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31ª Bienal de São Paulo – Como (…) coisas que não existem

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Diorama

31ª Bienal de São Paulo – Como (…) coisas que não existem

Achei realmente muito criativo e desafiador o tema desta Bienal.

Eu particularmente adoro o verbo “coisar.” Quando coloca-se a palavra coisa dentro de uma frase, cria-se um universo infinito que pode estar ligado a absolutamente tudo e gerar milhões de argumentos, ideias e situações.

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Em todos os momentos de nossas vidas, nos deparamos com dúvidas e questionamentos feitos a nós mesmos. Algum problema ou perda que nos fez parar para pensar sobre o que fazer de fato. Uma namorada que você perdeu no colegial, uma oportunidade jogada fora, um medo bobo que já tenha enfrentado. Claro, os temas da Bienal normalmente estão ligados à arte, mas a arte sempre estará ligada a tudo o que conhecemos. E comparar a arte com a vida, pelo menos a meu ver, é a melhor forma de entendê-la.

Estive criando e recriando esta frase na minha cabeça com vários finais.

Como (fugir de coisas) que não existem?

Como (acreditar em) coisas que não existem?

Como (criar) coisas que não existem?

Como (lutar contra) coisas que não existem?

Cada uma se encaixa em algum momento diferente de que tenho lembranças. Alguns foram bons, outros não tão bons.

Em algum momento nos questionamos sobre determinado assunto e abrimos um mundo de possibilidades para resolver problemas ou conviver com eles da melhor forma possível. Isto pode facilmente ser aplicado ao nosso meio religioso, politico, social, econômico. É uma frase com infinitas possibilidades e usos. E se usada da forma correta, pode gerar mudanças significativas em nossas vidas. E quando digo isso, me refiro a tudo o que nos rodeia, pois os questionamentos são  a base de qualquer mudança ou evolução, para mim, para você, para o mundo.

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Acho que a grande ideia desta Bienal é, sem dúvida, gerar este conflito através de obras que induzem o espectador  a questionar-se sobre tudo. É abordar, de certa forma, conflitos que já vivemos em sociedade, seja por preconceito racial, opção sexual ou religiosa ou qualquer outra coisa. Conflitos que normalmente não enxergamos no nosso cotidiano, a não ser quando acontecem com a gente. Trazê-los à tona é nos obrigar a resolvê-los dentro de um universo coletivo.

A arte sempre te “empurra” de alguma forma a ter alguma reação, a protestar, mesmo que seja contra a própria arte. E no fim, isso faz todo o sentido.

Achei interessante colocar este trecho do release do próprio site da Bienal, para que você, leitor, possa ter uma ideia do que esperar desta mostra e do que os organizadores esperam de você. 😉

Jornada

A expectativa é de que todos que entrarem em contato com a 31ª Bienal possam nos acompanhar em uma jornada, curta ou longa, para explorar algumas das possibilidades ali presentes para depois seguirem os seus próprios caminhos, individuais e/ou coletivos, levando algo novo consigo. Espera-se que esse momento compartilhado seja transformador para todos os envolvidos. Para isso ocorrer, os projetos artísticos, as palavras e ideias surgidas na exposição, discussões e performances que acontecem enquanto durar a Bienal, todos precisam ser confrontados, apropriados, usados e abusados. Ao longo desses encontros, dentro e em torno da 31a Bienal, por meio do que são fundamentalmente atos artísticos da vontade, as coisas que não existem podem ser trazidas à existência e, assim, contribuir para uma visão diferente do mundo. É provável que seja este, no fim das contas, o potencial da arte.

Fonte: http://www.31bienal.org.br/

E para quem quiser visitar a Bienal, seguem as informações abaixo:

Período: 6 set – 7 dez 2014

Entrada: gratuita

Local: Parque do Ibirapuera – portão 3 – pavilhão da Bienal

Visitação: ter, qui, sex, dom e feriados: 9h – 19h (entrada até 18h)

qua, sáb: 9h – 22h (entrada até 21h) fechado às segundas

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Álvaro Carvalho, publicitário, estudante de teatro e apaixonado por música. Adora viajar, conhecer museus, lugares novos, comidas exóticas e todo tipo de entretenimento ligado a cultura e arte.

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