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Malandras-Mexericas

em Incontrolável/News & Trends por

Lina tomou a decisão de mudar para São Paulo na viagem que fez sozinha para Macho Pitchu, em comemoração aos seus trinta anos. Ela é uma daquelas lindezas que não se encontram facilmente. Donas do tipo de olhar que ilumina qualquer ambiente. Depois de um logo período de relacionamento, abandonou sua Brasília e veio viver da advocacia na capital paulista.

Fabiana conheceu um italiano em suas últimas férias na Bahia. Ela foi visitá-lo em Milão alguns meses depois. Inteligente e divertida, amadureceu e agora sabe quais  são as coisas mais importantes nesta vida. Desligou-se de seu emprego estável, porém pomposo e entediante demais em São Paulo, e mudou-se para junto do ragazzo.

Julieta é a dona da mais pura das energias e do mais belo sorriso. Recebeu um diagnóstico de doença séria na Sexta em uma consulta que veio fazer em São Paulo. Alugou um apartamento no Sábado. Segunda-Feira o marido já coordenou a mudança – que incluía também as três lindas filhas pequenas. Na Terça-feira já estava fazendo o tratamento com os melhores médicos e vivendo uma vida distantes das fofocas inerentes as “roças grandes” de outras capitais do país.

Helena, aos vinte e poucos, embarcou num estágio de seis meses para aprender inglês no Canadá. Quase vinte anos depois pediu demissão, vendeu o apartamento e o carro e voltou para lá. Simples assim. Articulada, manteve contato com muitas das amizades que fez à época. Ela brincava no almoço de despedida: “as canadenses podem até serem lindas, mas elas não tem esse cabelo negro… tenho muito a contribuir para esse povo!”

Esse tipo de mulher é daquele que não aceita o fim do suco na laranja. Um tipo reinventado que se enfrenta o mundo para encontrar seu novo lugar, que faça mais sentido. Como disse uma amiga que finalizou um casamento de doze anos e que tem uma dupla de filhos que são a cara dela: “sou do tipo malandra-mexerica”. Contorcionismo incrivelmente louvável em meio a gigante complexidade da vida neste planeta – mais do que nunca, elas podem.

Trinta, trinta e cinco, quarenta? Não importa. Casada, solteira ou por amor? Tanto faz. Agora não existe mais regra para construir a felicidade em uma vida absolutamente renovada. Todas podem se reinventar. Talvez seja apenas um palpite, mas percebo que hoje as mulheres são as campeãs nesta trajetória de mudar as velas para corrigir o percurso na jornada da vida. São sim, as mais destemidas para o novo. Certamente porque muitas não aceitam essa vida dentro da caixa que a sociedade impôs a elas desde sempre. Até então a história da humanidade era a mulher esperando em casa enquanto o homem saía para trazer os recursos de fora. Os homens eram os desbravadores enquanto elas simplesmente garantiam a morada. Mas quem vai garantir a morada? Certamente isso vai se ajeitar de alguma forma, mesmo porque agora não existem mais fronteiras, e elas podem ser o que quiserem.

Elas estão a nossa volta. Então, boa sorte “malandras-mexericas”! A vida nunca foi fácil, mas a coragem para a mudança vocês já demonstraram ter. Quanto ao leitor ou leitora que termina a leitura desta coluna, provavelmente se lembrará em meio ao seus círculos de relacionamentos, de algumas destas mulheres – se é que não seja uma delas.

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