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Brasil/Mundo/São Paulo

Advogado mais admirado pela Análise 500 e executivo do setor de energia inauguram novo escritório

Após uma longa trajetória como sócio de um grande e respeitado escritório paulistano, o advogado Tiago Lobão Cosenza decidiu que era o momento de inaugurar sua própria sociedade de advogados. Ao lado de Caio Figueiredo Cavalcante, que atuou como superintendente jurídico de um dos maiores grupos de energia do país, o advogado inaugura LCFC Advogados. 

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News & Trends

Stand Up Crônicas: Bate a bunda no vapor

em Coluna por

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Stand Up Crônicas: Bate a bunda no vapor

São Paulo já foi conhecido como terra da garoa. Mas com o calor que tem feito nas últimas semanas, só cai garoa em cima da gente quando alguém chacoalha o cabelo suado.

O mais insuportável desse verão extremo não é o calor em si, mas as reclamações do pessoal no Facebook. Até então, eu achava que as indiretinhas para amigas e namorados eram o pior estágio que um post poderia atingir. Mas é impressionante o nível de chatice que um ser humano pode chegar quando a temperatura passa dos 30o C.

E pode anotar o nome das pessoas: são exatamente as mesmas que vão reclamar do inverno daqui uns meses. Aliás, o paulistano sempre reclamou que São Paulo tinha 4 estações no mesmo dia. Agora que tem só uma, continua reclamando.

Eu até entendo o pessoal reclamar tanto do calor. Está demais mesmo. Dia desses, vi uma baiana vendendo acarajé na rua, só de biquini. Algumas horas depois, soltei um peido numa reunião. Todos na sala agradeceram, porque deu uma refrescada.

Eu ouvi dizer que este é o verão mais quente dos últimos 71 anos. Ou seja, não faz tanto calor desde quando a Dercy Gonçalves tinha 36 anos. PQP, como faz tempo. Ouvi também que a culpa é do aquecimento global. Pode ser, mas acho que o aumento do número de cachimbos acesos na cracolândia também deu sua contribuição para elevar a temperatura da cidade.

Por outro lado, tem gente que adora o verão. Vá lá, tem mais decotes, mais coxas, mais pernas à mostra. Mas também tem mais axé music, mais pernilongos e mais cecê. Aliás, o verão é a estação mais democrática do ano, em que a Gisele Bundchen fica tão cecezuda quanto uma tia gorda cuidando da churrasqueira.

Outra vantagem da estação dos infernos é o horário de verão. Durante três meses, temos sol até quase oito da noite. É uma hora a mais para curtir o dia, fazer uma caminhada no parque ou tomar uma cervejinha. Mas nós, paulistanos, acabamos usando esse tempo para trabalhar mesmo.

Agora, quem ganha com o calor são os papos de elevador. Com esse clima, as viagens entre o 1o e o 20o andar nunca são silenciosas. Completos desconhecidos comentam que passaram a madrugada virando para lá e para cá na cama, sem roupa e ensopados de suor. Depois saem com caras de sérios, como se merecessem algum respeito depois de falarem todas essas coisas.

Mas o que fica mesmo aquecido nesse calor é o mercado de piadas ruins. Até cachorro na bunda sua. As galinhas já estão botando ovo cozido. Fui beber água no bebedouro e saiu vapor. Parece que o mundo, de uma hora para a outra, se transformou num enorme Zorra Total. Só há uma explicação: todo esse calor acabou derretendo alguns cérebros.

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 José Luiz Martins. Humorista, publicitário e roteirista. Sócio da empresa Pé da Letra, de criação e produção de conteúdo.
© 2014.

Dias melhores virão

em Coluna por

Camila

Dias melhores virão

Já assistiu a um vídeo em que a Coca-Cola, sem dizer que era a marca de refrigerante, lançou uma campanha sobre as pílulas mágicas para emagrecer? A companhia fez um anúncio no jornal dizendo que daria o remédio para as 50 primeiras pessoas que ligassem. Selecionou três, entrou em contato com os familiares deles e, no dia de buscarem a encomenda, claro que também “por encomenda”, tudo deu errado. O carro não pegou, o cachorro correu atrás, uma velhinha pediu ajuda para subir num prédio sem elevador, uma moça bonita derrubou suas compras e obrigou o gordinho a fazer agachamento. A vontade era tanta, que, ainda assim, todos chegaram ao destino e receberam, na caixinha, um iPod com as imagens do seu dia, mostrando que mais atividade física e menos sedentarismo os faria chegar ao objetivo.

Aposto que no meio do caminho, algum deles chegou a pensar na palavra “boicote”, em azar, em “hoje eu não devia ter levantado da cama”, ou, “que diazinho”, tomara que acabe logo. Aí, no final, percebendo que realmente o “boicote” existia e que, na verdade, não era um boicote, mas um incentivo, passaram a enxergar, pelo menos naquele dia, as coisas diferentes.

Lembrei de uma vez em que estava insatisfeita, querendo vida nova e ia emendar, no fim do dia, uma entrevista de emprego. Saí correndo, agitada, um pouco tensa com as perspectivas de mudança. Na época, parava meu carro na rua, próximo a uma praça. Claro que, no meio da correria, no último passo antes de entrar no carro eu pisei onde? Num cocô de cachorro, por que não? Lembro que o primeiro pensamento, aquele do piloto automático foi: “Não acredito!” Como vou com o sapato sujo e fedido para uma entrevista? Limpei na grama como deu, entrei no carro e fui.

No trânsito, a caminho, lembrei da época em que fazia teatro, na adolescência. Foi lá que eu aprendi o porquê os atores desejam “muita merda” antes de começarem uma peça. Diz a lenda que, antes do surgimento dos automóveis, as pessoas iam de charrete para os teatros. Seus cocheiros continuavam do lado de fora, esperando o espetáculo acabar. Ao término, quando todos iam embora, o que sobrava na rua, onde os cavalos ficavam era o cocô deles, que ficaram por horas ali. Assim, quanto mais se tinha, maior o público e mais sucesso o espetáculo tinha feito. Pensei naquilo como um sinal de sorte. E, sendo ou não, a confiança que me deu, naquele momento, (depois do nervosismo), rendeu a vaga de emprego.

Tem também a história de um casal de primos que se conheceu quando bateu o carro um no do outro (não me perguntem se foi a mulher ou homem que bateu, que eu não sei responder). Tem a da filha que, com a mãe doente, foi levá-la ao médico e na recepção conheceu o marido, que também estava acompanhando a mama ao consultório. Tem a menina que foi ao bar pra conversar com a amiga sobre a triste história do fim de seu namoro e conheceu o noivo na mesa ao lado.

Estão aí situações e formas diferentes de se olhar para o mundo. Quando tudo parece estar errado, pode ser que, na verdade, esteja se encaminhando para o rumo certo. Por isso, vale a pena respirar fundo e, a cada vez que se perceber irritado com isso ou aquilo, lembrar que, pode ser só um mau momento, mas pode também ser o melhor dia para a grande mudança da sua vida.

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Camila Linberger é relações públicas, sócia-diretora da Get News Comunicação, agência de comunicação corporativa e assessoria de imprensa sediada em São Paulo. © 2013.

Comércio bilateral – Brasil e Índia

em Brasil/Mundo/The São Paulo Times por

No contexto político internacional dos últimos anos, Índia e Brasil alavancaram cooperação e vêm multiplicando esforços para maior aproximação entre os países. Devido a uma conjuntura econômica similar, e também por conta de ambos constituírem partes integrantes do BRICS, essa estratégia tem potencial para lograr resultados estrategicamente importantes. Apesar de um histórico de comércio bilateral pouco relevante entre as partes, as duas nações pretendem promover suas relações comerciais por meio do fortalecimento e do compartilhamento de oportunidades de investimento em setores de interesse mútuo. Essa estratégia também pode significar um bloco econômico mais sólido entre os países membros do BRICS.

Embora sejam dois países de culturas muito distintas, indianos e brasileiros têm muito em comum. Estados burocráticos, diversidade cultural ampla, corrupção dos agentes públicos, problemas de infraestrutura e de logística são alguns deles, assim como a busca por desenvolvimento e a emergência de seus mercados domésticos também são fatores que os aproximam.

Há grande potencial comercial a ser explorado por estes dois emergentes. Aviação, mineração, ferro e intercâmbio tecnológico são setores que já protagonizam as relações Brasil-Índia, ainda que maiores investimentos sejam necessários para que a parceria decole. Paralelamente a isso, os setores indianos de tecnologia da informação e biotecnologia gozam de grande desenvolvimento e investimentos em pesquisa, o que abre novas possibilidades para acordos estratégicos de transferência de tecnologia para o Brasil, que carece de capital tecnológico e computacional.

Em 2010, o volume de comércio entre os dois países alcançou 7,7 bilhões. Posteriormente, em 2012, a Índia se tornou o 9º maior parceiro comercial do Brasil, responsável por 10.6% de sua balança comercial. Isso colocou o país na 11º posição no índice de importações do Brasil naquele ano, e também elevou sua posição como o 7º maior destino das exportações brasileiras no período.

No que se refere às mercadorias comercializadas, as maiores exportações do Brasil para a Índia são: petróleo, açúcar, minérios de ferro e derivados de soja. Estes foram responsáveis por 77,93% do fluxo de 3.1 bilhões de 2013, enquanto que as exportações da Índia para o Brasil são menos concentradas, com particular destaque para o combustível, item importante para o mercado brasileiro.

Além disso, ainda que o fluxo comercial tenha sido reduzido em 2013, por razões que vão além da disposição desses Estados em cooperar, atualmente o Mercosul tem um acordo de 15 bilhões com a Índia em volume comercial, e este está estrategicamente desenhado para alcançar 25 bilhões em 2015. O Brasil por si não deve obter maiores vantagens deste o acordo assinado em 2005, pois as tarifas aplicadas aos produtos de interesse brasileiro não sofreram grandes reduções em termos de preferências comerciais.

Mas isso certamente pode fortalecer a aproximação entre as duas regiões, Ásia e América do Sul, revelando-se como uma alternativa para a expansão comercial brasileira e um alívio para o mercado regional. O aprofundamento das relações Brasil-Índia pode se traduzir em taxas de preferências comerciais mais competitivas, o que aqueceria suas relações comerciais e impulsionaria o crescimento econômico de ambos. Porém, isso tem de ocorrer por meio da configuração de acordos bilaterais.

 Por Luiz Renato Nais

Como tratar convulsões?

em The São Paulo Times por

A convulsão é um distúrbio que se caracteriza pela contração muscular involuntária de parte ou de todo o corpo, ocasionada por aumento excessivo da atividade elétrica discriminada em específicas áreas cerebrais.

A convulsão não é necessariamente sinônimo de epilepsia. Epilepsia é uma doença peculiar, que tende a predispor o indivíduo a convulsões, mesmo sem apresentar problemas como febre alta, pancadas na cabeça, tumores cerebrais ou derrames.

As convulsões são crises marcadas por perda súbita de consciência, geralmente precedidas de intensos abalos musculares tônico-clônicos (relaxamentos e contrações intermitentes), podendo ser caracterizadas por dois tipos: parciais ou focais, quando apenas uma parte do hemisfério cerebral é alvo por uma descarga de impulsos elétricos, desorganizados, ou generalizadas, quando os 2 hemisférios são atingidos.

Em alguns casos, não é possível apontar a causa da convulsão. Em outros, destacam-se:

– Febre alta em crianças com idade inferior a cinco anos;
– Distúrbios metabólicos, como diabetes, hipoglicemia e  insuficiência renal;
– Doenças como tétano, tumores cerebrais, infecção pelo HIV, meningites, encefalites e epilepsia;
– Traumas cranianos;
– Falta de oxigenação no cérebro;
– Abstinência após o uso prolongado de álcool e de outras drogas;
– Efeito colateral de determinados medicamentos.

Destacamos as principais recomendações diante de um quadro de convulsão:

– Procure deitar a pessoa de lado para que não engasgue com o próprio vômito ou saliva;
– Levante o queixo para facilitar a passagem do ar;
– Retire todos os objetos ao redor da pessoa que ofertem risco de lesões ou machucados;
– Não insira nenhum tipo de objeto e nem tente puxar a língua do indivíduo para fora;
– Contar com atendimento médico.

O risco de novas crises diminui em casos de convulsões ocasionadas por drogas, álcool, efeito colateral de algumas medicações e por distúrbios  metabólicos, quando esses problemas são tratados ou corrigidos. Nos demais casos, existem medicamentos que são prescritos por um especialista de acordo com o tipo de convulsão para evitar o retorno e garantir o controle das crises.

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M.e William Malagutti é professor da USCS, graduado e licenciado em enfermagem, mestre em administração e comunicação, especializado em administração hospitalar pelo Instituto de Pesquisas Hospitalares; em Educação em Enfermagem pela Fiocruz/USP, e pós-graduado em gestão de pessoas pela UNIFAI.

Você sabe quais são as falhas da geração Y?

em Educação e Comportamento/The São Paulo Times por

Atualmente a maioria das empresas na área de Gestão de Pessoas é gerenciada por um ‘Gestor X’ baseada na experiência e no tempo de exercício do cargo/função.  Com isso, algumas dessas empresas criaram o “Programa do Mentor”, em que “X” é o mentor de um “Y” para acompanhar a sua trajetória profissional, com o objetivo de harmonizar essas gerações e que ambos compreendam seu papel e importância na empresa.

A Geração X é marcada por conflitos políticos como Impeachment e Diretas Já, indivíduos caracterizados pelo apego a títulos, cargos, méritos e reservas financeiras. Acompanharam o início da internet. Estão com mais de 30 anos e menos de 45, acompanharam as crises da década de 80 e tem a necessidade de segurança financeira.

Já Geração Y é imediatista, ligados em tecnologia e novas mídias. São profissionais que não querem que o chefe apenas determine o que eles devem fazer, querem participar. Tem a necessidade de uma evolução imediata, gostam de desafios e tem pressa no reconhecimento. 

Mas, de que maneira qualidades como: iniciativa, domínio na tecnologia e inovação pode condicionar a falhas? Na intenção de oferecer algumas dicas e caminhos possíveis para equilibrar a situação entre essas duas gerações de uma maneira que venha a somar para as empresas, o Professor da Universidade Zumbi dos Palmares, Luiz Eduardo Gasparetto levanta algumas questões importantes.

– Teimosia: Muitos profissionais da geração Y desenvolvem um projeto de acordo com o que considera importante, e não param para analisar outras perspectivas.

– Respeito à Hierarquia: Os Y estão habituados a tratar o superior, o gerente e gestor como um colega de trabalho, esquecendo-se da hierarquia da empresa.

– Normas: Na ansiedade de alçar vôos e oportunidades, eles se esquecem de cumprir as normas da empresa e cumprir etapas de processos determinados pela instituição.

– Domínio de conhecimento: A procura por qualquer assunto é realizada em sua maioria pela internet, só que poucos se aprofundam sobre o tema, ou seja, falta um estudo mais aplicado para afirmarem que dominam determinado assunto.

Compreender “falhas”, aparar arestas, permite o crescimento e evolução profissional, independente da geração que se faça parte. O aprendizado mútuo amplia o olhar sobre as próprias qualidades e defeitos.

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Luiz Eduardo Gasparetto, formado em Propaganda e Marketing pela Escola Superior de Propaganda de SP e em Direito pela PUC – Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, o professor da Universidade Zumbi dos Palmares tem diversos cursos de especialização em Recursos Humanos e Administração.

Milhões de trabalhadores são lesados por empresas ao aposentar-se

em Brasil/Negócios/The São Paulo Times por

Uma pesquisa feita pela Associação Brasileira de Apoio aos Aposentados, Pensionistas e Servidores Públicos (ASBP), constatou que milhões de trabalhadores são lesados ao requerer a aposentadoria por tempo de serviço e/ou por idade. Isso acontece por que a maioria da população não sabe que mesmo ao aposentar-se, tem direito às verbas rescisórias: indenização dos 40% do FGTS; aviso prévio com reflexo no 13º salário e férias + 1/3.

A aposentadoria por tempo de serviço e por idade não põe fim ao contrato de trabalho. Se for de sua vontade, o cidadão pode continuar trabalhando, mesmo após a aposentadoria. Se o trabalhador não solicitar a demissão por escrito, o seu contrato de trabalho continua vigente, neste caso, se for impedido pelo empregador de continuar, é caracterizada a demissão imotivada, da qual dá direito ao trabalhador de receber as verbas rescisórias.

Dos servidores públicos aposentados pelo INSS, pesquisados pela ASBP, impedidos de continuar trabalhando, 100% declararam não ter recebido as verbas rescisórias. Do serviço privado, a metade dos entrevistados (50%), declararam estar na mesma situação.

O advogado especialista em direito do trabalho e diretor jurídico da ASBP, Evaldo Oliveira, alerta que o prazo máximo para recorrer à justiça, é de até dois anos após o último dia de trabalho. Esclarece ainda, que este direito é somente para as aposentadorias por tempo de trabalho e/ou por idade, não cabendo para os demais tipos. Os casos de demissão por justa causa e contrato de trabalho por tempo determinado, também não possuem o direito.

O trabalhador aposentado nesta situação deve procurar imediatamente seu advogado, sindicato ou associação para orientá-lo. “Os tribunais têm entendido que, em se tratando de prestação de serviço público, a aposentadoria, seja ela de qual modalidade for, põe fim ao contrato de trabalho em curso, sem gerar o efeito de demissão imotivada, negando o direito à indenização dos 40%. Mas não desistiremos nunca desta luta, é um direito do trabalhador aposentado e temos certeza que a vitória chegará”, diz Evaldo Oliveira.

 

81% dos brasileiros trocam de celular em menos de 3 anos

em Educação e Comportamento/Tecnologia e Ciência/The São Paulo Times por

O Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor) e a Market Analysis – instituto especializado em pesquisas de opinião – divulgam pesquisa inédita sobre as percepções e os hábitos dos consumidores brasileiros, com relação ao uso e descarte de aparelhos eletrônicos: eletrodomésticos (forno de micro-ondas, fogão, geladeira ou freezer e lavadora de roupas), eletrônicos (televisão, DVD e blu-ray), aparelhos digitais (câmera fotográfica, computador e impressora) e celulares.O estudo apontou que de todos eles, o celular é o aparelho que tem menor duração e possui um ciclo de vida de, em média, menos de 3 anos e dificilmente ultrapassa cinco anos.

Tempo de uso de cada equipamento, de acordo com os entrevistados:

– de 3 anos + de 10 anos
Celulares e Smartphones 54% Lavadora de roupa 33%
Câmara 32% Fogão 41%
Impressora 27% Geladeira 49%
Computador 29% Televisão 34%
Micro-ondas 20%
DVD ou Blue Ray 30%

O que motiva a troca dos aparelhos, em grande parte, é a obsolescência programada. Um em cada três celulares e eletroeletrônicos são substituídos por falta de funcionamento e três em cada dez eletrodomésticos são substituídos por apresentarem defeitos, mesmo estando em funcionamento. As mulheres tendem a trocar mais os equipamentos por motivo de funcionamento (60% versus 53% na população geral) enquanto os homens tendem a trocá-los com o objetivo de ter um equipamento mais atual (55% versus 47% na população geral).

Essa polaridade também é observada em diferentes níveis sociais: enquanto a população de classe mais baixa tende a substituir mais facilmente o equipamento por problemas de funcionamento (66% versus 53%), a população de classe alta o substitui por questões de atualização tecnológica (59% versus 46%).

“Podemos observar também a obsolescência psicológica, quando os consumidores trocam de produtos mesmo que ainda não apresentem defeitos, estimulados pela rápida substituição dos modelos do mercado”, analisa João Paulo Amaral, pesquisador do Idec responsável pela pesquisa.

Assistência técnicaOutro dado que chama atenção é que 81% dos entrevistados trocam de celular sem antes levá-lo à assistência técnica para saber se é possível consertá-lo.

Quando os aparelhos com problemas são eletrodomésticos (forno de micro-ondas, fogão, geladeira ou freezer e lavadora de roupas), digitais (câmera fotográfica, computador e impressora) e eletrônicos (televisão, DVD e blu-ray), os consumidores tendem a procurar mais a assistência: 77%, 73% e 56%, respectivamente.

Para Michele Afonso, gerente de análise da Market Analysis, a ausência de assistências técnicas de determinadas marcas em algumas cidades e a ineficiência das existentes podem justificar a baixa procura pelo serviço. Em 2012, o Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC), órgão do Ministério da Justiça, fez um levantamento para verificar a quantidade de assistências técnicas dos cinco maiores fabricantes de celular em todo o país. O resultado, divulgado na edição nº 162 da Revista do Idec, comprova a hipótese levantada por Michele: na maioria dos estados brasileiros, o número de assistências técnicas é ínfimo; em 13, pelo menos uma das principais marcas não possuía nenhum posto. Os piores casos são os das regiões Norte e Nordeste.

Dentre os consumidores que buscam a assistência técnica, a maioria acaba comprando outro aparelho, mesmo que opte for fazer o conserto. Já os que desistem de reparar o produto, dão como principal motivo o preço. “É comum, porém absurdo, considerar que o preço do conserto não vale a pena se comparado ao valor de um aparelho novo e mais moderno”, diz Amaral. A demora para devolver o produto, a falta de peças e de garantia após o conserto também justificam a não contratação do serviço.

Descarte do lixo e a logística reversaA maioria dos entrevistados doam, vendem ou guardam os aparelhos eletrônicos em casa. Segundo Amaral, isso demonstra que o consumidor brasileiro tem consciência de que estes produtos podem ser reaproveitados por terceiros ou mesmo do risco de jogar no lixo comum, mas ao mesmo tempo mostra que estamos longe de ter uma informação e estrutura adequada pelos fabricantes e pelo governo para conseguirmos descartar corretamente estes produtos.

Ainda de acordo com o levantamento, apenas um a cada seis consumidores descarta os aparelhos. Destes, a maioria os coloca no lixo reciclável, no lixo comum ou o devolvem à loja em que efetuaram a compra. Somente a minoria os descarta em pontos de coletas específicos para produtos eletrônicos.

Apenas 1% dos descartes dos celulares são feitos em pontos de coleta específicos, assim como os aparelhos digitais, 2% dos eletroeletrônicos e 5% dos eletrodomésticos.

De acordo com a Política Nacional de Resíduos Sólidos – PNRS, os fabricantes de algumas categorias de produtos, entre eles os de aparelhos eletroeletrônicos, devem ser responsáveis pelo recolhimento, pela reciclagem e pela destinação adequada de seus produtos, o que caracteriza o processo de logística reversa.
Apesar de a PNRS já ter sido aprovada há mais de três anos, a tal logística reversa ainda não existe hoje e nada indica que será implementada num futuro muito próximo, já que o acordo do setor de eletroeletrônicos para colocar a medida em prática ainda não foi finalizado.

 Destino dos aparelhos antigos

Doou ou vendeu Deixou guardado Descartou Foi perdido ou roubado NS/NR
Eletrodomésticos 74% 5% 15% 6%
Digitais 63% 21% 15% 1%
Eletroeletrônicos 45% 31% 21% 3%
Celular 30% 41% 13% 14% 3%

Como foi feita a pesquisaForam entrevistados, por telefone, 806 homens e mulheres, de 18 a 69 anos, de diferentes classes sociais das seguintes cidades: Belo Horizonte (MG), Brasília (DF), Curitiba (PR), Goiânia (GO), Porto Alegre (RS), Recife (PE), Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA) e São Paulo (SP). Os depoimentos foram colhidos entre agosto e outubro de 2013, e o número de entrevistas foi proporcional à população de cada capital. A margem de erro é de 3,5% para mais ou para menos.

O Brasil cumprirá as metas para sediar a Copa do Mundo?

em Brasil/Geral/Mundo por

A sociedade discute, com frequência, sobre o andamento das obras para a Copa do Mundo. Valores gastos, queixas de trabalhadores, prazos quebrados e manifestações deixam boa parte da população insegura. Afinal, o Brasil cumprirá a meta geral para sediar o principal evento esportivo do mundo? O Núcleo Brasileiro de Estágios – Nube, fez a pergunta para 8.067 jovens, de 15 a 26 anos, em todo o país. A pesquisa revela dados sobre as expectativas da juventude.

Os preparativos para a maior disputa do futebol seguem nas 12 cidades-sede, com acertos e erros na organização. E o brasileiro, o que pensa a respeito? Antecipando o fato de o assunto já ser cobrado em diversos processos seletivos, por estar em evidência na mídia, investigamos a opinião dos estudantes. Os números revelaram uma população insatisfeita com a gestão do torneio.

Para 3.721 jovens (46%), o país não conseguirá cumprir as metas, pois “faltou organização”. “Esse resultado não é fruto de negativismo, mas sim de um olhar crítico. O jovem cresceu observando muitos projetos não concluídos, em diversos setores, ou no mínimo finalizados a custo de muitos atrasos e orçamentos questionáveis”, acredita a coordenadora de treinamento do Nube, Eva Buscoff.

Em segundo lugar, representando o outro lado da moeda, 3.226 (40%) preferem manter o otimismo e acreditam no cumprimento da meta “mesmo sendo nos momentos finais”. “A Geração Y tem a caracaterística de pensar positivo e acreditar, mesmo com prazos apertados, no sucesso dos seus objetivos, ou os de seu país, mas mantendo um senso crítico”, analisa Eva. Já 698 (9%) perderam as esperanças, pois “demoramos muito para começar”. Por fim, 422 (5% dos entrevistados) confiam no planejamento e no êxito pleno da preparação brasileira.

Para a gestora, os candidatos a vagas de estágio ou emprego devem se manter antenados aos tópicos mais falados pela sociedade. “O estudante não precisa se tornar um especialista em economia ou esporte, por exemplo, mas é preciso saber falar sobre as grandes notícias do momento”. Na mesma linha, a coordenadora de treinamento completa: “esses pontos são abordados em processos seletivos de maneira formal, por meio de uma questão, Redação, ou simplesmente podem surgir em um bate papo informal. Uma ótima dica é dedicar mais tempo na leitura de assuntos do seu interesse e depois dar uma olhada nas principais notícias veiculadas nos jornais e revistas”.

Do que o e-learning é capaz?

em Brasil/Educação e Comportamento por

Há algum tempo tive a oportunidade de ler Além do e-Learning, um livro do Ph.D Marc Rosenberg. Sinceramente? Desde o início da minha carreira na área, já vi muitos profissionais que são “vendidos” como os “gurus” do e-learning (coisa de americano, não é mesmo?). Alguns deles, inclusive, acompanhei em congressos por mais de uma vez e não vi nada demais naquilo que diziam, muitos, inclusive, falavam a mesma coisa por diversas vezes, apenas mudando a metáfora de sua palestra.

Porém, conhecendo Rosenberg, percebi uma riqueza e clareza muito grande naquilo que ele pensava em meados de 2008, na época em que o livro foi lançado. Um dos temas explorado por ele me inspirou a trazer uma provocação: “Do que o e-learning é capaz?”. Essa é uma pergunta que pode trazer as mais variadas respostas e interpretações, daí a riqueza da discussão que quero propor. Pois bem, para nos ajudar a refletir sobre esse assunto, a seguir, trarei um pouco do que Rosenberg diz e também trouxe o meu posicionamento sobre o tema.

Rosenberg defende o e-learning como uma ferramenta que vai muito além de uma forma de capacitar os colaboradores de uma organização. Trata-se de uma solução com potencial de interferir diretamente na estratégia da companhia. Ele conta que, geralmente, uma organização passa por três fases ao implantar o e-learning em seu negócio. São elas:

Precisamos ter e-learning – No primeiro momento as organizações simplesmente se convencem da necessidade de ter cursos online para oferecer para os seus funcionários e ponto final. Nessa fase, o e-learning se resume a isso. Em minha opinião, essa é uma etapa onde podem ocorrer muitos erros, pois, na sede de construir um amplo repositório de cursos online, as empresas podem acabar comprando “gato por lebre” e colocando a disposição de seus funcionários cursos que, não necessariamente, contribuirão para a visão estratégica que a organização deseja alcançar.

Devemos ter sucesso no e-learning – Após passar pela primeira fase, as organizações passam a perceber a necessidade de avaliar se os cursos online oferecidos aos seus funcionários realmente estão atingindo o sucesso esperado. É nesse momento que o indicador quantidade sai de cena, sendo substituído pelo indicador qualidade. Nessa fase as empresas passam a fazer um verdadeiro trabalho de investigação e experimentação, com o intuito de avaliar as melhores estratégias de cursos e programas de capacitação oferecidos via digital. Acredito que essa é uma fase muito rica, é a hora que as empresas realmente começam a se dar conta do valor agregado que o e-learning pode trazer ao seu negócio, porém, nesse momento, na maioria das vezes, as organizações ainda não se deram conta que o sucesso do e-learning representa muito mais do que um curso perfeitamente pedagógico, motivacional, interativo e desafiador. O e-learning transcende essas fronteiras!

Devemos suportar o ensino no trabalho e a performance ao longo da organização – A terceira fase descrita por Marc Rosenberg representa o amadurecimento que todos nós, entusiastas do e-learning, esperamos que as organizações que trabalhamos – ou até mesmo atendemos no papel de fornecedor – alcance. É nessa etapa que as companhias se dão conta que o e-learning é muito mais do que uma ferramenta que disponibiliza objetos de aprendizagem online. Nesse momento, começa a “cair a ficha” de que as soluções de e-learning devem ser mais abrangentes, possibilitando e incentivando o compartilhamento de conhecimento, a colaboração e a melhoria contínua, tudo isso focado na visão estratégica da organização. Na minha modesta opinião, isso apenas comprova que o e-learning será muito mais eficaz se fizer parte de um projeto bem fundamentado de Gestão Estratégica do Conhecimento, onde, o principio básico é que todos na organização, principalmente o dono, acredite que o conhecimento é o seu principal insumo de transformação para alcançar a visão estratégica da sua organização.

Podemos perceber que na maioria esmagadora das vezes, nós do mercado de e-learning (digo “nós” por que me incluo totalmente nessa), despejamos todas as nossas energias tentando descobrir as melhores tecnologias de aprendizagem, uma nova ferramenta de autoria, uma maneira diferente de produzir um curso, ou um game interativo e acabamos deixando de lado a visão do todo, ou seja, a contribuição estratégica de que aquilo que estamos produzindo trará de retorno para as organizações.

É importante deixar claro que esta é uma visão minha, totalmente favorável ao que Marc Rosenberg coloca no seu livro sobre a capacidade do e-learning atuar de maneira estratégica na organização, o que não impede você que está lendo de continuar achando que o e-learning deve ser utilizado exclusivamente como ferramenta de disponibilização de cursos e conteúdos online. Pensando nesse panorama, a SOU procura trabalhar com o e-learning o oferecendo de maneira estratégica às organizações. Muitas vezes, nos deparamos com clientes que desejam converter toda a sua grade de cursos para um ambiente e-learning, mas apesar da comercialização de cursos online ser uma das principais frentes de trabalho da empresa, jamais recomendamos essa prática, pois acreditamos no e-learning como parte de uma estratégia mais ampla de educação corporativa, assim como traz Marc Rosenberg, em suas citações. E para você, do que o e-learning é capaz?

Felipe Cabral é graduado em tecnologia em processamento de dados, especialista em gestão estratégia do conhecimento e da inovação e coordenador de projetos da SOU Educação Corporativa.

Nada de conto de fadas

em Cultura e Entretenimento/Mundo/Negócios/News & Trends/Política por

O que aconteceu com a famosa expressão: “e viveram felizes para sempre”? Em nenhum conto de fadas, a princesa explica se participou da decisão de casar-se. Na Espanha, no entanto, a família real se encontra em uma confusão jurídica que pode alterar a forma como a monarquia constitucional é vista tanto em casa como no exterior.

Como não existe um precedente legal que diga onde os mundos da realeza e o da criminalidade colidem, o inquérito da filha do rei da Espanha, Cristina de Borbón, 48 anos – conhecida oficialmente como Infanta Cristina, duquesa de Palma de Mallorca – levará um bom tempo para terminar.

Em 8 de fevereiro, um juiz espanhol vai interrogar a princesa, a filha mais nova do rei Juan Carlos, como suspeita em um esquema de desfalque alegado. O Ministério Público diz que o marido da princesa e seu sócio canalizaram aproximadamente 11 milhões de dólares dos cofres públicos para suas respectivas contas bancárias.

No sábado, 11 de janeiro de 2014, os advogados da princesa disseram que Cristina compareceria à audiência, intimada pelo juiz da investigação, José Castro, para que ela, pessoalmente, respondesse às perguntas da investigação sobre as possíveis acusações de fraude fiscal e lavagem de dinheiro.

O marido de Cristina, o ex- jogador de handebol olímpico, Iñaki Urdangarin, que completou 46 anos há algumas semanas, e seu sócio, Diego Torres, são acusados ​​de peculato, fraude, lavagem de dinheiro, evasão fiscal e falsificação de documentos. Os promotores do caso afirmam que entre maio de 2003 e dezembro de 2008, a sua organização sem fins lucrativos, chamada Nóos Foundation, em parceira com políticos locais, superfaturou os governos regionais de Valência e das Ilhas Baleares, assim como a prefeitura de Valencia, em trabalhos de consultoria e organização de várias conferências de turismo e esportes.

O juiz Castro intimou a princesa na última primavera, mas o Ministério Público, o gabinete da defensoria pública e os advogados de Cristina apelaram alegando que não havia evidências que ligassem a princesa aos dois envolvidos nos crimes. Um tribunal provincial cancelou a convocação, mas sugeriu que Castro investigasse mais.

O casal real também era acionista conjunto na Aizoon, uma das empresas de fachada utilizadas para desviar o dinheiro da ONG para as contas bancárias dos criminosos. Uma testemunha afirmou que o advogado de Urdangarian se refere à presença da princesa como um “escudo contra a administração fiscal”.

Depois de vasculhar os registros contábeis da Aizoon e o histórico financeiro da princesa, o juiz concluiu que muitas das despesas operacionais da empresa foram realmente gastos pessoais e familiares de Cristina. Urdangarin e Cristina têm quatro filhos, com idades entre 8 a 14.

Castro citou recibos de hotéis em Roma, Washington, Nova Iorque e Detroit. Além de restaurantes em Barcelona, viagens em família para o Rio de Janeiro, África do Sul e Moçambique. A viagem ao continente africano parece ter sido uma mistura de férias, safári e visita aos centros de saúde e laboratórios como parte do trabalho de caridade da princesa.

Outras despesas da empresa Aizoon incluiu a compra de uma pintura avaliada em 6.000 dólares, artigos de loja de móveis para crianças no valor de 2.470 dólares, quatro livros de Harry Potter, aulas de dança e festas para crianças.

A empressa Aizoon logo mudou de endereço para a mansão do casal em Barcelona, ​​aparentemente para que pagassem o aluguel de casa para o uso de um escritório. Mas, mesmo antes de mudar o endereço, a Aizoon pagou cerca de 243 mil dólares para reforma na mansão e 12,6 mil dólares para cortinas. Castro chamou a empresa “de um escritório fantasma sem clientes ou funcionários”.

A investigação sobre a ONG Nóos começou em setembro de 2010 como parte da suspeita de fraude em torno da construção do complexo desportivo Palma Arena, na ilha de Mallorca. O ex-presidente regional das Ilhas Baleares, Jaume Matas, foi condenado no ano passado a seis anos de prisão pela participação na corrupção.

Essas dívidas de honra, no entanto, têm perdido a sua potência à luz dos recentes acontecimentos. Em 2012, por exemplo, os espanhóis e a imprensa não esconderam o descontentamento quando descobriram que Juan Carlos, em um momento em que o país estava mergulhado em uma recessão econômica, estava caçando elefantes em Botsuana.

Uma pesquisa recente diz que 62 por cento dos espanhóis quer que o rei, agora com 76 anos, abdique em favor de seu filho Felipe. O índice de aprovação do rei caiu de 76 % para 41% nos dois últimos anos.

Antes do escândalo, Cristina e Urdangarin eram bem-vistos na Espanha. Cristina é diplomada em Ciência Políticas e em Relações Internacionais, pela Universidade de Nova Iorque. Trabalhou para as Nações Unidas e ajudou várias instituições de caridade relacionadas com a saúde. Ela conheceu Urdangarin nos Jogos Olímpicos de 1996 em Atlanta, onde ele ganhou uma medalha de bronze no handebol. Cristina e Urdangarin casaram-se em 1997.

Por que a princesa decidiu obedecer à convocação desta vez? Com as suspeitas do juiz e seus registros financeiros no domínio público, um apelo iria fazê-la parecer culpada.

A questão agora é saber se ela vai responder às perguntas do juiz ou usar o seu direito de permanecer em silêncio. E se ela falar, continuará a estratégia de seus advogados e colocar a culpa em seu marido?

A longa saga da princesa na justiça está apenas começando.

© 2014, Newsweek.

Foot Binding: a moda agora é encurtar os dedos do pé

em News & Trends/Saúde & Bem-estar por

O Billy Joel pode te amar “do jeito que você é”, mas muitos americanos têm dúvidas sobre suas aparências. Mais de 1,5 milhões de pessoas fizeram procedimentos cosméticos em 2012 e quase 15 milhões a mais aplicaram injeções de Botox.

Mas um procedimento cirúrgico pouco conhecido promete perfeição até nos pés: os cosméticos chamados toe-shortening. Nunca ouviu falar? Isso é provável porque o toe-shortening envolve a remoção de uma junta que, em seguida, prende o dedo de volta para a calcificação dos ossos. Esse tratamento é relativamente novo como um procedimento estético e é realizado exclusivamente por pedicuros.

“Ao longo dos últimos dois anos tem surgido mais interesse em cirurgia estética de pé em geral”, diz o Dr. Neal Blitz, cirurgião de pé do Hospital Monte Sinai e o criador do Bunionplasty (cirurgia plástica para joanetes). “Muitas mulheres que já fizeram algum procedimento padrão – seja rinoplastia ou Botox – querem mesmo que haja uma melhora na aparência de seus pés”, declara.

“E, claro, para as mulheres que adoram sapatos, cirurgias como esta lhes permitirão usar estilos que elas gostam, sem sentir dor”, finaliza Blitz.

Embora a ideia de pés “bonitos” posa parecer estranha para alguns, a noção já vem de muitos séculos. A técnica conhecida como foot-binding – a qual amarra os pés – começou na China no século 10 e continuou até o século 20 (a prática foi oficialmente proibida em 1912, mas algumas famílias, secretamente, persistiram por muito tempo). Para os chineses, amarrar os pés tinha relação com o status e com a criação do perfeito: os pés pequenos.

Liv Lewis, dona de uma empresa de relações públicas em Teaneck, NJ, está entusiasmada com a novidade. Lewis queria uma cirurgia no pé para corrigir os joanetes, mas optou por passar pelo toe-shortening (encurtamento dos dedos) e toe-lengthening (alongamento dos dedos), como parte do mesmo processo.

Mas ela adverte que a cirurgia não é para todos. Enquanto ela revela que a dor não foi tão ruim quanto esperava, ela compara a “dar à luz”. Sua recuperação levou cerca de 12 semanas. Embora ela precisasse de uma cirurgia no joanete em ambos os pés, ela fez em apenas um até agora, uma vez que operar os dois ao mesmo tempo teria deixado Liv praticamente imóvel. “Eu diria que você não deve considerar a cirurgia a menos que você tenha problemas mais sérios, por causa da recuperação. Eu amei meus resultados, mas não foi fácil”, diz.

Alguns pedicuros são céticos. A Dra. Mary Ann Bilotti, chefe de podologia no Hospital Franklin em Valley Stream, NY, diz que recomenda o toe-shortening “quando há dor significativa ou complicações mais sérias, como úlceras diabéticas”, mas não sugere o procedimento por razões puramente estéticas.

“Qualquer cirurgia pode ter complicações e elas podem ser graves como infecção, cicatrizes, dormência, inchaço e hipersensibilidade. Essas são apenas algumas. Se o procedimento é apenas estético, eu recomendo que os pacientes considerem tais riscos seriamente”, explica a Dra. Mary Ann.

O custo também é uma preocupação, alguns planos de saúde cobrem os procedimentos cosméticos. Os custos da cirurgia de encurtamento do dedo do pé são, em média, 2.500 dólares por dedo.

Blitz reconhece que o procedimento é controverso: “há uma escola de pensamento que diz: “por que mudar algo que não precisa ser alterado?” Eu entendo isso, e além das preocupações normais de saúde, há muitas razões pelas quais eu poderia dizer a um paciente para não fazer a cirurgia. Quando você está removendo uma junta inteira, a função desse dedo vai diminuir, especialmente para atividades como yoga, onde você precisa de seus pés para dobrar e para fixar.”, completa o cirurgião de pé.

É duvidoso que a maioria das mulheres (e alguns homens também) estão conscientes da divergência de opinião entre os próprios cirurgiões.

Em uma indústria famosa por inventar dificuldades, promover a cirurgia do dedo do pé pode parecer apenas outra maneira de ganhar dinheiro. Mas em uma cultura obcecada com o aperfeiçoamento do corpo, os dedos são a última fronteira.

© 2014, Newsweek.

O dono da área – João Coca

em Coluna por

Gui

O dono da área – João Coca

Este é mais um causo venéreo, me contado por um dos protagonistas. Mais um artista do futebol.

Pela primeira vez em muitos anos, o Nacional não tinha um começo de torneio tão promissor. 4 vitórias e 1 empate. 15 gols a favor e 4 contra. Melhor defesa, melhor ataque e o artilheiro do campeonato.

Os jogadores andavam pela cidade como verdadeiras celebridades, eram recebidos com palmas, abraços e fotos. Estavam dando mais autógrafos que atores de Hollywood em dia de premier.

Chegou o sexto e mais uma vitória tranquila, 4×1 e mais dois gols do camisa 9, Dé. Agora, mais artilheiro do que nunca.

Animado com a fase, o jogador saiu para comemorar moderadamente à noite, até porque a grana não era lá essas coisas. Sentou em um bar na praça principal da cidade, escolheu uma mesa discreta e pediu uma cerveja.

Logo depois, por coincidência (mais ou menos, porque a cidade também não tem tantos lugares assim, né?), chegou o companheiro de time e zagueiro, João Coca.

João Coca é um zagueiro, 1,88 m, 90kg, joga pelo lado direito do campo, forte no jogo aéreo e no chão, mais precisamente em deixar os atacantes no chão. Mas a sua especialidade, como ele mesmo diz, é marcar os atacantes no olho. Basta um olhar que o atacante resolve cair pelo outro lado. Vigoroso e intimidador em campo, o Coca é um lorde fora dele.

O zagueiro avista o centroavante, quase que escondido no lado esquerdo do bar, abre um grande sorriso, que mais parece um teclado de piano, se aproxima e junta-se ao colega.

O papo corre animado e as 3 cervejas que Dé pretendia tomar, viraram 6, depois 9 e sem perspectiva de parar em 12. João se animou mais ainda e começou a pedir tira-gostos. Primeiro um torresmo com linguiça, depois uma carne de panela com pão. O centroavante, sempre comedido, ainda mais com o seu dinheiro, começou a ficar preocupado com a conta e ao ver que o camisa 4 não iria parar de pedir, chamou-lhe a atenção:

– João, essa conta vai sair cara, não tô com grana pra isso. Ainda não recebi o bicho da vitória e tenho que pagar a prestação do carro novo, que é usado, mas é que novo pra mim.

– Calma Dé, pode deixar que essa eu resolvo – batendo a mão no peito, com a autoridade de um camisa 10 – vamos sair sem pagar nada.

O zagueiro levanta os braços, como se tivesse apontando um impedimento, e chama o dono do bar.

– Seu Carlos, é o seguinte, quero fazer uma aposta com o senhor.

Resistente e sabendo que lá vinha fria, o dono do bar logo foi recusando…

– João, quero saber de aposta não, vocês querem mais alguma coisa ou querem pagar a conta?

– Pera, Seu Carlos, escuta pelo menos… o negócio é o seguinte, o dobro ou nada. Se a gente perder a gente paga o dobro da conta, se ganhar, não paga nada.

Nessa hora João sofreu uma falta debaixo da mesa, com medo de ter que pagar mais do que tinha, Dé acertou lhe um chute na canela, como se quisesse parar a jogada.

E João continuou:

–  O negócio é o seguinte, eu aposto que consigo morder o meu olho.

Intrigado com cena que tentava imaginar, o dono do bar não resistiu e apostou.

O bar inteiro se reuniu em volta da mesa, todo mundo querendo ver a mágica do Coca.

–  Com um sorriso maroto, João surpreende a todos, até ao seu companheiro de time, quando tira o olho esquerdo, que era de vidro, e dá uma dentada nele.

Incrédulo, o dono do bar primeiro se revolta, fala que não pode aceitar, que vai cobrar a conta, que isso foi enganado… mas leva uma vaia maior do que juiz ladrão e acaba aceitando.

Dé se levanta e abraça o zagueiro como se estivesse comemorando um gol. Aproveita que está em pé e no lucro, junta as suas coisas (chaves, carteiras e celulares – todo jogador tem mais de um) e se despede do amigo. Mas João ainda não pediu a saideira e convence o centroavante a ficar para tomar mais uma, por sua conta.

Essa uma, viram duas, três e quando se assusta, Dé já está com mais 6 garrafas de cerveja e duas porções na mesa novamente.

– João, vamos embora, está ficando caro de novo, não vou ter dinheiro pra isso não.

– Calma Jogador, vou ganhar essas também.

Após beber e comer tudo que tinha direito, João Coca novamente acena para o dono do bar que, com raiva, já chega neles com a nova conta em mãos.

– Seu Carlos, vou te dar uma nova chance de recuperar o que perdeu. Vamos apostar de novo. Se eu ganhar não pago essa conta de novo, se eu perder, pago as duas.

Seu Carlos, mais vacinado que gato escaldado, não queria nem saber. Mas antes que saísse de perto, escutou a nova proposta de João.

– Eu aposto que mordo o meu outro olho.

O dono do bar parou na mesma hora e pensou: impossível esse cara ter dois olhos de vidro. Como que ele joga bola? Ele voltou, encarou o Coca nos olhos, o bom e o de vidro, como se o examinasse. E mais certo que oftalmologista que o olho direito era verdadeiro e perfeito, aceitou a proposta.

O bar inteiro se reuniu novamente, seu Carlos pediu silêncio. Dé, o centroavante, não sabia o que estava por vir, mas confiou no amigo tão quanto confiava nele em campo.

João Coca se prepara, coça o olho bom. Olha para o Seu Carlos e aponta como se quisesse falar: é nesse, né? E sorri mostrando todos os seus dentes, brancos como um teclado.

Ele coloca a mão na boca, tira os dentes, ou melhor a dentadura de cima e embaixo, e a leva até o olho, fazendo o movimento de mordida.

– Tá mordido, Seu Carlos. Agora a saideira, por favor.

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Guilherme Lemos. Mineiro, marido, dono da Berê, cruzeirense, publicitário e fã de futebol. Mais ou menos nessa ordem. Ah, eu ainda aprendo a surfar. © 2014.

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