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Você conhece todos os efeitos colaterais da quimioterapia?

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Primeiro o diagnóstico, depois o tratamento e, por fim, a torcida pela remissão. Não parece um processo tão doloroso quando resumimos assim, mas apenas quem enfrenta um câncer conhece bem as dificuldades da jornada.

Os efeitos colaterais da quimioterapia podem muitas vezes tornar o processo mais difícil. Existem aqueles que a maioria das pessoas conhece, pois são visíveis, como a queda de cabelo, o mal-estar e o cansaço. Porém os efeitos que mais atingem o paciente e podem até mesmo atrapalhar o tratamento não são tão notáveis aos próximos, mas, para o paciente, podem ser muito severos. Um dos mais graves deles é a queda da imunidade, à qual damos o nome de neutropenia.

A queda da imunidade deixa o corpo muito vulnerável e suscetível a infecções. Quando isso acontece, muitas vezes é necessário interromper a quimioterapia para tratar a infecção e depois retornar ao tratamento.

Esse cenário pode ser muito danoso para o paciente pois, além de prejudicar a saúde, pode também atingir o seu emocional. “Ao começar a quimioterapia, o paciente já sabe quantas sessões precisará fazer e, com isso, imagina quando acabará. No momento em que se instala um quadro de neutropenia e precisamos adiar algumas sessões, isso pode ser bem difícil para o paciente aceitar”, afirma o professor associado de Hematologia do departamento de Clínica Médica da Universidade Federal do Rio de Janeiro Angelo Maiolino.

Mas por que a neutropenia acontece? A quimioterapia pode atingir a medula óssea, provocando a queda na produção de elementos do sangue, diminuindo os níveis de glóbulos brancos, que são os soldados da linha de frente do nosso organismo na defesa contra as infecções. Quase metade dos pacientes que passaram por pelo menos uma sessão de quimioterapia foram afetados pela queda da imunidade¹.

A neutropenia é perigosa por não apresentar sintomas nítidos. O médico normalmente descobre a doença apenas quando solicita um exame de sangue de rotina do tratamento oncológico². Para alguns pacientes com baixo nível de glóbulos brancos, até uma pequena infecção pode se tornar grave².

A melhor maneira de proteger os pacientes é evitar essa queda de glóbulos brancos, prevenindo a neutropenia3-4. Alguns medicamentos, ministrados em hospital estimulam a produção de glóbulos brancos. “O lipegfilgrastim, composto recém-chegado ao Brasil, é um tratamento de longa duração para a neutropenia que é aplicado em uma única injeção por ciclo de quimioterapia. O câncer causa um impacto muito grande na vida do paciente, e é importante prevenir os efeitos colaterais que podem ser provocados pelo tratamento da doença”, ressalta o professor.

Referências

¹ Freifeld AG, Bow EJ, Septkowits KA, Boeckh MJ, Ito JI, Mullen CA, Raad II, Rolston KV, Young JA, Wingard JA. Clinical Pratice Guideline for the Use of Antimicrobial Agents in Neutropenic Patients with Cancer: 2010 update by the Infectious Disease Society of America. Clin Infect Dis 2011;52(4):e56-e93.

²Intituto Oncoguia. Disponível em http://www.oncoguia.org.br/conteudo/neutropenia/1335/109/. Acessado em 10 de julho de 2016.

3Smith TJ, Khatcheressian J, Lyman GH, et al. 2006 update of recommendations for the use of white blood cell growth factors: an evidence-based clinical practice guideline. J Clin Oncol. 2006;24(19):3187-205.

4 Aapro MS, Bohlius J, Cameron DA, et al. 2010 update of EORTC guidelines for the use of granulocyte-colony stimulating factor to reduce the incidence of chemotherapy-induced febrile neutropenia in adult patients with lymphoproliferative disorders and solid tumours. Eur J Cancer. 2011;47(1):8-32.

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