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Orgânicos: bom para o Planeta, talvez para você

em Coluna por

Sonia

Orgânicos: bom para o Planeta, talvez para você

Mais do que moda, os produtos orgânicos, cultivados sem agrotóxicos e adubos químicos são uma alternativa saudável, não só para os humanos, mas também para o meio ambiente.

Estima-se que o mercado de orgânicos no mundo supere 50 bilhões de dólares por ano. Ainda que o consumo no Brasil esteja em torno de apenas 1%, de todo o mercado de alimentos, da América Latina, somos o que mais consome, segundo a Associação de Certificação Instituto Biodinâmico (IBD).

No Brasil, aproximadamente 70% da produção de alimentos orgânicos já é comercializada em redes de supermercados, mas seu consumo ainda é restrito devido ao alto custo. As folhosas e outras hortaliças costumam ter diferencial de preço que pode variar entre 20% ou 30% acima dos produtos similares produzidos de forma convencional. Por isso, neste mercado, produtos como o tomate e o morango, que possuem maior dificuldade técnica na produção recebem ágios maiores.

Embora relacionado à conservação da saúde dos seres humanos e do planeta a grande maioria dos consumidores ainda desconhece esse mercado, e ignora as vantagens em relação à alimentação convencional.

O cultivo tradicional dos alimentos recebe uma quantidade significativa de fertilizantes químicos, por serem mais suscetíveis à ação de pragas, como as ervas daninhas, principalmente os alimentos que crescem rasteiramente e são consumidos com a casca e, aqueles que não têm casca, como o morango, por exemplo. Mas o tomate é o vilão maior entre os reis da contaminação, seguido pela melancia, o melão, a abóbora, além do mamão e das verduras (legumes e folhas), ainda que os alimentos orgânicos possuam uma concentração elevada de nutrientes.

Sabe-se que agrotóxicos têm efeito cumulativo no organismo, por isso, deveriam ser banidos das plantações. Entretanto, nem mesmo as carnes vermelhas escapam dos alimentos que merecem atenção.

O Brasil com seu solo privilegiado poderia investir mais na produção de produção de produtos orgânicos. Mas, paralelamente é necessária a criação de campanhas para esclarecimento junto aos consumidores brasileiros destacando as vantagens, não apenas para o planeta, mas para a saúde. A demanda de produção aumentando, resta atender às grandes redes de supermercados, que necessitam de maior quantidade e frequência em suas entregas, algo que vem ocorrendo de forma lenta, mas, crescente nos últimos dois anos.

Difícil encontrar estatística a respeito, mas a produção vigente é resultado de 95% dos produtores orgânicos no Brasil que exportam principalmente soja, café e açúcar, para países como a Europa, Japão e Estados Unidos, locais onde tanto o consumo como a produção de orgânicos aumentou consideravelmente, após a aprovação das suas respectivas leis. Nesses países, principalmente nos EUA, a demanda por produtos orgânicos é crescente.

Mesmo estando há pelo menos há vinte anos atrasados em relação a lugares como Europa, Canadá, Estados Unidos, Austrália e Japão, existe um esforço de algumas organizações governamentais para consolidar o crescimento desta cultura que pode sim, preservar não apenas o planeta, mas a saúde da população.

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Sonia Nascimento é jornalista, Pós-Graduada em Direção Editorial pela ESPM. © 2014.

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