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Portrait: “A vida revelada como foto: pode ser pra daqui a pouco, como antes, ou tem que ser pra já?”

em Coluna por

Camila

A vida revelada como foto: pode ser pra daqui a pouco, como antes, ou tem que ser pra já?

A coluna entrou no ar. E, entre os comentários e desejos de boa sorte dos amigos, um pedido bacana e incomum para os dias de hoje. No meu texto de abertura da coluna, onde apresentei sobre o que falaria, comentei sobre as fotos, hoje tão corriqueiras. Se tira foto do amigo, do passarinho e do mico que está na praça. Se posta, se compartilha, e pronto. Você é um ser social – pelo menos em parte.

Fui lembrada por uma amiga sobre o “modo antigo” de se clicar. Quando a gente tinha a máquina, os filmes, de 12, 24 ou 36 poses, que quando tinha festa, aniversário ou viagem, se carregava uma mala com as bobinas de filmes. E a ansiedade? Naquele tempo, não existia internet ainda, nem celular (e parece que eu estou falando de 60 anos atrás, mas não são mais de 20). Se você era criança ou pré-adolescente como eu, e a sua mãe saia para ir ao mercado e você esquecia de pedir alguma coisa, ficava sem, não tinha como pedir aquela bolacha. Tudo o que restava era se lamentar em sua volta.

O mesmo acontecia com as fotos. Depois de todo o processo – limitado – sim, a gente tinha que contar quantas fotos tinham ainda no filme e “guardar” espaço para a hora do parabéns. Para se ter fotos de todos, juntava-se um monte de gente, pra não faltar ninguém, afinal, vai que o filme acaba…

E depois disso, às vezes dias, outras vezes semanas ou até meses, a gente ia numa loja e pedia para revelar as fotos. Não era um serviço muito barato. Foto não era o suprassumo, mas podia ser, de alguma forma, considerado artigo de luxo.

Aí, nos melhores lugares, dentro de uma hora você podia voltar pra pegar e… “o filme não rodou quando estava na máquina, foi impossível revelar”! Isso aconteceu com a minha família quando fomos para a Disney, em 1994. O parque pelo qual mais me encantei foi o da Universal Studios. Adivinha? Sim! Só ficou para mim a lembrança do meu encanto.

E aquela foto com os seus amigos, que você saiu de olho fechado e não sabia? Se fosse nos dias de hoje, tira outra e está resolvido. Também passei por outra situação, em que o avô de um ex-namorado, em uma formatura, ficou uns dois minutos enquadrando a gente para a foto e na hora da revelação, bem, eu sai pela metade!

Em uma das últimas vezes em que usamos a máquina mecânica, em viagens de família, foi em Maceió. Tiramos uma foto ao lado de um repentista. Quando revelamos, eu não estava lá! E pior, eu jurava que estava! Aí, vendo detalhadamente, percebemos que minha irmã tinha três pernas! Não me perguntem como, porque ela é tão pequena quanto eu, mas eu simplesmente sumi atrás dela!

E aí valem algumas reflexões para os dias de hoje: será que você manteria uma foto “mico” para depois de um tempo transformá-la em um risível momento? Ou será que o mais importante é se sentir bem com a imagem que está representando ali? Teria coragem de mostrar para as pessoas, publicá-la ou guardaria para si?

Se os tempos para se ter os resultados – hoje a foto é instantânea – voltasse a ser como o anterior, se a vida te pedisse mais calma e menos ansiedade, você estaria pronto para isso?

Será que se isso acontecesse seria um retrocesso, ou será que agiríamos de forma mais tranquila, mais pensada e menos impulsiva? Será que o relatório que seu chefe pediu realmente precisaria ser para hoje, feito às pressas, ou poderia ser feito com mais calma e cuidado? E os seus sonhos, podem ser construídos aos poucos ou também tem que ser pra já?

A gente não sabe quanto tempo cada um tem de vida, mas, independente do quanto for, como a nossa sociedade está usando este tempo? Quanto para si e quanto para parecer aos outros?

O que vale mais na sua vida, a gargalhada pela foto “mico” compartilhada ou o sorrisinho frio e calculado? A vida pode ter os dois, mas cabe a você saber qual deles tem maior valor nas suas escolhas, o que te faz se sentir bem e feliz. Reflita e vá em frente! Feliz Ano Novo!

© 2013, The São Paulo Times.

2014: mais um ano para andar de lado

em Brasil/Mundo por

Por Telmo Schoeler.

Como estamos no limiar de um novo ano, empresas e gestores estão todos com os periscópios levantados no esforço de enxergar o que vem pela frente, o que fazer e como se posicionar. No meu entender, salvo para algumas empresas e setores pontualmente beneficiados, 2014 será um ano para andar de lado, o que, diante das nossas potencialidades desperdiçadas e de oportunidades pelo mundo, significará mais um ano perdido.

Para entender porque, precisamos olhar para dentro e para fora do país. Internamente, pelo menos quatro fatores continuarão deixando a desejar: a inflação crônica, a assimetria entre as políticas monetária e fiscal, o aumento do déficit público e a deterioração das contas externas, sem perspectivas de mudança por serem atreladas ao modelo político-econômico vigente. No cenário internacional, estamos diante da recuperação e melhoria dos Estados Unidos, dos principais países europeus e da própria China. E, dentro dessa mesma perspectiva, em decorrência do somatório dessas realidades interna e externa, estamos diante da piora na percepção da economia brasileira. Fatos e percepções estarão contra nós, o que não se reverte apenas com discursos ou promessas, razão pela qual são visíveis no horizonte, a) o rebaixamento do rating de risco brasileiro, b) a apreciação do dólar e c) a diminuição do fluxo de investimento direto e não especulativo.

Importações perderão a conveniência e as exportações tenderão a ser favorecidas, o que parece positivo, embora se imponha uma análise mais profunda. A desindustrialização e falta de investimentos dos últimos anos aumentaram em muito a dependência de insumos importados, o que fará com que a subida do dólar tenha um impacto direto nos custos, por decorrência, nos preços e, portanto, na inflação. Esta, sendo crescente, obrigará o governo a elevar a taxa de juro, com reflexos de aumento nos custos financeiros das empresas e de diminuição na capacidade de consumo da população, pois, mesmo que continue a política de concessão de reajustes do salário mínimo acima da inflação, os preços reais subirão mais do que isso. Em síntese, a balança comercial e de pagamentos tenderá a ser pouco favorecida pelo comportamento do dólar em alta, embora, evidentemente, o agronegócio, as commodities e os minérios deverão ser beneficiados.

Pode ser esperada a continuidade da política de fomento ao consumo via subsídios, benefícios, bolsas ou mesmo desonerações tributárias pontuais para produtos ou setores específicos, mas seu uso retroalimentará negativamente os fatores internos e externos que nos afligem. A obrigatória subida dos juros terá como efeitos: 1) retração do consumo pelo encarecimento do crédito; 2) aceleração do esgotamento da capacidade de endividamento das pessoas físicas; 3) aumento das taxas de inadimplência; 4) maior dificuldade de tomada de crédito, por óbvios critérios de maior seletividade por parte dos bancos.

O clássico efeito tesoura fará com que empresas tenham uma tendência a margens e resultados decrescentes. Por decorrência, a Bolsa de Valores deverá, na melhor das hipóteses, andar de lado. Quem depender de investimentos governamentais não poderá esperar reversão da lentidão ou atraso de obras, pois não haverá recursos suficientes para cumprir cronogramas.

Toda essa realidade aponta para uma performance pouco satisfatória do comércio, em decorrência do endividamento das famílias ter atingido seu limite. Se somarmos essas duas constatações, que já são um fato, veremos que consumidores que compraram além da conta estão recorrendo ao crédito pessoal – com tradicionais taxas altas – para liquidar suas dívidas, o que faz antever um aumento da inadimplência. O esgotamento da capacidade popular de tomada de crédito está também já demonstrado no decrescente uso de recursos do próprio programa “Nossa Casa Melhor”.

Para aquela parcela de brasileiros eternamente otimistas que acham que a Copa da FIFA trará uma injeção de ânimo nos negócios, um alerta: ela poderá favorecer, pontual e limitadamente, hotéis, companhias de aviação e restaurantes, além de impulsionar cervejas e televisores. Mas não será boa para o varejo em geral, pelo fechamento de lojas, feriados, dispersão de atenção, gastos com ingressos e correlatos etc. Como disse um empresário do ramo: “ninguém compra um tênis novo para assistir um jogo”. Sem falar que o término das obras que forem terminadas para a Copa jogará no mercado uma substancial força de trabalho que não necessariamente encontrará novas oportunidades.

Toda essa realidade mostra que o ano entrante terá mais um pibinho com evolução pífia rondando os 2%, como tem sido os últimos, muito longe de uma evolução mínima de 4% a 5% que seria necessária para manter esta nave pelo menos estabilizada, ainda que não pujante.

O cenário será difícil para as empresas endividadas e com estruturas de capital desbalanceadas. Episódios como os do desmoronamento do Grupo X (Eike), mesmo que decorrentes de menor pirotecnia, poderão se repetir. Os erros de governança, planejamento, gestão e falta de realismo econômico, mais do que nunca mostrarão sua cara. Por isso, podemos esperar crescente número de recuperações judiciais e falências, com todos os efeitos daí decorrentes.

Diante disso, e em síntese, cabem as seguintes recomendações às empresas:

–  Seja mais conservador do que nunca e preserve sua liquidez;

–  Postergue investimentos e decisões não essenciais;

–  Fique atento para boas oportunidades de aquisições, pois muitas empresas terão problemas, oportunizando ativos a baixos preços;

–  Evite e reduza o endividamento;

–  Se mesmo assim precisar de crédito, os bancos oficiais tenderão a ser melhores alternativas;

–  Caso recursos de longo prazo forem necessários, debêntures tenderão a ser uma boa alternativa, inclusive porque investidores internacionais serão atraídos por taxas crescentes no Brasil;

–  Não conte com investidores de capital de risco: será difícil achá-los, salvo em condições desinteressantes de deságio influenciadas pelo cenário brasileiro.

Telmo Schoeler é sócio-fundador e Leading Partner da Strategos – Strategy & Management, fundador e coordenador da Orchestra – Soluções Empresariais, a primeira e maior rede de organizações multidisciplinares de assessoria em gestão empresarial. Possui 47 anos de prática profissional, metade exercendo funções executivas de diretoria e presidência de empresas nacionais e estrangeiras.

Hidratação adequada previne contra infecção urinária no calor

em Educação e Comportamento por

Com a chegada do verão, suamos mais e desidratamos rapidamente. No entanto, segundo os médicos, as pessoas esquecem de tomar água para repor o líquido perdido. Um hábito deixado de lado, mas importante para evitar infecções urinárias que mais tarde podem desencadear problemas renais mais graves – em média, dois litros de água por dia é uma quantidade indicada para um adulto.

Aliado a isso, especialistas alertam para outro péssimo hábito da população em geral na correria do dia a dia: “As pessoas não vão ao banheiro, deixando a urina mais concentrada no nosso organismo, quando nossa bexiga pede. Isso predispõe muito à infecção urinária, principalmente nas mulheres” lembra Thadeu Brenny Filho, chefe do Serviço de Urologia e Transplante Renal do Hospital São Vicente – FUNEF, de Curitiba-PR.

A infecção urinária tem como sintoma mais comum a dor ao urinar e vontade incontrolável de ir ao banheiro várias vezes ao dia, eliminando pouca urina e consequente sensação de peso na bexiga. “A urina pode ser bem clara ou escura e cheiro forte, muitas vezes lembrando amoníaco. Febre alta e dor lombar são sinais de gravidade de que bactérias atingiram os rins”, explica o médico.

Segundo Brenny, os sintomas do problema renal, que pode ter iniciado com um quadro de infecção urinária, são dores abdominais, geralmente de um lado só, acompanhada de dor ao urinar, febre, enjoos ou vômitos. Contudo, para evitar o quadro mais grave, é importante consultar o médico periodicamente, mesmo sem dor ou sintoma aparente. “Se há infecção urinária de repetição, exames de imagem solicitadas pelo médico são necessárias, principalmente no homem que não tem infecção urinária sem uma causa definida”, detalha.  De acordo com o médico, no homem, problemas urinários são indícios de pedra nos rins, prostatite ou diabetes.

Irritação pode indicar infecção urinária em crianças

O médico chefe do Serviço de Urologia e Transplante Renal do Hospital São Vicente – FUNEF explica que os pais devem estar atentos ao comportamento das crianças para identificarem problemas urinários. De acordo com ele, a irritabilidade no momento de urinar é um sintoma importante. “Os exames são na maioria invasivos e incômodos à criança. Os pais devem desconfiar de infecção urinária se a criança está abaixo do crescimento para a idade, irritada e com alguma indisposição. Muitas vezes pode não haver febre como primeiro sinal de infecção”, detalha.

Bicicletas elétricas são regulamentadas pelo CONTRAN

em Brasil/Negócios por

O Conselho Nacional de Trânsito (Contran) publicou, na última sexta-feira (13/12), no Diário Oficial da União (DOU), a Resolução nº 465, respectiva à categorização das bicicletas elétricas como simples bicicletas, assunto bastante polêmico e que vem rondado o mercado brasileiro há algum tempo.

A nova resolução, datada de 27 de novembro de 2013, considera a necessidade de apoio às políticas de mobilidade sustentável e a crescente demanda por opções de transporte que priorizem a preservação do meio ambiente. Desta forma, as bicicletas dotadas originalmente de motor elétrico auxiliar com potência máxima de até 350 Watts e velocidade de até 25 km/h tem liberdade de circular em ciclovias e ciclo faixas desde que garantam o funcionamento do motor somente quando o ciclista pedalar.

Segundo Caio Ribeiro, executivo de vendas da Sense Electric Bike, única empresa brasileira a se enquadrar completamente à nova legislação sem precisar alterar em nada seu produto, essa publicação traz um novo gás ao mercado. “Essa resolução chega como um marco para o Brasil, colocando nosso país no mesmo patamar legislativo dos mais avançados países europeus”, conta.

Fundada em 2009, a empresa Sense Bike está programada para inaugurar seu parque fabril no Pólo Industrial de Manaus no início de 2014 trazendo mais facilidade e um novo impulso ao setor. “Acreditamos que com as leis mais específicas será ainda mais fácil de fazer com que a cultura do ciclismo seja popularizada”, finaliza.

CONSELHO NACIONAL DE TRÂNSITO

RESOLUÇÃO No- 465, DE 27 DE NOVEMBRO DE 2013

Dá nova redação ao Art. 1º da Resolução nº 315, de 08 de maio de 2009, do CONTRAN, que estabelece a equiparação dos veículos ciclo-elétrico, aos ciclomotores e os equipamentos obrigatórios para condução nas vias públicas abertas à circulação e dá outras providências.

O CONSELHO NACIONAL DE TRÂNSITO – CONTRAN, no uso das atribuições que lhe são conferidas pelo art. 12 da lei nº 9.503, de 25 de setembro de 1997, que institui o Código de Trânsito Brasileiro – CTB e conforme o Decreto nº 4.711, de 29 de maio de 2003, que dispõe sobre a coordenação do Sistema Nacional de Trânsito;

Considerando a necessidade de apoio às políticas de mobilidade sustentável e a crescente demanda por opções de transporte que priorizem a preservação do meio ambiente;

Considerando os permanentes e sucessivos avanços tecnológicos empregados na construção de veículos, bem como a utilização de novas fontes de energia e novas unidades motoras aplicadas de forma acessória em bicicletas, e em evolução ao conceito inicial de ciclomotor;

Considerando o crescente uso de ciclo motorizado elétrico em condições que comprometem a segurança do trânsito;

Considerando o que consta no processo administrativo nº 80001.003430/2008-78, resolve:

Art. 1º O parágrafo único do artigo 1º da Resolução CONTRAN Nº 315/2009 fica renumerado para § 1º.

Art. 2º Ficam incluídos os parágrafos 2º, 3º e 4º, no art. 1º da Resolução CONTRAN Nº 315/2009, com a seguinte redação:

Art 1º…

§ 1º ….

§ 2º Fica excepcionalizado da equiparação prevista no caput deste artigo os equipamentos de mobilidade individual autopropelidos, sendo permitida sua circulação somente em áreas de circulação de pedestres, ciclovias e ciclo faixas, atendidas as seguintes condições:

I – velocidade máxima de 6 km/h em áreas de circulação de pedestres;

II – velocidade máxima de 20 km/h em ciclovias e ciclo faixas;

III – uso de indicador de velocidade, campainha e sinalização noturna, dianteira, traseira e lateral, incorporados ao equipamento;

IV – dimensões de largura e comprimento iguais ou inferiores às de uma cadeira de rodas, especificadas pela Norma Brasileira NBR 9050/2004.

§ 3º Fica excepcionalizada da equiparação prevista no capítulo deste artigo a bicicleta dotada originalmente de motor elétrico auxiliar, bem como aquela que tiver o dispositivo motriz agregado posteriormente à sua estrutura, sendo permitida a sua circulação em ciclovias e ciclo faixas, atendidas as seguintes condições:

I – com potência nominal máxima de até 350 Watts;

II – velocidade máxima de 25 km/h;

III – serem dotadas de sistema que garanta o funcionamento do motor somente quando o condutor pedalar;

IV – não dispor de acelerador ou de qualquer outro dispositivo de variação manual de potência;

V – estarem dotadas de:

a) indicador de velocidade;

b) campainha;

c) sinalização noturna dianteira, traseira e lateral;

d) espelhos retrovisores em ambos os lados;

e) pneus em condições mínimas de segurança.

VI – uso obrigatório de capacete de ciclista.

§ 4º Caberá aos órgãos e entidades executivos de trânsito dos municípios e do Distrito Federal, no âmbito de suas circunscrições, regulamentar a circulação dos equipamentos de mobilidade individual autopropelidos e da bicicleta elétrica de que tratam os parágrafos 2º e 3º do presente artigo.

Art. 3º Fica revogada a Resolução CONTRAN Nº 375/11, de 18 de março de 2011.

Art. 4º Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação.

Stand Up Crônicas: Ano novo, velhos hábitos

em Coluna por

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Stand Up Crônicas: Ano novo, velhos hábitos

O ano está acabando e a maioria das pessoas que conheço gosta de passar o ano novo comendo castanhas. Mas também há quem prefira as loiras, morenas e ruivas.

Mas o que não consigo acreditar é que dependendo do que você comer, seu ano vai ser bom ou ruim. Por exemplo, dizem que se você comer frango ou peru, sua vida vai andar para trás. E por um simples motivo: esse animais ciscam para trás. Seguindo esse raciocínio, presumo que também não se pode comer veado.

Dizem também que comer lentilha dá sorte. Sorte eu não sei, mas dá gases.

Entre as superstições, uma das mais famosas é aquela que diz que pular 7 ondinhas ajuda a ter um bom ano. Está explicado então porque o Atlético Mineiro não foi pra final do mundial. E, por via das dúvidas, o Aécio deveria passar o Reveillon em Copacabana.

Na festa de Reveillon, quase todo mundo veste roupa branca – a cor da paz. Só que se alguém passar mal, vai ser difícil saber quem é o médico para pedir ajuda. E a festa vai ter de tudo, menos paz.

As mulheres acreditam que vestir roupa vermelha ou rosa traz felicidade no amor. Funciona. Principalmente se for justa e decotada.

Dizem também que roupa amarela traz dinheiro. Sei não, se isso fosse verdade, os fiscais da CET não precisariam mais trabalhar.

E quem nunca fez promessa para o ano que chega? A mais famosa é prometer parar de fumar. Infelizmente, estatísticas comprovam que apenas 10% dos fumantes cumprem a promessa: os que morrem.

Uma variante é a promessa de parar de beber. Essa, eu faço em todo Reveillon. Mas sabe como é, né? Na hora da virada, todo mundo faz um brinde e bebe uma taça de champagne num só gole. E minha promessa já vai para o saco logo nos primeiros segundos do ano.

Outra bastante popular é a promessa de emagrecer. Essa já tem um índice de sucesso maior: a maior parte dos que não cumpriram a promessa de parar de fumar emagrecem. Tem também a promessa de finalmente juntar dinheiro – essa só costuma ser cumprida lá para os lados de Brasília.

Mas estou decidido, já fiz minha promessa para 2014. E vou documentar aqui, para garantir que vou cumprir. Eu prometo passar o próximo ano inteirinho sem ouvir nenhum pagode, sertanejo, funk carioca ou axé. Podem me cobrar.

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José Luiz Martins. Humorista, publicitário e roteirista. Sócio da empresa Pé da Letra, de criação e produção de conteúdo. © 2013.

Dependentes químicos devem ter cuidados redobrados no final de ano

em Educação e Comportamento/Geral por

Final de ano, festas, confraternizações, comilança e muitas bebidas. Essa época do ano é agitada e repleta de comemorações, mas também pode ser bastante difícil para algumas pessoas, principalmente para os dependentes químicos em recuperação. Afinal, muitos estão na fase de tratamento ainda e precisam resistir para continuarem ‘limpos’.

A psicóloga e coordenadora terapêutica da Clínica Maia Prime, Ana Cristina Fraia explica que ‘os dependentes químicos ficam inseguros com a alta neste período e muitos chegam a pedir para permanecerem internados para que o tratamento não seja afetado, pois nessa época do ano as festas se tornam rotineiras e as bebidas alcoólicas estão, na maioria das vezes, presentes, além de, dependendo do tipo de festa e companhia, as drogas acabarem surgindo.”

A especialista reforça que quando o paciente recebe alta no final de ano, sai preparado para retornar ao convívio em sociedade. “A orientação é para que ele siga a programação recebida na internação e sempre peça ajuda se precisar”. Ana Cristina afirma que assim que o paciente sai, ele é orientado a ainda não administrar seu próprio dinheiro, a manter-se próximo da família e de pessoas de confiança e seguir o tratamento, geralmente em regime aberto em um hospital dia. “O tratamento não acaba com a internação. Ele apenas começou, o mais difícil é permanecer limpo no seu cotidiano.”

Embora as altas possam acontecer, a psicóloga comenta que não são recomendadas, pois há riscos de recaída. “Não é comum acontecer, pois o risco de não aguentar dizer não, de manter comportamentos que levam o paciente a pensar na droga é grande. Quando existe a possibilidade de alta, o paciente que sai, deve sair muito bem preparado e ter o apoio da família que é essencial nesse processo, inclusive, os familiares também recebem orientações para saberem lidar com a situação.”

Ana Cristina Fraia – psicóloga e coordenadora terapêutica da Clínica Maia Prime

 

Qualidade de vida na terceira idade

em Educação e Comportamento/Geral por

Manter uma alimentação saudável e fazer exercícios físicos com frequência são hábitos de grande importância para manter a qualidade de vida na terceira idade. Mas os cuidados com a saúde física não são suficientes para cultivar uma vida equilibrada, pois é importante também dar atenção à saúde mental.

Há de se considerar que uma dieta balanceada e um corpo ativo contribuem significativamente para que o nosso cérebro se mantenha saudável, porém ele precisa de cuidados especiais.

O que o idoso pode fazer para melhorar sua saúde mental? Deve estimular o cérebro para que se mantenha ativo.

Mas para entender melhor isso, vamos pensar primeiro no nosso corpo. Com o passar dos anos, ele passa por mudanças: a força muscular, por exemplo, diminui a medida que envelhecemos. Entretanto, as perdas podem ser prevenidas e até restauradas por meio do exercício físico. Porém, para alcançar os benefícios das atividades físicas, elas não podem ser esporádicas, precisam fazer parte do estilo de vida do idoso.

As funções cerebrais também diminuem com o tempo e, assim como ocorre com o corpo, elas podem ser preservadas e recompostas por meio da ginástica cerebral.

O cérebro aprende durante toda a vida, com capacidade de se reorganizar e estabelecer novas conexões através de estímulos. Assim, habilidades como a memória, o pensamento lateral, o raciocínio lógico e outras são potencializadas em qualquer idade, desde que não haja uma complicação clínica.

A ginástica cerebral propõe o estímulo cognitivo através de desafios e atividades que visam tirar o cérebro da zona de conforto. Retomando a comparação com o corpo, imaginemos agora uma pessoa que começa a praticar musculação. Se sua intenção é ganhar massa muscular, precisará de exercícios que lhe proporcionem variedade, novidade e um grau de dificuldade crescente.

Caso contrário, seu corpo se acostumará com os exercícios, com a quantidade de peso utilizada e a evolução pretendida não será alcançada.

O cérebro também precisa de exercícios que considerem estes três aspectos – novidade, variedade e grau de dificuldade crescente – para não ficar estagnado na zona de conforto sem qualquer fortalecimento.

Esta é a base do método Supera, uma academia para o cérebro que, por meio de ferramentas pedagógicas, propõe potencializar as capacidades cognitivas de pessoas de diversas idades e, de modo inclusivo, os idosos.

2014 será um ano de cautela para a indústria de defensivos agrícolas

em Brasil/Negócios por

Depois de mais um ano de grande crescimento, o agronegócio brasileiro tem visto 2014 como um período que pede cautela. É o que o afirma Eduardo Daher, diretor executivo da Andef – Associação Nacional de Defesa Vegetal.

Ele destaca que será um ano movido por grandes desafios e expectativas e aponta que, mesmo com alguns cenários negativos percebidos recentemente na área agrícola, como no caso do algodão, ainda há muita confiança em outras commodities, como a soja, que continuará indo muito bem. “O agro deve, mais uma vez, garantir o saldo balança comercial do país”, acredita.

Daher reforça que as pragas que ameaçam as lavouras brasileiras continuam sendo ponto de preocupação para o setor produtivo. “Saímos de 2013 e entramos em 2014 acelerados pelas pragas exóticas e quarentenárias e, por isso, a palavra cautela resume o próximo ano”, enfatiza o executivo. Para ele, é fundamental que esse tema seja tratado com a seriedade necessária e que sejam oferecidas soluções aos produtores rurais para que garantam sua produtividade na próxima safra. “As ameaças fitossanitárias continuam rondando nossa produção e somente com agilidade do governo, com Ciência e com Educação, é que poderemos combate-las”.

Sobre o que poderia ser um dos grandes desafios para o próximo ano, Daher aponta a formatação e a coalisão de um marco regulatório mais eficiente e mais ágil. “A burocracia dos órgãos regulatórios no Brasil para aprovar novas tecnologias tem sido muito mais lenta do que as pragas que se multiplicam nas lavouras”, destaca.

Mesmo com as grandes dificuldades que cercam o desenvolvimento da produção rural brasileira, o executivo reforça o excelente resultado que o setor vem apresentando ano a ano. Ele lembra que, apesar da retração de 3,5% no PIB do terceiro trimestre deste ano, o agronegócio deve fechar 2013 com alta de 6,5%, demonstrando que o setor continua sendo o grande carro-chefe da economia do Brasil. “Mas, sem estímulo à pesquisa e à inovação, a falta de novas tecnologias que protejam as nossas lavouras – e evitem as perdas na produção – pode continuar sendo um entrave ao desenvolvimento da atividade mais importante para o país”, aponta Daher. Ele enfatiza que há alguns anos o agronegócio tem garantido o crescimento da economia e completa: “Está evidente que cuidar e investir na produção rural brasileira é defender a soberania nacional”.

Fim de ano: o que você precisa saber antes de colocar as rodas na estrada

em Brasil/Educação e Comportamento por

Chegou o fim do ano e também as tradicionais festas. Hora de arrumar as malas e seguir em direção ao encontro com a família, onde quer que ela esteja. Mas antes de carregar o porta-malas do carro com as malas, leia algumas dicas do diretor da área de Sinistros da Allianz Seguros, Laur Diuri, e evite chegar atrasado à comemoração:

FAÇA A REVISÃO

Checar as condições de itens como pneus, rodas, triângulo, macaco,chave de roda, suspensão, nível do óleo e fluidos, sistema elétrico e sistema de limpeza dos vidros é fundamental. Contudo, atente ao tempo: a revisão não deve ser feita na véspera, já que se houver necessidade de substituição de alguma peça, muitas vezes é impossível fazer isso de um dia para o outro.

CHEQUE A PREVISÃO DO TEMPO

De acordo com a Administração de Segurança do Tráfego Rodoviário dos EUA, quase 20% dos acidentes de carro fatais ocorrem em condições meteorológicas desfavoráveis. Não importa qual o clima, é mais seguro estar preparado. Mudanças repentinas aumentam o risco de acidentes. Se informe sobre o tempo antes de sair de casa.

MANTENHA OS VIDROS LIMPOS

Não é preciso ser paranoico com limpeza e manter o carro absolutamente impecável, mas é preciso se certificar que o para-brisas está sempre limpo. Afinal, um para-brisa sujo, além de nojento, é inseguro. Limpe os seus toda vez que parar no posto de gasolina para evitar insetos e o acumulo de poeira de estrada. De vez em quando, faça uma limpeza mais completa, usando produtos especialmente elaborados para para-brisas, que não só limpam, mas também desengorduram o vidro.

CUIDADO COM O PÔR, OU NASCER, DO SOL

Dirigir durante a mudança do dia para a noite, ou vice-versa, é um grande desafio. Muitos acidentes acontecem quando o sol nasce ou se põe, culpa, ao menos em parte, da má visibilidade. Até o sol nascente/poente atrás de você pode afetar os motoristas que vêm em sua direção. Para evitar acidentes, mantenha o para-brisa limpo por dentro e por fora, use óculos escuros e os para-sóis baixos.

OLHOS NA ESTRADA, MÃOS NO VOLANTE

Esta postura não só ajuda a detectar eventuais obstáculos e perigos rapidamente, como também estabiliza a direção. Manter os olhos focados em um ponto distante na estrada com olhares regulares nas laterais e espelhos retrovisores proporciona melhor visão geral da situação do tráfego e coloca o motorista numa posição de prevenção, podendo reagir mais cedo a ameaças de segurança.

Vai beber? Saiba o que fazer para que a ressaca não prejudique na festa de fim de ano

em Educação e Comportamento por

Está aberta a temporada das festas e encontros: visita de familiares e amigo-secreto, são algumas das comemorações típicas de fim de ano. No entanto, algo a mais pode acompanhar estes compromissos: a ressaca. Para quem costuma ingerir bebidas alcoólicas, principalmente nesta época do ano, o excesso pode ser o inimigo do bem-estar e da saúde.

Segundo Sofia Sesti, nutricionista da Clínica Plena, a ressaca é um conjunto de sintomas da intoxicação ocasionada pelo álcool. “O organismo acaba sobrecarregando diversos órgãos, principalmente o fígado, na tentativa de absorver o álcool ingerido”, explica. A nutricionista complementa que o fígado continua produzindo enzimas para processar o álcool, mesmo que o consumo já tenha sessado. “Essa ação causa um desequilíbrio no metabolismo e até mesmo o sistema nervoso – que já havia se habituado com o excesso, pode sofrer com a ‘abstinência’ do álcool”, complementa Sofia.

“Síndrome do dia seguinte”
Os sintomas da ressaca podem contemplar: enjoo e diarreia, dores no corpo, dor de cabeça acentuada, desidratação do organismo com a sede excessiva e fotossensibilidade, caracterizada pela irritação dos olhos no contato com a luz. “Além disso, as mulheres estão mais propensas a sofrer com a ressaca, devido as taxas de hormônio feminino, que são menos tolerantes ao álcool do que nos homens”, ressalta.

O que fazer?
Para não acabar com a noite de festas e acordar com uma ressaca no dia seguinte, é essencial hidratar o corpo antes de beber e, claro, não abusar do álcool. “A dica é ingerir água ou um copo de suco natural antes de aderir as bebidas alcoólicas. Entre um copo ou outro de vinho, por exemplo, tomar água faz com que os efeitos da bebida não tenham tanta intensidade e a ressaca pode ser evitada”, detalha. Uma refeição leve antes de beber também cria uma camada protetora no estômago.

Já para quem abusou do álcool e acordou com “direito” aos sintomas citados, a nutricionista explica que o consumo de líquidos auxilia na recuperação do corpo. “O consumo de água, água de côco, isotônicos e sucos naturais ajudam o organismo a expelir o álcool”, orienta. Frutas e legumes de cor verde escuro também são indicados, pois fornecem as substâncias ideias na desintoxicação do fígado. A nutricionista finaliza com uma dica de suco, que pode ser feito em casa e ajuda no reestabelecimento do organismo: uma fatia de melão, meio pepino japonês com casca e 300 a 500 mililitros de água, conforme preferência de quantidade. Bater todos os ingredientes no liquidificador, coar e beber. “Na ressaca, a quantidade de água diária que é de 35 mililitros por quilo do peso total da pessoa, passa para 45 mililitros”, finaliza.

Sexo e Muitas Risadas são dicas para começar o Ano Novo com o Pé Direito

em Educação e Comportamento por

Ano Novo, Vida Nova! É o que as pessoas almejam e para isso partem em busca de novas metas no ano que se inicia. Além do trabalho, é importante manter uma vida social ativa, como viagens, passeios, divertimentos, para uma melhor qualidade de vida, além da prática de exercícios físicos e uma alimentação balanceada. Tudo para entrar com o pé direito em 2014!

Segundo a Dra. Edith Horibe, cirurgiã plástica, PhD pela Faculdade de Medicina da USP, expoente em Estética Médica e Gestão da Idadedar muitas risadas, estar de bom humor é um aliado e tanto para um Ano Novo cheio de conquistas. Praticar sexo e dar boas risadas ajuda a retardar o envelhecimento. “Quando você ri, está alegrando seus órgãos. A risada rejuvenesce, assim como uma boa alimentação e a prática sexual, que são importantes para o processo de envelhecer bem”, afirma.

Conforme pesquisa da Universidade de Louisville, nos Estados Unidos, o sexo pode ser um ótimo exercício desde as preliminares. O beijo na boca requisita 34 músculos da face e consome 2 calorias por minuto (120 por hora!), Na soma final, a relação sexual consome cerca de 250 calorias em meia hora.  

Para a médica, quanto mais cedo a pessoa se voltar a longevidade produtiva melhor. “Quando nascemos já estamos envelhecendo. É uma questão cultural. Fazer as pessoas entenderem que tudo é um aprendizado. Tudo começa com a consciência. Se você pensa que é jovem, você é jovem. Se você pensa que é acabado, você estará acabado. Não importa se tem 25 ou 50 anos”, diz.

Além do sexo e de boas risadas, a Meditação é excelente para conter o nível de estresse e começar o ano mais leve, com uma nova energia. Com 20 minutos de manhã e à noite, a pessoa lida melhor com o estresse do cotidiano. “A pressão e os batimentos cardíacos melhoram quando a pessoa entra em um estado de relaxamento. Fisicamente, a pessoa também fica mais saudável”, relata a Dra. Edith.

Dra. Edith Horibe enfatiza que dar risada é importante. Viver alegre faz parte do ato de pensar positivamente, o que afeta a mente. É muito fácil atingir um bem-estar a partir da prática de exercícios sexuais.

A médica lembra que o sexo não é privilégio dos jovens, a Terceira Idade também deve praticá-lo. A diferença é que em idades mais jovens existe a preocupação com a “quantidade” de atividades sexuais, já em idades mais avançadas essa ideia é substituída por “qualidade”.

Portrait: Que moedas de ouro você quer no seu Natal?

em Coluna por

Camila

Que moedas de ouro você quer no seu Natal?

Hoje é Natal. E quem não pensa no bom velhinho neste dia? Segundo algumas pesquisas que fiz para escrever esta crônica, Papai Noel existiu, foi arcebispo turco no século IV, mais tarde conhecido como São Nicolau Taumaturgo. Nesta época do ano, ele costumava colocar moedas de ouro nas chaminés das casas mais humildes da cidade de Mira, onde morava. Mais tarde, ao ter alguns milagres atribuídos ao seu nome, foi considerado santo, São Nicolau. Sua imagem tornou-se um símbolo natalino na Alemanha, e de lá se espalhou para o mundo inteiro. Não importa onde more, no Polo Norte segundo os americanos, ou nas montanhas de Korvatunturi na Lapônia, Finlândia, conforme os britânicos, muito antes da famosa globalização tomar forma, Santa Klaus já era um mito universal, muito cultuado no ocidente.

Conversei com algumas pessoas para saber como foi a sua descoberta de que Papai Noel não existia. E para a minha surpresa, 80% delas não se lembravam, independente de sua classe social. Então veio a reflexão: será que o ser humano não quer se desfazer de boas lembranças? Será que quer manter dentro de si este encantamento de alguma forma? Qual o motivo de tantas pessoas não se lembrarem disso? Ele não é realmente importante, embora seja um ícone desta data, ou será que é melhor, mesmo sabendo da verdade, manter o mito?

Por que mesmo depois de saber da verdade, ainda nos encantamos com as histórias de Natal e seu entorno? São Paulo fica intransitável nas redondezas do Parque do Ibirapuera e da Avenida Paulista nesta época do ano, justamente porque as pessoas querem ver sua decoração, as comemorações que marcam a cidade. E então, manter o mito ainda é a melhor forma de se viver, de se acreditar em um mundo melhor?

Se no lugar de presentes materiais, Papai Noel pudesse trazer outros presentes, aqueles que não se compram, quais você desejaria para si, para sua família, seus amigos, para a sociedade? Será que também é mítico o desejo de uma sociedade onde não haja corrupção, onde os políticos cumpram suas funções sem quererem receber mais por isso, onde as pessoas saudáveis e jovens não estacionem nas vagas reservadas para deficientes e idosos, onde a lei de Gerson não prevaleça?

Será que é mítico fazer o bem sem se esperar o reconhecimento, um mundo com menos fome e mais alimento, com mais trabalho e trabalhadores, com mais sorrisos sinceros e não oportunistas, um trânsito com mais solidariedade e menos impaciência?

Será que é mítico o desejo de um relacionamento em que a lealdade e a fidelidade sejam intrínsecas à escolha que se fez quando se optou por assumir o outro como namorado ou marido, namorada ou esposa? Será que é mítica uma amizade sincera, sem se olhar para o que o outro possa te dar, mas para o que você pode oferecer a ele?

Será mítico um sistema público de saúde que funcione e realmente cuide de sua população? Uma escola pública que ensine e não dê ao aluno o ano sem repetência, mas com formação? Será mítico um inverno sem pessoas morrendo de frio, com crianças cobertas e dentro de um abrigo em noites gélidas?

Será que conseguiremos um dia transformar as tais moedas de ouro que aquele São Nicolau Taumaturgo, arcebispo turco, depositava nas chaminés, em valores palpáveis para uma sociedade melhor? E não estou falando de se subsidiar a pobreza e nem os pobres, mas de dar a toda população condições de saúde, trabalho e educação de forma real e semelhante.

São Nicolau se tornou um mito universal de amor, paz e alegria. Será que um dia, ao contrário do arcebispo turco, estes valores deixarão de ser mito e se tornarão realidade?

Enquanto me indago, a sociedade continua sendo a mesma. Um ou outro fazem a diferença. É hora de pararmos apenas de refletir e pegarmos nas mãos nossas moedas de ouro: transformá-las em sorrisos e vidas de ouro, a começar por nós mesmos. Sem a pretensão de nos tornarmos santos, mas com o desejo natalino – e que este perdure pelo ano inteiro – de realmente transformarmos e vivermos em um mundo melhor.

© 2013, The São Paulo Times.

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