavorável às funções reprodutivas femininas. Nessa situação, ser mãe naturalmente é praticamente impossível.

A maternidade tardia é uma tendência no Brasil e no mundo. Em mulheres com mais de 40 anos cresceu 27% entre 1900 e 2010, segundo o último censo do IBGE. Por sorte, a medicina reprodutiva acompanhou essas transformações e auxilia mulheres, com ou sem maridos, a gerarem os próprios filhos. A Dra. Michele, no entanto, faz um alerta. “As tecnologias não impedem o declínio da fertilidade que se encerra com a falência dos ovários. Mulheres que querem engravidar após os 35 anos, com histórico de menopausa precoce na família e que passaram ou passarão por tratamentos oncológicos, devem ficar atentas para não correrem o risco de não ter mais óvulos próprios”.

As alternativas para a maternidade independente

Congelamento de óvulos: É uma alternativa cabível para, mesmo tardiamente, ter filhos com óvulos próprios. É muito recomendada se exames de dosagem hormonal deflagrarem uma baixa contagem de óvulos.

Doação de óvulos: Mulheres que não possuem os próprios óvulos podem recorrer à doação dessas células. Aquelas que optam pela ovodoação acabam apresentando taxas altas de gravidez, uma vez que essas células vêm de doadoras jovens que podem ser selecionadas de acordo com as características da receptora. Doadora e receptora não se conhecem e as identidades permanecem anônimas por lei.

Doação de espermatozoides: Assim como a doação de óvulos, a receptora pode escolher um doador com as características que achar importantes. Doador e receptora também não poderão saber um da identidade do outro. No Brasil, já existem bancos de óvulos e, eventualmente, a mulher pode recorrer a células de bancos internacionais, em que, geralmente, a quantidade de informações sobre o doador é maior.

A fertilização:

Após os óvulos terem sido descongelados ou os gametas obtidos através de bancos de doadores, a fertilização in vitro (FIV) será o procedimento utilizado para que haja a fecundação das células e elas sejam transferidas ao útero. A FIV pode ser realizada com os próprios óvulos descongelados e os espermatozoides de um parceiro, ou o doado. Também é possível realizá-la com ambos os gametas (masculino e feminino) doados. As taxas de gravidez que acontecem através de óvulos doados e congelados geralmente são altas, por esses tipos de células terem sido preservadas ou recolhidas em idade reprodutiva.

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