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Tecnologia e Ciência - page 132

Projeto Ara: o celular de montar do Google

em Tecnologia e Ciência por

O Google já anotou na sua agenda a primeira conferência para falar sobre o desenvolvimento do software Projeto Ara, um conceito de smartphones personalizável que pode ser atualizado com uma troca rápida de blocos que o compõem.

A empresa acredita que o Projeto Ara será um avanço histórico no mundo da tecnologia de smartphones, por isso, agendou o evento no Computer History Museum, situado no coração do Vale do Silício. A conferência está prevista para o mês de abril, exatamente dois meses antes do Google I/O, a principal conferência de software da empresa.

Segundo informações, o Google diz que pretende oferecer o Projeto Ara com uma estrutura básica aos consumidores por um preço bem acessível, em torno de $ 50. Dessa forma, o Projeto Ara iria derrubar o modelo tradicional de vendas de dispositivos eletrônicos de consumo, onde os mercados vendem dispositivos compostos de componentes feitos por vários fabricantes diferentes.

No outono passado, o estudante de design holandês Dave Hakkens criou um vídeo chamado Phonebloks, onde mostra um smartphone que pode ser atualizado simplesmente tirando um componente, como a câmera, por um modelo mais novo e melhor. No vídeo que já tem mais de 20 milhões de visualizações, o criador Dave Hakkens diz que o projeto poderia reduzir a quantidade de resíduos consumidos por smartphones submetidos a um ciclo de atualização infinita. O Google rapidamente tomou conhecimento do projeto, assim como a Motorola Mobility, que tinha sido recentemente adquirida pela gigante da tecnologia. A Equipe da Motorola já avançou na tecnologia e Projetos (ATAP) e estão trabalhando em um projeto semelhante sob o codinome Projeto Ara, com as patentes e know-how de fabricação para apoiá-la .

ATAP deslocou o Projeto Ara em alta velocidade após o vídeo Phonebloks gerar buzz, e o Google fez uma parceria com Hakkens, onde o designer iria desenvolver um site do projeto.

O Google vendeu a Motorola Mobility para a empresa chinesa de tecnologia Lenovo em janeiro, mas manteve a equipe ATAP, juntamente com os projetos notáveis ​​que já estava trabalhado, incluindo uma tatuagem eletrônica que funciona como uma senha. O Google também sustentou o portfólio de patentes, tentando proteger seu sistema operacional móvel Android.

ATAP agora tem um protótipo funcional , completo com monitor, bateria, Wi-Fi, e os módulos de alto-falante. A equipe ATAP disse que em breve lançará um Alpha de Kit do módulo do desenvolvedor para a vida selvagem. Para a tão esperada novidade, um número limitado de pessoas serão convidados a participar da conferência do Google Projeto Ara.

© 2014, IBTimes

Alerta com aroma de churrasco no celular significa…? Hora do almoço!

em Tecnologia e Ciência por

Vivemos em um mundo cada vez mais poluído. Nos últimos anos, algumas leis foram aprovadas proibindo odores corporais “ofensivos” em espaços públicos, como as bibliotecas. Existem também políticas que proíbem o uso de perfumes no ambiente de trabalho.

Uma onda repentina de tecnologias perfumadas promete inverter a tendência através da simulação de aromas para os consumidores. Não está longe de surgir, por exemplo, um relógio de pulso que emana o aroma de rosas para sinalizar o horário de almoço ou o fim do expediente.

Aisen Caro Chacin, professor de computação física na New School, em Nova Iorque, está desenvolvendo um relógio chamado Scent Rhythm que lhe permite contar o tempo com base em seu relógio biológico interno. “A cada seis horas, o aparelho emitiria um cheiro apropriado para a ocasião, com um suplemento, a fim de ajudar nas atividades do dia: o cheiro de café pela manhã ou o aroma de camomila à noite para ajudar no sono”, diz Aisen. Apesar de seu uso prático e medicamentoso ainda estar em fase de experimentação, o Scent Rhythm promete uma alternativa interessante para avisar as horas.

Uma das novas tecnologias perfumadas que está disponível comercialmente chama-se The Scentee, do Japão. Este aplicativo de smartphone alerta através de mensagens de texto ou notificações do Facebook não com um sinal sonoro familiar, mas sim com uma nuvem de vapor perfumado que vem de um anexo que você conecta em seu telefone. Os cartuchos de perfume são substituíveis e podem ser adicionados ou removidos do anexo em aromas como jasmim, baunilha, lavanda ou hortelã. Se você é realmente ousado, pode ser alertado por aromas de alimentos, incluindo arroz ou churrasco. O Scentee ainda é um pouco desajeitado: além de estar ligado na tomada, é necessário ter o telefone bem debaixo do seu nariz.

Mais sofisticado e ambicioso é o oPhone (“o” de “olfativo”). Desenvolvido pelo professor de engenharia de Harvard, David Edwards, e seus alunos Rachel de campo e Amy Yin, além de designers e artistas do Le Laboratoire, em Paris, o oPhone permitirá que os usuários enviem aromas equivalentes a frases e parágrafos, graças aos oChips que podem produzir centenas de sinais de odor.

Para David, esta recente proliferação de tecnologias perfumadas veio justamente pela sobrecarga de informações do tipo visual e auditiva, ao passo que há uma escassez de mensagens olfativas. “A revolução da comunicação dos últimos 30 anos nos saturou com informações visuais e auditivas. Isso trouxe a exclusão de um sentido importante que caracteriza uma grande quantidade de informações que decifram a vida real. Esta pode ser uma das razões pelas quais vemos um crescente interesse pela tecnologia de odores atualmente, porque é mágica, sensual, e, talvez, relaxante. Estamos perdendo essa dimensão olfativa na era da realidade virtual”, explica o professor David.

As tecnologias perfumadas têm sua oposição. Pessoas antitecnologia percebem essas inovações como parte de um esforço contínuo para nos alienar de desfrutar uma relação sem mediação com a realidade, como cheirar as rosas em uma roseira. Há também os que acreditam que a tecnologia deve ser uma ferramenta útil apenas em termos funcionais.

Mas, talvez, ao invés de ver as tentativas de acrescentar os aromas na tecnologia como um sinal de nossa separação da realidade, ou reclamar que elas não cumprem uma necessidade urgente, devemos considerar esses esforços uma aproximação entre a tecnologia e o olfato. Um triunfo para os nossos sentidos.

© 2014, Newsweek

Jogar para não perder?

em Tecnologia e Ciência por

A compra do WhatsApp significou menos do que parece.

Há apenas dois anos, Mark Zuckerberg poderia ter leiloado um velho par de sapatos por mais do que o WhatsApp custou.

Um pequeno zigoto da tecnologia pode se transformar em um monstro descontrolado avaliado em 19 bilhões de dólares. Em seu quarto ano de vida, o WhatsApp tinha três vezes mais usuários que o Facebook neste mesmo tempo, em 2008, e oito vezes mais que o Twitter também em seu quarto ano.

O Facebook está em uma posição difícil de agora em diante. A empresa já tem 10 anos de idade e mais de um bilhão de membros em todo o mundo. Lançou sua oferta pública inicial, seu filme e ganhou.

O Facebook parece jogar para não perder. Toda empresa de tecnologia dominante eventualmente se encontra nessa posição. A IBM, AOL e Microsoft já estiveram lá.

Poucas empresas chegam ao topo e encontram outro ponto alto que possam alcançar. A Microsoft não poderia fazê-lo. O time de Bill Gates reinou sobre os computadores pessoais como Godzilla sobre Tóquio. Mas agora que os PC´s são uma ferramenta global e a emoção se mudou para outro lugar, a Microsoft está de lado com um lucro de 5 bilhões de dólares em 2013.

Quando você vence por muito tempo, tudo o que você tem a fazer é perder um pouco para ser atacado.

O WhatsApp mostrou que o Facebook tem este problema no momento e que a estratégia mais prudente de Zuckerberg daqui para frente é jogar com a generosidade da oferta pública, lutando com qualquer um que pareça ser um novo vencedor no espaço onde ele almeja conquistar.

Isso começou em 2012 com o Instagram, uma compra de um bilhão de dólares. Então agora o WhatsApp por 19 bilhões. E este não será o fim, outros mais virão.

O custo da criação de novas empresas que oferecem produtos ou serviços novos mergulhou na última década, como Larry Downes e Paulo Nunes explicam no livro Big Bang Disruption: “Quando o custo é baixo e as expectativas são modestas, os empresários podem lançar suas ideias e ver o que acontece. Nesta nova era é perfeitamente racional produzir dezenas de novos produtos e ver qual deles se destaca. A maioria vai falhar completamente, mas apenas um sucesso pode compensar de verdade”.

O mundo conectado em rede significa que quando alguma coisa pega, ela pega num relâmpago. O Facebook só pode fazer a varredura do horizonte e esperar. “As empresas como Facebook tem que andar numa corda bamba aqui”, diz Downes.

Há outro efeito traiçoeiro de dominação em uma empresa como o Facebook. Imagine o que os melhores jovens funcionários do Facebook estão pensando depois da compra do WhatsApp. A empresa que tinha cerca de 55 empregados, vendida por 19 bilhões de dólares, está produzindo cerca de 345 milhões de dólares por empregado.

Isso é de arregalar os olhos, obviamente. Além disso, é sempre mais divertido jogar para ganhar do que jogar para não perder. Quanto mais a indústria lança no mercado esses sucessos big bang, mais pessoas inteligentes serão atraídas para deixar seus empregos estabelecidos e se juntar aos usurpadores.

O Facebook poderia virar esse jogo e jogar para ganhar? Possivelmente. A essa altura, é difícil acreditar que tenham pagado 19 bilhões de dólares pela cabeça do WhatsApp. Provavelmente a empresa tenha investido tal quantia para se proteger.

 

© 2014, Newsweek

A luz na era digital

em Tecnologia e Ciência por

O mercado de iluminação vive um momento de transformação. Após a lâmpada de Edson, que reinou absoluta por um pouco mais de um século (criada em 1879), o mundo descobriu as vantagens das lâmpadas que não geram calor e não precisam de um filamento para dar luz.  As lâmpadas eletrônicas, popularmente conhecidas como fluorescentes compactas, trouxeram um conceito novo que é o da capacidade de gerar luz com redução no consumo de energia. Sua popularização aconteceu num momento em que começavam os debates sobre a preservação do meio ambiente nas esferas governamentais. Passados cerca de 20 anos, a temática em torno da eficiência energética e da sustentabilidade foram incorporadas ao cotidiano da sociedade e tornaram-se essenciais na gestão de recursos para qualquer tipo de negócio, inclusive no plano doméstico.

Talvez estes fatores expliquem a crescente receptividade ao LED, que segundo especialistas deve se tornar a fonte preponderante de luz entre os usuários brasileiros nos próximos 5 anos.

Há descobertas que marcam um período histórico pelo impacto direto que têm nas vidas das pessoas.  Foi assim com a invenção da imprensa e a popularização dos livros, a criação da máquina a vapor e a industrialização e, mais recentemente, o advento do computador e da internet refletem sobre as formas de comunicação. A popularização do LED neste século certamente é um grande marco que impacta na forma de utilização dos recursos naturais e na intervenção humana sobre o meio. Esta luz eletrônica interage com o usuário e permite ser controlada na cor, na intensidade da luz, levando a automação para dentro dos lares.

Não é a toa que a indústria de iluminação investe no aperfeiçoamento desta tecnologia, e que o aspecto normativo avança para em breve ter vigente no país uma certificação compulsória que dará mais credibilidade às marcas que têm investido na qualidade.

O fascínio que a tecnologia exerce sobre as pessoas já atinge o mercado de iluminação e aos poucos o LED desponta como um sonho de consumo dos brasileiros. O LED é a iluminação da era digital.

Evolução digital

em Mundo/Tecnologia e Ciência por

Durante a revolução industrial, que se iniciou em meados do século XVIII, com a substituição dos processos artesanais pela manufatura, e da segunda revolução, já no século XIX, que implantou equipamentos mais sofisticados para os processos de produção, a preocupação da substituição do homem pela máquina já estava presente nas discussões. Surgiu na Inglaterra, até mesmo o movimento ludista – pessoas contrárias ao avanço tecnológico pelo temor da substituição da mão-de-obra humana. Os ludistas chegaram a invadir fábricas e quebrar equipamentos, culpando-os pelo desemprego e pelas péssimas condições de trabalho da época.

Trazendo essa discussão para os dias atuais, é bem provável que ainda existam pessoas que se posicionam contras os avanços (mais pacificamente, é claro), acreditando que o desenvolvimento da tecnologia prejudica a oferta de emprego. No entanto, a evolução da humanidade mostra que a utilização de máquinas, nos séculos XVIII e XIX, para alimentar a indústria trouxe muitos benefícios aos trabalhadores, aumentando e diversificando consideravelmente as oportunidades no mundo laboral.
O mesmo ocorre hoje, com uma espécie de revolução digital, motivada pelos efeitos da informática, da internet e de tecnologias de ponta em vários ramos de atividade. E, para os que insistem em dizer que o mundo informatizado prejudica o emprego, vejamos a seguinte realidade: até os anos 1980, a produção de máquinas de escrever era bastante significante, com a liderança de grandes multinacionais, como a italiana Olivetti. Hoje, viraram peças de museu. No entanto, os produtos substitutos da antiga máquina – os PCs, os notebooks, os tablets e os smartphones – originam grande número de postos de trabalho.

O mundo digital é uma realidade. É verdade que algumas carreiras estão entrando no ostracismo, como as de alfaiate, telefonista, ascensoristas. Mas novas profissões surgem com forte geração de emprego, como as que dão conta do desenvolvimento de aplicativos, de construção e manutenção de sites, de vendas on-line e de jogos para computadores. Ou seja, as revoluções tecnológicas, em nenhum momento da história, substituíram o ser humano pela máquina. Ao  contrário, vêm para ajudar a criar novas demandas para a população do planeta, que não para de crescer.

Luiz Gonzaga Bertelli é presidente executivo do Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE), da Academia Paulista de História (APH) e diretor da Fiesp.

O que esperar da relação homem-máquina?

em Tecnologia e Ciência por

Conheça os aspectos emocionais envolvidos no convívio com robôs.

 Ao longo de todos os departamentos das forças armadas dos EUA, os robôs autônomos vêm desempenhando mais do que nunca um papel cada vez maior em todos os aspectos da guerra. Os soldados, por outro lado, estão desenvolvendo algumas relações pouco ortodoxas com suas máquinas. Basta perguntar a Danielle.

Danielle era um TALON, um robô operado remotamente usado para reconhecimento em combate, como em terrenos difíceis de serem alcançados, desfiladeiros rochosos e cavernas. Connor, um sargento do Exército, lembrou que, embora implantado no Afeganistão, os soldados embalaram vários seres humanos, bem como as pilhas de equipamento, incluindo os robôs em um espaço pequeno. “Tudo tinha de ser bem preso, por isso a nossa TALON estava no corredor central do nosso caminhão”, lembra ele. “Um dos membros da nossa equipe deu ao robô o nome de Danielle, assim ele teria uma mulher para abraçar à noite.” Infelizmente, o romance não era para durar: “Danielle foi explodida”, diz Connor.

Assim como os pilotos da Segunda Guerra Mundial deram nomes ao seus aviões, como Memphis Belle, e os decoravam com arte no nariz das aeronaves, os soldados de hoje estão nomeando seus robôs como estrelas de cinema, músicos e ex-namoradas. Brady, outro sargento do Exército, chamou seu TALON de Elly. “Eu conversei com ela, quando eu estava nos controles. Eu agia como se a tivesse coagindo: ‘Vamos, querida'”, diz ele. “Eles são uma espécie de parte da família”, diz Ben, um sargento da Força Aérea. Ele conta que quando um robô foi detonado por um explosivo, a sua equipe “recuperou os componentes – a carcaça – e os trouxeram de volta para a base. No dia seguinte, havia uma placa na frente que dizia: ‘Por que você me matou? Por quê?’”

As histórias acima são de uma série de entrevistas com a pesquisadora Julie Carpenter, da Universidade de Washington, que estuda a interação do homem e o robô. Os nomes dos soldados foram alterados para preservar o anonimato. Segundo Carpenter, os entrevistados “tratavam os robôs de forma que não se encaixa perfeitamente como tratamos outras ferramentas”.

Essas relações homem-máquina tendem a se tornar mais frequentes com o financiamento militar que promove o desenvolvimento de novos sistemas robóticos autônomos.

Os robôs se tornaram uma parte do vocabulário dos soldados. Isso significava histórias de sucesso como o sargento Talon, um robô TALON que, como o sargento Michael Maxson descreveu, “sempre executa um bom trabalho”.

Newell, o ex-diretor da REF – Rapid Equipping Force -, não vê uma compreensão no ritmo de inovação nos planos do Departamento de Defesa para robótica. Ele diz que a instituição não está financiando sistemas que sejam flexíveis o suficiente para se manter útil à medida que a tecnologia muda. “A tecnologia robótica está em uma subida vertical próxima. Esse é o desafio”, explica Newell.

Uma forma de melhorar isso é dar aos soldados uma oportunidade para desenvolver as máquinas que eles usam no campo. “Há soldados sentados no quartel construindo seus próprios robôs”, relata Newell. “Eu não acho que fizemos um bom trabalho aproveitando a capacidade criativa, quando se trata da concepção e utilização da robótica.”

Enquanto os soldados mais jovens constroem robôs em seu tempo livre, as classes de oficiais das forças armadas, os quais comandam o uso de máquinas no campo, ainda não estão acostumados com os seus colegas metálicos. Há “uma desconfiança da geração mais velha”, diz Kohlmann, um oficial da Marinha. “Os líderes com mais idade que podem usá-los para obter vantagem tática não confiam neles o suficiente. É difícil mudar o pensamento de alguém que faz algo há 25 anos”, declara Kohlmann.

Os militares não acreditam que os robôs irão superar as pessoas nas forças armadas. Quando perguntado se as máquinas substituiriam os soldados no campo, o gerente de projetos do REF, Tami Johnson, disse que suas iniciativas de robótica no Departamento de Defesa  “não visam reduzir o número de soldados necessários, mas reduzir o fardo, a carga do militar”.

O futuro real não reside com o combate ao robô, mas em um ambiente mais colaborativo em que os seres humanos trabalham com as máquinas que os apoiam. Agora, são as pessoas que estão ficando no caminho.

© 2014, IBTimes

“And the Oscar goes to”… criatividade e tecnologia

em Tecnologia e Ciência por

Todo ano, o Oscar leva ao mundo o que a indústria cinematográfica produz de melhor. Claro que, Hollywood é um importante parâmetro para o cinema mundial. Afinal, os grandes estúdios sabem o que “vende”, repetem padrões e apostam em produções que trazem em si a fórmula do sucesso. Neste contexto, vale um bom roteiro, atores de primeira e efeitos inovadores, com uma pitada de competência e tecnologia pra colocar tudo rodando em sintonia, principalmente com um custo interessante para o estúdio e investidores.

A inovação tecnológica passou a ser um fator fundamental no contexto da criação de diversos filmes e caminha quase que à velocidade da luz. Basta ver os _remakes_ de filmes que viraram ícones nas décadas de 80/90 e, cujas refilmagens, deixam seus antecessores com aparência de ultrapassado, pelo menos em termos de efeitos especiais. King Kong, Superman e Planeta dos Macacos são bons exemplos. Mesmo a animação 3D tem reinventado clássicos, como Scrooge e Tarzan.

Toda essa evolução da computação gráfica e a tecnologia de animação trouxe uma nova realidade em efeitos especiais que merecem um Oscar à parte. Aliás, a opinião não é só minha​. Neste ano​, o software ​Mudbox​, que possibilita que os desenvolvedores utilizem recursos poderosos de design que avançam a arte de escultura digital e pintura digital para produção de filmes, contribuiu para que seus desenvolvedores fossem um dos vencedores do Oscar das áreas Técnica e Científica do evento anual da Academia de Artes e Ciências de Animação Cinematográfica.

A tecnologia é agregadora e facilita a entrada de países que antes não se arriscavam em investir seriamente em uma animação 3D, por exemplo. A universalização do sucesso de Hollywood passa pela mão de softwares que possibilitam que produções brasileiras tenham qualidade, design gráfico e efeitos tão incríveis como os produzidos nos Estados Unidos. E o Brasil já ​possui importantes e diversos​ filmes publicitários, seriados e novelas que utilizaram a mesma tecnologia referência.

O mais interessante é saber que estes softwares utilizados para construir cenários e projetar cidades virtuais e imaginárias na sétima arte são os mesmos que engenheiros e arquitetos usam para visualizar a construção de pontes, estradas e toda a infraestrutura urbana no Brasil. Em tempos em que as atenções estão voltadas para a premiação do Oscar, é importante refletir que, muito além do enredo, a concepção e o sucesso, uma produção cinematográfica está – de alguma forma – ligada às indústrias da engenharia, design, broadcast e publicidade.

Outro método que foi muito utilizado por filmes de animação 3D é o escaneamento a laser de personagens modelados em argila com o intuito de não perder a criatividade artística de designers de personagens que utilizam métodos de criação não digitais. Atualmente, a captura desta realidade é possível também com o uso de fotos.

A publicidade brasileira adotou intensivamente o uso de tecnologia dos filmes de Hollywood. Desde a criação de mascotes em três dimensões que ganharam vida nas propagandas como o uso de software de edição, finalização para efeitos especiais, correção de cores e edição.
Diversas produções publicitárias usam _motion capture_ (tecnologia de captura de movimento real aplicado em um personagem 3D) para dar realismo aos personagens e técnicas de animação e _render_ de última geração para ter destaque num mercado tão competitivo como o da publicidade.

Sabemos que o sucesso depende da criatividade e talento de cada profissional envolvido na concepção de qualquer que seja o projeto que utilize esses softwares de ponta. Mas ​o avanço da tecnologia contribui. E a evolução é a “toque de caixa”. A tecnologia de hoje, pode possivelmente estar obsoleta amanhã. E quem trabalha intensamente para tornar isso possível, sabe muito bem quem é o grande vencedor do Oscar 2014: a inovação tecnológica!

Rodrigo Assaf, especialista técnico da área de mídia e entretenimento da Autodesk Brasil.

Como os médicos estão usando o Google Glass?

em Saúde & Bem-estar/Tecnologia e Ciência por

Ferramentas de alta tecnologia estão cada vez mais entrando nas salas de cirurgia. Hoje já existe máquina de anestesia, monitor cardíaco, e…Google Glass? Isso mesmo, alguns cirurgiões estão usando o aparelho para ver se o dispositivo pode ajudar os médicos a melhorar o atendimento aos pacientes e educar os residentes.

Agora, os estudantes de medicina estão recebendo uma visão mais ampla dos procedimentos médicos, com um ângulo que não podiam ver antes nas salas de aula.

“O Google Glass captura uma imagem de tudo que você está olhando durante a cirurgia”, disse o cirurgião Jason, da Universidade do Arizona, ao canal de televisão KVOA. “Nós tentamos usar outros tipos de câmeras, mas o toque desses aparelhos podem ser um risco de contaminação. O Google Glass permite captar ângulos impossíveis, e isso ajuda a ensinar os nossos alunos com mais precisão”.

O Google Glass não é apenas benéfico para fins de ensino, que pode fornecer acesso rápido a informações vitais que um cirurgião precisa durante a operação.

O cirurgião cardiotorácico, Pierre Theodore, Universidade da Califórnia, diz ter encontrado um dispositivo útil para tomadas rápidas em imagens de raios-X durante a cirurgia. Sem o Google Glass, um médico geralmente precisa acompanhar a cirurgia por um monitor. Mesmo que as interrupções sejam breves, em algumas operações delicadas, cada segundo conta.

“Alguns cirurgiões não conseguem acessar as imagens radiográficas em momentos que mais precisam”, disse Theodore. “Isso pode comprometer uma operação”.

Com o Google Glass, Theodore pode carregar uma imagem de tomografia computadorizada ou de raios-X que poderá usar no procedimento, em seguida, buscar rapidamente informações importantes do paciente enquanto está operando.

“Muitas vezes, um tumor que precisa ser removido está profundamente escondido dentro de um órgão, por exemplo no fígado, pulmão…”, disse Theodore em um comunicado divulgado pela UCSF. “É muito útil ter os raios-X diretamente no seu campo de visão sem precisar sair da sala de operações para conseguir essa informação em algum sistema que precisa até se logar. Não podemos esquecer que o paciente precisa de 100 por cento de atenção durante o tempo que está na mesa de cirurgia”.

Outros cirurgiões tiveram a mesma ideia. Um cirurgião plástico da Universidade de Chicago usou a tecnologia durante a realização de uma rinoplastia em um paciente que se machucou no parque de diversões em dezembro do ano passado. No mesmo mês, um cirurgião ortopédico da Universidade de Alabama- compartilhava um vídeo ao vivo de uma restauração no ombro com um colega, em Atlanta, o que permitiu a consulta virtual em tempo real entre os dois médicos.

Mas o dispositivo não é perfeito: sua autonomia é limitada e alguns cirurgiões precisam usar baterias extras. Além disso, a maneira como a câmera do dispositivo é posicionada nem sempre é ideal para capturar fotos e vídeos de cirurgia. O estudante de medicina da Universidade Ohio, Ryan Blacwell disse à ABC News que na revisão de vídeos de cirurgia, as incisões capturadas perto da parte inferior da tela são mais difíceis de ver.

Os pacientes também precisam concordar com os seus médicos usarem o Google Glass durante os procedimentos (nem todas as pessoas se sentem confortáveis com a ideia filmarem a parte de dentro do seu corpo). Mas, apesar dos pequenos obstáculos, muitos médicos que testaram a tecnologia estão otimistas com o potencial do dispositivo.

“Se você acredita na premissa de que é fundamental ter dados precisos sobre o paciente diante dos seus olhos faz com que o médico tome a melhor decisão na hora da cirurgia, então me parece conveniente trabalhar com esta nova tecnologia”, conclui Theodore

© 2014, IBTimes

Alfabetização na era digital

em Tecnologia e Ciência por

A tecnologia já faz parte da vida e da rotina de grande parte da população. Hoje em dia, a percepção que se tem é de que as crianças já nascem sabendo interagir com os aparelhos eletrônicos e fazem isso de uma forma muito natural. Passar fotos, assistir a vídeos ou brincar no iPhone, iPad ou iPod, por exemplo, são tarefas que os pequenos realizam com muita facilidade. Os dispositivos são utilizados como um apoio pedagógico na alfabetização de crianças, permitindo a autonomia e respeitando o ritmo de cada uma no uso do recurso.

Na Escola Internacional de Alphaville, a alfabetização é iniciada aos 5 anos de idade e o tablet já faz parte da sala de aula. Os aplicativos com o sistema alfabético e o editor de texto são direcionados às crianças, que já conseguem ter a referência do mais simples, como nome de colegas, até o nome de grandes títulos literários. “Muda a perspectiva e performance sobre como a criança consegue produzir. Ela está conectada com essa linguagem multimídia”, diz Roberta Deliberato, coordenadora da Escola Internacional de Alphaville.

O mercado já oferece diversos aplicativos para crianças, incluindo a faixa etária de 0 a 5 anos, que podem ser baixados em diferentes plataformas; são jogos, músicas, vídeos e inúmeros desenhos interativos desenvolvidos especificamente para este público. De acordo com a psicóloga e psicanalista Christine Bruder, idealizadora do berçário Primetime Child Development, esta aproximação das crianças com os aparelhos eletrônicos não é algo nocivo, porém, não se pode considerar que todos os estímulos sejam inofensivos aos bebês.

Segundo Christine é necessário que se tenha conhecimento daquilo que está sendo apresentado à criança e como isso pode contribuir com o seu desenvolvimento. “Para que as experiências vividas tenham significado, elas devem fazer sentido dentro da vida do bebê e, também, ser parte do que ele já conhece. Ao oferecermos diariamente e constantemente uma grande variedade de experiências, estamos mantendo em aberto possibilidades de exploração e de conexões entre essas vivências,” explica.

Cresce a insegurança entre os paulistanos

em Brasil/Educação e Comportamento/Tecnologia e Ciência por

De acordo, com o Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2013 indica que 93% dos paulistanos se sentem inseguros na própria cidade, este número aumentou comparado ao ano de 2012. Devido a isso mais e mais pessoas estão se articulando no cuidado da própria segurança. O aumento com a segurança patrimonial é inversamente proporcional ao sentimento de insegurança da população, num país onde os gastos em segurança publicado em 2012 ultrapassaram R$ 61,1 bilhões, sendo um incremento de mais de 16% comparado a 2011.

A especialista em segurança Joelma Dvoranovski explica quais são as curiosidades tecnológicas que estão à disposição da segurança pública e privada no Brasil e no mundo.

Motivado pelo alto índice de violência, a proximidade da Copa do Mundo e dos Jogos Olímpicos o segmento de segurança cresce exponencialmente em todo o Brasil.

Segundo a especialista em tecnologia em segurança Joelma Dvoranovski, os recentes casos de violência no país só impulsionam o mercado de equipamentos de segurança eletrônica pública e privada no país.

A tecnologia tem se tornado a grande arma para o reconhecimento de infratores e criminosos.

Nos casos dos crimes hediondos, como por exemplo, o ataque aos dentistas em seus consultórios, Joelma oferece importantes dicas para precaver e intimidar essas pessoas.

As câmeras também podem auxiliar as autoridades policiais em grandes eventos como a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos, softwares inteligentes permitem o reconhecimento facial (com base em um registro), de uma pessoa que possui histórico de vandalismo, seria possível fazer um monitoramento mais detalhado desse potencial causador de problemas.

Câmeras que emitem sons como “afaste-se dessa área” também poderiam auxiliar na manutenção da ordem.

Curiosidades:

Em algumas escolas na Europa a tecnologia das câmeras de segurança auxilia no registro de presença dos alunos.

Câmeras automotivas podem ajudar a esclarecer crimes e acidentes.

Nesse caso é muito mais fácil provar para as autoridades quem é o infrator.

Cientistas desenvolvem peixe robô inspirado no peixe elétrico encontrado na Amazônia

em Tecnologia e Ciência por

O KNIFEFISH elétrico, peixe fantasma normalmente encontrado na bacia amazónica, inspirou cientistas da Universidade de Northwestern a desenvolver um peixe robótico capaz de realizar uma série de tarefas, incluindo a investigação de navios afundados, reparação nas plataformas de petróleo danificadas, e pesquisar frágeis recifes de corais.

A equipe de desenvolvimento do peixe robótico foi liderada por Malcolm MacIver, um professor de mecânica e de engenharia biomédica da McCormick, Escola de Engenharia e Ciências Aplicadas. Ele estudou o KNIFEFISH por mais de duas décadas, colocando sua experiência em robótica e biologia para trabalhar como consultor em vários filmes de ficção científica, como Tron: O Legado e O Exterminador do Futuro.

As inovações tecnológicas na área da robótica já ajudaram os cientistas a projetarem animais marinhos robóticos no passao. Por exemplo, eles fizeram um peixe robótico capaz de monitorar poluentes na água, imitando o estilo que os peixes navegam e trabalham em conjunto, reduzindo assim o tempo de tarefas, que antes duravam semanas e hoje levam apenas alguns segundos. No entanto, MacIver admite que a atual tecnologia subaquática ainda não está suficientemente avançada.

“Os atuais veículos submarinos são grandes e sem agilidade, o que significa que trabalhar perto de estruturas vivas ou criadas pelo homem é quase impossível”, disse ele em um comunicado à imprensa. “Aprendemos muitas lições com o KNIFEFISH sobre o movimento e detecção não-visual, e a partir disso, desenvolvemos novas tecnologias que devem melhorar os submarinos”.

Várias características do KNIFEFISH inspiraram os cientistas. Seus sistemas de movimento e sensores estão intimamente integrados. Porque eles são fracamente elétricos, têm a capacidade de sentir as coisas ao seu redor através de um campo elétrico auto-gerado. Os peixes também podem nadar em diferentes direções – para trás, para a frente, horizontal e vertical – com a ajuda de uma barbatana na parte de baixo.

MacIver e sua equipe já criaram vários robôs que imitam o KNIFEFISH em laboratórios de Neurociências e Robótica de Northwestern. Atualmente, eles estão trabalhando para obter uma melhor visão sobre o papel do seu sistema nervoso, desempenho no acesso a informação e geração de movimentos. A pesquisa, provavelmente, pode resultar no desenvolvimento de um veículo tecnologicamente superior, capaz de navegar debaixo d’água em complexas geometrias 3D, mesmo em águas turvas – onde os submarinos atuais não possuem esses recursos.

 

© 2014, iScience Times

Pesquisa revela o comportamento dos brasileiros no mundo digital

em Brasil/Educação e Comportamento/Tecnologia e Ciência por

EGM Online revela que 85% dos brasileiros possuem computador pessoal; 52% smartphone, 31% videogame e 27% tablet. O Google é o principal buscador e o Facebook a principal rede social.

 Para compreender como as tecnologias estão presentes na vida dos brasileiros, a IPSOS MEDIACT – área especializada em mídia, conteúdo e tecnologia da Ipsos – acaba de lançar um exclusivo estudo quantitativo online, o EGM ONLINE.

Essa pesquisa tem como objetivo aprofundar e acompanhar o consumo e o comportamento do brasileiro em relação ao mundo digital, especificamente ao que diz respeito à conexão de rede. O levantamento foi realizado com 637 pessoas entre homens e mulheres, acima dos 15 anos, pertencentes às classes ABC, economicamente ativos e que fossem usuários de internet.

Como resultado, a Ipsos identificou que 85% das pessoas possuem computador pessoal, 91% têm acesso em casa e 87% acessam a internet todos os dias. Além disso, 52% possuem smartphone, 31% videogame, 27% tablet e 24% TV internet.

Ao serem questionados sobre as atividades que desenvolveram nos últimos três meses, 75% respondeu que enviaram e-mails, 73% visitaram redes sociais como Facebook, Orkut, MySpace e Linkedin, 71% usaram serviço de busca, 66% assistiram vídeos musicais e 62% escutaram músicas. Com isso, pode-se afirmar que 92% das pessoas que utilizaram internet foram para comunicar, 91% para entreter e outras 85% para informar.

“Com este estudo conseguimos identificar o que tanto chama a atenção das pessoas na internet. As redes sociais fazem parte da vida dos brasileiros, eles se comunicam e se divertem nesta mesma ferramenta. É importante que as empresas estejam atentas a este tipo de canal”, afirma Diego Oliveira, diretor de contas da Ipsos Media CT.

Os brasileiros que utilizam a internet para comprar ou utilizar os sites de internet banking estão em um grupo mais restrito, ou seja, apenas 38% usam os sites de seus respectivos bancos, enquanto 25% compram ou vendem em sites como Ebay, Mercado Livre e outros 19% organizam os preparativos para viagens, dentre eles comprar passagem, reservar hotel e aluguel de carros.

O Google foi reconhecido como o principal buscador com 98% dos acessos, o Facebook é a principal rede social com 91% e o Youtube como principal site para ouvir música. Apesar de parecer extinto, 47% das pessoas ainda acessam o Orkut, 25% o Linkedin, 26% o Instagram e 21% visitam outras redes como Twitter, Google+, Skype, Badoo e outras.

Dentre os principais aplicativos baixados em smartphones as redes sociais disparam com 82%, seguido de games com 67%, GPS, direções e mapas com 56% e livros e e-Readers com 33%.

Com isso, o perfil da amostra ficou da seguinte forma: 52% das pessoas entrevistadas foram mulheres e 48% homens. 50% moram na região Sudeste, 26% no Norte/Nordeste, 16% do Sul e 8% do Centro-Oeste. Com relação a idade 33% tem entre 25 e 34 anos, 22% de 19 a 24 anos, 20% de 15 a 18 anos, 18% de 35 a 44 anos e 6% com 45 anos ou mais. 76% destas pessoas estão empregadas, 21% trabalham fora por conta própria e 3% são donos de seu próprio negócio.

OUTROS DADOS INTERESSANTES DA PESQUISA:

– 53% das pessoas assistem conteúdos ao vivo como, por exemplo, esportes, concertos, etc;

– 67% acessam a internet enquanto assistem TV. Destas que assistem TV 86% enviam e-mail, 67% enviam mensagens em chat com amigos ou familiares, 35% fazem atividades online para o trabalho ou colégio;

– 90% visitaram sites de mídia na última semana. 68% acessaram sites de jornais, 65% de televisão, 41% de revista, 29% de cinema e 24% em sites de rádios.

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