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Um dia, a gente entende…

em Novo Mundo por

Um dia, sem nem mesmo saber porque, você entende. Simplesmente entende. Finalmente, depois de muito (ou pouco) tempo, sua ficha cai. Não dá para dizer que seja apenas uma ou duas coisas que fazem o entendimento. É tudo, na verdade. Tudo mesmo. É a própria vida, sendo vivida, que te dá a oportunidade. E se você olhar bem, ficar em silêncio e prestar bastante atenção, uma hora entende.

Entende o que? O desafio, a lição ou o erro. O SEU desafio, lição ou erro. Porque, convenhamos, entender algo sobre si mesmo já é uma grande coisa. Entender o outro – sinceramente, às vezes parece tão ambicioso que beira o megalomaníaco.

Entender é um processo estranho. Primeiro, porque ele é necessariamente um processo que necessita do passado (ok, o tempo é uma ilusão humana, mas como disse certa vez Einstein “uma ilusão, embora muito persistente”…). Porque só se pode entender o que aconteceu. No momento em que acontece, no agora, no durante, o que se faz é SENTIR; VIVER. Entender é o pós-processamento da experiência; às vezes demora mais, às vezes menos. Mas é sempre depois. Até porque se tentar entender “enquanto” não acabou… o que você estaria entendendo? Pedaços? Partes? Tentando avaliar o quadro ANTES dele estar pintado?

Entender é um processo tão estranho que você se lembra bem de quanto ele é estranho: pense em algumas daquelas coisas que a gente aprendia na escola, equações, problemas matemáticos, regras de gramática, por exemplo. A gente ficava ali, ouvindo, prestando atenção.. e simplesmente não entendia. Eram palavras, sons, tudo parecia impenetrável. Aquela angustia de criança que a gente olha para a coisa que “precisa”; mas ainda não entendeu. Aí, num dado momento, vem o insight; e a gente se dá conta. EUREKA. Isso, rolou. Entendi! YES, não vou mais me ferrar na prova… Sejamos sinceros, continua sendo assim… só que as provas são muito mais reais, práticas e verdadeiras do que as folhas Teóricas da escola.

Então, no momento em que a gente entende; aqui na vida real; passa a ter uma nova, incomoda (às vezes dolorosa) e emocionante pergunta: – Mas e agora, o que eu faço com isso?

No mundo real, o valor do entendimento de uma escolha ou erro só vai existir se você FIZER algo com isso. Se mudar de atitude, pedir perdão, refizer as escolhas. O entendimento, guardado dentro de você, não vai produzir nada no mundo nem na sua vida. Vai apenas corroer, gerar culpa e dor, ficar entulhando seu ser junto dos outros pesos e sujeiras e feiúras e esqueletos que todos temos no armário, especialmente aqueles que ainda não entendemos.

E se você pedir perdão, e não for perdoado? E se você mudar, e isso afastar pessoas? E se você disser que entendeu, pedir perdão, mostrar que aprendeu – e ainda assim as pessoas optarem por alimentar apenas raiva e ódio e mágoa, nelas mesmas, em relação a você, talvez porque, no entendimento DELAS, você tinha a “obrigação” de ter entendido “ANTES”?

Bem, tudo isso não é seu. É delas. O que cabe a você é usar o entendimento, a humildade de pedir perdão, a verdade completamente transparente e o AMOR INCONDICIONAL (o seu amor por si mesmo e pelo outro) para fazer o melhor que puder; novamente; novamente e novamente.

Isso é a vida; cada um de nós fazendo o melhor que pode, novamente, novamente e novamente….

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