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Brasil/News & Trends

Carro de 139 mil reais foi comprado com Bitcoin na concessionária usando novo terminal de pagamento

O bitcoin está cada vez mais se fazendo presente na vida das pessoas e se consolidando como moeda no mundo real. Agora uma nova tecnologia permite que ele seja usado de forma mais prática para transações comerciais do dia a dia. Desta vez, uma transação de venda de um carro foi realizada através de um terminal de venda que aceita bitcoins, o que representa uma revolução.

Através da tecnologia da Digital Money, que está instalando terminais em comércios estratégicos em todo o Brasil, foi possível efetuar na Belloscar, maior loja de seminovos de Curitiba, a venda de um veículo avaliado em 139 mil Reais, onde o cliente usou sua carteira bitcoin para pagar e o vendedor recebeu o equivalente em Reais, tudo de forma imediata.

Segundo a Digital Money, responsável pelos terminais de pagamento, isto é apenas o começo: “o DM Pay (terminal de processamento de pagamento) representa uma revolução. Queremos fazer com que as criptomoedas se tornem parte do cotidiano das pessoas, possibilitando que elas paguem com criptomoedas mas os estabelecimentos recebam em reais. Isso elimina qualquer barreira que poderia fazer com que um estabelecimento não aceite criptmoedas.  Estamos em fase de testes dos terminais DM-Pay, operando com os nossos parceiros comerciais. As máquinas tem taxa zero, não pagam aluguel, rodam sistema Android, funcionam por NFC ou QR Code e o recebimento é instantâneo, seja em Reais ou Bitcoins”.

A Digital Money lançou em seu site uma fila de espera para comerciantes que desejam ter um terminal de pagamentos com Bitcoin em seus estabelecimentos, em www.dmpay.io

 

News & Trends

Jovem internada por dependência da internet completa um mês de tratamento

em Educação e Comportamento/Saúde & Bem-estar por

Apesar dos sinais de recuperação, Lucélia ainda não se sente preparada para enfrentar o mundo real.

Agora, sem tremor nas mãos, pela sensação imaginária de estar carregando um celular, Lucélia Cristina Paes, de 26 anos, segue, com sucesso, o tratamento contra a dependência da internet, no Centro Terapêutico Araçoiaba, em Araçoiaba da Serra (SP).

Há um mês internada na clínica especializada, a jovem já consegue compreender a gravidade de seu problema e admite que precisa de mais tempo para se fortalecer, física e psicologicamente, antes de receber alta do tratamento. Os sintomas de depressão e baixa autoestima já não fazem mais parte do cotidiano da jovem, que, hoje, refaz seu circulo de amigos, substituindo os virtuais pelos reais.

Mesmo precisando de remédios e vitaminas para conseguir dormir e se alimentar adequadamente, Lucélia já perdeu a impressão de ter constantemente, nas mãos ou nos bolsos, um telefone celular. “Nos primeiros dias do tratamento, eu ainda sentia o celular vibrando”, revela. De acordo com a psicóloga do Centro Terapêutico Araçoiaba, Ana Leda Bella, que acompanha o tratamento da jovem, os sinais de recuperação apresentados por Lucélia são positivos. “Quando chegou à clínica, ela tremia muito as mãos e não podia ver um celular, que tinha calafrio. Agora, com a compreensão sobre o problema e a aceitação do tratamento, é possível verificar sinais claros de melhora”, comenta.

Conforme contou a jovem, o fim do casamento abriu as portas para que ela entrasse, definitivamente, no mundo virtual, de que tinha acesso, primeiramente, pelo computador e, após, pela tela de um smartphone.

“Eu e meu marido brigávamos para ver quem ficaria no computador. Ele viu que eu não dava mais atenção nem para meus filhos e pediu o divórcio”, conta Lucélia. Após este acontecimento, que foi há cerca de cinco meses, o tempo em que a jovem permanecia conectada à internet, conversando com amigos virtuais, em salas de bate-papo e aplicativos de voz, só aumentou. “Eu comprei um celular e passei a virar noites acordada. Não sentia fome e até me esquecia de tomar banho.”

Durante a rotina do tratamento, Lucélia conquistou amizades e, nas reuniões de partilha na clínica, explica aos outros pacientes a seriedade da sua dependência. “O caso da Lucélia é difícil de ser superado, pois, ao sair da clínica, ela terá acesso a um celular com mais facilidade do que um ex-dependente químico terá às drogas”, explica a psicóloga. No entanto, a meta da jovem é conseguir voltar para casa e viver de forma saudável, ao lado dos filhos, de 2 e 6 anos, que atualmente estão sendo cuidados pelos avós. “Quero ensinar para eles como usar a internet, sem se tornar dependente. É algo importante hoje em dia, mas é preciso moderação”, adverte.

Em apoio ao tratamento, Lucélia pratica laborterapia, como os outros pacientes da clínica, que é uma forma de estimular a reflexão. “Entre as atividades que ajudam a Lucélia no tratamento está a de escrever no papel, à caneta, coisa simples que ela já não fazia mais”, explica a psicóloga. Para a jovem, que perdeu o emprego de auxiliar de cozinha e emagreceu 30 kg por conta do vício em internet, este primeiro mês está apenas mostrando o caminho a ser seguido, mas ela sente que precisa de mais tempo de internação, além dos quatro meses previstos para o caso. “Não me sinto pronta para sair ainda. Por isso, quero completar meu tratamento e sair daqui bem fortalecida.”

Sua empresa funciona tão bem quanto uma escola de samba?

em Negócios por

Goste ou não de batuque, a verdade é que o carnaval bate novamente em nossas portas, desta vez um pouco mais tardio. A maioria já voltou de férias e está no batente há algumas semanas, o que faz esta parada estratégica, seja para rasgar a fantasia, assistir aos desfiles, viajar ou simplesmente não fazer nada, curtindo as capitais vazias. Não obstante as críticas, o fato é que o ano irá de fato começar após a 4ª feira de cinzas, esteja você sóbrio ou de ressaca. E já que o tema é carnaval, sabia que as empresas têm muito a aprender com as escolas de samba?

Nós brasileiros, acostumados a acompanhar os desfiles desde criança, pouco reparamos no planejamento, organização e execução do evento, focando nossas atenções às pirotecnias de carnavalescos brilhantes como Joãozinho Trinta, da Beija Flor, ou Paulo Barros, da Unidos da Tijuca, que trouxeram o circo, o cinema e a tecnologia para a avenida em atrações de tirar o fôlego até para quem não gosta de folia. Colocado o pano de fundo, vejamos então as lições que podemos extrair destas agremiações.

ENREDO: proveniente do verbo enredar, significa literalmente prender na rede, entrelaçar. Em uma história, seria o ato de juntar as ações numa sequência lógica de espaço e tempo. As agremiações o escolhem logo após o término do Carnaval, o qual guiará o tema, a fabricação das fantasias, as alegorias e a composição do samba do próximo ano: quesitos que precisam estar em perfeita sintonia com o enredo. Já pensou quantas empresas encontram dificuldades em alinhar os objetivos de seus colaboradores, a estratégia e as metas fixadas pela alta direção?

EVOLUÇÃO E CONJUNTO: velocidade, forma, animação, movimentação, compactação e uniformidade são critérios avaliados pelos jurados. Eventuais buracos nas alas ou alterações bruscas na velocidade do desfile são passives de penalização. Imagine agora integrantes desentrosados, desconfiados e desmotivados. Certamente a visão de conjunto e a evolução ficariam bastante comprometidas. Empresas com clima organizacional ruim e líderes que não inspiram, dificilmente podem esperar equipes de alto desempenho, animadas, uniformes e motivadas.

MESTRE-SALA E PORTA-BANDEIRA: graciosidade, fantasia e bailado são critérios para o casal que literalmente carrega o estandarte da escola. Comprometidos, em geral nasceram, cresceram e irão permanecer na comunidade ou agremiação, por ela doando parte de seu tempo e dedicação. Impensável seria aceitar uma proposta para desfilar em outra escola. Executivos e profissionais por sua vez têm seus empregos garantidos enquanto convenientes às empresas. Neste cenário, vendem seu tempo e esforço, porém morrer pelo patrão é coisa do passado.

BATERIA: a ala mais empolgante de uma escola de samba, cujo objetivo é acompanhar o canto e conduzir o ritmo do desfile. Vale citar a história do Mestre André criador da “paradinha”, movimento no qual a bateria subitamente para de tocar, deixando só o cavaquinho e a voz dos puxadores. Apesar de bem avaliado pela crítica, sua utilização aumenta
as chances que o samba “atravesse”, podendo a bateria retornar ao ponto errado da letra. Num ano que promete ser tão ou mais enfadonho que 2013, o que sua empresa têm feito para seus funcionários não percam o pique?

Os mais ligados aos desfiles talvez tenham sentido falta da comissão de frente, rainha da bateria, ala das baianas e velha guarda, elementos que compõem a intrincada teia de uma escola de samba. Integrá-los e colocá-los na avenida em uma hora de desfile, coordenando mais de duas mil pessoas motivadas, entrosadas e com o mesmo propósito e objetivos, é tarefa que poucos CEOS conseguiriam, considerando o pouco tempo de treino e o fato de que a grande maioria dos integrantes está ali por vontade própria, sem nada receber.

Talvez você não tenha a mesma criatividade de um grande carnavalesco, a energia de um puxador de samba enredo, a graciosidade de um porta-bandeira, nem queira que seus funcionários saiam vestidos de baianas. Porém, comprometimento, doação, motivação e harmonia são quesitos que não fazem mal a nenhuma equipe. Enfim, ainda que não vá
para avenida, talvez valha a pena levar algumas de suas lições para o mundo corporativo. Só não queira colocá-las em prática na 4a feira de cinzas. É “atravessar” na certa.

Marcos Morita é mestre em Administração de Empresas, professor da Universidade Mackenzie e professor tutor da FGV-RJ. Especialista em estratégias empresariais, é colunista, palestrante e consultor de negócios. Há mais de quinze anos atua como executivo em empresas multinacionais.

China x Taiwan: uma possível relação de paz? Conheça os dois lados

em Mundo/News & Trends/Política por

Depois de décadas de hostilidades, a China comunista busca relações melhores com sua antiga rival: a democrática Taiwan.

Este movimento amigável contrasta fortemente com as tensões que vêm aumentando entre a China e muitos de seus outros vizinhos, incluindo o Japão. Existe, realmente, o temor de que essas divergências possam levar a um confronto armado.

Uma semana depois de uma reunião sem precedentes entre os funcionários de Pequim e a capital de Taiwan, Taipé, a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Fan Liqing, insinuou aos jornalistas que o presidente Xi Jinping está mesmo considerando um encontro com o presidente de Taiwan, Ma Ying- jeou.

“Compatriotas de ambos os lados da China esperam que os líderes possam se encontrar”, disse Fan. “Várias vezes declaramos que isso é algo que temos mantido durante muitos anos, e sempre tivemos uma atitude aberta e positiva em direção a ela”.

Ela se recusou a discutir uma possível data para tal encontro, mas a simples menção da possibilidade indica uma tendência que preocupa alguns na região.

“A situação atual é uma inversão da década de 1990”, diz Vincent Wang, professor de ciência política na Universidade de Richmond. Nas últimas duas décadas, Pequim adotou uma postura cada vez mais agressiva em direção a Taiwan. Ao mesmo tempo, ela tentou crescer sua economia, entre outras maneiras, reduzindo as tensões com os países vizinhos, como o Japão, a Coreia do Sul e Filipinas.

“Agora a política da China é mais conciliatória em direção a Taiwan. As águas ao largo da costa leste dessa ilha são muito profundas”, disse Wang. As margens nas proximidades do Japão e sem grandes barreiras por todo o caminho para o Havaí, a costa leste de Taiwan poderia ser “um bom porto para submarinos da China”, analisa Wang. Embora nenhum acordo para tal uso está para ser discutido, a China pode usar seus novos laços com Taiwan para buscar o que constituiria uma ameaça militar estratégica que precisa ser observada com atenção.

Até o momento, os outros países vizinhos não estão preocupados. “Taiwan nunca permitirá que a China use suas instalações militares”, disse um oficial do Ministério das Relações Exteriores de Tóquio, que falou sob a condição de anonimato. No entanto, acrescentou que “Pequim agora vê mais importância em manter Taiwan completamente dentro de sua esfera de influência – política e economicamente”.

Desde que os nacionalistas chineses foram forçados a recuar a partir do continente para a ilha de Taiwan, em 1949, e criar um país autônomo, que evoluíram para uma democracia plena.

Ser membro da ONU e de outros organismos internacionais tem sido uma tremenda fonte de atrito, desde então, já que a China proíbe diligentemente a participação de Taiwan em qualquer fórum global, temendo que isso possa indicar um reconhecimento tácito da independência de Taipei.

Pequim continua a bloquear qualquer tentativa de Taiwan para participar de tratados internacionais. Isso pode colocar em risco as esperanças de Taiwan em firmar uma parceria com a Trans-Pacific Partnership (TPP), a nova gigante zona de comércio regional proposta pelo presidente Barack Obama, como parte de sua política de “reequilíbrio” em direção ao Pacífico. Taiwan, que é líder mundial na fabricação de placas-mãe e notebooks e é uma potência em muitas outras indústrias de alta tecnologia, está ansiosa para se juntar ao novo acordo comercial.

Várias fontes na região dizem que autoridades norte-americanas tinham indicado nas últimas conversas privadas que Washington iria ajudar Taiwan aderir à parceria, que uniria os EUA e 11 países dos dois lados do oceano, em um acordo de livre comércio. O presidente da Comissão de Relações Exteriores da Câmara, Edward Royce, expressou sua esperança de que Taiwan será incluída também.

Taiwan depende das exportações para 70 por cento de sua economia, e nos últimos anos muito desses comércios e transações têm ido para o continente. Em 2010, 29 por cento das exportações da ilha foi para a China. Agora é 40 por cento, e a China tornou-se a maior parceira comercial de Taiwan.

O presidente de Taiwan, Ma, aumentou os laços com a China continental, estabelecendo voos regulares, permitindo que os turistas e empresários visitem e façam negócios em ambos os lados de Taiwan.

Mas “Taiwan não será forçada a reduzir o comércio com o resto da Ásia Oriental e do Ocidente”, diz Brian Su, vice-diretor geral do Ministério Econômico e Cultural de Taipei, em Nova York.

O antecessor de Ma, Chen Shui- bian, agora preso, era um nacionalista que nunca escondeu seu desejo de declarar a independência. Pelo contrário, Ma foi mais conciliador com Pequim, concordando com o conceito de “um país, duas interpretações”.

Do outro lado do estreito, por sua vez, Xi decidiu abrir mão das hostilidades, talvez porque ele precisa reduzir certas preocupações urgentes na Ásia e em Washington sobre os movimentos agressivos da China em outros lugares na região.

“A China nunca renunciou ao seu objetivo final” de anexar a ilha como parte de um processo de unificação, diz Wang. No entanto, de acordo com pesquisas realizadas pela Universidade de Taipei, “mais de 80 por cento da população de Taiwan favorecem o status quo sobre a independência ou unificação imediata”.

O que pode explicar por que enquanto a China corteja o seu ex-monstro imaginário Taiwan, os sinos de alarme ainda não tocaram no Japão – nem nos outros vizinhos – que estão mais cautelosos sobre o confronto com a China.

“A fim de ter mais espaço para respirar na comunidade internacional, Taipei precisa manter boas relações com Pequim”, diz o oficial do Ministério das Relações Exteriores de Tóquio. Ele acrescenta, porém, em uma última análise que “Taiwan permanecerá do nosso lado – do Japão e dos EUA”.

© 2014, Newsweek

Por dentro dos casos de suicídio entre os veteranos dos EUA

em Mundo/The São Paulo Times por

Um informante do governo que sofreu retaliação de sua agência tem sido justificado pela admissão do Departamento de Assuntos de Veteranos (VA – Veteran Affairs, em inglês) que declara não ter conseguido alcançar dois mil veteranos em um estudo no qual os soldados declaravam ter ideias suicidas, muitos dos quais cometeram suicídio mais tarde.

Esta admissão da agência, que não havia sido previamente divulgada, resultou de uma investigação do Congresso sobre as denúncias do Dr. Steven Coughlin, ex- epidemiologista do Escritório de Saúde Pública do Departamento de Assuntos de Veteranos, o qual divulgou que a VA era culpada de lapsos éticos chocantes.

Coughlin realizou pesquisas com os veteranos da Guerra do Golfo (1991), bem como os veteranos da Operation Enduring Freedom – no Afeganistão, e também disse que o VA mascarava os fatos sobre o impacto das exposições tóxicas em tropas no Iraque e no Afeganistão e as causas da doença da Guerra do Golfo.

O Departamento VA perdeu os resultados do estudo relacionados aos familiares de veteranos da Guerra do Golfo Pérsico. Os exames mostravam se as doenças como lesões cerebrais foram passadas de pais veteranos para filhos devido à exposição de uma toxina durante a guerra.

O VA não acompanhou alguns veteranos que admitiram ter ideias suicidas – e que mais tarde se suicidaram – durante um estudo de veteranos da Guerra do Golfo.

“Agora que o VA tem justificado algumas das alegações mais preocupantes do Dr. Coughlin, é incumbência dos líderes de departamento detalhar as medidas que estão tomando para segurar as partes responsáveis e garantir a proteção aos denunciantes futuros”, disse o deputado Miller.

“Quem foi responsabilizado por não acompanhar os veteranos que cometeram suicídio? O que aconteceu com o pessoal do VA que retaliaram contra o Dr. Coughlin? O que VA está fazendo para promover uma cultura de tolerância aos funcionários que têm a coragem de falar contra os problemas, apesar da oposição hostil dos colegas de trabalho e gestores? Os veteranos dos EUA, os contribuintes norte-americanos e mais de 300 mil funcionários da VA merecem respostas a estas perguntas o quanto antes”.

O VA não iria responder a quaisquer perguntas específicas sobre as acusações de Coughlin.

Dr. Coughlin, que deixou seu posto no VA, em dezembro de 2012, nunca foi informado sobre a validação do VA de seus encargos. Ele só soube disso quando foi contactado pelo IBTimes, e disse que estava “muito surpreso” com a resposta da agência.

“Estas são admissões muito graves por parte do VA”, disse Coughlin. “Eu levei uma surra tentando o meu melhor ao olhar para os interesses dos veteranos norte-americanos. Espero que as admissões do VA sejam um sinal de que a situação está melhorando. Preocupante mesmo são os direitos e o bem estar dos participantes vulneráveis da pesquisa, como as pessoas com depressão grave ou pensamentos suicidas. Meus pensamentos vão para os veteranos”.

Coughlin disse que está prestando atenção ao que acontece a seguir no VA. O cientista de 56 anos de idade nunca se sentiu confortável sendo o centro das atenções.

“Eu tenho um grande trabalho agora na University of Tennessee College of Medicine, em Memphis”, disse Coughlin. Seu trabalho é como pesquisador sênior do Centro de Pesquisa sobre Desigualdade de Saúde, Equidade e da Exposome – uma medida dos efeitos das exposições ambientais na saúde ao longo da vida -, além de professor do Department of Preventive Medicine.

“O foco do centro é sobre as disparidades de saúde entre negros e brancos pronunciadas em Memphis”, explicou  “Mulheres afro-americanas em Memphis têm um risco duas vezes maior de morrer de câncer de mama”.

Além de sentir-se satisfeito em seu novo trabalho, Coughlin disse que mantém o ânimo quando se lembra do dia que saiu VA e relatou suas queixas publicamente, o que lhe rendeu muitas mensagens de apoio de veteranos.

“Já ouvi falar de centenas de veteranos que entraram em contato comigo para me agradecer por me levantar em nome deles e dizer a verdade”, disse Coughlin. “Meu pai era da Marinha dos EUA e eu tenho um sobrinho que da Marinha que estava no Iraque e no Afeganistão”.

Enquanto o Congresso debate como proceder após as admissões do Departamento VA, as quais forram uma consequência direta da denúncia de Coughlin, o cientista declara: “Foi muito difícil fazer o que eu fiz. Mas eu não me arrependo”.

© 2014, IBTimes

SE É IN, ENTÃO TÔ OUT

em Coluna por

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SE É IN, ENTÃO TÔ OUT

Eu não sou um muito fã de moda. Na verdade, acho esse negócio de moda meio cafona. Pense comigo: o que é moda hoje era cafona há menos de dois anos. Então, se você se veste mal, não troque de roupa. Aguente firme, que daqui a pouco você é in.

Uma moda masculina que eu me nego a usar é calça surrada. Surrada não, tem que ser surrada, suja e rasgada. E caindo pra baixo da cintura, para mostrar um pedacinho da cueca. Isso é fashion? Na boa, os mendigos usam esse figurino há séculos e nunca foram fashion.

E também está na moda roupa de mulher com bolsinho no peito. Pra mim, esses bolsinhos só podem ter sido inventados por um estilista bichinha.

– Ai, que nojo desse peito. Coloca qualquer coisa na frente e esconde isso, pelamor.

Nada contra os gays, muito pelo contrário: cada um tem seu gosto e ninguém tem nada com isso. Mas para quem gosta da coisa, peito de mulher é bonito e pronto. Não precisa de mais nada. A única coisa que vai bem na frente de um peito de mulher é um mamilo. E só.

Mas nem tudo que está na moda que é ruim. Por exemplo, de um tempo para cá a mulherada tem deixado o sutiã um pouquinho à mostra. Às vezes uma alcinha, às vezes um pedacinho para fora do decote. Para os adolescentes de hoje é um avanço. Afinal, na minha época, você tinha que sair com a menina duas ou três vezes, para conseguir ver um pedacinho do sutiã. Hoje em dia, já se economizam saídas e a molecada consegue ver um peitinho bem mais rápido.

Outra coisa que está na moda é tatuagem. A única desvantagem é que se sair de moda, você se ferrou. Vai ficar com essa tranqueira aí para sempre. Ou gastar uma fortuna em raio laser para tirar. Remover uma tatuagem pode chegar a custar mais de cinco mil reais. Que laser os caras usam: o sabre de luz do Dart Vader?

Ano passado, a Barbara Evans tatuou no braço uma declaração de amor à mãe dela. Bom, não é a primeira vez que alguém usou o braço para homenagear a Monique e acabou com uma meleca disforme.

Se você já fez uma tatuagem, a primeira coisa que tem que saber é: não engorde nunca. Em hipótese alguma. Porque se você tatuou uma rosa, ela vai virar um guarda-chuva. Se tatuou um Che Guevara, vai virar o Ronaldo fenômeno. E se tatuou um ideograma chinês vai acabar virando… outro ideograma chinês. E vai que o significado desse novo ideograma seja “sou puta”.

Tem gente que resolve fechar o corpo com tatugem. Tatua cada centímetro, do dedinho do pé até a testa. Aí você pergunta pro cidadão por que é que ele fez isso.

– Ah, para afimar minha personalidade e ficar diferente.

– Ficar diferente!? Ser humano não tá bom pra você não? Prefere parecer um bloco de rascunho?

Agora, toda tatuagem tem um significado. Às vezes é uma homenagem, às vezes é uma promessa. Mas eu nunca saquei qual o significado daquela tatuagem no rosto do Eri Johnson. Aí um amigo meu me explicou que não é tatuagem, que é uma marca de nascença. Ah, então todo mundo quando nasce tem cara de joelho. Menos o Eri Johnson, que tinha cara da coxa da Angélica.

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 José Luiz Martins. Humorista, publicitário e roteirista. Sócio da empresa Pé da Letra, de criação e produção de conteúdo. © 2014.

Pais podem ser principais responsáveis pela ansiedade patológica nas crianças

em Educação e Comportamento/The São Paulo Times por

Pressão social pode ocasionar depressão, síndrome do pânico e transtorno bipolar.

As crianças estão entre as principais vítimas da ansiedade patológica. Pior que isso, os responsáveis por esse quadro podem ser os próprios pais. A velocidade do dia a dia, o acesso fácil à informação e as diversas atividades proporcionadas no mundo, tornaram a vida dos pequenos mais agitada do que deveria ser. O que antes era visto apenas como brincadeira, passou a ser responsabilidade e a receber uma cobrança rigorosa.

O quadro repleto de exigências pode evoluir para ansiedade patológica quando a ansiedade passar do estado normal e atrapalhar o desempenho funcional da criança. “Elas são forçadas a executar o maior número de tarefas em um curto período de tempo. Esse tipo de situação pode estimular um comportamento ansioso no qual a criança está sempre em estado de alerta para a próxima atividade. Esse ciclo é alimentado pelos pais que reforçam o estresse da situação”, explica médica pediatra Dra. Haydée França Gomes Vieira.

BAIXO RENDIMENTO ESCOLAR E OUTRAS CONSEQUÊNCIAS

A pressão social para que a criança tenha um comportamento padronizado é outro agravante e pode gerar um baixo rendimento escolar, com atropelamento de ideias, falta de discernimento quanto a eventos futuros e desigualdade de relacionamento interpessoal. “É preciso que haja um tempo para descansar e buscar atividades de forma natural. Prolongar estados de ansiedade exagerada pode facilitar, posteriormente, o desenvolvimento de doenças como depressão, síndrome do pânico e transtorno bipolar”, ressalta a médica.

O importante é procurar os tratamentos mais indicados para cada caso.

Terapias de relaxamento e medicação homeopática são ótimas alternativas para a criança. “O medicamento homeopático apresenta ótimos resultados em muitos pacientes e sua fórmula raramente apresenta efeitos colaterais”, lembra a Dra. Haydée. Outra alternativa, são os medicamentos alopáticos que também podem ser necessários dependendo do diagnóstico e da análise global do quadro.

Cresce a insegurança entre os paulistanos

em Brasil/Educação e Comportamento/Tecnologia e Ciência por

De acordo, com o Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2013 indica que 93% dos paulistanos se sentem inseguros na própria cidade, este número aumentou comparado ao ano de 2012. Devido a isso mais e mais pessoas estão se articulando no cuidado da própria segurança. O aumento com a segurança patrimonial é inversamente proporcional ao sentimento de insegurança da população, num país onde os gastos em segurança publicado em 2012 ultrapassaram R$ 61,1 bilhões, sendo um incremento de mais de 16% comparado a 2011.

A especialista em segurança Joelma Dvoranovski explica quais são as curiosidades tecnológicas que estão à disposição da segurança pública e privada no Brasil e no mundo.

Motivado pelo alto índice de violência, a proximidade da Copa do Mundo e dos Jogos Olímpicos o segmento de segurança cresce exponencialmente em todo o Brasil.

Segundo a especialista em tecnologia em segurança Joelma Dvoranovski, os recentes casos de violência no país só impulsionam o mercado de equipamentos de segurança eletrônica pública e privada no país.

A tecnologia tem se tornado a grande arma para o reconhecimento de infratores e criminosos.

Nos casos dos crimes hediondos, como por exemplo, o ataque aos dentistas em seus consultórios, Joelma oferece importantes dicas para precaver e intimidar essas pessoas.

As câmeras também podem auxiliar as autoridades policiais em grandes eventos como a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos, softwares inteligentes permitem o reconhecimento facial (com base em um registro), de uma pessoa que possui histórico de vandalismo, seria possível fazer um monitoramento mais detalhado desse potencial causador de problemas.

Câmeras que emitem sons como “afaste-se dessa área” também poderiam auxiliar na manutenção da ordem.

Curiosidades:

Em algumas escolas na Europa a tecnologia das câmeras de segurança auxilia no registro de presença dos alunos.

Câmeras automotivas podem ajudar a esclarecer crimes e acidentes.

Nesse caso é muito mais fácil provar para as autoridades quem é o infrator.

O marketing multinível no Brasil e o consumidor

em Brasil/Negócios por

Está em tramitação ordinária perante a Câmara de Deputados o Projeto de Lei nº 6775/2013, de iniciativa do deputado Acelino Popó, o qual tem por objeto a regulamentação do exercício da atividade econômica denominada marketing multinível ou marketing de rede, definido no próprio projeto como modalidade de comercialização de bens ou serviços por meio de vendas diretas ramificadas em vários níveis de remuneração, sendo bonificados pela revenda ou pelo consumo próprio, bem como pelo recrutamento de novos empreendedores para integrarem a rede, podendo ainda haver participação no lucro líquido, de acordo com a política de remuneração da operadora, o contrato de credenciamento do empreendedor e o plano de viabilidade econômico-financeira da operação.

No Brasil já existem diversas operadoras de marketing multinível, as quais recrutam pessoas, as quais podem participar como empreendedoras, distribuindo bens e serviços congregados pela empresa operadora, podendo, ainda, ser remunerados por esta atividade mediante programas de bonificação ou participação nos lucros ou como recrutadoras de novos participantes, os quais também podem ser bonificados ou receber prêmios, como carros, casas, viagens, televisores, entre outros.

A grande questão que permeia esta atividade é a formação da rede, mediante incentivo e também participação financeira. O potencial integrante da rede (o qual se considera consumidor) quando a ela adere em geral paga uma mensalidade para se valer dos benefícios – descontos em bens e em serviços – sendo que essa mensalidade pode ter menor valor ou até mesmo deixar de existir se houver a indicação de um número relevante de novos participantes. A indicação de novos participantes também propicia a obtenção de benefícios e prêmios ofertados por meio de programas de bonificação. Todo este cenário está muito próximo da chamada pirâmide financeira, caracterizado como crime contra a economia popular e contra o sistema financeiro nacional, situação que veio à tona como os casos da Telexfree, Bbom, entre outros.

É por esta razão que no PL 6775/2013 há tanta preocupação com a viabilidade econômico-financeira do marketing multinível, sendo proposta, inclusive, a existência de um fundo garantidor da operação, de modo a garantir que as bonificações e as compensações prometidas sejam, de fato, cumpridas. A grande questão que envolve a pirâmide financeira é justamente reter valor dos participantes, sem que ocorra a devolução prometida.

O Poder Judiciário brasileiro já proferiu decisões relativas ao marketing multinível, na maioria delas em ações movidas pelos participantes reclamando que não receberam os bônus ou prêmios prometidos, muito embora tenham indicado outros participantes. No entanto, em algumas decisões proferidas, os participantes não foram considerados consumidores, não se revelando a sua hipossificiência, posto que de acordo com o entendimento do magistrado, aquele que adere à rede sabe muito bem o que está fazendo, procurando apenas benefícios financeiros fáceis, sem trabalho, situação que não deve ser prestigiada.

O marketing multinível (network marketing ou multi level marketing) já está incorporado como sistema de comercialização em diversas partes do mundo, em especial nos Estados Unidos da América, fundado numa rede de contatos, sem hierarquia, com elevado potencial mercadológico.

Todavia esta atividade, de fato, precisa ser regulamentada, haja vista que conceitos estáticos de comércio e de relação de consumo vigentes no Brasil não se aplicam a tal atividade, fazendo com que ela seja muitas vezes indevidamente interpretada.

De outra face, é extremamente necessário que ela seja exercida de maneira a dar segurança jurídica àqueles que dela participam, cumprindo-se o contrato que se forma, haja vista que sempre que alguém promete uma coisa a outrem, há contrato, por mais _sui generis_ que seja a relação estabelecida entre as partes.

Ana Paula Oriola de Raeffray é Doutora e Mestre em Direito das Relações Sociais pela PUC de SP e sócia do Raeffray Brugioni Advogados.

Governantes corruptos da Bósnia são atingidos por um “Tsunami de cidadãos”

em Mundo/News & Trends por

A violência e a agitação, retornaram mais uma vez à Bósnia. O que começou como um protesto popular contra a corrupção, a má gestão e a pobreza levaram o ministro da segurança do país ligar o alerta sobre um possível “Tsunami de cidadãos”.

Sarajevo, que se tornou o símbolo do sofrimento durante aproximadamente três anos, de 1992 a 1995, foi fechado, assim como outras cinco cidades.

Havia incêndios no edifício presidencial, onde há 20 anos os líderes bósnios em apuros levaram seu governo para atrás dos muros – sem ar-condicionado e muitas vezes sem eletricidade em seus escritórios.

Estudantes prejudicados – alguns nem sequer tinham nascido durante a guerra – atiraram pedras em policiais. Aqueles que tinham vivido durante os dias de privação, assassinatos e limpeza étnica na década de 1990 assistiram aos ataques com horror.

Velma Saric, jornalista e ativista, estava junto ao edifício da presidência, em silêncio, observando as chamas.

“Eu fiquei em choque. Me lembrei dos dias negros da guerra. Eu estava realmente com medo de que esses dias  voltassem”, disse ela. “Era aterrorizante, Saric acrescentou, a polícia estava indefesa”.

Ziyah GAFIC, um fotojornalista, acrescentou: “A polícia em Sarajevo foi severamente insuficiente e extremamente passiva”.

“Não havia carros blindados, canhões de água e quase não usaram gás lacrimogêneo – embora haja pelo menos dois setores das forças de segurança bem treinados e equipados para controle de distúrbios.”

O que desencadeou os tumultos?

A maioria dos bósnios pediram para solucionarem a taxa de desemprego, os baixos salários, a pobreza e a corrupção.

“Há muitas razões válidas para protestar na Bósnia”, disse GAFIC. “Privatização não-transparente e empresas estatais criminosas, a corrupção generalizada, o nepotismo e a miséria geral – para citar apenas alguns.”

As pessoas comuns estão furiosas como excesso de corrupção dos dirigentes da federação da Bósnia. Os manifestantes carregavam placas com dizeres do tipo: “Faz 20 anos que somos roubados”.

Após os protestos, alguns se demitiram do governo da Bósnia, que é composto principalmente de croatas e muçulmanos bósnios .

“Depois de 18 anos, não é de se surpreender que as pessoas estão fartas dessa situação”, disse Tim Judah, autor de Os sérvios e um analista Balkan de longa data. “Os padrões de vida estão indo para o buraco, enquanto os políticos mostram sua riqueza dirigindo carros cada vez mais extravagantes. Você precisa subornar alguém para conseguir um bom emprego e a política nacionalista faz questão de deixar a economia  de lado”.

A vida pós-guerra na Bósnia não tem sido fácil. Bombardeios matam crianças, os supermercados estão cada vez mais escassos e as aldeias cheiram queimado. O que os cidadãos da Bósnia estão passando não é apenas pobreza, é a falta de qualquer tipo de futuro promissor.

“Mas essa violência que tem tomado conta do país não é sobre o conflito étnico, é sobre a frustração, pois o custo de vida está muito alto e o trabalhador não conseguem arcar com suas despesas”, disse Saric.

Irritados com a exagerada corrupção, insegurança econômica e ao fato de que os líderes eleitos parecem inconscientes das necessidades de seu povo, a Bósnia entrou em erupção.

Os protestos começaram no dia 6 de fevereiro, quando um grupo de trabalhadores da indústria química, desapontados por não receberem seus salários durante os últimos 18 meses, reuniram-se em frente a um prédio do governo .

Logo, a situação voltou-se para a violência, espalhando-se para Sarajevo e outras cidades, onde as pessoas também saíram às ruas.

“Estes trabalhadores alertaram o governo sobre seus problemas por um longo tempo, mas ninguém prestou atenção”, disse Saric.

A guerra na Bósnia tecnicamente terminou em 1995 com os Acordos de Paz de Dayton, intermediado pelo diplomata americano Richard Holbrooke em uma base militar em Ohio, mas em muitos aspectos, a guerra não terminou aí.

A guerra na Bósnia deixou cicatrizes profundas e, em muitos aspectos, um trauma coletivo difícil de curar. Holbrooke sabia disso quando ele negociou Dayton. Ele sempre viu isso como um fim temporário para aliviar o sofrimento.

A Pós-guerra da Bósnia foi um lembrete desagradável. Enquanto os fundos derramados no país eram usando para a reconstrução, novas divisões religiosas surgiram, que não tinham no momento, mas de certa forma, existiam antes da guerra. E o enorme dinheiro derramado para reconstruir o país, atraiu muitos criminosos.

O país era como uma encruzilhada de drogas e tráfico de seres humanos. E falava-se com medo da Europa sobre a possibilidade de a Bósnia se tornar um Estado falido, como a Somália.

“Essas ondas de protestos sociais que abalaram Bósnia criaram raízes por causa da enorme taxa de desemprego – mas a resposta das autoridades mostram que o verdadeiro problema é devido ao estado ser corrupto e ineficiente”, disse Srdja Popovic, analista em Belgrado, que ajudou a derrubar o ditador sérvio Slobodan Milosevic quando ainda era um jovem estudante em 2000. “Eles são incapazes de lidar com os problemas sociais”,

E o que vai acontecer nas próximas semanas ou meses?

Saric acredita que as pessoas vão continuar protestando até que a impressionante taxa de desemprego seja abordada. Afinal, a nova geração de bósnios estão magoados por que vão enfrentar um futuro sem trabalho.

Popovic acredita que os ditadores e os políticos que não servem as necessidades das pessoas, devam ser removidos sem violência, pois os protestos podem se transformar em algo muito mais perigoso.

“Mas, até agora, os protestos bósnios não foram muito bem organizados”, disse ele. “Ele ainda se parece com um monte de grupos independentes cheios de raiva”.

Em uma visão equilibrada, disse ele, esta onda de protestos pode ser um teste profundo para os bósnios infelizes: se eles direcionarem sua raiva com foco, verdadeiros processos democráticos podem ser criados.

“Os estrangeiros, incluindo funcionários da União Europeia, devem mostrar moderação e não piorarem as coisas. O que eles podem fazer é ajudar os bósnios em como amadurecer o próprio futuro democrático”, disse.

Sempre ficou nítido que existe mais de um problema na Bósnia, mas o estilo revolucionários dos cidadãos bósnios podem finalmente mudar a cara do país.

© 2014, Newsweek

Quem apita o jogo agora é um… Computador?

em News & Trends por

A tecnologia em breve fará dos funcionários que trabalham em eventos esportivos meros ascensoristas.

Nos Jogos Olímpicos de Sochi não houve nenhum escândalo de arbitragem global. Os funcionários são altamente treinados e geralmente têm razão, mas são humanos. E, por isso, às vezes cometem erros – o que os transformam em “corruptos” – e esse é o problema.

Nós tentamos fechar essa lacuna nos últimos dez anos, apoiando os seres humanos imperfeitos com replays de vídeo. E não estamos falando de ciência ou ficção, muitas dessas capacidades estão surgindo agora, e as empresas trabalham para obtê-las. “Os avanços na última década tornaram muito mais viável substituir os sentidos humanos”, diz Eric Brynjolfsson, professor do Instituo de Tecnologia de Massachusetts e coautor do livro “The Second Machine Age”, o qual fala sobre o impacto dos computadores que podem começar a pensar como nós.

Não é como se isso nunca tivesse acontecido antes. Agora a contagem do tempo é automatizada para quase todas as corridas de alto nível de qualquer tipo – patinagem, corrida, natação.

Agora é só considerar a armadura de tecnologias que comanda os esportes. A NBA este ano colocou o SportVU (dispositivo de câmeras) em cada arena. Esse sistema de câmeras e computadores rastreia todos os jogadores e a bola três vezes por segundo e registra todos os dados. As ligas de futebol de todo o mundo estão considerando em adotar o tal sistema.

Todos os grandes torneios de tênis estão usando um sistema chamado Hawk-Eye, que acompanha a bola e fornece os registros de seu movimento.

O futebol na Europa está fazendo de tudo para adotar um sistema de câmeras de alta velocidade e computadores que podem dizer se a bola cruzou a linha do gol. O fabricante de um sistema desse tipo, o GoalControl, afirma que as câmeras podem rastrear os jogadores e a bola, além de ser mais preciso que os árbitros humanos nos casos de impedimento.

A tecnologia vai manter as partidas mais interessantes. Essas plataformas conseguem ser tão sensíveis que podem informar o peso e o número do calçado de um jogador. A tecnologia fomenta a ideia de que a NFL – National Football League – pode colocar sensores em um campo de futebol inteiro e capturar onde a bola cai.

“Imaginem o dia em que os oficiais que escrevem as regras e os programadores das máquinas trabalhem em conjunto”, diz Brynjolfsson. “Nós ainda não estamos perto de construir um computador-árbitro que possa fazer o julgamento correto, mas a de tendência é que isso aconteça em breve”, completa.

Claro, toda essa ideia pode parecer assustadora e autoritária. Quem os torcedores irão vaiar?

Que insulto os fanáticos indignados diriam para o computador? Talvez: “O juiz roda no Windows!”.

© 2014, Newsweek.

Cresce o número de mães que armazenam as células-tronco do cordão umbilical de seus bebês

em Saúde & Bem-estar/The São Paulo Times por

Crescimento de 28% foi o que registrou o BCU Brasil no ano de 2013 em relação a 2012.

A medicina regenerativa vem crescendo e avançando em suas pesquisas, obtendo resultados cada vez mais satisfatórios e positivos na área. Um destes avanços é o uso de células-tronco do cordão umbilical, que é capaz de ajudar no tratamento de mais de 80 doenças, como: linfomas, leucemias, mielomas, etc., e ainda conta com mais de 200 doenças em fase de estudos e pesquisas.

Devido aos ótimos e promissores resultados que essas pesquisas vêm demonstrando, somados ao avanço das tecnologias dos equipamentos para coleta e armazenagem destas células, o número de famílias que armazenaram as células-tronco de seus filhos no Banco de Cordão Umbilical (BCU Brasil) cresceu 28% em 2013 em relação ao ano anterior.

Este aumento deve-se ao fato de o acesso à informação sobre o procedimento, as vantagens e o preço estar cada vez mais acessível para as classes B e C, sendo considerados fatores essenciais na hora de optar pelo armazenamento das células-tronco do cordão umbilical de seu bebê. Por este motivo, também houve uma expansão no número de franquias da rede em 40% para atender a toda esta demanda.

“O aumento da busca de famílias neste ano por informações e também pela armazenagem de células-tronco é um número muito expressivo, já que há apenas alguns anos o sangue do cordão umbilical era totalmente descartado”, afirma a Dra. Adriana, médica responsável técnica do BCU Brasil.

As células-tronco do cordão umbilical são células adultas e consideradas “virgens”, já que são livres de impurezas, como medicamentos, estresse, etc., garantindo ainda mais eficiência em seu uso na área terapêutica. A coleta é totalmente indolor e segura tanto para a mamãe quanto para o bebê. Após a coleta, as células são avaliadas e depois armazenadas, podendo ficar congeladas por mais de 20 anos sem perder as suas propriedades terapêuticas. Há a opção de guardar em um banco privado, onde as células serão de uso exclusivo do próprio filho ou doar para um banco público, que ajudarão as pessoas que estão na fila de espera.

Violência doméstica em SP: 60% das agressões são por arma branca

em The São Paulo Times por

Levantamento realizado pelo Programa de Cirurgia Reparadora às vítimas de violência doméstica, da SBCP e TheBridge, aponta principais causas de lesões em mulheres agredidas.

A Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, a partir da Regional São Paulo, lançou no final de 2013, um projeto em parceria com a TheBridge Global, para a realização de cirurgia plástica reparadora em mulheres vítimas de violência doméstica.

Quatro meses após o início do programa, foram analisados os tipos de agressão mais recorrentes, e constatou-se que mais da metade (60,2%) das mulheres sofreram agressões por arma branca, envolvendo cortes, facadas ou garrafadas. Chutes, socos e cabeçadas representam 13,59% das lesões, enquanto 11,65% são provenientes de queimaduras. Lesão na região íntima representa 6,80% dos casos e lesão por arma de fogo 5,83%.

Até o fim do mês de janeiro, o Call Center já havia contabilizado mais de 1300 ligações. Dentre as ligações válidas e que se encaixavam no perfil do programa, cinco mulheres foram beneficiadas e passaram pela cirurgia reparadora, enquanto nove já estão com data marcada para a realização do procedimento.

COMO PARTICIPAR E PRÉ-REQUISITOS

A partir de um serviço de atendimento telefônico, pelo 0800-7714040, as mulheres podem encaminhar suas queixas e posteriormente serão selecionadas para o atendimento médico e cirurgia. Será exigido dela o boletim de ocorrência de até 3 anos da lesão e residência em São Paulo.

Qualquer mulher que sofreu violência doméstica pode se cadastrar, desde que a agressão tenha acontecido há pelo menos 6 meses. Para casos em que a mulher tenha sido agredida recentemente é fundamental que ela procure o serviço de pronto atendimento para que sejam feitos os primeiros socorros. A cirurgia plástica é um procedimento que tem como objetivo minimizar as sequelas, o primeiro atendimento ainda deve ser feito no Pronto-Socorro.

No Brasil, a cada 15 segundos uma mulher é espancada. Na maioria dos casos em que foi relatada a violência contra a mulher o agressor era companheiro ou cônjuge da vítima, de acordo com o levantamento da secretaria. Em 49% dos casos o agressor era o companheiro. Em 21% das denúncias, o cônjuge era o agressor. Ex-marido e ex-namorado responderam a 12% e 5% respectivamente.

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