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ONU elogia diálogo entre governo e grupos armados na República Centro-Africana

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O acordo entre o governo e grupos armados na República Centro-Africana para realizar conversas ainda este mês é “um passo importante para resolver a crise do país”, disse na quinta-feira (10) o chefe de Operações da Paz das Nações Unidas, Jean-Pierre Lacroix.

O acordo entre o governo e grupos armados na República Centro-Africana para realizar conversas ainda este mês é “um passo importante para resolver a crise do país”, disse na quinta-feira (10) o chefe de Operações da Paz das Nações Unidas, Jean-Pierre Lacroix.

“Agora há um caminho, é o caminho do diálogo. Há uma data para começar este diálogo, que é 24 de janeiro”, disse o chefe do Departamento de Operações de Paz, falando a jornalistas na capital Bangui. Segundo ele, a União Africana irá convocar e organizar estas discussões em Cartum.

Lacroix está no país desde terça-feira (8), junto ao comissário da União Africana para Paz e Segurança, Smail Chergui, em uma tentativa de reviver um processo de paz paralisado. Durante a visita, ele pediu para todos os agentes internacionais garantirem que 2019 seja “o ano da paz” na República Centro-Africana.

Falando antes de deixar o país, Lacroix afirmou que todos os centro-africanos precisam ser envolvidos no processo, acrescentando que “todos devem estar a bordo e todos precisam ser mobilizados para que haja sucesso”.

Ele pediu um “período de diálogo e comprometimento para garantir que o país possa virar a página da violência”, destacando a importância do momento atual, que representa “uma chance para a República Centro-Africana”.

Por sua vez, o comissário da União Africana para Paz e Segurança, Smail Chergui, destacou o comprometimento de “todos” para implementar a iniciativa. “Este é o momento, este é um momento histórico para todos, de verdade, ficarem juntos e olharem para o futuro deste país”, acrescentou.

A República Centro-Africana sofre com violência desde o início dos confrontos entre a milícia anti-Balaka, de maioria cristã, e a coalizão rebelde Séléka, de maioria muçulmana, em 2012. Embora um acordo de paz tenha sido alcançado em janeiro de 2013, rebeldes tomaram a capital em março daquele ano, forçando a fuga do presidente François Bozizé.

De acordo com o Escritório das Nações Unidas de Coordenação de Assuntos Humaniários (OCHA), em 2019, 2,9 milhões de pessoas, sendo mais da metade crianças, vão precisar de assistência e proteção humanitária. Isto representa mais de 63% da população de 4,6 milhões de pessoas.

Preocupada com segurança, direitos humanos e crises políticas dentro do país e suas implicações para a região, a Missão de Paz das Nações Unidas na República Centro-Africana (MINUSCA) começou a operar em 2014 sob o Capítulo VII da Carta das Nações Unidas.

 

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