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CoinBR explica como Ásia e Europa podem afetar a cotação do Bitcoin

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Depois de ultrapassar a marca de US$ 600, em julho, e de cair mais de 20% no mercado internacional, no início deste mês, a cotação do Bitcoin continua com tendência de alta. A CoinBR, referência em serviços de blockchain no Brasil e na América Latina, explica quais impactos a Ásia e a Europa podem ter na cotação do Bitcoin.

Ásia

No fim de junho, uma reunião realizada a portas fechadas entre os principais desenvolvedores do Bitcoin e mineradores chineses foi o gatilho para o início da recente queda no preço da moeda digital.

Atualmente, fabricantes chineses são responsáveis pela maioria das máquinas mineradoras. Além disso, mais de 70% da capacidade de processamento dedicada ao blockchain estão nas mãos de grupos de mineradores chineses. “O predomínio chinês na mineração coloca um grau de complexidade adicional em relação aos mecanismos de governança do protocolo e resulta em conflito no que diz respeito à natureza descentralizada do blockchain”, afirma Safiri Felix, CEO da CoinBR.

Na sequência, logo no começo de agosto, um ataque hacker contra a corretora Bitfinex derrubou novamente a cotação do Bitcoin. Na ocasião, a corretora perdeu 120 mil bitcoins. Esse ataque gerou forte repercussão e volatilidade, pois a Bitfinex, com sede em Hong Kong, é uma das principais corretoras do mercado e oferece diversos serviços de alavancagem e swap em sua plataforma.

Apesar desses dois acontecimentos recentes, há potencial para recuperação da cotação do Bitcoin. “O cenário de incertezas rondando as principais economias da Ásia configura um importante fator para impulsionar a adoção do Bitcoin”, explica Felix.

Além disso, as oportunidades originadas pela volatilidade natural do mercado de Bitcoin entraram no radar dos traders chineses e japoneses, o que tem tudo para ser um dos fatores que podem impulsionar as próximas altas da cotação no mercado internacional.

Neste momento, a China tem papel de destaque tanto nas flutuações de mercado quanto nos debates em relação ao desenvolvimento da infraestrutura da tecnologia blockchain. “A demanda chinesa é o principal vetor de crescimento do Bitcoin, influenciando diretamente não só a cotação da moeda digital, mas também o mecanismo essencial para o funcionamento do blockchain: a mineração”, destaca Felix.

A demanda por Bitcoin na China também pode ser explicada pelo gosto chinês por especulação e apostas, tanto em cassinos quanto ativos financeiros. “Traders chineses são habituados à volatilidade e as corretoras locais oferecem um amplo leque de opções de serviços de alavancagem e algotrading, que faz com que as corretoras chinesas negociem com frequência mais de 90% do volume global de transações diárias”, detalha Felix.

O interesse por Bitcoin no Japão também segue caminho semelhante. Os japoneses são obcecados pelo trading de moedas. Recentemente, as medidas regulatórias japonesas tornaram-se mais permissivas em relação a moedas digitais, dando amparo regulatório para que gestores profissionais diversifiquem parte dos seus portfólios com Bitcoin.

O aumento do interesse por Bitcoin no Japão não pode ser visto como uma onda de substituição do iene. “Essa mudança deve ser encarada como uma tendência vista com bons olhos tanto pelos reguladores, quanto por gestores de grandes portfólios de investimentos, buscando alternativas de diversificação em um mercado mergulhado na estagnação econômica”, pondera Felix.

Europa

A decisão do Reino Unido pela saída da União Europeia contribuiu de forma decisiva para as seguidas desvalorizações da libra esterlina ante o dólar norte-americano e o euro. Diante desse cenário, muitos investidores voltaram sua atenção para o Bitcoin como alternativa para preservar o valor de suas reservas.

Desde o resultado do Brexit, a libra esterlina ficou 11,7% mais fraca, se considerarmos sua cotação antes do plebiscito realizado em 23 de junho. “Vários investidores recuaram de suas posições na China e no Reino Unido. Isso levou uma parcela marginal desses recursos para o Bitcoin como forma de diversificação e proteção de portfólios”, explica Felix.

Em julho, o Deutsche Bank, maior banco da Europa, posicionou-se sobre a necessidade de um resgate emergencial para o setor financeiro europeu. O governo alemão se mantem fiel à postura de austeridade e se opõe ao clamor por mais um resgate ao setor financeiro, mesmo ciente de que isso eventualmente será inevitável para afastar o risco de um colapso ainda maior.

Na Itália, 17% dos empréstimos bancários são considerados de alto risco de insolvência, totalizando cerca de 300 bilhões de euros em crédito podre. Portugal e Espanha não se recuperaram da crise da dívida europeia acumulada entre 2010 e 2012 e a Grécia, por sua vez, permanece em uma situação perigosa.

Diante desse cenário, o Bitcoin tem sido uma excelente alternativa em tempos de incerteza. “Investidores têm preferido lidar com a volatilidade intrínseca do Bitcoin a submeterem-se às incertezas das políticas monetárias e da destruição de valor em curso nos mercados ao redor do mundo”, destaca Felix. “O Bitcoin tem seus próprios fundamentos, seu próprio valor e, principalmente, não é dependente de nenhuma autoridade central.”

“Sugerimos cautela e atenção para tirar proveito da volatilidade que promete se intensificar daqui por diante”, recomenda Felix.

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