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Ele era.

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Ele era o herói. O dono da capa, que voava e fazia o menino voar. Ele era o mais forte, mais alto, mais inteligente, o super.

Ele era o craque, o melhor do time, o artilheiro, que transformava qualquer bate bola em final de copa do mundo no olhar daquele garotinho. E ele era o goleiro, a muralha, o campeão, o capitão, o melhor do mundo.

Ele era o dono da história. O contador, o ator, o monstro, o príncipe, o malvado e o bonzinho, as vozes, as atuações, as risadas e a hora de dormir. Sem nunca perder o bom humor.

Ele era o cozinheiro. Que fazia a papa, que colocava sorriso nas batats fritas, sabor nas saladas, amor nas sopas, carinhas nos pratos e vontade na boca do menino.

Ele era o jogador de basquete, o rei do parquinho, a força do balanço, o construtor de castelos, o adestrador dos cachorrinhos, o que conversava nas ruas, com as pessoas, com as senhoras, que contava suas aventuras e enchia ele de vergonha.

Ele era a alegria, as cócegas, o cavalo de rodeio com o peão em cima da perna, erao salva-vidas da piscina, do mar, do banho, o criador dos roteiros das histórias dos brinquedos.

Ele era tudo para aquele garotinho.

Mas uma coisa ele nunca conseguiria ser.

A mãe.

E quando alguma coisa acontecia, algum machucado aparecia, alguma dor teimava em incomodar, não havia herói, craque, rei, monstro, salva-vidas que pudesse fazer frente àquela mulher e era por ela que ele chamava.

 

Com mãe, não dá pra competir.

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