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De olhos bem abertos

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Esta semana eu recebi um desenho da minha sobrinha de 3 anos e 7 meses. Ela disse:

– Tia Cacá, eu desenhei um caminho para você”!

Aquilo me fez refletir sobre os nossos caminhos. Será que sempre os escolhemos? Será que às vezes a gente não deixa “ a vida nos levar”, como canta Zeca Pagodinho?

É necessário sempre achar que assumimos o controle para chegarmos em algum lugar? Sempre sabemos onde queremos chegar?

Estas são apenas algumas indagações das muitas que surgiram. Mais que isso, será que sempre quisermos ‘comandar, interferir ou nos responsabilizar’ pelos caminhos traçados, a gente vai ter mais sucessos na vida?

Tem um amigo que anda falando uma frase boa: a gente pode vender o nosso tempo, mas não pode comprá-lo de volta! Acho incrível pensarmos carreiras e propósitos de vida assim. Assumirmos funções e relacionamentos que estejam de acordo com isso. Mas, você não se lembra de nenhum acaso que deu errado e por isso te levou ao lugar ou à pessoa certa?

Às vezes a gente reluta para fazer algo, ir a algum lugar que não está afim, ou o contrário, deixa de fazer algo que queria por alguma circunstância e a vida nos dá presentes por estas trilhas que a gente nunca pensou em desbravar.

Conheço histórias de gente que entrou em cirurgia de saúde (quem gostaria?) e encontrou no cirurgião o marido, o grande amor da sua vida. Gente que bateu o carro e se casou com o outro motorista (e está casado há uns 40 anos), gente que foi pra velório e reencontrou um amigo das antigas que se tornou o amor atual.

Acredito que a gente tem sim que ter uma direção, saber para onde quer ir e onde quer chegar, mas o caminho? Ah, o caminho deixa que a vida te dá. Transforma pedras brutas em brilhantes, faz você terminar com o cara errado (jurando ser o certo) para encontrar o seu verdadeiro companheiro.

Tira e põe, conforme tem que ser. E te dá forças para superar e seguir. O que a gente tem que estar apto a reconhecer? Todas as oportunidades que existem para a gente.

Mesmo dura e batalhada, uma vida ‘normal’ – tão desejada pela maioria – muitas vezes nos mantém na zona de conforto, por mais desconfortável que esteja.

Às vezes são precisos chacoalhões para a gente ter uma grande ideia, dar uma virada, descobrir grandes potenciais adormecidos.

O que não pode faltar nesta caminhada é confiança, esforço, peito e mente abertos para encarar o que tem de novo querendo ser apresentado. O que virá pela frente? A vida se encarrega de colocar no caminho o que tiver que fazer parte da sua história. A nossa parte? Ficar de olhos bem abertos, intuição ligada e coração tranquilo.

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