Economia compartilhada

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Agora que a indústria automobilística contratou Bob Dylan para fazer um comercial de TV, a era do carro está passando.

A tecnologia se dirige rumo à uma mudança fundamental na natureza do trabalho e do consumismo, e essas tendências devem significar um declínio de longo prazo na posse de automóveis em países desenvolvidos.

Na década antes de 2008, as vendas de automóveis dos EUA era em média de 17 milhões de veículos por ano. No ano passado, foi a melhor indústria desde então, e as vendas atingiram cerca de 15,6 milhões. Mas, as vendas em janeiro de 2014 caíram em  3,1 por cento.

Se cada vez mais pessoas estão sem emprego, menos dinheiro sobra para comprar carros. E nesse cenário, em que a economia se recupera, as vendas de automóveis estão caindo.

Quando o presidente Obama falou sobre o crescimento do emprego em seu discurso do Estado da União, todos, é claro, aplaudiram. O crescimento do emprego é como um prêmio do Oscar – algo que todos nós queremos, mesmo que não seja real.

O que isso significa para os carros? As pessoas talentosas não estão dirigindo na hora do rush para uma dura semana dentro do escritório. Eles estão se reunindo ao estilo home-office ou no escritório de bairro das cooperativas, e pulando para fora de eventuais encontros olho-no-olho.

A tecnologia está mudando a nova forma de trabalho das pessoas que não querem perder tempo dirigindo tanto. As pessoas vão trabalhar e ganhar dinheiro, como sempre, mas estão fazendo isso utilizando cada vez menos o carro, assim, podem gastar seu dinheiro em outras coisas que vão agregar e melhorar o trabalho à distância.

Uma maneira perceptível que a tecnologia está impactando no comportamento do consumidor, é o aumento da “economia compartilhada”.

A economia compartilhada é o início da tercerização dos consumidores ativos. É uma maneira de gastar de maneira inteligente e ter mais opções de serviços.

Começar pelos carros é perfeito, pois são muito caros e o motorista americano fica atrás do volante, em média 55 minutos por dia.

Jeff Miller, fundador da empresa de compartilhamento de carro Wheelz, gosta de dizer, “Será que realmente faz sentido que os carros fiquem estacionados 23 horas por dia?”

O compartilhamento de carros permite que os clientes aluguem carros por hora. A empresa estima que para cada carro compartilhado, 15 carros a menos estão na estrada.

Se menos pessoas se deslocam todos os dias para um trabalho corporativo, menos pessoas terão de possuir um carro apenas para conduzir a algum lugar e depois estacionar durante oito horas. E se mais pessoas estão dirigindo menos e estacionamento menos, eles terão ainda menos incentivo para comprar um carro se podem compartilhar um.

O que, entre outros benefícios, vai ser bom para o planeta – e a causa Bob Dylan em ajudar a vender carros pode ficar para trás.

© 2014, Newsweek.

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