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Saúde & Bem-estar - page 119

Dieta vegetariana é a melhor escolha para as crianças?

em Saúde & Bem-estar/The São Paulo Times por

Especialista da Netfarma, maior farmácia online do país, listou os prós e contras de uma alimentação sem carne para a saúde dos pequenos. É preciso, por exemplo, ficar atento aos riscos de deficiência nutricional.

Ser vegetariano é uma tendência que tem ganhado cada vez mais adeptos no Brasil. De acordo com dados do Target Group Index, do IBOPE Media, 8% da população brasileira declara-se vegetariana. Mas, e quando os pais decidem passar esse tipo de alimentação aos filhos?

Para a Sociedade Brasileira de Pediatria, a alimentação vegetariana é compatível com boa saúde, porém, nas crianças existem riscos de deficiências nutricionais. Como os alimentos vegetais possuem baixa densidade energética (alto conteúdo de fibras e baixo teor de gorduras) e são inadequados em vitaminas D e B12, pequenas ingestões, já que crianças costumam comer pouco a cada refeição, podem acarretar problemas.

A dra. Karin Honorato, nutricionista e consultora explica quais são os prós e contras de cortar carnes da alimentação dos pequenos.

Contras

Segundo a especialista, quanto mais jovem for a criança, mais nutrientes ela precisa e os vegetais – por serem pouco calóricos – podem deixar a dieta mais carente, mas se a alimentação for bem acompanhada, variada e nas quantidades ideais, não tem problema nenhum a criança ser vegetariana. “Existem aminoácidos que são encontrados somente na carne vermelha. E uma dieta sem carne pode acarretar falta de B12 no organismo que está fortemente envolvida na formação do sangue e nas funções cerebrais. Sua deficiência geralmente resulta em anemia e, em casos extremos, danos irreversíveis ao cérebro”, mas se a dieta for adequada, a absorção dos nutrientes é ainda melhor nos vegetarianos e sua saúde pode ser até mais ideal, diz a consultora.

Prós

Por se tratar de alimentos que contém menos calorias, a digestão das refeições são mais rápidas e fáceis, explica a especialista. Uma dieta vegetariana ajuda na prevenção de doenças cardiovasculares, hipertensão, diabetes e colesterol, isso porque a dieta contêm baixa quantidade de gordura saturada e grandes quantidades de antioxidantes. “Se bem planejada, o valor nutricional desta dieta é maior do que a dieta dos onívoros”, aponta.

Porém, a consultora \faz uma ressalva importante. “Se for acordado pela dieta vegetariana, o aconselhado é realizar acompanhamento do pediatra e nutricionista para a verificar se os níveis de proteínas, minerais e principalmente de ferro estão normais.”

Síria: o país onde a população morre de fome

em Mundo/News & Trends/Política/Saúde & Bem-estar por

A ONU tenta entrar na região que sofre com a guerra.

Uma tentativa de cessar-fogo provisório entre as forças governamentais e os rebeldes nos bairros sitiados da Cidade Velha de Homs foi anunciada no final da tarde da última quinta-feira, o que só permitiria que as equipes da ONU evacuassem as mulheres e crianças que desejam deixar o local neste sábado.

De acordo com fontes da oposição síria em Istambul: “As pessoas têm receio de que o cessar-fogo aconteça de verdade. Houve tantas promessas que já se quebraram. Eles também prometem que os alimentos serão entregues até sábado, mas as pessoas estão morrendo de fome”.

Dima Moussa, a porta-voz da Homs Quarters Union, um grupo ativista na cidade, diz que a ajuda humanitária não atingiu a Cidade Velha desde dezembro de 2012.

“Tem sido mais de 600 dias de cerco. Há alguns limitados grupos de ajuda humanitária em volta, depois de muita negociação. Foi uma situação humanitária absolutamente terrível. As pessoas estão literalmente ficando sem comida. Seus suprimentos esgotaram-se e agora elas comem as folhas das árvores”, declara Moussa.

Moussa diz que sete pessoas morreram de fome na Cidade Velha nas últimas semanas, e, “infelizmente, esperamos mais”, comenta.

Alega-se que centenas de milhares de civis alemães morreram de fome e doenças causadas pelo bloqueio comercial da aliada Alemanha, entre 1914 e 1919. Hitler – em vão – tentou sitiar Leningrado, bloqueando os mantimentos de sua população; ele também matou milhares de judeus assim – deixando-os sem comida. Stalin usou a inanição para matar os camponeses ucranianos.

Homs, a terceira maior cidade da Síria tornou-se um símbolo para o sofrimento do povo sírio.

Enquanto o Programa Mundial de Alimentos das Nações Unidas tem sido o principal fornecedor da distribuição de alimentos para as áreas de Homs, “há partes de Homs – incluindo a Cidade Velha – que não conseguimos atingir”, diz Abeer Etefa, diretor sênior de informação pública regional do programa.

Acredita-se que cerca de 3 mil a 5 mil estão dentro da Cidade Velha, embora o número exato de civis, ao contrário de combatentes, não é claro.

De acordo com Juliette Touma da UNICEF “o que sabemos é que há pelo menos mil crianças presas na Cidade Velha de Homs”.

A UNICEF apresentou na semana passada uma lista de suprimentos urgentemente necessários para o governo sírio, incluindo vacinas contra a poliomielite, roupas de inverno e pastilhas para purificação de água.

O governo sírio disse que está preocupado que a ajuda ao chegar a Homs, caia nas mãos erradas. Ou seja, os combatentes rebeldes.

De acordo com Reem Haddad, o porta-voz do Ministério da Informação em Damasco “a Síria sempre foi um país produtor de trigo, com um excedente armazenado. Infelizmente, em locais onde os militantes estão presentes, os agricultores não foram autorizados a plantar ou colher seu trigo”.

“O trigo foi roubado e vendido através da fronteira”, disse Haddad. “Além disso, em locais onde os militantes estão presentes, eles não permitem que os civis saiam, pois precisam deles como escudos humanos. Sempre que os alimentos são permitidos, os militantes nunca os levam para dar ao povo”.

“Toda vez que os rebeldes são retratados, eles nunca estão magros, pelo contrário, se apresentam musculosos. Só a comida para a população civil que não é permitida pelos militantes”, finaliza Haddad.

É uma acusação que, naturalmente, os rebeldes negam.

Qualquer que seja a razão dos alimentos e outros auxílios terem sido bloqueados, a vida está difícil para os civis. Há também bombardeios diários, a cidade está sem eletricidade e com pouca comunicação com alguém fora de Homs.

Há uma constante sensação de isolamento e trauma. No início da guerra, os túneis eram usados ​​para contrabandear comida dentro de Homs. Mas, desde que os combates mais pesados ​​começaram a atacar, “os túneis têm diminuído”, disse um ativista. “A área controlada pelos rebeldes fica cada vez menor”, explica.

Mesmo as recentes conversas em Genebra II (realizada em Genebra e Montreux) foram vistas por militantes da oposição como uma tentativa cínica dos diplomatas “dizerem que eles estavam fazendo algo de concreto sobre o sofrimento sírio, quando na verdade, no chão, pouco está sendo feito para parar a matança ou mesmo apenas para alimentar as pessoas”, disse um morador de Homs desiludido.

“Quando estou com muita fome, eu saio quando não há bombardeios. Tento encontrar casas abandonadas onde as famílias que fugiram deixaram alimentos na despensa. É tudo que posso fazer”, diz Rami , que vive dentro da Cidade Velha. “Na esperança de se deparar com uma recompensa de alimentos enlatados, tudo o que consegui encontrar foi uma erva usada para fazer sopa”, conta.

Na quarta-feira, no entanto, a Rússia se opôs a uma nova resolução do Conselho de Segurança da ONU sobre a situação humanitária na Síria, o que irritou os líderes da oposição e fez os presos dentro de Homs sentirem-se ainda mais desesperados.

O que sabemos a partir de avaliações é que quase metade da população da Síria – cerca de 9 milhões de pessoas – estão em insegurança alimentar. Isso Significa que eles precisam de “ajuda alimentar”.

“É um bom começo para o governo se eles permitirem que os comboios entrem com os mantimentos”, disse um ativista de Homs. “Mas eles precisam pensar em outras áreas também. Yarmouk – um subúrbio de Damasco – também está morrendo de fome”, finaliza.

© 2014, Newsweek.

Foot Binding: a moda agora é encurtar os dedos do pé

em News & Trends/Saúde & Bem-estar por

O Billy Joel pode te amar “do jeito que você é”, mas muitos americanos têm dúvidas sobre suas aparências. Mais de 1,5 milhões de pessoas fizeram procedimentos cosméticos em 2012 e quase 15 milhões a mais aplicaram injeções de Botox.

Mas um procedimento cirúrgico pouco conhecido promete perfeição até nos pés: os cosméticos chamados toe-shortening. Nunca ouviu falar? Isso é provável porque o toe-shortening envolve a remoção de uma junta que, em seguida, prende o dedo de volta para a calcificação dos ossos. Esse tratamento é relativamente novo como um procedimento estético e é realizado exclusivamente por pedicuros.

“Ao longo dos últimos dois anos tem surgido mais interesse em cirurgia estética de pé em geral”, diz o Dr. Neal Blitz, cirurgião de pé do Hospital Monte Sinai e o criador do Bunionplasty (cirurgia plástica para joanetes). “Muitas mulheres que já fizeram algum procedimento padrão – seja rinoplastia ou Botox – querem mesmo que haja uma melhora na aparência de seus pés”, declara.

“E, claro, para as mulheres que adoram sapatos, cirurgias como esta lhes permitirão usar estilos que elas gostam, sem sentir dor”, finaliza Blitz.

Embora a ideia de pés “bonitos” posa parecer estranha para alguns, a noção já vem de muitos séculos. A técnica conhecida como foot-binding – a qual amarra os pés – começou na China no século 10 e continuou até o século 20 (a prática foi oficialmente proibida em 1912, mas algumas famílias, secretamente, persistiram por muito tempo). Para os chineses, amarrar os pés tinha relação com o status e com a criação do perfeito: os pés pequenos.

Liv Lewis, dona de uma empresa de relações públicas em Teaneck, NJ, está entusiasmada com a novidade. Lewis queria uma cirurgia no pé para corrigir os joanetes, mas optou por passar pelo toe-shortening (encurtamento dos dedos) e toe-lengthening (alongamento dos dedos), como parte do mesmo processo.

Mas ela adverte que a cirurgia não é para todos. Enquanto ela revela que a dor não foi tão ruim quanto esperava, ela compara a “dar à luz”. Sua recuperação levou cerca de 12 semanas. Embora ela precisasse de uma cirurgia no joanete em ambos os pés, ela fez em apenas um até agora, uma vez que operar os dois ao mesmo tempo teria deixado Liv praticamente imóvel. “Eu diria que você não deve considerar a cirurgia a menos que você tenha problemas mais sérios, por causa da recuperação. Eu amei meus resultados, mas não foi fácil”, diz.

Alguns pedicuros são céticos. A Dra. Mary Ann Bilotti, chefe de podologia no Hospital Franklin em Valley Stream, NY, diz que recomenda o toe-shortening “quando há dor significativa ou complicações mais sérias, como úlceras diabéticas”, mas não sugere o procedimento por razões puramente estéticas.

“Qualquer cirurgia pode ter complicações e elas podem ser graves como infecção, cicatrizes, dormência, inchaço e hipersensibilidade. Essas são apenas algumas. Se o procedimento é apenas estético, eu recomendo que os pacientes considerem tais riscos seriamente”, explica a Dra. Mary Ann.

O custo também é uma preocupação, alguns planos de saúde cobrem os procedimentos cosméticos. Os custos da cirurgia de encurtamento do dedo do pé são, em média, 2.500 dólares por dedo.

Blitz reconhece que o procedimento é controverso: “há uma escola de pensamento que diz: “por que mudar algo que não precisa ser alterado?” Eu entendo isso, e além das preocupações normais de saúde, há muitas razões pelas quais eu poderia dizer a um paciente para não fazer a cirurgia. Quando você está removendo uma junta inteira, a função desse dedo vai diminuir, especialmente para atividades como yoga, onde você precisa de seus pés para dobrar e para fixar.”, completa o cirurgião de pé.

É duvidoso que a maioria das mulheres (e alguns homens também) estão conscientes da divergência de opinião entre os próprios cirurgiões.

Em uma indústria famosa por inventar dificuldades, promover a cirurgia do dedo do pé pode parecer apenas outra maneira de ganhar dinheiro. Mas em uma cultura obcecada com o aperfeiçoamento do corpo, os dedos são a última fronteira.

© 2014, Newsweek.

Aumenta a busca dos orientais pela cirurgia de ocidentalização das pálpebras no Brasil

em Brasil/Saúde & Bem-estar/The São Paulo Times por

Carnaval e Copa do Mundo devem incentivar ainda mais os Orientais pela busca da Cirurgia de Ocidentalização das Pálpebras no Brasil.

A Cirurgia de Ocidentalização que já é popular entre os japoneses e coreanos estão em alta entre os chineses. Tudo em nome dos Olhos maiores com aparência ocidentalizada.

A Ocidentalização das Pálpebras tem sido nos últimos 50 anos, uma das cirurgias estéticas mais procuradas pela população jovem dos países orientais. É um verdadeiro modismo os filhos e netos de japoneses, coreanos e chineses optarem pela cirurgia de Ocidentalização das Pálpebras, por estarem insatisfeitos com o formato dos olhos. A pálpebra lisa é uma característica das pessoas originárias do Extremo Oriente.

O Brasil costuma receber um número considerável de turistas durante o Carnaval, por exemplo, no Rio de Janeiro, de acordo com a Secretaria Municipal de Turismo – RioTur, espera-se que 918 mil turistas visitem a cidade no período carnavalesco e aí estão incluídos os turistas estrangeiros. Um aumento de 2% em relação ao ano passado. A tendência é que esse número aumente na Copa do Mundo.

Como o Brasil é um país conhecido pelo sucesso de suas cirurgias plásticas e com tantos turistas estrangeiros circulando por aqui, é bem possível que muitos orientais façam essa cirurgia com conceituados cirurgiões brasileiros, como é o caso da renomada cirurgiã plástica Dra. Edith Horibe, PHD pela faculdade de medicina da USP, premiada internacionalmente e famosa por realizar esse procedimento estético.

Para se ter uma ideia da importância dessa cirurgia entre os orientais, a ocidentalização estética tem no Japão e na Coréia do Sul a popularidade da lipoaspiração no Brasil.

A doutora explica que a cirurgia de pálpebras é possivelmente a cirurgia que evidencia a maior diferença entre ocidentais e orientais. A pálpebra dos orientais difere na espessura da pele, posição da dobra palpebral e, posição dos cílios, já que os orientais sem as “dobrinhas” podem ter os cílios virados para baixo. A cirurgia de ocidentalização é uma das mais procuradas na Coréia do Sul.

Segundo informações do site Jezebel.com, uma em cada cinco mulheres sul coreanas já passaram por algum procedimento cirúrgico estético. A

intervenção mais popular é a de “ocidentalização”, em que as pálpebras são modificadas, para que o olho fique mais arredondado. As mulheres asiáticas costumam dizer que a aplicação de cosméticos nesta região resulta em melhor aparência estética.

Para a Dra. Edith, esta cirurgia além do uso estético, também tem a utilidade de correção. As pessoas que nascem sem as dobras nos olhos têm chances de desenvolverem problemas visuais com o decorrer do tempo, devido aos cílios que voltam para dentro dos olhos podendo causar úlcera de córnea, sendo muitas vezes necessária a intervenção cirúrgica.

A médica comenta que “a Ocidentalização das Pálpebras é uma das cirurgias plásticas mais procuradas não só pelos jovens dos países orientais, mas também por orientais que vivem no Brasil”.

A obsessão entre os orientais para ganhar o olhar ocidental é tanta que uma coreana chegou a obrigar a filha de 12 anos a fazer essa cirurgia plástica para ter o rosto ocidental. Lee Min-kyong é uma garota coreana de 12 anos que, apesar de ser uma ótima dançarina de balé, possui uma auto-estima baixa. A solução? Cirurgia plástica para ocidentalizar os olhos, sugerida pela sua própria mãe. “Estou animada. Depois da operação, meus olhos vão parecer maiores, acho que vou ficar mais bonita do que eu sou hoje”, acredita a menina. Sua mãe, Hyu Jang-hee, afirma que a ideia partiu dela mesma, e não de sua filha. “Estou mandando ela fazer isso, porque eu acho que vai ajudá-la. Essa é uma sociedade em que você tem que ser bonito para chegar a algum lugar. Ela é minha única filha”.

Segundo a médica, o procedimento visa preservar os traços orientais e construir o sulco palpebral superior (ausência de dobra na pálpebra superior), que geralmente fica 5 a 8mm da borda dos cílios, excesso de bolsas de gordura na pálpebra superior e epicanto medial (prega de pele na parte medial do olho).

A cirurgia consiste em retirar parte da gordura existente nas pálpebras superiores e, na maioria das vezes, também de uma tirinha fina de tecido muscular para eliminar o aspecto inchado, típico dos rostos orientais. Depois, é feita uma “dobrinha” em cima dos olhos. “Os ocidentais têm naturalmente uma pequena dobra na pálpebra superior, enquanto que 50% dos orientais não. A cirurgia faz a fixação da pele no músculo elevador da pálpebra e tarso, de modo a fazer a dobra e simular a pálpebra ocidental”, explica a cirurgiã plástica.

O olho oriental também costuma apresentar maior gordura nesta região em relação aos ocidentais, ficando assim com o conjunto ocular mais proeminente. “Na maioria dos casos, pode ser interessante retirar um pouco da gordura, mas o mais importante é fazer a dobrinha bem calculada”, diz a especialista. Segundo a Dra. Edith Horibe, é importante levar em consideração as características próprias da pele oriental, mais propensa à formação de cicatrizes em forma de quelóides.

É uma cirurgia rápida, de pouco mais de uma hora e não precisa de internação. Logo de imediato já se vê o resultado. Três dias depois começa a retirada dos pontos, que termina em cinco dias. Em uma semana ou um pouco mais, o paciente já pode levar uma vida normal.

“Para o conforto psicológico e físico, é comum a procura por esse tipo de procedimento, pois a cirurgia concede ao olhar mais luminosidade, olhos maiores, características comuns do olhar ocidental aumentando a autoestima”, finaliza a Dra. Edth Horibe.

5 dicas para tornar São Paulo mais sustentável

em Brasil/Saúde & Bem-estar por

Com quase meio milênio de idade, São Paulo, uma das maiores do mundo, acumula uma série de desafios que precisam ser vencidos para se tornar ecologicamente correta, socialmente responsável e economicamente equilibrada. A consultora da Keyassociados, Isabel Santos, apontou alguns caminhos para cinco áreas críticas da capital paulista.

1.Mobilidade

A sexta maior cidade do mundo em população, com 11,8 milhões de habitantes, possui um dos piores índices de congestionamento e uma das menores malhas metroviárias entre as grandes metrópoles do mundo (74,3 km ante 202 km da Cidade do México, por exemplo – dados do site Mobilize).

As faixas de ônibus criadas pela Prefeitura são iniciativas positivas e podem incentivar o uso menos assíduo do automóvel. Mas, é preciso ir além. “A saída é investir, principalmente, na periferia e na ampliação das linhas de metrô. A utilização da tecnologia BRT (Bus Rapid Transit) também é uma boa opção para as grandes cidades. Conforme dados da Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU), ela chega a transportar três vezes mais passageiros que os ônibus comuns”, diz a consultora.

Para a especialista, é preciso reestruturar a cidade, permitindo que cada bairro seja autossuficiente, e fazendo com que as pessoas não precisem percorrer grandes distâncias para trabalhar, estudar, praticar esportes ou lazer.

2.Áreas verdes

Segundo dados de 2012 da Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente, a cidade de São Paulo possui 12,43 m² de área verde por habitante. Considerando apenas a mancha urbana da capital paulista, o município tem somente 2,6 m², em média, de área verde pública de lazer por pessoa. “O problema está na distribuição espacial dessas áreas verdes e na falta de manutenção das áreas já existentes. Boa parte desses espaços está mal cuidado e não há frequência de manutenção em seus equipamentos de lazer, corte e poda de árvores, além da falta de segurança”, comenta Isabel. Uma saída é criar áreas verdes onde há concentração maior de pessoas, investindo na revitalização de grandes avenidas e nas margens dos corpos d’água que cruzam o município.

3.Poluição

Grande parte da poluição atmosférica da cidade de São Paulo é causada por veículos automotores. O último Inventário Municipal de Emissões e Remoções Antrópicas de Gases de Efeito Estufa de São Paulo (GEE), divulgado em 2013, mostra que 82% das emissões de CO2 são geradas pela queima de combustível e pelos gases que escapam dos dutos que transportam gás natural. Cerca de 60% do item “queima de combustível”, por sua vez, está relacionada ao sistema de transporte.

“Para reduzir esses indicadores de poluição, é preciso incentivar o uso de metrôs, trens e bicicletas, e diminuir a frequência das viagens em veículos individuais, como motocicletas, que emitem 3 vezes mais monóxido de carbono do que os carros”, afirma.

A poluição também é um problema social. Pelo menos 4.655 pessoas morreram em decorrência da poluição do ar no município em 2011, conforme estudo do Instituto Saúde e Sustentabilidade. O estudo aponta também que se morre mais em São Paulo por causa da poluição, por ano, do que em acidentes de trânsito. A poluição da capital mata também três vezes e meia mais do que o câncer de mama e quase seis vezes mais que a Aids.

4.Água

Água e saneamento básico são essenciais para uma sociedade que pretende ser mais sustentável. No Brasil, o assunto é crítico e São Paulo não é exceção. Do total do esgoto produzido na cidade, 92% são coletados, sendo que desse volume somente 75% são tratados – o que corresponde a 69% do total gerado -, conforme dados da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp). “Esses números nos alertam para dois pontos importantes: é preciso que 100% do esgoto coletado seja tratado e que a coleta atenda a todos os domicílios”, afirma a consultora da Keyassociados.

Outro problema está relacionado à disponibilidade de água na capital. Quase 50% da água consumida em São Paulo vêm do interior, por meio do Sistema Cantareira, do Rio Piracicaba e seus afluentes. “E isso tem gerado uma disputada acirrada entre os Comitês das Bacias Hidrográficas da região”, comenta Isabel. A especialista explica, por exemplo, que a cidade de Campinas deixa de receber empresas que utilizam muita água em razão da falta do recurso hídrico no município, visto que boa parte da água produzida na região vem para a capital (33 m³ de água por segundo).

5.Resíduos Sólidos

Aproximadamente 18 mil toneladas de lixo são produzidas diariamente na cidade, segundo dados da Autoridade Municipal de Limpeza Urbana (Amlurb). “Para lidar com o lixo é preciso desenvolver ações em diferentes frentes: reduzir a produção de resíduos, o que envolve educação ambiental; incentivar e implantar ações de reciclagem; coletar 100% do lixo produzido; dar uma destinação correta a cada tipo de material descartado, além de promover capacitação e dar apoio aos trabalhadores das cooperativas de reciclagem”, afirma a consultora.

A especialista destaca a importância de educar as pessoas e de criar medidas que incentivem o descarte correto do lixo. Parte dos resíduos produzidos na capital acaba indo parar nas ruas e rios, o que provoca enchentes, o que, por sua vez, pode causar danos econômicos, como a perda de bens materiais, e até mesmo problemas de saúde, com a proliferação de doenças. A título de curiosidade, apenas uma única ação realizada no dia 21 de setembro de 2013 recolheu pelo menos dez toneladas de lixo das margens do rio Tietê, entre Pirapora do Bom Jesus, na Grande São Paulo, e Porto Feliz, região de Sorocaba.

Medicina brasileira é destaque na Alemanha

em Brasil/Saúde & Bem-estar por

Armando Lobato leva técnica de cirurgia endovascular criada e aperfeiçoada no Hospital Santa Catarina para evento internacional.

O Hospital Santa Catarina será palco de duas cirurgias endovasculares, procedimentos desenvolvidos pelo cirurgião Armando Lobato, pioneiro na técnica Sandwich – uma operação menos agressiva e invasiva para resolver aneurismas aórticos. As intervenções serão transmitidas ao vivo no Leipzig Interventional Course (Linc 2014), no dia 29 de janeiro.

A técnica desenvolvida por Lobato, em 2008, revolucionou o tratamento de aneurisma no mundo e é utilizada em outros centros clínicos, inclusive na Universidade da Califórnia (Ucla). “O trabalho que desenvolvi no Hospital Santa Catarina destaca-se pela rápida recuperação do paciente, além de reduzir o risco de morbidade e mortalidade, quando comparada aos procedimentos convencionais”, comenta o cirurgião.

Em sua décima edição, o congresso é referência mundial em cardiologia e contará com a participação de mais de 5 mil cardiologistas, angiologistas e cirurgiões vasculares de 70 países entre 28 e 31 de janeiro. O especialista brasileiro, o único convidado da América Latina, ainda estará em duas mesas de discussão sobre as técnicas que criou e aperfeiçoou na instituição.

Além da transmissão do centro de hemodinâmica do hospital, outras 11 instituições foram convidadas para expor suas técnicas para os congressistas, a maioria da Europa. “O destaque para a técnica Sandwich é conseguir promover tratamento para o aneurisma do arco aórtico, toracoabdominal e aortoilíaco, reduzindo o risco de morte em 25%, comprovando a confiabilidade e segurança da técnica”, salienta Lobato.

O aneurisma da aorta é caracterizado pela dilatação desse vaso sanguíneo, em mais de 50%, causada por doenças degenerativas ou como complicação da dissecção dessa importante artéria – podendo ocorrer em outras regiões do corpo. A doença mata mais de 6,5 mil pessoas anualmente. A maior parte dos pacientes está na região Sudeste e ligada à hipertensão e ao tabagismo.

Depressão ainda é tabu entre os homens

em Educação e Comportamento/Saúde & Bem-estar por

Falar de depressão e tratá-la ainda é um tabu no universo masculino. Há estudos que indicam que é uma doença predominante do sexo feminino, mas há outros que apontam que os homens procuram menos auxilio quando apresentam um quadro depressivo.

A teoria de que eles evitam procurar ajuda é retratada no Centro de Pesquisas, que seleciona pacientes com idade entre 18 e 65 anos com interesse de fazer parte de um programa de estudo de medicamentos antidepressivos.

De cada 40 pacientes inscritos no programa gratuito, apenas um é homem. “Há uma certa resistência em aceitar a depressão por entender que é algo que atinge valores morais, por achar que perdeu-se a capacidade de lidar com os problemas ou porque simplesmente é uma fraqueza”, explica Luiz Fernando Petry  que é médico psiquiatra do Centro de Pesquisas Dr. Hamilton Grabowski.

Petry lembra que a intenção do programa é comparar o resultado entre dois antidepressivos já existentes no mercado há mais de 15 anos. Segundo ele, pacientes podem apresentar um diagnóstico feito por clinico ou fazer uma consulta no centro de pesquisas para saber se apresenta quadro de depressão ou não. “O diagnóstico é feito com sintomas centrais e acessórios: os sintomas centrais são a alteração na qualidade de humor, quando a pessoa começa a sentir tristeza, melancolia, com uma frequência muito grande e sem um motivo, além da diminuição de ânimo para fazer as coisas.  Já a insônia, diminuição de apetite e alterações de libido são sintomas acessórios”, detalha o psiquiatra.

O médico lembra que o tratamento com os antidepressivos testados são seguros e eficazes, mas destaca que mudanças de hábitos e outras terapias auxiliam no desaparecimento dos sintomas. “Terapias de motivação comportamental e atividade físicas são importantes durante o tratamento”, conclui.

Novo vírus coloca Ilhas do Caribe em alerta

em Mundo/Saúde & Bem-estar por

O que começou com apenas 10 casos confirmados do vírus Chikungunya (CHIKV) no lado francês de St. Martin, cresceu rapidamente no mês passado, com cerca de 300 casos confirmados, abrangendo o todo o Caribe, desde da Martinica até as Ilhas Virgens Britânicas.

Com mais de 200 “casos prováveis ​​ou confirmados,” St. Martin continua sendo epicentro do surto, mesmo ocorrido apenas quatro dúzia do caso em Martinica e outras duas dúzias em On Saint Barts, de acordo com o Centro Europeu de Prevenção e Controle. As autoridades de saúde em Dominica, Guadalupe e Guiana Francesa também relataram casos do vírus CHIKV, que são dores nas articulações, febre e dores de cabeça. No caso da Guiana Francesa é ainda mais preocupante, pois significa que o vírus atingiu o continente sul-americano.

Mais de 100 casos foram identificados e confirmados nos Estados Unidos entre 1995 e 2009, mas nenhum dos infectados contraíram a doença no Hemisfério Ocidental. Todos os casos, com exceção de três, ocorreram entre 2006 e 2009 com quem viajou para a Índia, e Ilhas do Oceano Índico, onde houve grande surto da doença.

Os surtos provocado pelo vírus CHIKV já foram documentados várias vezes por atingir toda a África, Europa, Ásia e Pacífico, mas no Caribe é a primeira vez que a doença é relatada entre os não-viajantes do Hemisfério Ocidental, observou o Centro de Controle e Prevenção de Doenças. Em advertência emitida no mês passado, foi informado que os moradores de St. Martin afetados pela doença não tinham viajado ao exterior recentemente, ou seja, o vírus Chikungunya está sendo espalhado pelo mosquito em toda a ilha e contaminando a população.

“Os micróbios não conhecem fronteiras, e ao aparecimento de vírus CHIKV no Hemisfério Ocidental representa outra ameaça à segurança da saúde”, disse o diretor do CDC Tom Frieden, em um comunicado. “Especialistas do CDC estão se preparando há anos para a chegada do vírus, implantando sistemas de vigilância para nos ajudar a encontrar a doença”. “Para proteger os americanos, temos que detectar com capacidade o surgimento de um novo vírus.”

O CDC disse que trabalha desde 2006 com a Organização Pan-Americana de Saúde se preparando para a chegada do vírus CHIKV nas Américas, e que para aumentar a conscientização, tem levado oficinas para 22 países do Caribe. Enquanto não existe vacina e nem tratamento específico para combater a infecção, CHIKV é fatal e raramente aqueles contaminados vão suportar por muito tempo.

Chikungunya é semelhante ao vírus da dengue, que historicamente tem sido um problema muito maior no Caribe. A Organização Mundial da Saúde documentou cerca de 79.000 casos de dengue no ano passado, com 141 mortes (maioria na República Dominicana).

Os mesmos mosquitos que transmitem o vírus da dengue também carregam o CHIKV. Estes mosquitos são encontrados em todo o Caribe, nos trópicos e em algumas partes do sul dos Estados Unidos.

Os sintomas do chikungunya são febre, dores articulares e musculares, dor de cabeça e erupção cutânea – que duram cerca de uma semana e começam entre quatro e sete dias após a picada de um mosquito infectado. Em casos raros, alguns pacientes sentem dor nas articulações após um longo prazo. O CDC aconselha que procurem assistência médica imediata quem voltar do Caribe com tais sintomas.

O Caribe é uma das regiões do mundo mais dependentes do turismo, e uma diminuição drástica no número de visitantes poderia ter efeitos devastadores sobre a economia da ilha. Enquanto as autoridades na Europa, Estados Unidos e América do Sul emitem alertas sobre o vírus, nenhum anúncio foi feito para os cidadãos evitarem a a região.

© 2014, IBTimes.

Dietas da moda podem representar ameaças à saúde

em Saúde & Bem-estar por

Regimes milagrosos não são reais. Segundo especialistas, existem mais de 72 mil dietas da moda que, em sua maioria, são hipocalóricas e consistem em carências nutricionais e hábitos não saudáveis, quando tomados em longo prazo. “Todas têm, no seu contexto, o direcionamento para a dieta mágica, o que, infelizmente, não existe”, diz Dr. Durval Ribas Filho, Médico Nutrólogo e Presidente da Associação Brasileira de Nutrologia.

Normalmente, as pessoas são levadas à falsa ilusão de que vida saudável é sinônimo de perda de peso, mas nem sempre esses dois fatores andam juntos. “Para aqueles que pretendem emagrecer, o mais indicado ainda é a ajuda de profissionais para construir um cardápio que seja adaptável aos seus gostos, fazendo com que seja mais fácil seguir a dietoterapia”, esclarece o especialista. “Temos casos e casos. Algumas pessoas que realmente sofrem com a obesidade, por exemplo, devem receber um tratamento adequado e totalmente direcionado às necessidades de sua saúde”.

O risco daqueles que aderem às dietas populares é o possível aparecimento de condições que, antes, não eram de conhecimento do indivíduo. ”De acordo com as doenças basais ou tendências genéticas do paciente, ele pode desenvolver disfunções que prejudicarão sua própria saúde”, diz o doutor.

O Dr. Durval também comenta que, muitas vezes, quando se diz que uma pessoa conhecida na mídia faz um determinado regime, o intuito é a própria promoção da dieta. “Muitas vezes o artista nunca a fez, mas o nome é usado para a sua propaganda”. Isto vale como lembrete para o aprofundamento em novas práticas alimentares, antes de sua adoção.

É sempre importante saber o que comer e quando comer. Este é um questionamento vantajoso que é levantado junto à constante procura pelo corpo ideal. Não se pode esquecer, no entanto, de questionar quais, realmente, são os hábitos ideais a se mudar. “Uma dieta saudável deve ser balanceada e levar em consideração às necessidades individuais de cada paciente”, completa.

Saúde feminina: a controvérsia atrás do popular anticoncepcional Mirena

em News & Trends/Saúde & Bem-estar por

K. (identificação da personagem) estava no chuveiro quando percebeu algo errado. A jovem lavava seu longo cabelo castanho-avermelhado quando, de repente, uma grande quantidade de cabelo caiu em direção ao ralo.

Poderia ser uma anomalia, afinal, ela tinha dado à luz a um menino há seis meses, e queda de cabelo pós-parto é algo aceitável, porém raro de acontecer; o problema, por outro lado, eram outras ocorrências além dessa.

K. havia ganhado 22 kilos e sentia cansaço durante o dia inteiro, não tinha mais relações sexuais com seu esposo, pois tinha muitas dores. Devido ao seu cansaço e mal-humor, os médicos chegaram a pensar que ela estava deprimida ou bipolar.

Além do bebê, K. só conseguia pensar em uma única coisa: alguns meses após o parto, o seu médico inseriu o DIU da marca Mirena, um dispositivo intra-uterino hormonal cada vez mais popular que pode evitar a gravidez por até cinco anos.

K. exigiu que seu ginecologista removesse o dispositivo, mas o médico não conseguiu encontrá-lo, então K. teve que fazer uma cirurgia. O DIU tinha perfurado o útero de K. e chegou ao abdômen até se alojar em seu omento, o tecido que protege e conecta os órgãos internos.

A remoção do DIU não resolveu as coisas: cicatrizes cresceram, resultando em cistos dolorosos que bloquevam alguns órgãos. K. realizou outras quatro cirurgias para remover o tecido da cicatriz, incluindo uma histerectomia (procedimento de retirada do útero), que a deixou estéril aos 24 anos de idade.

K. é uma entre mais de 1.200 mulheres norte-americanas que alegam efeitos colaterais, incluindo perfuração, doença inflamatória pélvica, gravidez ectópica e, nos casos mais extremos, como o caso de K., até mesmo histerectomia. Muitos entraram com ações contra a Bayer, que produz o Mirena, e os casos estão a caminho de se tornar uma ação coletiva.

A história de K. é extremamente incomum de um ponto de vista médico, pois, aproximadamente 2 milhões de mulheres nos EUA usam DIU – e outros milhões em todo o mundo, e a esmagadora maioria não relata nenhum incidente.

O risco de efeitos adversos como o de K. é de uma em mil, o que os médicos, a Food and Drug Administration (FDA) e, claro, a Bayer, concordam ser uma taxa aceitável e comparável a outras formas de controle de natalidade.

Muitos advogados das mulheres que entraram com a ação dizem que a empresa Bayer deveria ter feito mais para alertar os pacientes sobre os efeitos colaterais, ao invés de apenas mencioná-los na informação da bula. A Bayer rejeita isso.

“Com base na totalidade dos dados disponíveis até o momento, um perfil positivo do risco e do benefício continua a ser observado com o Mirena. A Bayer informou adequadamente todos os riscos conhecidos associados com o dispositivo desde a primeira aprovação da FDA, em 2000. Qualquer alegação de que a Bayer não advertiu esses riscos de forma clara não é baseada na verdade”, declara a empresa.

Os advogados da Bayer pediram que o juiz descartasse alguns casos, alegando que eles foram arquivados muio tempo depois das supostas lesões e, portanto, não devem ser ouvidos.

Em 2009, a Bayer em parceria com uma rede social chamada Mom Central organizou eventos de marketing, nos quais um representante da empresa apontou os benefícios do Mirena.

A FDA afirma que esta manobra violou as normas de comercialização farmacêuticas, escrevendo em uma carta para a empresa que a apresentação “enganosamente exagerou” a eficácia do anticoncepcional, e que o evento não revelou o risco do produto.

Em resposta, a Bayer minimiza o incidente dos eventos alegando que “houve apenas três encontros  – os quais reuniram um total de 80 pessoas – e que o programa foi imediatamente interrompido”.

Muitas mulheres e profissionais da área médica consideram o Mirena o melhor produto de controle de natalidade disponível no mercado.

Isso representa uma dramática mudança na opinião pública em relação ao DIU, que começou a ser vendido nos EUA na década de 1960. Embora a maioria dos primeiros DIUs era segura e eficaz, um modelo falho chamado Dalkon Shield causou tantas infecções pélvicas, algumas das quais levaram a histerectomias e, pelo menos, 18 mortes, que os fabricantes o retiraram do mercado em 1974.

Especialistas em planejamento familiar não abandonaram a ideia por trás do DIU e novos modelos foram desenvolvidos, como o ParaGard (aprovado pela FDA em 1984) e, mais tarde, o Mirena, que reduziram gradualmente o estigma causado pelo Dalkon Shield.

“A taxa de falha é algo em torno de 0,2 por cento, em comparação com 5 a 7 por cento com a pílula e os efeitos colaterais são mínimos. O DIU deve ser considerado um contraceptivo de primeira linha”, diz a Dr. Petra Casey, professora de obstetrícia e ginecologia e diretora da Clínica Mayo, especializada em contracepção,  em Rochester, Minnesota.

O risco de efeitos secundários graves do Mirena é aproximadamente o mesmo que o descrito para pílulas contraceptivas orais. Não é uma comparação perfeita, já que os dois métodos têm diferentes tipos de efeitos colaterais graves. Mas o risco mais temido com a pílula, os coágulos sanguíneos, é relatado em uma taxa de cerca de 1 a 3 mulheres entre mil, o que, novamente, é próximo do Mirena.

A Dr. Anne Burke, professora assistente de ginecologia e obstetrícia da Faculdade de Medicina da Universidade Johns Hopkins, afirma que “a quantidade de dados indica que, embora estas complicações possam acontecer, felizmente, eles são raras. A maioria das mulheres que usa este dispositivo é capaz de usá-lo com segurança”.

Especialistas em saúde da mulher também atestam os benefícios não contraceptivos do Mirena, como a Dr. Lynne Bartholomew Goltra, obstetra do Hospital Geral de Massachusetts.

“Além de tornar o período menstrual mais leve e menos doloroso, o DIU pode diminuir a dor da endometriose e impedir algumas infecções pélvicas”, diz a Dra. Lynne. “Ele também tem sido utilizado para prevenir o desenvolvimento de hiperplasia endometrial em mulheres com risco de desenvolver câncer e é eficaz no tratamento de alguns tipos dessa doença”.

Profissionais de saúde da mulher têm incentivado um maior uso do DIU, pois ele é mais confiável que outros métodos. A gravidez é, em si, uma condição que traz risco, com complicações que vão desde a gravidez ectópica a pré-eclampsia, diabetes e infecções do trato urinário.

Gestações não planejadas podem ser ainda mais arriscadas, se a mãe não tomou precauções, tais como deixar de fumar e de consumir álcool. Entre os países desenvolvidos, os Estados Unidos têm uma das maiores taxas de gravidez indesejada, chegando a 51 por cento dos 6,6 milhões de gestações em todo o país.

Os advogados envolvidos nos casos argumentam que o sucesso do Mirena entre a maioria das mulheres não significa muito para a minoria que sofreu.

 “A Bayer, que indica na bula do DIU que a perfuração pode acontecer após a inserção, precisa explicar de maneira mais clara que a perfuração pode ocorrer muito tempo após a implantação do dispositivo”, diz James Ronca, advogado do escritório Anapol Schwartz, que representa muitas mulheres do caso contra a Bayer.

“Se 500 pessoas estivessem em um 747 e ele caísse ou houvesse algum outro incidente em que várias pessoas ficassem feridas, haveria uma investigação”, indaga James.

As 2 mil pessoas que processam a Bayer não compõem, portanto, “um número insignificante” e vale a pena uma advertência adicional, diz o advogado.

A Dra. Nancy L. Stanwood, membro da Faculdade Americana de Obstetras e do grupo de trabalho de ginecologistas sobre contraceptivos de longo prazo, diz que a veiculação judicial do caso Mirena na imprensa tem assustado mulheres que se beneficiariam muito com o dispositivo.

“É claro que aquelas matérias são projetadas para serem assustadoras e não colocam os fatos médicos no contexto apropriado. É um desserviço para as mulheres que têm uma compreensão de suas opções contraceptivas”, finaliza a Dra. Nancy.

© 2014, Newsweek.

Controle de natalidade x maior risco de glaucoma

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Usuárias de longo prazo de contraceptivos são duas vezes mais propensas a desenvolver glaucoma.

Um trabalho da Association Between Oral Contraceptive Use and Glaucoma in the United States – apresentado durante o congresso anual da Academia Americana de Oftalmologia, em Nova Orleans, EUA, revelou que mulheres que tomaram contraceptivos orais por um período de três anos ou mais são duas vezes mais propensas a desenvolver glaucoma, uma das principais causas de cegueira mundial, que chega a afetar cerca de 60 milhões de pessoas no globo.

“Os pesquisadores alertaram ginecologistas e oftalmologistas, destacando que estes profissionais precisam estar atentos para o fato que os contraceptivos orais podem desempenhar um papel importante em quadros glaucomatosos. Estes profissionais devem informar suas pacientes sobre a importância dos exames de visão periódicos e sobre os outros fatores de risco para a doença, visando a prevenção do glaucoma”, destaca o oftalmologista Virgílio Centurion (CRM-SP 13.454), diretor do IMO, Instituto de Moléstias Oculares.

O estudo – conduzido por pesquisadores americanos e chineses – é o primeiro a estabelecer um maior risco de glaucoma em mulheres que usaram contraceptivos orais por um período de três anos ou mais. Para chegar a tal conclusão, os pesquisadores analisaram dados públicos do Inquérito Nacional de Saúde e Nutrição, administrado pelo Centro de Controle de Doenças, entre 2005-2008, que continham dados de 3.406 participantes do sexo feminino com 40 anos ou mais de todo os Estados Unidos. As participantes responderam a um questionário sobre sua saúde reprodutiva e se submeteram a exames oftalmológicos. Constatou-se que as mulheres que usaram contraceptivos orais, não importa qual o tipo, por mais de três anos, apresentam 2,05% mais chances de também relatar o diagnóstico de glaucoma.

“Embora os resultados do estudo não indiquem claramente de que forma os contraceptivos orais possam ter um efeito causador no desenvolvimento do glaucoma, eles indicam que o uso, a longo prazo, de contraceptivos orais podem ser um fator de risco potencial para o glaucoma. E este dado pode ser considerado como parte do perfil de risco para uma paciente em conjunto com outros fatores de risco existentes já conhecidos, tais como: etnia, história familiar de glaucoma, história de aumento da pressão ocular ou defeitos no campo visual existentes”, explica a oftalmologista Márcia Lucia Marques (CRM-SP 110.583), especialista em glaucoma, que também integra o corpo clínico do IMO.

Estudos anteriores já haviam revelado que o estrogênio pode desempenhar um papel significativo na patogênese do glaucoma. “Este estudo deve ser um impulso para futuras pesquisas para comprovar a causa e o efeito de contraceptivos orais e o glaucoma. Pois, a pílula anticoncepcional hoje é uma grande aliada da mulher moderna e independente. Atualmente, nenhuma doença ocular é contra indicação absoluta ao uso do contraceptivo oral. Neste momento, as mulheres que tomaram contraceptivos orais por um período de três anos ou mais devem ser rastreadas para glaucoma e acompanhadas de perto por um oftalmologista, especialmente se elas têm outros fatores de risco já existentes”, recomenda a médica.

Shiatsu tradicional é eficaz no tratamento contra enxaqueca

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Técnica japonesa terapêutica é capaz de amenizar a dor em até 98% dos casos.

Segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde) a enxaqueca é a quarta doença crônica mais incapacitante no mundo, atrás apenas da tetraplegia, psicose e demência. A dor intensa também costuma vir acompanhada de outros sintomas como intolerância à luz e a cheiros, náuseas, vômito e vertigem e em muitos casos não é amenizada com o uso de medicamentos. Alguns especialistas destacam que, inclusive, o uso de medicamentos pode atacar o fígado e piorar a crise de enxaqueca

A boa notícia é que com o Shiatsu Tradicional é possível amenizar e até mesmo acabar com as crises de enxaqueca sem utilizar nenhum tipo de medicamento. A técnica milenar ganhou status de massagem relaxante aqui no Brasil, porém está longe de ser apenas isso. “O Shiatsu é terapêutico e tem o poder que tratar muitos tipos de doenças como é o caso da enxaqueca. O trabalho se baseia em localizar e soltar pontos específicos na região cervical, escapulário e crânio-cervical. A massagem é capaz de soltar a tensão e melhorar o fluxo de sangue que vai para o cérebro aliviando a dor em 98% dos casos”, destaca César Imada do Espaço MS Vida. O profissional é especialista em Shiatsu e morou no Japão por 8 anos, onde estudou as técnicas do Shiatsu Tradicional.

Para que o tratamento tenha resultado é necessário inicialmente diagnosticar os motivos da enxaqueca. Por meio da anamnese do paciente é possível focar alguns pontos chaves que trarão o alívio da dor. “A indicação é que o paciente realize sessões semanalmente ou a cada 15 dias. Vale ressaltar que o Shiatsu trabalha todo o corpo e acreditamos que o resultado positivo só é conquistado quando conseguimos atingir o equilíbrio e relaxamento do corpo inteiro”, diz Imada.

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