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Brasil/News & Trends

Cuidado: azeites falsificados podem causar riscos à saúde

O aliado no combate a doenças cardiovasculares é rico em polifenóis,- responsáveis pelo seu sabor característico, e por ter ação antioxidante, protege contra alguns tipos de câncer, e doenças degenerativas. Além da ação anti-inflamatória o azeite de oliva também é fonte de vitamina E’ e de gorduras mono e poli-insaturadas, benéficas para a saúde.  Continue lendo

News & Trends

O Irã após o acordo provisório em Genebra

em Mundo/News & Trends por

Adicione isso à lista de preocupações sobre o estado decadente das sanções internacionais contra o Irã: a autoridade do Conselho de Segurança das Nações Unidas e em particular, a sua capacidade de impor sanções contra indivíduos em todo o mundo estão sendo desafiadas – pela Europa.

Os críticos da forma como a Casa Branca conduz a diplomacia com o Irã usaram as audiências no Capitólio esta semana para detalhar “o plano de ação” acertado em novembro de 2013. O plano é um acordo provisório assinado em Genebra, entre o Irã e seis potências mundiais, para limitar as ambições nucleares iranianas – as quais minam pressões econômicas contra a República Islâmica.

“A economia do Irã estava virando em direção a zona vermelha”, disse Mark Wallace, o diretor executivo da United Against Nuclear Iran, ao Comitê de Relações Exteriores da Câmara.

Isso faz com que as sanções econômicas e comerciais respeitem a vontade do Conselho de Segurança. Agora, porém, mesmo essas estão sendo enfraquecidas.

No início deste inverno, o Tribunal Geral da União Europeia anulou as decisões da UE para congelar os ativos de um banqueiro iraniano e de sete bancos e seguradoras ligadas ao programa nuclear do país. Tais sanções impostas, de acordo com o tribunal, foram baseadas em indícios insuficientes de irregularidades.

Nesta decisão – bem como nas anteriores sobre casos relacionados com as sanções da União Europeia com base em resoluções da ONU – o tribunal determinou que, usando o Capítulo Sete para impor sanções aos indivíduos, o Conselho de Segurança agiu arbitrariamente como juiz e júri.

As decisões têm mudado as tendências do Direito Internacional, basicamente por exigir mais responsabilidade do Conselho de Segurança, que até agora era considerada a autoridade máxima sobre essas questões.

“Na nossa visão das relações internacionais, ninguém deve desafiar o Capítulo Sete”, disse um diplomata da ONU, que falou sob a condição do anonimato. “Para os tribunais da UE, o Conselho de Segurança não é mais Deus”, acrescenta.

Vários diplomatas estão preocupados com as consequências de satisfazer a exigência dos tribunais europeus por mais transparência. Os países que fornecem listas de indivíduos e empresas que são alvo de sanções, segundo esses diplomatas, seriam forçados a revelar as suas fontes de inteligência. E que os organismos internacionais, acrescentam, não são necessariamente de confiança quando se trata de tais informações.

Como uma medida parcial, em 2010, a ONU nomeou um ombudsman que pode recomendar a exclusão de pessoas ou empresas visadas pelo Conselho de Segurança para as sanções. Porém, alguns críticos “ainda se queixam de que não há recurso formal legal para tal atividade, uma vez que as informações de inteligência não poderem ser exibidas publicamente”, disse Ruth Wedgwood, professora de Direito Internacional na Universidade Johns Hopkins.

As novas “sanções inteligentes”, como eram chamadas, começaram quando os telejornais retrataram o sofrimento das pessoas comuns no Iraque de Saddam Hussein, que estavam sob um regime de sanções pesadas no momento.

Se os tribunais europeus agora invertessem essa tendência, “iremos voltar às sanções que são indiscriminadas e de longo alcance”, diz Ruth.

Por outro lado, Ruth acrescenta que há “sanções desgastadas” ao redor do mundo. O Irã, por exemplo, pode alavancar as decisões da União Europeia, bem como a flexibilização parcial das sanções contidas no acordo de Genebra, para criar buracos no regime das sanções globais.

No Capitólio, esta semana, vários críticos da administração do governo Obama acrescentaram que o acordo provisório de Genebra poderia promover danos às sanções que foram aplicadas com base nas resoluções do Conselho de Segurança, mas que, sob pressão americana, sufocaram a economia iraniana ao longo dos últimos anos.

Decisivamente, assim como o acordo com a Rússia está pendente, o mercado de petróleo do Irã está, no entanto, revivendo. Esta semana, como informou a Reuters, o Japão tornou-se o primeiro país a fazer um pagamento de importações de petróleo sob uma disposição do acordo de Genebra, que permite o Irã para acessar 4,2 bilhões de dólares em receitas de petróleo que foram previamente congeladas no exterior.

Em outubro de 2013, pouco antes do acordo de Genebra ser firmado, as exportações de petróleo do Irã atingiram mínimos históricos de 761 mil barris por dia. Desde então, eles subiram 60 por cento, alcançando 1,2 milhões de barris por dia este mês.

A Casa Branca acredita que, por enquanto, conseguiu parar o ímpeto de um projeto de lei do Senado que ameaça as sanções futuras contra o Irã e se chegar a um acordo final, acabará com a sua busca por armas nucleares. A administração pode, portanto, perceber que tal ameaça é a única maneira de convencer o mundo – e o público norte-americano – que, enquanto o Irã não está desarmado, os Estados Unidos estão determinados a manter a pressão.

 © 2014, Newsweek.

The Sixth Extinction: livro examina a crise ecológica atual

em Educação e Comportamento/Mundo por

O que os asteróides, os vulcões e os seres humanos têm em comum? Todos eles são provavelmente responsáveis por, pelo menos, um grande evento de extinção da história da Terra – incluindo um que está acontecendo agora.

A história da Terra pelos registros fósseis é um pontuada por calamidades. Em 1982, os paleontólogos Chicago Jack Sepkoski e David Raup, da Universidade de Chicago, identificaram cinco extinções em massa da história da Terra, a partir do desaparecimento em massa de invertebrados há 450 milhões de anos até o fim do reinado dos dinossauros, ocorrido 66 milhões de anos atrás.

À medida que as grandes consequências das alterações climáticas tornam-se cada vez mais claras, muitos cientistas passaram a pensar que estamos no meio do sexto maior evento de extinção da história. E este é provocado pelo homem.

A escritora Elizabeth Kolbert, em “Field Notes From A Catastrophe”, oferece um parâmetro da extinção atual em seu novo livro “The Sixth Extinction: An Unnatural History“. Kolbert relata quais espécies estão em vias de desaparecimento no mundo todo, desde os morcegos que morrem aos montes em cavernas da América do Norte até um “hotel para sapos”, no Panamá, que é o último refúgio para os anfíbios em perigo de extinção, como o sapo dourado panamenho.

Alguns dos capítulos mais fascinantes do livro são aqueles em que Kolbert nos leva para a história da extinção como um conceito. As pessoas estavam inicialmente relutantes em aceitar a ideia de que uma espécie poderia desaparecer totalmente da Terra. Para preservar um ideal de uma natureza divinamente equilibrada, muitos cientistas supunham que fósseis pré-históricos gigantes pertenciam a animais escondidos na natureza em algum lugar. Thomas Jefferson, por exemplo, esperava que a expedição de Lewis e Clark pudesse transformar-se em exemplos de vida os intrigantes ossos e dentes do “elefante norte-americano” que havia sido desenterrado em Nova York e no Kentucky.

Mas quando o naturalista francês Georges Cuvier analisou restos de fósseis dos “elefantes norte-americanos” e outros animais, ele disse que não tinha qualquer semelhança com elefantes vivos, e teve uma ideia radical: Eles eram o que ele chamou de “espécies perdidas”.

“O fio das operações está quebrado”, escreveu ele. “A natureza mudou de rumo e nenhum dos agentes que ela emprega hoje teriam sido suficientes para produzir suas obras anteriores”.

(Cuvier, curiosamente, zombou da ideia de evolução, ou “transformisme”, como era conhecido no século 18 em Paris. Uma anatomista por formação, ele assumiu que as mudanças dentro de uma espécie iriam paralisar as pessoas e torná-las impróprias).

É tentador pensar que a relação desequilibrada da humanidade com a natureza começou com o nascimento da sociedade moderna industrial, mas Kolbert oferece evidências de que, na verdade, começaram com a morte das espécies desde que chegaram ao cenário mundial. Mas agora alguns cientistas pensam que os culpados podem ter sido nossos antepassados. Um pesquisador, com base em seus modelos de computador, mostrou que mesmo uma população de 100 seres humanos poderiam ter exterminado a megafauna da América do Norte dentro de um milênio ou dois.

Então, para onde vamos a partir de agora? Kolbert oferece pouco em termos de falsas esperanças. O livro “Sixth Extinction” não pretende ser um amontoado de páginas sombrias, ainda que a sua mensagem não seja muito otimista.

© IBTimes, 2014.

Fim do casamento

em Coluna por

Alex

Fim do casamento

Porque um casamento de muitos anos chega ao fim?

Conheço vários “casamentos fachadas”, onde o casal vive dentro da mesma casa, porém não exercem mais o papel de marido e mulher.

Nos últimos tempos, fui convidado duas vezes para ser testemunha do laço matrimonial. Vi o amor pairar sobre a cabeça dos noivos. Sim, naquele momento solene tinha muito amor, os olhos brilhavam, sorriso de ponta a ponta das orelhas. Realmente uma coisa linda de se ver e admirar. Hoje estão felizes, juram amor eterno, fidelidade até o fim da vida, e depois das bodas de prata, será a mesma coisa?

Numa dessas festas de casamento tive a oportunidade de conhecer um homem de 51 anos, casado há 27 e que hoje vive um casamento de fachada. Há 2 anos ele e a mulher nem se falam direito.

Me interessei e quis entender o por que de tudo isso.

Tudo começou pela falta de parceria da parte dela durante os longos anos. Ela nunca foi a nenhum lugar que ele gosta, sempre criticou e desconfiou quando ele saia com os amigos. E mesmo ele convidando, ela nunca quis ir.

Ele contou que até hoje ama a sua esposa, mas ela não sente o mesmo por ele, pois há mais de 3 anos eles não fazem sexo, até dormem na mesma cama, mas não trocam nenhuma carícia. Ele tentou várias vezes e ela sempre fugia, dizendo que não tem mais idade para isso, que é melhor ele ficar com os amigos, etc…

Ele me revelou uma coisa que até me deixou chocado: os dois estavam assistindo a um filme de luta e durante o filme tinha uma cena de sexo, ela se irritou por ele ver a cena e reclamou muito disso. Ele alegou que fazia parte do roteiro, que não sentia nada vendo aquilo, mas ela simplesmente saiu da sala e foi dormir #magoada.

Com o tempo, o seu desejo de homem aumentou, ele não queria trair a esposa, pois que jurou fidelidade no altar. Ele me disse que quando se casou queria viver com muito amor, paz e sexo, mas isso acabou, já tentou muitas vezes reconquistar a esposa, mas foi em vão.

Não aguentando mais o tesão acumulado, caiu na tentação e hoje vive um relacionamento fora do casamento.

Faz menos de um ano que ele tem relações com outra mulher e contou que a atual já fez mais coisas na cama do que a própria esposa fez em 27 anos de casamento. E ainda me disse que muitas vezes pediu para a esposa usar uma roupa mais sensual, porém ela achava vulgar e nunca fez uma surpresa ou algo mais ousado na cama, sempre era a mesma coisa.

O mais triste de tudo é que conheço muitos casos iguais a esse, onde ambos estão insatisfeitos com a relação, mas não querem a separação por medo da polêmica que causará na família ou por acharem que os filhos irão sofrer com a situação, enfim, só acho que manter um casamento de fachada é desperdiçar o seu próprio tempo.

A minha dica é bem simples: continue seduzindo o seu parceiro, procure novas formas de prazer na cama, novos tipos de lazer e um novo jeito de provar todos os dias seu amor. É claro que tudo isso precisa ser correspondido, se não for, procure sua felicidade em outro lugar, mas sem trair a pessoa que você construiu uma família.

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Alexsander Brunello. Editor-chefe do The São Paulo Times. É redator publicitário e atualiza a sua coluna Dicas & Pepitas todas as quintas-feiras. © 2014.

Copiar uma lei e não cumprir é a nova matéria das Universidades Americanas

em Mundo/News & Trends por

Em 2011, Julia Dixon cursava pós-graduação na Universidade de Akron, em Ohio e começou a fazer uma pesquisa para registrar queixas contra o mau uso dos casos de violência sexual da Lei Federal Clery. Na última terça-feira, ela apresentou dados que afirmam algo assustador: a universidade tem coagido vítimas de estupro para retirar as acusações, entre outras queixas, a lei não consegue relatar com precisão os assaltos ocorridos nas acomodações dos alunos.

Após Dixon ser estuprada por um aluno dentro da uma sala da universidade em 2008 na sua primeira semana como caloura, ela imediatamente chamou a policia do campus e foi para o hospital local. Só que ao invés de receber o apoio necessário que está no manual de política da escola aos alunos, Dixon foi incentivada por um detetive da Universidade de Akron manter o caso em sigilo absoluto, alegando que um advogado de defesa poderia fazer com que ela tivesse provocado o estupro para chamar atenção.

Até o momento a polícia tem seu kit de estupro (usado para reunir e preservar as provas após uma acusação de agressão sexual). 20 meses mais tarde, o estuprador de Dixon não estava mais na escola. Em 2010, ele foi declarado culpado de duas acusações: contravenção de imposição e de violências sexuais.

Dixon já estava com raiva dos administradores da universidade serem mal informados sobre os protocolos oficiais da escola para relatar a má conduta sobre casos de agressões sexuais, mas ao ler os documentos com mais calma enquanto escrevia sua queixa federal, uma outra surpresa desagradável apareceu para deixá-la mais chocada, pois Dixon descobriu que grandes trechos pareciam ter sido copiados, muitas vezes de forma literal de políticas de outras faculdades e, para piorar, em alguns casos, a política da Universidade de Akron oferecia opções que não estavam realmente disponíveis no campus.

“Foi uma sensação horrível quando eu percebi que eles não estavam seguindo a sua própria política, mas agora eu tenho certeza que eles são completamente ignorantes sobre o que está escrito neste documento inteiro”, diz Dixon.

Organizações como a Associação Americana de Professores Universitários liberam regularmente as políticas e os procedimentos sugeridos com base em resultados de pesquisas e leis federais que as universidades devem utilizar como referência. Mas uma coisa é compartilhar as melhores práticas e outra é executá-las através da máquina de cópia, dizem os especialistas.

“Se eles estão copiando e colando, seria bom se lessem primeiro”, brinca Scott Berkowitz, presidente e fundador da Rede Nacional do Estupro, Abuso e Incesto. É bom para as escolas que políticas sejam semelhantes , diz ele, mas ” o certo é que os administradores se importem o suficiente para adaptá-lo ao seu campus”, acrescentando que um dos valores de colocar estas políticas em vigor é que ela obriga os administradores de alto escalão a debaterem e discutirem as políticas de agressão sexual. “Se uma política parece ser copiada sem edições individualizadas, sugere que não conseguiram alcançar o nível adequado de pensamento e de conversa”.

Supostas inconsistências são mais prejudiciais e difíceis de definir. Ambas Universidades, de Akron e de Miami usam a política de que os alunos podem apresentar uma acusação disciplinar e uma acusação criminal, ao mesmo tempo, embora também possam registrar uma reclamação disciplinar sem perseguir acusações criminais. Dixon diz que não é o que lhe foi dito. Em vez disso, os Assuntos Estudantis Judiciais dizem que seria difícil para ela provar-lhes que foi estuprada porque a polícia não tinha todas as evidências, de modo que,  seria inútil ter uma audiência judicial. E enquanto as duas políticas salientarm que “o apoio e os recursos da vítima” estão disponíveis, mesmo que os alunos não prestem queixa, Dixon diz que nunca ofereceram alguma acomodação, mesmo depois que ela foi diagnosticada com transtorno de estresse pós-traumático por um psiquiatra da universidade – na verdade, sua bolsa foi cancelada devido a sua ausência não justificada.

Dixon diz acreditar que a política da Universidade de Akron não é apenas “enganadora, mas é parcialmente plagiada” e mostra “que as instituições estão mais interessadas em aparecer para cumprir a lei do que realmente cumpri-las para ajudar os seus alunos” – consultores legais de agressão sexual e defensores concordam com ela.

Das  300 políticas de agressão sexual pesquisadas entre 2007 e 2012 pelo Accountability Project Campus (banco de dados on-line nacional das políticas de agressão sexual em instituições de ensino superior dos Estados Unidos), quase 80 por cento recebeu uma nota C ou inferior e nenhum recebeu maior do que um B. Quase um terço das políticas não foram encontrados para cumprir a lei federal. “Embora a maioria das políticas de emprego no banco de dados de campanhas de sensibilização, redução de risco (90 por cento) e iniciativas de segurança (75 por cento), são esforços não eficazes para tratar as causas profundas da violência sexual “, disse o relatório.3

Tracey Vitchers, coordenadora de comunicação dos estudantes ativos para acabar com Estupro, diz que as acusações de Dixon destacam porque recentemente o presidente Obama fez uma força-tarefa para atender as agressões sexuais nos campus estudantis. “Cada escola enfrenta desafios diferentes com base em seu tamanho, localização e os recursos disponíveis”, explica ela . “Se uma política não é adequada para o campus , não vai ser suficiente para os sobreviventes daquela comunidade”.

As reclamações continuam rolando desde o anúncio de Obama, funcionários e alunos da University of Texas Pan-americana também apresentaram queixas contra suas escolas federais na última terça-feira. O ex- universitário é acusado de violar tanto a Lei Clery quanto a lei de equidade geral federal. O Departamento do Escritório de Direitos Civis de Educação teve 39 investigações  pendentes envolvendo denúncias de violência sexual em instituições de nível superior, eles recebeu 23 reclamações referentes ao ato Clery em 2013 e impôs oito multas, no total de 1.450 mil dólares.

Denine M. Rocco, vice-presidente associado da Universidade de Akron e decano dos estudantes, afirma que a criação da política de agressão sexual da escola era um “esforço conjunto” compartilhado entre “um número” de escritórios, incluindo o decano dos estudantes, o Gabinete de Conduta do Estudante, o coordenador do Título IX e do Gabinete do Conselheiro Geral, e que a escola “absolutamente partilha a informação” com campus em todo o país e em Ohio. Ela não tinha certeza de como muitas vezes a política era atualizada, não podendo comentar sobre outras alegações de Dixox, já que ela ainda não tinha recebido a queixa Clery.

Claire Wagner, porta-voz da Universidade de Miami, diz que a escola atualiza sua política de agressão sexual no mínimo uma vez por ano e não se importa se a Universidade de Akron foi inspirada por seu protocolo . “Estamos todos à procura de melhores práticas”, diz ela. “Eu não me sinto mal, se é verdade que eles estão copiando algumas de nossa escritas”.

É bom rever a política de outras escolas como um ponto de partida, diz Dee Spagnuolo, sócio do departamento de contencioso da Ballard Spahr que aconselha faculdades e universidades nas questões de agressão sexual e má conduta, mas as políticas devem ser adaptadas à cultura e necessidades da sua própria escola; uma política não pode ser apenas “legalmente suficiente”.

Akron está “copiando uma política que parece ótimo para as vítimas, mas não está cumprindo “, diz Dixon. “É propaganda enganosa”.

© 2014, Newsweek.

“Pibinho” e apagões: o que falta piorar?

em Brasil/The São Paulo Times por

Ao longo de 2013 assistimos dezenas de apagões dos serviços de telecomunicações em cidades de norte a sul do Brasil. Se o apagão fosse só dos serviços de telecomunicações, até que estaríamos conformados, mas não é. Falta água na grande São Paulo e em alguns municípios haverá racionamento essa semana. Nem bem começamos 2014 e o fantasma do apagão de energia elétrica também ronda a sociedade brasileira, que mesmo em tempos de “pibinho” e diminuição da atividade industrial é uma ameaça real. Como somos otimistas, bendito seja o “pibinho”, pois se houvesse “pibão” estaríamos sem ar condicionado nesse verão escaldante!

De todas as mazelas da infraestrutura brasileira, que é deficitária em portos, estradas e serviços públicos básicos ao cidadão em geral, o que mais assombra é a incapacidade de planejamento e execução de obras relativamente simples. Digo simples baseado em fatos históricos.

Roma na aurora da Era Cristã, contava com uma população de um milhão de pessoas e tinha água corrente em residências e banhos públicos acessíveis a toda a população. Obviamente o problema de termos racionamento de água nos dias de hoje, não é por falta de engenharia, muito menos por questão de dinheiro, haja vista o Brasil estar entre os 10 países mais ricos do mundo. Se temos dinheiro e temos tecnologia, mas não temos serviços públicos de qualidade, onde afinal estamos errando?

A resposta é complexa, mas podemos encontrar algumas pistas comparando o processo de formação do Estado brasileiro com o de outros. Tomemos como exemplo a Independência dos Estados Unidos. Quando o General George Washington, em 1782 venceu a Guerra de Independência contra a Inglaterra, foi aclamado pela elite ruralista norte-americana como rei.

Ele recusou a coroação, justificando que se aceitasse, moralmente profanaria o direito de todos aqueles que morreram na guerra lutando a seu lado e não merecia honraria por cumprir seu dever cívico com a pátria. Por conta disso, é aclamado até hoje como Cincinnati, alusão ao aristocrata romano, que governou o império em tempos de crise e passado o momento crítico abdicou do poder retornando a sua vida rural, contrariando a vontade popular, que insistiu que ele ficasse.

Muitos dizem: o Brasil é um país jovem, se comparado aos países europeus. Isso é verdade. Mas é igualmente verdade que os Estados Unidos também são, posto que ficaram independentes na mesma época que o Brasil. Ocorre que o rei D. João III em 1534, com o fito meramente exploratório, criou as capitanias hereditárias e distribuiu terras aos nobres portugueses. Lá, George Washington negou o direito a seus filhos de serem “reis”, aqui criamos vários “reis” que formaram o germe da classe política atual que dirige o país, e ao longo dos séculos, especializaram em se manter no poder, não importa como.

Se o político brasileiro tem todas as suas ações delimitadas a quatro anos de governo, como poderá planejar e realizar obras de grande porte que precisamos, cujo ciclo de duração pode perdurar uma ou duas décadas? O mesmo pensamento se aplica as empresas de telecomunicações, sendo as principais controladas por capital estrangeiro. Como garantir qualidade aos consumidores e investir na melhoria da infraestrutura do serviço, se a empresa tem como princípio geração de caixa a qualquer custo para remeter dividendos a matriz?

Tal qual na pesca predatória as operadoras de telefonia móvel estão adicionando ao passivo bilionário de suas controladoras um outro passivo, intangível, o descrédito do consumidor.

Penso que não somente no comando dos Estados e governos mundo afora, bem como na presidência das grandes multinacionais, precisamos de mais homens com o pensamento de George Washington e do velho ditador Cincinnaus, cabendo esclarecer que ditador era um cargo público previsto nas leis romanas, sinônimo de gestor interino, diferente do sentido atual. Pessoas que têm a consciência da diferença entre Estado e governo. Entre o essencial e o supérfluo. E principalmente que elas passarão e o Estado permanecerá. Resumindo: homens públicos com espírito cívico e valores éticos voltados para o bem comum. Razão de ser do Estado.

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Dane Avanzi
 é advogado, empresário do setor de engenharia civil, elétrica e de telecomunicações. É diretor superintendente do Instituto Avanzi, ONG de defesa dos direitos do consumidor de telecomunicações e vice-presidente da Aerbras – Associação das Empresas de Radiocomunicação do Brasil.

Estresse do dia a dia também pode ser um causador da obesidade

em Saúde & Bem-estar/The São Paulo Times por

Nos últimos anos, tivemos um aumento considerável no número de pessoas com sobrepeso, não só no Brasil, como no mundo inteiro. Algum dos fatores que contribuíram para esse aumento se dá à ausência de controle individual na ingestão alimentar, falta de autocontrole do indivíduo na hora de realizar suas refeições, escolhas por alimentos de rápido preparo (fast-food), além de uma determinação biológica para o ganho de peso, a genética. Outro fator preocupante é o estresse, ele por muitas vezes age silenciosamente e pode causar problemas de saúde como a obesidade.

Segundo a psicóloga especialista em Terapia Comportamental, Letícia Guedes, a pessoa com sintomas de estresse costuma atirar-se em grande quantidade de comidas, e isso pode acarretar problemas como a obesidade. “Não só a comida em grande escala faz com que o individuo venha a engordar, ele pode engordar de boca fechada.

Existe uma tensão continua que faz o organismo liberar em grande quantidade, dois hormônios que são responsáveis pela obesidade: a adrenalina e a cortisona. Quanto mais tensão, maior o risco de engordar”, explica a especialista.

A obesidade pode desencadear doenças como diabetes, hipertensão arterial, infarto e derrame. Geralmente, a probabilidade de desenvolver alguma dessas doenças aumenta se a pessoa apresentar sobrepeso. Além disso, a distribuição da gordura corporal é, também, um importante fator de risco para doenças crônicas não transmissíveis, ou seja, a gordura situada no tronco e abdómen, principalmente intra-abdominal (visceral), proporciona maior risco de complicações metabólicas, comparando-se a pessoas que possuem esse mesmo excesso de gordura, porém em outras regiões do corpo.

A especialista alerta que a pessoa deve observar a mudança do corpo, o excesso de peso acarretado pelo estresse pode não ser tratado apenas com regimes rigorosos. “Outros fatores podem estar contribuindo para a gordura. O paciente pode não mostrar um quadro de estresse ou de depressão para o nutricionista, ou especialista que é procurado por muitas pessoas obesas quando querem emagrecer”, disse Dra. Letícia.

O tratamento indicado para esse tipo de obesidade não se restringe a orientação alimentar. A mudança da rotina de trabalho, lazer regrado a prática de exercícios físicos, relaxamento e terapia podem ajudar a promover melhorias na composição corporal. “Indicamos exercícios físicos, mas alertamos que a prática irregular pode causar problemas, ao invés de auxiliar”, ressalta.

COMO PÉROLAS

em Coluna por

Camila

COMO PÉROLAS

Hoje acordei completamente sem voz. E isso me remeteu ao início da década de 80, quando eu tinha uns quatro ou cinco anos. Lembro que um dia eu acordei e fiquei muda. Minha mãe me perguntava algo e eu só fazia que sim ou não com a cabeça. Até que ela perguntou o porquê daquilo e eu respondi, rapidinho: “É pra não acabar a minha pilha”! Lembro de tentar adivinhar onde trocava a minha pilha, e não achar o lugar, de pensar que tinha que durar a vida toda. Aí minha mãe comentou: “Você não é de pilha como a boneca, pode falar à vontade”!

Danou-se! Falo demais até hoje. Meus parentes e amigos que o digam! Tive a manha de conhecer uma grande amiga na fila do check-in, indo para Santiago, por isso. Bem, porque ela, como eu, fala pouco também!

Mas me pus a refletir sobre isso: como pensamos realmente apenas de acordo com o que temos conhecimento, como restringimos nossa visão desde cedo e sempre se não nos treinarmos a nos abrirmos para o mundo. Na minha visão infantil, se a minha boneca precisava de pilha para falar, a “boneca” da minha mãe também. E se ela, como fator externo, não tivesse me dito, teria vivido sei lá quanto tempo – de horas a dias, angustiada (certamente), medindo palavras, emudecida.

Por isso é tão importante sairmos de dentro da concha e nos tornarmos pérolas. Por isso também, é bom não acreditarmos nas nossas verdades como sendo únicas. Conhecer o mundo lá fora nos dá um valor interno e externo imensurável. Nos mostra, mais do que somos, em quem podemos nos tornar. Nos amplia, nos cresce, nos enobrece. E o ideal é não nos envaidecermos pela gama de informações que temos ou adquirimos, nem as transformá-las em grandes tesouros ou cartas na manga para parecermos superiores aos outros. O ideal, na verdade, é internalizá-las, digeri-las, realmente consumi-las e fazer com que nos tornemos pessoas melhores, não só para o mundo, mas, principalmente, para nós mesmos.

Ainda estou sem voz, e hoje o ensinamento para mim, que “falo pouco”, é grande: o convívio com o silêncio forçado, não aquele que se deseja, mas o que se impõe. E as palavras vêm, são escritas, emolduradas em textos sobre a ausência do meu próprio som. E ouço assim o mundo de outra forma, sem pilhas, sem estar pilhada. Um ensinamento discreto como a pérola, que depois de sair da concha e ser tratada, dá seu toque e adorna com elegância, pessoas e mentes brilhantes nas melhores ocasiões.

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Camila Linberger é relações públicas, sócia-diretora da Get News Comunicação, agência de comunicação corporativa e assessoria de imprensa sediada em São Paulo. © 2013.

51 bilhões de dólares: os Jogos Olímpicos de Inverno valem tudo isso?

em Geral/Mundo por

O governo russo declarou ter gastado 51 bilhões de dólares nos Jogos Olímpicos de Sochi, mais do que todos os Jogos Olímpicos de Inverno anteriores juntos. Então, o que o país espera receber em troca? Um nome no cenário mundial, um aumento de reputação e um crescimento do turismo local após as Olimpíadas – o que parece cada vez mais improvável.

“A cidade e a região dos Jogos Olímpicos de Inverno da Rússia, Sochi e Krasnodar Kra, respectivamente, têm se beneficiado de financiamentos do governo para os Jogos Olímpicos e Paralímpicos deste ano, mas é provável que enfrentem crescentes pressões fiscais a longo prazo”, declara a agência de classificação de risco de crédito, Moody´s Investor Service, em um resumo de suas conclusões, acrescentando que “o alto custo do evento e outro tipo de publicidade negativa têm limitado os benefícios da reputação de sediar os Jogos Olímpicos”, finaliza.

A agência afirma que o setor hoteleiro russo estava particularmente vulnerável “pois um grande aumento na oferta de quartos atrelado a forte concorrência de outros resorts cria incerteza sobre as perspectivas de longo prazo para a indústria do turismo de Sochi”.

Jornalistas internacionais fizeram uma paródia dos hotéis de Sochi na preparação para os Jogos, criticando todo o resort do Mar Negro por ter a aparência de um projeto semi-acabado. As reclamações eram marcadas com as populares hashtags #SochiProblems e republicadas pela conta @SochiProblems (que ganhou 180 mil seguidores em questão de horas) vão desde banheiros compartilhados bizarros, maçanetas desaparecidas até ruas cheias de escombros com bueiros abertos.

Mesmo antes da chegada das delegações esportivas, houve especulações de que o atendimento para os Jogos seria muito menor do que os 97% alcançados em Vancouver, há quatro anos, dada a ira da publicidade negativa sobre ameaças terroristas e preocupações com os direitos humanos. Os organizadores, no entanto, negaram qualquer sugestão de que haverá lugares vazios. Eles disseram no mês passado que 70% dos 1,1 milhões de ingressos já tinham sido vendidos.

Uma coisa é certa: pouquíssimos norte-americanos estarão nas arquibancadas.

A Travel Leadres Group, a maior empresa de agência de viagens da América, realizou uma pesquisa com seus 1.358 agentes de viagens e constatou que a maioria esmagadora – 91,2% – não tinha percebido qualquer interesse nos Jogos Olímpicos de Inverno entre os seus clientes.

A pesquisa realizada sugere que apenas 35 pessoas procuraram voos a partir dos EUA – para a Rússia – em um determinado dia, nos quatro meses que antecederam os Jogos, tornando-se 1000 vezes menos popular do que Las Vegas, mas em pé de igualdade com a visita a casa de Legoland, na Dinamarca ou a procura pelas noites nos clubes em Ibiza, na Espanha.

“Normalmente, os Jogos Olímpicos levam um grande número de visitantes para a área onde são sediados”, a empresa Hopper – uma startup que investiga dados no setor de viagens – observou em seu relatório. “No entanto, este ano houve advertências contra viagens para a Rússia e até mesmo há relatos que os próprios atletas olímpicos estão recomendando que seus membros da família fiquem em casa”, a equipe analisa.

Além das questões de segurança amplamente divulgadas e que envolvem os direitos dos homossexuais, o preço pode ter provado a barreira final. Os analistas calculam que o custo médio que um morador dos EUA gasta para assistir aos Jogos Olímpicos de Sochi é entre 7 mil dólares e 14 mil dólares pelo período de uma semana; considerando o custo das passagens aéreas, hospedagem, além do caro (e complexo) sistema de vistos.

(C) IBTimes, 2014.

Dieta vegetariana é a melhor escolha para as crianças?

em Saúde & Bem-estar/The São Paulo Times por

Especialista da Netfarma, maior farmácia online do país, listou os prós e contras de uma alimentação sem carne para a saúde dos pequenos. É preciso, por exemplo, ficar atento aos riscos de deficiência nutricional.

Ser vegetariano é uma tendência que tem ganhado cada vez mais adeptos no Brasil. De acordo com dados do Target Group Index, do IBOPE Media, 8% da população brasileira declara-se vegetariana. Mas, e quando os pais decidem passar esse tipo de alimentação aos filhos?

Para a Sociedade Brasileira de Pediatria, a alimentação vegetariana é compatível com boa saúde, porém, nas crianças existem riscos de deficiências nutricionais. Como os alimentos vegetais possuem baixa densidade energética (alto conteúdo de fibras e baixo teor de gorduras) e são inadequados em vitaminas D e B12, pequenas ingestões, já que crianças costumam comer pouco a cada refeição, podem acarretar problemas.

A dra. Karin Honorato, nutricionista e consultora explica quais são os prós e contras de cortar carnes da alimentação dos pequenos.

Contras

Segundo a especialista, quanto mais jovem for a criança, mais nutrientes ela precisa e os vegetais – por serem pouco calóricos – podem deixar a dieta mais carente, mas se a alimentação for bem acompanhada, variada e nas quantidades ideais, não tem problema nenhum a criança ser vegetariana. “Existem aminoácidos que são encontrados somente na carne vermelha. E uma dieta sem carne pode acarretar falta de B12 no organismo que está fortemente envolvida na formação do sangue e nas funções cerebrais. Sua deficiência geralmente resulta em anemia e, em casos extremos, danos irreversíveis ao cérebro”, mas se a dieta for adequada, a absorção dos nutrientes é ainda melhor nos vegetarianos e sua saúde pode ser até mais ideal, diz a consultora.

Prós

Por se tratar de alimentos que contém menos calorias, a digestão das refeições são mais rápidas e fáceis, explica a especialista. Uma dieta vegetariana ajuda na prevenção de doenças cardiovasculares, hipertensão, diabetes e colesterol, isso porque a dieta contêm baixa quantidade de gordura saturada e grandes quantidades de antioxidantes. “Se bem planejada, o valor nutricional desta dieta é maior do que a dieta dos onívoros”, aponta.

Porém, a consultora \faz uma ressalva importante. “Se for acordado pela dieta vegetariana, o aconselhado é realizar acompanhamento do pediatra e nutricionista para a verificar se os níveis de proteínas, minerais e principalmente de ferro estão normais.”

Falando de futebol

em News & Trends por

Eu não sei quantas palavras os esquimós usam para definir a neve, mas na minha conta, existe pelo menos 73 maneiras de narrar um jogo de futebol.

O gol é ato fundamental do futebol, bem como a existência de tantas palavras para descrever o nosso desejo que envolve todos os aspectos do jogo. Os 90 minutos de uma partida são diminuídos pelas horas que passamos assistindo a escalação e depois secando o adversário, recolhendo ao longo dos rumores de transferência, controvérsias disciplinares, diagnósticos cognitivo-comportamentais, avarias estatísticos, e micro análises táticas.

O clichê de futebol tornou-se minha obsessão pessoal. Acho que alguns são irritantes, outros encantadores. É esta relação complicada com a linguagem do esporte me inspira há sete anos. Você ouve os clichês em qualquer lugar onde uma bola está rolando, mas na maioria das vezes, é o comentarista de televisão que são os maiores culpados por causar e criar os famosos clichês do futebol.

Eles são sintomáticos da mediocridade da cobertura do futebol moderno, mas nem todos esses clichês trazem uma falta de pensamento original. Em um século e meio, nada foi encapsulado nas oscilações imprevisíveis de um jogo de futebol de forma mais sucinta do que “um jogo de duas metades”, tornando-se um clichê. Outras palavras e frases bem-vestidas contêm alguma verdade, mas isso não significa que não vão fazer seus ouvidos sangrarem.  Um pouco de sabedoria indiscutível que levanta a questão: quando não é? Os jogadores de futebol preferem fazer passes e desarmes do que falar sobre eles, e os clichês do futebol lhe dão algo seguro a dizer, antes de voltarem aos seus fones de ouvido. A pontuação na tabela é  “sempre legal “. A vitória foi ” bom para a equipe”. Nesses casos, aceitar a sabedoria é um conforto.

Alguns clichês do futebol são conspícuos por sua altíssima idiotice. Um chute que, apesar de seu poder impressionante, voa direto para as mãos (geralmente “agradecidas” ) do glândula é dito como: “passou raspando”. “Qualquer jogador habilidoso que arrisca dar um passe longo de mais de seis metros de altura é rotulado de “um bom toque de um grande homem “.

O jogo possui um número surpreendente de palavras obsoletas que se originou em outro lugar, mas ainda florescem aqui. A maioria dos fãs talvez nunca use “pau”, “pegou por trás”, “julgado”, “bola na mão ou mão na bola” (como um verbo), se essas palavras não forem usadas dentro do contexto do esporte.

Os limites de 140 caracteres do Twitter tornaram-se um terreno fértil para os comentaristas on-line de clichês, usando hashtags para expressar a sua aprovação em um determinando lance do futebol, como #chupa #olé ou #mãodealface, #frangueiro, #eliminado e #goleada estão em ascensão. Futebolistas são formadores de opinião, e no momento em que a hashtag é algo embrulhado para descrever um lance do jogo, os milhões de seguidores vão seguir o exemplo e postarem as suas também. Daí aguenta  o nível de clichê subir ao topo dos trend topics.

 Como a cobertura de futebol alcança a população, talvez seja certo abraçar o clichê e reconhecer o seu lugar dentro do campo.

© 2014, Newsweek.

Os desafios do consumidor em tempos de convergência digital

em Brasil/Negócios/The São Paulo Times por

Em tempos de convergência digital, está cada vez mais árdua a escolha do consumidor final frente a tantas opções de serviços de telecomunicações. Por parte das concessionárias de telecomunicações o investimento é pesado, seja no âmbito da telefonia fixa ou móvel.

Um verdadeiro bombardeio de propaganda e serviços é dirigido ao consumidor, que ao se deixar seduzir pela propaganda mais engraçada, pode errar feio na hora de decidir qual operadora ou plano de serviço melhor atende suas necessidades.

Na radiocomunicação não é diferente. Sem exagero, ouso pensar que seja um pouco mais complicado do que o exemplo acima, especialmente porque vivemos um período de transição de tecnologia com os equipamentos analógicos com os dias contados e os equipamentos digitais na aurora de seus dias. Afora isso, diferentemente dos serviços públicos de telecomunicações, o serviço limitado privado destinado para aqueles que possuem uma rede particular de telecomunicações com repetidores, torres e infraestrutura própria, tem prazos diferentes de migração condicionados a data limite de validade prevista em suas respectivas outorgas.

Além da questão de regulamentação jurídica, há outras mais complexas ainda que afete a própria tecnologia. Na plataforma de radiocomunicação DMR (Digital Mobile Radio), não há soluções de software homologadas pelos fabricantes, sendo de suma importância para não comprar gato por lebre a realização de testes de viabilidade técnica com a intenção de aperfeiçoar a compatibilidade de integração com outros dispositivos, caso comum em se tratando da transmissão de dados. Nesses casos, para não errar, tem que ser como São Tomé, ver pra crer, planejar um teste piloto, dimensionar qual a capacidade de dados que o sistema deve comportar, e após verificar a viabilidade prática do sistema, adquirir o serviço com o custo benéfico certo.

Antes de contratar um sistema de radiocomunicação digital, convém simular os custos de manutenção que decerto virão ao longo dos anos.

Embora a maioria dos fabricantes de radiocomunicação concedam um ou dois anos de garantia do produto, esta limita-se apenas a defeitos de fábrica, sendo a maioria das ocorrências em um parque de rádios advinda de má utilização, portanto sem cobertura. Atenção especial merece alguns acessórios importantes como o custo e durabilidade das baterias, no caso dos rádios portáteis. Como ter, implica em manter, assim como num carro, o maior investimento não é comprar o bem, mas sim mantê-lo.

Nesse cenário, opção a ser levada em conta é a da locação dos equipamentos na qual a empresa locadora deve garantir o equipamento em funcionamento por um preço pré-determinado. A polêmica entre o que é mais vantajoso, comprar ou alugar, é antiga e depende de como o gerente do contrato encara o serviço. Administrações mais modernas não hesitam em alugar, sendo comum a esse perfil de administrador delegar e cobrar resultados com SLA (Service Level Agreement), ou acordo de nível de serviço, previamente acordados.

Adriano Fachini é empresário do setor de telecomunicações e presidente da Aerbras – Associação das Empresas de Radiocomunicação do Brasil.

Aumento do salário mínimo nos EUA: há motivos para comemorar?

em Mundo/News & Trends por

O presidente Obama está prestes a dar meio milhão ou mais de aumento aos norte-americanos. Conforme a renovação dos contratos federais, os trabalhadores que estão recebendo o salário mínimo de 7,25 dólares por hora perceberão que o aumento será por volta de 40% (subindo para 10,10 dólares). O presidente também pressiona o Congresso para aumentar o salário mínimo em todo o país para o mesmo nível. Isso pode soar generoso, mas em comparação com outros países ricos, ainda está abaixo da média.

De acordo com o ranking da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento, dentre as nações mais desenvolvidas de acordo o salário mínimo, os EUA ocupam o 11 º lugar com o salário mínimo atual de 7,25 dólares por hora. Se o salário mínimo aumentou para 10.10 dólares, os EUA se classificam, agora, na oitava posição. No topo está a Austrália, que paga 15,75 dólares por hora, seguido por Luxemburgo (14,21 dólares), França (12,55 dólares), Irlanda (12,03 dólares), Bélgica (11,92 dólares), Países Baixos (11,38 dólares) e Nova Zelândia (10,22 dólares). Um salário mínimo de 10,10 dólares ainda estaria abaixo da média de 11,66 dólares por hora para as 10 principais nações.

Isso é um golpe em mais de 3 milhões de trabalhadores empregados no setor privado ou que ganham abaixo de um salário mínimo. Esses trabalhadores tendem a ser jovens, em sua maioria mulheres, que trabalham em serviços como o de lazer, hotelaria e restaurantes. No ritmo atual – com o salário mínimo de 7,25 dólares por hora – o trabalhador que tem jornada integral ganha 14.500 dólares por ano.

À medida que o governo federal define o salário mínimo para a nação, os estados norte-americanos podem determinar suas próprias leis de salário mínimo. Segundo o Departamento do Trabalho, 21 estados, mais Washington, na verdade, têm salários mínimos acima do nível federal. O mais alto é o do estado de Washington com um salário mínimo de 9,32 dólares por hora. 20 outros estados mantêm a taxa de salário mínimo federal. 4 estados pagam menos de um salário mínimo e 5 não têm nenhuma exigência de faixa salarial. No caso do estado da Geórgia, onde o salário mínimo é fixado em 5,15 dólares por hora, as empresas são obrigadas a pagar o salário mínimo federal, apesar de haver muitas isenções. Não é nenhuma surpresa, portanto, que a Geórgia tenha uma das maiores proporções de seu ganho baseadas na força de trabalho que recebe abaixo do salário mínimo.

Enquanto o salário mínimo afeta diretamente uma pequena parte da força de trabalho, apenas 5% de todos os trabalhadores que ganham salários por hora, muitas vezes consideram esse cálculo (valor por hora) como uma medida de riqueza. Os países em desenvolvimento, por exemplo, estabelecem salários mínimos baixos e os países mais ricos tendem a ter salários mínimos mais elevados. Os EUA são um líder em muitas maneiras, mas quando se trata de salário mínimo não estão nem sequer na média.

© 2014, Newsweek.

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