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51 bilhões de dólares: os Jogos Olímpicos de Inverno valem tudo isso?

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O governo russo declarou ter gastado 51 bilhões de dólares nos Jogos Olímpicos de Sochi, mais do que todos os Jogos Olímpicos de Inverno anteriores juntos. Então, o que o país espera receber em troca? Um nome no cenário mundial, um aumento de reputação e um crescimento do turismo local após as Olimpíadas – o que parece cada vez mais improvável.

“A cidade e a região dos Jogos Olímpicos de Inverno da Rússia, Sochi e Krasnodar Kra, respectivamente, têm se beneficiado de financiamentos do governo para os Jogos Olímpicos e Paralímpicos deste ano, mas é provável que enfrentem crescentes pressões fiscais a longo prazo”, declara a agência de classificação de risco de crédito, Moody´s Investor Service, em um resumo de suas conclusões, acrescentando que “o alto custo do evento e outro tipo de publicidade negativa têm limitado os benefícios da reputação de sediar os Jogos Olímpicos”, finaliza.

A agência afirma que o setor hoteleiro russo estava particularmente vulnerável “pois um grande aumento na oferta de quartos atrelado a forte concorrência de outros resorts cria incerteza sobre as perspectivas de longo prazo para a indústria do turismo de Sochi”.

Jornalistas internacionais fizeram uma paródia dos hotéis de Sochi na preparação para os Jogos, criticando todo o resort do Mar Negro por ter a aparência de um projeto semi-acabado. As reclamações eram marcadas com as populares hashtags #SochiProblems e republicadas pela conta @SochiProblems (que ganhou 180 mil seguidores em questão de horas) vão desde banheiros compartilhados bizarros, maçanetas desaparecidas até ruas cheias de escombros com bueiros abertos.

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Mesmo antes da chegada das delegações esportivas, houve especulações de que o atendimento para os Jogos seria muito menor do que os 97% alcançados em Vancouver, há quatro anos, dada a ira da publicidade negativa sobre ameaças terroristas e preocupações com os direitos humanos. Os organizadores, no entanto, negaram qualquer sugestão de que haverá lugares vazios. Eles disseram no mês passado que 70% dos 1,1 milhões de ingressos já tinham sido vendidos.

Uma coisa é certa: pouquíssimos norte-americanos estarão nas arquibancadas.

A Travel Leadres Group, a maior empresa de agência de viagens da América, realizou uma pesquisa com seus 1.358 agentes de viagens e constatou que a maioria esmagadora – 91,2% – não tinha percebido qualquer interesse nos Jogos Olímpicos de Inverno entre os seus clientes.

A pesquisa realizada sugere que apenas 35 pessoas procuraram voos a partir dos EUA – para a Rússia – em um determinado dia, nos quatro meses que antecederam os Jogos, tornando-se 1000 vezes menos popular do que Las Vegas, mas em pé de igualdade com a visita a casa de Legoland, na Dinamarca ou a procura pelas noites nos clubes em Ibiza, na Espanha.

“Normalmente, os Jogos Olímpicos levam um grande número de visitantes para a área onde são sediados”, a empresa Hopper – uma startup que investiga dados no setor de viagens – observou em seu relatório. “No entanto, este ano houve advertências contra viagens para a Rússia e até mesmo há relatos que os próprios atletas olímpicos estão recomendando que seus membros da família fiquem em casa”, a equipe analisa.

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Além das questões de segurança amplamente divulgadas e que envolvem os direitos dos homossexuais, o preço pode ter provado a barreira final. Os analistas calculam que o custo médio que um morador dos EUA gasta para assistir aos Jogos Olímpicos de Sochi é entre 7 mil dólares e 14 mil dólares pelo período de uma semana; considerando o custo das passagens aéreas, hospedagem, além do caro (e complexo) sistema de vistos.

(C) IBTimes, 2014.

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