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Tecnologia e Ciência - page 133

Atraso na adoção de novas tecnologias mata a Califórnia de sede

em Mundo/News & Trends/Tecnologia e Ciência por

A Califórnia é chamada Golden State não por causa do ouro encontrado no Moinho Sutter, em 1848, mas por causa das chuvas de inverno que dão um tom dourado às colinas verdes. Neste inverno, muitas dessas colinas permanecem marrom e cinza devido à falta de umidade.

A pior seca que o estado sofreu em mais de 500 anos está forçando os agricultores a deixar os campos sem cultivo algum e enviar novilhos muito jovens para o matadouro. O corte de produção por causa da falta de água este ano vai se traduzir em preços mais elevados para as amêndoas, carne, couve-flor, uvas de mesa, laranjas, nozes e até vinhos. A Califórnia fornece aos EUA mais de 90 por cento de suas amêndoas, brócolis, aipo, kiwis, limões, nectarina, pistaches e ameixas; além de ser o estado líder no ramo de laticínios.

Essa escassez pode continuar por vários anos a menos que os céus se abram nas próximas semanas, caindo neve na Sierra Nevada e que haja chuvas constantes ao longo da costa e no Vale Central. E se a seca atual é parte de uma mudança de longo prazo nos padrões climáticos, o efeito sobre o que os norte-americanos comem e quanto pagam poderia ser dramático não apenas na Califórnia, mas em Chicago, Cincinnati e Charlotte.

A tendência de redução do nível da água começou em 1975, de acordo com os registros mantidos pelo Distrito de Irrigação do South San Joaquin, que serve a área ao redor de Manteca, um centro de criação de 80 milhas a leste de San Francisco. “Nossos registros mostram que em 80 anos – de 1895 a 1975 – apenas sete anos ficamos sem neve o suficiente para chegarmos a colocação total da água do rio Stanislaus”, diz Jeff Shields, o gerente-geral do distrito. “Mas desde 1975, isso aconteceu 14 vezes”, completa.

Neve com pouca água significa florestas secas, aumentando a probabilidade de mais incêndios no verão e no outono. A enorme quantidade de água retirada de reservatórios para combater o fogo é outra razão pela qual eles estão tão baixos hoje.

As secas prolongadas são uma novidade para a Califórnia moderna. O pior período de seca anterior foi em 1977 e 1978, o qual foi necessário um forçado racionamento de água.

Em termos geológicos, porém, as secas prolongadas não são uma novidade. A análise dos anéis de árvores evidenciam que as secas na Califórnia duraram cerca de dois séculos cada uma, ambas durante a Idade Média.

Por mais de quatro décadas, relatórios oficiais alertaram que a Califórnia poderia sofrer secas longas e que o crescimento populacional foi superando a capacidade de armazenamento de água. No entanto, apesar das repetidas advertências, muitas comunidades agrícolas da Califórnia estão mal preparadas para um futuro que parece ter chegado.

O governador da Califórnia, Jerry Brown, declarou estado de emergência na metara do mês janeiro, mas nem Sacramento, nem Washington têm feito mais pela seca do que documentá-la. O secretário de estado de Agricultura dos EUA, Tom Vilsack, anunciou na primeira semana de fevereiro que 34 milhões de dólares seriam disponibilizados a futuros projetos para conservar a água.

Hoje, Los Angeles tem consumido pouca água – cerca de 129 litros diários por pessoa – menos que  qualquer outra grande cidade norte-americana.

O estado tem agora mais de 38 milhões de habitantes, mas a água economizada por xeriscaping, chuveiros de baixo fluxo e vasos sanitários que usam metade dos litros por descarga é apenas uma poça em comparação com os lagos de água consumidos por fazendas.

No entanto, uma pequena comunidade rural está muito à frente no planejamento e tecnologia, adotando técnicas que podem promover o crescimento do preço de alimentos com menos 30 por cento de água. O distrito de Irrigação The South San Joaquin, que fica em torno de Manteca, pode escapar dos piores efeitos desta seca por causa das barragens que construíram há muito tempo e  pela sua aposta em novas tecnologias de economia de água.

Um dos maiores agricultores do distrito, Bob Brocchini de Ripon, cuja família possui 3 mil hectares de azeitonas, cerejas, uvas e nozes diz: “Nós costumávamos fazer campo de inundação, mas isso é muito melhor, muito mais fácil. A qualidade da água a partir da Estanislau é melhor do que a água bombeada, que pode ser salgada, o que resulta na qualidade da colheita.”

Enquanto os agricultores na Califórnia resistirem à mudança para uma tecnologia mais eficiente, contarão com fontes inconstantes e preços mais elevados para a carne, queijos, frutas, nozes e legumes.

© 2014, Newsweek

Porque testar o Google Glass no avião?

em Tecnologia e Ciência por

Se o comissário de bordo souber seu nome e que tipo de comida você mais gosta antes mesmo de você pronunciar a primeira palavra, não se assuste.

A companhia aérea privada Virgin Group Delta Air Line (Virgin Atlantic) anunciou nesta semana que seus passageiros serão os primeiros do mundo a experimentar  “os benefícios do Google Glass”. A empresa iniciou um programa piloto no aeroporto de Londres Heathrow no começo de fevereiro. O experimento busca aproveitar a tecnologia wearable para oferecer aos clientes da companhia aérea um atendimento personalizado que ainda não existe na indústria da viação.

“Embora seja fantástico que hoje em dia mais pessoas possam voar de avião, o fácil acesso fez com que o transporte aéreo perdesse o seu encanto”, explicou o diretor de TI da Virgin Atlantic, Dave Bulman. “Por ser o primeiro da indústria a testar o Google Glass, buscando melhorar a experiência do cliente em voar, defendemos a longa tradição da Virgin Atlantic, que é sacudir o setor aéreo, colocando a inovação no centro das atenções”.

A Virgin Atlantic lançou o programa piloto e ao mesmo divulgou o resultado de um grande estudo feito com mais de 10 mil passageiros das companhias aéreas de todo mundo sobre o futuro das viagens de avião. O estudo revelou que quanto mais viagens os passageiros fazem, pior classificam a sua experiência.

Bulman acha que isso provou uma coisa muito importante: a indústria aérea precisa acordar, ouvir o pedido dos passageiros e inovar para “trazer de volta a era de ouro das viagens aéreas”.

“Voar deve ser um prazer, não uma obrigação”, observou. Para Virgin Atlantic, o Google Glass é a solução.

A transportadora uniu-se com a especialista de transporte aéreo SITA para fazer os testes conectado à Web – No terminal Heathrow, por exemplo, um aplicativo de envio propositadamente construído pela SITA é integrado com o sistema de serviço de passageiros da Virgin Atlantic, que envia uma informação individual dos passageiros diretamente para os óculos inteligentes no momento em que o passageiro chega à Classe Alta. Assim, a equipe usando o Google Glass informa aos mais endinheirados da Grã-Bretanha seus recentes voos, meteorologia, eventos locais e o seu destino, até mesmo consegue traduzir as informações escritas em outros idiomas.

No futuro, a Virgin Atlantic disse que a tecnologia poderia informar as preferências alimentares e bebidas dos passageiros, ou outras informações personalizadas para melhorar o atendimento ao cliente.

Não há nenhuma palavra sobre se a Virgin Atlantic planeja no futuro expandir o sistema Google Glass aos passageiros da Classe Econômica. Por enquanto, eles precisam esperar os funcionários das empresas aéreas digitarem as informações no computador.

O dispositivo ainda está em fase de testes – sendo usado por médicos e professores – mas o Google espera tornar a tecnologia wearable disponível para o público ainda este ano.

© 2014, IBTime.

Economia compartilhada

em Mundo/Negócios/News & Trends/Tecnologia e Ciência por

Agora que a indústria automobilística contratou Bob Dylan para fazer um comercial de TV, a era do carro está passando.

A tecnologia se dirige rumo à uma mudança fundamental na natureza do trabalho e do consumismo, e essas tendências devem significar um declínio de longo prazo na posse de automóveis em países desenvolvidos.

Na década antes de 2008, as vendas de automóveis dos EUA era em média de 17 milhões de veículos por ano. No ano passado, foi a melhor indústria desde então, e as vendas atingiram cerca de 15,6 milhões. Mas, as vendas em janeiro de 2014 caíram em  3,1 por cento.

Se cada vez mais pessoas estão sem emprego, menos dinheiro sobra para comprar carros. E nesse cenário, em que a economia se recupera, as vendas de automóveis estão caindo.

Quando o presidente Obama falou sobre o crescimento do emprego em seu discurso do Estado da União, todos, é claro, aplaudiram. O crescimento do emprego é como um prêmio do Oscar – algo que todos nós queremos, mesmo que não seja real.

O que isso significa para os carros? As pessoas talentosas não estão dirigindo na hora do rush para uma dura semana dentro do escritório. Eles estão se reunindo ao estilo home-office ou no escritório de bairro das cooperativas, e pulando para fora de eventuais encontros olho-no-olho.

A tecnologia está mudando a nova forma de trabalho das pessoas que não querem perder tempo dirigindo tanto. As pessoas vão trabalhar e ganhar dinheiro, como sempre, mas estão fazendo isso utilizando cada vez menos o carro, assim, podem gastar seu dinheiro em outras coisas que vão agregar e melhorar o trabalho à distância.

Uma maneira perceptível que a tecnologia está impactando no comportamento do consumidor, é o aumento da “economia compartilhada”.

A economia compartilhada é o início da tercerização dos consumidores ativos. É uma maneira de gastar de maneira inteligente e ter mais opções de serviços.

Começar pelos carros é perfeito, pois são muito caros e o motorista americano fica atrás do volante, em média 55 minutos por dia.

Jeff Miller, fundador da empresa de compartilhamento de carro Wheelz, gosta de dizer, “Será que realmente faz sentido que os carros fiquem estacionados 23 horas por dia?”

O compartilhamento de carros permite que os clientes aluguem carros por hora. A empresa estima que para cada carro compartilhado, 15 carros a menos estão na estrada.

Se menos pessoas se deslocam todos os dias para um trabalho corporativo, menos pessoas terão de possuir um carro apenas para conduzir a algum lugar e depois estacionar durante oito horas. E se mais pessoas estão dirigindo menos e estacionamento menos, eles terão ainda menos incentivo para comprar um carro se podem compartilhar um.

O que, entre outros benefícios, vai ser bom para o planeta – e a causa Bob Dylan em ajudar a vender carros pode ficar para trás.

© 2014, Newsweek.

81% dos brasileiros trocam de celular em menos de 3 anos

em Educação e Comportamento/Tecnologia e Ciência/The São Paulo Times por

O Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor) e a Market Analysis – instituto especializado em pesquisas de opinião – divulgam pesquisa inédita sobre as percepções e os hábitos dos consumidores brasileiros, com relação ao uso e descarte de aparelhos eletrônicos: eletrodomésticos (forno de micro-ondas, fogão, geladeira ou freezer e lavadora de roupas), eletrônicos (televisão, DVD e blu-ray), aparelhos digitais (câmera fotográfica, computador e impressora) e celulares.O estudo apontou que de todos eles, o celular é o aparelho que tem menor duração e possui um ciclo de vida de, em média, menos de 3 anos e dificilmente ultrapassa cinco anos.

Tempo de uso de cada equipamento, de acordo com os entrevistados:

– de 3 anos + de 10 anos
Celulares e Smartphones 54% Lavadora de roupa 33%
Câmara 32% Fogão 41%
Impressora 27% Geladeira 49%
Computador 29% Televisão 34%
Micro-ondas 20%
DVD ou Blue Ray 30%

O que motiva a troca dos aparelhos, em grande parte, é a obsolescência programada. Um em cada três celulares e eletroeletrônicos são substituídos por falta de funcionamento e três em cada dez eletrodomésticos são substituídos por apresentarem defeitos, mesmo estando em funcionamento. As mulheres tendem a trocar mais os equipamentos por motivo de funcionamento (60% versus 53% na população geral) enquanto os homens tendem a trocá-los com o objetivo de ter um equipamento mais atual (55% versus 47% na população geral).

Essa polaridade também é observada em diferentes níveis sociais: enquanto a população de classe mais baixa tende a substituir mais facilmente o equipamento por problemas de funcionamento (66% versus 53%), a população de classe alta o substitui por questões de atualização tecnológica (59% versus 46%).

“Podemos observar também a obsolescência psicológica, quando os consumidores trocam de produtos mesmo que ainda não apresentem defeitos, estimulados pela rápida substituição dos modelos do mercado”, analisa João Paulo Amaral, pesquisador do Idec responsável pela pesquisa.

Assistência técnicaOutro dado que chama atenção é que 81% dos entrevistados trocam de celular sem antes levá-lo à assistência técnica para saber se é possível consertá-lo.

Quando os aparelhos com problemas são eletrodomésticos (forno de micro-ondas, fogão, geladeira ou freezer e lavadora de roupas), digitais (câmera fotográfica, computador e impressora) e eletrônicos (televisão, DVD e blu-ray), os consumidores tendem a procurar mais a assistência: 77%, 73% e 56%, respectivamente.

Para Michele Afonso, gerente de análise da Market Analysis, a ausência de assistências técnicas de determinadas marcas em algumas cidades e a ineficiência das existentes podem justificar a baixa procura pelo serviço. Em 2012, o Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC), órgão do Ministério da Justiça, fez um levantamento para verificar a quantidade de assistências técnicas dos cinco maiores fabricantes de celular em todo o país. O resultado, divulgado na edição nº 162 da Revista do Idec, comprova a hipótese levantada por Michele: na maioria dos estados brasileiros, o número de assistências técnicas é ínfimo; em 13, pelo menos uma das principais marcas não possuía nenhum posto. Os piores casos são os das regiões Norte e Nordeste.

Dentre os consumidores que buscam a assistência técnica, a maioria acaba comprando outro aparelho, mesmo que opte for fazer o conserto. Já os que desistem de reparar o produto, dão como principal motivo o preço. “É comum, porém absurdo, considerar que o preço do conserto não vale a pena se comparado ao valor de um aparelho novo e mais moderno”, diz Amaral. A demora para devolver o produto, a falta de peças e de garantia após o conserto também justificam a não contratação do serviço.

Descarte do lixo e a logística reversaA maioria dos entrevistados doam, vendem ou guardam os aparelhos eletrônicos em casa. Segundo Amaral, isso demonstra que o consumidor brasileiro tem consciência de que estes produtos podem ser reaproveitados por terceiros ou mesmo do risco de jogar no lixo comum, mas ao mesmo tempo mostra que estamos longe de ter uma informação e estrutura adequada pelos fabricantes e pelo governo para conseguirmos descartar corretamente estes produtos.

Ainda de acordo com o levantamento, apenas um a cada seis consumidores descarta os aparelhos. Destes, a maioria os coloca no lixo reciclável, no lixo comum ou o devolvem à loja em que efetuaram a compra. Somente a minoria os descarta em pontos de coletas específicos para produtos eletrônicos.

Apenas 1% dos descartes dos celulares são feitos em pontos de coleta específicos, assim como os aparelhos digitais, 2% dos eletroeletrônicos e 5% dos eletrodomésticos.

De acordo com a Política Nacional de Resíduos Sólidos – PNRS, os fabricantes de algumas categorias de produtos, entre eles os de aparelhos eletroeletrônicos, devem ser responsáveis pelo recolhimento, pela reciclagem e pela destinação adequada de seus produtos, o que caracteriza o processo de logística reversa.
Apesar de a PNRS já ter sido aprovada há mais de três anos, a tal logística reversa ainda não existe hoje e nada indica que será implementada num futuro muito próximo, já que o acordo do setor de eletroeletrônicos para colocar a medida em prática ainda não foi finalizado.

 Destino dos aparelhos antigos

Doou ou vendeu Deixou guardado Descartou Foi perdido ou roubado NS/NR
Eletrodomésticos 74% 5% 15% 6%
Digitais 63% 21% 15% 1%
Eletroeletrônicos 45% 31% 21% 3%
Celular 30% 41% 13% 14% 3%

Como foi feita a pesquisaForam entrevistados, por telefone, 806 homens e mulheres, de 18 a 69 anos, de diferentes classes sociais das seguintes cidades: Belo Horizonte (MG), Brasília (DF), Curitiba (PR), Goiânia (GO), Porto Alegre (RS), Recife (PE), Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA) e São Paulo (SP). Os depoimentos foram colhidos entre agosto e outubro de 2013, e o número de entrevistas foi proporcional à população de cada capital. A margem de erro é de 3,5% para mais ou para menos.

Colab.re disponibilizará mapa virtual de mobilidade urbana às cidades-sede da copa do mundo no Brasil

em Brasil/Tecnologia e Ciência por

Projeto consiste em coletar fiscalizações e propostas de melhorias das condições das calçadas de cada município, por meio da interação de usuários na rede social.

No próximo sábado (25), aniversário de São Paulo, o Colab.re, rede social brasileira para a cidadania, em parceria com o site Catraca Livre, vai disponibilizar ao prefeito Fernando Haddad um mapa virtual, na própria plataforma, com as condições das calçadas do município, em evento na Sala São Paulo. A iniciativa integra projeto que visa a melhoria da mobilidade urbana nas 12 cidades-sede da Copa do Mundo Brasil 2014.

Fruto da mobilização de usuários na rede social, o projeto consiste em coletar fiscalizações e propostas de mudanças das condições das calçadas dos municípios brasileiros, a fim de gerar um diagnóstico online que será entregue aos gestores públicos, até junho deste ano.

Após passar pela capital paulista, a ação segue para Recife, Curitiba, Porto Alegre, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília, Salvador, Fortaleza, Natal, Manaus e Cuiabá.

Para Gustavo Maia, sócio-fundador do Colab.re, os mapas virtuais são fruto da incessante vontade do Colab.re e do Catraca Livre em buscar a participação popular na melhoria das cidades. “O nosso objetivo é incentivar uma maior consciência dos gestores públicos em prover melhorias com base em projetos e participação popular”, defende.

Lançado em 2013, o aplicativo Colab.re permite que os usuários interajam entre si e com a gestão pública de todo o Brasil. Assim, as pessoas podem fiscalizar problemas diários, por meio de textos, fotos e geolocalização, propor soluções, e ainda endossar outros relatos, compartilhando-os ou apoiando o pedido de mudança. Além da web, o Colab.re está disponível em aplicativo para os sistemas android e IOS.

Atualmente, a rede social ultrapassa 30 mil usuários cadastrados em todo o Brasil.

Máquina dos sonhos: diga que não é muito cara

em Geral/News & Trends/Tecnologia e Ciência por

Por Marissa Rothkopf-Bates

Pouco tempo depois que eu comecei a testar a semiprofissional The Oracle, uma máquina de café expresso de luxo da Breville, que custa 2 mil dólares, parei em um café local para comprar alguns grãos de café recém-torrados.

Os grãos que eu tinha em casa foram se transformando em amargas xícaras de café expresso e rapidamente eu estava perdendo a fé na The Oracle e suas promessas de café cor de avelã com um creme perfeito. Na minha pressa de ver a máquina em ação, ignorei o que o manual dizia repetidamente: os grãos frescos são o segredo.

Exatamente o que me levou até o Java Love Roasting Company , um café de Nova Jersey com um nome vagamente rastafári, que serve um dos melhores lattes deste lado de Roma.

Eu disse ao barista gentilmente que estava testando uma máquina de café expresso em casa, que poderia fazer o café como sua Rancilio, uma gigante de 6 mil dólares que agita centenas de xícaras de café por semana, e que eu precisava de grãos mágicos. Ele olhou para mim com piedade e acenou com a mão na direção da casa de café expresso. Enquanto eu pagava, ele comentou de maneira informal dizendo não acreditar que uma máquina em casa poderia produzir alguma coisa digna de uma xícara de café expresso profissional. Ele acrescentou que havia trabalhado no café por oito meses e que lá havia um cuidado especial na moagem dos grãos, buscando a perfeição com devoção quase religiosa. Como eu poderia fazer isso em casa?

Encontrar o ponto de aspereza era a chave, eu dei razão a ele, mas a The Oracle, com o seu moedor da rebarba cônica (preferível a um moedor de lâmina para o grau de moagem), tem 45 configurações para escolher.  Ele balançou a cabeça demonstrando aprovação – mas sabia que precisava de muito mais para uma xícara de café perfeita.

Ele olhou para mim atentamente quando lhe contei que minha máquina ajustava a pressão correta. Como qualquer entusiasta de café dedicado irá te dizer, garantir uma densa borra de café manualmente exige muita prática. A The Oracle mói os grãos, seleciona-os no filtro e compacta-os com precisão.

Ele me ouviu, assim como um médico quando o paciente lhe explica como encontrou seu diagnóstico nas páginas da internet, enquanto eu dizia que sabia sobre o manual da máquina. Cheguei a comentar: “eu te contei a respeito da varinha de vapor de leite, a única no mercado que faz minúsculas bolhas de leite, produzindo espuma – uma habilidade que leva uns bons anos para um barista dominar?” Eu poderia ajustar a temperatura e a textura do leite – de cappuccino espumoso para um latte com pequenas bolhas ou qualquer coisa entre os dois. As caldeiras duplas garantem uma temperatura constante, assim como a sua máquina profissional, o que significa que ela pode fazer o que uma cafeteira normal (e mais barata) com uma única caldeira não pode: a The Oracle pode fermentar o expresso e vaporizar o leite sem demora.

Então, sentindo-me um pouco como um puma estranho, eu o convidei para minha casa para ver a cafeteira. (Suponho que dizer “venha ver minha varinha de espuma” poderia ser mal interpretado.) Já que a minha filha estava lá, ou talvez porque ele estava com medo, ele sugeriu que eu levasse a máquina até o café para mostrá-la. De repente, eu precisava ir para casa e ver se tudo aquilo era verdade. Então peguei meus grãos de café (e excepcionalmente um bolinho de chocolate) e saí rapidamente.

Os grãos mágicos funcionaram de verdade. O expresso fluiu da máquina “como mel quente”, assim como prometido.  Com um movimento da alavanca de vapor automática, eu vaporizava o leite a 150 graus e alguns momentos mais tarde, um café de primeira linha era meu. A limpeza era automatizada, o que quer dizer que eu não precisava fazer muito.

A máquina se adapta ao amante de expresso e que quer uma xícara de café de qualidade profissional, mas não se importa o preço.

Esta não é uma máquina para a pessoa satisfeita com o modelo Nespresso. Ela é para os loucos por cafeína, um grupo que eu faria parte se eu pudesse. (Pelo interesse na divulgação, e para não me fazer parecer mais patética, a Breville me emprestou a The Oracle para fins de revisão. Enquanto você lê isso, eu estou embalando a máquina desejando-lhe um choroso “Ciao, bella”).

Estas são as pessoas que acreditam que para obter uma máquina de fazer doses consistentes, você precisa pagar as quantias mais absurdas. Por 2 mil dólares a Breville parece absurdamente cara, mas não é a máquina de café expresso mais cara de sua categoria. E enquanto eu não consigo acreditar que estou defendendo o preço (e não quero saber quantas crianças refugiadas poderiam estar bebendo macchiati por esse preço), eu também preciso dizer que a The Oracle é a única máquina lá fora que executa todas as partes do processo – desde a trituração dos grãos até o controle de pressão da água – automaticamente e de forma confiável. É como ter um barista pessoal em sua cozinha. Cabe a você completar a experiência e vestir uma camisa xadrez e colocar um chapéu de lã.

© 2014, Newsweek.

Vazam informações sobre o programa Quantum da NSA

em Mundo/News & Trends/Política/Tecnologia e Ciência por

Edward Snowden revela como os espiões do governo americano monitoram computadores desconectados.

O ex-analista de inteligência americano da Agência de Segurança Nacional e denunciante Edward Snowden, revelou que a NSA utiliza a tecnologia da velha escola para espionar computadores offline. A NSA tem usado o programa secreto, de codinome Quantum, para monitorar cerca de 100.000 computadores desconectados em todo o mundo.

O relatório saiu alguns dias antes do presidente Obama anunciar as novas restrições sobre programas de vigilância que restringem as atividades da NSA.

Com o Quantum, a NSA acessa computadores através de ondas de rádio emitidas a partir de uma variedade de dispositivos personalizados. Apelidado de “Cottonmouth I”, a placa USB é modificada para conter um pequeno emissor-receptor de rádio que transmite e recebe dados do computador secretamente.

A NSA também usou pequenas placas de circuitos instalados em computadores portáteis que transmitem dados à agência, mesmo quando o computador está completamente isolado da Internet. Estas placas de circuito se comunicam com uma estação de retransmissão – que a NSA chama de “cabeceira”. Essas cabeceiras podem atacar um computador a uma distância de aproximadamente 13 quilômetros e inserir pacotes de dados mais rápido do que os métodos tradicionais, permitindo que a NSA entregue falsas informações mais rápido do que o download.

Além da espionagem, o Quantum ajuda a NSA transmitir malwares software destinado a se infiltrar em um sistema de computador alheio de forma ilícita, com o intuito de causar alguns danos, alterações ou roubo de informações (confidenciais ou não) para computadores e lançar ataques cibernéticos coordenados.

O Quantum também tem como alvo iPhones e servidores de rede. Com o tempo, a NSA atualizou a tecnologia para torná-lo mais fácil de acessar os sistemas de computadores sem a necessidade de acesso físico.

O relatados indicam que a NSA tem usado esta tecnologia em ataques contra as instalações nucleares do Irã e para monitorar redes na China, Rússia, União Europeia, Arábia Saudita, Índia e Paquistão, e também os cartéis de drogas.

Quando alguns desses países, especialmente a China, instalaram uma tecnologia semelhante em sistemas americanos, os oficiais de defesa dos EUA protestaram .

Snowden também revelou que os EUA estabeleceram dois centros de dados na China com a tarefa de enviar malwares aos computadores. A NSA tem argumentado que esta vigilância é para a segurança nacional, enquanto a pirataria chinesa visa roubar propriedade intelectual.

A NSA assegurou que o Quantum não tem sido utilizado em computadores dos EUA, mas apenas contra alvos de inteligência de outros países.

Snowden apresentou a um jornal holandês, um mapa que mostra onde o NSA inseriu o software espião, e a revista alemã Der Spiegel publicou um vazamento sobre o hardware que pode secretamente transmitir e receber os sinais de rádio.

O presidente Obama deve anunciar em breve mudanças nas práticas da NSA. As novas regras foram baseadas em recomendações de um painel consultivo que concordou com o Vale do Silício que os programas da NSA minaram a confiança nos produtos tecnológicos norte-americanos. É esperado que o presidente proíba a prática da NSA de explorar falhas de software para espionar americanos, programas concebidos para romper sistemas de criptografia e a criação de vias de acesso secretas em sistemas de computador.

Foto: Divulgação / nsa.gov
© 2014, Newsweek.

A despedida é um tweet de tristeza

em Educação e Comportamento/News & Trends/Tecnologia e Ciência por

Durante anos Lisa Bonchek Adams tem documentado sua experiência ao viver com câncer de mama incurável, já em estágio avançado. Ela compartilhou sua história de maneira muito pública, primeiramente no Facebook, depois em seu blog pessoal, e, finalmente, no Twitter. Adams sempre recebeu apoio incondicional até que, recentemente, os editoriais dos jornais The Guardian e The New York Times a criticaram pelo seu uso da mídia social como uma “espécie de automedicação”. O que se seguiu foi um frenesi da mídia, pois cada publicação se apressou para tomar partido.

A histeria é um indicativo de como a mídia social começou a tornar visíveis, muitas dessas coisas preocupantes que eram mantidas ocultas: o câncer, a doença terminal e a morte em si estão sendo reformulados pelos novos meios de comunicação.

Em nenhum lugar isso é mais evidente do que no processo de luto, que tem, para muitos, saído das sombras tranquilas do quarto e acalmado as pessoas mais próximos e queridas, através do grande alcance da mídia social no mundo inteiro. O Twitter transmite um novo discurso fúnebre; os perfis no Facebook viram páginas em memória a algum ente ou amigo querido.

Quando Nora Ephron faleceu em 2012, sua página do Facebook se tornou um ponto de encontro para as pessoas com as quais ela mantinha contato em sua vida pessoal e profissional. O seu perfil está ativo até hoje: os fãs de Nora postam citações em seu mural.

É um novo mundo estranho, onde a vida após a morte é eterna e presente. Mas já que tudo acontece no Facebook, por que ele não seria o lugar no qual as pessoas vão para lamentar?

Quase todo mundo está familiarizado com as cinco etapas do processo de luto descritas por Elisabeth Kübler-Ross em seu livro “On Death and Dying”: negação e isolamento, raiva, negociação, depressão e, finalmente, aceitação.

As quatro primeiras etapas, bastante claras, não são muito divertidas – elas são os passos os quais você tem que enfrentar a fim de chegar a um ponto no qual você consiga viver com a sua perda. E, nos velhos tempos, era fácil ficar atolado na primeira etapa, era necessária a sua iniciativa para chegar até as outras. Mas agora, com o Twitter, Facebook e Tumblr sempre à mão, é quase impossível isolar-se.

Mas talvez essa crítica reflita mais uma divisão entre gerações que uma falha de caráter. Os adultos que sofrem as perdas podem ver adolescentes tirando fotos de si mesmos a caminho de um enterro e marcá-los usando a #sadday e pensar, “que atitude desrespeitosa!”, mas será que o adolescente sabe como lidar com a morte? Não seria um exagero imaginar que esta é a melhor maneira que ele conhece para alcançar e compartilhar a perda com seus amigos. (Embora possa ser um pouco mais difícil perdoar a mesma atitude do presidente Barack Obama.)

“As pessoas querem se sentir parte de alguma coisa”, declara Tamara McClintock Greenberg, professora de psiquiatria da Universidade da Califórnia, São Francisco, à Newsweek. “O Facebook permite que as encontrem sua rede de pessoas que vão lhes ser muito solidárias”, finaliza Tamara.

Ben Nunnery, 34 anos, natural do Kentucky, cuja esposa, chamada Ali, faleceu em 2011 de câncer de pulmão, aprendeu que o excesso de compartilhamento pode levar a cura. Antes de sua esposa morrer, o casal tirou fotos juntos em sua primeira casa; Depois que ela faleceu, Ben recriou as fotografias com a sua filha de três anos de idade, Olivia. Ele compartilhou essas imagens com toda a sua rede social e recebeu uma avalanche de apoio. Nunnery nunca esperou que as fotos teriam um impacto tão grande.

“Eu acho que [a mídia social] permite que as pessoas se conectem mais facilmente e… que não é só uma plataforma para compartilhar nossa dor, eu acho que ela ajuda outras pessoas a suportar a dor”, comentou Nunnery à Newsweek.

Há algumas coisas a serem consideradas antes de você lamentar no SnapChat. Embora você possa sentir como se recebesse toneladas de apoio, expondo-se em mídia social, você poderá enfrentar críticas por parte de estranhos e, pior, a rejeição dos amigos e da família. A exibição pública da tristeza e da emoção vem com os riscos.

Há também o perigo de que as novas tecnologias possam estimular a negação e torná-la mais difícil de lidar. Em 2009, depois que os usuários se queixaram de ver “amigos sugeridos” de pessoas que já haviam falecido, o Facebook começou a desativar os seus perfis e criar “memoriais”, a pedido de seus entes queridos. Os perfis imortalizados não acabam – eles vivem na eternidade (ou pelo menos enquanto dura Facebook) e dão aos amigos e familiares a oportunidade de olhar para trás nos posts, mensagens e fotos antigas.

Esse é o tipo de coisa que pode facilitar a cura, mas, também, pode ir longe demais. Um aplicativo lançado no ano passado chamado LivesOn, por exemplo, oferece a promessa que “quando o seu coração parar de bater, você vai continuar a quitar”. Funciona assim: Você fornece um acesso total para ler tudo o que já disse on-line e ele cria uma “continuação virtual” de sua personalidade depois que você morrer, imitando o seu comportamento.

É uma coisa estranha, a Internet é tanto transitória quanto permanente. É um lugar onde 140 caracteres (# RIP) podem ser de valor para um sentimento significativo e onde selfies fúnebres são postadas por jovens de 14 anos. Também é um lugar onde os serviços funerários assumem um tom de indefinição e a morte pode se estender tanto para frente, quanto para trás. Em última análise, tal como IRL, lamentar on-line é muitas vezes complicado, contraditório e muito pessoal. Quer se trate de compartilhar a alegria ou a tristeza de alguém, sentir-se conectado é uma parte da experiência humana que a tecnologia está tornando mais fácil.

© 2014 Newsweek.

Armazenar dados no Brasil não significa maior segurança

em Brasil/Negócios/Tecnologia e Ciência por

O Marco Civil da Internet, projeto ainda em discussão na Câmara dos Deputados que pretende regular a rede mundial de computadores aqui no Brasil, estabelece as regras do jogo para todos – sejam pessoas físicas, jurídicas ou instituições governamentais.  A proposta é que a partir de sua aprovação e posterior sanção presidencial, o País passe a contar com um conjunto de leis para regular o uso da Internet por meio da previsão de princípios, garantias, direitos e deveres de quem usa a rede, além da determinação de diretrizes para a atuação do Estado.

Já são quase quatro anos de discussão em torno de sua votação, mas o debate em torno deste projeto se intensificou bastante depois da revelação de casos de espionagem por parte da Agência Nacional de Segurança (NSA) dos Estados Unidos aqui no Brasil e em outras nações.

Na esteira das denúncias do monitoramento feito pelos norte-americanos, surgiu uma proposta que tem gerado bastante controvérsia. Defendida pelo Governo para que seja incluída no texto do Marco Civil, ela prega a obrigatoriedade do armazenamento de dados no Brasil por empresas de TI e Internet. Mas seria esta medida realmente eficaz, ao ponto de proporcionar maior segurança e combater a espionagem?

A obrigação de hospedagem de dados é uma medida inócua para confrontar este tipo de ação, uma vez que a localização dos data centers não impedirá que as empresas aqui instaladas continuem colaborando com a NSA.  Além disso, circula a tese jurídica de que o fator que define a jurisdição é a nacionalidade da companhia que controla os dados, e não o local em que eles estão armazenados.

Pelo ponto de vista da segurança do cidadão, o balanceamento entre custo e viabilidade é outro fator que complica esta regra. O impacto financeiro às empresas seria enorme, já que as despesas para a implantação de um data center custariam no mínimo o dobro do que, por exemplo, nos Estados Unidos ao avaliar o custo de importação de tecnologia.

Se considerados os gastos com terreno, construção civil e mais a cadeia de distribuição, o custo seria triplicado, podendo atingir proporções ainda maiores. Há ainda que se ponderar a mão de obra – enquanto no Brasil ela incide 60% sobre o orçamento, nos Estados Unidos fica em torno de 10%. E todo o investimento deve ser minuciosamente estudado e muito bem feito, pois o perfeito funcionamento exige robusta infraestrutura de telecomunicações, englobando a tecnologia empregada e o material humano.

Levando-se em conta todos estes aspectos, a única vantagem de se estabelecer o armazenamento de dados de empresas no Brasil residiria na redução da latência, ou seja, no tempo de resposta para o acesso às informações por parte dos usuários. Mas ainda assim, é importante ressaltar, a infraestrutura disponível teria de ser igual, ou melhor, àquela presente nos países de origem de empresas estrangeiras, especialmente as norte-americanas.

Em todo este debate, deve-se imperar o bom senso e pensar a possibilidade de migrar esta exigência para dados específicos. Na Coreia do Sul, por exemplo, os dados bancários de coreanos não podem ser armazenados fora do país; na Austrália, há projetos para evitar que o armazenamento de informações e dados de saúde de seus cidadãos saia de suas fronteiras.

O Marco Civil da Internet é o primeiro passo na direção de uma rede mais segura no Brasil e, portanto, é fundamental que seja rapidamente aprovado e sancionado para que sejam feitos todos os reparos necessários no futuro.

O que não se pode admitir é que seja usado como mera resposta às acusações de espionagem, por meio da criação de subterfúgios inócuos. Já existem inúmeras formas e tecnologias eficazes para proteger empresas – públicas ou privadas – de monitoramentos e fiscalizações inapropriados. Nenhuma delas é por decreto.

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Rogério Reis é Vice-Presidente de Operações da Arcon Serviços Gerenciados de Segurança.

Consulado Britânico de São Paulo promove competição de tecnologia e inovação para empresas brasileiras

em Negócios/Tecnologia e Ciência por

Dez empresas serão selecionadas para ganhar uma viagem de negócios e conhecer as oportunidades do mercado de TI do Reino Unido.

Durante os meses de janeiro e fevereiro, o Consulado Britânico de São Paulo selecionará 10 empresas brasileiras para participar da segunda edição da COMPETIÇÃO DE TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO E INOVAÇÃO DO UK TRADE & INVESTMENT. As empresas selecionadas vão ganhar uma viagem de uma semana para conhecer os principais centros tecnológicos do Reino Unido, entre os quais o Tech City, o polo tecnológico de Londres que atualmente hospeda 1400 empresas, desde startups até gigantes do setor, como Google, Facebook, Intel e Twitter.

Das 10 empresas que irão para o Reino Unido, 3 já foram selecionadas: Meu Peludo [1], Crowdmobi [2] e System Haus [3]. Elas foram vencedoras do Salão de Inovação que ocorreu no Rio de Janeiro no ano passado.

Agora serão realizadas sete etapas regionais em Campinas, Rio de Janeiro, Recife, Porto Alegre, Curitiba, Campo Grande e Belo Horizonte. As empresas interessadas poderão efetuar suas inscrições por meio da rede de agências de inovação, incubadoras e parques tecnológicos parceiros do Consulado Britânico nesta iniciativa.

As inscrições para as empresas de São Paulo já estão abertas e devem ser realizadas pelo site da agência Inova Unicamp (www.inova.unicamp.br/evento/2906), entre os dias 20 e 31 de janeiro.

Agora crianças e adolescentes do Brasil podem aprender programação

em Brasil/Tecnologia e Ciência por

SUPERGEEKS é a primeira escola de Programação e Robótica do Brasil e está com pré-matrículas abertas para formar turmas em todo o país.

Até mesmo o presidente dos EUA, Barack Obama, veio a público recentemente falar para os jovens sobre a importância de aprender a programar no século XXI. Nos Estados Unidos, ONGs, políticos, empresários e educadores estão se mobilizando para conscientizar a população que se deve aprender Programação desde a infância.

Em um mundo, onde tudo é controlado por tecnologia, saber programar torna-se um grande diferencial para qualquer pessoa, especialmente para os jovens que ainda não chegaram na fase do primeiro emprego. O presidente Barack Obama foi categórico: se quisermos continuar no topo, os jovens precisam dominar a tecnologia. No Brasil, não será diferente. Se almejamos que nosso país seja de Primeiro Mundo, a educação tecnológica será muito importante para que isso aconteça.

No entanto, no Brasil, apenas pouquíssimos colégios particulares estão se mobilizando para ensinar Programação e Robótica para seus estudantes. Devido a essa carência educacional brasileira, surgiu a SUPERGEEKS, que começou no Vale do Silício (Estados Unidos), e agora tem como objetivo tornar acessível o ensino da Programação e Robótica no Brasil.

Nos cursos ministrados pela escola, crianças e adolescentes não aprendem somente Programação e Robótica; mas também aprendem e treinam Inglês – uma vez que as aulas são bilíngues – além de Empreendedorismo, para que, no futuro, esses jovens possam criar seus próprios negócios digitais.

A metodologia da escola ensina os jovens a criar jogos de videogame, fazendo com que as aulas sejam extremamente divertidas. Queremos que os jovens venham para aulas, porque estão gostando do que aprendem e não por obrigação ou pressão dos pais, como acontece com outros cursos extracurriculares, menciona Vanessa Ban (coordenadora pedagógica).

A SUPERGEEKS abriu pré-matrículas para pessoas de todo o país, de modo a verificar as regiões nas quais os cursos são mais solicitados, para posterior definição dos pontos físicos das filiais. Qualquer cidade do Brasil que houver grande interesse pelas aulas da SUPERGEEKS, abriremos uma escola lá, informa Marco Giroto (fundador). Além disso, ainda neste primeiro semestre, na cidade de São Paulo, haverá a inauguração da matriz.

Os pais interessados em matricular seus filhos ou, até mesmo, os jovens que tiverem interesse, poderão se cadastrar no site www.supergeeks.com.br.

Fora as unidades próprias da SUPERGEEKS, a empresa também oferece seus cursos para serem ministrados dentro dos colégios. Aqueles que fizerem o cadastro da pré-matrícula, não precisarão pagar pelo material da primeira fase do curso.

Pontos para pensar sobre a evolução do e-commerce em 2014

em Tecnologia e Ciência por

Feliz Ano Novo! É assim que começo esse artigo, aproveitando para plantar a pimenta e perguntar: será um ano feliz para nós, do e-commerce?

Participei de uma pesquisa internacional sobre o nosso mercado on-line, para uma universidade americana, e tivemos um resultado bastante positivo e surpreendente, quando falamos sobre a integração de canais.

Isso porque os grandes players têm feito uma excelente lição de casa no pós-venda, e o exemplo vem sendo seguido pelos pequenos players (guardadas as devidas proporções), o que acaba nos remetendo à necessidade da integração de canais.

 E quando falo em lição de casa, quero dizer que os grandes aprenderam que existe muito mais a fazer depois da venda, do que no ato da venda propriamente dito. Conseguimos, dentro do e-commerce, gerar experiência de compra, e isso não foi fácil.

Penso que um belo dia vamos nos deparar com lojas físicas, conceituais, de quase todos os grandes players do comércio eletrônico, tudo em nome de uma experiência mais completa para o cliente, sendo que o contrário já vimos acontecer com quase todos os grandes do mercado físico.

Com o aparecimento de uma grande quantidade de lojas on-line, também passa a existir uma grande preocupação com a falta da mão-de-obra qualificada, já que estamos na época dos especialistas no mercado digital, sem nenhuma formação, e com pouca experiência no mercado.

Vejo profissionais com benchmark de uma única empresa, já se apresentando como um sênior no mercado on-line, e isso tem assustado bastante. Essa realidade reflete no nosso custo operacional, que sofre com a perda de mão-de-obra todos os dias, à custa de alguns tostões a mais. No marketing digital isso é ainda mais difícil. Não existem recém-formados pelas universidades de ponta com esse foco, e também não temos muitos profissionais pensando em mídia digital, por exemplo.

Além disso, o big data é outro fator que compromete a nossa felicidade em 2014. Temos muita informação na internet, mas as ferramentas ainda são muito caras, e tirar as informações da tela, para a efetiva estratégia, vem sendo um grande desafio.

Todas as lojas on-line, sites e tudo mais, hoje, pensam em mobile como grande sucesso para 2014, e acho que deve ser mesmo. Cada vez mais o consumidor vai se conectar por dispositivos móveis, para trabalhar, se relacionar e comprar! Mas como mensuramos resultados? Ainda não temos ferramentas suficientes para isso, e os valores de implantação daquelas que existem são altos, sem ainda provar os resultados nas mídias, por exemplo. E quando pensamos em mídia, falamos de target.

Mas como vão nos apresentar os resultados?

Dentro do nosso negócio, SEO não é mais diferencial, mas um quesito obrigatório. Ao exibir o código fonte de uma página, vemos se temos um trabalho feito ou não, e cada vez mais estamos nos profissionalizando nisso. O desafio do conteúdo relevante tende a ficar gigante e ser cada vez mais desafiador. Vejo “cases” para isso em breve, e o principal desafio para o momento: a criação de mais marcas sólidas.

Já temos grandes players, e neste ano temos que mostrar que o meio da cadeia (os médios) também tem potencial para crescer e ganhar relevância de marca. Temos muitos candidatos nessa situação, e este é um ano decisivo para eles. Eu acredito no sucesso e vamos ter muito assunto em 2014. Boas vendas!

Fátima Bana é mestre em comportamento digital do consumidor pela UCLA/USA. Certificada EFMD (European Foundation for Management Development) com o selo CEL. E tem mais de 10 anos de experiência em estratégia e inteligência de marketing digital e off-line no varejo.

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