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Saúde & Bem-estar - page 118

Descubra por que a bebida é um dos principais inimigos dos foliões

em Saúde & Bem-estar por

No carnaval muitas pessoas acabam abusando do álcool nos quatro dias de folia, daí começa o perigo. O álcool estimula os sentidos e desliga o comando do cérebro responsável pela crítica, por isso, quem exagera nas doses perde a consciência do que está fazendo, apresenta fala enrolada, lapsos de memória, falta de equilíbrio e de coordenação motora. Além disso, como a crítica alterada, as chances de contrair doenças sexualmente transmissíveis (DST) ou uma gravidez indesejada aumentam com a ingestão excessiva de álcool.

Conversamos com Dr. Leandro Teles, médico neurologista (CRM 124.984), sobre os principais aspectos que envolvem o álcool e seu impacto no sistema nervoso.

1- Todo mundo sabe que o álcool faz mal para o fígado, mas… e para o cérebro?

Sem dúvida nenhuma o álcool em excesso, seja em quantidade, seja na frequência do uso, gera uma série de alterações agudas e crônicas no sistema nervoso como um todo. O cérebro sofre e os nervos periféricos, também. O álcool traz comprometimento agudo e imediato da função de algumas regiões e, com o passar dos anos, gera alterações estruturais irreversíveis podendo levar a demência, neuropatia periférica, entre outros problemas.

2- Porque quando bebemos ficamos confusos e sem coordenação motora?

Após ingerir o álcool esse se difunde rapidamente para o sangue e é distribuído por todo o corpo. O cérebro recebe cerca de 20 % do sangue que sai do coração. O impacto é imediato, o sistema atencional localizado nos lobos frontais é o primeiro a sofrer, ficamos

desatentos, eufóricos, com respostas motoras mais lentas e desajeitadas. A segunda região cerebral a acusar o golpe é o cerebelo, ficamos incoordenados, cambaleantes e com a fala mole. Por fim surge a sonolência que se aprofunda progressivamente. Já não fixamos nada na memória e se não houver muito cuidado a pessoa pode entrar em coma alcoólico com risco de vida.

3- Como o álcool destrói os neurônios e suas conexões?

O álcool age negativamente no sistema nervoso por diversas vias.

Primeiro, há uma toxicidade direta do álcool ao corpo do neurônio e ao seu prolongamento (axônio). O álcool em excesso destrói diretamente células, conexões e redes inteiras. O cérebro que quem bebe demais envelhece precocemente e pode ficar atrofiado. Além do efeito direto, que bebe está mais sujeito a traumas na região da cabeça e a carência de algumas vitaminas fundamentais para o bom funcionamento do cérebro como a vitamina B1 (tiamina), vitamina B3 (niacina), B6 (piridoxina) e principalmente a vitamina B12 (cianocobalamina).

4- Quem bebe com frequência e para de uma vez pode ter problemas neurológicos?

O álcool vicia psíquica e fisicamente. Isso significa dizer que a pessoa necessita cada vez mais da substância para ter tranquilidade e sentir-se próximo do seu normal. Quando um viciado fica sem sua droga surgem sempre sintomas de abstinência: irritabilidade, taquicardia, pressão alta, excitação psíquica, confusão mental e até alucinações. Neste momento é fundamental a intervenção médica para preservar a saúde do paciente e ajudá-la na transição para a cessação do etilismo.

5- Afinal, um pouquinho de vinho tinto faz bem ou mal ao cérebro?

Consumo regular de baixas doses de vinhos esteve relacionado a uma melhora do perfil cardiovascular. O cérebro fica sim mais protegido quando os vasos que o nutrem ficam mais saudáveis. A substância do vinho tinto responsável pelo efeito benéfico é o resveratrol, presente principalmente na casca das uvas tintas. Agora, não podemos esquecer que tem o álcool envolvido na formulação do vinho. Algumas pessoas tem tendência ao abuso, outras doenças clínicas ou mesmo uso de medicamentos que não combinam com a ingestão de álcool. Essas últimas devem sim evitar essa substância. Portanto, a questão do custo versus benefício no uso regular de vinho deve ser avaliada caso a caso.

6- Como o álcool interfere no desempenho sexual?

Há quem acredite que o álcool é um estimulante sexual, mas na verdade a bebida diminui a inibição e atrapalha o sexual. A princípio, a pessoa não vai associar o álcool com a impotência sexual.

7- Qual é a recomendação para os foliões seguir e não ter problemas com as bebidas em meio à festa?

É importante não misturar as bebidas, especialmente à cerveja e vinho com cachaça, vodka e uísque. Essas combinações não fazem bem ao organismo.

Se for beber cerveja, beba um pouco de água no intervalo de uma cerveja e outra para evitar a desidratação. A alimentação também deve ser levada em consideração, jamais beba de estômago vazio, pois o álcool age mais rápido no organismo e aumenta a rapidez da intoxicação.

A dica para aproveitar o carnaval é beber moderadamente e intercalar a bebida alcoólica com água ou suco para evitar a ressaca no dia seguinte.

Dicas para aproveitar o carnaval com mais energia

em Saúde & Bem-estar/The São Paulo Times por

Quer energia de sobra para aproveitar o Carnaval?

Quatro dias de folia podem se transformar em algo bastante desagradável. Sem alimentação e hidratação balanceada, o agito do carnaval pode fazer mal ao organismo e trazer alguns quilinhos a mais.

Pensando nisso, a nutricionista Andreia Chiarella, da rede Divino Fogão, preparou dicas simples e fáceis de seguir para que qualquer transtorno alimentar seja evitado no Carnaval. Confira abaixo:

Ingestão de líquidos como: água mineral, suco de frutas, água de coco, bebidas isotônicas que hidratam e repõem as vitaminas e sais minerais eliminados com o suor.

Aposte em:

Alimentos como folhas (rúcula, alface e agrião) associada ao prato protéico de preferência – frango e peixes grelhados. Grãos Integrais como Linhaça, quinoa e arroz integral são uma boa opção;

Nos intervalos das refeições procure consumir barras de cereais ou mix de oleaginosas (castanhas, nozes, amêndoas, uvas passas, dasmasco) e frutas.

Evite:

Jejum prolongado. O ideal é comer de 3 em 3 horas;

Alimentos gordurosos, que tornam a digestão mais lenta.

Dicas para manter a mente ativa e remediar o mal de Alzheimer

em Educação e Comportamento/Saúde & Bem-estar por

Especialista explica que tomografia e ressonância nuclear magnética de crânio são exames que podem ajudar detectar a doença em estágio inicial.

Cerca de 30% dos idosos brasileiros acima dos 85 anos sofrem do mal de Alzheimer. A doença é a principal causa de demência diagnosticada atualmente, acometendo 25 milhões de idosos em todo o mundo. O Mal de Alzheimer é uma doença crônica e progressiva, que leva à morte.

“Conforme envelhecemos, ocorre a degeneração e morte de diversos tecidos do organismo. O mesmo acontece com os neurônios – células que compõe o sistema nervoso”, revela o neurorradiologista Dr. Renato Mendonça, do Lavoisier Medicina Diagnóstica. Ele explica que a fase de degeneração começa por volta dos 40 anos de idade e varia por diversas circunstâncias. “As variantes são principalmente o padrão genético, as atividades físicas e cognitivas e presença ou ausência de doenças, como hipertensão arterial e diabetes, além de hábitos nocivos: fumo, álcool e outras drogas”.

Segundo o profissional, essas degenerações são percebidas principalmente pela perda da memória e do raciocínio. “Os sintomas iniciais estão relacionados principalmente à memória recente, assim como distúrbios de comportamento e quadros depressivos”, diz ele.

Não é difícil fazer o diagnóstico clínico do Mal de Alzheimer em pacientes com evidente perda de memória e alteração do comportamento.

O desafio é diagnosticar a doença no início, quando geralmente existe apenas a queixa de esquecimentos corriqueiros, que também podem ter outras causas. “Em fase inicial, é preciso excluir outras causas de demência, solicitando a tomografia ou a ressonância magnética de crânio (para excluir múltiplas isquemias, hemorragia ou tumores) e a dosagem dos hormônios da tireoide, além do exame de sangue, para verificar se não há alteração no metabolismo do cálcio e fósforo e/ou deficiência de vitamina B”, afirma o Dr. Renato Mendonça.

A prevalência do Alzheimer aumenta com a idade, sendo a incidência equivalente a 1% antes dos 65 anos de idade, aumentando rapidamente para 5% a 10% após os 65 anos. A média mundial é de que a cada cinco anos aumentem 5% o número de casos, chegando a atingir de 30 a 40% dos idosos após os 85 anos de idade. “Isto explica o aumento de casos em todo o mundo, já que a população possui expectativa de vida cada vez mais alta”.

Embora não seja possível impedir o envelhecimento cerebral, alguns hábitos podem manter o cérebro ativo e com maior capacidade de funcionamento, ainda que com menor número de neurônios.

Exercícios físicos regulares, aprendizado de novos idiomas, estudo de música ou qualquer outra atividade que envolva concentração e necessidade de raciocínio pode ajudar a inibir a doença.

CONFIRA AS DICAS PARA MANTER O CÉREBRO ATIVO:

Pratique exercícios físicos regularmente, mesmo que seja uma simples caminhada;

Desenvolva o hábito da leitura;

Palavras-cruzadas exigem concentração, logo são um excelente estímulo para o cérebro;

Estudar um novo idioma trabalha o raciocínio, assim como aprender a tocar um instrumento musical;

Converse com amigos e parentes constantemente, mantendo assim a vida social;

Mantenha uma alimentação balanceada, livre de gorduras trans e saturadas;

Álcool e cigarro são dois verdadeiros inimigos dos neurônios, assim como outras drogas;

Visite o neurologista e realize os exames periódicos indicados.

Como os médicos estão usando o Google Glass?

em Saúde & Bem-estar/Tecnologia e Ciência por

Ferramentas de alta tecnologia estão cada vez mais entrando nas salas de cirurgia. Hoje já existe máquina de anestesia, monitor cardíaco, e…Google Glass? Isso mesmo, alguns cirurgiões estão usando o aparelho para ver se o dispositivo pode ajudar os médicos a melhorar o atendimento aos pacientes e educar os residentes.

Agora, os estudantes de medicina estão recebendo uma visão mais ampla dos procedimentos médicos, com um ângulo que não podiam ver antes nas salas de aula.

“O Google Glass captura uma imagem de tudo que você está olhando durante a cirurgia”, disse o cirurgião Jason, da Universidade do Arizona, ao canal de televisão KVOA. “Nós tentamos usar outros tipos de câmeras, mas o toque desses aparelhos podem ser um risco de contaminação. O Google Glass permite captar ângulos impossíveis, e isso ajuda a ensinar os nossos alunos com mais precisão”.

O Google Glass não é apenas benéfico para fins de ensino, que pode fornecer acesso rápido a informações vitais que um cirurgião precisa durante a operação.

O cirurgião cardiotorácico, Pierre Theodore, Universidade da Califórnia, diz ter encontrado um dispositivo útil para tomadas rápidas em imagens de raios-X durante a cirurgia. Sem o Google Glass, um médico geralmente precisa acompanhar a cirurgia por um monitor. Mesmo que as interrupções sejam breves, em algumas operações delicadas, cada segundo conta.

“Alguns cirurgiões não conseguem acessar as imagens radiográficas em momentos que mais precisam”, disse Theodore. “Isso pode comprometer uma operação”.

Com o Google Glass, Theodore pode carregar uma imagem de tomografia computadorizada ou de raios-X que poderá usar no procedimento, em seguida, buscar rapidamente informações importantes do paciente enquanto está operando.

“Muitas vezes, um tumor que precisa ser removido está profundamente escondido dentro de um órgão, por exemplo no fígado, pulmão…”, disse Theodore em um comunicado divulgado pela UCSF. “É muito útil ter os raios-X diretamente no seu campo de visão sem precisar sair da sala de operações para conseguir essa informação em algum sistema que precisa até se logar. Não podemos esquecer que o paciente precisa de 100 por cento de atenção durante o tempo que está na mesa de cirurgia”.

Outros cirurgiões tiveram a mesma ideia. Um cirurgião plástico da Universidade de Chicago usou a tecnologia durante a realização de uma rinoplastia em um paciente que se machucou no parque de diversões em dezembro do ano passado. No mesmo mês, um cirurgião ortopédico da Universidade de Alabama- compartilhava um vídeo ao vivo de uma restauração no ombro com um colega, em Atlanta, o que permitiu a consulta virtual em tempo real entre os dois médicos.

Mas o dispositivo não é perfeito: sua autonomia é limitada e alguns cirurgiões precisam usar baterias extras. Além disso, a maneira como a câmera do dispositivo é posicionada nem sempre é ideal para capturar fotos e vídeos de cirurgia. O estudante de medicina da Universidade Ohio, Ryan Blacwell disse à ABC News que na revisão de vídeos de cirurgia, as incisões capturadas perto da parte inferior da tela são mais difíceis de ver.

Os pacientes também precisam concordar com os seus médicos usarem o Google Glass durante os procedimentos (nem todas as pessoas se sentem confortáveis com a ideia filmarem a parte de dentro do seu corpo). Mas, apesar dos pequenos obstáculos, muitos médicos que testaram a tecnologia estão otimistas com o potencial do dispositivo.

“Se você acredita na premissa de que é fundamental ter dados precisos sobre o paciente diante dos seus olhos faz com que o médico tome a melhor decisão na hora da cirurgia, então me parece conveniente trabalhar com esta nova tecnologia”, conclui Theodore

© 2014, IBTimes

Os males da metanfetamina são um produto da espetacularização midiática?

em Educação e Comportamento/Saúde & Bem-estar/The São Paulo Times por

Toda a “epidemia de metanfetamina” talvez não seja tão ruim como se pensava.

Quando o psicólogo da Universidade de Columbia, Carl Hart, verificou os dados por trás da narrativa da mídia sobre o uso da metanfetamina, alguns dos pressupostos mais comuns – a ideia de que a metanfetamina provoca transformações físicas horríveis, é instantaneamente viciante e é especialmente prejudicial para o cérebro – pareceram com poucas evidências. Em um novo relatório para a Open Society Foundations – um grupo criado pelo filantropo George Soros – Hart faz comparações entre o discurso da mídia atual sobre a dependência da metanfetamina e a histeria sobre o crack que se instaurou na década de 1980 e 1990.

“A literatura científica sobre a metanfetamina é repleta de conclusões injustificadas, que forneceu combustível para a implementação de políticas de drogas draconianas as quais exacerbam os problemas enfrentados pelas pessoas pobres”, disse Hart.

Ainda que o mercado de metanfetamina esteja aumentando, ela nunca foi a droga mais amplamente utilizada. Em seu auge de popularidade, não havia mais de um milhão de usuários da droga nos EUA, Hart escreve. Naquela época, os EUA também abrigavam de 2,5 milhões de usuários de cocaína e 15 milhões de usuários de maconha.

As propagandas populares “Metanfetamina: nem sequer uma vez” também significam que a droga é instantaneamente viciante, mas a melhor informação disponível sugere que menos de 15 por cento de todas as pessoas que já usaram a droga tornaram-se viciados. Há pouca evidência empírica, inclusive, de que a metanfetamina cause deformidades físicas, segundo Hart.

Os dentistas relatam alguns casos individuais de doenças na gengiva causadas pelo uso de metanfetamina, mas ainda não houve nenhum grande estudo controlado que tenha colhido um percentual de usuários de metanfetamina que desenvolveram problemas dentários.

“As mudanças físicas ocorridas nas representações dramáticas de indivíduos antes e após o uso da metanfetamina são mais provavelmente relacionados com maus hábitos de sono, falta de higiene dental, má nutrição e sensacionalismo da mídia”, defende Hart.

Os usuários de metanfetamina também podem ser moradores em situação de rua ou ter condições médicas não tratadas, os quais são outros fatores que possam contribuir para uma deterioração da aparência física.

As primeiras páginas dos jornais são felizes por divulgar estudos que mostram os danos cerebrais após o uso da metanfetamina em longo prazo, mas Hart considera falhos muitos desses experimentos.

Um estudo coberto pelo jornal The New York Times em 2004 usou imagens para comparar os tamanhos dos cérebros de viciados em metanfetamina e cérebros saudáveis de não usuários, e concluiu que a metanfetamina prejudica a memória.

Enquanto o estudo constatou que as partes do cérebro dos usuários de metanfetamina foram de 8 a 11 por cento menor do que os dos não usuários, os pesquisadores não recolheram quaisquer dados sobre os usuários antes de começarem a tomar metanfetamina – tornando-se assim praticamente impossível provar a metanfetamina sozinha foi a causa das diferenças cerebrais. Os não usuários de drogas também tinham um grau de escolaridade significativamente maior do que os usuários de drogas.

O vício “certamente não é uma doença do cérebro, como a doença de Parkinson ou doença de Alzheimer”, Hart declara. “No caso dessas doenças, pode-se analisar o cérebro de indivíduos afetados e fazer boas previsões sobre a doença envolvida. Estamos muito longe de sermos capazes de distinguir o cérebro de um viciado em drogas do de uma pessoa que não usa entorpecente”.

Os esforços para conter o abuso de metanfetamina já refletiram alguns dos criticados movimentos da era crack, como as sentenças mínimas obrigatórias, acusadas ​​de aumentar dramaticamente a população carcerária dos EUA – e criar um padrão racista que puniu os usuários de crack, em grande parte afro-americanos, mais severamente que os usuários brancos, na maioria usuários de cocaína.

“Levou quase três décadas para o público chegar a um entendimento superficial que os efeitos do crack foram muito exagerados na mídia de massa e nas declarações do governo. Os custos monetários e humanos de nossos equívocos anteriores sobre o crack são incalculáveis”, Hart finaliza.

(C) 2014, IBTimes.

Jovem internada por dependência da internet completa um mês de tratamento

em Educação e Comportamento/Saúde & Bem-estar por

Apesar dos sinais de recuperação, Lucélia ainda não se sente preparada para enfrentar o mundo real.

Agora, sem tremor nas mãos, pela sensação imaginária de estar carregando um celular, Lucélia Cristina Paes, de 26 anos, segue, com sucesso, o tratamento contra a dependência da internet, no Centro Terapêutico Araçoiaba, em Araçoiaba da Serra (SP).

Há um mês internada na clínica especializada, a jovem já consegue compreender a gravidade de seu problema e admite que precisa de mais tempo para se fortalecer, física e psicologicamente, antes de receber alta do tratamento. Os sintomas de depressão e baixa autoestima já não fazem mais parte do cotidiano da jovem, que, hoje, refaz seu circulo de amigos, substituindo os virtuais pelos reais.

Mesmo precisando de remédios e vitaminas para conseguir dormir e se alimentar adequadamente, Lucélia já perdeu a impressão de ter constantemente, nas mãos ou nos bolsos, um telefone celular. “Nos primeiros dias do tratamento, eu ainda sentia o celular vibrando”, revela. De acordo com a psicóloga do Centro Terapêutico Araçoiaba, Ana Leda Bella, que acompanha o tratamento da jovem, os sinais de recuperação apresentados por Lucélia são positivos. “Quando chegou à clínica, ela tremia muito as mãos e não podia ver um celular, que tinha calafrio. Agora, com a compreensão sobre o problema e a aceitação do tratamento, é possível verificar sinais claros de melhora”, comenta.

Conforme contou a jovem, o fim do casamento abriu as portas para que ela entrasse, definitivamente, no mundo virtual, de que tinha acesso, primeiramente, pelo computador e, após, pela tela de um smartphone.

“Eu e meu marido brigávamos para ver quem ficaria no computador. Ele viu que eu não dava mais atenção nem para meus filhos e pediu o divórcio”, conta Lucélia. Após este acontecimento, que foi há cerca de cinco meses, o tempo em que a jovem permanecia conectada à internet, conversando com amigos virtuais, em salas de bate-papo e aplicativos de voz, só aumentou. “Eu comprei um celular e passei a virar noites acordada. Não sentia fome e até me esquecia de tomar banho.”

Durante a rotina do tratamento, Lucélia conquistou amizades e, nas reuniões de partilha na clínica, explica aos outros pacientes a seriedade da sua dependência. “O caso da Lucélia é difícil de ser superado, pois, ao sair da clínica, ela terá acesso a um celular com mais facilidade do que um ex-dependente químico terá às drogas”, explica a psicóloga. No entanto, a meta da jovem é conseguir voltar para casa e viver de forma saudável, ao lado dos filhos, de 2 e 6 anos, que atualmente estão sendo cuidados pelos avós. “Quero ensinar para eles como usar a internet, sem se tornar dependente. É algo importante hoje em dia, mas é preciso moderação”, adverte.

Em apoio ao tratamento, Lucélia pratica laborterapia, como os outros pacientes da clínica, que é uma forma de estimular a reflexão. “Entre as atividades que ajudam a Lucélia no tratamento está a de escrever no papel, à caneta, coisa simples que ela já não fazia mais”, explica a psicóloga. Para a jovem, que perdeu o emprego de auxiliar de cozinha e emagreceu 30 kg por conta do vício em internet, este primeiro mês está apenas mostrando o caminho a ser seguido, mas ela sente que precisa de mais tempo de internação, além dos quatro meses previstos para o caso. “Não me sinto pronta para sair ainda. Por isso, quero completar meu tratamento e sair daqui bem fortalecida.”

Cresce o número de mães que armazenam as células-tronco do cordão umbilical de seus bebês

em Saúde & Bem-estar/The São Paulo Times por

Crescimento de 28% foi o que registrou o BCU Brasil no ano de 2013 em relação a 2012.

A medicina regenerativa vem crescendo e avançando em suas pesquisas, obtendo resultados cada vez mais satisfatórios e positivos na área. Um destes avanços é o uso de células-tronco do cordão umbilical, que é capaz de ajudar no tratamento de mais de 80 doenças, como: linfomas, leucemias, mielomas, etc., e ainda conta com mais de 200 doenças em fase de estudos e pesquisas.

Devido aos ótimos e promissores resultados que essas pesquisas vêm demonstrando, somados ao avanço das tecnologias dos equipamentos para coleta e armazenagem destas células, o número de famílias que armazenaram as células-tronco de seus filhos no Banco de Cordão Umbilical (BCU Brasil) cresceu 28% em 2013 em relação ao ano anterior.

Este aumento deve-se ao fato de o acesso à informação sobre o procedimento, as vantagens e o preço estar cada vez mais acessível para as classes B e C, sendo considerados fatores essenciais na hora de optar pelo armazenamento das células-tronco do cordão umbilical de seu bebê. Por este motivo, também houve uma expansão no número de franquias da rede em 40% para atender a toda esta demanda.

“O aumento da busca de famílias neste ano por informações e também pela armazenagem de células-tronco é um número muito expressivo, já que há apenas alguns anos o sangue do cordão umbilical era totalmente descartado”, afirma a Dra. Adriana, médica responsável técnica do BCU Brasil.

As células-tronco do cordão umbilical são células adultas e consideradas “virgens”, já que são livres de impurezas, como medicamentos, estresse, etc., garantindo ainda mais eficiência em seu uso na área terapêutica. A coleta é totalmente indolor e segura tanto para a mamãe quanto para o bebê. Após a coleta, as células são avaliadas e depois armazenadas, podendo ficar congeladas por mais de 20 anos sem perder as suas propriedades terapêuticas. Há a opção de guardar em um banco privado, onde as células serão de uso exclusivo do próprio filho ou doar para um banco público, que ajudarão as pessoas que estão na fila de espera.

Pilates faz bem para quem sofre de Alzheimer

em Saúde & Bem-estar por

Pilates é excelente para quem sofre do mal de Alzheimer, ajuda na coordenação motora, fortalecimento dos músculos e ativação da memória por repetição.

Muitas pessoas desconhecem os benefícios do Pilates para quem sofre deste mal. Colocar o corpo em ação é positivo não só para os pacientes, mas para toda a família.

O Mal de Alzheimer é uma doença degenerativa incurável, hoje, felizmente existem muitos tratamentos que podem ser aplicados para a melhora dos sintomas ou mesmo retardar alguns deles, como é o caso do Pilates, os exercícios ajudam e muito os portadores deste mal.

Normalmente a doença atinge não só o cérebro, mas também a parte muscular, trazendo rigidez aos músculos causando a perda das coordenações motoras finas e grossas. “O Pilates por ser um exercício sem impacto, trabalha os idosos com esse mal e melhora a musculatura, já que se trabalha o alongamento e o fortalecimento dos músculos”, explica Priscila Guimarães, proprietária do espaço Santo Corpo em São Paulo.

Na parte mental, o Pilates alcança o desenvolvimento da memória através das repetições dos exercícios, respiração e concentração na atividade.

A doença é dolorosa para todos os envolvidos. “A família adoece junto com o ente querido”. Priscila propõe que todos os envolvidos façam pilates porque infelizmente essa doença traz a perda da memória. “Seria interessante que a família pudesse estar junto com o idoso para acompanhar o trabalho realizado e fazer parte das atividades de forma mais presente. É emocionante, a família poder ver de perto a evolução no alongamento e fortalecimento dos músculos no trabalho com o Core (centro de força) e coordenação motora. O desenvolvimento é um processo contínuo”, conclui a empresária.

Rede de farmácias dos EUA proíbe a venda de produtos tabagistas

em News & Trends/Saúde & Bem-estar por

A CVS Caremark Corporation – uma grande rede de farmácias norte-americana – anunciou que irá suspender a venda de cigarros e outros produtos derivados do tabaco em todas as suas 7.600 unidades em outubro deste ano. Ao mudar a opinião pública sobre o tabagismo, a iniciativa da CVS alinha-se com o Obamacare e torna este movimento de negócios em uma sábia investida.

“A farmácia é, antes de tudo, uma invenção americana”, diz Greg Higby, diretor-executivo do Instituto Americano de História da Farmácia.

As primeiras farmácias norte-americanas – chamadas de boticários na época – foram criadas no período colonial e tornaram-se populares nas grandes cidades no século 17. As lojas vendiam produtos normais, como medicamentos para tratar a tosse, dores e várias doenças que podiam ser tratadas em casa.

Na década de 1850, a fonte de refrigerante surgiu como um meio para entregar o medicamento de forma mais eficaz. As drogarias ganharam mais destaque quando começaram a misturar os medicamentos amargos, com aromas açucarados e água com gás, para torná-los mais saborosos.

O verdadeiro crescimento no negócio de drogarias veio durante a Lei Seca, em 1920 – e foi nesta época que toda a ideia de como deveria ser uma farmácia mudou. “É quando você começa a vê-las produzindo bebidas e refrigerantes sem remédio”, diz Liz Sherman, diretor do Museu da Farmácia de New Orleans. Na época, algumas aplicações medicinais do tabaco foram aceitas – incluindo a substância, ironicamente, para o tratamento da asma.

“Durante a maior parte da história norte-americana, o material atrás da loja – as drogas de verdade – sempre foi uma parte muito pequena do negócio”, diz Higby.

O papel da farmácia começou a mudar novamente após a Segunda Guerra Mundial. Nos anos 1960, a CVS abriu as portas para suas primeiras lojas em Rhode Island – um estado dos EUA, e os gigantes farmacêuticos se espalharam, especialmente após a década de 1970, quando houve um aumento na cobertura de remédios por parte dos convênios médicos.

Hoje, 47,5 por cento dos americanos usa um ou mais medicamentos comprados na farmácia. O que significa que essas mesmas lojas tornaram-se menos dependentes das vendas de bens supérfluos para manter um lucro. Atualmente, os varejistas como a CVS estão reconhecendo uma nova oportunidade de negócio: implantar clínicas nas lojas que oferecem tudo, desde vacinas para testes de laboratório até diagnósticos e tratamentos de doenças comuns da família. As farmácias estão cada vez mais voltando ao seu papel de ser a prestadora local de cuidados de saúde, como no século 19.

“Todos os dias estamos ajudando milhões de pacientes a controlar doenças crônicas, como hipertensão arterial, colesterol elevado e diabetes – e todas essas condições são agravadas pelo tabagismo”, diz Larry Merlo, diretor executivo da CVS Caremark Corporation. “Os produtos do tabaco não têm lugar em um ambiente onde se preza pela saúde”. Mas se o objetivo é realmente transformar CVS em uma empresa de cuidados de saúde mais ampla, o que acontece com os doces, batatas fritas e o refrigerante – que possuem altos níveis de sódio, gordura e açúcar? A decisão é um indicador de uma mudança mais abrangente para que entrem os produtos fornecidos por nossas redes de drogarias nacionais?

De acordo com Higby, as chances são pequenas, desde que as farmácias permaneçam como entidades fora do sistema de cuidados de saúde. No Reino Unido, a maioria das farmácias dispensa a medicina como uma parte integrada do Serviço Nacional de Saúde; e, consequentemente lideram o esforço para diminuir o tabagismo no país. O tabaco tem sido proibido em farmácias do Reino Unido – assim como na Itália e na França -, mas nos EUA, a CVS e a Walgreens ainda estão em primeiro lugar das grandes varejistas.

Talvez esta seja a declaração mais resumida da Walgreens, à luz da decisão da CVS para proibir o tabaco: “Vamos continuar a avaliar a escolha dos produtos que os nossos clientes procuram e, ao mesmo tempo, ajudar a educá-los fornecendo produtos antitabagismo e alternativas para ajudar a reduzir a demanda de produtos com tabaco”, conclui.

© 2014, Newsweek.

Estria: a cicatriz que é um pesadelo no universo feminino

em Saúde & Bem-estar/The São Paulo Times por

Dermatologista aborda as causas, prevenção e tratamentos.

Fase de crescimento, gravidez e efeito sanfona são alguns dos fatores responsáveis pelas temidas estrias, elas são uma das maiores preocupações estéticas femininas. Com o aspecto de riscos brancos ou avermelhados, as estrias são cicatrizes lineares e atróficas que diminuem a espessura e coloração da pele. Fatores genéticos e hormonais estão envolvidos no aparecimento de estrias e em algumas fases da vida, elas se tornam as vilãs mais temidas. O dermatologista do Hospital e Maternidade São Cristóvão, Dr. Rodrigo Motta, esclarece as principais dúvidas sobre o tema.

As estrias surgem quando as fibras de colágeno e elastina, responsáveis pela firmeza e elasticidade da pele, rompem-se e acabam formando cicatrizes, “Essas áreas de cicatrizes, que são as estrias, sofrem alteração do tônus e da pigmentação e ficam com o aspecto de pele mais fina e clara. Elas aparecem na fase de crescimento, gravidez ou quando o indivíduo engorda e emagrece diversas vezes, o chamado efeito sanfona, pois a pele sofre estiramento rápido e não consegue adaptar-se à nova forma, ocorrendo à ruptura de algumas fibras formando-se as estrias” explica o Dr. Rodrigo.

Existem dois tipos de estrias, as rubras com aspecto mais avermelhado e as albas que são esbranquiçadas, “As rubras são as mais novas e têm essa coloração, pois ainda existe um conjunto de vasos sanguíneos adequado na área. Se forem tratadas rapidamente, podem apresentar ótimos resultados, já que existem nutrientes suficientes para a regeneração da fibra”, diz o profissional. “Caso não sejam tratadas, as estrias avermelhadas evoluem para albas, que são mais profundas, não vascularizadas e têm aparência de pele envelhecida. Nesses casos, só é possível recuperar aproximadamente 70% da pele atingida” explica o dermatologista.

Por serem cicatrizes, as estrias não saem, porém existem tratamentos que amenizam a aparência e o resultado varia de acordo com o tipo de tratamento e de estria, “cremes a base de ácidos, peelings, microdermoabrasão, fototerapia e laser de CO2 fracionado são opções de tratamentos para as estrias”, diz o profissional.

Além da manutenção do peso, o médico explica que uma alimentação saudável com ingestão de líquidos, e a hidratação da pele são ações fundamentais para a prevenção das estrias, “O uso de hidratantes adequados são importantíssimos para manter a pele hidratada e melhorar a sua elasticidade. Um exemplo são os óleos de amêndoas, eles impedem a perda de água e aumentam a penetração das substâncias hidratantes na pele”,

“Vale ressaltar que mesmo hoje com todo o avanço da medicina, ainda não há tratamento que elimine as estrias, porém existem procedimentos que podem amenizar o aspecto dessa queixa tão frequente pelos pacientes. O melhor ainda é prevenir o seu surgimento com hidratação frequente utilizando hidratantes e óleos pós-banho”, finaliza o médico.

Úlceras: o risco de uma aspirina por dia

em Saúde & Bem-estar por

Úlceras que reaparecem com frequência ou que não cicatrizam mesmo após tratamentos adequados podem ter indicação de tratamento cirúrgico.

No mundo todo, milhões de pacientes cardíacos tomam diariamente doses baixas de aspirina, seguindo ordens médicas, para afastar um ataque cardíaco ou um acidente vascular cerebral, enquanto outros que não foram ainda diagnosticados com doenças cardiovasculares tomam o medicamento visando à prevenção dessas doenças. Pesquisas recentes também sugerem que uma baixa dosagem do medicamento ingerida regularmente pode reduzir o risco de morrer de uma gama de cânceres comuns.

“Mesmo que o paciente tome uma aspirina por dia, por recomendação médica, para reduzir o risco de doença cardíaca, é muito importante lembrar que, mesmo em pequenas doses diárias, a aspirina – e mesmo a “aspirina infantil” – pode aumentar o risco de úlceras e sangramento do estômago. Todos os AINEs (anti-inflamatórios não-esteroides), incluindo a aspirina, tem o potencial para danificar o tecido do trato gastrointestinal. Danos podem ocorrer também no tecido da boca e do ânus”, afirma o gastroenterologista Silvio Gabor (CRM-SP 47.042).

Ainda segundo o médico, doses de aspirina compradas sem receita médica, no balão da farmácia, ou preparações de aspirina com revestimento entérico não eliminam o risco do desenvolvimento de uma úlcera relacionada ao uso do medicamento. O risco de sangramento é de duas a quatro vezes maior do que se o paciente não estivesse tomando aspirina. Este risco aumenta em ordem de grandeza quando a dosagem do medicamento aumenta. Alguns estudos sugerem que um terço das úlceras induzidas pela aspirina está relacionada com o uso da aspirina comprada sem prescrição médica. O risco de um sangramento excessivo associado com o uso o medicamento é estimado em 5 casos em cada 1.000 pacientes por ano.

Silvio Gabor, destaca que é importante lembrar que o risco de úlcera induzida por aspirina vai aumentar ainda mais se o paciente apresentar características de alto risco, tais como:

· Ter mais de 60 anos;

· Ter um histórico de úlcera gástrica ou duodenal;

· Ter infecção por Helicobacter pylori ativa (a bactéria associada à úlcera);

· Tomar aspirina ao mesmo tempo que toma também outro AINE (ibuprofeno, naproxeno), um anticoagulante (como a varfarina) agentes antiplaquetários (clopidogrel, ticlopidina ), ou se o paciente é um usuário crônico de esteroides.

“A aspirina não é um suplemento nutricional. É uma medicação com riscos reais e efeitos colaterais, por isso não deve ser ingerida sem uma avaliação de risco cardiovascular explícita de um médico. Se o paciente e o médico chegarem à conclusão que o benefício do uso de aspirina para prevenir doenças cardíacas é superior ao risco de hemorragia gastrointestinal, é preciso assegurar que o paciente só irá ingerir a dose mínima de aspirina necessária para a redução do risco cardiovascular”, alerta Gabor.

Se o paciente apresenta fatores de risco que contra-indiquem o uso da aspirina para a prevenção de problemas cardíacos, é preciso discutir com o médico a conveniência de tomar um protetor estomacal, como um inibidor da bomba de prótons. Pode também ser importante testar e tratar este paciente para a infecção por H. pylori, visando minimizar o risco de formação de uma úlcera.

SINTOMAS DA ÚLCERA PODEM SER DIFÍCEIS DE DIAGNOSTICAR

Segundo Silvio Gabor, o sintoma mais comum de uma úlcera é uma dor na “boca do estômago”, que é definida por alguns como uma queimação localizada entre o peito e o umbigo. Geralmente, essa dor é mais grave quando o estômago está vazio, como entre as refeições. No entanto, a dor pode ocorrer a qualquer momento e é particularmente preocupante quando o paciente acorda de um sono profundo se sentindo mal.

Às vezes, o desconforto abdominal pode ser aliviado pela ingestão de alimentos, de líquidos ou quando ele toma um antiácido. “A dor no estômago pode ser acompanhada de náuseas ou vômitos, ou por vômito com sangue vivo em grande quantidade (não deve ser confundida com hemoptise, que é a presença de sangue no catarro). Outros sintomas incluem fezes escuras parecidas com borra de café, conhecidas como “melena” (indicando sangue nas fezes) ou perda de apetite.

Ocasionalmente, um grande sangramento da úlcera é acompanhado pela passagem de sangue vermelho pelo reto. Mesmo antes de aparecer externamente, o sangramento do aparelho digestório pode causar sensação de tontura e desmaio. Se ocorrerem sintomas de sangramento, isso é uma emergência médica e o paciente deve ir para um pronto-socorro imediatamente”, orienta o gastroenterologista.

Também é importante notar que, entre aqueles que tomam medicamentos anti-inflamatórios não esteroides, os AINEs, (aspirina, ibuprofeno ou naproxeno) não é incomum que as úlceras sejam silenciosas. O sangramento pode ocorrer sem sintomas de aviso prévio.

Se o paciente estiver experimentando sintomas frequentes ou sintomas que não são aliviados com antiácidos, ele deve procurar ajuda médica o quanto antes, pois pode apresentar um problema gastrointestinal mais grave. “A confirmação do diagnóstico é feita pela endoscopia.

Durante o exame poderá ser feito um teste para saber se há ou não a presença do Helicobacter pylori no estômago e uma biopsia para afastar a possibilidade de ser uma úlcera por câncer. Nos casos de hemorragia, a endoscopia pode identificar o local do sangramento e controlá-lo. Outras complicações da úlcera podem ser identificadas por Rx ou tomografia, como perfuração ou estenose (estreitamento da passagem do alimento) “, explica o gastroenterologista.

O tratamento visa a diminuição da produção do ácido e a melhora dos fatores de proteção da mucosa. Atualmente existem medicamentos que conseguem isso de maneira bastante eficiente e que são associados a digestivos ou antiácidos de acordo com a necessidade. O tratamento dura entre 4 e 8 semanas, mas pode ser mantido por um tempo mais prolongado, principalmente em pacientes que necessitam tomar ácido acetilsalicílico cronicamente. Em paralelo, os vícios e erros alimentares devem ser corrigidos, como se faz, no caso das gastrites.

“O tratamento cirúrgico, a gastrectomia, é indicado quando há complicações como sangramento que não para após a endocopia, perfurações e estenoses. Úlceras que reaparecem com frequência ou que não cicatrizam mesmo após tratamentos adequados podem também ter indicação de tratamento cirúrgico”, informa Silvio Gabor.

Estresse do dia a dia também pode ser um causador da obesidade

em Saúde & Bem-estar/The São Paulo Times por

Nos últimos anos, tivemos um aumento considerável no número de pessoas com sobrepeso, não só no Brasil, como no mundo inteiro. Algum dos fatores que contribuíram para esse aumento se dá à ausência de controle individual na ingestão alimentar, falta de autocontrole do indivíduo na hora de realizar suas refeições, escolhas por alimentos de rápido preparo (fast-food), além de uma determinação biológica para o ganho de peso, a genética. Outro fator preocupante é o estresse, ele por muitas vezes age silenciosamente e pode causar problemas de saúde como a obesidade.

Segundo a psicóloga especialista em Terapia Comportamental, Letícia Guedes, a pessoa com sintomas de estresse costuma atirar-se em grande quantidade de comidas, e isso pode acarretar problemas como a obesidade. “Não só a comida em grande escala faz com que o individuo venha a engordar, ele pode engordar de boca fechada.

Existe uma tensão continua que faz o organismo liberar em grande quantidade, dois hormônios que são responsáveis pela obesidade: a adrenalina e a cortisona. Quanto mais tensão, maior o risco de engordar”, explica a especialista.

A obesidade pode desencadear doenças como diabetes, hipertensão arterial, infarto e derrame. Geralmente, a probabilidade de desenvolver alguma dessas doenças aumenta se a pessoa apresentar sobrepeso. Além disso, a distribuição da gordura corporal é, também, um importante fator de risco para doenças crônicas não transmissíveis, ou seja, a gordura situada no tronco e abdómen, principalmente intra-abdominal (visceral), proporciona maior risco de complicações metabólicas, comparando-se a pessoas que possuem esse mesmo excesso de gordura, porém em outras regiões do corpo.

A especialista alerta que a pessoa deve observar a mudança do corpo, o excesso de peso acarretado pelo estresse pode não ser tratado apenas com regimes rigorosos. “Outros fatores podem estar contribuindo para a gordura. O paciente pode não mostrar um quadro de estresse ou de depressão para o nutricionista, ou especialista que é procurado por muitas pessoas obesas quando querem emagrecer”, disse Dra. Letícia.

O tratamento indicado para esse tipo de obesidade não se restringe a orientação alimentar. A mudança da rotina de trabalho, lazer regrado a prática de exercícios físicos, relaxamento e terapia podem ajudar a promover melhorias na composição corporal. “Indicamos exercícios físicos, mas alertamos que a prática irregular pode causar problemas, ao invés de auxiliar”, ressalta.

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