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Feminismo não é femismo, e hoje você precisa entender isso

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A luta pelos direitos das mulheres é muito antiga, desde a Idade Média já se tem notícias de manifestações quanto à igualdade de gênero devido à falta de acesso aos direitos básicos, passando pelo Renascimento e tomando força realmente no século XX.

O que ocorre atualmente é que, devido ao acesso abundante a informação e o auxílio da globalização potencializada pela internet, o entendimento da importância de se ampliar direitos femininos tem aumentado.  Diversas entidades têm realizado a tarefa de difundir estes conceitos e apoiar mulheres para que possam empoderar-se e saírem de situações de vulnerabilidade e risco. A Organização das Nações Unidas tem divulgado amplamente a importância de empoderar mulheres e promover a igualdade de gênero para o desenvolvimento da sociedade.

E se estamos falando de uma sociedade sustentável, com direitos iguais a todos os gêneros, falar em ódio aos homens pura e simplesmente pelo fato de terem nascido homens ou pensar na ideia de superioridade da mulher em relação ao homem torna-se uma aberração. Ainda se falássemos de ódio ao comportamento machista, que mata indiscriminadamente milhões de mulheres no mundo todo, ainda assim seria um contrassenso, uma vez que o feminismo busca a igualdade de direitos de uma maneira paritária e isso passa diretamente por educação e conscientização, o que acredito ser inviável em ambientes extremistas e radicais.

Feminismo não é femismo, não se busca ser superior ao homem de maneira alguma, nem trata-se de uma competição, e sim a promoção de ambientes de colaboração mútua, onde haja o respeito às escolhas femininas tanto quanto se tem às escolhas masculinas.

O feminismo é um conceito que dá às mulheres a autonomia para que tenham liberdade de fazer escolhas e garantir o controle da própria vida, sem sentirem-se culpadas ou diminuídas por atender o que é importante si. O resultado é o fortalecimento para que garantam o respeito ao seu espaço, combatendo o monstro da violência doméstica, que mata uma mulher a cada uma hora e meia somente no Brasil, de acordo com dados da IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada).

Ter a governabilidade das próprias escolhas é um direito básico de todos os seres humanos adultos, independente de gênero e obviamente traz uma maior responsabilidade, mas que não significa necessariamente prisão.

E aí vem uma palavra linda: EMPODERAR! Empoderar-se significa justamente questionar paradigmas machistas que foram incutidos em nossa mente e dar-se a oportunidade de superá-los. Para isso, é necessário ultrapassar os próprios medos e iniciar um processo de aceitação de si mesma em todos os sentidos, não se rendendo a estereótipos e aprendendo a respeitar suas vontades e aspirações. É um processo que pode ser lento, mas que depende do enfrentamento destas questões em si mesma e da construção de uma autoestima forte, que significa total aceitação de si, fisicamente, intelectualmente, enfim, de todas as maneiras possíveis, o que lhe dará força para conseguir dizer não quando tiver vontade, delegar tarefas sem medo, praticar a colaboração entre mulheres e não a competição – praticando a “sororidade” – palavra que define a colaboração e a empatia entre mulheres, o que nos faz mais fortes.

Então, mais do que nunca, é tempo de comemorar sim! Feliz dia para nós!

*SEMADAR MARQUES é educadora e palestrante especialista em Empatia, Propósito de Vida e Inteligência Emocional. www.semadarmarques.com.br

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