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Por que os pacientes procuram a revisão da cirurgia plástica do nariz?

em News & Trends/Saúde & Bem-estar por

Pacientes que buscam uma segunda cirurgia para revisar sua rinoplastia frequentemente o fazem porque estão insatisfeitos com a simetria de sua ponta nasal e porque experimentam obstruções nasais, defende um artigo publicado no JAMA Facial Plastic Surgery.

“Os cirurgiões plástico que examinaram os candidatos à rinoplastia de revisão citaram achados ligeiramente diferentes dos pacientes, sugerindo que a comunicação sobre a estética nasal pode ser melhorada”, afirma o cirurgião plástico Ruben Penteado, (CRM-SP 62.735), diretor do Centro de Medicina Integrada.

De acordo com os dados do estudo, aproximadamente 5-15% dos pacientes que fazem uma rinoplastia procuram uma revisão cirúrgica, de acordo com informações de fundo no artigo. “Para otimizar a satisfação do paciente, a partir da rinoplastia de revisão, o cirurgião deve estar bem ciente das deficiências funcionais e estéticas que o paciente considera mais problemáticas”, recomendam os autores.

Para chegar a essas conclusões, os pesquisadores coletaram dados, por meio de questionários, de 104 pacientes em busca de rinoplastias de revisão. Os pacientes classificaram as três principais razões para procurar uma cirurgia de revisão, relataram sintomas de obstrução nasal e listaram as razões para não retornarem ao seu cirurgião primário.

O cirurgião plástico que consultou os pacientes também relatou os três achados estéticos primários juntamente com as indicações objetivas de obstrução nasal em pacientes que relataram esses sintomas.

“A maioria dos pacientes relatou ter procurado a cirurgia de revisão por causa da assimetria da ponta do nariz, dificuldades respiratórias, bloqueio nasal ou um terço médio torto do nariz. As preocupações estéticas mais comuns citadas pelos pacientes e cirurgiões foram a assimetria da ponta, um terço médio torto e irregularidades no terço superior do nariz”, informa Ruben Penteado, que é membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.

79% das preocupações dos pacientes também foram identificadas pelos cirurgiões. A discrepância entre as preocupações dos pacientes e os resultados dos cirurgiões plásticos surgiu por uma variedade de razões. Uma das principais razões é o uso, pelos cirurgiões plásticos, de um conjunto convencional de limites anatômicos, especificamente em relação ao terço superior versus o terço médio do nariz. Os pacientes, muitas vezes, não têm um conhecimento aprofundado da anatomia do nariz para distinguir adequadamente entre terços nasais.

Apenas 55% dos resultados dos cirurgiões também foram observados pelos pacientes. Isso pode ser porque os cirurgiões são críticos de seu próprio trabalho ou do trabalho de outros cirurgiões ou devido à revisão mais abrangente da anatomia nasal pelo olho treinado de outro cirurgião, que segue um método sistemático de avaliar o nariz contra um padrão clássico. Os pacientes, por outro lado, podem ter opiniões mais subjetivas e variadas sobre sua aparência ideal.

Dos 64 (62%) pacientes que descreveram dificuldades respiratórias ou outras experiências de obstrução nasal, 60 (94%) tiveram achados físicos objetivos relacionados à obstrução.  “Esses achados enfatizam a importância da conscientização do cirurgião plástico sobre as preocupações dos pacientes, compreendendo as causas da obstrução nasal pós-cirúrgica e explicando claramente a estética nasal aos pacientes que procuram a rinoplastia de revisão”, enfatiza o diretor do Centro de Medicina Integrada.

A distorção da anatomia nasal, especialmente após múltiplas rinoplastias de revisão continua sendo um desafio, mesmo para o cirurgião plástico experiente. “Além disso, pacientes submetidos a diversas revisões de rinoplastia têm implicações psicológicas de rinoplastias anteriores que falharam,  tornando a satisfação com os resultados pós-operatórios ainda menos provável. Para otimizar a satisfação do paciente a partir da rinoplastia de revisão, o cirurgião deve estar bem consciente das deficiências funcionais e estéticas que o paciente considera mais problemáticas”, alerta Ruben Penteado.

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