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News & Trends

“ObamaCar”

em Mundo/Negócios/News & Trends por

O presidente Obama apostou sua reputação no ObamaCar. Mas para a geração de hoje, ele vai ser mais lembrado por salvar a indústria automobilística americana.

Há cinco anos, a General Motors estava à beira do colapso. Em 2008, registrou um prejuízo de 31 bilhões de dólares logo após uma perda recorde de 37 bilhões no ano anterior. As vendas de veículos caíram cerca de um terço em 2009 e a GM, a empresa mais poderosa nos Estados Unidos, foi à falência. Nesse ponto, ignorando seus críticos, o governo Obama entrou em cena com uma combinação que envolvia o dinheiro do resgate, empréstimos e uma enorme compra de ações da montadora.

A GM não olhou para trás desde então. Em 2013, a empresa vendeu um recorde de 9,71 milhões de veículos no mundo, um aumento de 4% em relação ao ano anterior. O desempenho da montadora está se aproximando da Toyota, o que aumentou rapidamente a metade das vendas globais. Embora a Toyota continue a ser o fabricante número um de automóveis, por enquanto, a GM está logo atrás. Em 2012, a Toyota liderou por uma margem de 460 mil veículos. Já no ano passado, essa liderança foi cortada quase pela metade para apenas 270 mil veículos.

Apesar de o relatório anual de lucros da GM não ser publicado até o dia 6 de fevereiro, a empresa parece estar no caminho certo para apresentar lucros sólidos. Durante os primeiros nove meses de 2013, a GM registrou um lucro líquido de 4,3 bilhões de dólares. Isso foi um pouco abaixo do ano anterior, mas a época de perder 30 bilhões de dólares por ano parece ter ido embora para sempre. Com um novo líder no comando, ninguém ficará surpreso se a GM superar a liderança mundial da Toyota. Embora custe aos contribuintes cerca de 10 bilhões de dólares, salvar a GM e o resto da indústria automobilística parece ser um ótimo investimento para o futuro dos EUA.

© Newsweek, 2014.

Os benefícios de ser um delator

em Mundo/Negócios/News & Trends/Política por

Gregory Lynam observava o pouso do helicóptero do presidente Barack Obama na Casa Branca, a vários quarteirões de distância, no 12 º andar em seu escritório, quando seu telefone tocou. Um homem de meia idade falando nervosamente com um sotaque vagamente europeu se identificou como “João” e desabafou, em seguida, um segredo: ele sabia o funcionamento interno de um esquema de evasão fiscal de bilhões de dólares por seu empregador, uma empresa que estava na lista Fortune 500 (um ranking anual das maiores empresas dos EUA).

Lynam, um advogado tributarista expert em delatores corporativos, soube imediatamente que o nome ridiculamente falso era um sinal promissor.

As palavras que João pronunciou foram “eu trabalhei para esta empresa por um longo tempo e nós sempre fizemos a coisa certa”, ele balbuciou, ao mencionar coisas misteriosas como “eu tenho os documentos de trabalho de exercício fiscal” – documentos confidenciais que indicam que ele era um membro sênior da equipe de imposto da empresa.

Lynam descreveu o programa da Receita Federal especial, criado no final de 2006, a concessão das empresas denunciantes de 15 a 30 por cento de fraudes fiscais que totalizam, no mínimo, 2 milhões de dólares.

Em poucas horas, João tinha se transformado em um cliente potencialmente lucrativo para Lynam e Ferraro. Até o final de fevereiro 2011, ele tinha enviado por fax um acordo de fixação e concordou em ser representado por Lynam, que narrou a conversa telefônica em uma recente entrevista, mas se recusou a dizer o nome do homem, a empresa ou até mesmo sua nacionalidade.

Os delatores de alto nível são os mais novos jogadores do mundo milionário da evasão fiscal. O rombo dos impostos – o valor pelo qual as corporações americanas que sonegam seus impostos federais – é de 385 bihões de dólares, de acordo com as estimativas mais recentes da Receita Federal em 2006. Desde as transações financeiras multinacionais, das empresas de tecnologia, do ramo farmacêutico e até mesmo em empresas de menor porte, como as familiares, sobretudo, há membros dispostos a expor as manobras financeiras ilegais que acontecem nessas empresas.

Adivinhar quem são esses picaretas é um jogo cheio de riscos e decepções, mas que envolve promessas de prêmios astronômicos.

Lynam diz que as estratégias fiscais sofisticadas proliferam e as recompensas para pagar os sonegadores podem ser ainda maiores. “Acreditamos que o rombo dos impostos realmente está na casa dos trilhões de dólares, diz ele. “Se podemos encontrar questões multibilionárias de várias empresas que compõem a Fortune 500, o que acontece com as outras?”,completa.

Há agora muitos advogados – os quais colecionam clientes – que baseiam seus honorários em até 40% das recompensas dos informantes sobre as sociedades de impostos. “Temos clientes com reivindicações que delatam bilhões de dólares em impostos não pagos”, que não incluem as penalidades e os juros, diz Eric Havian, advogado da Phillips & Cohen, em San Francisco. “As multinacionais com operações em larga escala são aquelas onde você vê algumas das maiores fraudes fiscais.” Lynam diz que a Ferraro representa mais de 100 delatores com reclamações que alegam 120 bilhões de dólares em sonegação fiscal.

Lynam diz que um cliente na Costa Oeste, que trabalhou para uma pequena empresa farmacêutica, foi seguido por um carro por dias no ano passado, após a apresentação de uma reclamação alegando cerca de 5 milhões de dólares em sonegação de impostos por parte uma pequena empresa de controle familiar. O cliente pediu ao FBI para investigar o caso. “Há uma grande quantidade de armas de fogo lá fora, no noroeste do Pacífico, e esse homem se sentiu ameaçado fisicamente”, diz Lynam, acrescentando que o cliente mudou-se para outro estado.

“Algumas pessoas vão ficar muito ricas através deste processo”, diz Bryan Skarlatos, um advogado tributarista no Kostelanetz & Fink, em Nova York, que possui mais de 30 clientes caçadores de recompensas, que totaliza dezenas de bilhões de dólares.

O maior prêmio foi para Bradley Birkenfeld, um ex- banqueiro que admitiu ter contrabandeando diamantes em um tubo de pasta de dente em nome de um cliente americano, esquivando-se do imposto, mas, em seguida, voltou-se contra o banco suíço. Birkenfeld e passou quase três anos e meio em uma prisão federal por seu papel em ajudar os americanos a evitar impostos através de banco privado. Um mês depois que ele saiu, em agosto de 2012, recebeu um prêmio de 104 milhões de dólares da Receita Federal.

Os advogados tributaristas esperam receber pagamentos mais especiais, já que o programa só começou em dezembro de 2006 e muitas reivindicações estão a caminho. Eles dizem que, como a Receita Federal luta para expulsar os abusos fiscais das empresas, os delatores nos departamentos fiscais das empresas detêm a chave. Mas ainda não é o suficiente para levantar suspeitas ou provocar raiva e indignação moral.

“O fato de que as empresas estão se recusando a fornecer até mesmo os detalhes das declarações da Receita Federal, o que significa um terreno fértil para os delatores”, diz Havian. O motivo: ao omitir as declarações internas, as empresas estão emitindo um alerta de algo potencialmente agressivo que a Receita Federal não tem chance de descobrir, a não ser pelos documentos de planejamento fiscal que o delator guarda fielmente.

 © 2014, Newsweek.

Aumenta a busca dos orientais pela cirurgia de ocidentalização das pálpebras no Brasil

em Brasil/Saúde & Bem-estar/The São Paulo Times por

Carnaval e Copa do Mundo devem incentivar ainda mais os Orientais pela busca da Cirurgia de Ocidentalização das Pálpebras no Brasil.

A Cirurgia de Ocidentalização que já é popular entre os japoneses e coreanos estão em alta entre os chineses. Tudo em nome dos Olhos maiores com aparência ocidentalizada.

A Ocidentalização das Pálpebras tem sido nos últimos 50 anos, uma das cirurgias estéticas mais procuradas pela população jovem dos países orientais. É um verdadeiro modismo os filhos e netos de japoneses, coreanos e chineses optarem pela cirurgia de Ocidentalização das Pálpebras, por estarem insatisfeitos com o formato dos olhos. A pálpebra lisa é uma característica das pessoas originárias do Extremo Oriente.

O Brasil costuma receber um número considerável de turistas durante o Carnaval, por exemplo, no Rio de Janeiro, de acordo com a Secretaria Municipal de Turismo – RioTur, espera-se que 918 mil turistas visitem a cidade no período carnavalesco e aí estão incluídos os turistas estrangeiros. Um aumento de 2% em relação ao ano passado. A tendência é que esse número aumente na Copa do Mundo.

Como o Brasil é um país conhecido pelo sucesso de suas cirurgias plásticas e com tantos turistas estrangeiros circulando por aqui, é bem possível que muitos orientais façam essa cirurgia com conceituados cirurgiões brasileiros, como é o caso da renomada cirurgiã plástica Dra. Edith Horibe, PHD pela faculdade de medicina da USP, premiada internacionalmente e famosa por realizar esse procedimento estético.

Para se ter uma ideia da importância dessa cirurgia entre os orientais, a ocidentalização estética tem no Japão e na Coréia do Sul a popularidade da lipoaspiração no Brasil.

A doutora explica que a cirurgia de pálpebras é possivelmente a cirurgia que evidencia a maior diferença entre ocidentais e orientais. A pálpebra dos orientais difere na espessura da pele, posição da dobra palpebral e, posição dos cílios, já que os orientais sem as “dobrinhas” podem ter os cílios virados para baixo. A cirurgia de ocidentalização é uma das mais procuradas na Coréia do Sul.

Segundo informações do site Jezebel.com, uma em cada cinco mulheres sul coreanas já passaram por algum procedimento cirúrgico estético. A

intervenção mais popular é a de “ocidentalização”, em que as pálpebras são modificadas, para que o olho fique mais arredondado. As mulheres asiáticas costumam dizer que a aplicação de cosméticos nesta região resulta em melhor aparência estética.

Para a Dra. Edith, esta cirurgia além do uso estético, também tem a utilidade de correção. As pessoas que nascem sem as dobras nos olhos têm chances de desenvolverem problemas visuais com o decorrer do tempo, devido aos cílios que voltam para dentro dos olhos podendo causar úlcera de córnea, sendo muitas vezes necessária a intervenção cirúrgica.

A médica comenta que “a Ocidentalização das Pálpebras é uma das cirurgias plásticas mais procuradas não só pelos jovens dos países orientais, mas também por orientais que vivem no Brasil”.

A obsessão entre os orientais para ganhar o olhar ocidental é tanta que uma coreana chegou a obrigar a filha de 12 anos a fazer essa cirurgia plástica para ter o rosto ocidental. Lee Min-kyong é uma garota coreana de 12 anos que, apesar de ser uma ótima dançarina de balé, possui uma auto-estima baixa. A solução? Cirurgia plástica para ocidentalizar os olhos, sugerida pela sua própria mãe. “Estou animada. Depois da operação, meus olhos vão parecer maiores, acho que vou ficar mais bonita do que eu sou hoje”, acredita a menina. Sua mãe, Hyu Jang-hee, afirma que a ideia partiu dela mesma, e não de sua filha. “Estou mandando ela fazer isso, porque eu acho que vai ajudá-la. Essa é uma sociedade em que você tem que ser bonito para chegar a algum lugar. Ela é minha única filha”.

Segundo a médica, o procedimento visa preservar os traços orientais e construir o sulco palpebral superior (ausência de dobra na pálpebra superior), que geralmente fica 5 a 8mm da borda dos cílios, excesso de bolsas de gordura na pálpebra superior e epicanto medial (prega de pele na parte medial do olho).

A cirurgia consiste em retirar parte da gordura existente nas pálpebras superiores e, na maioria das vezes, também de uma tirinha fina de tecido muscular para eliminar o aspecto inchado, típico dos rostos orientais. Depois, é feita uma “dobrinha” em cima dos olhos. “Os ocidentais têm naturalmente uma pequena dobra na pálpebra superior, enquanto que 50% dos orientais não. A cirurgia faz a fixação da pele no músculo elevador da pálpebra e tarso, de modo a fazer a dobra e simular a pálpebra ocidental”, explica a cirurgiã plástica.

O olho oriental também costuma apresentar maior gordura nesta região em relação aos ocidentais, ficando assim com o conjunto ocular mais proeminente. “Na maioria dos casos, pode ser interessante retirar um pouco da gordura, mas o mais importante é fazer a dobrinha bem calculada”, diz a especialista. Segundo a Dra. Edith Horibe, é importante levar em consideração as características próprias da pele oriental, mais propensa à formação de cicatrizes em forma de quelóides.

É uma cirurgia rápida, de pouco mais de uma hora e não precisa de internação. Logo de imediato já se vê o resultado. Três dias depois começa a retirada dos pontos, que termina em cinco dias. Em uma semana ou um pouco mais, o paciente já pode levar uma vida normal.

“Para o conforto psicológico e físico, é comum a procura por esse tipo de procedimento, pois a cirurgia concede ao olhar mais luminosidade, olhos maiores, características comuns do olhar ocidental aumentando a autoestima”, finaliza a Dra. Edth Horibe.

Barack Obama promete o que é difícil cumprir

em Mundo/Política por

O presidente Barack Obama anunciou em janeiro a criação de cinco zonas em todo o país, onde o governo federal iria ajudar as comunidades atingidas,  gerando empregos e combatendo a pobreza. As cinco “zonas promise” estão localizadas em Los Angeles, Filadélfia, San Antonio, no sul do Kentucky e Choctaw Nation de Oklahoma. Elas são as primeiras de 20 áreas que Obama pretende criar, até o fim de sua presidência.

A iniciativa não seria canalizar dinheiro novo para as comunidades, mas iria emprestar às pequenas empresas “uma ajuda na redução da burocracia para ter acesso aos recursos existentes”, Obama anunciou (em outras palavras, cortes de impostos e medidas de desregulamentação que visam estimular o crescimento econômico e de emprego). “O seu país vai ajudar você a refazer a sua comunidade em nome de seus filhos.” O presidente mencionou pela primeira vez “Promessa Zones” em dezembro, durante um discurso sobre a desigualdade econômica, o que ele chamou de “o desafio definidor do nosso tempo.” Entre os muitos obstáculos para abordar a desigualdade, segundo ele, foi a crença de que o governo não pode fazer nada sobre isso. A história sugere o contrário, ele observou: “é o tempo de ação do Governo qu, novamente pode fazer uma enorme diferença no aumento de oportunidades e reforçar as escadas para a classe média.”

Na verdade, o governo muitas vezes reforça positivamente o curso da história americana, mas o plano de Obama para criar imposto mínimo e zonas de regulamentação mínima não é uma parte dessa história. O governo fez mais diferença quando sabiamente gastou em momentos históricos em que era mais prudente para expandir a política fiscal. Estamos mais uma vez em um desses momentos, mas Washington parece incapaz de libertar-se das garras de austeridade, a fim de fazer a coisa certa. Poderia ser mais oito anos antes da economia, pelos seus próprios meios, é forte o suficiente para recuperar todos os trabalhos reais perdidos no pânico financeiro de 2008, bem como os postos de trabalho em potencial que nunca foram realizados, de acordo com um novo relatório do Brookings Instituto . Isso é mais do que 7,4 milhões de postos de trabalho necessários e dezembro adicionou apenas 74.000 .

Ao mesmo tempo que estamos vivendo historicamente baixas taxas de tributação. Se o conceito de “Promise Zones” estavam corretas – que baixa tributação estimula o crescimento do negócio e contratação – então nós provavelmente não estariamos falando sobre a necessidade de estabelecer áreas privilegiadas de comércio.

Outro problema com a “promessa zonas” é a suposição de que as pequenas empresas podem gerar todos os empregos necessários. Obama pode ser um pouco perdoado, como todo mundo em Washington parece acreditar que as pequenas empresas são a resposta para tudo. Os fatos, no entanto, apontam para uma conclusão muito diferente.

De 1992 a 2010, as pequenas empresas – que empregam de 1 a até 500 trabalhadores – acrescentou apenas 105.000 empregos líquidos por trimestre, de acordo com um estudo de 2011 pelo Federal Reserve Bank de St. Louis. Além disso, muitos dos proprietários de pequenas empresas e empresários que, presumivelmente, são atraídos para as zonas já receberam ajuda federal. Um relatório de 2010 do Escritório de Advocacia da Administração de Pequenas Empresas descobriu que a maioria das pequenas empresas são empresas individuais, o que significa a isenção de impostos federais.

Além do mais, “promise zonas” não são novas. A idéia existe desde o final da década de 1960, tempo suficiente para saber que elas não funcionam, diz Bruce Bartlett, um economista que trabalhou na administração Reagan. Por um lado, os empresários movem suas preocupações existentes de fora para dentro das zonas, aproveitando incentivos fiscais, mas não a criação de novos empregos. Além disso, Bartlett disse, essas zonas empresariais não abordam se as empresas não estão investindo em áreas pobres. Não tem nada a ver com impostos, disse Bartlett. Áreas pobres “não têm uma força de trabalho educada, transporte e uma população local com poder de compra.”

O poder de compra é fundamental para compreender corretamente a Grande Recessão. Os americanos não estão ganhando o suficiente para comprar as coisas que as empresas vendem, para as empresas que não vão contratar pessoas, não importa quão baixo os seus impostos possa ser. As zonas empresariais de Obama são, portanto, equivocadas antes mesmo de terem começado, porque se concentram em impostos, e não salários. As zonas empresariais mais importantes levantam os salários, por meio de decreto, dos norte-americanos que trabalham para empresas com contratos federais. O presidente se comprometeu a fazer isso. Além de aprovação no Congresso de um aumento do salário mínimo, isso iria aumentar a demanda e impulsionar a economia.

Melhor ainda seria dobrar os impostos sobre ganhos de capital e usar a receita para pesquisa e reconstrução de infraestrutura. Ele, obviamente, precisa de aprovação do Congresso, o que é improvável. Mas por que o presidente decidiu lançar por iniciativa de tal mérito marginal? Meu medo é que Obama não pode imaginar uma alternativa viável. Durante seu discurso sobre desigualdade, Obama expressou uma visão surpreendentemente estreita do que é possível com o governo quando ele nos lembrou que não importa o quão politicamente progressista você é, você “ainda tem que se preocupar com a competitividade e produtividade e confiança nos negócios que estimula o investimento do setor privado.”

O que isso significa para milhões de americanos desempregados há tanto tempo que as empresas não vão dar seus currículos um olhar honesto? “No início deste ano, eu desafiei CEOs de algumas das melhores empresas da América para dar a esses americanos uma chance justa”, disse ele. Essa é outra maneira do governo dizer, mesmo sob os bem-intencionados democratas, que não podem fazer muito sobre isso.

© IBTimes, 2014.

Crômicas: Zana se foi

em Coluna por
CarlosCastelo

ZANA SE FOI

A rata Zana morreu. Meu filho foi o contemplado num sorteio da escola e a trouxe para casa numa caixinha de papelão. No começo se encantou por ela. O tempo foi passando, a paixão cedeu e sobrou pra mim e pra esposa.Semanas depois a esposa ficou grávida, não era recomendável tocar nesse tipo de animal em estado interessante, e sobrou pra mim.

Confesso não ter gostado de, todo dia, ter de lhe dar comida, trocar a água e colocar objetos que ela pudesse roer. Além disso era preciso trocar a palha da gaiola e colocar um pozinho-banho regularmente.

Inicialmente fazia as tarefas sem se sequer olhar pra ela. Mas depois comecei a perceber que, quando eu entrava em seu ambiente, Zana ficava de pé e esfregava as patinhas. Parecia feliz ao me ver.

Depois de alguns meses reagia do mesmo modo, mas só ouvindo minha voz. Começamos a conversar. Ela sempre muito calada, mas eu comecei até a fazer desabafos. Os vizinhos deviam achar que eu era catatônico. Era entrar na área de serviço e já começava a parlamentar com a roedora em voz alta.

Zana acabou tornando-se uma espécie de Carlos Castelo em forma de esquilo da Mongólia. E eu, uma espécie de Zana humano.

Espero que não me tomem por um abjeto zoófilo, mas não tenho vergonha de dizer que ela me conquistou.

Neste fim de semana deixei-a agonizante na gaiola e viajei pro Nordeste. Ficava toda hora no whatsapp perguntando à minha mulher se ela tinha apresentado alguma melhora. Mas ela não se recuperou.

Hoje vi a gaiola vazia e tive de pensar no ministro Mantega pelado pra não me emocionar na frente de minha filha.

É a prova de que o amor é tudo. Até quando você se afeiçoa por uma rata qualquer.

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Carlos Castelo. Escritor, letrista, redator de propaganda e um dos criadores do grupo de humor musical Língua de Trapo. © 2013.

Cientistas descobrem área exclusiva do cérebro humano

em Educação e Comportamento por

O que separa o homem do macaco? Alguns pesquisadores acham que encontraram uma característica fundamental que é exclusiva do Homo-sapiens: uma área do cérebro que parece não existir em outros primatas.

“Nós tendemos a pensar que ser capaz de planejar o futuro, ser flexível na nossa abordagem e aprender com os outros são coisas que são particularmente impressionantes nos seres humanos”, declara o psicólogo experimental, Matthew Rushwort, de Oxford. “Nós identificamos uma área do cérebro que parece ser exclusivamente humana e é provável que tenha algo a ver com esses poderes cognitivos.”

Rushworth e seus colegas compararam imagens do cérebro de 25 adultos humanos com as imagens do cérebro de 25 macacos.

“O cérebro é um mosaico de áreas interligadas”, diz Rushworth. “Queríamos olhar para esta importante região da parte frontal do cérebro e ver quantas telhas existem e onde elas são colocadas. Também olhamos para as conexões em cada telha, como elas estão ligadas ao resto do cérebro, como é que estas ligações determinam a informação que pode atingir a parte componente e a influência que a peça pode ter em outras regiões do cérebro”, explica.

Descobriu-se que uma dessas “telhas” na varredura do cérebro parece totalmente humana. Uma determinada área no córtex frontal, chamada de córtex pré-frontal do polo frontal-lateral, parece não ter equivalência no macaco. Isso é particularmente interessante porque a região que circunda o cérebro é pensada para ser envolvida numa vasta gama de funções cognitivas. Os danos no córtex frontal ventrolateral afeta a capacidade de linguagem e a região do cérebro também está relacionada com vários distúrbios psiquiátricos.

As comparações dos scans cerebrais humanos e dos macacos também revelaram outras diferenças mais sutis nesta região do cérebro. A maneira que o córtex frontal ventrolateral interage com outras áreas do cérebro associadas à audição difere entre humanos e macacos, segundo os pesquisadores.

“Isso pode explicar por que o desempenho dos macacos foi muito ruim em algumas tarefas auditivas e pode sugerir que os seres humanos usam a informação auditiva de uma maneira diferente na tomada de decisões e na seleção de ações”, disse o coautor, Franz- Xaver Neubert, em um comunicado.

Em fevereiro de 2013, uma equipe de pesquisadores encontrou duas redes funcionais no córtex humano que reage aos estímulos visuais. Essa mesma equipe também encontrou uma rede de conexões que era exclusiva dos macacos.

“As estruturas cerebrais que são únicas em seres humanos são anatomicamente ausentes no macaco e não há outras estruturas do cérebro do macaco que tenham uma função análoga”, diz o pesquisador, Wim Vanduffel, da Harvard Medical School. “Nossas únicas áreas do cérebro são primariamente localizadas no alto, na parte de trás e na parte da frente do córtex e são, provavelmente, relacionadas com as capacidades cognitivas humanas específicas, tais como a inteligência humana”, finaliza.

© IBTimes, 2014.

Por que os americanos dizem “você sabe” com tanta frequência?

em Cultura e Entretenimento/Educação e Comportamento/News & Trends por

Na noite de 17 de janeiro, em Hollywood, o magnata do filme Harvey Weinstein apareceu como convidado no Piers Morgan ao vivo na CNN para discutir seu plano de fazer um filme que vai atacar a National Rifle Association e para responder às acusações de que seus filmes retratam a Igreja Católica de forma negativa. Enquanto a maioria da audiência provavelmente era focada no conteúdo das respostas da Weinstein, um segmento menor da audiência pode ter sido alarmada (ou aborrecida ou se divertido) pelo produtor de filmes usar a frase sem sentido “você sabe”, em seu discurso. Na verdade, Weinstein usou esse termo colossal 84 vezes durante a transmissão.

Os linguistas chamam as interjeições: “você sabe”, “como”, “hum”, “eu quero dizer” e uma infinidade de outros como enchimento ou partículas de discurso – isto é, um dispositivo do inconsciente, que serve como uma pausa no meio de uma frase para o orador reunir seus pensamentos e manter a atenção do ouvinte. No entanto, parece que tais cargas – que têm valor gramatical ou no mínimo lexical – se infiltraram nas conversas diárias, a tal ponto que eles ameaçam danificar ainda mais a beleza, o poder e a eficácia da comunicação verbal.

“Usar este tipo de linguagem em demasia faz a oração soar um pouco nervosa ou despreparada”, escreveu Heather Froehlich no Examiner. “Alguém que usa enchimentos sai mais informal do que o pretendido, criando uma dissonância.” Geralmente, as pessoas mais jovens – cujo domínio de suas próprias línguas ainda estão evoluindo -tendem a usar o peso dessas palavras mais do que as pessoas antigas, sem muita recriminação. Mas, entre os adultos, o uso excessivo não só irrita o ouvinte, mas às vezes indica uma falta de inteligência ou de confiança ou sofisticação ou eloqüência ou criatividade.

“Não há uma razão para [o uso de cargas], mas o nervosismo é certamente uma razão, que anda de mãos dadas com a falta de confiança”, disse o Dr. Lance Strate, professor de estudos da comunicação e da mídia e presidente adjunto para estudos de graduação na Universidade de Fordham, em Nova York. “A indecisão pode ser uma razão diferente, não apenas como uma expressão de hesitação, mas como um meio de preencher o” ar morto “, proporcionando aos indivíduos um momento para pensar sobre o que eles vão dizer em seguida. Por essa razão, os enchimentos são, por vezes, uma indicação de que a pessoa está mentindo, mas só às vezes, e isso só pode ser avaliado como parte de um contexto maior, e em conjunto com outros sinais não-verbais. “

Dr. Stephen Croucher, atualmente professor de Comunicação Intercultural da Universidade de Jyväskylä, na Finlândia, que estudou tais comportamentos da fala, estima que o uso de enchimento tem aumentado ao longo dos últimos 30 anos.

Mas Mark J. Fox, professor de comunicação da Universidade de Elon em Elon, NC, acredita que as habilidades de língua estão em sério declínio neste país e em outros lugares. Como as pessoas desenvolvem um padrão de fala ao longo do tempo – e, a menos que faça um esforço concentrado para evitá-los – as palavras de enchimento se tornam “normal, a tal ponto que eles nem sequer sabem que estão usando. “Eu pedi aos alunos muitas vezes,” Você sabia que disse “hum” no início de cada frase?

“Quase sempre, eles admitem que não sabiam disso. Até eu apontar para eles”.

Claro que, em uma sociedade cada vez mais dominado por mídias sociais e mensagens de texto, a brevidade (ou seja, termos como “lol” e “omg”) fique popular e até mesmo valorizado como um método rápido e fácil de comunicações instantâneas. Para eles, “você sabe” se tornou uma parte aceita da fala cotidiana.

Além disso, não é só o jovem que se entregam a enchimentos – muitos adultos americanos e figuras públicas proeminentes costumam usá-los muitas vezes, até em excesso. O ex-presidente Ronald Reagan (ou seja, o grande comunicador) foi amplamente ridicularizado muitas vezes respondendo as perguntas com o enchimento cada vez mais popular: o tal de “Bem…”

“[Reagan] foi capaz de falar com fluência, quando ele estava lendo um teleprompter, mas quando ele realizou uma conferência de imprensa e chegou a hora das perguntas e respostas, seus usos de cargas dispararam”, disse Strate. “Muitas vezes, ele iria responder a uma pergunta, começando com “bem”, que mais uma vez deu-lhe tempo para pensar sobre o que ia dizer.”

No outro extremo do espectro político, Caroline Kennedy, filha do presidente John F. Kennedy e o atual embaixador dos EUA no Japão, pode ser considerada  a “campeã de enchimento.” Em uma entrevista com o New York Times em dezembro de 2008 (enquanto ela estava pensando em execução para o Senado), Caroline Kennedy usou o  “você sabe” espantosamente 142 vezes em uma entrevista de 30 minutos.

Essa entrevista infame, com o Times Nicholas Confessore e David M. Halbfinger, incluiu o seguinte trecho incompreensível de verbosidade de Caroline: “Então eu acho que, em muitos aspectos, você sabe, nós queremos ter todos os tipos de vozes diferentes, você sabe, representar-nos, e eu acho que eu trago para o que for, você sabe, a minha experiência como mãe, como mulher, como advogada, você sabe, eu fui uma ativista da educação nos últimos seis anos, e você sabe, eu escrevi sete livros – dois na Constituição, dois na política americana. Então, obviamente, você sabe, nós temos diferentes pontos fortes e fracos.” As esperanças de Caroline por uma cadeira no Senado nunca chegaram a ser concretizadas.

O atual ocupante da Casa Branca, Barack Obama, também está encantado com enchimentos, embora não na medida da Caroline Kennedy. Obama e Kennedy são pessoas altamente educadas que alcançaram grande sucesso -, no entanto, suas habilidades de falar em público deixam muito a desejar. Nesta entrevista com Chris Cuomo da CNN em agosto de 2013, em duas partes Obama usou “você sabe” (ambos no início de uma frase e em outros lugares) 29 vezes.

Em outra entrevista com George Stephanopoulos do ABC em março de 2013, Obama usou “você sabe” nada menos do que 43 vezes, incluindo quatro vezes em um parágrafo.

Então, por que existe essa prática de usar interjeições sem sentido e pausas verbais – mesmo entre pessoas bem-educadas e poderosas – tornou tão difundido? E é realmente considerado um “problema”?

Strate não acha que o uso de preenchedores explicita necessariamente uma sentença de morte para as competências linguísticas e de comunicação. Ele explicou que os enchimentos são uma forma de “paralinguagem”, a dimensão não-verbal de expressão, e que toda a língua falada tem a sua própria paralinguagem acompanhando – na verdade, os dois são inseparáveis. Além disso, a “utilização de cargas no discurso é perfeitamente normal e bastante comum, e o grau em que eles são usados ​​hoje  em dia  não é provavelmente diferente do que na medida que as pessoas usavam no passado”, disse ele em uma entrevista. “Não é a freqüência com que se muda tanto quanto as próprias cargas reais, de modo que ‘sabe’ e ‘como’ se tornaram muito mais comum ao longo das últimas décadas do que eram no passado.”

© 2014, Newsweek.

Número de turistas estrangeiros no Brasil subiu acima da média mundial

em Brasil/Educação e Comportamento/The São Paulo Times por

Enquanto o turismo cresceu 5% no mundo, os destinos brasileiros registraram aumento de 6% em 2013. O número foi também praticamente o triplo dos 2% verificados na média dos demais países da América do Sul.

O aumento no número de turistas estrangeiros no Brasil em 2013 superou a média do crescimento mundial e foi quase três vezes maior que a alta verificada nos demais países da América do Sul. Enquanto o total de estrangeiros que fazem turismo registrou alta de 5% no ano passado, conforme dados da WTO (Organização Mundial do Turismo, na sigla em inglês), no Brasil esse índice foi de 6%, conforme dados preliminares da Embratur (Instituto Brasileiro do Turismo), com o ingresso de pelo menos 6 milhões de turistas estrangeiros.

Ainda de acordo com os dados da WTO, o aumento no número de turistas estrangeiros no Brasil foi praticamente o triplo dos 2% verificados na média dos demais países da América do Sul, região onde Brasil e Argentina são os principais receptores de turistas estrangeiros. “No caso do Brasil, o bom desempenho de 2013 foi influenciado pela Jornada Mundial da Juventude, Copa das Confederações e pela maior exposição do país no cenário internacional em função de grandes eventos como a Copa do Mundo, que começa em junho próximo, e das Olímpiadas de 2016 no Rio de Janeiro”, explicou o presidente da Embratur, Flávio Dino.

“O resultado do ano passado mostra que o governo da presidenta Dilma caminha na direção certa da preparação dos megaeventos, garantindo uma boa imagem do país no exterior”, avalia Dino. “É isso que temos mostrado em campanhas publicitárias, ações de relações públicas e nos eventos de promoção realizados nos principais emissores como América Latina, Europa e Estados Unidos”. Segundo ele, a meta para esse é, aproveitando essa maior exposição do Brasil, atingir 7 milhões de turistas estrangeiros.

Embratur realizou, em média, um evento por dia em 2013

O ano de 2013 foi de grande exposição para a imagem do Brasil. Os grandes eventos que o país sediou proporcionaram que os destinos brasileiros tivessem destaque nos principais meios de comunicação do mundo. Para a promoção turística do país não foi diferente. “Este foi um ano de intensificação de ações de divulgação no mercado internacional”, comentou Dino. A Embratur realizou 187 ações em 2013. Considerando que a maioria dos eventos teve, no mínimo, dois dias de duração, o mundo recebeu ações de divulgação do Brasil em todos os dias do ano.

Para 2014, além das edições do Goal to Brasil – relacionadas à Copa do Mundo, a Embratur terá um planejamento mais preciso de suas ações em 2014. “No planejamento da Embratur, pudemos identificar precisamente as potencialidades de cada mercado e pudemos fazer um ajuste fino dos eventos programados para o próximo ano”, disse a diretora de Mercados Internacionais da Embratur, Leila Holsbach. O planejamento de 2014 foi baseado em dados como atual emissão de turistas para o Brasil, conectividade aérea e potencial imediato de crescimento. “Temos muito mais precisão para definir que tipo de eventos realizar em cada mercado.

A escassez de mulheres e ideias nos conflitos na Síria

em Geral/Mundo/News & Trends por

Fora do Palácio das Nações, da sede da ONU em Genebra, onde a guerra síria estava sendo debatida, os manifestantes seguravam cartazes que diziam “seu silêncio está matando crianças”.

A guerra que já dura três anos é considerada um “desastre abrangente”, nas palavras do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon. As conversas em Genebra são o início de um longo processo, os diplomatas insistiram, citando os exemplos das negociações de paz entre a Bósnia e a Irlanda do Norte.

O processo teve início na cidade à beira do lago de Montreux, que tem mais a ver com os entusiastas do jazz do que com mediadores que tentam parar uma guerra. Isso porque a cidade de Genebra hospedava uma convenção de relógios de pulso e todos os quartos do hotel estavam ocupados.

Os ministros do governo chegaram com equipes de assessores de ternos escuros, consultores chamativos e peritos em mídia.

No caminho até a conferência, os representantes do governo sírio ficaram presos em Atenas para o reabastecimento da aeronave que os transportavam. Alguns membros da oposição não compareceram e outros chegaram atrasados, causando pânico aos diplomatas das Nações Unidas.

Montreux foi mal preparada para a onda de diplomatas. Houve escassez dos quartos do hotel. A rede Wi-Fi estava sobrecarregada e caiu. Até os telefones celulares muitas vezes não funcionaram.

Os representantes mais sortudos foram alojados sob um forte esquema de segurança, no luxuoso Hotel Fairmont com vista para o lago. Já os que não contavam com tanta sorte, pois haviam chegado atrasados, incluindo a oposição síria, foram transportados para a cidade vizinha de Lausanne, e hospedados em um hotel onde eles tinham que fazer seu próprio café.

Houve muita troca de informações nos corredores, nos jardins perto do hotel Fairmount e fora dele, onde os ministros das Relações Exteriores realizaram reuniões privadas com os representantes.

O secretário de Estado dos EUA, John Kerry, fez um apelo e declarou que “o direito de liderar um país não vem por meio da tortura, das bombas e mísseis” – e pediu a remoção do presidente sírio, Bashar Al–Assad.

O ministro William Hague, da Grã-Bretanha, cujo governo já deu 330 mil dólares para incentivar mais mulheres a serem intermediadoras nas negociações e que está lançando uma iniciativa para prevenir a violência contra as mulheres em tempos de guerra – fez um esforço especial para atender em particular as mulheres sírias ativistas e convidou-as para novas negociações, em Londres.

A falta de mulheres foi um dos principais pontos de discussão nos bastidores. A oposição síria tinha apenas duas mulheres de um total de 15 negociadores – Rima Flihan e Suhair Atassi.

Bouthaina Shaaban – veterana política e assessora de imprensa – é a mulher mais visível a negociar em nome do governo sírio. Sua mensagem ao longo das negociações foi que Kerry não tinha o direito de dizer ao povo sírio quem pode ou não ser o seu líder e que a verdadeira questão não era Assad, mas os combatentes terroristas.

Mas Hague estava interessado em alcançar as mulheres que são do povo. Ele explicou que as mulheres carregam o fardo de manter as famílias juntas durante o conflito e que é preciso haver um “papel mais formal durante as negociações para as mulheres que não estão alinhadas com qualquer uma das partes no conflito, mas que representam a sociedade síria como um todo”

“Algumas vezes você se encontra com mulheres corajosas que estão trabalhando a nível local para unir as comunidades dilaceradas pela guerra, mas que são invisíveis quando se trata de tomar decisões políticas sobre o futuro da sociedade”, conclui o ministro.

As conversas em Montreux terminaram com uma nota baixa. Mas a conversa não havia terminado.

Após o café da manhã na quinta-feira, 23 de janeiro – um dia livre para os negociadores – podia-se ouvir os helicópteros transportando Ban e Kerry através das montanhas cobertas de neve para um exercício mental completamente diferente.

Os helicópteros desembarcaram em Davos, para o Fórum Econômico Mundial, que ocorreu ao mesmo tempo que as negociações da Síria, colocando muitos dos estadistas mais ambiciosos em um dilema sobre como estar em dois lugares ao mesmo tempo.

Dentre os indivíduos famosos que desembarcaram na remota vila suíça, estavam o presidente iraniano Hassan Rouhani, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, o primeiro-ministro britânico, David Cameron, o ex- secretário-geral da ONU, Kofi Annan, e a presidente do Brasil, Dilma Rousseff, o fundador da Microsoft, Bill Gates, e o cantor Bono Vox.

Mas, enquanto as conversas em Davos prosseguiam, os sírios – governo e oposição –e o enviado especial da ONU, Lakhdar Brahimi, um mediador argelino veterano, deslocaram-se para Genebra a fim de continuar as negociações sírias. Brahimi lutou até mesmo para conseguir que ambos os governos sentassem juntos e respondessem às perguntas difíceis sobre a libertação de prisioneiros e ajuda humanitária.

Homs, uma cidade esqueleto e assolada pela fome rapidamente tornou-se o ponto central da questão humanitária. Alguns diplomatas disseram que isso é porque ela é “mais fácil de manusear” do que a cidade de Aleppo, que é em grande parte controlada por islamistas.

Foi um pequeno começo. “Todo mundo veio aqui esperando muito pouco”, disse um diplomata ocidental. “Mas eu tenho que dizer: este é um trabalho mais difícil do que eu imaginava”, declara.

Enquanto a agenda política continua a ser o foco essencial das conversas, o progresso em direção a um acordo está diretamente ligado à crise humanitária. Civis morrem de fome porque as rotas humanitárias trazendo comida e suprimentos são regularmente bloqueadas por ordens do governo, além da paralisação das escolas por completo.

“As pessoas estão morrendo de fome”, disse Rafif Jouejati, um delegado que também dirige uma organização não governamental. “É uma tragédia termos que negociar até sobre a ajuda humanitária dentro da Síria“, diz.

O número de vítimas na população civil da Síria é imenso. Em todo o país, as pessoas passam por extrema necessidade. Mesmo quando as negociações estavam em curso em Montreux e Genebra, as pessoas em Yarmouk, um bairro sitiado em Damasco, teve dificuldades para encontrar produtos simples, como pão e óleo. Os ativistas locais relatam que cerca de 50 pessoas morreram de fome nas últimas semanas.

Enquanto as negociações continuaram, os ativistas dentro da Síria informaram que as áreas como Douma, Zabadani e Daraya estavam sendo bombardeadas. As metas não são apenas os combatentes militares, mas os civis que se alinham em padarias, nas unidades de saúde e em escolas.

Não existem lacunas somente entre o governo sírio e a oposição síria, mas também entre os membros da própria oposição. A oposição é muito fragmentada e os membros de vários grupos não comparecem em Montreux ou, os que foram, chegaram atrasados.

Para muitos em Montreux, a visão mais deprimente foi as cadeiras vazias reservadas para figuras-chave no conflito que não estavam presentes – ao invés daqueles que compareceram.

Assad também não foi à Montreux, bem como os representantes de alto nível de suas forças armadas, a Defesa Nacional, e, claro, os representantes do Irã, que foram desconvidados pela ONU.

A discussão de formar um governo de transição, a base do primeiro conjunto de negociações de paz, chamada Genebra I, foi ofuscada pela realidade que a Síria está sendo desmembrada, perdendo 130 mil pessoas até o momento.

Ghanem, acredita que uma questão importante que deveria ter sido abordada foi o levantamento das sanções econômicas sobre a Síria, que estão afetando diretamente a vida cotidiana e levando as pessoas as sofrimento.

“A verdadeira questão é como as pessoas estão sobrevivendo diariamente”, diz ela. “Com o produto interno bruto reduzido, comunicações  e a importação e exportação reduzidsa, torna-se impossível viver”, Ghanem conclui.

Ghanem estima que 50 a 60 por cento das pessoas perderam seus empregos por causa dos conflitos. “De certa forma, as pessoas estão sendo punidas pela comunidade internacional.” Ela explicou que mesmo um frango ou pão eram extremamente caros para as pessoas comuns. “As crianças estão morrendo de frio, porque não há combustível”, comenta. O que as pessoas querem, diz ela, é “liberdade e um Estado democrático”.

Mas quando questionada se isso significava a remoção de Assad, ela reflete.

A partir de suas próprias conversas privadas, Ghanem afirma que Assad ainda tem uma base de poder, especialmente entre as minorias que estão preocupadas com a alternativa que eles temem – um Estado islâmico.

“Nem todo mundo quer ver Assad sair”, acrescenta Ghanem calmamente.

© Newsweek, 2014.

Stand Up Crônicas: Este texto tem revelações bombásticas, leiam antes que tirem do ar

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ESTE TEXTO TEM REVELAÇÕES BOMBÁSTICAS, LEIAM ANTES QUE TIREM DO AR.

Todos vimos, no ano passado, que o presidente Obama espiona cada pessoa do mundo, pelas redes sociais, telefones, etc. E espionando a todos, ele teve acesso a informações que você não vai acreditar. Muitos vão dizer que é teoria da conspiração, mas é exatamente isso que querem que você pense.

O Bob Esponja é gay e, agora que o casamento entre homossexuais foi liberado nos EUA, ele casou com o Telettubie Roxo numa cerimônia secreta.

Na cerimônia estavam presentes diversas celebridades, como o sósia do Paul McCartney – já que o original morreu num acidente ainda durante o auge dos Beatles. O evento também contou com as presenças de Elvis Presley e Michael Jackson – que não morreram, foi tudo encanação para virarem mitos da indústria da música e venderem mais discos. Ambos, alías, foram vistos jogando uma partida de peteca com Ulisses Guimarães numa pequena ilha do Atlântico.

Repito: continuem lendo este texto até o final, antes que o Facebook se torne pago e utilize todas as suas fotos. Foi confirmado também que a AIDS foi criada em laboratório, como forma de impulsionar financeiramente a indústria de remédios. O vírus original foi trazido da Lua – quer dizer, de um estúdio de televisão onde foi criada a farsa, pois o homem nunca esteve de fato na Lua. Já a gripe suína veio do Parque Antártica mesmo.

Apesar de o homem nunca ter visitado a Lua, a Terra já foi visitada por seres extra-terrestres. O governo dos Estados Unidos inclusive detém os cadáveres de alguns ETs em segredo – que estavam indo para Varginha, mas erraram o caminho das Índias e foram parar bem nas instalações do Pentágono, onde foram capturados e torturados até a morte. Além de ruins de caminho, esses ETs eram bastante azarados.

Falando em seres de outro planeta, o Neymar é um extra-terrestre infiltrado. Sua aparência insólita e seus dribles desconcertantes são impossíveis de serem criados por um mero ser humano. Assim que chegou à Terra, Neymar foi contratado pela NASA para ser usado como arma para acabar com o comunismo no mundo. Enquanto a gente fica comentando sobre seus dribles, seus penteados e sua fortuna, os americanos exercem sua dominação em nossas cabeças com mensagens subliminares nas caixinhas de Sucrilhos Kellogs.

Outra coisa que você tinha como certa era que o Titanic naufragou, certo? Errado. O Titanic nunca afundou. Na verdade, os americanos afundaram uma réplica barata, de olho na grana do seguro. Da mesma maneira que a seleção brasileira não naufragou em terras francesas em 1998. Houve sim um acordo de cavalheiros no qual o Brasil entregava a Copa de 98 em troca da Copa de 2002 e mais alguns cookies com gotas de chocolate – que mais tarde se revelaram o pontapé inicial para o excesso de peso do craque Ronaldo.

Mas o mais absurdo mesmo vem agora. Se você tiver problemas cardíacos ou não suportar fortes emoções, pare de ler aqui. O que vou revelar é muito surpreendente: não foi à toa que o Anderson Silva perdeu duas lutas para o Chris Weidman. Ele só perdeu porque é negro e o chefe do MMA é o Dana White.

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 José Luiz Martins. Humorista, publicitário e roteirista. Sócio da empresa Pé da Letra, de criação e produção de conteúdo. © 2013.

A sexta revolução e a ética

em Brasil/Cultura e Entretenimento por

Entre suas muitas contribuições aos saberes e à educação, o professor William Saad Hossne se destaca pela militância espinhosa numa área polêmica, embora estratégica para a própria evolução da sociedade. Ao optar pela bioética, ele mergulhou num campo transdisciplinar que envolve a biologia, as ciências da saúde, a filosofia e o direito. Com essa sólida base, a bioética estuda a dimensão ética dos modos de tratar a vida humana e animal, em pesquisas científicas e suas aplicações. Em outras palavras, busca aliar uma perspectiva humanista aos avanços tecnológicos na área da saúde, entre os quais despontam temas delicados – e ainda não consensuais -, como clonagem, fertilização in vitro, transgênicos, pesquisas com células-tronco e outros.

A questão da ética na pesquisa científica com humanos ganhou relevância após a 2ª Grande Guerra, quando vieram à luz os sombrios experimentos realizados nos laboratórios nazistas. Ciclicamente o tema volta ao debate, pois, como ensina o nosso mestre emérito, cada salto da ciência cria problemas éticos, que não podem ser resolvidos só por cientistas de uma área. É necessário chamar as outras disciplinas para criar um balizamento ético. Se não tomarmos esse cuidado, a sociedade pode se autodestruir.

Recorrendo à generosa partilha de ideias, que o professor Saad promoveu ao longo dos seus bem vividos 86 anos, sabemos que no século 20 aconteceram pelo menos cinco revoluções: a atômica, a molecular, a das comunicações, a do espaço sideral e a da nanotecnologia. Agora se anuncia uma nova revolução, resultante da integração das anteriores, intimamente associadas no que se pode chamar de tecnociência. Isto significa que ambas se potencializam. Os sinais da sexta revolução estão aí, no dia a dia, e não são difíceis de perceber por um olhar mais atento. A ética da sexta revolução herdará algumas características da bioética, a qual implica a existência de liberdade para a opção de valores. Coação, coerção, sedução, exploração, manipulação ou qualquer mecanismo de inibição a essa liberdade são fraudes incompatíveis com o exercício ético.

 O exercício da bioética, como ainda ensina o mestre, exige condições que vão além da liberdade e se consubstanciam em características que permitem a resolução de conflitos que inevitavelmente acompanham os avanços da ciência. São elas, basicamente, valores que sempre pautaram as grandes conquistas da humanidade: humildade, grandeza, prudência e solidariedade. “Como referencial, a solidariedade se articula com os demais referenciais da bioética: autonomia, justiça, equidade, vulnerabilidade, não maleficência, beneficência, prudência(phronesis e sophrosyne), alteridade, responsabilidade, altruísmo, indicou Saad em trabalho publicado na revista BioEthikos.

Seus escritos mostram que ele também gosta de filosofar. Assim, pergunta; o que faremos com tanto poder? E ele mesmo se corrige: ou melhor, o que faremos nós mesmos? Cita o filósofo inglês Eric Hobsbawn, no livro _Tempos interessantes_, lembrando que o mundo não vai melhorar sozinho. Mas certamente melhorará – e muito – se contar com a ajuda de homens da qualidade do professor William Saad Hossne.

Ruy Martins Altenfelder Silva é presidente do Conselho de Administração do CIEE e da Academia Paulista de Letras Jurídicas.

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