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Paulo Roberto Ramos Ferreira - page 5

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O Espelho

em Coluna por

Paulo

O Espelho

O conceito de luta determina a necessidade de um oponente. Não há oponente.

Tudo que vemos no mundo é um reflexo daquilo que existe em nós mesmos. Se vemos luta no mundo, significa que temos luta em nós mesmos. E se temos luta em nós mesmos, temos um oponente.

Embora eu tenha dito que não há oponente – em termos de “externo”, porque nada existe de “externo”; de certa forma, podemos considerar que temos um “outro lado” em nós mesmos: nossa sombra, nosso lado menos luminoso, menos generoso e compassivo. Todos temos esse lado. Não é sábio negá-lo; porque aquilo que negamos está fora de nosso escopo modificar. E nada evoluiu sem ultrapassar a fase de negação.

Aprender a ser seu melhor aliado é um bom caminho. Ao ver até a si mesmo como inimigo ou oponente… cria-se obviamente uma vida de infinita resistência, remando “contra” a maré. E a maré…também é um reflexo de você mesmo.

Todos conhecemos o termo auto-sabotagem. Mais do que isso, todos sabemos como funciona, e certamente temos exemplos disso em nossas próprias vidas. E o que seria a auto-sabotagem, senão a luta consigo mesmo? A tendência de misturar “necessidades” com vontades e de responder com justificativas para tudo, absolutamente tudo que aponte para nós mesmos. Esses são alguns modos de evitar, fugir e postergar o trabalho interno. O entendimento de nós mesmos, o auto-conhecimento.

E por aí se vê que, enquanto mantém você distraído com a “necessidade de lutar”, o ego continua no comando, dirigindo sua vida sem uma consciência efetiva das suas escolhas.
Ter a si mesmo como primeiro e principal aliado começa, naturalmente, por conhecer a si mesmo. Observar-se. ouvir o que outros, que sejam amigos honestos e verdadeiros, tem a dizer sobre você. Talvez muitos deles tivessem muita coisa útil a dizer; mas apenas não disseram ainda… porque você não perguntou.

Para este momento de recomeço, sugiro um excelente exercício de reflexão: escolha alguém em quem você confie, verdadeiramente. E pergunte sobre você, sobre as suas qualidades e defeitos. Ouça. Em silencio. Não rebata. Não justifique. Apenas ouça. E depois reflita sobre tudo que pode aprender sobre você mesmo, quando efetivamente se coloca, sem reservas, em frente ao um espelho chamado “o outro”.
Feliz 2015! Gratidão!

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Paulo Roberto Ramos Ferreira é Diretor de Comunicação da ONG internacional New Earth Nation; Conselheiro e Representante do Nikola Tesla Institute em SP e autor do livro O Mensageiro – O Despertar para um Novo Mundo. © 2014.

Inventário

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Paulo

Inventário

Vou dedicar esta coluna da virada de ano a um hábito importante, que é “fazer o inventário”. A palavra às vezes é associada apenas ao falecimento de alguém, mas na verdade, ela apenas significa “levantamento”, algo como uma verificação.
Muito comum é que se comece o ano com novas resoluções e promessas. Penso que muito mais relevante é fazer o inventário do que já está na sua vida. Seja ocupando espaço e tempo, ou realmente agregando intensidade, emoção, amor, prazer; adicionando, enfim, vida à sua vida.
É bom aproveitar janeiro para fazer isso é um dos períodos mais “leves” ou “menos ocupados”. Muita gente viajando, muitas coisas ainda por retomar o ritmo pleno… bom momento para ter um pouco mais de tempo para você mesmo. E se esse não é o seu caso, talvez seja exatamente esse o ponto para começar o inventário: se você não trabalha num ramo que esteja aquecido justamente por conta das férias; sinceramente, você deveria ter um mês menos ocupado. Se não tem, vale bastante a pena perguntar-se porque.
O inventário é precisamente o “conjunto da obra”, aquilo de que sua vida é feita, o que ocupa seus dias e semanas. Faça um levantamento de verdade sobre onde está indo seu tempo, no que você o está investindo. Porque cada escolha é um investimento de tempo, traga ela bons resultados ou não. Esta é uma excelente oportunidade de rever as escolhas que vem consumindo seu tempo, e pensar em quais substituições poderiam levar você a viver melhor e mais plenamente.
Além das escolhas que afetam o tempo, há também as coisas que ocupam espaço. Roupas, sapatos, papeis, caixas. Dê uma olhada nos seus armários. Tire as peças que não usou o ano todo. Se não usou em 2014, o que te leva a imaginar que usará em 2015? Arrumar; separar; desocupar; limpar são atividades extremamente saudáveis. Elas espelham externamente um movimento interno de reorganização e reavaliação. A própria atividade muitas vezes tem o poder de estimular a “jornada interna” de reavaliação.
E como acumulamos coisas não-essenciais! Fiquei mais atento a isso ultimamente porque no início de dezembro mudei-me para Alto Paraíso de Goiás (como, aliás, alguns amigos já apostavam que eu faria…) com uma mala de 23 quilos, uma mala de mão e uma mochila. É o que permitia a cia aérea. Basta viver algum tempo com o que cabe na mala para começarmos a reavaliar o quanto realmente necessitamos de tantas coisas, tantos armários, tantas caixas, tanto espaço.
Reduza, reutilize, recicle: deveríamos colocar essas palavras espalhadas, como embalagens cheirosas de sabonetes, dentro de todos os armários e gavetas que temos.
Abra os armários e gavetas da sua vida; deixe entrar mais sol e mais ar.
E lembre de deixar mais espaços vazios para receber o que 2015 possa lhe trazer de melhor.

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Paulo Roberto Ramos Ferreira é Diretor de Comunicação da ONG internacional New Earth Nation; Conselheiro e Representante do Nikola Tesla Institute em SP e autor do livro O Mensageiro – O Despertar para um Novo Mundo. © 2014.

Estar pronto é TUDO

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Paulo

Estar pronto é TUDO

~ William Shakespeare

Concluí a coluna da semana passada com esta frase de Shakespeare; e retomo a conversa a partir dela. Você está pronto? Como é que a gente sabe que está pronto? Pronto para um novo momento, para um novo desafio, pronto para deixar chegar o novo?

Pode haver muitos símbolos para isso, e eu gosto particularmente da metáfora da casa. Observe a sua vida como se fosse uma casa. Ela está limpa, organizada? Tem espaço, é arejada, agradável? Ou parece um porão atulhado de tralhas velhas, empoeirado e desorganizado?

A tendência é sempre considerar que a casa organizada e arrumada é o que basta. Mas muito facilmente se esquece que uma casa organizada, meticulosamente, do chão ao teto, com todos os espaços tomados, com tudo milimetricamente planejado… não tem vida. Não tem espaço para o imprevisto. Qualquer cisco parece um grande problema num chão branco impecável. Mais uma vez, extremos são lugares perigosos. Tanto quanto a bagunça completa impossibilita que se habite um local, a organização rígida e hiper-controlada serve muito bem aos laboratórios assépticos; mas não se assemelha em nada ao lugar que podemos chamar de lar.

Lar é onde se pode ser você mesmo, relaxar, desfrutar. Tirar os sapatos, esticar-se no sofá, deixar um copo ali no chão. Lar é o espaço para respirar, para o acolhimento, para o autêntico e verdadeiro. Sim, quando a gente se estica no sofá, às vezes desarruma as almofadas. E daí? Para que você acha que servem o sofá e as almofadas?

Então, nesta metáfora, eu diria que a primeira coisa para saber se você está pronto para receber o novo na sua vida talvez seja olhar em volta e perguntar-se se você está, de fato, sentindo-se “em casa” com a vida que escolheu. Ela tem espaço para receber amigos? tem flexibilidade para acomodar imprevistos? Sua vida tem janelas abertas para vistas iluminadas? Sua vida é clara, aberta, arejada e aconchegante?

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Paulo Roberto Ramos Ferreira é Diretor de Comunicação da ONG internacional New Earth Nation; Conselheiro e Representante do Nikola Tesla Institute em SP e autor do livro O Mensageiro – O Despertar para um Novo Mundo. © 2014.

2014 das Perdas ou do Desapego?

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Paulo

2014 das Perdas ou do Desapego?

2014 foi, sem sombra de dúvida, um ano bastante complicado para a grande maioria das pessoas. Qualquer olhada nas mídias sociais ou nas retrospectivas deixa isso muito claro. As pesquisas, indicadores e números cientificamente lastreados apenas confirmam o mesmo cenário de novas complexidades econômicas, sociais e políticas. Para muitos, isso reflete um ano de perdas. Seja a perda de convicções, sejam perdas materiais ou financeiras. O interessante é que aquilo que muitas vezes é visto como perda pode, muitas vezes, ser traduzido como desapego, ou “deixar ir”. Para além do aspecto da vontade (“deixar ir” seria uma escolha; a perda seria “deixar ir” sem ter escolha), tenho notado muitos comentários e textos dando conta desse movimento: uma vez que uma perda acontece, sendo inevitável, restaria talvez o movimento de re-significar. Mais do que simples conformismo; é interiormente observar quais os eventuais “ganhos” ou “levezas” que determinadas perdas trazem. Por exemplo, para uma amiga, a perda de um contrato resultou num tempo livre imprevisto, que foi aproveitado para concluir outro projeto que passou um tempo engavetado. Os resultados desse outro projeto não serão, no mais das vezes, conhecidos imediatamente. Talvez leve meses até que se materialize. E quando isso ocorrer, será que ela vai se lembrar da perda do contrato que a permitiu retomar o projeto? Perceba que existe aí uma “modificação do passado”; em função dos resultados futuros: meses depois, se nada correu bem com o novo projeto, a perda do contrato talvez seja vivida, de fato, como uma perda relevante. Já caso o novo projeto seja bem sucedido, mais provavelmente a perda do contrato nem será lembrada; e caso seja, haverá uma frase como “ainda bem, porque assim pude me dedicar ao que realmente queria”.

O que nos deixa com uma pergunta interessante: podemos auxiliar preventivamente nesse processo? Se enxergamos a possibilidade de uma “perda”, poderíamos, ao menos, prever o que faríamos com o “espaço” ou o “tempo” liberado pela ausência?

Talvez valha a pena realizar este exercício. No mínimo, porque saber exatamente o que fazer com um recurso colocado à sua disposição faz com que você possa aproveitá-lo plenamente. Mas, antes e mais importante: ressignificar, redirecionar e canalizar as energias e recursos para novos rumos rapidamente tem ao menos uma vantagem indiscutível: evita que se faça a pior coisa que se pode fazer nessa situação; que é a lamentação paralisante. O apego ao que já foi perdido, ao que já não é mais; ao que deixou de existir; cria um imenso desperdício de tempo e energia e afasta as novas possibilidades. Primeiro, porque enquanto você se agarra com unhas e dentes à lamentação, está na verdade preso ao passado. Não abriu, de fato, o espaço vazio na sua vida. Não deixou que o ocorrido torne-se, de fato, passado. Também, talvez não menos importante: enquanto se lamenta e vive preso à situação passada, inconscientemente você diz aos outros, aos amigos, ao mundo: ainda não estou pronto. Ainda não vivi o luto daquela perda com a intensidade suficiente. Ainda estou “lá”.

Enquanto você permanece “LÁ” muita coisa acontece no AQUI E AGORA. Muitas oportunidades podem passar despercebidas enquanto você olha obsessivamente para trás. Deixe ir. Vire a página. Esteja inteiramente neste momento. Como já escreveu o velho e sábio bardo Shakespeare: Estar pronto é TUDO.

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Paulo Roberto Ramos Ferreira é Diretor de Comunicação da ONG internacional New Earth Nation; Conselheiro e Representante do Nikola Tesla Institute em SP e autor do livro O Mensageiro – O Despertar para um Novo Mundo. © 2014.

Esperando a Erupção

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Paulo

Esperando a Erupção

Ao longo dos anos em que venho me dedicando à atividade de Coach, e também por conta da temática do meu livro (despertar da consciência) tenho conhecido muitas histórias de vida que incluem mudanças profundas. Cada uma delas com particularidades únicas, mas elementos muito claros em comum. O primeiro deles talvez seja que, antecedendo uma mudança profunda, normalmente havia uma grande – e profunda – insatisfação com o modo de vida ou com as escolhas de carreira – e as conseqüências delas decorrentes. A maior parte dessas histórias pertencem a pessoas de alto nível cultural, normalmente provenientes de uma condição social privilegiada em termos de Brasil. A maior parte delas com nível universitário, muitas com várias graduações ou especializações. Vindas de famílias razoavelmente prósperas, senão abastadas; pais com nível superior. A maioria dessas pessoas nascidas depois de 1980.

Deveriam ser pessoas com uma razoável liberdade de escolha, ao menos em termos de carreira, ou das escolhas fundamentais para suas vidas, não? Pois é, não. Ao contrário do que poderia parecer natural, grande parte dessas histórias tem em comum um começo forçado: escolhas profissionais feitas por pressão dos pais ou vidas transformadas por fatores como uma paternidade ou maternidade acidentalmente precoce.

Chama muita atenção o fato de que jovens nos fins do século XX tenham sofrido tamanha interferência – e talvez mais ainda que a tenham aceito com tanta passividade. Seja como for, o fato é que essas pressões – e aceitações – no início da caminhada são um fator extremamente complicado porque, uma vez tomado um caminho, se a pessoa continua a andar por ele sem avaliar seriamente o rumo; vai encontrar-se, em alguns anos, numa condição que pode não ter nada a ver com o que ela sonhou para sua vida. E aí vem a crise. Começa com um leve comichão e a depressão do domingo à noite. Evolui para licenças médicas; antidepressivos; às vezes alcoolismo. Evolui para alguma forma de escape; de fuga. Muitas vezes autodestrutiva.

E quando vem esta “onda interna”, não há o que segure: cargo, salário, estabilidade ou “segurança”. Todas essas precárias “garantias” da vida estável; quando motivadas por pressões equivocadas, esfacelam-se perante a força demolidora de uma depressão severa; ou de outros sintomas exteriores de uma insatisfação interior incontrolável. Que muitas vezes “produz” no corpo uma doença ou uma situação incapacitante – para que o indivíduo possa fugir. Mas nesse caso o ponto mais difícil é que ele teria de fugir de si mesmo. Ou pelo menos, de parte de suas “escolhas”.

Então, a pergunta mais óbvia talvez seja: porque esperar? Porque cultivar um vulcão dentro de si, deixá-lo atingir a pressão máxima e demolir com uma erupção tudo que vinha sendo realizado? Por que não realizar o exercício interno, pessoal, de avaliação – a sério, profundamente – enquanto as coisas não atingiram ainda o ponto crítico? Tem sentido um comichão? Tem depressão de domingo à noite? Pare, respire. Aproveite o fim do ano, tire uns dias, reavalie.

Por todos os muitos casos e histórias que venho acompanhando nesses anos: é bem mais simples, e bem menos doloroso, quando o indivíduo se antecipa e busca um caminho de mudança antes que a grande onda da crise chegue à sua praia. Há inúmeras formas de realizar esta caminhada de conhecimento, formas de terapia, coaching, aconselhamento transpessoal. Há, atualmente, muitas formas de apoio disponíveis. Há hoje caminhos e profissionais bem mais numerosos atuando de modo efetivo; muitos mais do que há cerca de 6 anos. E porque eu digo seis anos? Porque há seis anos, justamente em dezembro de 2008, eu começava a viver o meu processo de reavaliação profunda, que começou com um pico de stress que me levou a um exame cardíaco e evoluiu para uma crise de questionamento profissional. Que me colocou num longo caminho que percorri para viver hoje, efetivamente; as minhas escolhas. Na minha história não houve pressão de família ou paternidade precoce. Houve apenas um ponto em que me distraí e tomei um rumo excessivamente ligado ao stress de uma carreira, ter ficado talvez temporariamente míope com a idéia de perseguir um “sucesso” profissional que talvez fizesse sentido para o mundo; mas não para mim mesmo.

Sinceramente, não espere que seja fácil. Mudar não é fácil. Mas é muito mais difícil e doloroso quando se permanece no “piloto automático”, esperando a erupção.

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Paulo Roberto Ramos Ferreira é Diretor de Comunicação da ONG internacional New Earth Nation; Conselheiro e Representante do Nikola Tesla Institute em SP e autor do livro O Mensageiro – O Despertar para um Novo Mundo. © 2014.

Contagem Regressiva

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Paulo

Contagem Regressiva

Finalmente chegamos a dezembro, neste tão complexo ano de 2014. Um amigo comentou que esse ano vai ser estudado no futuro: um ano tão complicado, tão sui generis, que daqui a vinte ou trinta anos, talvez digamos “- …mas isso foi antes de 2014” – num sentido de divisor de águas. Foram tantas coisas estranhas, tantas descobertas, tantas mudanças que o ano me parece de fato histórico. Já de início, a lista estranhíssima de suicídios de banqueiros no mundo todo; todas as manchetes com as atitudes e declarações bombásticas do revolucionário Papa Francisco, todas as reviravoltas inacreditáveis das eleições no Brasil, os acontecimentos imprevisíveis da copa do mundo.

Antes da metade de 2014, eu havia escrito sobre a “temporada de cisnes negros” que se avizinhava – ou seja, uma coleção enorme de fatos inusitados, inesperados – e de consequências para lá de imprevisíveis. Como a confirmação de existência de vida num cometa; como o relatório da NASA de que o modelo sócio-econômico atual baseado na desigualdade é inviável e tende ao colapso; apenas para citar alguns do mais extremos fatos do ano. Digo hoje que a consequências desses acontecimentos estão ainda muito longe de serem compreendidas; e exatamente por isso, creio que este será um ano que vai ser estudado no futuro, quando pudermos ter uma perspectiva histórica mais adequada sobre fatos tão impactantes como o estado de guerra na Ucrânia, o desaparecimento do avião da Malaysia Airlines; o crescimento do Estado Islâmico como um neo-califado; além, é claro de todos os escândalos de corrupção no Brasil; que ultrapassaram as fronteiras puramente judiciais ou políticas, para tonarem-se, claramente, um desastre econômico nacional: os valores desviados são percentuais relevantes do PIB do país. Por esses fatores; e muitos outros que mereceriam um livro para analisar este ano, sinto que muitos vão comemorar o fim de 2014 como algo muito esperado. A idéia de “fatiar” o tempo pode não ter um significado real, visto que apenas nós, seres humanos, percebemos ou entendemos que haja alguma diferença entre 31 de dezembro e primeiro de janeiro. A natureza, as demais espécies, a ecologia, desconhecem nosso calendário. Para o Planeta Terra, não há nada que vá “terminar” ou “começar”.

Mas, para nós, é bastante útil e relevante essa marcação de final e recomeço. Contanto que a utilizemos como um “portal” no sentido de nossa renovação pessoal. Uma excelente oportunidade para rever, reavaliar, modificar. Priorizar o que efetivamente é essencial para a felicidade; e esvaziar-nos de condicionamentos sócio-culturais criados apenas com um foco consumista e mercadológico.

Perceba que tudo que torna este período de fim de ano difícil, exigente e estressante é puramente criado por convenções sociais empurradas por uma visão materialista de consumo. Neste sentido, vale muito a pena parar e observar com atenção. Ouvir sua voz interna. E avaliar, de verdade: “será que eu preciso de mais coisas”? Será mesmo que este objeto novo é indispensável? Será mesmo que eu preciso correr como um louco para comprar coisas antes de uma data específica, determinada de modo arbitrário para atender exclusivamente convenções sociais e necessidades de mercado?

Porque não viver este tempo apenas com o foco dos reencontros, seja com os seus, com a família, com os amigos? Porque não colocar toda ênfase nos aspectos emocionais, internos? No valor da reflexão e da possibilidade de dar-se uma chance de parar, por uns dias, e reavaliar o modo como temos vivido? Para aqueles que entendem esse período como sagrado, realmente mergulhar nesses aspectos e nas mensagens que estão aí há mais de dois mil anos, sendo repetidas pelas bocas, sem terem sido adequadamente vividas nos corações?

Acima de tudo, aquela mensagem que diz “faça ao outro aquilo que faria por si mesmo”. É de uma perfeição irretocável, e bastaria isso para que o mundo fosse outro.

Que tal fazer do SEU mundo, outro, para começar?

Lembre-se: é apenas uma transição marcada num calendário artificial. Nada vai acabar, exceto um mês e um ano artificialmente indicados. Na verdade, tudo vai seguir. Janeiro virá. Portanto, de que serve tanta ansiedade com esta contagem regressiva, como se nossas vidas dependessem de resolver algo “antes” do fim do ano? Depois do fim do ano, haverá um ano novo. Esvazie-se um pouco, deixe o tempo fluir mais solto. Viva o momento presente de verdade; e a oportunidade dos reencontros que este momento traz.

Todo o resto continua.

No ano que vem…

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Paulo Roberto Ramos Ferreira é Diretor de Comunicação da ONG internacional New Earth Nation; Conselheiro e Representante do Nikola Tesla Institute em SP e autor do livro O Mensageiro – O Despertar para um Novo Mundo. © 2014.

A primeira lista de final de ano

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Paulo

A primeira lista de final de ano

Estamos chegando ao final do ano, e logo começaremos a ver centenas de matérias com listas: melhores do ano, piores do ano, dietas do ano, filmes do ano; e finalmente, a famosa lista das intenções para o próximo ano. Antes de todas elas, sugiro que você faça uma para si mesmo. Uma pequena lista para ajuste de estratégia.
Para chegar na lista, vamos apenas lembrar algo sobre estratégia usando um paralelo que é sinônimo de estratégia: mesmo que você nunca tenha jogado xadrez, você sabe como é o jogo. Sabe que é longo, estratégico e exige foco. No xadrez, o objetivo óbvio é vencer a partida. Isso é o que se deseja quando a partida começa. Conforme o jogo segue, muitas vezes as circunstâncias impostas pela partida se tornam tão difíceis que um empate pode ser visto como um bom resultado.
Embora o objetivo seja vencer e exista uma estratégia em mente para chegar a este resultado; não é fundamental que o cheque-mate seja dado nesta ou naquela casa, que seja exatamente no centésimo movimento, ou que aconteça precisamente aos 90 minutos de partida. Esses são detalhes menores, em face do objetivo maior.
No xadrez, flexibilidade significa adaptar sua estratégia aos movimentos do outro lado, sabendo manter o alinhamento e o foco. Se você mudar totalmente de estratégia cada vez que o movimento não é o esperado, seu jogo fica inconsistente. Se insistir em fazer um movimento sem considerar o que o outro lado fez, sua rigidez vai comprometer sua estratégia, porque naturalmente, o adversário joga para a estratégia dele, e não para a sua.
Então, no xadrez precisamos de uma estratégia, flexibilidade para realizar a estratégia sob condições desconhecidas e foco para manter o alinhamento de todas as ações com a estratégia. Ou seja, a vida pode ser vista como uma longa partida de xadrez.
E é aí que entra uma observação fundamental: no xadrez, as regras e objetivos são definidos antes. Por isso é simples alguém determinar quem atingiu o objetivo numa partida de xadrez.
E no caso da sua vida, qual é o objetivo?
Parece uma pergunta curiosa, mas tente responder de uma forma simples e pessoal; não com uma generalização banal ou uma lista interminável e cheia de detalhes.
O básico da segurança, da integridade física, saúde e alimentação não são objetivos. Estamos falando de algo além disso. E é igualmente importante dizer: cem milhões de dólares, por mais agradáveis que sejam, também não são objetivo. Recursos são outra coisa, eles são, um MEIO para atingir alguns objetivos.
Qual é o SEU objetivo na vida?
Defina isso. Não precisa ser apenas um. Comece sua lista, e comprometa-se a reduzi-la ao que é realmente importante para você. Chegue a definir meia dúzia de objetivos realmente essenciais. Assim que tiver esta lista curta, você estará pronto para começar a comparar. Olhe para a lista e compare com as coisas que você está fazendo com o seu tempo hoje.
Quantas delas estão realmente colaborando para essa meia dúzia de coisas essenciais que VOCÊ definiu como objetivos?

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Paulo Roberto Ramos Ferreira é Diretor de Comunicação da ONG internacional New Earth Nation; Conselheiro e Representante do Nikola Tesla Institute em SP e autor do livro O Mensageiro – O Despertar para um Novo Mundo. © 2014.

Metaconversa (ou muito barulho por nada)

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Paulo

Metaconversa (ou muito barulho por nada)

Estes dias li um ótimo texto do André Arcângelo no Recalculando a Rota, o excelente blog da Alana Traukzinsky (http://recalculandoarota.com.br/quer-empreender-faca-um-favor-a-humanidade-leia-isso-e-outras-coisas-please/).

O artigo é todo ótimo, mas o que me pegou mesmo foi um termo extremamente preciso que André usou, que é “metaconversa”. No artigo, é usado para referir-se a ao que acontece no ambiente do empreendedorismo no Brasil (depois clique no link e leia o artigo). Mas o tema aqui é a própria metaconversa. Que é um termo ótimo para descrever para uma retórica sem fim, uma conversa vazia; onde se “fala sobre” ao invés de fazer.

Isso não acontece somente no ambiente do empreendedorismo, nem apenas fora de nós. Acontece dentro, também. E quando acontece dentro, é aquele pensamento recorrente, que vem do nada e vai a lugar algum, que fica ali, rodando a cabeça e ocupando tempo útil, sem produzir resultado algum no mundo ou na vida do indivíduo. Coisas como”tenho de fazer dieta” ou “preciso ir à academia”, só para citar os exemplos mais óbvios.

Às vezes, além da conversa interna, o indivíduo resolve compartilhar com conhecidos também. Mas na verdade, faladas ou pensadas, são apenas palavras, só metaconversa; porque fica só na conversa. Interna ou externa, o maior problema é exatamente esse: gasta muito tempo e muita energia para produzir.. nada.

Tem um aspecto ainda pior que é o subproduto da metaconversa: o auto-engano. De tanto falar no assunto, o indivíduo chega a pensar que está fazendo algo sobre o tema. Porque “parece” que o tema está na vida dele. Parece que faz parte, que há algo acontecendo. Às vezes é somente depois de meses e meses de conversa vazia que a pessoa se dá conta de que nada foi feito. Que todo o tempo foi usado apenas em adiamento; na postergação do fazer; do resolver; do definir.

Sabe aqueles itens que são recorrentes na sua vida? Aqueles desafios que voltam, sempre, como se fosse um carrossel, e vc tem a sensação de “já passei por isso antes”? Então: pergunte a si mesmo, se acaso não são justamente esses temas e assuntos que estão recheando a suas “metaconversas”…

Se a resposta for SIM – você já sabe: deve estar na hora de parar de “falar sobre” e realmente “fazer algo” a respeito.

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Paulo Roberto Ramos Ferreira é Diretor de Comunicação da ONG internacional New Earth Nation; Conselheiro e Representante do Nikola Tesla Institute em SP e autor do livro O Mensageiro – O Despertar para um Novo Mundo. © 2014.

Neo-nomadismo: vida digital e informalidade criam hábitos mais livres

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Paulo

Neo-nomadismo: vida digital e informalidade criam hábitos mais livres

Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

Em dezembro do ano passado eu estava numa palestra da minha querida amiga Alê Barello, na qual ela tratava de uma diversidade de temas do que chamamos por aqui de Novo Mundo. Um desses temas, talvez o que tenha chamado mais a minha atenção, foi a tendência identificada como “volta do nomadismo”. É claro que a afirmação não se relaciona com uma volta à época dos caçadores-coletores vagando pelas savanas, isso é evidente. No século 21, o nomadismo teria aspectos diferentes. E naquela palestra, enquanto a ouvia, eu me perguntava, justamente, quais.

É muito significativo que hoje, menos de um ano após ouvir aquilo, sejam muito claras as linhas gerais dessa nova face do nomadismo. Em meros onze meses, aquilo que foi identificado como uma tendência tornou-se, claramente, uma realidade para milhares de pessoas. Naturalmente que o movimento não começou este ano. Mas há uma enorme diferença de visibilidade. Claro que muitos já estavam fazendo isso antes. Mas há o ponto de massa crítica, o ponto de relevância, onde uma tendência sai “de baixo do tapete” do underground e torna-se visível, capa de revista e matéria em veículos de comunicação de massa.

Já em março deste ano conheci um site excelente chamado Nômades Digitais (www.nomadesdigitais.com.br) , dos queridos Jaqueline e Eme Viegas (que gentilmente me convidaram para escrever para o site, o que ainda não consegui fazer, mas, em breve, quem sabe…) que sintetiza esta tendência em atitude e em artigos excelentes que tratam exatamente desse movimento. Pouco depois, foi a vez de outra amiga, a escritora e tradutora Camila Fernandes, ganhar mundo com o companheiro David Hoffman e ir trabalhar na Europa, de capital em capital, traduzindo e escrevendo – e postando todas as aventuras dessa viagem incrível que estiveram fazendo.

E quanto mais o ano avançou, mais claros e abundantes tornaram-se os sinais de que o movimento veio para ficar. Especialmente por aqui em terras brasileiras, onde existe ao menos um “empurrão adicional”: se as plataformas digitais são uma tecnologia mundial (e eu mesmo tenho escrito esta coluna de diversas cidades, das menores às maiores, do coração da Amazônia a uma fazenda no meio do cerrado de Goiás), existe um “facilitador” tipicamente brasileiro: a falta de formalidade das relações de trabalho, que aqui é um fenômeno absolutamente gigantesco. Por um lado, é péssimo que o numero de pessoas com “carteira assinada” ou relações de trabalho devidamente regulamentadas seja tão pequeno perto da massa produtiva do país. Por outro lado, esta precariedade de relações trabalhistas e a absoluta falta de contratos formais permite uma liberdade impressionante a quem trabalha ligado aos meios online.

Quer viajar e escrever de longe? Porque não? Quem é que está segurando você por um contrato, com a devida contrapartida formal e financeira precisamente estabelecida?

É, tudo na vida tem dois lados; um que pode ser ruim, outro que pode ser bom. A exceção, como li dia desses numa rede social; são os discos do Pink Floyd: esses, enquanto foram LPs, sempre tiveram dois lados bons mesmo.

(Em tempo: sim, o novo álbum do Pink Floyd também é ótimo. Nada que se compare aos melhores, é claro. Mas é ótimo.)

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Paulo Roberto Ramos Ferreira é Diretor de Comunicação da ONG internacional New Earth Nation; Conselheiro e Representante do Nikola Tesla Institute em SP e autor do livro O Mensageiro – O Despertar para um Novo Mundo. © 2014.

Sobre opiniões e escolhas

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Paulo

Sobre opiniões e escolhas

Há algum tempo eu escrevi nesta coluna sobre a compulsão de opinar em questões particulares de terceiros, sejam conhecidos ou amigos. Na verdade, considero que o ponto vem até antes de externar a opinião: que necessidade as pessoas tem de ter uma opinião sobre a vida alheia?

Se lhe parece estranho não ter uma opinião sobre algo, talvez seja porque vivemos numa sociedade de culto à personalidade e ao ego; com essa visão exagerada de que todo mundo precisa opinar e se posicionar sobre tudo. Quando alguém se posiciona sobre questões públicas, sobre as contas do governo, sobre o que fazem com o dinheiro dos impostos que você paga, naturalmente, está ótimo. Me refiro à essa compulsão por posicionar-se sobre assuntos que absolutamente nada tem a ver com “interesse público”. Se a celebridade da hora tem uma preferência sexual; alguém logo sente a compulsão irresistível de ter uma opinião sobre o assunto.
Que diferença faz? Em se tratando de alguém que não faz parte da sua vida, qual poderia ser a diferença que faria a sua opinião sobre o que a pessoa faz entre quatro paredes? Aliás, se parar para pensar um minuto vai constatar que no caso de 90% das pessoas com quem convive, você não tem a menor idéia do que elas fazem entre quatro paredes. Muita gente pode “achar” que sabe; mas daí a efetivamente “saber” vai uma distancia enorme.

Se esse excesso de opinião já é algo terrível no dia a dia entre amigos e conhecidos, a coisa fica muito mais complicada quando se trata de familiares. A compulsão por opinião e controle da vida alheia chega às raias da loucura quando o assunto são familiares próximos, como pais, filhos, irmãos. Homens e mulheres, maiores de idade, legalmente responsáveis pelos seus atos – vivem freqüentemente uma invasão de seu espaço íntimo que é completamente descabida.

Por tudo isso, chamou-me muita atenção o que uma amiga contou outro dia, sobre a conversa que teve com o filho. O filho da minha amiga mal chegou à adolescência – ou seja, é exatamente aquele momento onde é muito importante que o tema da sexualidade venha à tona. E veio, como é natural. E, também como é natural, surgiu o tema da identidade sexual e da homossexualidade. E lá pelas tantas o menino disse: “eu gosto de meninas, mãe”.

A resposta dela foi o supra-sumo do resumo, a mais perfeita tradução do que significa respeito à dignidade de outro ser. O reflexo da absoluta consciência de que um ser jamais pode considerar-se “dono” de outro porque tem a responsabilidade de criá-lo e educá-lo. Foi a resposta mais Novo Mundo que eu poderia imaginar. A resposta foi, simplesmente:

– “Filho, tudo bem. Esta escolha é somente sua, e ela não me pertence”.

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Paulo Roberto Ramos Ferreira é Diretor de Comunicação da ONG internacional New Earth Nation; Conselheiro e Representante do Nikola Tesla Institute em SP e autor do livro O Mensageiro – O Despertar para um Novo Mundo. © 2014.

A Arte de Administrar Expectativas

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Paulo

A Arte de Administrar Expectativas

Nos últimos dias, vivemos no Brasil um cenário de grandes expectativas, por parte de toda a população. Parte dos brasileiros viu satisfeita sua expectativa; enquanto outra parte viu frustrada sua intenção. Isso vem nos lembrar que, como seres sociais; precisamos sempre levar em conta, queiramos ou não, as expectativas do outro. No grande xadrez da vida; da questão mais pública à mais íntima; existe sempre a necessidade de harmonizar nossas expectativas e lembrar que TODOS, sem exceção, as temos.
E embora assim seja, tenho a sensação de que erramos e sofremos quando colocamos qualquer expectativa sobre o outro, sobre a vida e sobre o mundo. Porque a expectativa pertence apenas a nós mesmos. Ela não faz parte do outro, não faz parte da vida, não age sobre o mundo. A sua expectativa é apenas parte de VOCÊ mesmo, daquilo que você pensa, acredita ou quer. O outro, seja uma pessoa, cinqüenta milhões de pessoas ou o mundo todo, não tem nenhum compromisso com a sua expectativa. Apenas VOCÊ gostaria que tivesse.
Se não as devemos ter, mas as temos, o que fazer? O melhor possível. O que mais? Fazer o melhor possível é o compromisso que podemos ter, primeiramente conosco mesmos – e em seguida, com os demais. Agir de acordo com nossa melhor consciência, oferecer o nosso melhor. Se o nosso melhor será o que é preciso, é algo que, efetivamente, só saberemos depois. Depois, inclusive, de tentarmos; porque o melhor “em tese” não significa grande coisa. Apenas o melhor quando posto em prática. A intenção é o primeiro passo de qualquer atitude; mas ela vale exatamente apenas como primeiro passo; e sem os demais; nos leva apenas a uns dez centímetros de onde estivemos antes.
Assim, é preciso fazer, realizar, levar a cabo. Uma vez que nos entreguemos a isso, o melhor que há é não esperar nada; e acolher o que venha. Celebrando os sucessos; aprendendo com os demais resultados. Como diz o ditado chinês: “Quando perder, ao menos não perca a lição”. Neste momento, pouco mais da metade do país se considera vitorioso e pouco menos da metade considera que o resultado não satisfaz suas expectativas. Neste mesmo momento, olhe ao seu redor: provavelmente há, no seu escritório, assim como na sua casa; em questões profissionais; pessoais; relacionais e emocionais – pessoas que consideram-se vitoriosos ou frustrados, HOJE.
Talvez este seja o aspecto mais importante: é um momento, esse de dar-se conta do sucesso ou não da sua expectativa. Amanhã, semana que vem, mês que vem, esta sensação evanesce. Convivemos e conviveremos com os resultados reais; com os fatos que a vida nos apresenta. Com eles, faremos nossas futuras escolhas e construiremos nossas vidas. Aquele que esperava algo que aconteceu hoje, viverá certamente outras inúmeras frustrações. Aquele que se frustrou hoje, viverá experiências com as quais nem contava; e talvez cresça ainda mais com isso.
Tudo é impermanente; o impacto do momento se vai, e ao olharmos para as frustrações de dez ou vinte anos atrás, ficamos impressionados em constatar que “apesar disso”; ou “contra tudo que esperávamos” – a equação da vida foi; e talvez seja sempre; tão mais complexa, tão mais composta e incompreensível aos pequenos humanos que somos que continuaremos a nos surpreender – positivamente ou não – com os resultados que fomos capazes de realizar, independente da nossa frustração ou sucesso nas expectativas de cada momento.
No fundo, nesta vida tratamos mesmo é de aprender a grande arte de administrar “o que tem para hoje”.

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Paulo Roberto Ramos Ferreira é Diretor de Comunicação da ONG internacional New Earth Nation; Conselheiro e Representante do Nikola Tesla Institute em SP e autor do livro O Mensageiro – O Despertar para um Novo Mundo. © 2014.

Natura abre sua primeira loja física e não descarta franquias para expandir

em Negócios/News & Trends/São Paulo por
Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

A Natura abriu ontem (27) a primeira loja da marca, no Shopping Morumbi, em São Paulo. Há muito o mercado esperava por esse passo na estratégia da companhia, que tem registrado quedas sucessivas no lucro. Ano passado, o recuo foi de 30% no acumulado do ano. A especulação a respeito da entrada da marca no varejo físico ficou mais forte quando o Grupo O Boticário entrou no mercado de vendas diretas, em 2011, com a Eudora.

NOVAREJO adiantou que as lojas físicas sairiam do papel desde 2014 e a companhia veio reforçando os planos semestre a semestre. A estratégia ficou mais clara quando a companhia colocou a linha de produtos SOU para serem vendidas nas farmácias da rede Drogasil.

Para tirar a primeira loja do papel, a companhia apostou na co-criação. A empresa abriu concorrência para alguns escritórios de arquitetura. Os dois finalistas montaram duas lojas em Cajamar, onde a companhia mantém sua estrutura de produção. Lá, em torno de 500 consumidores, consultores, colaboradores e fornecedores visitaram as lojas-modelo e deram seus pitacos.

O projeto escolhido foi criado pelo escritório de arquitetura Santa Irreverência, de Niterói (RJ), e a comunicação visual da loja ficou a cargo da agência de visual merchandising Vimer.

“Mais do que trazer a proposta de valor da nossa marca, a gente quis reforçar com esse processo que a Natura é feita por nós”, afirma Andrea Eboli, diretora de marketing da Companhia. “O nosso grande desafio foi trazer a Natura para dentro da loja. É fácil criar um projeto de varejo, mas como trazer a Natura, com sua proposta de valor, sua responsabilidade social e sustentavel para dentro de uma loja? Tivemos esse cuidado de trazer elementos que refletissem nossa marca”, conta a executiva.

O espaço de 68 metros quadrados prioriza a experimentação dos produtos, que pode ser feita em uma grande mesa no centro da loja. “As lojas físicas contribuirão para gerar experimentação e conhecimento de nossa marca, com efeito positivo para todos os canais. Alguém que comprou na loja hoje pode comprar com uma consultora em outra ocasião”, afirmou, em nota, Roberto Lima, presidente da Natura.

Com a operação, a marca já pensa na expansão e não descarta o crescimento via franquias. “Essa loja é mais do que uma loja-conceito. É um canal com o qual a gente quer crescer”, afirma João Paulo Ferreira, vice-presidente comercial da Natura. “Franquia é uma possibilidade entre as alternativas de crescimento, mas não estamos preparados ainda, porque não operamos ainda. Nosso foco agora é abrir algumas unidades próprias para fixar o conceito, para que o cliente e acostume antes de criar uma proposta de expansão”, explica o executivo.

A Natura fez o seu pulo do gato para inovar e crescer, mas há mais exemplos. Quer saber mais? Então, não perca o BR Week 2016, que apresentará o painel “Fora da caixa: ideias inovadoras que tornam o varejo melhor”.

Inscreva-se no BR Week 2016

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