Copa do Mundo Feminina nas redes sociais: disparidades entre gêneros ganham destaque

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O ano é de 2019 mas não é de hoje que a busca pelos direitos iguais entre homens e mulheres é colocado em pauta. Dessa vez, a Stilingue – ferramenta de Inteligência Artificial que varre as mídias sociais – traz um estudo sobre a Copa do Mundo Feminina.

Comparada à Copa do Mundo da Rússia em 2018, o número de menções relacionadas a edição desse ano é 10 vezes menor, no mesmo período de tempo estudado (mês antecedente à competição). Enquanto a primeira trouxe quase 284 mil publicações, a segunda indicou um pouco mais de 24 mil. A artilheira Marta foi a jogadora mais mencionada no pré-Copa.

A desigualdade entre a competição nas versões masculina e feminina reacendeu debates em torno da igualdade de gênero em diferentes setores da sociedade. Com o repasse de apenas 1% das reservas da FIFA para as seleções femininas, as redes sociais foram invadidas por queixas por conta da falta de reconhecimento financeiro perante as premiações e órgãos oficiais. O caso envolvendo a artilheira Sissi também foi comentado, a principal jogadora da Seleção Feminina até os anos 2000 foi repreendida por ter raspado a cabeça, simplesmente pela beleza das atletas serem vistas como um atrativo para a aceitação e acompanhamento do público masculino.

Reforçando a importância da igualdade, a propaganda divulgada pela seleção da Alemanha revela algumas das preocupações das jogadoras: “jogamos por uma seleção que não sabe nossos nomes” e, “não precisamos de bolas, mas saber como usá-las”. Essas mensagens foram postadas junto a convites de mulheres para lotar os bares durante as partidas, até mesmo pesquisas foram feitas sobre quais bares terão transmissões ao vivo dos jogos.

A campanha da patrocinadora Nike está em destaque entre os usuários, na qual a influenciadora digital Cintria convida os seguidores afirmando que o comercial da empresa para a Copa do Mundo é a melhor coisa que o internauta verá. O Guaraná Antarctica ​também recebeu sua parcela de aplausos com a mensagem “​É Coisa Nossa”, que estimula empresas brasileiras de outros segmentos a também patrocinarem e investirem na seleção feminina. Maria Filó e O Grupo Boticário foram mencionadas por liberarem seus funcionários para assistirem as partidas.

 

 

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